terça-feira, 12 de junho de 2012

Dianti ki kaminho...


Caros leitores:

Se eu me descontrolar em posts futuros, não se espantem e espero que me perdoem. Tenho o direito ao meu bom nome. Sou um cidadão guineense impoluto e incorruptível. E, não, não sou Jesus Cristo, que levou um estalo e deu a outra face. Escrevi isto a alguém, que ao que parece quer 'comprar' problemas. Eu vou abrir o livro, vou explodir de vez, e chamar os bois e as cabras pelos nomes... AAS

" D.,

Pensa nisto que te digo: recebo muita coisa sobre a tua pessoa, e, até dos teus familiares mais directos: NÃO publico nada, por respeito apenas. Apenas isso.

Peço-te que pares de uma vez por todas, sff...Não quero entrar em algo que depois pode descontrolar-se. De uma vez por todas: eu, como guineense, NÃO apoio nem o Cadogo, nem o Raimundo, nem qualquer outro político na Guiné-Bissau, e, não, NUNCA me vendi. Como jornalista, todas as acusações e/ou denúncias que fiz são baseadas em PROVAS.
Lá porque alguém te escreve no anonimato (coisa de cobardes) com mentiras e outras falsidades não quer dizer que seja verdade. Não volto a tomar o teu tempo, mas também não vou ficar parado, nem dar a outra face. Nô pintcha.

Aly"

Parlamento Europeu condena papel da CEDEAO na crise da Guiné-Bissau



O Parlamento Europeu vai aprovar uma resolução sobre a situação política na Guiné-Bissau. O Eurodeputado português Paulo Rangel, um dos autores do documento, mostrou-se crítico da CEDEAO. A resolução vai pedir a reposição imediata da ordem constitucional e a conclusão do processo eleitoral guineense, interrompido com o golpe de Estado de 12 de abril. Os eurodeputados apelam ao respeito pela integridade física de todos os funcionários públicos e cidadãos sob alçada dos militares autores do golpe. O eurodeputado Paulo Rangel, um dos autores do documento, reconhece que a resolução do Parlamento Europeu não chega para solucionar o problema, mas constitui um passo porque legitima um mandato para outras ações.

DW África: O que é que se pode esperar desta tomada de posição formal do Parlamento Europeu?

Paulo Rangel (PR): O que se pode esperar, no fundo, é uma coerência total entre as instituições internacionais quanto à atual situação de ilegitimidade política que se vive na Guiné-Bissau. Nós já sabíamos que a CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa), a Organização das Nações Unidas (ONU) e a própria União Europeia (UE), através da Comissão, tinham tido um papel muito importante na definição de uma situação de ilegalidade, uma espécie de golpe de Estado constitucional que interrompeu um processo eleitoral e interrompeu uma trajetória, que foi uma trajetória extraordinária de recuperação a que assistimos, no último ano e meio, na Guiné-Bissau. Quer o trabalho político quer o trabalho de desenvolvimento económico e social foram interrompidos. E portanto, há que denunciar isto. Por outro lado, há aqui um aspecto que também é muito importante, que é o de condenar, criticar o papel que a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) tem tido aqui. Para além deste convite a que a CEDEAO possa, ela própria, ter um papel de restauração da legalidade democrática, porque tem sido, apesar de tudo, um pouco complacente com a situação), é  fundamental  restaurar do apoio humanitário e do apoio ao desenvolvimento à Guiné-Bissau. Devemos fazer uma grande pressão internacional para repor a legilimidade, para que este golpe de Estado seja, no fundo, afastado e para que os candidatos que estavam a concorrer à presidência e o primeiro-ministro e Presidente interinos voltem, de novo, ao território da Guiné e à governação. Mas isso não deve interferir com a capacidade de ajuda e de apoio à população porque a população está a sofrer imenso.

DW África: Referiu a uma coerência total, mas há uma disparidade de avaliações nomeadamente entre a CEDEAO e outros parceiros como a CPLP, a ONU ou a União Africana (UA). Será suficiente fazer-se o convite à CEDEAO para que não legitime um governo e as autoridades que sairam de um golpe de Estado ou será preciso fazer mais?

PR: A adoção pura e simples de resoluções internacionais é sempre essencial para dar um quadro legal de atuação às instituições. Ou seja, é importante que o Conselho de Segurança da ONU, que a UA, que a CPLP, que a UE tomem decisões e que as tomem por escrito sob a forma de resolução para terem, no fundo, um mandato para atuar. Mas depois não podem as consciências ficar descansadas com a aprovação da resolução. O que vamos fazer a 13 de junho, é apenas um primeiro passo. É fundamental que os países da CPLP, nomeadamente Portugal, Angola e o Brasil tenham um papel de pressão sobre os países da África Ocidental. Assim como a UE e o próprio Conselho de Segurança da ONU, designadamente através de alguns dos seus membros mais relevantes (como os Estados Unidos e a China que tem hoje um papel relativamente importante em alguns países africanos) possam usar os seus bons ofícios e a sua capacidade de pressão e de influência internacional para levar a CEDEAO a mudar o seu caminho. Isso é essencial. Não basta haver resoluções. Mas sem resolução também não há mandato para as instituições atuarem. E, portanto, a resolução é extremamente importante no sentido da definição de uma posição da comunidade internacional.

DW África: E ao nível bilateral, o que é que pode um país como Portugal fazer para ajudar a Guiné-Bissau a sair deste impasse?

PR: Eu creio que, particamente, aqui há dois países que têm uma posição ímpar: Portugal e Angola, porque Angola tinha a Missang, que estava com uma missão de assistência técnico-militar [na Guiné-Bissau], com um papel muito relevante. Aliás um papel que se refletia neste progresso, porque o que aqui é verdadeiramente extraordinário é que a Guiné-Bissaau, para além de estar a desenvolver um quadro democrático, pela primeira vez estava, de fato, com índices económicos e sociais em melhoria absolutamente visível. E este processo, com certeza com este golpe, vai ficar parado. E isso é que é trágico neste contexto. Penso que Portugal e Angola têm um papel muito importante. Mas é fundamental que estes dois países não apenas atuem sobre os atuais dirigentes da Guiné-Bissau mas os dirigentes que estão, neste momento, de fato, com o poder nas mãos, mas sobre os países da África Ocidental, países que têm um papel relevante, como o Senegal, Gâmbia, Nigéria e outros como a Guiné Conacri ou a Guiné-Equatorial. Nós podíamos, de fato, ter aqui um conjunto de parceiros sobre os quais devíamos atuar diretamente. Portanto, disso não há dúvida. Julgo que, apesar de tudo, o papel de Portugal, por um lado, pode ser muito facilitado se tiver esta cobertura da UE. E por isso nos empenhamos tanto em que não só a Comissão mas também o Parlamento Europeu tivesse uma posição claríssima sobre este assunto, porque é evidente que um país como Portugal terá uma capacidade de pressão maior sobre os países da África Ocidental, que têm uma palavra a dizer nesta questão, se vier com a cobertura, a legitimidade da União Europeia. Mas a situação é extremamente complexa, há que reconhecê-lo, por isso é que existe também este último considerando da resolução que é extremamente importante (e sobre o qual eu tenho insistido a propósito de outros casos de emergência humanitária). Mesmo quando há uma situação política extremamente adversa e que merece ser verdadeiramente censurada e até boicotada, nós não devemos suspender a ajuda humanitária nem a ajuda direta às populações, porque esses cortes não contribuem, de maneira nenhuma, para facilitar a situação, no próprio terreno político. E portanto, não deve ser a população que deve ser refém deste tipo de golpismo e de instabilidade política. E por isso, o trabalho humanitário e de desenvolvimento deve continuar, mesmo neste quadro político irregular.

Autora: Helena Ferro de Gouveia
Edição: Glória Sousa / António Rocha
http://www.dw.de/dw/article/0,,16017765,00.html

Eurodeputada Ana Gomes, ao Público: Portugal deve “sujar as mãos”



A eurodeputada Ana Sousa referiu nesta terça-feira que Portugal deve “sujar as mãos” e intervir na resolução do impasse político na Guiné-Bissau. Para a eurodeputada socialista, Portugal deve assumir a responsabilidade de comandar o processo, uma vez que “ninguém mais o vai fazer”. Portugal deverá intervir de foma a solucionar a crise política que se instalou no país, após um autodenominado comando militar ter usurpado o poder, a 21 de Abril, depondo as autoridades eleitas. Segundo a socialista, “Portugal por todas as razões tem obrigações especiais, não tem de ter complexos coloniais, tem de fazer o que for preciso para ajudar o povo a restabelecer o Governo e as entidades constitucionais. Sabemos até pelo processo de Timor-Leste que muitas vezes é preciso um advogado para além do próprio país. Neste caso o advogado tem de ser Portugal”.

O caso começa a ter cada vez mais eco nas instâncias europeias, com a União Europeia a aplicar sanções aos responsáveis pelo golpe de Estado e instabilidade que o país está a viver. Os 21 elementos do comando militar foram proibidos de viajar para o território europeu e os bens registados em solo comunitário foram congelados. Para Ana Gomes “é o momento da UE reiterar que não tolera golpes de Estado como aqueles que impuseram uma solução inconstitucional e contrária ao direito internacional”. As declarações da eurodeputada surgiram um dia após o Presidente Cavaco Silva reafirmar a oposição a qualquer situação que legitime golpes de Estado. “O que sabemos é que a instabilidade militar que há algum tempo se verifica na Guiné-Bissau é responsável pelo empobrecimento e pelo sofrimento do povo guineense e, neste momento, estamos seriamente preocupados com a degradação da situação económica, social e humanitária e pela falta de respeito pelos direitos humanos no território da Guiné-Bissau”, afirmou Cavaco Silva no encontro com o Presidente de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca, na segunda-feira.

O Parlamento Europeu vai adoptar esta quarta-feira uma resolução sobre a instabilidade na Guiné-Bissau, que transita do plenário de dia 23 de Maio, onde já foi discutida, ao mesmo tempo que irá votar resoluções sobre o conflito entre o Sudão e o Sudão do Sul e a instabilidade na República Democrática do Congo. PÚBLICO

Comida para todos... AAS



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Nova sondagem DC: Vote!

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Tadja Panha: 'Presidente de Transição' está de visita a Dakar... AAS

A estratégia kafuka de António Indjai



Observatório do Balão
Por: Arnaldo Santos| Jornal de Angola


Em descuidados devaneios sobre a estratégia do kafuka, eu contava na minha neta que o kafuka é um astuto aracnídeo que se oculta debaixo da terra para apanhar suas presas e lhes devorar em seguida. Sublinhei depois que ele manobra assim para não se mostrar e passar sempre despercebido. E quase sem dar por isso nesse meu andamento deambulatório sem norte dei encontro com o sentido trágico que representa a farsa que o general António Indjai leva a efeito, nesta ocasião, na Guiné-Bissau. Essas descobertas não acontecem por acaso e de certo que a questão já me vinha afligindo faz tempo bem como as manigâncias do líder golpista que por fim deu a cara num comício em que convocou antigos combatentes.

Nunca imaginei que fosse possível observar diariamente e quase ao vivo, os tristes episódios que estão a marcar a História actual desse país irmão que tal como o nosso conquistou a sua independência lutando para honrar os destinos do seu povo. Penso que o país de Amílcar Cabral, um dos intelectuais revolucionários mais respeitados de África, merecia melhor sorte. O que o Repórter África da RTPI me tem permitido ver e escutar sobre o que se vive na Guiné, em virtude da controversa intervenção da CEDEAO, após o golpe de estado que impediu o prosseguimento de um processo eleitoral aceite internacionalmente, é assombroso.

Talvez por isso tenha ficado com a impressão que malgré tout, ou por isso mesmo, a retirada da MISSANG só aparentemente pode ser tomada como um fracasso.
Na minha óptica que obviamente não tem o mesmo rigor daquela por que deve seguir os pareceres dos analistas políticos, a MISSANG cumpriu o que objectivamente dela se poderia esperar no actual contexto sócio-político da Guiné- Bissau, que era, quanto a mim, desmascarar a estratégia dos que na sombra detêm o poder real no país. Este, é que é o verdadeiro problema: a existência de generais que fomentavam assassinatos e favorecem o narcotráfico e controlam as forças de defesa e segurança. Não era crível que eles viessem a deixar-se neutralizar sem reagir. A sua tentativa de intervir no processo democrático apostando em alguns políticos não resultou e o golpe de Estado tornou-se inevitável a pretexto da presença da MISSANG.
Ainda que a acção golpista tenha sido condenada pela CPLP, a UA, a CEDEAO e a UE, tenho de reconhecer que não restava aos kafukas outro caminho.

As Assembleias Nacionais de Angola e da Guiné Bissau tinham aprovado um projecto que levaria à reforma das instituições de defesa e segurança, subordinando-as ao poder político e os generais sentiram que o seu futuro enquanto verdadeiros senhores do país estava em risco, mas também a impunidade de que muitos gozavam por estarem gravemente comprometidos em assassinatos hediondos e porventura em outras actividades denunciadas como criminosas.
A tentativa de António Indjai de assumir para si, como último recurso, o papel de legítimo herdeiro do legado de Amílcar Cabral para justificar a razão que lhe levou a impedir a vitória nas urnas do candidato do PAIGC não procede, isto é, não cuia, para ser mais explícito. Aliás, falta transparência nas razões que levaram a CEDEAO a comprometer os estados africanos na solução vigente.

Na Walna vs Indjai: A verdade é como o azeite...



O porta-voz do Comando Militar, Dahaba na Walna e o CEMGFA, António Indjai estão de candeias às avessas. Tudo porque Na Walna não gostou de ver o CEMGFA a tentar “camuflar” o mal-estar nos quartéis, que começou na reunião com os antigos combatentes, na semana passada no parlamento e terminou numa patética visita ao quartel da Amura. Depois, o post no ditadura do consenso, em que um oficial superior acusava Indjai de meter ao bolso centenas de milhões de Fcfa que eram destinadas para alimentar as casernas - EU AVISARA... - o caldo entornar-se-ia na passada quarta-feira.

António Indjai levou diversas individualidades ligadas aos meios artísticos para uma visita guiada ao quartel da Amura, e mostrou-lhes as parcas condições nas cozinhas: a alimentação era fraca, só havia arroz seco e a falta de condições de higiene era assustadora: tudo, para tentar justificar a o golpe de 12 de Abril, tentando atribuir as culpas ao governo deposto de Carlos Gomes Junior.

Só que os militares sabem muito bem que a história não é assim. Os angolanos, até à altura do golpe, garantiam toda a alimentação dos soldados guineenses, em todos os quartéis do País, tendo mesmo feito obras de melhoramento das cozinhas. Com a entrada dos militares da CEDEAO a situação agravou-se, pois os militares e polícias que para aqui vieram, pensavam que fosse a Guiné-Bissau a assegurar a sua alimentação...o que não tem sido o caso. Os militares da CEDEAO, com base em Cumeré, não têm luz eléctrica, nem água potável, e a situação piora de dia para dia...

Depois da visita, o porta-voz Na Walna não terá gostado, menos ainda o facto de, no dia seguinte, ter visto essa patética justificação ser apresentada na televisão da Guiné-Bissau. Afinal, quando Carlos Gomes Jr era primeiro-ministro, era António Indjai quem, em pessoa, recebia e geria todo o dinheiro que era destinado à alimentação nos quartéis, somas que o próprio geria a seu bel-prazer.

Recorde-se que na sessão com aos antigos combatentes na Assembleia Nacional Popular, Dahaba Na Walna disse que as declarações de António Indjai não tinham qualquer fundamento: "os antigos combatentes recebem 14.000 CFA". Recebem, de facto, 30.000 fcfa. Na Walna terá chamado “mentiroso” a António Indjai, e acusou-o de nem sequer saber falar... Casa onde não há pão... AAS

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Tadja Panha bali pena bô!?



"Caro Irmão Aly e Irmãos Guineenses,

Eu Libânio, sou um grande admirador do nosso grande Aly Silva, pela gradne coragem que sempre demonstrou ter. O Aly tem feito um trabalho exemplar na luta pela Liberdade e por uma verdadeira Democracia na Guiné-Bissau. Mas por favor meus Irmãos, o artigo publicado no blog Ditadura do Consenso do nosso Aly Silva, preocupa-me porque não concordo com o método.

Estou a favor de todas as formas de Luta para a reposição da Legalidade Constitucional na nossa querida Pátria, desde que seja por via pacifica principalmente na base do dialogo.
Quero com isso dizer que não estou de acordo com o (Tadja Panha), porque estou em querer que muitos dos filhos e familiares dos Golpistas e seus Medíocres apoiantes não são culpados pela situação actual da nossa Guiné.
Acho de que se queremos uma Paz  eterna na nossa Terra, não devemos usar o método  criminoso e retrogressivo.
Vamos continuar a lutar por via Pacifica, tudo com principio tem o seu fim, até porque (Pubis ka Burro).
Espero que não me levem a mal e que levem em conta a minha preocupação.
Viva a Paz na Guiné-Bissau e no Mundo.

Libânio Moreira"

________________

M/R: Eu, Aly...bom, não digo se estou a favor ou contra o 'método' proposto acerca de coisa e tal... Mas também isso agora não interessa para nada até porque o método que tem sido usado contra o Povo pacífico da Guiné-Bissau, desde a independência do nosso País, não se assemelha a Disneylândia nenhuma... Bom, podemos sempre compará-la (no sentido literal) com a 'Disneylândia do Hezbollah', um parque temâtico onde, se mostram às crianças o que se passa na guerra, e as suas consequências - neste caso materiais, aprendendo até a manejar armas e fazendo-se fotografar com as mesmas. Numa palavra: um viveiro de mártires portanto... > 5a emenda ditadura do consenso. AAS

Ooh, la, la: C'est la fête



Angola vai emprestar 150 milhões de dólares (113,7 milhões de euros) à Guiné-Conacri para “financiar projectos públicos”, foi decidido pelo Conselho de Ministros Extraordinário, orientado pelo Presidente da República José Eduardo dos Santos, segundo comunicado tornado público.

O empréstimo foi concedido a Conacry, lê-se no comunicado, “no quadro das relações de cooperação e de amizade existentes” entre a República de Angola e a República da Guiné, refere no comunicado, que não adianta mais pormenores, designadamente a existência ou não de um período de carência, a duração do empréstimo e os juros a pagar pelo Estado da Guiné. PORTAL de LUANDA

O homem enganou-se no destinatário...



O 'Primeiro-Ministro' de transição da Guiné-Bissau...escreveu uma carta ao Primeiro-Ministro de Portugal, Pedro Passos Coelho.

O meu conselho ao PM português: reencaminhe a carta, ou para o Senegal, ou para o Burkina-Faso ou, ainda, para a Costa do Marfim... AAS

GOLPES de ESTADO NUNCA MAIS: Guiné-Bissau ficará de fora na Cimeira da CPLP, em Maputo....



... Mas o Governo legítimo da República da Guiné-Bissau estará representado, sob chefia do seu Primeiro-Ministro, Carlos Gomes Jr. AAS

Alô, Senegal


Ola Irmão Aly
 
Já está a ser organizado um grupo chamado "junta/comando "para acabar de uma vez com esses grupos de NKRUMAH que surgiu depois da guerra de 7 de junho, desorientados, descontrolados e orientados pelo o seu chefe "chefe de tabanca" porque nunca tem o regulo...vamos começar de fora para dentro...

"Citando o artigo de "olho por olho" do irmão  TCHARLES PANAQUE": IRMÃOS,TEMOS QUE IDENTIFICA-LOS, PERSEGUI-LOS E CAÇÁ-LOS COMO SE CAÇAM POMBOS.

VAMOS À LUTA!!!

Agora, unindo à irmã Fatumata Binta: morra o comando, morra sim, Pim!!!

A guerra já está declarada, eu apoio esta iniciativa...VAMOS CAMARADAS (TCHARLES E FATUMATA BINTA SÃO HEROIS)...Antonio Indjai ja tem os seus dias contados. Vamos começar desde já, partindo no Senegal, pois é ali onde estão os filhos e familiares de Antonio indjai...

Abraços  ALY

António"

Guiné-Bissau: Português Carlos Manuel é o novo seleccionador de futebol



O português Carlos Manuel é o novo selecionador de futebol da Guiné-Bissau, em substituição do anterior técnico luso, Luís Norton de Matos, disse hoje o presidente da Federação de Futebol da Guiné-Bissau (FFGB), Manuel Nascimento Lopes.

Segundo Manuel Lopes, Carlos Manuel é quem vai dirigir a seleção guineense no jogo frente aos Camarões, sábado em Yaoundé, a contar para a segunda mão da pré-eliminatória para o campeonato africano das nações de 2013, na África do Sul. No jogo da primeira mão, realizado em fevereiro em Bissau, a Guiné-Bissau foi derrotada por 1-0, jogo que marcou a despedida de Luís Norton de Matos à frente da equipa dos "Djurtus". VISÃO

NOVA ESTRATÉGIA DE LUTA Tadja Panha: Os filhos dos golpistas no estrangeiros...que se cuidem!


Depois do golpe de Estado, não há nada que soou tão bem, que foi realmente música para os meus ouvidos como esse artigo (panha-panha). É impossível prever as re(acções) dos nossos bárbaros intitulado comando militar em qualquer circunstância, portanto eu sempre pensava que iamos vencer com o tempo, mas com esse artigo garanto-vos que se cumprirmos JÁ SOMOS VENCEDORES!

Fui, durante toda a minha vida, contra qualquer tipo de violência. Sou de opinião que com boas palavras consegue-se quase tudo. Atendendo a situação da Guiné-Bissau cheguei a conclusão que estava errada, por isso apoio o escritor do artigo "panha-panha". É a lei da natureza, um ser vivo faz tudo o que está ao seu alcance para proteger o seu filho. Basta começar a operação de raptura aos filhos e familiares dos nossos barbáros (militares e cívis) garanto-vos que tudo vai mudar e de uma forma muito rápida! E voltaremos a cosntruír a nossa pátria assim como estava previsto.

Eles estão a raptar cada dia a alma dos nossos filhos, não podem estudar, não pode ser criado empregos para eles (porque interrompem sempre o processo de tudo), estão a fazer dos nossos filhos bandidos e ladrões (porque eles têm que encontrar uma forma de sobreviver), etc. para além de serem PEDOFILES E PEDO SEXOS. Os filhos e familiares estão a estudar nas melhores escolas do mundo! Vão ser os melhores entre melhores e os nossos vão ser os piores entre os piores.

Agora vamos também tocar "a menina dos olhos deles", assim como sempre fizeram connosco. Eu acho que essa operação deve ser feita sobretudo no estrangeiro. Os que estão na Guiné-Bissau que tomem cuidado. No estrangeiro, não deve ser muito difícil. É só questão de planear bem e saber em quem confiar!

Os filhos de todos eles estão espalhados em toda a parte do mundo assim como nós. Não devemos ter pena deles, também não têm pena de nós, dos nossos filhos e das nossas mães que estão a sofrer de fome e de tudo. Se esses filhos  tivessem revoltado na verdade, todos eles, o comportamento dos pais iam mudar, alguns deles só fingem. Não deixem ser enganados dizer que não estão metidos. Esses filhos podem vir a contribuir para o nosso/teu sofrimento, informando ao pai ou de uma outra forma. Só vamos receber a nossa terra de volta usando a lei de olho por olho e dente po dente, não temos nenhuma outra escolha. Já estamos há muito tempo a tentar as outras, mas nunca deu.

Os pais não pensam nunca em nós ou nos nossos filhos. Assim, ensinaremos aos seus filhos a se revoltarem contra a injustiça dos seus pais e aos pais a sentirem o que os nossos pais e nós sentimos. O nosso sofrimento continua, mesmo assim, a ser pior, mas vale a pena agir assim.

Se conseguirmos raptá-los, nunca mais haverá abusos (exaustivos) de poder na Guiné-Bissau ou golpes. A Guiné-Bissau iria escrever a história no mundo, em especial na África, servindo como exemplo de uma luta pacifica e desesperada. Com todo o respeito, mas não se pode negociar com um macaco usando a linguagem humana, porque ele não a entende, mas ao raptar o seu filho, ou outro familiar, entenderá que esteja a correr perigo. Essa gente não é que têm simplesmente a cara de um macaco, mas comportam também da mesma forma. A sério, vejam lá bem a cara deles. Isso não tem nada haver com a cor de pele. também sou negra. Têm cara medonha, exactamente como uma gorila. Que coincidência, a maioria deles tem essa cara!!!

Citando o artigo de "olho por olho" do irmão  TCHARLES PANAQUE": IRMÃOS,TEMOS QUE IDENTIFICA-LOS, PERSEGUI-LOS E CAÇÁ-LOS COMO SE CAÇAM POMBOS.

VAMOS À LUTA!!!

Agora, unindo à irmã Fatumata Binta: morra o comando, morra sim, Pim!!!

Desta vez não vão vencer como habitual, o povo revoltou-se na verdade. Pode durar muito ou não, mas o povo é sempre quem vence. Vamos fazer como nos países árabes. Até devolverem a nossa pátria amada. Não devemos desistir, estão a desafiar-nos para que possamos desistir. Não devemos dizer "amanhã", mas sim vamos planear e agir já. VENCEREMOS! temos de ter coragem. Não há praticamente nenhum risco se nos prepararmos bem. Não agir sem antes preparar!

Um abraço aos que estão a sofrer,

Mary

Guiné-Bissau: Para os PR português e caboverdiano "não pode haver a mínima complacência em relação a golpes de Estado, a golpes militares”



Os chefes de Estado de Portugal e de Cabo Verde mostraram-se nesta segunda-feira preocupados com a degradação da situação económica e social na Guiné-Bissau, reafirmando a sua oposição a qualquer solução que legitime golpes de Estado. “O que sabemos é que a instabilidade militar que há algum tempo se verifica na Guiné-Bissau é responsável pelo empobrecimento e pelo sofrimento do povo guineense e, neste momento, estamos seriamente preocupados com a degradação da situação económica, social e humanitária, e pela falta de respeito pelos direitos humanos no território da Guiné-Bissau”, disse o Presidente português, Aníbal Cavaco Silva.

A situação da Guiné-Bissau, onde a 12 de Abril um autodenominado comando militar tomou o poder, afastando as autoridades eleitas, foi um dos principais assuntos da reunião entre o Presidente português e o homólogo de Cabo Verde, que esta segunda-feira iniciou o programa oficial de uma visita de dois dias a Portugal. Para Cavaco Silva, não pode haver “a mínima complacência em relação a golpes de Estado, a golpes militares”.

O Presidente de Portugal, que falava durante uma conferência de imprensa conjunta com o homólogo cabo-verdiano, no Palácio de Belém, em Lisboa, adiantou que a situação guineense “será certamente um ponto na agenda” da cimeira da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), marcada para Julho em Maputo. Lembrou ainda que, “até ao momento, nem as Nações Unidas, nem a União Europeia, nem a CPLP, reconheceram o poder ilegítimo que está neste momento instalado na Guiné-Bissau”.

Por seu lado, o chefe de Estado cabo-verdiano, Jorge Carlos Fonseca, afirmou que o seu país “está em perfeita sintonia” com Portugal na recusa de qualquer solução para a Guiné-Bissau que passe pela legitimação do actual poder em Bissau. “Estamos perfeitamente em sintonia com Portugal no sentido de que nenhuma solução que passe pela legitimação de golpes de Estado pode ser sufragada e legitimada por países, como nós, que constituem Estados de democracia, de direito e que respeitam os direitos fundamentais e são fundados no respeito fundamental da dignidade da pessoa humana”, disse Jorge Carlos Fonseca.

“É evidente que iremos trabalhar em conjunto na CPLP, no quadro das Nações Unidas, em cooperação com a União Africana e com a Comunidade Económica de Estados da África Ocidental (CEDEAO) para que seja encontrada uma solução que respeite os princípios que fundamentam as nossas opções de vida e que não constituam uma postergação de regras e princípios da democracia e dos Estados de direito”, acrescentou.

No encontro, os dois chefes de Estado abordaram ainda questões relacionadas com a valorização da língua portuguesa no quadro das Nações Unidas, a afirmação da CPLP no “plano político internacional” e o reforço da cooperação entre os dois Estados. Jorge Carlos Fonseca, no cargo há nove meses, iniciou hoje em Portugal a primeira visita de Estado ao estrangeiro, e, durante dois dias, terá encontros com as entidades portuguesas, participará em seminários e em encontros com estudantes cabo-verdianos. Em Lisboa desde sexta-feira, Jorge Carlos Fonseca participou como convidado nas cerimónias oficiais do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas. PÚBLICO/Marco Rocha

Guiné-Bissau: PM português enaltece forças armadas


O Primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, enalteceu o profissionalismo, competência e dedicação dos militares que integraram a operação accionada por causa da crise político-militar na Guiné-Bissau, numa situação que "não passou para além do treino real".

"Numa situação que, felizmente não passou para além do treino real, a elevada prontidão e a capacidade de resposta alcançada são evidência de que Portugal dispõe hoje de capacidades militares que cumprem com elevada proficiência um vasto e diversificado elenco de missões militares e não estritamente militares", disse o primeiro-ministro.
O pronunciamento de Passos Coelho foi feito durante o encontro que teve ao final da tarde em São Bento com representantes dos militares que integraram a Força de Reacção Imediata (FRI) accionada devido à crise político-militar na Guiné-Bissau.

Numa breve intervenção, a que a Lusa teve acesso, o primeiro-ministro lembrou que a operação, que teve um custo de cerca de 5,7 milhões de euros", tinha por "objectivo garantir, em condições de segurança, a evacuação de cidadãos portugueses e de outras nacionalidades de países amigos" e vincou a forma como as Forças Armadas responderam ao desafio. "As Forças Armadas Portuguesas deram, mais uma vez, provas do seu profissionalismo, competência, dedicação e disponibilidade", sublinhou Passos Coelho.

Falando perante os militares, o ministro da Defesa e os chefes militares, o primeiro-ministro sustentou ainda que "pensar e atuar preventivamente deve ser uma atitude permanente de um governo responsável", insistindo nos elogios às Forças Armadas pelo "relevante serviço que prestaram a Portugal e aos portugueses". 
A FRI foi composta por quatro navios (duas fragatas, uma corveta e um reabastecedor) e dois meios aéreos. 
O seu regresso a Portugal aconteceu há cerca de um mês, depois de cerca de três semanas de operação na costa ocidental de África.

O eixo Conakry-Niamey reforça-se



O Presidente nigerino Mahamadou Issoufou esteve na Guiné-Conakry, e foi acolhido no aeroporto de Conakry-Gbessia pelo Presidente Alpha Condé. As 10h os dois homens chegaram à Casa dos Hospedes de Belle vue, onde tiveram um encontro de mais de duas horas.

Os dois Presidentes partilham ligações solidas de longa data desde os tempos, em que, os dois eram antigos dirigentes da FEANF (Federação dos Estudantes da Africa Negra Francesa) e, hoje Chefes de Estado dos respectivos paises depois de um longo periodo de oposição. Entre outros assunto abordados, pelos dois Chefes de Estado, foi a situação na sub-região.

Nos seus discursos, os dois Presidentes não ocultaram as questões sub-regionais, nomeadamente as crises politicas no Mali e na Guiné-Bissau. O Presidente Issoufou preconisa a unidade : «A Africa deve reforçar a sua unidade. A hora chegou para que os nossos paises assumam a responsabilidade dos nossos problemas comuns de forma colectiva. Devemos reforçar o nosso quadro de integração a todos os niveis. A nossa região é confrontada com inumeras ameaças. Nos temos o maior interesse em assumirmos posições comuns fortes e orientadas no sentido da defesa da integridade do territorio maliano e a salvaguarda da democracia nesse pais».

Mesmo se o Presidente Condé acha que Conakry e Niamey defendam as mesmas posições, a suas abordagens face as questões sub-regionais e africanas, parecem diferentes : «Nos somos contra os golpes de estado no Mali e na Guiné-Bissau, nos recusamos de reconhecer o capitão Sanogo, nos também recusamos que lhe atribuam o titulo de antigo presidente.

Nós recusamos reconhecer o governo que estão em vias de impôr ao povo Guineense. E o Povo que deve designar o seu Presidente. Qualquer pessoa que obtenha 47% ou 49% na primeira volta não pode ser descartado para impôr outras pessoas que foram seus candidatos na primeira volta. Hoje o mundo inteiro nos da razão sobre a nossa posição. Nos dissemos em Dakar que, se devia intervir militarmente em Bamako como a Africa do Sul fizera no Burundi para assegurar a segurança dos homens politicos. Tal atitude é tanto mais justificavel, se tivermos em conta o que se passou depois. Como se pode entrar num Palacio presidencial e maltratar/agredir um Presidente ? Nos tinhamos dito que se devia intervir militarmente para expulsar as forças islamistas do norte e assegurar a segurança do Mali »

Diao Barry/Le Jourguinee/Le Jour

Direito em causa


A possível reavaliação pela Faculdade de Direito  de Lisboa, devido à situação política na Guiné-Bissau, do apoio que dá à  Faculdade de Direito de Bissau está a preocupar os alunos da instituição  guineense. A 16 de Maio, o Instituto de Cooperação Jurídica da Faculdade de Direito  de Lisboa, instituição que criou há mais de 20 anos e apoia a Faculdade  de Direito de Bissau, emitiu um comunicado em que ressalva que a Faculdade  de Direito da Universidade de Lisboa não tenciona abandonar o projecto da Faculdade  de Direito de Bissau, mas ainda assim "reserva-se ao direito de reavaliar  a sua disponibilidade para a participação no projecto de cooperação da Faculdade  de Direito de Bissau".  

O comunicado sublinha que a continuidade dos apoios dependerá da evolução  da situação política na Guiné-Bissau, onde se realizou a 12 de Abril um  golpe de Estado, e também das decisões que o Estado português venha a tomar  relativamente a sua cooperação com o país. Em Bissau, numa visita à Faculdade de Direito, a Agência Lusa constatou  a preocupação entre os alunos com a possibilidade do abandono do apoio proveniente  de Lisboa, que é tema recorrente nos corredores da instituição. "Esta Faculdade é a menina dos olhos da cooperação portuguesa. Mas se  um dia Portugal deixar de apoiar-nos não quero pensar no que vai ser de  nós", dizia o aluno Pedro Sambu, da Faculdade de Direito de Bissau.  

Os receios dos alunos devem-se à dependência da Faculdade de Direito  de Bissau desde a sua fundação - em 1989 -- em termos financeiros, científicos  e pedagógicos da Faculdade de Direito de Lisboa. O golpe de Estado na Guiné-Bissau foi condenado pela generalidade da  comunidade internacional. Portugal defende a reposição da normalidade constitucional  e o regresso ao poder dos dirigentes depostos e a concretização das eleições  presidenciais, interrompidas pelo golpe militar. Na Guiné-Bissau foram entretanto nomeadas autoridades de transição,  com apoio da Comunidade Económica de Estados da África Ocidental, mas não  reconhecidas pela restante comunidade internacional. AngolaPress

Blind(agem)



"Caro Aly Silva,

O tal todo-o-terreno V8 foi doado à Guiné-Bissau no âmbito do combate ao narcotráfico, foi cobiçado pelo General Antonio Injai porque é blindado, para além de possuir algumas extras. No momento são dois no país, para além do antigo ministro de Justiça, também o Representante Especial das NU, Joseph Mutaboba, tem um igual.

Abel Djassi"

Panha-panha



"Caro Aly,

Não há quem seja mais fácil de apanhar quanto aos membros do comando militar. Têm filhos espalhados por todos os cantos do globo.

Basta começar a operação de rapto e muita coisa mudará. 

Aliás, ninguém mais morrerá ou sofrerá sem que o comando militar sofra na pele as mesmas desgraças que trouxe ao país. É chegada a hora da acção directa.  

Mantenhas para quem luta!

A verdade liberta!

Guiné Lanta"

Os maus filhos da terra



Continuo a ver guineenses a discutir Cadogo Jr. Vs António Indjai, CEDEAO vs Angola/Portugal, ordenados dos antigos combatentes vs ordenados dos ministros do governo legítimo! Fogem, uns de forma intencional, outros por ignorância, do que mais nos devia preocupar e ser motivo de debate sério e aberto, que é o direito, a liberdade e o poder do povo, que neste momento estão suprimidos na nossa pátria! Parece que essa discussão não interessa a ninguém neste momento! Quando esses itens não são assumidos como o cerne da questão guineense, qualquer discussão ou opinião estão condenadas, logo a partida, à infertilidade…

Como é que um guineense poderá defender um denominado “Comando Militar” que amputa outros guineenses dos seus direitos mais básicos, como o direito a escolher os seus líderes e de se manifestarem!? Como é que um guineense pode apoiar um Presidente da República que não foi escolhido nas urnas e que é mais que óbvio que participou na orquestração do golpe de estado de 12 de Abril e tornou-se apenas um sócio e marioneta de um louco e alcoólico que tem o sonho de balantizar o poder na Guiné-Bissau!?

Que patriotas são esses que dão eco à publicação de um “sítio” de um suposto partido politico (PRS), onde consta ofensas a outro estado (Portugal) e ao seu Ministro de Negócios Estrangeiros!? Devo lembrar que, com essa publicação, esse partido assume a sua coautoria no golpe de estado de 12 de Abril, devendo esse mesmo texto ser usado como prova para pedir sanções internacionais aos seus dirigentes… Esse partido insiste num discurso completamente caduco, procurando em Portugal o bode expiatório para os problemas guineenses, quando os principais problemas para a Guiné-Bissau e para os guineenses de bem, de há uns anos para cá, estão perfeitamente identificados e chamam-se PRS e a classe castrense. Têm a pouca vergonha de afirmar que, “desde que o mundo é mundo, quando a nossa casa arde são os vizinhos que se socorrem e se preocupam.

Não é por acaso que em África, os vizinhos são tidos como irmãos”, para justificarem o pacto que fizeram com a CEDEAO. Esqueceram-se que foram os vizinhos do Senegal que, em 1998, vieram incendiar a “nossa casa” e matar os nossos irmãos, apenas para que Nino Vieira se mantivesse no poder!? Hoje, são esses vizinhos que forjaram um presidente e um governo fantoches, desrespeitando a vontade popular e os apelos dos nossos parceiros internacionais e, continuamos a ver alguns guineenses a aplaudir isso, como se a luta para atingirem o principal objetivo que é o assassinato politico de Cadogo Jr., justifica tudo, até manter refém e humilhar o próprio povo!

Quando atacam Portugal, façam favor de olharem para o país nosso irmão, Cabo-Verde, que nasceu no mesmo dia que a Guiné-Bissau, mas que sacudiu o complexo do colonizado e tem em Portugal um dos principais parceiros de cooperação e está a caminhar pelos seus pés, passos largos, rumo ao desenvolvimento. Apesar da escassez de recursos naturais, o nosso "irmão gêmeo" (Cabo-Verde) ocupa a posição 133ª no Índice de Desenvolvimento Humano (Dados de 2011), estando entre os países classificados como "Médios", no que toca ao mesmo índice. Nós, estamos orgulhosamente na 176ª posição, junto com países considerados com índice de desenvolvimento humano "Baixo", tudo por causa de “santchundadi” de alguns maus filhos da terra. Não deixa de ser estranho que, entre as suas ex-colónias, Portugal tenha instintos neocolonialistas apenas para com a Guiné-Bissau! O problema estará em Portugal ou naqueles maus filhos da terra que querem continuar a manter o povo como refém?

Um dia, os guineenses perceberão quem são os verdadeiros maus filhos da terra, que usam falsos argumentos para darem golpes de estado, tentando ocultar o seus objetivos, que é manterem o poder e controlarem melhor os seus negócios ilícitos… Espero que, ao aperceber-se disso, o povo guineense saberá dar o devido tratamento a esses canalhas.

Jorge Herbert

domingo, 10 de junho de 2012

Ó Teresinha, dinhero d'Angola dja kaba....



Alguém pergunta: "O que é que a cooperação angolana (MISSANG) fez na Guiné-Bissau durante a sua estadia?". Bom, eu talvez não consiga enumerar, muito menos descrever as obras que estavam em curso. Mas falarei daquilo que sei, e que estava à vista. As obras (todas) já haviam começado - e isto é importante:

- Ministério do Interior e Comissariado da Polícia de Ordem Pública: obras de restauração, novas coberturas e ainda alguns edifícios de raíz;

- Brigada de trânsito: a pocilga que conhecíamos (cala-boca) foi deitada abaixo. Iam construir um edifício de raíz;

- Marinha de Guerra: Novo quartel, a começar pelas fundações, na antiga 'granja dos palestinianos', no caminho para Quinhamel;

- Cumeré, o quartel onde fiz a recruta, em 1987, foi completamente recuperado. Está como novo, e hoje estão lá os 'ocupas'...;

- Obras de grande intervenção em todos os quartéis do interior do País;

- Angola gastava, só em logística, cerca de 40 mil dólares/dia. No total, obras incluídas, gastaram mais de 10 milhões de dólares norte-americanos, mas a previsão era de 30 milhões USD;

- Só nas instalações da MISSANG, davam emprego a quase uma centena de guineenses, entre outros postos de trabalho indirectos;

- Todo o material bélico, dois helicópteros (onde pilotos guineenses recebiam treino), tanques e carros de combate, ficariam para as nossas forças armadas, para além da promessa de oferta de 6 aviões MIG-21, novos em folha, que um grupo de oficiais guineenses viu na sua deslocação a Angola (todos estes materiais eram do conhecimento das chefias militares, a quem foram apresentados, numa cerimónia no futuro quartel da marinha)

- Todos os quartéis, em Bissau, seriam alvo de intervenção profunda. As obras, desde que iniciaram, nunca sofreram qualquer paragem, estava tudo cronometrado.

Mas, tudo isso caiu por terra. Os empreiteiros estão pelos cabelos - perderão muito dinheiro; os operários da construção civil, idem aspas; os empresários do ramo dos inertes, idem idem.

E o resultado de tudo isto? Está à vista: Angola levou tudo, tudo! E agora? Fácil: a CEDEAO que pague o resto do que falta fazer. AAS

Apoios para legitimação dos golpistas saiu...furado


As autoridades de transição da Guiné-Bissau têm-se movimentado no sentido de obter apoios e legitimidade. O Presidente Interino Serifo Nhamadjo efectuou ontem e hoje vários encontros no país e o chefe da diplomacia guineense realizou um périplo regional. O 'Presidente da República' e o 'Ministro dos Negócios Estrangeiros' de transição procederam ambos a diligências diplomáticas, a nível nacional e internacional, respectivamente.nManuel Serifo Nhamadjo movimentou-se na cena interna avistando-se ontem e hoje com o corpo diplomático acreditado em Bissau bem como com o Procurador-Geral da República e com o 'Primeiro-Ministro' para lhes dar conta das principais linhas orientadoras das autoridades de transição que preside.

Já Faustino Imbali, 'chefe' da diplomacia guineense, movimentou-se na cena internacional efectuando um périplo regional que o levou à Guiné-Conacri, ao Burkina-Faso, à Costa do Marfim e ao Senegal. Faustino Imbali expressou à RFI a determinação das autoridades de transição em fazer do dia 12 de Abril a data do último golpe de estado da história do país. Em Dacar, reuniu-se com o corpo diplomático acreditado em Bissau mas com residência no Senegal. Tal foi o caso de Luis Mariano Montemayor, núncio apostólico para a Guiné-Bissau, Cabo-Verde e Senegal, que, em entrevista à RFI, realça o facto de não haver consenso internacional sobre a situação da Guiné-Bissau.

Corroborando a ideia de que ainda  não há consenso externo, Domingos Simões Pereira, secretário-executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), afirmou hoje que a reunião dos parceiros internacionais sobre a crise na Guiné-Bissau, realizada ontem em Abidjan, na Costa do Marfim, não produziu medidas concretas. Todavia, Domingos Pereira referiu que foi muito debatida a aplicação da resolução 2048 do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) que aplicou sanções à Guiné-Bissau e que se avançou no sentido de convocar uma reunião de alto nível por parte da ONU.

Domingos Pereira anunciou que essa reunião realizar-se-á, previsivelmente, na semana de 18 a 21 de Junho e que permitirá sentar à mesa negocial as instituições multilaterais que se têm envolvido na resolução da questão guineense, ou seja, a Comunidade Económica de Estados da África Ocidental (CEDEAO),  CPLP, a União Africana (UA) e a União Europeia (UE). Recorde-se que as autoridades de transição, lideradas pelo Presidente Serifo Nhamadjo e pelo Primeiro-Ministro Rui Duarte Barros, embora negociadas com a CEDEAO não são reconhecidas pela restante comunidade internacional, nomeadamente pela CPLP e pela União Europeia.

RFI, com a colaboração de Cândido Câmara, em Dakar

Olho por olho



CAROS IRMÃOS,

PARA COMBATER UM TERRORISTA, TEM QUE SE UTILIZAR OS MESMOS MEIOS E MÉTODOS QUE ELE PRÓPRIO UTILIZA. NESTE MOMENTO, NA GUINÉ-BISSAU, ESTAMOS A LIDAR COM TERRORISMO DE ESTADO. ESTE TIPO DE TERRORISMO CONSISTE NA UTILIZAÇÃO, POR PARTE DO GOVERNO, DE MÉTODOS ILEGÍTIMOS PARA INTRODUZIR O MEDO NA POPULAÇÃO CIVIL PARA ALCANÇAR OS SEUS OBJECTIVOS. TEMOS UM EXEMPLO CLARO DA ACTUAÇÃO DO GOVERNADOR DA PROVÍNCIA (SERIFO NHAMADJO) E DO COMISSÁRIO PRINCIPAL (RUI DUARTE DE BARROS).

IRMÃOS,TEMOS QUE IDENTIFICA-LOS PERSEGUI-LOS E CAÇA-LOS COMO SE CAÇAM POMBOS.

VAMOS À LUTA!!!

TCHARLES PANAQUE"

sábado, 9 de junho de 2012

"Filhos da Puta" ... Gostei


"Filhos da Puta"
Intróito:
A poesia, em princípio,
pode contribuir para que o animal Homem seja mais humano.
Cada poema pode ajudar à sua maneira.
Esta é a minha maneira.
Sei que pode causar espanto,
(nem sempre sou poeta do azul e das estrelinhas)
mas pode ajudar.

Ponham a hipocrisia de lado.
Aqui vai:

“Filhos da Puta”
podia eu chamar a quem a inocentes anda a roubar,
mas não,
a gente não deve ser cretina,
porque todos os “Filhos da Puta”
são também criação divina!..
e com Deus não se deve brincar!

“Filhos da Puta”
podia eu chamar a alguns filhos de Deus,
que permite a filhos seus outros irmãos explorar,
mas não,
ao fim e ao cabo,
talvez Deus me dissesse que tais “Filhos da Puta”
não são filhos seus, mas sim do Diabo!

“Filhos da Puta”
podia eu chamar aos filhos do Diabo,
por permitir que filhos seus matem,
escravizem,
e ainda por cima se ficam a rir,
mas não,
talvez o Diabo me dissesse
que tais “Filhos da Puta” são filhos da Tentação!

Afinal,
de quem são os "Filhos da Puta” que por aí há?

Podem não ter pai!
Podem não ter mãe!
Mas que os há,
lá isso há!:
Muitos “Filhos da Puta”
sem que esta tenha culpa!

Silvino Taveira Machado Figueiredo, em 'Líricos do Campus'

E, assim, lá foram os angolanos da MISSANG, considerada "uma saída triste" pelo vice-embaixador de Angola em Bissau


Os últimos 96 militares da missão de Angola na Guiné-Bissau (Missang) deixaram hoje Bissau, pondo termo à cooperação técnico-militar do governo de Luanda. Com o fim da missão ficam também cancelados os apoios que Angola estava a dar à Guiné-Bissau, nomeadamente na construção e remodelação de infraestruturas de defesa e segurança.

«Todos os financiamentos que tinham sido preparados para o projeto militar com a Guiné-Bissau estão interrompidos», disse hoje aos jornalistas, na sede da Missang, o encarregado de negócios de Angola em Bissau, Luís dos Santos. O governo angolano interrompeu a Missang (missão técnico-militar na Guiné-Bissau de apoio à reforma do setor de Defesa e Segurança) na sequência de atritos com as forças armadas guineenses. É, segundo Luís dos Santos, uma «saída triste», porque acontece «num momento de grandes problemas» na Guiné-Bissau. «A Missang esteve cá ao abrigo de um acordo entre os dois países e a sua interrupção acontece por acontecimentos políticos internos», disse o responsável, acrescentando que ainda assim a missão angolana «cumpriu o seu papel» e sai «com o sentimento do dever cumprido».

As últimas componentes da Missang, militares e material, partiram em três aviões angolanos, um Boeing e dois Ilyushin (de carga) e a saída foi supervisionada pela ECOMIB, Força da CEDEAO (Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental) que está no país, na sequência do golpe de Estado de 12 de abril passado. Gninga Barro, o chefe da ECOMIB, esteve no aeroporto de Bissau a despedir-se dos últimos homens da Missang. A força angolana, constituída por cerca de 200 militares, estava num antigo hotel de Bissau, um edifício comprado pelo governo de Angola e que a partir de segunda-feira passa a ser a embaixada de Angola na Guiné-Bissau. LUSA

Denúncia I - Para os militares que recebem mal


"Caro Aly,

Sou militar de carreira, colocado no Estado Maior General das Forças Armadas desde 1997. Sou um oficial superior (não general) e vi-te na Amura no dia em te espancaram e te trouxeram ao comando. Lamento imenso, mas nada podia fazer se não contemplar.

Que a sociedade civil e a associação de músicos não se deixem enganar por aquela operação de charme do general António Injai que vi ontem na nossa TV, porque o responsável número 1 pelo estado em que se encontra os nossos quartéis, é o próprio Injai.

Perguntem-no quanto levanta dos cofres do Estado a cada 3 meses com o propósito de comprar géneros alimentícios e combustíveis? Mais de 540 milhões de FCFA (mais de um milhão dólares), sem contar com o dinheiro de representação, prevenção...falando de prevenção: sabe que só na altura da primeira volta das eleições o CEMFA apresentou ao Governo um orçamento para prevenção de mais de 700 milhões de FCFA (quase um milhão e meio de dólares) e o Governo como sempre pagou, mas menos do que foi solicitado...agora pergunto: todo esse dinheiro não seria suficiente para melhorar a dieta alimentar nos quartéis, reparar as casernas...se o general António Injai tivesse escolhido essas acções como prioritárias? Mas não, prefere encher o seu bolso e os do círculo das pessoas que lhe rodeiam, enquanto os soldados passam mal...

Triste, triste é o general, hoje, atirar todas as culpas ao Governo deposto, quando é ele o responsável número 1 dessa situação. Tudo isto é triste e acontece nas nossas barbas. Mas tudo chegará ao fim, creio, não tarda nada.

Muito obrigado pela atenção que possa dar a este meu desabafo.

A."

Denúncia II


Caro Aly Silva,

Venho por este meio e utilizando o seu valioso site denunciar mais um crime em progresso pelo dito defensores da legalidade - COMANDO MILITAR.

Há já dias, encontra-se numa oficina, na segunda rua que da a Pefine, depois da Segunda Esquadra, a viatura V8 branco do antigo ministro de Justiça Mamadu Djalo Pires a ser pintado de azul. É fácil reconhecer a referida viatura devido a armadura de proteção em frente dos faróis. Os moradores do referido bairro estão indignados, cada um comenta mas nada podem fazer, bem nada mesmo? Por isso decide fazer essa denuncia. Dizem o pessoal da oficina que é a mando de António Injai que estão a fazer trabalho e de que a viatura agora lhe pertence. De referir também que uma viatura Nissan Patrol novo pertencente ao antigo Primeiro-Ministro Carlos Gomes foi trocada a matricula agora com uma vermelha das FA e quem anda com a referida viatura é o Comandante de Pará-Comandos Julio Nhate.

Apoiado


"SE A CPLP ACOLHER OS NOVOS DIRIGENTES (FALSOS E ILEGAIS) DA GUINÉ-BISSAU NA CIMEIRA DE MAPUTO NO DIA 20 DE JULHO PRÓXIMO, É PORQUE ESTAMOS PERANTE UMA LEGALIZAÇÃO DO GOLPE. DEVE-SE FECHAR AS PORTAS A TODOS OS "VIGARISTAS."

SEUS VIGARISTAS!!!

Tcharles Panaqye"

Escreve o filho de um combatente da liberdade da Pátria


Caro amigo Aly,

Tomo a liberdade de te escrever solicitando a publicação deste meu artigo no teu/nosso blog, unica voz credível que nos resta de nos intercambiar na denúncia da brutalidade que se vai praticando na Guiné-Bissau.

Sou filho de um Combatente da Liberdade da Pátria imbuido dos principios do sacrifio e do amor à Patria que o meu falecido Pai me ensinou em vida, por isso (embora tenha estado presente na reunião que o General convocou), faco questão de te escrever, porque é a unica via que entendo poder dar respaldo a minha posição e creio de muitos Antigos Combatentes presentes nessa reunião. Assim, solicito a tua compreensão dar a minha voz no teu famoso blog. Não pretendo defender ninguém, porquanto, não devo nada a ninguém, mas tão so, querendo respondender rebatendo e desmascarando em termos civilizados e com factos o General Antonio sobre as suas falsas declarações sobre os Antigos Combatentes da Liberdade da Patria. Penso que, dando-me essa oportunidade poderei esclarecer aos Camaradas do meu Pai, quem na verdade anda a a engana-los com mentiras e falsidades.

Sem saber qual o destino daras ao meu pedido, antecipadamente te  agradeço, aproveitando encorajar-te na firmeza da nossa luta comum pela dignidade do Povo Guineense.
ABT

PS : se não fôr abusar demais da tua paciência e compreensão, caso este meu artigo seja publicado... gostaria de poder responder, também educadamente a um "Senhor" que nessa reunião teve o descaramento de intervir. Estou a falar do "Sr." Manuel Maria Santos, vulgo "Manecas". Se o olhar matasse...

Sem mais caro irmão, se me permitir, o obséquio, segue o meu artigo.

AS MENTIRAS DO GENERAL

No dia 6 de julho 2012, presenciei atónito o discurso do General António Injai na Plenária da ANP aquando da reunião com os Antigos Combatentes da Liberdade da Patria (ACLP), surpreendentemente convocada por ele, para segundo as suas palavras, prestar « esclarecimentos sobre os motivos do golpe de estado de 12 de abril 2012 » (deve ter sido a décima versão apresentada).

Confesso-vos que, a pessoa em si e a tal reunião em nada me interessavam, mas acabei por ir, quiçá «atirado» pelo instinto do meu sub-consciente, reactivando-me a memoria, de sempre querer contrariar (no bom sentido), o meu falecido Pai, também ele, Antigo Combatente da Liberdade da Patria, que estou certo, estando vivo, não punha os pés nessa reuniao, nem com a baioneta às costas.

Quis assim o destino e lá fui, nada motivado, mas também nada contrariado... fui porque...fui !.

Porém, gostaria de esclarecer de que, comento este assunto porque, primeiro, sou filho de Combatente da Liberdade da Patria e como tal senti-me atingido e humilhado com as patéticas afirmações do General Antonio Injai e, segundo, porque estou seguro que, caso o meu Pai estivesse vivo, não lhe faltaria essa reacção a que me proponho apresentar se me fôr permitido pelo Aly, que é : dizer a verdade, sem querer defender ninguém... apenas a verdade para combater a mentira oportunista. E, vamos aos factos,

Salão a compor-se aos poucos, as pessoas presentes entre-olhavam-se desconfiados uns para os outros, como se quisessem justifica : «porque razão estou eu aqui?». Mas, como disse, como por telepatia da nossa velha «contrariedade com o meu Pai», dei comigo no hemiciclo guineense (alias, espaço interessante e mal empregado, para albergar tantos deputados  de QI = 0 ao quadrado), talvez, com a missão divina de, entre os nossos reencontros ocasionais na «passarela das almas», poder contar-lhe as peripécias surrealistas dessa reunião, pois contado eu não acreditava, mas estava lá à frente do bicho..., desculpem "homem"ouvin-do a vociferar incongruências atras de asneiras..., foi de partir a tampa. Assiste e, convenci-me de que pessoas falsas na terra, pior que Judas.

Certo é que, no fim, esse sacrificio não foi em vão, pois valeu à pena no fim das contas. Por um lado, revi os camaradas de peito do meu falecido Pai, os quais pude abraçar por conta "dele" e trocar as civilidades de sempre e, mais que isso (mas, com muita magoa por não mais poder fazer), poder desejar-lhes boa saude e coragem, porquanto a maioria deles, pena-se com o peso da idade e saude debilitada e, por outro lado, permitiu-me ver de perto, melhor, «conhecer», lendo o caracter do General Antonio Injai. Ele falou de tudo e mais alguma coisa, mas acabou por não dizer NADA aos Antigos Combatentes que não sejam besteiras para tentar justificar o injustificavel. Uma falta de respeito sem adjectivos.

Repito que, essa partida que o destino errante pregou-me, deu-me a oportunidade de conhecer de perto, uma nulidade de pessoa enquanto ser humano, vi um coisa a minha frente..., uma coisa, no pedestal da ignorância a esvaiar-se de ideias vazias, com um discurso hipocrita, sem principios baseado na banal retorica da mentira (desculpem a falta de educação).

O General Antonio Injai, faltou o respeito aos Antigos Combatentes da Liberdade da Patria (ACLP) e esta a gozar com a dignidade e honra dos mesmos, sejam os vivos ou os mortos.

O General Antonio Injai, mente descaradamente, quando diz que, os ACLP recebem uns miseros 14.000 Fcfa (um pouco mais de 21 Euros). O General mente, porque na verdade, foi graças a Carlos Gomes Junior (soldado colonial segundo as suas palavras), é que os ACLP passaram a receber 30.000 Fcfas, quase 48 Euros como salario minimo de base, pois ha ACLP que recebem de longe muito mais, dependendo dos cargos e funções que tenham desempenhado no passado e, no seu caso, caso fosse neste contexto para a reforma não receberia menos de 450 Euros (muito dinheiro para um carniceiro). Mais ainda, esses miseros dobros de CFA's agora recebidos eram pagos regularmete todos os meses pelo Governo de Carlos Gomes Junior.

O General Antonio Injai mente, quando diz que, Carlos Gomes Junior (CGJ), não respeita os ACLP. Pode-se provar que, não houve, nenhum Chefe de Governo (e houve muitos ACLP Chefes de Governo), que mais respeitou, ou defendeu os interesses dos ACLP que CGJ. Não enunciarei nomes por uma questão de respeito pelos Camaradas do meu Pai, mas sei que, CGJ, tem tomado por sua conta propria e encargo centenas de ACLP que lhe tem solicitado apoio quase diariamente, seja em bens materias, medicamentos, evacuação médica e sanitaria, pagamentos de rendas, enfim, uma infinidade de carências de um pais necessitado em tudo.

Muitos orfãos e viuvas de ACLP, indescriminadamente da sua raça ou estracto social têm beneficiado de gestos de CGJ, pagando ele, com meios proprios bolsas de estudo internos (nas Universidades e Institutos guineenses) e, ajudar mais de uma centena de entre eles a conseguir aceder a bolsas de estudos dados por paises amigos, proporcionando-lhes ir estudar para o estrangeiro, casos de China, Cuba, Venezuela, Turquia, Marrocos etc..., possibilidades que, sem o seu « cunho » e empenho pessoal, nunca consegueriam.

O General Antonio Injai, engana e goza com os ACLP, escondendo-lhes as verdades que o comprometem. Essa atitude vergonhosa do AI, demostra que ele pessoalmente, não tem moral para falar mal de CGJ, para mais, usando a mentira e a calunia para tentar ludibriar os seus Camaradas sobre as suas verdadeiras motivaçãoes tribais do seu desastroso golpe de estado.

O General Antonio Injai, esconde muitas verdades que o comprometem seriamente, senão vejamos :

- Os filhos de AI beneficiaram até às vesperas do 12 de abril de substanciais apoios de CGJ, indo desde bolsas de estudos a apoios materiais e monetarios diversos;

- Pelo menos, um dos filhos de AI a seu pedido, foi proposto com colocação garantida por CGJ num posto importante, escolhido pelo General, mas para a qual, o General desistiu a ultima, segundo ele, para «não dar que falar»;

- Consoante os pedidos formulados pelo General, muito dos seus amigos e familiares, beneficiaram igualmente de apoios e, ou influências de CGJ para acederem a algo ou beneficiarem de alguns dividendos financeiros;

- O General AI recebe mensalmente um subsidio igual a dos Ministros da Republica, valor acima de 3 milhões de Francos Cfa's (aproximadamente 4.600 Euros) ???. Muitas vezes, alegando imperativos familiares, esses montantes eram-lhes pagos antecipadamente... e na hora pelo Ministro das Finanças, José Mario Vaz;

- O General AI, vezeiro, usava sempre a situação de "instabilidade" e "movimentações suspeitas" para criar situações virtuais de "prevenção" e, assim sutirar ao erario publico, quase trimestralmente (isto é, sempre que tinha necessidade de dinheiro), dezenas de milhões de Francos CFA's (valores, entre 25 a 30 milhões de FCFA's, ou seja entre pouco mais de 38 mil euros e quase 46 mil euros). Desse dinheiro, uma infima parte era utilizado para criar fachadas de "prevenção" com "rondas nocturnas" esporadicas e, o resto do dinheiro ia para o seu bolso directo, recebendo as outras chefias militares, naturalmente alguma parte para lhes "calar a boca";

- O General AI, esconde aos ACLP, de que, de cada vez que visita semanalmente (no minimo 2/3 vezes) o Primeiro Ministro CGJ, tem sempre uma historia penosa para lhe contar, para assim sair com alguns milhoões escondidos no bolso do seu dolmem militar. Em cada encontro, conhecendo o caracter sensivel do PM, sempre lhe contava uma historia, seja de enterro, « toca choro », fanado, mau-olhado ou outro qualquer para lhe sacar uns milhões.

Este acedia aos pedidos, não por medo dele como muitos pensam, e ele mesmo assim o pensa, mas, mais para não suscitar animosidades na sua mente complexada. Alias, fontes proximas do PM, chegaram a confidenciar de que, este em varias ocasiões desabafou, de que, o General estava a "exagerar" no mamanço, porquanto na maior das vezes, tirando os aspectos operacionais da "segurança do Estado" em que era dinheiro do Estado, o prejuizo saia do seu bolso. So no periodo de dois meses que antecederam as eleições presidênciais, por varios motivos invocados, o General AI, recebeu do erario publico e também das mãos do PM, Carlos Gomes Junior, mais de 350 milhões de FCFA's, isto é acima de 500 mil euros;

- CGJr pagou do seu proprio bolso, varios tratamentos e evacuações médicas de familiares ou prôximos de AI, entre eles, destinos como, Portugal, Cuba e Dakar..., não por obrigação ou medo, mas por uma questão de principio e respeito;

- O General AI, apesar de mentir aos ACLP de que não tem dinheiro nos bancos, comprou recentemente uma belissima casa no Senegal (Zona da VDN) onde passaram a residir os seus filhos e alguns familiares (para além dos filhos em n° de 4, essencialmente, sobrinhos, cunhados e afins da mesma tabanca) que estão por Dakar a estudar, outros ainda em França. Sabe-se que qualquer estudante, para estar relativamente à vontade em Dakar, mesmo possuindo uma casa, como é o caso, entre pagamento de estudos e alimentação AI não deve gastar menos de 100 mil Fcfa por cabeça, mais àgua e luz. O numero de pessoas que estão albergados na sua residência ultrapassam as onze pessoas, entre os vais-e-vens diarios de comer e repousar;

- O General AI, alegando a situação dos filhos no Senegal, para além do recurso ao CEMFA Senegalês, recorrentemente, solicita apoio financeiro ao CGJ para fazer a face a alegados encargos e subsistência com os seus familiares. E, este tem sempre deferido aos seus repetidos pedidos ;

Por fim, para além dessas verdades escondidas, os ACLP deviam perguntar ao General Antonio Injai, o seguinte :
Para além do conforto de lhe garantirem a sua segurança (alegava que iriam mata-lo caso aceitasse a vinda da missão Angolana a Bissau), quanto recebeu de «Ankola nunca» como «cola» (prémio) de assinatura do pedido de vinda do contigente da MISSANG para a Reforma do Sector da Defesa e Segurança;

Quanto é, e quem fica com o dinheiro dos ACLP fantasmas que constam da lista de pagamentos das FA, montante que representa quase 23% da massa global da pensão dos ACLP? Esse gap misteriosamente indetectavel, permitiria melhor no minimo o salario desses seus Camaradas, em mais de 5 mil Francos CFA's, prefazendo mais de 50 euros;
Porquê, so agora lembrar deles??

Sugeria aos ACLP, convocar agora o Generalissimo AI e pedir-lhe satisfações das suas mentiras e trafulhices. Posto estes factos e quesitos, para os quais disponho de provas irrefutaveis, gostaria eu também que, o GAI viesse a publico voluntariamente, explicar aos seus Camaradas, como ele é um 'Ancien' Combatante, versão VIP (pois a sua ponta nada produz, a não ser um autêntico Paiol).

O General tem a palavra.

ABT

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Ponto sem nó



O secretário-executivo da CPLP, Domingos Simões Pereira, disse hoje que a reunião dos parceiros internacionais em Abidjan sobre a crise na Guiné-Bissau não produziu medidas concretas, mas mostrou otimismo em relação a uma saída comum para a situação do país africano. "Infelizmente não houve muita coisa concreta. Ficou evidente que continuamos a ter muita coisa a dividir-nos na avaliação da situação da Guiné-Bissau", declarou à agência Lusa o secretário-executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, Domingos Simões Pereira.
 
Os parceiros internacionais que tentam solucionar a crise político-militar na Guiné-Bissau voltaram a reunir-se na quinta-feira, em Abidjan, na Costa do Marfim. Segundo Simões Pereira, durante a reunião discutiram "muito sobre a aplicação da resolução 2048 do Conselho de Segurança da ONU (que aplicou sanções à Guiné-Bissau)" e avançaram "no sentido da convocação de uma reunião de alto nível por parte das Nações Unidas".
 
O golpe de Estado na Guiné-Bissau ocorreu a 12 de abril, na véspera do início da campanha para a segunda volta das eleições presidenciais. Um governo de transição, negociado com a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), foi nomeado e deverá promover a realização de eleições no prazo de um ano. No entanto, as autoridades de transição -- lideradas pelo Presidente Serifo Nhamadjo e pelo primeiro-ministro Rui Duarte de Barros - não são reconhecidas pela restante comunidade internacional, nomeadamente pela CPLP.
 
"Durante as discussões, a orientação foi no sentido de, na semana de 18 a 21 (de junho), haver uma reunião de técnicos para preparar uma reunião de alto nível. Essas reuniões devem ser coordenadas no sistema das Nações Unidas, que em contacto com as partes, deverá criar as condições para esse efeito", informou hoje Domingos Simões Pereira. Em relação a essas reuniões, o responsável da CPLP destacou ainda que não foi possível estabelecer "como um compromisso escrito e assinado por todas as partes, porque o conjunto de propostas que uma ou outra parte fizeram não permitiu chegar a um consenso".
 
"Na verdade, essa reunião (de alto nível) seria, preferencialmente, para sentar à mesa aquelas instituições de caráter multilateral que têm assumido uma posição bastante mais forte em relação ao processo, portanto, CEDEAO, CPLP, União Africana, União Europeia, sob a coordenação das Nações Unidas", destacou. O secretário-executivo da CPLP mostrou-se otimista sobre o encontro de uma saída concertada entre as organizações multilaterais para a crise na Guiné-Bissau. "Estamos a falar de um assunto que tem a ver com um país, membro da nossa organização (CPLP), também membro de todas as organizações que participaram na reunião, com a exceção da União Europeia", indicou.
 
"Nós temos a obrigação de continuar a acreditar que agora, cientes das dificuldades e das diferenças em relação ao processo, temos de mobilizar outros recursos, outros apoios para tentarmos lá chegar. Penso que estas dificuldades são espelho da própria complexidade do processo", acrescentou. Segundo Domingos Simões Pereira, participaram na reunião em Abidjan todos os membros do grupo internacional de contacto para a Guiné-Bissau, que é copresidido pela CPLP e pela CEDEAO, incluindo representantes da União Africana, da União Europeia, da ONU, e vários países, como Brasil, Portugal e Cabo Verde.

Obtusidade ou barbárie - é só escolher


Carissimo Aly,

Solicito a tua amabilidade para a publicação deste meu artigo no teu reputado blog, partindo do principio de que este meu exercicio de pensamento sobre a triste situação em que vive o nosso pais, deve ser, de uma forma ou outra partilhada por milhares dos meus concidadãos. Aproveito para louvar-te pela coragem e coerência da tua posição na denuncia e combate aos desmandos que se fez bandeira na Guiné-Bissau.
Certo de estarmos juntos nessa luta comum, grato antecipadamente e um abraço fraterno.

GHT

A ciclica situação de caricatura politica que se vive na Guiné-Bissau ao longo dos anos, com particular incidência nos tempos mais recentes, merece ser elegido como um modelo de caso estudo socio-politico-militar-tribal.

A Guiné-Bissau é um pais que tem estado mergulhado ha mais de trinta e dois (32) anos em conflitos recorrentes, caracterizado por sagas de violência e vendetas politicos ou militares, para os quais, aparentemente, até hoje, não se vislumbra uma solução à vista.

E, até quando?! Atrevo-me a perguntar. Quiça até nunca e para o sempre, se... NADA NAO FOR FEITO, se NAO AGIRMOS JUNTOS.

Irremediavelmente, de forma quase sadica, como se de uma maldição se tratasse, de cada vez que se perfilha um sinal de esperança, para que o nosso pais saia desse imenso atoleiro de retrocessos em que se encontra, vem, sempre um acontecimento nefasto a emperar o processo evolutivo em curso e, o pais sofre uma nova recaida, uma regressão ao seu estado primario de Estado sem prespectivas e sem sinais de paz e de desenvolvimento equilibrado e continuado. Enfim, o retorno à casa de partida, ao NADA, caracteristico de uma autêntica Republica das Bananas..., no nosso caso concrecto, infelizmente governado de facto, por grandes e enormes gorilhas que se dedicam ao seu desporto favorito : a pratica de matanças e golpes de estado.

Triste sina, tem o nosso pais!

Depois de quase duas dezenas de anos - isto é, a partir de novembro 1980 - a flutuar em incertezas e sem sinais minimos de desenvolvimento, a Guiné-Bissau resurge com sinais promissores de estabilidade e desenvolvimento nos ultimos 4 anos (2009/2012). Com a nova dinâmica, supôs-se, ser esse, o momento de sairmos do atoleiro e, ser finalmente a altura de reganhar-mos o comboio da via do desenvolvimento.

Porém, para nosso desgosto e desespero, foram apenas sinais fugazes de bom porto que pouco tempo durou, porquanto, sendo um caso sui generis, a Guiné-Bissau, pais com tendências sado-masoquistas e de auto-aniquilação, volta a retroceder no processo de retoma da estabilidade socio-politica e volta a falhar estrondosamente, ao ponto de sermos tratados e humilhados no nosso orgulho intimo, sendo a nossa soberania nacional velipendiada e enxuvalhada pela organização sub-regional dos caciques golpista da CEDEAO que, contra toda a logica dos seus propalados principios cauciona o golpe de estado e impõe-nos escandalosamente um «presidente» fantoche de 15%.

Nos ultimos quatro (4) anos, é indubitavel de que, foram alcançadas melhorias assinalaveis a quase todos os niveis da vida social e economica do pais (perdão de quase 90% do conjunto da divida externa, quer multilateral, quer bilateral, a realização de importantes investimentos em infraestructuras e meios estructurais de desenvolvimento, melhoramento substancial do nivel geral dos salarios dos servidores da função publica e seu pagamento atempado, assim como passos significativos foram dados com a cooperação angolana no âmbito da reforma do sector da defesa e da segurança).

Na verdade, o Governo recentemente destituido de forma ilegal e brutal tinha, principalmente com a cooperação financeira de Angola, objectivos bem delineados perspectivando um nivel de desenvolvimento com grau e potencial de competetividade real na sub-região. São os casos do projecto da exploração de bauxite e fosfato e, em particular o porto das aguas profundas de Buba, que seguramente, em termos de concurrenciais « apagaria do mapa » os portos de Dakar, de Abidjan e mesmo o do Bénin.

Apesar de sermos considerados o elo mais fraco, relativamente aos nossos vizinhos sub-regionais, esses indicadores de forte potencial de concorrência economica, a serem tornados realidade efectiva, não deixava os paises concernentes indeferentes e muito menos tranquilos em termos de disputa de espaços de competividade no mercado da UEMOA. Essa evidência afirmava-se ano apos ano face aos grandes progressos alcançados nos ultimos 4 anos pelo Governo então em funções.

Porém, foi mera aparência e expectativas de pouca dura, pelo que voltou a repetir-se o esta a tornar-se coriqueiro na Guiné-Bissau : mais um golpe de estado. Com o golpe de estado de 12 de abril, ficou também claro de que, não é somente os nossos vizinhos sub-regionais (particularmente o Senegal), que não querem ver a Guiné-Bissau a trilhar os caminhos da estabilidade e do desenvolvimento para assim deixar-mos de ser os bombos da festa da sub-região.

Face aos ultimos acontecimentos acima referidos, ficou claro como agua no espirito de todos guineenses de boa fé de que, existe efectivamente, um grupo de guineenses obtusos, inculcados de radicais complexos de inferioridade subtilmente forjados numa campanha de vitimização social, que ciclicamente, cada vez que o pais se apresta a dar passos importantes rumo ao desenvolvimento, vem, sucessivamente a contra-corrente do esforço patriotico de milhares de guineenses entravar o progresso.

Fazem-no, sempre recorrendo à força das armas em compadrio com actividades ligadas ao narcotrafico, interromper brutalmente o processo de desenvolvimento em curso desrespeitando vergonhosamente o nome do nosso pais no concerto das nações.

Num apice, a barbarie e irresponsabilidades de um grupo de pessoas mal intencionadas, com base em mentiras e invenções sem quaisquer fundamentos ou credibilidade), vem deitar por terra todo o trabalho ardua e louvavelmente erigido por guineenses honestos e patriotas empenhados e abnegados à causa nacional.

Esse grupo de meliantes da pior espécie que se faz ostensivamente de vitimas da sociedade e da vida (porque apesar de ostentarem pomposos titulos académicos não querem trabalhar honestamente, senão mamar do Estado), ja fizeram os guineenses viver a experiência amarga de o nosso pais ser considerado como um Estado-Circense entre 2000-2003, altura em que, a Guiné Bissau era alvo da chacota e anedotas na arena internacional.

Em 2004-2006, novas esperanças estavam a ser criadas, porém, abruptamente interrompidas, igualmente com a participação activa dessa seita do mal. Recentemente, com insubordinações e violências gratuitas, mais uma vez, a 12 de Abril, o grupo da barbarie volta de novo a entrar em cena, fazendo-se sentir no pior sentido com um ACTO DE PURA BARBARIE DEPONDO UM GOVERNO LEGITIMO E INTERROMPENDO O PROCESSO ELEITORAL EM CURSO..., tudo isso, porque estão cientes, de que tudo ficara como sempre, na PERFEITA IMPUNIDADE (suma mon di sal na yagu).

Lamentavelmente, enquanto uns sacrificam, labutando, construindo..., o grupo de guineenses obtusos e bananeiros vão atrasando e destruindo, colocando irresponsavelmente o nome da Guiné-Bissau pelos piores motivos nas bocas do mundo.

É assim que, infelizmente há quase quinze anos que esse grupo restricto de guineenses obtusos entrava o processo de desenvolvimento e estabilidade da Guiné-Bissau.

Assim, impõe-me perguntar aos meus concidadãos, irmão e a sociedade guineense ?

Até que ponto e até quando, a maioria dos guineenses vai continuar a submeter-se a uma minoria que promove o retrocesso e pleita o sub-desenvolvimento, que se acomoda num conceito retrogado de sociedade clãnica, que pensa maioritario no nosso pais pelo simples FACTO DE SEREM OS DETENTORES EXCLUSIVOS DAS ARMAS DA REPUBLICA, para com elas continuarem a MATAR-NOS, DESTRUIR O ESFORÇO COMUNITARIO DE EDIFICAÇÃO DO ORGULHO GUINEENSE E A DERRUBAREM GOVERNOS LEGITIMAMENTE ELEITOS..., na maior e MAIOR E SERENA IMPUNIDADE.

Até que ponto e até quando ??

Há que lhes dizer BASTA e juntos devemos enfrentá-los e combaté-los por quaisquer meios ao nosso alcance, em NOME DO FUTURO DA GUINE-BISSAU E DOS NOSSOS FILHOS.

GHT

Coisas de fascistas


Bom dia irmão,

Eis o paliativo que esses fascistas colonialistas arranjaram para apaziguar as tensões e eventuais turbulências socias. É só para enganar, pois esses gajos não têm dinheiro para os sustentar durante um ano. Alguns Estados fizeram constar o seu desacordo por impôr aos Estados membros esse esforço financeiro não previsto. Para a tropa esta garantido um bolo especial... para não fazerem muito barulho até ao fim da transição... mas estou certo de que não terão pedalada para mais tempo. Aquilo esta a cheirar mal e ao minimo desaguisado aquilo estoira. Logo a seguir envio-te um artigo que agradecia que postasses se fôr possivel e quiça se esta noite tiver lugar enviar-te-ei muito interessante sobre o AI.

Um abração

Ai vai a tradução:
 
"A UEMOA e a Nigéria vão ajudar a Guiné-Bissau, membro desta organização a "pagar (éponger) os atrasados de salários dos seus funcionarios" anunciou, quarta-feira, o presidente ivoiriense, Alassna Ouattara, dado que o pais atravessa depois dos ultimos meses uma crise politica, na sequência do golpe de Estado prepetado no dia 12 de Abril.

"Os paises membros e a Nigéria decidiram de contribuir para o reforço da economia da Guiné-Bissau, pagando os atrasados salariais (dos funcionarios). Nos vamos accionar um financiamento para permitir gerir a transição em curso nesse pais" declarou Sr OUTTARA, aquando do seu regresso da Cimeira da União tida em LOmé (Togo).
O Chefe de Estado indicou igualmente de que, os "Chefes de Estado, saudaram o o retorno progressivo da normalidade na Guiné-Bissau, apos o retorno dos civis ao poder"

Uma transição politica esta em curso na Guiné-Bissau, onde uma força oeste-africana, essencialmente composta de soldados nigérianos e burkinabés, foi estacionada para proteger as instâncias e personalidades politicas encarregues de conduzir o processo."

Fonte: news.abidjan.net

Entre irmãos


"Olá irmão,

Se me permitires, antes de tudo, eu agradeceria imensamente essa oportunidade de servir-me deste vosso/nosso blog pela vossa coragem e determinação na procura da verdade e sobretudo no esclarecimento da opinião publica. Tenho grande estima e admiração pelo teu trabalho de jornalista em nome da PAZ, do PROGRESSO e da UNIDADE NACIONAL.

Que Deus te proteja sempre,irmão!!!

A. Cabral de Oliveira"

Elogio para a Fatumata Binta


'SENHORA FATUMATA BINTA,

"OS ELOGIOS TORNAM OS BONS MELHORES E OS MAUS PIORES", diz Thomas Fuller

Fatumata, fez um excelente trabalho

TCHARLES PANAQUE'

MORRA O COMANDO, MORRA! PIM!



"Achei que te pudesse interessar"

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MANIFESTO ANTI- COMANDO
por uma filha da Guiné-Bissau

BASTA PUM BASTA!

UMA GERAÇÃO, QUE CONSENTE DEIXAR-SE REPRESENTAR POR UM COMANDO, É UMA GERAÇÃO QUE NUNCA O FOI! É UM COIO D'INDIGENTES, D'INDIGNOS E DE CEGOS! É UMA RÊSMA DE CHARLATÃES E DE VENDIDOS, E SÓ PODE PARIR ABAIXO DE ZERO!

ABAIXO A GERAÇÃO!
MORRA O COMANDO, MORRA! PIM!

UMA GERAÇÃO COM UM COMANDO A CAVALO É UM BURRO IMPOTENTE!
UMA GERAÇÃO COM UM COMANDO À PROA É UMA CANOA UNI SECO!

O COMANDO É UM CIGANO!

O COMANDO É MEIO CIGANO!

O COMANDO SABERÁ GRAMÁTICA, SABERÁ SINTAXE, SABERÁ MEDICINA, SABERÁ FAZER CEIAS P'OS “IRANS” SABERÁ TUDO MENOS PROTEGER O POVO QUE DEVIA SER A ÚNICA COISA QUE DEVIA SABER FAZER!

O COMANDO PESCA TANTO DE PODER QUE ATÉ FAZ GOVERNO DE TRANSIÇÃO COM UM BANDO DE IDIOTAS IGUAL A ELE!
O COMANDO É UM HABILIDOSO!

O COMANDO VESTE-SE MAL!

O COMANDO ESPECÚLA E INÓCULA OS CONCUBINOS!

O COMANDO É COMANDO!

O COMANDO É MILITAR!
O COMANDO É YALÁ!
MORRA O COMANDO, MORRA! PIM!
E O COMANDO APRISIONOU PESSOAS SEM LEGITIMIDADE PARA TAL E FERIU INOCENTES SEM DIREITO PARA TAL.
E O COMANDO TEVE CLÁQUE! E O COMANDO TEVE PALMAS! E O COMANDO AGRADECEU!

O COMANDO É UM PARVALHÃO!

NÃO É PRECISO IR P'RA “PONTA” P'RA SE SER UM PANTOMINEIRO, BASTA SER-SE PANTOMINEIRO!

NÃO É PRECISO DISFARÇAR-SE P'RA SE SER SALTEADOR, BASTA AGIR COMO O COMANDO! BASTA NÃO TER ESCRÚPULOS NEM MORAIS, NEM ARTÍSTICOS, NEM HUMANOS! BASTA USAR O TAL SORRISINHO, BASTA SER MUITO DELICADO E OLHOS MEIGOS! BASTA SER COMANDO!
MORRA O COMANDO, MORRA! PIM!

O COMANDO NASCEU PARA PROVAR QUE, NEM TODOS OS QUE ESTÃO NO PODER SABEM GOVERNAR OU PROTEGER O PAÍS DELES MESMOS!

O COMANDO É UM AUTÓMATO QUE DEITA PR'A FORA O QUE A GENTE JÁ SABE QUE VAI SAIR... MAS É PRECISO DEITAR DINHEIRO!

O COMANDO É UMA ACÇÃO DELE PRÓPRIO!

O COMANDO EM GÉNIO NUNCA CHEGA A PÓLVORA SECA E EM TALENTO É PIM-PAM-PUM!

O COMANDO NÚ É HORROROSO!

O COMANDO CHEIRA MAL DA BOCA!
MORRA O COMANDO, MORRA! PIM!

O COMANDO É O ESCARNEO DA CONSCIÊNCIA!

SE O COMANDO É GUINEENSE EU QUERO SER SENEGALENSE!

O COMANDO É A VERGONHA DA INTELECTUALIDADE GUINEENSE! O COMANDO É A META DA DECADÊNCIA MENTAL!

E AINDA HÁ QUEM NÃO SE ENVERGONHE QUANDO DIZ ADMIRAR O COMANDO!

E AINDA HÁ QUEM LHE ESTENDA A MÃO!

E QUEM LHE LAVE A ROUPA!

E QUEM TENHA DÓ DO COMANDO!

E AINDA HÁ QUEM DUVIDE DE QUE O COMANDO NÃO VALE NADA, E QUE NÃO SABE NADA, E QUE NEM É INTELIGENTE NEM DECENTE, NEM ZERO!
MORRA O COMANDO, MORRA! PIM!

GUINÉ- BISSAU QUE COM TODOS ESTES SENHORES, CONSEGUIU A CLASSIFICAÇÃO DO PAÍS MAIS ATRASADO DA ÁFRICA E DE TODO O MUNDO! O PAÍS MAIS SELVAGEM DE TODAS AS ÁFRICAS! O EXÍLIO DOS DEGRADADOS E DOS INDIFERENTES! A ÁFRICA RECLUSA DOS GUINEENSES! O ENTULHO DAS DESVANTAGENS E DOS SOBEJOS! GUINÉ-BISSAU INTEIRO HÁ-DE ABRIR OS OLHOS UM DIA - SE É QUE A SUA CEGUEIRA NÃO É INCURÁVEL E ENTÃO GRITARÁ COMIGO, A MEU LADO, A NECESSIDADE QUE GUINÉ-BISSAU TEM DE SER QUALQUER COISA DE ASSEIADO!

MORRA O COMANDO, MORRA! PIM!»
Fatumata Binta

Jogadores e árbitros ao mesmo tempo


A característica marcante dos regimes democráticos é a institucionalização, ou seja, a criação de centros de competências funcionais fortes, totalmente republicanos, e consequentemente, despersonificados.

Portanto, capazes de resistir às mudanças de governos ou de pessoas, não declinando de suas funções, sempre na perspectiva de que as pessoas são passageiras enquanto o Estado é permanente. Essa é a premissa do Estado democrático burguês, de matriz europeia, predominante na maioria dos países em nível mundial, inclusive no caso da Guiné Bissau. O Estado que de acordo com várias teorias que fundamentam a sua existência, detém o monopólio do poder coercitivo sobre o cidadão e da organização da sociedade, através de uma burocracia especializada. Tudo nos termos da lei e da ética.

Deste modo, as instituições devem estar em constante aperfeiçoamento para melhor acompanhar o amadurecimento da sociedade de modo geral e dos respectivos avanços democráticos, de modo a emanarem decisões justas e equitativas, com a legitimidade inerente a cada caso concreto. Instituições que devem ser constituídas levando-se sempre em consideração a natureza de cada uma delas, que vão desde públicas ou privadas; politicas ou técncocientificas; legais ou consuetudinárias; civis ou militares; econômicas (com fins lucrativos) ou sociais (sem fins lucrativos); religiosas ou laicas; desportivas ou recreativas, assim por diante, visando sempre a consecução do papel a que se propõe em cada sociedade.

Pelo exposto acima, as instituições assim como qualquer ente precisam de ambientes favoráveis para crescer e desenvolver as suas atividades. Assim, a ausência de instituições fortes na Guiné-Bissau é sintomática, talvez pelo fato desde a nossa independência tenhamos valorizado muito mais o culto às personalidades, em vez do respeito ao cidadão às entidades constituídas. Talvez porque alguns tenham valorizado mais a mentira do que a verdade. Talvez porque algumas pessoas tenham valorizado mais a vassalagem em detrimento da competência e do comprometimento das pessoas com as causas da nação. O que acabou por minar a confiança das pessoas nas instituições, desembocando no incentivo constante a promoção do mal feito, o que é refletido no jargão crioulo “abo ku na kumpu Bissau”, ou seja, “não faça esforço ou não pratique o bem, pois você não é a única pessoa que vai mudar o estado das coisas”. Isto é um erro, pois a soma de boas práticas individuais é que redundam em avanço coletivo disseminando nova cultura responsável.

Como frisado anteriormente, a fraca institucionalização na Guiné-Bissau ficou patente, inexoravelmente, nestas últimas eleições presidenciais, em que a Comissão Nacional das Eleições (CNE) expôs as fissuras que alguns interpretam como de cariz política, ainda que isso seja uma mera “ilação” injusta para com seus integrantes. “Ilações” essas que se devem ao fato de ser um tanto quanto difícil para um cidadão mediano entender que um integrante do órgão possa tomar decisões, ainda que causem prejuízo ao partido ou ao grupo político que o indicou, sem sofrer no futuro as consequências politicas do seu ato. Daí que, a composição político-partidária de um órgão tão importante como a CNE colide com a velha concepção de que os “jogadores” não podem ser “árbitros” ao mesmo tempo.

Para enrobustecer a temática em questão, há quem relacione o golpe de estado do dia 12 abril do corrente ano, a suposta fraude eleitoral no primeiro turno, alegada por cinco candidatos a presidente da república, colocando assim, em dúvida a credibilidade da CNE. Mas, seja qual for o motivo real do golpe de estado, algumas fontes afirmam que o presidente desse órgão eleitoral teria sido arrancado do seu gabinete funcional pelos militares, e, temendo pela sua segurança refugiou-se na representação diplomática da União Europeia, até a poucos dias atrás. Desta forma, essa atitude arrastou para o centro da crise política um órgão que deveria estar imune a tais contendas.

Com intuito de evitar as eventuais injustiças para com entidade tão importante a nossa democracia, a CNE deve ser desaparelhada politicamente de modo a rende-lhe justa homenagem. Posto que, apesar de ser relativamente nova já prestou e ainda presta relevante serviço à nação, assim como seus integrantes e os que anteriormente lá deram seus préstimos, muitas vezes, em condições difíceis de trabalho, conseguem desempenhar suas funções a contento, pelo que devem merecer o nosso respeito.

Em minha opinião, as eventuais falhas ainda que sejam meramente técnicas acabam por ganhar dimensões politicas. Por isso, nesse aspecto a falha é do formato da CNE e não das pessoas. Levando em consideração a realidade sócio-política da Guiné-Bissau, a CNE não deve ser composta por representantes de partidos políticos, isso por uma questão de coerência, tendo em vista que ninguém é bom juiz de si próprio, e, por mais que os seus integrantes tomem decisões corretas perante qualquer controvérsia, correm risco de serem injustiçados sob a alegação de falta de isenção. Isto serve tanto para os representantes do partido no poder quanto para os da oposição. O modelo atual deixa vulnerável os seus integrantes e os expõem de forma perigosa sob o ponto de vista político e ético, e, sem contar a sensação de insegurança jurídica que tudo isso acarreta ao senso comum.

Nesse sentido, os nossos legisladores devem entender que para conferir maior legitimidade tanto às nossas leis quanto às instituições, a prudência legislativa sugere que se deve ter em conta os nossos traços culturais, posto que o que é bom para um determinado país pode não se ajustar à nossa realidade. O que funciona numa determinada sociedade pode não funcionar na nossa. No nosso caso especificamente, a formatação da CNE nos moldes que se apresenta faz com que a cada eleição sua isenção seja questionada, o que acaba por ofuscar de certa forma um órgão tão importante para a nossa democracia e por consequência para o processo eleitoral.

A questão eleitoral é de vital importância para qualquer país que queira ser verdadeiramente democrático, pois é através do sufrágio universal, igual, direto, secreto e periódico que os cidadãos materializam a escolha do seu destino político. É um expediente de exercício da cidadania, do direito cívico e da afirmação da soberania.

Em termos comparativos, a nossa legislação no que tange à estruturação da CNE assemelha-se a de Portugal, mas com algumas diferenças, sendo que a mais importante é de que a presidência do órgão é exercida por um juiz conselheiro do Supremo Tribunal daquele país. Outro exemplo importante na matéria é o Brasil, que devido às suas dimensões continentais aliadas à sua forma federalista de Estado, o processo eleitoral é mais complexo, o que levou à constituição de um tribunal específico para assuntos eleitorais, o chamado Tribunal Superior Eleitoral (TSE), como instância superior e nos Estados Federados por Tribunais Regionais Eleitorais.

Uma realidade totalmente diversa da nossa, que somos um país pequeno e unitário, razão pela qual uma Comissão Nacional Eleitoral (CNE), responde satisfatoriamente às nossas necessidades, ressalvadas as ponderações que compõem objeto deste artigo.

Por fim, ressalto que a CNE não deve ser composta por quadros partidários. E, aproveito o ensejo para dar a minha modéstia sugestão de que os cargos deliberativos e diretivos sejam preenchidos por juízes de carreira, membros do Ministério Público e por advogados, sendo todos indicados pelos seus órgãos de classe, com mandatos definidos, nunca superiores a uma legislatura, devendo ser presidida somente por um juiz. Já no campo técnico, por funcionários de carreira, selecionados mediante concurso público. Esperando-se com isso, que sejam minimizadas as eventuais divergências de cunho político, capazes de lançar dúvidas sobre a isenção da instituição ou sobre o pleito eleitoral.
 
Alberto Indequi
Advogado e empresário

Meu, nosso, vosso blogue


Muita força Aly!

O teu blog tornou-se... nosso. Agradeço-te pela iniciativa. Espero poder encontrar consigo assim que um dia voltares para a Guiné. Continuarei aqui a lutar no anonimato, até for descoberto e fugir também para lugares mais seguros, evitando o embate com os indivíduos que caracterizam a evolução pós homo-sapiens na Guiné, o homo-brutos e homo-burros. Já versando para a razão que me obriga a escrever diria que sinto muita pena por causa da confusão e difusão de mentalidade falida por parte de certos elementos sociais que buscam a justificação de suas existências no PAIGC, a ponto de dizerem disparates.

O PAIGC de Cabral nunca existiu, não existe e nunca existirá porque o PAIGC em nenhuma instância foi propriedade de uma pessoa. A palavra de ordem e honra de Cabral, hoje por muitos torcidos, era “os que sabem que ensinem os que não sabem.” A sua palavra nunca foi que “os mais brutos que imponham a sua brutalidade aos que sabem fazer bem e melhor, criando situações que desvalorizem a própria independência e desenvolvimento, valores pelos quais muitos não hesitaram em dar suas próprias vidas.”

Aliás, se revisto a história, o próprio Cabral na indigitação que fizera dos responsáveis pelas frentes de luta, nunca escolheu para o comando um indivíduo da etnia balanta, por saber que lhes faltava a capacidade de raciocínio. Cabral escolheu para a Frente Leste, Amílcar Cabral e Osvaldo Vieira; Frente Norte, Luis Cabral e Francisco Mendes e; Frente Sul, Aristides Pereira e Nino Vieira.

Hoje, mais do que nunca, a história mostrou que Cabral tinha razão.

No tocante a actual situação caracterizada de crise e apelidada da mesma na Guiné-Bissau, entre muitas repostas que se possam dar, a que mais responde de forma duradoira são o retorno das normas constitucionais e a finalização das eleições. Toda e qualquer outra resposta, que divirja de retorno da ordem constitucional e da finalização das eleições, seria sintomática e sem qualquer possibilidade de fazer prevalecer a sua validade a longo prazo.
É bom que saibamos isso e que tudo façamos para evitar um Ruanda guineense. Tudo aponta que nenhuma das outras etnias da Guiné-Bissau estará pronto para sofrer mais um mês, acima dos dois já passados, de desgovernação caracterizado pelo roubo, brutalidade, falta de respeito e desespero em todas as esferas da vida social.

Urge que os próprios balantas se levantem e comecem a evitar o pior, exigindo a salvação étnica através do retorno da ordem constitucional e a finalização das eleições.  Não tardará que as armas comecem a proliferar na Guiné-Bissau. E, a aniquilação étnica comece. Quem tenha ouvidos, que oiça.

Tirando Deus, na sacralidade vem a vontade popular expressa nas urnas. Quem contra esta verdade enveredar verá o seu fim sem muita demora. A profecia cumprir-se-á.
Mantenhas para quem luta. 

A verdade liberta!

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M/N: Amigo, eu não fugi, e nem fujo. A Guiné-Bissau será o destino. Abraço, AAS

"Evoluções na Guiné-Bissau foram rápidas e muito plásticas", diz Presidente de Cabo Verde



As evoluções "rápidas e muito plásticas" da situação político-militar na Guiné-Bissau vai centrar o debate político internacional entre o Presidente de Cabo Verde e as autoridades portuguesas durante a visita de Estado de Jorge Carlos Fonseca a Portugal. Em entrevista à agência Lusa, o chefe de Estado cabo-verdiano, que inicia hoje uma visita privada e de Estado a Portugal, prolongando-se até quarta-feira, disse que esse será um tema a analisar nos encontros com as entidades oficiais portuguesas.

Ambos os países condenam o golpe de Estado de 12 de abril na Guiné-Bissau e exigem o regresso à normalidade constitucional no país. "Ouvirei as opiniões das autoridades portuguesas, de líderes partidários e de outras figuras políticas de modo a confrontá-las com as que o Estado de Cabo Verde tem sufragado na participação em reuniões internacionais", afirmou, admitindo que poderá encontrar-se, em Lisboa, com o primeiro-ministro guineense deposto, Carlos Gomes Júnior.

Negando que haja uma "situação de acalmia" em torno da questão guineense, Jorge Carlos Fonseca, lembrou as "posições de princípio" que têm de prevalecer na análise e resolução do conflito na Guiné-Bissau. "Essa grande acalmia é aparente. Tem havido evoluções rápidas e muito plásticas da situação política e militar na Guiné-Bissau e, se as posições de princípio se mantêm, temos de estar sempre apetrechados com dados e elementos novos, de modo a que as que adotamos possam ser o mais eficazes possíveis", realçou. Cabo Verde "mantém que não se pode avalizar e dar cobertura a golpes de Estado anticonstitucionais". O presidente cabo-verdiano admitiu, porém, que, na diplomacia, tem de haver princípios", embora seja "bom" que haja, em paralelo, "soluções realistas e eficazes". LUSA

MISSANG deixa Bissau



A missão militar angolana na Guiné-Bissau (Missang) começou quarta-feira (6) o regresso a Angola, num processo que vai durar quatro dias, revelou o director para África, Médio Oriente e Organizações Regionais, embaixador Espírito Santo. O regresso dos 270 homens e o material está a ser assegurado por um navio e quatro aviões militares. O processo é supervisionado pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).

O Executivo decidiu acabar com a missão na Guiné-Bissau, na sequência de atritos com as forças armadas guineenses, que acusaram as forças angolanas de se reforçarem com material bélico que nunca entregaram às Forças Armadas da Guiné-Bissau, informa nesta quinta-feira (7) o Jornal de Angola. O embaixador Espírito Santo esclareceu que as relações diplomáticas entre Angola e a Guiné-Bissau se mantêm, apesar da suspensão unilateral da cooperação técnica e militar. Ainda ontem, o secretário de Estado da Defesa de Portugal, Paulo Braga Lino, afirmou que não estão criadas as condições para reactivar o programa de cooperação militar com a Guiné-Bissau, ressalvando que se mantém uma "presença minimalista".

Em Janeiro, Angola disponibilizou 13,2 milhões de euros para a recuperação de infra-estruturas das Forças Armadas, especialmente para recuperação de casernas. A Missang estava também a recuperar e construir estruturas para as forças de segurança, um projecto de 5,7 milhões de euros e que incluía a construção de um Centro de Instrução da Polícia de Ordem Pública. Do programa, constava também a construção de instalações da Polícia de Trânsito, reabilitação dos edifícios para a instalação da Polícia de Intervenção Rápida, armazéns de logística, o Ministério do Interior e o Comissariado Geral da Polícia de Ordem Pública.

No dia 9 de Abril, Angola enviou a Bissau o ministro das Relações Exteriores, Georges Chicoti, no mesmo dia em que o porta-voz das Forças Armadas da Guiné-Bissau, Daba Na Walna, dava uma conferência de imprensa para negar qualquer responsabilidade dos militares na saída da Missang. Três dias depois (12 de Abril), os militares guineenses davam um golpe de estado, prendendo o Presidente interino, Raimundo Pereira, e o primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior. A justificação foi a defesa contra uma alegada agressão externa. A 13 de Abril, em comunicado, o Comando Militar (autor do golpe) disse que foi forçado a agir para defender as Forças Armadas guineenses de uma agressão, que seria conduzida pelas Forças Armadas de Angola, no âmbito da União Africana.

Jornal de Angola.

Guiné-Bissau: Chefes da diplomacia da CPLP debatem crise à margem de Rio+20


Os ministros dos Negócios Estrangeiros da CPLP vão "refletir profundamente" sobre a situação da Guiné-Bissau, à margem da conferência sobre desenvolvimento sustentável da ONU Rio+20, a partir do dia 20 no Brasil, disse hoje o chefe da diplomacia moçambicana. O anúncio do encontro no Rio de Janeiro foi feito hoje por Oldemiro Baloi, no ato do lançamento da cimeira dos estados membros da Comunidade de Países de Língua Portuguesa, que vai decorrer no dia 20 de julho, na capital moçambicana. A CPLP, recorde-se, não reconhece as autoridades que emergiram do golpe de Estado de 12 de abril, na Guiné-Bissau, na véspera da campanha para a segunda volta das eleições presidenciais.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Mensagem para os meus compatriotas:



"Ninguém tem a obrigação de obedecer aquele que não tem o direito de mandar." Cícero