terça-feira, 9 de abril de 2013

DROGA: Serifo na área


O presidente interino da Guiné-Bissau pode ter cooperado com os planeadores de um esquema de contrabando de cocaína e armas para armar rebeldes colombianos das FARC, segundo documentos judiciais americanos na posse da agência Reuters. Os documentos lançam uma sombra sobre os esforços internacionais para restaurar a ordem no pequeno estado ocidental Africano, que sofreu uma série de golpes de Estado desde 1974, data da independência, e que desde então tem-se tornado num centro de transbordo de narcóticos com destino à Europa e aos EUA.

Promotores americanos apresentaram acusações contra o ex-chefe de estado maior da Marinha, Américo José Bubo Na Tchuto, e outros seis homens no final da semana passada, depois de os prender numa ousada operação sua costa atlântica. De acordo com as acusações, os homens planeavam levar 4.000 kg de cocaína colombiana para a Guiné-Bissau dentro de uma remessa de uniformes militares e contrabandear armas, incluindo mísseis, de volta para os rebeldes das FARC da Colômbia para o uso contra forças americanas anti-droga.

Um dos principais conspiradores no plano, descrito apenas como um "funcionário de alto nível da Guiné-Bissau", disse a agentes secretos. em julho de 2012, que iria discutir a trama com o presidente Manuel Serifo Nhamadjo. "Depois de amanhã, eu vou falar com o Presidente da República," ele é citado como tendo dito na acusação, aberta no tribunal de Nova York na sexta-feira passada. Dois outros suspeitos disseram aos agentes à paisana numa reunião em Bissau, em Setembro, que gostaria de falar com o "Presidente e o Primeiro-Ministro" sobre o negócio, de acordo com os documentos da DEA. REUTERS