sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Morte de Nelson Mandela: Angola diz que mundo perdeu um ícone de paz


O ministro das Relações Exteriores, Georges Chikoti, realçou hoje, sexta-feira, em declarações à imprensa, a figura do ex-presidente sul-africano, Nelson Mandela, como um grande íncone de paz, liberdade e fraternidade para o mundo. O ministro fez este pronunciamento a partir de Paris (França), em entrevista à Rádio Nacional de Angola, quando reagia à morte do ex-presidente e nacionalista sul-africano, Nelson Mandela, que faleceu quinta-feira, aos 95 anos.

Georges Chikoti referiu que Mandela deixa um grande exemplo, que não está ao nível de todos, uma vez que foi um homem muito simples , apesar de tudo aquilo por que passou e alcançou. Para o ministro, ele foi alguém que “quis dar isto como um exemplo de vida para todos, dai o facto de ser verdadeiramente um símbolo para os sul-africanos, África e para o mundo inteiro”.

Acrescentou ainda que Nelson Mandela será lembrado como alguém que fez uma grande obra e, no entanto, se manteve como um homem simples, dizendo que o que importa não é aquilo que ele fez , mas aquilo que nós podemos de facto viver e ver, de facto, como resultado deste esforço. Salientou que, mesmo após 27 anos de cadeia, saiu e dirigiu a África do Sul, mostrando que não trazia consigo a ideia de vingança, nem nenhum outro acto de revanchismo contra quem quer que fosse.

Eu acho que ele deixa ali um ponto extremamente importante na sua obra, ninguém vai poder amanhã dizer que ele levantou-se contra um branco ou contra alguém que o tivesse maltratado durante estes anos todos que ele passou na cadeia”, argumentou. “Ele abriu-se e deixou o exemplo para a África do Sul, África e o Mundo”, concluiu.

Morte de Nelson Mandela: Reacções


O Presidente Barack Obama classificou Nelson Mandela como “um homem corajoso e profundamente bom”. Numa declaração na Casa Branca, o primeiro Presidente negro dos Estados Unidos agradeceu à família de Mandela por o ter partilhado com o resto do mundo. “Neste momento, devemos fazer uma pausa para agradecer o facto de Nelson Mandela ter existido. Foi um homem que tomou a história nas mãos e apontou o arco do universo moral para a justiça. O seu percurso desde prisioneiro até Presidente personaliza a promessa de que os seres humanos e os países podem mudar para melhor. Deus abençoe a sua memória e o guarde em paz”, disse o Presidente dos EUA.

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas, Ban Ki-moon, recordou Nelson Mandela como “um gigante pela justiça” que inspirou movimentos de libertação no mundo inteiro. “Estou profundamente triste com a morte de Nelson Mandela. Nelson Mandela foi um gigante da justiça e uma fonte inspiração humana. Em todo o mundo muitos foram os profundamente influenciados pela sua luta altruísta em defesa da dignidade humana, da igualdade e da liberdade. Ele tocou as nossas vidas de formas profundamente pessoais”, disse o Secretário-Geral da ONU.

Morte de Nelson Mandela: Presidente de Cabo Verde envia mensagem de condolências


O Presidente da República de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca, enviou uma mensagem de condolências ao seu homólogo sul-africano, Jacob Gedleyihlekisa ZUMA.

Na sua mensagem, o Chefe de Estado de Cabo Verde expressa a sua profunda tristeza pelo passamento do ex-Presidente Nelson Rolihlahla MANDELA. “Senhor Presidente e caro irmão, foi com grande tristeza que tomámos conhecimento do passamento de Nelson MANDELA. Assim, sou a manifestar a Vossa Excelência, em nome do povo de Cabo Verde e em meu nome pessoal, o nosso mais profundo pesar”, escreve. Sublinha que “Cabo Verde chora com o povo da África do Sul a perda do grande MADIBA”.

Continua na sua mensagem de pesar dizendo que “A África, em geral, e a República Sul-Africana, em particular, assistem, com indizível dor, à partida de um líder incomum e de um dos mais lúcidos estadistas que o nosso Continente alguma vez conheceu. Para o Chefe de estado de Cabo Verde, Nelson MANDELA “não é apenas um mito, é um exemplo vivo, cada vez mais vivo, de político e estadista que deixa fortíssimas ressonâncias de cariz ético para os outros, para nós todos. MADIBA, abnegado e convicto revolucionário, combatente intrépido pelos mais nobres ideais a que deve aspirar a humanidade, mostrou-se sempre, mesmo nas situações mais difíceis e cruéis, um amante da liberdade e portador de um sentido fundo de humanismo. Fica, enfim, para África e para o mundo uma referência política e moral inexcedível”.

Terminou a sua mensagem reiterando, nesta hora, a sua funda consternação dizendo que, “mais do que nos solidarizarmos com o povo amigo da África do Sul, a Nação cabo-verdiana assume como sua a grande perda, chorando por aquele que soube dar o melhor de si para a liberdade do seu povo e da África”.

Morte de Nelson Mandela: LGDH envia condolências


Liga Guineense dos Direitos Humanos
Mensagem de Condolência

"A Liga Guineense dos Direitos Humanos profundamente consternada com a morte da referência imortal da humanidade na luta contra a desigualdade, injustiça e opressão, quer juntar-se às vozes de todo mundo para aclamar Gloria eterna ao Nelson Mandela Prémio Nobel da Paz, Primeiro Presidente negro da Africa do Sul e símbolo da paz e da liberdade.

Sendo uma figura incontornável que inspirou e marcará para sempre a historia da humanidade, a melhor homenagem que o mundo lhe pode prestar, é honrar os seus valores e aspirações, lutando sempre pela igualdade, pela justiça, pela união entre os povos, pelo combate a pobreza, enfim pela promoção do respeito efectivo pela dignidade da pessoa humana a escala global.

A luta contra Apartheid conduzida pelo Mandela que lhe custou 27 anos de encarceramento enquanto prisioneiro politico, é um exemplo ímpar de reconciliação e de perdão que pode servir de inspiração e de sinal de esperança para o povo guineense e a sua classe politica em particular que está a atrevessar um momento extremamente deficil.

A LGDH apresenta as suas mais sentidas condolência à familia do Madiba, ao povo sul-africano e à humanidade em geral.
Que a sua alma descance em paz e na santidade para sempre.
"

"Democracia com fome, sem educação e saúde para a maioria, é uma concha vazia."
Nelson Mandela

Feito em Bissau aos 06 dias do mês de Dezembro 2013
A Direcção Nacional
________________________

MEMBRO DE:

FIDH – Federação Internacional dos Direitos Humanos
UIDH – União Internacional dos Direitos Humanos
FODHC-PALOP – Fórum das ONGs dos Direitos Humanos e da Criança dos PALOP
Fundador do Movimento da Sociedade Civil
PLACON – Plataforma de Concertação das ONGs
MEMBRO OBSERVADOR JUNTO DE:

Forbes: Angola e Guiné Bissau entre os 5 piores países para se fazer negócios



A Guiné-Bissau ocupa o último lugar de uma lista de 145 países elaborada pela revista Forbes sobre os melhores e os piores países para se fazer negócios, estando Angola também entre os cinco lugares menos apetecíveis. O 'ranking', apresentado pelo oitavo ano consecutivo pela prestigiada revista norte-americana, foi preparado com base em 11 indicadores públicos avançados por organismos como o Freedom House, a Fundação Heritage, a Transparência Internacional ou o Banco Mundial, e coloca seis países europeus nos dez primeiros, com destaque para a Irlanda, que nunca tinha chegado ao topo da lista, e sete países africanos entre os dez piores.

O pior país do ponto de vista dos investidores é a Guiné-Bissau, seguida do Chad e de Myanmar, com Angola a ocupar o 141º dos 145 países analisados.

Os indicadores utilizados são os direitos de propriedade, a inovação, os impostos, a tecnologia, a corrupção, a liberdade pessoal, de comércio e monetária, a burocracia, a proteção dos investidores e a performance da bolsa. Portugal está no 20º lugar de uma lista de 145 países sobre os melhores locais para se fazer negócios, que coloca a Irlanda, a Nova Zelândia e Hong Kong nos primeiros três lugares.

PIORES PAÍSES PARA SE FAZER NEGÓCIOS

136. Líbia

137. Gâmbia

138. Etiópia

139. Haiti

140. Venezuela

141. Angola

142. Zimbabué

143. Myanmar

144. Chad

145. Guiné-Bissau

Fraudes em curso


"Prezado,

Gostaria imenso que publicasses esta minha intervenção que é em prol da nossa nação guineense. Está acontecendo justamente no bairro onde moro há mais de 27 anos, um recenseamento na frente da casa de um membro do partido PRS e ex-ministro das infra-estruturas Fernando Gomes (LADRÃO, INVEJOSO, PERIGOSO, BANDIDO E ALDRABÃO).

Nunca aconteceu na história desse bairro um recenseamento (desde 1994) na frente da porta de um político, e justamente do PRS. Sempre aconteceu na histórica escola Gudofredo Vermão de Sousa, tanto o recenseamento como a eleição desse círculo (que já nem sei que circulo é) porque a banca/mesa foi movimentada para junto ou próximo de um outro círculo localizado no bairro de Luanda de baixo.

Eu mesmo já nem me vou recensear neste circulo, procurarei um outro do meu agrado ou onde me sentirei mais à vontade com pessoas da minha índole. A escola está localizada na entrada do bairro de Luanda e em seguida chega-se ao bairro do Banco (casas do antigo banco nacional) para depois descer à já denominada luanda de baixo onde a grande frequência de moradores e os possíveis eleitores são da etnia balanta)...

O circulo eleitoral que se encontrava na escola praticamente tem eleitores alfabetizados e pessoas com um nivel de pensamente e formação pessoal mais avantajado, esse circulo costuma render votos (em todas as eleições realizadas) ao PAIGC que oferecia melhores candidatos ultimamente...os balantas de baixo não se deslocam lá para cima por se sentirem inferiores ou do circulo se tratar de pessoas mais educadas então normalmente se recenseam no circulo lá de baixo na sua periferia...

E está havendo recenseamento até pela noite com gerador ligado, se de manhâ existe problemas na impressão do cartão, imaginem a roubalheira que não será!?! Mas agora, com a mudança da mesa de recenseamento lá para perto dos balantas, então automaticamente sentem-se mais seguros em roubar votos nesse circulo e beneficiar o PRS...Devemos ter em atenção os cartões do pilantra Nhamadjo e da serpente 'nguli dinhero' Rui de Barros.

Não podemos ficar a dormir como diversas vezes aconteceu (olha o estado em que estamos agora), se até agora não foram entregues os cartões deles é porque alguma coisa se passa ou teremos dois e mais presidentes golpistas votando e ministros golpistas idem...por isso é que surge o Kumba Yala a dizer que ganhará a pontapés aos candidatos Paulo Gomes e o Tcherno Djalo...estes por isso só já não são candidatos de grande confiança então imagina-se o Kumba, um predador caótico, causa caos por todo o lado por onde passa...é lamentavel um débil mental achar que ganhará a uma nação a não ser que esteja pensando em FRAUDE... Gostaria que guardasse o anonimato...como bom cidadão fiz a minha denúncia..."

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Morreu Nelson Mandela. Tinha 95 anos. Paz à sua alma. AAS

Koumba Yalá saiu da toca: É candidato a Presidente da República, com o apoio do PRS...


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E começa ao ataque... «Vou partir o Paulo Gomes e o Tcherno Djaló como pauzinhos»... E nem faltarão pontapés. Ah, valente! Koumba Yalá deu uma extensa entrevista de 5 páginas ao jornal «O Democrata», publicada na edição de hoje em Bissau.

Morreu esta tarde em Bissau, Abubacar Demba Dahaba, ex-ministro das Finanças. Condolências à família. AAS


Abubacar Demba Dahaba tinha 56 anos, foi ministro das Finanças no primeiro governo de transição após o golpe de estado de abril de 2012 e já tinha desempenhado o cargo em outras ocasiões. Era doutorado em Finanças, Circulação Monetária e Crédito pelo Instituto Nacional de Economia Plehanov, em Moscovo.

Desempenhou também funções como quadro da direção nacional do Banco Central dos Países da África Ocidental (BCEAO) para a Guiné-Bissau, entre maio de 1997 e janeiro deste ano. Preparava-se para ser candidato a secretário-geral do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) no próximo congresso do partido (ainda sem data marcada) e era tido como pretendente ao cargo de primeiro-ministro.

ALERTA: Mega-fraude eleitoral em curso


"Caro amigo

Alguém nosso amigo, segredou-me que a GTAPE na pessoa do seu director-geral que é do PRS, alias, só isso explica o facto de 4 candidatos recusaram os resultados de 2012 e promoveram o golpe de estado, alegando fraudes no caderno eleitoral e o seu responsável manter-se no cargo. Ele já esta nesse lugar a muito tempo.

Consta que esta situação de falta de fundos e a falta de equipas no terreno vai apenas favorecer o PRS porque o Sr. Na Bitan, director-geral do GTAPE e Militante do PRS, vai mandar recensear os distritos eleitorais onde o PRS sempre teve melhores resultado. Como o circulo eleitoral é composto por vários distritos, se os distritos onde o PAIGC tem maior influencia forem recenseados a meio gás e os distritos onde o PRS tem maior influencia for recenseado com mais tempo e maior número dos recenseados, terá logicamente influencia no método “d'Hondt” a aplicar no resultado geral.

Se assim for, agradeço-lhe o favor de junto a Comunidade internacional denunciar nos sites e nos jornais e abortar esta confusão.

Um abraço
"

Segundo informações de que disponho, o GTAPE, através do seu Director Geral, militante do PRS, está a preparar uma MEGA FRAUDE ELEITORAL a favor do seu partido PRS.

Chegou-me esta mensagem hoje, e queria depois de receber os tratamentos devidos da sua parte, que o publicasse, para que toda a gente tenha conhecimento do que nos espera nas proximas eleições.

Mais uma vez solicito o meu anonimato.

Aqui vai um pequeno esclarecimento sobre o método:

METODO “d’HONDT”

O método consiste numa fórmula matemática, ou algoritmo, destinada a calcular a distribuição dos mandatos pelas listas concorrentes, em que cada mandato é sucessivamente alocado à lista cujo número total de votos dividido pelos números inteiros sucessivos, começando na unidade (isto é no número 1) seja maior.

A titulo de exemplo, um circulo eleitoral pode ter aproximadamente 70 distritos (mesas de recenseamento), com aproximadamente 26.000 eleitores.

Segundo o método “d’Hondt”, num cenário real, a apuração dos resultados seria por exemplo:

hondt 1

hondt 2

Sociedade Civil sobre o recenseamento


A realização das eleições presidenciais e legislativas marcadas para o dia 16 de Março de 2014, constituí um imperativo categórico para fazer o país voltar a normalidade constitucional, assim como retomar a confiança dos guineenses e da comunidade internacional nas instituições da república.

Porem, para a concretização das eleições na data marcada, os actos prévios nomeadamente, o recenseamento eleitoral deve ter lugar o mais breve possível. As autoridades de transição decidiram realizar o recenseamento de raiz.

Para o efeito devem ser criadas as condições matérias, financeiras e humanas para a sua realização para poder atingir todos os cidadãos em condições de poderem ser recenseadas

O recenseamento eleitoral para as presentes eleições que teve inicio no dia no dia 01 de corrente mês, está a ser realizado num contexto difícil do país sem grandes financiamentos, consequência das sanções que algumas instituições e organismos impuseram.

No entanto, temos a informação que alguns países e organizações, tais como a Republica de Timor Leste concedeu ajuda no quadro de solidariedade para com o povo guineense, em dinheiro e materiais diversos.

No entanto o recenseamento eleitoral está a ser realizada sem uma campanha de educação cívica porquanto uma acção necessária para informar e sensibilizar aos cidadãos eleitores o facto que dificulta a localização de mesas e afluência as mesas de recenseamento.

Também existem situação de divergência de mecanismo de utilização de fundos doados por alguns parceiros que estão a ser geridos pelo PNUD, que dispõe neste momento de fundos da UE para a educação cívica e a do próprio PNUD.

As informações que nos chegam das nossas estruturas nas regiões, dão contas de que:

Fraca afluência dos cidadãos aos postos de recenseamento
Poucas mesas e fraca presença de agentes recenseadores no terreno.

Preocupados com estas informações, o Movimento Nacional da Sociedade Civil desdobrou-se em contactos com os actores de processo com o objectivo de se inteirar de perto sobre a situação vigente.

Movimento Nacional da Sociedade Civil teve uma audiência com o chefe da Missão de Cooperação de Timor no dia 04/12/013, onde registou com preocupações as informações recolhidas pelo Senhor Secretario de Estado de Timor Leste, Chefe da Missão da Cooperação de Timor, sobre os meios materiais e financeiros postos a disposição do governo no quadro de solidariedade, tais como o que está descrito no termo de COMPROMISSO assinado entre o governo da Guiné-Bissau e Timor Leste, tendo em seguida pedido um encontro de emergência com a sua Excia. o Senhor Ministro de Estado Dr. Fernando Vaz que foi imediatamente aceite, e fez-se acompanhar da Sua Excia. Sr Ministro de Administração do Território e Poder Local, Dr. Batista Te, assim como os staff da GTAPE

Para se inteirar da situação, após termos manifestado as nossas preocupações face ao acima expostos, recebemos todas informações detalhadas e exaustivas do Senhor Ministro do Estado da Presidência e do Sr. Ministro da Administração do Território e Poder Local, de que os fundos doados pela Cooperação Timorenses ainda não estavam disponíveis ate ontem devido as formalidades bancárias, e , para poderem dar inicio aos trabalhos de recenseamento na data prevista foi necessário pedirem uma descoberta de um montante de 50.000.000Xof no Banco BAO para que o processo não se comprometesse, manifestou-nos muitas dificuldades com que se deparam e apontou soluções para as ultrapassar com o empenho e vontade dos técnicos Guineenses dispostos a tudo fazerem para que a data de 16 de Março seja concretizada com sucessos.

Perante este atraso que se verifica no processo de recenseamento, exortamos ao governo através das suas estruturas de gestão do processo eleitoral, nomeadamente, a GTAPE, CNE e outras entidades conexas no sentido de criarem as condições para que o processo decorra da melhor forma possível, de forma a não comprometer a data das eleições marcadas para o dia 16 de Março de 2014.

Relativamente ao processo da educação cívica, temos a informação de que alguns parceiros disponibilizaram fundos para a formação e educação do eleitor, concretamente a UE e outros, mas até a presente esta acção não está em curso.

Por isso apelamos aos parceiros e agencias encarregues da gestão dos referidos fundos no sentido de flexibilizarem e darem a maior celeridade no processo de desembolso dos fundos, tendo em conta as circunstancias e oportunidades impar que todos nós almejamos o seu sucesso e vitoria para o nosso Pais.

O Movimento da Sociedade Civil

Bissau, 05 de Dezembro de 2013

Tomates à moda do Mali


As organizações de defesa dos direitos Humanos do Mali, pediram a requalificação das acusações contra o general Amadou Haya Sanogo, após a descoberta de uma vala com os corpos de 21 soldados malianos dados como desaparecidos na região de Kati, antigo feudo inexpugnável do general Sanogo. O juiz de instrução do processo judicial do caso dos "boinas vermelhas" desaparecidos, Yaya Karembe, procedeu, quarta feira, à exumação de 21 corpos na vila de Diago, localidade não longe de Kati. Os corpos que devem corresponder aos 21 militares "boinas vermelhas" dados como desaparecidos a 30 de abril 2012 após o que ele, Sanogo, apelidou de tentativa de contragolpe de estado, que ao que parece, iria pôr a termo à junta militar do capitão Sanogo que havia deposto o Presidente Amadou Toumani Touré um mês antes da realização das eleições previstas nesse pais.

A Federação Internacional dos Direitos Humanos (FIDH) e a Associação Maliana dos Direitos Humanos (AMDH), representando as famílias das vitimas e das partes civis nesse processo, depositaram quarta-feira junto ao Juiz de instrução um pedido de requalificação dos termos da acusação contra os acusados por "assassinato e morte", ao mesmo tempo que saudavam os avanços considerados de muito importante no andamento desse processo de inquérito.

"A descoberta desses 21 corpos representa, de uma parte, uma triste noticia para a família dos desaparecidos, mas também é um grande passo na descoberta da verdade e o consequente estabelecimento das responsabilidades penais individuais. Os parentes e próximos dos desaparecidos aguardam a identificação oficial dos corpos descobertos, mas nos vamos solicitar ao juiz, em nome das famílias das vitimas, a requalificação das acusações que impendem contra os presumíveis responsáveis daquilo que podemos qualificar de assassinatos", declarou o Advogado, Dr Moctar Mariko, presidente da AMDH e advogado das vitimas.

Segundo o inquérito levado a cabo após os três dias de combates pelas organizações de defesa dos direitos humanos, a 2 de maio de 2012, uma vintena de militares maioritariamente boinas vermelhas detidos no aquartelamento militar Soundiata Keïta de Kati, o quartel general das forças do general Sanogo, foram levados num camião militar e depois disso foram dados como desaparecidos.

A 26 de julho de 2012, a justiça maliana abriu um procedimento judicial sobre esse caso denominado "caso boinas vermelhas desaparecidos" e, em inicios de novembro 2013, o juiz de instrução encarregue do caso deliberou 15 mandatos de detenção contra altos responsáveis da junta militar. O Juiz depois formalizou sete acusações, entre elas, uma contra o general Amadou Haya Sanogo, acusado a 27 de novembro por cumplicidade em rapto e foi detido sob mandato judicial.

A FIDH, a AMDH e 17 membros das famílias das vitimas dos militares dos boinas vermelhas desaparecidos constituíram-se partes civis no processo, afim de fazerem ouvir as vozes das vitimas e de apoiar os esforços desencadeados pelo Juiz de instrução para que todas as responsabilidades sejam apuradas nesse dossiê emblemático da luta contra a impunidade no Mali, indicam as mesmas fontes. AAS

Nota: Pergunta-se para quando uma justiça do género contra as atrocidades cometidas na Guiné-Bissau pelo general Indjai e o seu grupo de delinquentes, incluindo Kumba Yala. Para quando homens com os ditos cujos nos sitio à frente da PGR e da Magistratura pública para desencadearem acções desta envergadura contra a impunidade na nossa pobre Guiné-Bissau, pais cujo Povo foi abandonado, desterrado do mundo, esventrado dos seus direitos, violado na sua dignidade, esquartejado na sua honra..., porém, mantém-se dócil, serviçal e impávido..., sem mugir nem tossir. Porra,... para quando? AAS

MAVEGRO - Réplica ao artigo 'prenda de natal'


Pouca vergonha da empresa MAVEGRO e do seu novo chefe de contra-informação!!!

Senhor Aly,

Peço que passe essas minhas pequenas linhas, para que o público guineense interessado nos processos contra a empresa Mavegro (se é que agora podemos chamá-la de empresa).

Senhor Jan Van Man MAVEGRO, também há quem pode chamar até o Ministério Público, Ministério das Finanças e até o próprio Ministério da Função Pública e Trabalho para terem em atenção só os seguintes pontos que irei citar em tópicos porque a guerra ainda não começou, meus senhores:

1.Chamar à atenção do Ministério Publico para averiguar a fuga ao fisco, branqueamento de capitais feitas pela empresa MAVEGRO em conluio com uma ONG estrangeira, situada aqui em Bissau;

2.Chamar à atenção do Ministério das Finanças para averiguar caixas privés (que debaixo do capote de Consul, o Sr. Jan esconde mercadorias para a sua loja);

•Ainda alertar o MF para averiguar a caixa de mavegro (a declaração de receita que a empresa apresenta.........) o Sr. Jan sabe do que estou a falar e não vou aprofundar por enquanto;

•Também pedir o MF para verificar as viaturas, geradores, caixões que escondem grandes quantidades de mercadorias de valores exorbitantes destinada a loja, mas que não esteja registada;

3. Ainda sem ser o fim, chamar o Ministério da Função Pública e Trabalho, através da IGT, pelo trabalho escravo na empresa, que vão verificar e entrevistar pessoas.

Senhores Jan e o seu advogado ou seja quem quer que seja que escreveu está miserável nota de Prenda de Natal (?) aos funcionários públicos. Precisam pensar mil vezes ou mais antes de escreverem está tamanha vergonha e falta de respeito para com os funcionários públicos.

A vossa vergonha acontecerá, assim que o tribunal iniciar o processo do Colectivo de trabalhadores da Ex-rádio MAVEGRO, ou será também que estes são funcionários públicos?!

Desafiam-me para apresentar provas de tudo o que escrevi aqui, pois estarei aguardando-vos ansiosamente e a sua apresentação não será pessoal ou fechada, será publicamente e com copias aos órgãos de comunicação social e assim com ao MP e MF.

Me aguardem.

Lúcia C. (esposa de Lúcio C. Maricas)

ÚLTIMA HORA: 31 de Dezembro, é a nova data para o fim do recenseamento. Antes, era 21 de dezembro...por este andar, ainda fazemos eleições em 2022. AAS


Cheira-me: Que nestas eleições, até os mortos irão votar...tanta barafunda, tanta incompetência junta só pode dar em nada! AAS

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Recenseamento (eh eh eh, compras à Timor: Máquina não reconhece Rui Barros...e o Indjai, já se recenseou? Pareceu até anedota quando ouvi o Rui Barros a convocar o povo para o recenseamento...coisas nossas. AAS

Comandante Pedro Pires apadrinha cimeira sobre inovação em África


A Africa Innovation Summit já tem data. Acontece de 4 a 6 de Fevereiro do próximo ano, na cidade da Praia, em Cabo Verde e será apadrinhada por Pedro Pires. O Banco Africano de Desenvolvimento, ADEI, CEDEAO e Governo apoiam a iniciativa. Pedro Pires apadrinha cimeira sobre inovação em África. A cimeira pretende estabelecer as bases de diálogo entre os vários agentes na área da inovação, incluindo “decisores políticos, empresários, académicos e investidores”.

Estes agentes, segundo o comunicado de imprensa da organização “envolvidos num esforço conjunto para realizar a avaliação estratégica, procurar soluções fortes e envolver os actores chave para a construção de um ambiente mais propicio à inovação em África”. A Cimeira irá lançar as bases para um diálogo entre as partes interessadas para a inovação em África. Vai contar com a presença de políticos, empresários, pesquisadores, acadêmicos e investidores.

QUEIXA-CRIME: Sociedade «Palmarés» move queixa-crime contra o Estado da Guiné-Bissau


A sociedade «Palmares Technologies R&D SA», do Benin, vai mover uma queixa-crime junto do Tribunal de Justiça da União Económica Monetária Oeste Africa (UEMOA), contra o Estado da Guiné-Bissau e o Governo de transição, conforme revelou à PNN uma fonte da empresa na capital guineense. Em causa está a recusa por parte do Governo de Rui Barros em delegar a execução dos trabalhos de recenseamento eleitoral à empresa, depois de ter ganho por duas vezes o concurso público realizado pelas autoridades de transição para este efeito.

De acordo com a fonte da PNN, Kojok Tarraf Nasser, Presidente e Director-geral do grupo com sede em Benin, a empresa está desapontada com o Governo de transição que, depois de trocas de correspondência e de ter participado no concurso com outras organizações, a sua firma ficou simplesmente sem nenhuma resposta por parte das autoridades de transição.

A PNN teve acesso a uma carta do Ministro da Administração Territorial e Poder Local, Baptista Té, datada de 7 de Setembro de 2012, que solicitou as diligências junto da Comunidade de Estados da Africa Ocidental (CEDEAO) e do Presidente da Costa do Marfim, para a obtenção de financiamento que permitisse a cobertura integral do processo eleitoral em curso na Guiné-Bissau.

No ciclo destas trocas de correspondência, a 5 de Setembro de 2012 o Primeiro-ministro guineense Rui Barros terá enviado uma carta ao Presidente da CEDEAO, no sentido de Kadre Ouedraogo apresentar uma proposta à sociedade «Palmares» com vista aos trabalhos de recenseamento biométrico na Guiné-Bissau.

No relatório da reunião do Comité de recenseamento eleitoral, datado de 30 de Julho de 2012, onde estiveram presentes Cristiano Na Bitam, Armando da Silva, António Sedja Man, o falecido Watna Almeida, Braima Ture, Braima Biai, Carlos Mendes da Costa, Aliu Nhamadjo, Fernando Borja Monteiro, Olívio Pereira e Vicente Cô, este último actual Director-geral da Administração Territorial e Poder Local, todos manifestaram a importância dos aspectos financeiros como uma das condições decisivas para que o calendário das eleições pudesse ser cumprido, relativo à data marcada anteriormente, 24 de Novembro.

A finalizar o relatório, o Comité de recenseamento eleitoral solicitou um trabalho por parte do seu Presidente, em conjunto com o ministro Baptista Té e o Primeiro-ministro, para institucionalização de uma comissão com vista ao recenseamento biométrico.

Feitas estas diligências, a empresa, cuja delegação já se encontrava em Dakar com destino a Bissau, disse ter sido surpreendida com uma carta do Ministro Baptista Té, datada de 22 de Janeiro de 2013, no sentido de fazer aguardar a chegada da comitiva ao país, devido a orientação superior.

Em consequência desta situação, a PNN apurou que a CEDEAO já condicionou o seu financiamento do processo eleitoral em curso na Guiné-Bissau, por se confrontar com a falta de um interlocutor no terreno durante a execução do recenseamento eleitoral em curso há três dias. FONTE: (c) PNN Portuguese News Network

EDUCAÇÃO (ou a falta dela): Só 40% dos alunos voltaram às aulas


Só 40% dos alunos voltaram a escolas da Guiné-Bissau após greve de professores. As escolas públicas da Guiné-Bissau estão a funcionar a 40%, duas semanas após a suspensão da greve dos professores, disse hoje à Lusa o presidente do sindicato democrático dos professores (Sindeprof), Laureano Pereira.

De acordo com o sindicalista, "há uma desconfiança total" dos alunos e dos encarregados de educação em relação à viabilidade do ano letivo nas escolas públicas devido às constantes paralisações. "A greve foi suspensa, mas os alunos simplesmente não comparecem", afirmou, tendo a situação sido verificada pela agência Lusa em várias escolas de Bissau hoje visitadas. LUSA

NOTA: Entretanto, e aos olhos da 'comunidade internacional', a Guiné-Bissau está muito bem como está, e recomenda-se... AAS

Prenda de Natal (?) aos funcionários públicos!!!


«Os Funcionários Públicos da República da Guiné-Bissau podem, sem quaisquer consequências, passar a aceitar trabalho paralelo (com seu trabalho público) e gozar de plena protecção do mesmo Estado para esse trabalho externo. Esta conclusão sai de uma sentença recentemente proferida contra a Rádio Mavegro.

Um funcionário do Estado, do Ministério da Agricultura, concretamente Acácio Pinto Mendonça, em regime de part time trabalhou como técnico na Rádio Mavegro. Quando o director da Rádio considerou que os serviços do Pinto Mendonça já não eram necessários, este reclamou junto do Tribunal de Família e Trabalho em como foi demitido sem justa causa exigindo indemnização. A juíza Elsa Maria António julgou a favor do Pinto Mendonça e condenou a Rádio Mavegro a pagar cinco milhões de FCFA.

Esta decisão do Tribunal significa que agora, na base da Jurisprudência, todos os funcionários do Estado passam a beneficiar do direito e proteção para biscates (surnis). A Rádio Mavegro não pode recorrer ao Supremo Tribunal porque já não existe. Se o Ministério da Função Pública não actuar neste caso, então pode começar uma grande festa de biscates para os funcionários do Estado - deve questionar-se então: no futuro ainda terão tempo para cumprir as suas obrigações para com o Estado?

Lúcio C.
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Bassora di Câmara inda sobra


«Os funcionários da Câmara Municipal de Bissau estão em greve - dizem - por falta de pagamento de salários. Falta de pagamento?! Mas a Câmara tem muito dinheiro. Os funcionários que peçam à direção da edilidade a cópia do extrato da conta da CMB no BAO - conta Nr.: 4145.01.0013. Estão lá, adormecidos, muitos milhões...ou será dinheiro para o Natal do seu presidente Artur Sanha?

Ussumane
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PAIGC - Núcleo de Paris de apoio a Braima Camara


PAIGC – VIIIº CONGRESSO

Em FRANÇA, os membros da Representação do Projecto «POR UMA LIDERANÇA DEMOCRÁTICA E INCLUSIVA», reuniram no passado domingo em PARIS para debruçarem sobre os últimos trabalhos no seio do PAIGC, com maior ênfase nos resultados das conferências regionais acabados de realizar e que determinaram a vitória deste projecto com uma goleada de 7 – 2 (Bissau, Gabu, Bafatá, Oio, Tombali, Quinará e Biombo VERSUS Bolama e Cacheu).

A REPRESENTAÇÃO DO PROJECTO EM FRANÇA congratula-se com os trabalhos desenvolvidos e encorraja todos os intervenientes no processo à não pouparem esforços, alias, incentiva-os mesmo à subirem o grau de suas intervenções, laborando incessantemente para que no próximo congresso se verifique um resultado liminar de 9 – 0, ou seja, que se conservem as vitórias e se conquistem as regiões históricas de BOLAMA e CACHEU.

A união no seio de qualquer organização começa com o respeito de ideia e opinião de cada um, mas a convergência das ideias num projecto único facilitaria a DEMOCRACIA e a INCLUSÃO que almejamos. Os 9 – 0 significaria que, apesar de pontos vista diferentes, estamos todos do mesmo lado, ou seja, que ninguém se sentiria exôgeno ao PROJECTO.

Segundo ERÁCLITO DE ÉFESO,
• A luta de contrários, é geradora de desenvolvimento:
Quer dizer que, este congresso não deverá servir de fermento para a desagregação dos militantes, mas sobretudo deve unir-nos e fortificar-nos, porque afinal não somos INIMIGOS, apenas DEMOCRATAS de visões diferentes mas cujo objectivos são iguais.

Segundo a FISICA,
• Nos ÁTOMOS ou nas MOLÉCULAS atuam as Forças de ATRAÇÃO e de REPULSÃO:
Ora bem, quanto maior for a FORÇA DE ATRAÇÃO maior será a coesão entre as Moléculas, ou seja, neste momento ESTE PROJECTO É A FORÇA DE ATRAÇÃO, logo, quanto maior fôr a nossa força de chamar os outros à nós, maior será a COESÃO INTERNA DO PAIGC.

Viva o núcleo de França
Viva o projeto da democracia e da inclusão
Viva o PAIGC
Viva a Guiné-Bissau

A COORDENAÇÃO

Admirável


«Estimado Aly Silva,

Por absoluta necessidade de conhecer a Guine Bissau por razões profissionais, tenho nos últimos tempos lido muita coisa produzida e lançada na net, porém é inegável que os seus textos são para mim os mais apreciados e admirados pela coragem que em cada frase você consegue transmitir, sem qualquer temor por eventuais mal-entendidos, seja de quem lê ou de quem no texto é referido, tudo de forma expressa, quase que redigido num iPhone e postado na net de imediato, sem aquela de se sentar numa mesa em frente a um computador e pensar frase a frase, virgula a virgula, o titulo, o lead, o sublead na construção da redação do texto.

A afirmação acima transmite de facto o meu pensamento e por ser verdadeira, se não a formulasse agora, concerteza o faria na primeira oportunidade, durante um encontro pessoal ou mesmo por telefone.

Dito isto e tendo em consideração as primeiras palavras deste e-mail, gostaria de contatá-lo para ouvir a sua opinião sobre a oportunidade que me foi oferecida para desenvolver em breve um trabalho na GB, cujo objectivo envolve pessoas que julgo estarem próximas de sí, apesar da decisão de contratar não ser destas pessoas ou de outras da GB.

Melhores cumprimentos e sucesso.

Antonio D.
»

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Fafali Kudawo adverte para risco de conflito na Guiné-Bissau


Fafali Kudawo, especialista e coordenador de Voz de Paz, uma ONG nacional implicado na identificação das causas de insegurança, estima que um conflito pode ocorrer na Guiné-Bissau "se as proximas eleições gerais não forem bem geridas". Numa entrevista dada à agência noticiosa Xinhua, Kudawo afirmou que conflito eleitoral é possivel no pais e a violência e a insegurança pode se estender e respaldar a toda à sub-região da Africa Ocidental.

"Nós temos uma sub-região extremamente fragil com os conflitos em Casamance (sul do Senegal), na Guiné-Conakry e no Mali. Todo ressurgimento da violência no pais podera desestabilizar toda a região", acrescenta o entrevistado. Fafali Koudawo, igualmente reitor da Universidade "Colinas de Boé" de Bissau, considera que o Estado da Guiné-Bissau é incapaz de garantir a segurança dos seus cidadãos.

"Na Guiné-Bissau, o Estado é muito fragil e não pode estabelecer a segurança no pais, em particular, quando factores agravantes, tais como o trafico de droga e os golpes de estado se juntam a situação ja de si fragil", sublinha.

Ele desassocia no entanto, a insegurança actual no pais com o trafico de droga. "Vocês não podem associar uma grande parte dos crimes cometidos no pais com o trafico de droga, porquanto a maior parte dos crimes cometidos, são ligados à violação das leis".

Segundo ele, "a insegurança no pais esta fortemente ligada a pequena delinquência, à justiça privada, ao enfraquecimento do Estado e a multiplicação dos conflitos no seio das populações". Na Guiné-Bissau, apos o conflito militar de 1998, a insegurança politica piourou na sequência dos sucessivos golpes de estado.

Depois do golpe de estado de 12 de abril de 2012 na Guiné-Bissau, os casos de violência e de insegurança no pais foram frequentes, em particular a tortura, as perseguições e mesmo os assassinatos dos cidadãos nacionais e estrangeiros, salientou por fim o entrevistado. XINHUA

CORRUPÇÃO - TRANSPARÊNCIA INTERNACIONAL


Cabo Verde perdeu duas posições (caiu para 41ª em relação a 2012, em que era 0 39º) no Índice de Percepção da Corrupção 2013 da Transparência Internacional, mas continua a ser o segundo país menos corrupto de África. Nos restantes países lusófonos, seguem-se Brasil e São Tomé e Príncipe, ambos na 72ª posição, com 42 pontos, Moçambique e Timor Leste no 119º posto, ambos com 30 pontos.

Por outro lado, Angola subiu do lugar 157º para o 153º, com 22 pontos, e a Guiné-Bissau ocupa o 163º lugar, com 19 pontos, numa escala em que zero significa altamente corrupto e zero 100 livre de corrupção. Cabo Verde fica apenas atrás do Botswana e no conjunto dos países de língua portuguesa o melhor continua a ser Portugal, que mantém o 33º posto, com 62 pontos.

A análise junta indicadores de 13 relatórios, elaborados por organizações como o Banco Mundial, a Economist Intelligence Unit, o Banco Africano para o Desenvolvimento ou a Fundação Bertelsmann. AAS

Morreu ontem, em Corroios, Portugal, Paulo Mendes, irmão mais velho do Francisco Mendes - Tchico Té. Condolências à família e que a terra lhe seja leve. AAS

Recenseamento-dia 3: Atraso de uma semana pode condicionar o recenseamento dos guineenses no exterior...até parece que nem estava previsto o recenseamento da diáspora... AAS

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Federação de Atletismo da Guiné-Bissau assina contrato com a MTN por dois anos. A empresa de comunicações, a quarta maior de África, torna-se a parceira oficial da FAGB. AAS

Remna Schwarz: Músico lança ‘Saltana’ no iTunes para cativar novos públicos


Saber MAIS

Formação marca lançamento do Observatório dos Direitos


LIGA GUINEENSE DOS DIREITOS HUMANOS
Informação à Imprensa

A Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH) lançou esta semana o projecto do Observatório dos Direitos da Guiné-Bissau com uma formação em estatística e recolha de dados, primeira iniciativa de um programa que se estende ao longo de três anos.
Com duração de 10 dias esta formação, realizada na Casa dos Direiros em Bissau, destina-se aos pontos focais da LGDH em todas as regiões da Guiné-Bissau e SAB.

Este novo projecto é uma parceria entre a LGDH, a organização portuguesa Associação para a Cooperação Entre os Povos (ACEP) e o CESA – Centro de Estudos sobre Africa e o Desenvolvimento (centro de investigação do ISEG, da Universidade de Lisboa) e conta com o apoio financeiro da União Europeia.

O Observatório dos Direitos pretende contribuir para o desenvolvimento de uma cultura de direitos humanos e acção cívica no país, num contexto de violação dos direitos em todas as suas dimensões (sociais, cívicos e políticos, económicos, culturais e ambientais).

A LGDH tem vindo a realizar um esforço de monitorização do grau de realização dos direitos humanos, sobretudo através dos relatórios anuais de situação. Contudo, não existem praticamente instrumentos independentes de monitoria das políticas.

O lançamento do Observatório pretende responder a essa lacuna através de um processo participado, assente numa rede de antenas regionais. A formação dos pontos focais da LGDH é o primeiro passo para a estruturação da equipa de trabalho do Observatório.

A iniciativa inclui o desenvolvimento do software e outros mecanismos de monitoria dos indicadores, a formação em técnicas de recolha e tratamento e constituição da base de dados e a produção de relatórios. Está também prevista a realização de um encontro nacional de validação do modelo e dos resultados preliminares do Observatório.


Contactos: 6631152/5531152

MEMBRO DE:

FIDH – Federação Internacional dos Direitos Humanos
UIDH – União Internacional dos Direitos Humanos
FODHC-PALOP – Fórum das ONGs dos Direitos Humanos e da Criança dos PALOP
Fundador do Movimento da Sociedade Civil
PLACON – Plataforma de Concertação das ONGs
MEMBRO OBSERVADOR JUNTO DE:

Ficam avisados


É verdade que a governação do Cadogo não foi perfeita (e ninguém é perfeito!), mas vir a imputar-lhe todas as desgraças da Guiné-Bissau é um absurdo e demostra (revela) a má fé destes ditos "Cidadãos Avisados"!!!

Em primeiro lugar, não estou aqui para defender Cadogo mas para reportar os factos com imparcialidade exigida a qualquer Guineense de BEM! Por isso, coloco as seguintes questões à estes "Cidadãos Avisados":

1- Matanças?

a)-Caso 14 de Novembro, quem foi que torturou, matou todos os dirigentes(Lay Seck, Buscardini, Otto e muitos outros) que eram supostos amigos do Luís Cabral? Foi o Cadogo?

b)- Caso 17 de Outubro, quem foi que matou, furou olhos antes de matar, os dirigentes(Paulo Correia, Viriato Pam,etc.) acusados naquela intentona? Foi o Cadogo?

c)Quem foi que matou Braima Uni, Robalo da Pina (no palácio da República!, e a sangue frio), Lamine Sanha, Ansumane Mané, Veríssimo Seabra Correia e a maior parte dos elementos que estiveram a frente da Junta Militar de 7 de Junho de 1998? Foi o Cadogo?

d)A maior parte das brutalidades foram praticados pelos militares, Cadogo algum dia foi Presidente da República e consequentemente (como dizia o Fernando Vaz, porta Mentiras do GT) Comandante em Chefe das forças Armadas?

e)Nas mortes de Ansumane Mané, Veríssimo Seabra, Lamine Sanha, Nino Vieira e Tagmé, quem era presidente?

f)O primeiro ministro algum dia foi comandante em chefe das forças armadas?

g)Será que Baciro Dabó, Iaia Dabó, Hélder Proença eram inocentes?

i) Quem é que não ouviu, na Guiné-Bissau, a história de Iaia Dabó que fuzilou,a sangue frio, uma criança que fugiu dele e foi esconder-se debaixo da cama da mãe? E a frente dos pais da criança!!!

j)Casos Silvestre Alves,Dulce Neves, Iancuba Indjai, Masta Tito, etc? O autor é(foi) Cadogo?

k) Caso 21 de outubro, as 6 pessoas que foram mortas? Cadogo?

l)Casos de Cumeré? Cadogo?

m)Caso Ministro do transporte, Orlando Viega? Foi o Cadogo?

n)Será que estas pessoas (vidas) não merecem respeito por parte dos "Cidadãos Avisados"?

2)Governo ou Desgoverno?


a)Quem foi que vendeu o Complexo Agro- Industrial de Cumeré? Foi o Cadogo?

b)Quem foi que destruiu as fábricas de Camisas Bambi(Bissau), Compotas Titina Sila (Bolama), óleo de Palma (Bubaque), Montagem de Citroen (Bissau)e Montagem de Volvo(Bissau)? Foi o Cadogo?

c)Quem foi que destruiu a Indústria Pesqueira (Semapesca, Estrela do Mar, Guialp,etc.) na Guiné-Bissau? Foi o Cadogo?

d) Quem foi que nomeou Cadogo no Dicol, como diretor geral, para em conjunto, como se diz, destruírem e delapidarem esta empresa petrolífera do Estado?

c)Quem foi que delapidou os cofres do Banco Nacional da Guiné-Bissau, mandando emprestar milhões e milhões de pesos e francos a amigos e familiares? Foi o Cadogo?

d)Foi na Governação do Cadogo que a "Serpente" engoliu o dinheiro do Estado?

Podia ficar aqui horas a fio a citar muitas coisas que aconteceram na Guiné-Bissau... mas com isto só quero fazer entender aos "Cidadãos Avisados" que a Justiça tem de ser feita, mas deve ser Imparcial!

Em resumo, não quero e nem estou a defender o Cadogo, sobretudo na adjudicação (concepção) de projetos e montantes envolvidos nos mesmos, mas se quisermos mesmo justiça, todos os crimes que citei (económicos ou políticos) devem ser julgados! Porque se vir a provar-se que o Cadogo é criminoso, houve e há igual ou bem piores que ele na Guiné-Bissau!!!

VIDA KA MÁS VIDA!
CRIME TUDO I CRIME!

PR de Cabo Verde sobre a abolição da escravatura


Mensagem de Sua Excelência o Presidente da República, Dr. Jorge Carlos de Almeida Fonseca por ocasião do Dia Internacional da Abolição da Escravatura

Praia, 02 de Dezembro de 2013

Comemora-se hoje o termo do mais abjecto crime perpetrado pelo Homem contra a Humanidade.

Durante séculos, homens submeteram seus semelhantes ao regime de escravatura, traduzida na coisificação do ser humano, tornando-o objeto do mais infame tráfico de que há memória.
Homens caçados como bichos; utilizados como animais de tração; tratados abaixo de cão; humilhados e seviciados na via pública; transportados em porões, nos navios e armazenados em barracões, nas propriedades, sem o mínimo de condições; trabalhando sem horário, sem descanso, sem salário. Homens declarados em manifestos como carga indiferenciada; negociados em feiras, como gado; sem direitos; sem nada.

A efeméride que hoje se recorda poderia ser de festejos, caso a escravatura fosse mera recordação longínqua. Mas não é.
Persistem, nos dias de hoje, relações de trabalho muito semelhantes às que caracterizam a escravatura.

Homens e mulheres, muitas vezes deslocados do seu habitat, são colocados em condições sub-humanas, explorados até ao extremo, sem documentos, sem salários, sem direitos e cobertos de dívidas eternas.

O nosso Continente, sem dúvida a maior vítima do infame negócio da escravatura, vê-se hoje, ainda, a braços com fenómenos preocupantes e a que urge dar combate. As aldeias mais periféricas vêm sendo vítimas da rapina dos esclavagistas dos tempos modernos que raptam a força de trabalho dessas aldeias e as vendem ou utilizam como se de alfaias agrícolas se tratasse.

Da América Latina e do Leste Europeu são trazidas jovens mulheres que, com a promessa de bons salários e melhoria da qualidade de vida, são exploradas em casas de prostituição ou utilizadas como trabalhadoras sazonais itinerantes, sem nunca verem o dinheiro prometido e ficando privadas dos respectivos títulos de viagem.

Felizmente, há vozes que não se calam, pondo-se em campo, investigando e denunciando práticas esclavagistas modernas, com métodos, igualmente, hediondos e práticas, por vezes, mais traiçoeiras do que os dos esclavagistas de outrora.
Não se pode tolerar que, em pleno século XXI, homens e mulheres continuem a ser submetidos a um regime que os coisifica, que lhes rouba a alma, que lhes sonega os direitos, que lhes nega a mínima dignidade e lhes corta qualquer ligação com a família e com a civilização. Não é aceitável que homens e mulheres continuem a enriquecer à custa de suor, sangue e lágrimas de seus semelhantes. E mais do que a prática dos maus, preocupa o silêncio dos bons.

No dia de hoje, as comemorações devem passar por uma profunda reflexão sobre a ameaça do retorno de um mal que julgávamos subjugado.
É momento de reflectir sobre como preparar as forças da lei e da ética para o combate contra o mais desprezível e revoltante dos negócios, face à sofisticação dos métodos dos traficantes da dignidade humana.

Para grandes males, grandes remédios. As forças que forem incumbidas de dar combate a este flagelo de antanho ressurgido precisam se sofisticar nas estratégias, nos métodos e nas técnicas. Há que qualificar os agentes e há que informar os cidadãos, fazendo de cada um de nós combatentes do bom combate que é preciso levar a cabo, para a efetiva e definitiva erradicação da escravatura.

Para que O DIA MUNDIAL DA ABOLIÇÃO DA ESCRAVATURA seja, de facto, um dia de festejos, de comemoração pelo fim da maior aberração do que Homem foi capaz, é preciso que os bons não se calem.

Todos vigilantes, para que o MAL não vença, antes pereça e seja sepultado para sempre. Para que a escravatura não seja mais do que a triste lembrança de um tempo que não volta mais.

PELA RECUSA À EXPLORAÇÃO DO HOMEM PELO HOMEM.
PELA DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA, SEMPRE!

Atletismo guineense: Alexandre Djata foi 10º em Macau, e bate o recorde Nacional


O atleta guineense, Alexandre Djata, ficou em 10º lugar na Meia Maratona de Macau que teve lugar ontem, dia 1 de Dezembro, tendo percorrido os 21.1 Km com o tempo de 1H14min:13 segundos, estabelecendo assim um novo Record Pessoal que havia conseguido há dois anos na mesma competição (1H18:39seg).

Alexandre Djata bateu o recorde nacional com este resultado em Macau.

Sendo esta apenas a 2ª Meia Maratona em que participa este ano e, depois da Meia Maratona de Bissau, o resultado é excelente e encorajador, nas palavras de Renato Moura, o presidente da Federação d Atletismo da Guiné-Bissau: "O Alexandre é um jovem educado e humilde e merece tudo isto por isso, se tudo correr bem, estará nos Campeonatos do Mundo da Meia Maratona em Copenhaga, Dinamarca, em Março de 2014". AAS

INFORMAÇÃO DC: Vem aí o vídeo-resposta de António Aly Silva às mentiras do Serifo 'Nhemeadjo'. Vai ser o bom e o bonito... AAS

ATENÇÃO: Há partidos políticos que NÃO querem eleições em 2014, e tudo farão para emperrar a máquina da CNE. É a 'transição' ad eternum... AAS

ORGULHO: Carlos Lopes entre as 100 personalidades mais influentes de África


Ler AQUI

Carlos Lopes, Exec. Sec. Uneca - Guinea Bissau

This Guinea-Bissauan is emerging as one of Africa’s thought leaders. Taking an intellectual and pragmatic approach to problem solving as the head of the United Nations Economic Commission for Africa, Lopes is responsible for ensuring the institution becomes a key pillar in Africa’s development policies. His views on African policy are solicited by many leaders, inside and outside of Africa. As a respected development and strategic specialist who has spent a number of years working closely with, and contributing to research on issues of governance and development, his tenure at Uneca is always going to attract watchful eyes.

We must be the first to admit that there is still a lot more to be done...development challenges still abound...our narrative is still very much generated from outside.”

Ramos Horta, bata continência ao Ditadura do Consenso (e veja o vídeo...)


O representante do secretário-geral das Nações Unidas na Guiné-Bissau, Ramos Horta, denunciou pela primeira vez a existência, no país, de partidos políticos com milícias armadas, não avançando com nomes. Mas o ditadura do consenso...adiantou-se, e vê agora tudo confirmado: são o PRS e o seu 'líder espiritual', Kumba Yalá com a benção de uma ala das forças armadas, que arrasta para o lamaçal o próprio CEMGFA, António Indjai. Formações políticas com milícias armadas, «é inadmissível em pleno século XXI», bradou o timorense.

Depois, convidou a liderança das forças armadas a trabalhar de acordo com a Constituição da República, sempre em respeito pelo poder político. Aconselhou a tropa a aproximar-se mais do povo que, de acordo com o Nobel da Paz, "teme" as suas forças armadas. «Isso não é bom para a democracia e para um ambiente de paz e estabilidade no país», referiu. «Cabe às forças armadas acabar com as milícias que estão acantonadas na sombra de alguns partidos políticos», avisou Ramos Horta.

Pode (re)ler AQUI, a acusação feita pelo Ditadura do Consenso, e ver o VÍDEO, gravado em Paris, na Conferência:

Un blogueur qui parle: Aly Silva

Antonio Aly Silva est l'un des blogueurs les plus réputés de Guinée-Bissau, si ce n'est le plus important. C'est une personnalité controversée, qui ne fait pas mystère de ses sympathies politiques. Mais personne ne peut se mesurer à lui en termes de longévité de son blog, de régularité de ses publications et de son implication. Durant la nuit du coup d'état du 12 avril 2012, il a été l'un des rares journalistes citoyens à transmettre des informations depuis la capitale, Bissau, en plein chaos. Témoignage.


A luta continua! AAS

PAIGC: Vitória na região de Biombo, sector Prabis: O projecto Braima Camara para a liderança do PAIGC, apoiou um coligação que derrotou a candidatura de Domingos Simões Pereira em Biombo, sector Prabis. Os candidatos Hugo Nosolini e Jaimantino Có foram os vencedores (*)

(*) Directoria de campanha do candidato Braima Camara

Temos Nobel


"Tornei-me num crítico ferrenho de José Ramos Horta, por eclusiva culpa dele, pois não podia aceitar que um prémio nóbel (de paz) padecesse de tamanha miopia, ou pior, fechasse os olhos à tirania, aos atropelos, aos assassinatos e a todo o tipo de barbaridades que se tornaram no triste e infeliz quotidiano do pobre povo da Guiné-Bissau. Apesar da minha incredulidade perante aquilo que parecia não só ser aceitação mas, sobretudo, a "compreensão" de Ramos Horta dos acontecimentos sempre acreditei que um dia ele não toleraria mais.

Na verdade, o relatório que agora apresentou às Nações Unidades e a sua última entrevista fizeram emergir aquele que deve ser o verdadeiro PRÉMIO NOBEL DE PAZ.

Sem hipocrisias nem demagogias, estou aqui a FELICITA-LO por esses dois momentos.

Alguém dirá, ah!, Isso foi sempre o que se disse e que estava claro. Tá beem, mas é sempre bom e faz sempre bem ouvi-lo do Sr. amos Horta. E mais: O Secretário Geral e o Conselho de Segurança das Nações Unidas ficam informados do que passa hoje na Guiné-Bissau. As instituições e toda a comunidade internacional estão e ficam assim mais e melhor informados da realidade brutal que atinge hoje as pobres populações daquele país.
A Grande questão é: E AGORA?

Há MEDO GENERALIZADO, os DIREITOS HUMANOS sâo ESPEZINHADOS, as LIBERDADES FUNDAMENTAIS são ATROPELADAS, NÃO HÁ LIBERDADE DE MANIFESTAÇÃO nem LIBERDADE DE IMPRENSA. E AGORA?

Vamos na mesma fazer eleições? Pode haver eleições DEMOCRÁTICAS assim? Estamos a falar de que tipo de democracia? Como podem haver eleições democráticas e credíveis se alguns são proibidos, por via de força, de participar?

Ao arrepio de todas as regras e, perante os gritos de socorro do Movimento Nacional da Sociedade Civil, da Liga Guineense dos Direitos Humanos e de todos os democratas os golpistas tentam forçar a ANP, pela segunda vez em menos de seis meses, a aprovar uma lei de amnistia para os ilibar. Se não reconhecem que têm culpa porquê a amnistia?
Quer dizer, Amistiar os culpados e punir as vítimas. Hummm. Só na lógica de golpistas.

Voltarei.

Unsai Wek"

domingo, 1 de dezembro de 2013

Recenseamento-dia 1, nova trapalhada: Em Cabo Verde, e ao contrário do que estava previsto, NÃO teve inicio o recenseamento, e nem vieram técnicos da CNE... AAS

Recenseamento-dia 1: trapalhada total: Máquina não reconhece presidente golpista


O primeiro potencial eleitor que devia se registado como manda o porotocolo seria Serifo Nhamadjo, que apelou à participação "de todos os guineenses" num processo que diz ser "uma obrigação dos cidadãos." O registo de Serifo Nhamadjo aconteceu no bairro militar, o maior bairro de Bissau, mas decorreu com alguns percalços, já que os equipamentos oferecidos por Timor-Leste... não estavam sequer montados quando Nhamadjo se apresentou para ser recenseado.

"Como podem ver é um equipamento novo. Uma nova experiência, tudo que é novo tem esses percalços na primeira fase, mas logo será dominado pelos nossos quadros nacionais", gaguejou Nhamadjo, meio envergonhado. Devido às dificuldades com os equipamentos Nhamadjo foi registado como primeiro eleitor mas saiu da mesa do recenseamento sem o seu cartão de eleitor uma vez que a máquina não estava a imprimir os cartões. Um responsável do Ministério da Administração Territorial - que tutela o recenseamento - disse à Lusa que todos os problemas com os equipamentos do registo eleitoral serão ultrapassados nos próximos tempos. LUSA

Recenseamento-dia 1: iniciou hoje o recenseamento eleitoral visando registar em 21 dias 800 mil potenciais eleitores com vista as eleições gerais marcadas para 16 de março do próximo ano. AAS

sábado, 30 de novembro de 2013

ACIDENTE LAM: Jorge Carlos Fonseca envia condolências

Presidente da República de Cabo Verde envia mensagem de condolências em memória das vítimas de acidente de viação da LAM, no norte da Namíbia.

“Senhor Presidente e caro amigo, e caro irmão,

Foi com profunda consternação que tomei conhecimento do trágico acidente aéreo ocorrido na madrugada deste Sábado e que resultou no desaparecimento físico de todos os ocupantes do avião”.

Em nome pessoal e no do povo de Cabo Verde, o Chefe de Estado apresenta as suas mais sentidas condolências e manifesta solidariedade para com o Presidente Moçambicano e o Povo amigo de Moçambique, muito em particular aos que perderam familiares e entes queridos."

Três mulheres, três países, três visões do desenvolvimento


Por: Ana Dias Cordeiro
Foto: Bruno Almeida
Em: PÚBLICO

Emília Pires, Luísa Diogo e Cristina Duarte. Três mulheres, três experiências de governação em três diferentes países de língua portuguesa, e que o PÚBLICO juntou numa conversa sobre o desenvolvimento em países pobres ou saídos de guerras civis e o papel das mulheres no poder.

publico
Cristina Duarte, Emília Pires e Luísa Diogo fotografadas em Lisboa

As três mulheres estiveram há algumas semanas em Lisboa, para participar na conferência O Futuro da Agenda Global de Desenvolvimento: Visões para a CPLP organizada pela Fundação Calouste Gulbenkian. Emília Pires, ministra das Finanças de Timor-Leste, Luísa Diogo, ex-primeira-ministra de Moçambique e Cristina Duarte, ministra das Finanças de Cabo Verde, foram oradoras nessa conferência e partilharam com o PÚBLICO a sua experiência em cargos públicos nos respectivos países.

EMÍLIA PIRES, ministra das Finanças de Timor:
Graças ao petróleo, conseguimos conquistar a paz

Quando as pessoas não tinham televisão, não tinham matéria para imaginar o que poderia ser a sua vida. Nesse tempo, também não havia baloiços para as crianças, nem computadores para os jovens se ligarem ao mundo.

“As pessoas não tinham uma amostra daquilo que poderia ser a sua própria vida.” Emília Pires, ministra das Finanças timorense, era ela própria adolescente quando em 1975 saiu do país, com os pais e os seis irmãos, para regressar 24 anos depois.

É ministra das Finanças do Governo de Xanana Gusmão desde 2007, quando o ex-líder da guerrilha e Prémio Nobel da Paz 1996 anunciou que não seria candidato à presidência, fundou um novo partido, venceu as primeiras legislativas e depois as de 2012, reconduzindo Emília Pires no cargo. “Tivemos que criar um amanhã.” Ou seja: construir sobre os despojos de uma longa guerra civil, recomeçar do zero, com a ajuda dos ganhos da exploração de uma riqueza natural: o petróleo.

“A maioria da população, especialmente as crianças, nasceu num ambiente de violência. Estávamos expostos a outra visão da vida”, diz Emília Pires.

Foi Xanana Gusmão quem primeiro partilhou a ideia de abrir um parque infantil em Díli, com a ministra Emília Pires que, na ligação com a comunidade internacional, estava orientada para dotar o país de escolas e hospitais na perspectiva dos Objectivos do Desenvolvimento do Milénio, definidos em 2000 pelas Nações Unidas. O primeiro-ministro timorense, pai de três filhos, tentou e conseguiu fazer ver à sua ministra o valor das coisas “não tangíveis” para o desenvolvimento. “Para ele, era importante não esquecer a parte lúdica e a ideia de expor as novas gerações às mesmas experiências das crianças dos outros países. Ele achava que, só assim, elas podiam ter uma visão de futuro, e um futuro”.

Era uma forma de “criar um amanhã” – e de melhorar o país. “Vivíamos para o ontem, para a sobrevivência. Continuamos a dar muito mais importância aos que morreram do que ao futuro”, frisa Emília Pires.

A economista faz parte de uma nova geração de quadros, que se seguiu à dos veteranos da luta pela independência, que acredita que Timor-Leste pode ser o próximo “milagre do Sudeste Asiático”, como ela própria o referiu, perante os níveis de crescimento económico do novo país em contexto de crise mundial, a partir de 2008. No perfil que a revista Forbes traça dela, a ministra é uma pessoa com a ambição centrada no seu país, onde melhorar o ensino continua a ser “a grande prioridade”.

Muitas vezes, a construção da paz e do Estado faz-se com coisas que o mundo não está a medir.

Quando chegou ao Ministério das Finanças em 2007, realizou um teste para avaliar competências de funcionários e 60% tinham apenas um conhecimento de Matemática equivalente ao 3.º ano de escolaridade. Hoje, mais de cem funcionários do Ministério, da área do Direito ou da Contabilidade, estão a estudar no estrangeiro, à semelhança do que fazem muitos jovens que concorrem a bolsas do Governo ou de outros países para se formarem em universidades da Austrália, Portugal, Estados Unidos ou Indonésia. O número de pessoas licenciadas começa a dar os primeiros sinais de descolar.

Depois da licenciatura na Universidade de Melbourne, Emília Pires concluiu uma pós-graduação na London School of Economics. Quando regressou a Díli em 2009, já tinha experiência em cargos públicos na Austrália. Mesmo quando fala em português – que é língua oficial, juntamente com o tétum, em Timor-Leste – alterna com palavras em inglês, que domina.

Foi impulsionada, na ambição que tem para o país, pelas riquezas timorenses em petróleo e gás e pela presença de grandes companhias da Austrália, China, Índia, Malásia, Japão e Estados Unidos na exploração nas águas de Timor-Leste, escreve a Forbes.

O país criou um Fundo Soberano das receitas de petróleo que já ascenderam a 19 mil milhões de dólares, dos quais 14,5 mil milhões foram aplicados no exterior, em acções e obrigações. Os mais de 5 mil milhões restantes reforçaram o Orçamento e o Plano Estratégico de Desenvolvimento, para a diversificação da economia que inclui uma aposta nos sectores da agricultura e turismo, para além do sector petrolífero. O país libertou-se assim de uma dependência quase exclusiva da ajuda externa. O orçamento – 1,6 mil milhões de dólares – é hoje apenas suportado em 200 milhões pela ajuda internacional. O que é bom, diz Emília Pires. “As ajudas vêm com muitas condições e sem um grande entendimento do que o país pós-conflito precisa.”

Um exemplo foi quando o Governo teve de criar e oferecer pacotes económicos para fazer regressar os 150 mil deslocados internos da crise gerada em 2006 pelo conflito dentro das próprias forças de segurança. “Tínhamos rebeldes com armas nas mãos. As pessoas tinham medo de regressar. Tivemos de resolver o problema de quase 800 ex-guerrilheiros.”

Estes ex-militares passaram entretanto à vida civil. Seguiram os estudos, criaram pequenas empresas ou voltaram para a agricultura. Mas foi-lhes dada uma ajuda. “Sem o dinheiro do petróleo, não teria sido possível. Teria sido difícil conseguir uma ajuda de parceiros [internacionais] para isso.”

Muitas vezes, “a construção da paz e do Estado” faz-se “com coisas que o mundo não está a medir”, diz Emília Pires.

Os baloiços estão lá agora. Os computadores também, em parques ao ar livre e de fácil acesso a todos. E Timor-Leste, independente desde 2002, vai fazendo o seu caminho para o desenvolvimento, muito graças ao petróleo. “Sem os ganhos do petróleo, não podíamos estar onde estamos hoje.”

LUÍSA DIOGO:
Não basta estar no poder. É preciso ter o poder nas mãos

A ex-primeira-ministra de Moçambique Luísa Diogo gostaria de poder dizer o mesmo e olhar para as descobertas na bacia do Rovuma – de petróleo em 2010 e de imensas reservas de gás natural em 2013 – como verdadeiramente promissoras para o desenvolvimento do seu país.

Quando, em 1994, foi nomeada para o Governo constituído a partir das primeiras eleições livres, Moçambique era um mapa de estradas destruídas onde não se podia circular, ligado por cabos de electricidade que já não serviam as populações e onde metade das escolas e dos hospitais estava em ruínas. Era preciso construir o presente, antes de pensar o futuro. E atrair o investidor estrangeiro, favorecendo-o com condições que limitavam os ganhos para o país, como aconteceu com a oferta de isenções de taxas no projecto de instalação da Mozal (fábrica de alumínio) em Maputo.

De outra forma, não podia ser, diz Luísa Diogo, num país saído de 16 anos de guerra civil entre o Exército da Frelimo (Frente de Libertação de Moçambique) e o movimento guerrilheiro da Renamo (Resistência Nacional Moçambicana) até 1992, quando o Acordo de Paz foi assinado em Roma. Em 1999, quando passou a ministra da mesma pasta (Finanças) e o país crescera com os dividendos da paz, a governante vivia intranquila no receio de ver o seu país entrar no ciclo vicioso do desenvolvimento, como acontece em muitos Estados que surpreendem pelo forte crescimento nos primeiros anos do pós-conflito, mas que depois não conseguem criar bases para o desenvolvimento.

Passou 15 anos em cargos de governação desde 1994, levada pelo então chefe de Estado Joaquim Chissano até 2009, quando foi exonerada pelo actual Presidente Armando Guebuza. Foi vice-ministra e depois ministra das Finanças, a partir de 1999, quando passou a acumular com a função de primeira-ministra.

Hoje é presidente do Conselho de Administração não executivo do Barclays (que tem mais de 46 agências no país) e lamenta o baixíssimo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) que contrasta com a imagem, para fora, de país exemplar na forma como se ergueu depois do conflito. “O caso moçambicano tem de ser visto do ponto de vista dinâmico. Não como uma fotografia mas como um filme”, justifica. “É preciso ver de onde o país vem, onde está e para onde vai.”

A riqueza – Moçambique tem um Produto Interno Bruto (PIB) per capita de 600 dólares – não está a ser distribuída de forma a incluir toda a gente, aponta a economista. Os números crescem com os megaprojectos – como o do alumínio da Mozal ou o das Areias Pesadas de Moma – e os da área do gás, mas o desenvolvimento humano está entre os mais baixos do mundo. Numa lista de 178 países, Moçambique, que está no topo mundial em reservas de gás, é o terceiro pior (está no 175.º lugar) no ranking do desenvolvimento humano.

O que falha no desenvolvimento de Moçambique é “não estar a olhar para as pessoas”, diz Luísa Diogo, que não esconde a ambição de um dia vir a ser chefe de Estado – se o seu partido Frelimo, de que é membro do Comité Central, a escolher como candidata presidencial. “Cerca de 70% da população vive da agricultura. Estas pessoas precisam de políticas específicas que as façam sair da pobreza”, defende.

Com as descobertas recentes de importantes reservas naturais – que colocam o potencial de crescimento económico de Moçambique ao nível do de Angola e o país na mira de investidores estrangeiros como nunca antes aconteceu – as perspectivas são brilhantes. Mas, mais uma vez, contrastam com a realidade.

“Moçambique é um país com promessas que podem garantir um desenvolvimento brilhante.” Mas para isso, diz Luísa Diogo, é preciso seguir o exemplo dos países que tiveram sucesso, e fazer o mesmo. Um modelo para Moçambique tem sido a Noruega, onde foi criado um Fundo Soberano com as receitas do petróleo, e de onde Moçambique tem recebido assistência técnica para desenhar um quadro legal que transforme os ganhos da extracção destes recursos em ganhos para os moçambicanos. “Procuramos na Noruega uma fonte de inspiração”.

O importante, diz a ex-primeira-ministra, é Moçambique afastar-se dos maus exemplos: países onde os recursos criaram problemas de corrupção ou de conflitos criados por lutas pelo poder. Em Moçambique, o desenvolvimento não está a olhar para as pessoas

Esse debate – sobre quem beneficia das riquezas do país – está vivo e em aberto, alimentado por uma sociedade civil que duvida que Moçambique esteja no caminho certo. Organizações – como o Centro de Integridade Pública de Moçambique (CIP) – têm alertado para sinais que podem comprometer a transparência e a equidade dos contratos com as companhias de exploração do gás, carvão ou outras matérias-primas, e os próprios benefícios para o Estado.

“A força da sociedade civil moçambicana é a prova mundial de que nem sempre são os partidos da oposição que dão as melhores contribuições para o desenvolvimento de um país”, salienta. A oposição é liderada pela Renamo, partido que tem perdido apoio eleitoral.

Depois das autárquicas do passado dia 20 de Novembro, ganhas pela Frelimo e boicotadas pela Renamo, e nas quais o Movimento Democrático de Moçambique (MDM) de Daviz Simango se afirmou a nível nacional concorrendo pela primeira vez em todos os municípios, Moçambique vai de novo a votos em 2014 para escolher os deputados e o Presidente da República, que nomeia o primeiro-ministro.

A Frelimo ainda não escolheu o sucessor de Armando Guebuza, que terá então completado os dois mandatos presidenciais previstos na Constituição. Mesmo não sendo da ala do partido afecta ao Presidente, Luísa Diogo não exclui a possibilidade de um dia ser ela a liderar os destinos do país. “O mundo não acaba em 2014”, diz gracejando quando questionada sobre a hipótese de ser a candidata da Frelimo quando Guebuza já não for líder. “Eu não tenho medo de qualquer cargo. Quem decide é o partido.”

Graça Machel – viúva do primeiro Presidente de Moçambique e mulher do primeiro Presidente negro da África do Sul Nelson Mandela – também é apontada, no futuro, como possível candidata presidencial pela Frelimo, partido cuja bancada parlamentar é constituída em mais de metade (53%) por mulheres. O país tem sabido “escolher os seus líderes de acordo com os desafios” do presente e do futuro, considera Luísa Diogo.

“O Presidente [Eduardo] Mondlane foi escolhido para fazer a unidade nacional, o Presidente Samora Machel fez a declaração da independência e definiu as visões de desenvolvimento do país, o Presidente Chissano negociou a paz e teve a tolerância necessária para preservar a paz, e agora o Presidente Guebuza está a fazer a necessária transformação estrutural da economia e da sociedade”, diz.

Escolher uma mulher para a Presidência da República é “uma tendência natural” num país que já teve Luísa Diogo como primeira-ministra, tem Verónica Macamo a presidir à Assembleia e onde as mulheres ocupam cerca de um quinto dos cargos de ministros e vice-ministros.

“Mas não basta estar no poder”, conclui Luísa Diogo. “É preciso ter o poder na mão, estar em postos onde o poder faz-se sentir.”

CRISTINA DUARTE:
Maior riqueza de Cabo Verde é a vontade de participar no puzzle mundial

O envolvimento das mulheres nos destinos de Cabo Verde vem do tempo da luta de libertação, liderada pelo PAIGC (Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde) neste país e na Guiné-Bissau. A tradição mantém-se e é reflexo de uma combatividade feminina à imagem do espírito de luta do cabo-verdiano que Cristina Duarte, ministra das Finanças de Cabo Verde, elege como principal riqueza do arquipélago sem os recursos naturais de Moçambique ou Timor-Leste.

“O primeiro-ministro sempre fez questão de ter uma forte presença feminina no Governo”, diz Cristina Duarte, que é militante mas não dirigente do PAICV (Partido Africano da Independência de Cabo Verde), do primeiro-ministro José Maria Neves, que escolheu outra mulher, Cristina Fontes, para vice-primeira-ministra e formou um Executivo composto, em quase metade, por elementos femininos. “Essa forte presença não é para cumprir indicadores ou quotas, mas porque ele acredita no equilíbrio”, diz sobre o primeiro-ministro, que “costuma dizer que são as mulheres que mandam em Cabo Verde”.

Além de Cristina Fontes, que é a número dois do Governo e ministra da Saúde, e Cristina Duarte que é ministra das Finanças, também as pastas da Administração Interna, Infra-estruturas e Economia Marítima, Educação, entre outras, são lideradas por mulheres.

No arquipélago lusófono, diz Cristina Duarte, o papel da mulher sempre foi preponderante. “Por sermos historicamente uma nação de emigração, com maior pendor masculino, a mulher foi obrigada a assumir várias tarefas em simultâneo.”

A ideia de combatividade feminina existe desde a afirmação pela independência. “Era um valor da luta de libertação a que demos continuidade.” Logo em 1975, “a igualdade do género passou a ser a nossa bandeira”, e desde então o PAICV governou em alternância com o Movimento para a Democracia (MPD).

A maior riqueza de Cabo Verde – arquipélago de dez ilhas, sem os recursos naturais de Moçambique ou Timor-Leste – é “a combatividade e o espírito de luta, o desejo de também participar no puzzle mundial”, diz Cristina Duarte, que foi oradora da mesma mesa de Luísa Diogo na conferência sobre Desenvolvimento na Fundação Gulbenkian. E conclui: “Este é o nosso recurso, o desejo de ser.”

Com o mesmo optimismo com que diz acreditar que Cabo Verde está no caminho certo para se tornar num ambicionado centro internacional de prestação de serviços (com os seus quatro aeroportos internacionais, a expansão recente dos seus seis portos e uma taxa de penetração da Internet de 36%), Cristina Duarte diz que “a juventude é simultaneamente um desafio e um potencial” num país onde a maioria da população é jovem e uma grande proporção dos jovens tem formação universitária, mas onde o orçamento ainda depende em mais de 70% da ajuda externa.

O objectivo é fixar a juventude, dar-lhe perspectivas de futuro e oportunidades de emprego, não que o cabo-verdiano da diáspora não seja parte integrante da nação. Cabo Verde é como um país que se estende muito além das suas ilhas, em países onde a expressiva diáspora está muito presente: Estados Unidos, França, Portugal, Holanda, e outros. E a maior conquista, dos últimos 10 anos, conclui Cristina Duarte, foi ter “o cabo-verdiano na diáspora dizer com orgulho: ‘Eu sou cabo-verdiano’”.

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Faleceu hoje no hospital de Sta. Maria, em Lisboa, a Sra. Arminda Cabral, irmã gémea de Armanda Cabral e irmã de Amílcar Cabral. AAS

Facto


"Nos últimos anos, o jornalista António Aly Silva assumiu uma importância muito maior do que a que a Agência Noticiosa da Guiné-Bissau (ANG) alguma vez teve. Um homem só deu-nos muito mais a ler sobre o seu país do que toda uma estrutura do Estado." - Jorge Heitor, jornalista

Nunca mais!


O golpe de Estado de 12 de abril de 2012 nunca será o "último", como pregam os patetas. Será, isso sim, o toque de alvorada para outro golpe. É apenas uma questão de tempo. O Povo devia levantar-se; os sindicatos deviam, todos, mas todos, parar o País completamente. Quem quiser governar o sol e a chuva - faça o favor! E lembrem-se desta máxima: Ninguém tem a obrigação de obedecer àquele que não tem o direito de mandar! António Aly Silva

Rui Barros e José Maria Neves - um encontro na Praia


Rui Barros, primeiro-ministro de transição da Guiné-Bissau, escalou Cabo Verde ontem, no voo da Royal Air Maroc proveniente de Bissau- Rui Barros vai a caminho de França. Calhou o primeiro-ministro, José Maria Neves, estar de regresso do seu périplo europeu, e os dois mantiveram um encontro de cerca de meia hora no aeroporto internacional 'Nelson Mandela', na Ilha de Santiago. AAS

Aós, na Bissau


Esta é a Nossa Pátria Amada (Ballet Nacional)

Apresenta:

"Nó Recorda Cultura"

Danse Traditionnelle, Ensemble, Contemporaine

Sexta-feira, 29 de Novembro de 2013, às 21h

2 000 FCFA / 1 500 FCFA (aderentes)

No Centro Cultural Franco-Bissau-Guineense

Como formar analfabrutos


EDUCAÇÃO NA Guiné-Bissau? VERGONHA NACIONAL

«Caro Aly

Aceite os meus cumprimentos, e votos de muita coragem, dedicação, empenho em prol do desenvolvimento desta pátria que merece muito mais coisas boas do que o que estamos a viver, mas temos fé de que um dia as coisas vão melhorar. Sou Augusto G. C., moro no bairro de Bandim I. Zona 7.

Queria partilhar com os teus leitores as fotos que tirei na semana passada na Escola 'Bandim Bila', situada no Alto Bandim, em frente do 'estádio' CaCoMa. As imagens mostram o estado actual daquela escola primaria, imagens dramáticas, lamentáveis e tristes para um país que fala no desenvolvimento, mas que infelizmente o sector do social, nomeadamente o ensino, não faz parte das suas prioridades.

escola 1

É nossa ideia, de um grupo de jovens do bairro de Bandim, encontrar pessoas ou ONGS de boa vontade para ajudar a salvar aquela escola que contribuiu na formação de vários quadros que hoje estão a servir o nosso país. Se realmente precisamos de mais quadros...é preciso salvar essa escola.

escola 2

Aly,

Gostaríamos que publicasse estas imagens no seu site-web, que se calhar é uma das formas de nos ajudar a encontrar parceiros, doadores e pessoas de boa fé para ajudar a salvar aquela nossa escola que tem os dias contados se não houver uma rápida intervenção.

Favor aceite este nosso pedido que pensamos ser uma das vias para a solução dos problemas daquela escola.


Augusto G. C.
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