quinta-feira, 23 de janeiro de 2014
Guiné-Bissau, Mali e orçamento para 2014 discutidos hoje pela CEDEAO
Guiné-Bissau, Mali e orçamento para 2014 discutidos hoje pela Comunidade da África Ocidental, CEDEAO. As questões da impunidade, segurança e política na Guiné-Bissau e a segunda volta das legislativas no Mali centram hoje em Abidjan a reunião do Conselho de Ministros da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).
Em declarações à Rádio de Cabo Verde (RCV), a partir da capital da Costa do Marfim, o ministro das Relações Exteriores de Cabo Verde, Jorge Borges, salientou serem esses os pontos essenciais do encontro dos 15 chefes da diplomacia da organização, que irá também aprovar o plano de atividade e o orçamento para 2014.
"(Em relação à Guiné-Bissau) os aspetos relevantes são as questões da impunidade e da falta de segurança, que pode fazer perigar o desenrolar das eleições (gerais, previstas para março). Registamos com agrado que o processo é irreversível e que o recenseamento eleitoral está em curso, apesar de algumas dificuldades técnicas normais, devendo estar concluído até 30 deste mês", afirmou Jorge Borges.
Relatório Especial do Centro de Estudos Estratégicos de Africa (CESA) - «Progressos em matéria de estabilidade e reconciliação na Guiné-Bissau: ensinamentos tirados do primeiro Narco-Estado de Africa»
AUTORES: David O'Regan e Peter Thomson
Resumo analítico
Uma série de crises que se estendem por mais de dez anos fizeram da Guiné-Bissau um dos estados mais frágeis em África. Este ciclo recorrente de violência política, instabilidade e paralização da governabilidade paralisado tem-se acelerado nos últimos anos, principalmente como resultado do golpe militar de abril de 2012. Aproveitando esta volatilidade, redes de traficantes conseguiram assegura-se dos serviços de líderes políticos e militares importantes para transformar o país numa placa giratória de comércios ilegais, especialmente para o mercado internacional de cocaína e os bilhões de dólares que ele representa . Isso tem contribuído diretamente para a instabilidade no Senegal, Guiné-Conakry, Libéria, Mali, Mauritânia e a Nigéria, assim como em outros países africanos.
Além disso, grupos europeus, assim como africanos do crime organizado estabeleceram ligações com o setor empresarial do país. Atraídos por essas atividades lucrativas, a Al- Qaeda no Magrebe Islâmico e outros grupos militantes da África do Oeste também estão associados com o tráfico Guineense. O país tornou-se um centro regional polarizador de instabilidade, e hoje a Guiné-Bissau, é comumente descrito como o primeiro narco-estado do continente.
As respostas para as crises da Guiné-Bissau, muitas vezes tendem a ser de curta duração e negligenciam as fraquezas institucionais profundas e as vulnerabilidades do país. Sendo certo que, os parceiros regionais e internacionais do país condenaram os confrontos e os golpes de estado promovidos pelo exército e da série de assassinatos que ocorreram no país, reclamando abertura de investigações sobre esses factos ou a realização de eleições através de regimes de transição, as reformas reais, essas são raras ou inexistentes.
Muitas vezes, muitas dessas crises são responsáveis por manter ou ampliar essas influências e contrôle por parte dos seus autores. Ao mesmo tempo, o crescimento econômico é episódico, os indicadores de desenvolvimento humano estagnaram e sinais de catástrofe humanitária estão-se assinalando no horizonte, colocando a vida de 300.000 pessoas em perigo. Dada a natureza sensacional dessas crises, os motores de instabilidade estão constantemente negligenciados, especialmente um sistema político marcado pela concentração de autoridade nas mãos do executivo e do setor da segurança, o qual tem estendido progressivamente a sua participação na política. Daí a inevitável re-emergência de crises. Se, inicialmente, os traficantes de drogas têm como alvo a Guiné-Bissau, aproveitando as suas deficiências no sistema de monitoramento e de governação, o tráfico de drogas tem agravado muito esses vectores de instabilidade, multiplicando ainda outros.
Apesar dos graves desafios as quais faz face a Guiné-Bissau, as bases da reforma foram criados por instituições democráticas e actores da sociedade civil, que estão surgindo no país. Os mídias independentes, vários grupos proeminentes de defesa dos direitos humanos bem organizados, uma polícia mais eficaz e um corpo legislativo nacional experiente, têm demonstrado e marcado a sua influência em certas ocasiões – todos eles, constituem elementos de uma rede potencialmente vital para levar a cabo as algemadas reformas. No entanto, estes actores da sociedade civil e os reformadores independentes sofrem pressões crescente e cada vez mais importantes, vindos de líderes políticos e militares que se têm apropriadodas receitas do fluorescente mercado de tráfico cada vez mais encorajador na Guiné-Bissau.
No coração de instabilidade na Guiné-Bissau esta um sistema político em que o vencedor da contenda politica monopoliza e enfeudiza o poder em todos os sentidos. Para quebrar o ciclo de violência e instabilidade, a Guiné-Bissau deve implementar equilíbrios e contrapesos a fim de reduzir a concentração da autoridade nas mãos do presidente, incluindo o esclarecimento limitando o papel das outras instituições do Estado em matéria de autorização de despesas públicas e nomeações no quadro da administração publica.
As Forças Armadas, por sua vez devem-se "submeter a um controle objetivo e equilibrado quanto a sua gestão e as suas missões. Para tornar-se num ator construtivo, esta instituição castrense deve rever a sua politica de promoções, reforma e recrutamento de novos efectivos, a fim de criar uma estrutura de força mais dinâmica, equilibrada etnicamente e tendo como pressupostos de defesa de base, o nível de ameaça a que o pais poderá estar exposto. Da mesma forma, a estabilização do país requer a proteção da sociedade civil, como um dos principais motores da mudança interna. As reformas institucionais nas esferas política e militar dependem de esforços de reconciliação para reparar as divisões entre os membros dessas elites e entre o Estado e a sociedade depois de anos de violações das leis, golpes de estado, assassinatos e maquinações políticas sem fim a vista.
Dado o nível de polarização politica na Guiné-Bissau, a estabilização não pode ser alcançado simplesmente pelos esforços nacionais e exigirá um compromisso sustentado dos parceiros internacionais. Além disso, embora se queira muitas vezes fazer entender que os problemas do país são questões puramente nacionais, muitas vezes percebe-se que essa instabilidade faz parte de uma ameaça criminosa transnacional que tem um impacto sobre a segurança regional e internacional. Portanto, os Estados vizinhos, como a Europa e os Estados Unidos têm interesse em ver o país estabilizar-se.
Para avançar nessa direção, os parceiros internacionais devem desenvolver os seus esforços para identificar e proibir a circulação indiscriminada e impune da droga por via marítima e aérea para a África tendo como trânsito a Guiné-Bissau. Eles também, devem investigar as redes de tráfico ai operantes e iniciar repressão das infracções penais cometidas, na medida em que muitos deles têm claramente ativos e bases operacionais que se estendem bem além da Guiné-Bissau.
A luta contra o tráfico dentro do país exigirá um compromisso multinacional competente para reconstruir o sistema judicial, os departamentos responsáveis pela aplicação da lei e o quadro legal e regulamentar inerentes. Tal esforço poderia inspirar-se no exemplo único, que constitui a iniciativa conjunta de luta das Nações Unidas e Guatemala contra o crime organizado e o reforço das capacidades e meios públicos de luta contra a criminalidade.
Os esforços de estabilização na Guiné-Bissau fornecem sinais extremamente esclarecedores em matéria de prevenção e inversão da ascensão dos narco-estados em África, perspectiva suficientemente real tendo em conta os niveis crescente de trafico de cocaína, heroína e de anfetaminas no continente africano. Certamente, a Guiné-Bissau é o primeiro narco-estado em África, mas os sinais preocupantes no Mali, Gâmbia, Gana, Nigéria e Quênia, indicam que este não é o único país a enfrentar e sofrer os efeitos erosivos que o trafico de tráfico de drogas traz para a segurança, desenvolvimento e governação de um pais.
Nota: as opiniões, conclusões e recomendações expressas ou implícitas são dos seus autores e não necessariamente representam os pontos de vista do Ministério da Defesa ou de qualquer outro Organismo do Governo Federal dos EUA. Esta aprovado para ser distribuído publicamente e podem ser citadas.
Livres de perder...a liberdade
Guiné-Bissau está entre os países que mais liberdades perderam desde 2009, diz a insuspeita Freedom House, no seu relatório anual hoje divulgado. Intitulado 'Liberdade no Mundo 2014', o relatório conclui que no ano passado 54 países registaram declínios das suas liberdades, enquanto 40 tiveram ganhos.
No documento, cada país ou território é classificado com dois números de um a sete, o que avalia os seus direitos políticos e as suas liberdades civis, sendo que 'um' representa o mais livre e 'sete' o menos livre.
Morreu biógrafo de Amílcar Cabral
O Coordenador do Grupo Parlamentar Britânico para a Guiné-Bissau prestou homenagem ao estimável académico Patrick Chabal, que morreu no passado dia 16 de Janeiro, quinta-feira, em Inglaterra, após uma longa batalha contra a doença.
Professor Patrick Chabal, do Reino Unido, era um dos mais talentosos académicos nos assuntos relacionados com a Guiné-Bissau. Ficou famoso com a sua biografia de Amílcar Cabral, intitulada "Revolutionary Leadership and People's War" (liderança revolucionária e guerra popular), que Peter Thompson desceveu como “a obra mais marcante de literatura académica sobre Amílcar Cabral jamais escrita ".
Peter Thompson, que conheceu o Professor Chabal pessoalmente, prestou tributo à vida e carreira do Professor: "Patrick conhecia cada canto da Guiné-Bissau e facilitou uma compreensão da luta guineense pela independência que inspirou toda uma geração. Ensinou ao mundo que Amílcar Cabral não era apenas uma pessoa ou um líder, mas uma filosofia."
"Em conjunto com Basil Davidson, outro reputado académico inglês, Patrick Chabal é responsável pelo conhecimento que o mundo tem hoje do empenho do povo guineense na sua auto-determinação”, afirmou.
"Recordo-me particularmente de um almoço que mantive com Patrick num famoso restaurant londrino chamado Simpsons, perto da universidade onde o Professor trabalhava. Passámos várias horas debatendo o passado, o presente e o futuro da Guiné-Bissau, mas eu nunca conseguia vencer a sua argumentação. Patrick era uma mente inconquistável”. O Professor Patrick Chabal faleceu em sua casa, em Inglaterra, na passada quinta-feira.
quarta-feira, 22 de janeiro de 2014
ELEIÇÕES(?) 2014: Comunidade guineense diz ter sido apanhada "de surpresa"
Recenseamento na diáspora
A comunidade guineense em França teve conhecimento oficioso, e, num curto espaço de tempo, no inicio de Janeiro de 2014, que se encontrava em França um emissário enviado pelo Governo de transição, para direitamente com as associações guineense locais, proceder aos trabalhos de recenseamento de cidadãos de Guiné-Bissau residentes em França.
E também de nosso conhecimento que afinal, o referido emissário já se encontrava trabalhando no território Frances de forma independente com as associações acima mencionadas (CAGF) desde inicio de dezembro de 2013 a trabalhar neste dossier, com desconhecimento da autoridade guineense local ( A Embaixada).
A falta de informação prévia sobre esta matéria, é, o nosso ver, preocupante, na medida em que poderá por em causa o próprio recenseamento, cujo processo é de grande responsabilidade para todos nos guineense.
Preocupante ainda é que a referida Comissão de recenseamento escolheu a seu belo prazer alguns cidadãos guineenses sem expressão na Comunidade para integrar a referida Comissão, desrespeitando as outras associações, comissões, colectivos ou grupos de guineense, que ao longo dos anos, tem demonstrando o seu empenho e dedicação, para a causa do Estado da Guiné-Bissau.
A comunidade guineense em França não pode deixar de, publicamente repudiar e denunciar este acto inqualificável, para que todas as comunidades guineense na diaspora fiquem alertas, sobre acções desde género que possam vim a prejudicar o processo eleitoral.
Estas eleições constituem, pois, uma oportunidade soberana de minimizar os danos causados ao pais, e, tentar corrigir o serviço negativo prestado a Nação
A comunidade guineense em França e suas Associações prometem trabalhar estreitamente com a EMBAIXADA e a Comissão de recenseamento, de forma transparente, dando o seu melhor para que as eleições previstas para o dia 16 de Março do corrente ano sejam um sucesso.
Paris, 22 de janeiro de 2014
A comunidade guineense em França
Carta enderaçada aos Senhores:
- Ministro da Administraçao Territorial
- Presidente da Comissao Eleitoral
- Representante da ONU na Guiné-Bisdsau, Senhor Ramos HORTA
ELEIÇÕES(?) 2014: Comunicado dos parceiros internacionais da Guiné-Bissau
Bissau-UNIOGBIS, 21 JAN-2014 – O Representante Especial do Secretário-Geral das Nações Unidas para a Guiné-Bissau dá conhecimento do Acordo Conjunto com os Parceiros Internacionais para a Guiné-Bissau na sequência de encontros na UNIOGBIS, a 14 de janeiro de 2014, e na Embaixada da França, a 17 de Janeiro de 2014.
Os Parceiros Internacionais exprimem o seu apreço pelos esforços encetados por relevantes autoridades de transição, apoiadas pelos parceiros, no sentido da consecução de listas credíveis do eleitorado. Esperam que os obstáculos enfrentados no decurso do processo sejam resolvidos e as percalços ultrapassados de modo expedido, para que o sufrágio se realize, como previsto, a 16 de Março de 2014.
Os Parceiros Internacionais reafirmam que as relevantes decisões do Conselho de Segurança, nomeadamente a restauração da ordem constitucional na Guiné-Bissau, devem ser tidas em linha de conta e que todas as partes envolvidas também devem cooperar, com o objectivo de realizar as eleições, como previsto, a 16 de Março de 2014.
José Ramos-Horta
Representante Especial do Secretário-Geral das Nações Unidas
ASSALTO ÀS INSTALAÇÕES DA UNIOGBIS, EM BUBA: DITADURA DO CONSENSO NÃO MENTE
Lusa, 21 Jan, 2014, 17:22
Polícias e guardas armados tentaram na quinta-feira fazer buscas em instalações das Nações Unidas em Buba, sul na Guiné-Bissau, alegando que ali estaria o primeiro-ministro deposto, Carlos Gomes Júnior, refere um relatório da organização. A "tentativa de busca" num espaço que goza de imunidade diplomática está registada no último relatório semanal de segurança do Gabinete Integrado das Nações Unidas para a Consolidação da Paz na Guiné-Bissau (UNIOGBIS), que abrange o período de 10 a 17 de janeiro, e a que a Lusa hoje teve acesso. DITADURA DO CONSENSO PUBLICOU EM EXCLUSIVO A NOTÍCIA - LER AQUI
Segundo o documento, pelas 10:35 de quinta-feira, "o escritório do UNIOGBIS foi cercado pela polícia local e pela Guarda Nacional, no seguimento de falsas informações de que o ex-líder do PAIGC e primeiro-ministro deposto, Carlos Gomes Júnior (Cadogo) estaria no imóvel".
Apesar de "o rumor ter sido desmentido, o comissário da polícia tentou entrar no recinto [das Nações Unidas] para verificar por ele próprio" a veracidade dos factos, pode ler-se no documento. A tentativa "foi recusada" pelo pessoal do UNIOGBIS e o comissário deu então ordens "para as forças de segurança cercarem as instalações".
"Um total de sete soldados manteve-se em frente ao escritório, entre os quais três armados com armas de assalto AK-47", acrescenta. De acordo com o relatório de segurança, "uma hora depois, os homens retiraram-se após algumas intervenções", não detalhadas no documento.
De acordo com as normas internacionais, as instalações e pessoal das Nações Unidas têm direito a imunidade diplomática nos países de acolhimento, tal como prevista na Convenção de Viena. Sobre o caso, o porta-voz das Forças Armadas da Guiné-Bissau, Daba Nawalna, negou hoje o envolvimento de militares, afirmando que o Estado-Maior General das Forças Armadas não deu qualquer ordem para que fossem realizadas as referidas buscas.
"Ainda hoje estive em contacto com os serviços competentes aqui no Estado-Maior que me garantiram que não houve nenhuma decisão nesse âmbito, nem do Chefe do Estado-Maior, nem de outro serviço", precisou Nawalna. O caso de Buba surge depois de fontes do UNIOGBIS relatarem que a viatura de José Ramos-Horta, representante das Nações Unidas na Guiné-Bissau, terá sido mandada parar por militares no início do mês (OUTRA NOTÍCIA EXCLUSIVA DESTE BLOG - AQUI)
Daba Nawalna não confirma nem desmente a situação, mas refere que o caso já foi tratado. "Nós já escrevemos uma carta ao senhor representante do secretário-geral das Nações Unidas sobre essa questão e não gostaríamos de fazer um pronunciamento público", disse Nawalna. O porta-voz do Estado-Maior das Forças Armadas nega que estejam a ser feitas buscas a viaturas, incluindo carros com matrícula diplomática.
No final de dezembro, Carlos Gomes Júnior disse à agência Lusa, a partir de Cabo Verde, que tinha intenção de regressar à Guiné-Bissau para se candidatar a presidente nas eleições gerais de 16 de março. "No entanto, para regressar, é fundamental que estejam reunidas as condições necessárias para que o processo eleitoral decorra com normalidade e segurança", referiu. Carlos Gomes Júnior era primeiro-ministro do país e candidato a Presidente da República quando, a 12 de abril de 2012, um golpe militar impediu a realização da segunda volta das eleições presidenciais.
CESA: Sociedade Civil e a Comunicação Social em perigo
Num contexto politico complexo e confuso na Guiné-Bissau, a Sociedade Civil e a Comunicação Social, que constituem as duas forças de "resistência e de influência" sentem-se ameaçadas. Cada vez mais "eles são sujeitos à ameaças, intimidações e violências em crescendo por parte de responsáveis militares e políticos que não apreciam a atenção que despertam esses diferentes actores independentes", indica o Centro de Estudos Estratégicos de África (CESA).
Por essa razão o CESA solicitou a promulgação de uma "lei que visa a criminalização de acções que tomem por alvo os jornalistas e os meios de comunicação independentes, mas também os defensores dos Direitos Humanos e os membros da Sociedade Civil". Num documento publicado, o referido Centro denunciou certas violações cometidas pelo Estado que, "deve igualmente abster-se de utilizar materiais recentemente adquiridos que visam a identificar as rádios comunitárias e a limitar ou bloquear as suas emissões".
Defende finalmente o Centro, de que, o reforço das capacidades técnicas e editorialista a favor dos jornalistas da imprensa oral e escrita, é uma necessidade urgente, a fim de poderem melhor "desenvolver as suas influências e os seus engajamentos vis-à-vis para com a população" e de, se "constituírem em redes" o conjunto de actores, a fim de, "em conjunto resistir aos factores de perturbação e as medidas de intimidação" contra eles exercidas.
Bubo foi rei em Banjul
FONTE: RTP-África
O ex-chefe de Estado da Armada da Guiné-Bissau agora detido nos Estados Unidos a aguardar o julgamento durante semanas que viveu na Gambia? As respostas são dadas pelo diário online – Freedom News Paper. Esse diário conta que o Bubo Na Tchuto, de uniforme branco vestido, chegou um dia num barco a vila piscatória de Tangi, na Gambia. Vinha acompanhado pelo amigo e guardas costas Alfuseine e Mazane e foi por ordem do Presidente da Gambia conduzido de imediato a Canilay.
De acordo com o jornal, isso aconteceu depois de um dia de mais um golpe de estado na Guine Bissau, o de 2008. Um golpe que, lê-se, o chefe de estado da Gambia sabia bem que ia acontecer graças aos seus espiões em Bissau.
Durante esse período, continua o Freedom News Paper, Bubo Na Tchuto e o Presidente Iahia Djeme ter-se-iam encontrado várias vezes em Canilay. Mais tarde, Na Tchuto foi transferido para as moradias do Presidente da União Africana em Bruffut, onde ocupava uma casa de resto junto a do irmão do chefe de estado gambiano. Foi-lhe então atribuído um zuzu, um monovolume e garantida a segurança com dois guardas militares, mas a paisana.
Realça o jornal online que precisamente durante a estadia de Bubo Na Tchuto entre 2008 e 2010, a Gambia era um ponto chave no trafico da cocaína na Africa Ocidental. Agências internacionais deram conta da presença na zona de helicópteros e pequenos aviões, mas foram aconselhados a desvalorizar já que as ordens viriam directamente da presidência do pais. Durante esse período, o aeroporto de Yondum era uma porta de entrada da droga para a Europa e o regime de Djeme, conhecido por conceder passaportes diplomáticos a vários cidadãos estrangeiros. Ao longo desses dois anos, lê-se ainda, Bubo Na Tchuto circulou livremente, e isso apesar de o governo guineense da altura ter pedido a sua prisão e sua extradição.
Em 2010, com a ajuda de Carlos Sanchez, um cidadão da Colômbia ou da Venezuela – o jornal não sabe precisar – Bubo Na Tchuto regressou a Guine Bissau numa potente lancha propriedade da empresa de Sanchez. Depois de meses escondido na sede da ONU na capital guineense, Bubo Na Tchuto participou no novo golpe de estado.
Avanca ainda o Freedom News Paper que nos círculos militares da Guine Bissau, da Gambia e dos rebeldes da Casamança, sabe-se bem que o governo Djeme garante o fornecimento de uniformes, de botas e de munições pesadas desde o tempo do (Brigadeiro) Ansumane Mane.
Le-se ainda que durante a estada de Bubo Na Tchuto na Gambia, o armamento iraniano, incluindo missas terra-ar portáteis chegaram a Gambia e que parte desse equipamento foi mesmo transferido para a Guine Bissau numa operação que, garante o Freedom News Paper, terá sido intermediada por Alfuseine Sane, o tal amigo e guarda costas de Bubo Na Tchuto.
A história contada por esse jornal online vai bem além de Bubo Na Tchuto e da Guine Bissau, tem contornos nos filmes de espionagem montados por um regime apontado como ditatorial e que nos últimos dias, lê-se ainda nesse diário online, terá sido mesmo alvo de mais uma tentativa de golpe de estado.
INVESTIGAÇÃO DC: Desmantelada rede de traficantes de passaportes diplomáticos da Guiné-Bissau
Um cidadão cabo-verdiano, António C. N., sem profissão certa e um guineense, Fernando A. Ca, estudante universitário, foram detidos em Dakar e estão sob alçada do Ministério Público senegalês por utilização fraudulenta, falsificação de passaportes diplomáticos guineense e infracção à legislação sobre as condições de entrada e estadia no Senegal. Os dois cidadãos lusófonos, apurou o ditadura do consenso, foram detidos pela policia de investigação criminal senegalesa (DIC) há mais de uma mês.
Com a detenção desses dois indivíduos, a secção das operações da DIC pôs fim a um tráfico lucrativo, que poderá ter gerado centenas de milhões de Francos Cfa. Segundo disse ao DC fonte próxima do inquérito, «eles conseguiram introduzir no mercado mais de 300 passaportes diplomáticos guineenses, à razão de 3.000.000 Fcfa cada um». O esquema estava bem montando, o que permitiu a centenas de cidadãos ilegais se introduzirem no espaço Schengen, via Lisboa, desaparecendo depois sem deixar rasto.
«Trata-se de uma vasta rede de tráfico de passaportes diplomáticos guineenses reais, que possui ramificações nos países da sub-região, nomeadamente na Gâmbia e na Guiné-Bissau», confirma a nossa fonte. Com a detenção desses malfeitores, a polícia apreendeu materiais high-tech usados na contrafacção (preenchimento e validação dos passaportes) assim como chips telefônicos, gambianos e da Guiné-Bissau.
Constatou-se através do inquérito que os dois falsários agiam em estreita colaboração com um policia aeroportuário guineense, um certo Quecuto. Este assunto, foi tomado muito a sério pelas autoridades senegalesas, chegando ao ponto do Consulado da Guiné-Bissau ter sido alvo de uma visita dessa secção de investigação, dado que as autoridades querem descobrir a génese e as ramificações dessa rede criminosa, sobre a qual supõem existirem cumplicidades oficiais.
Este é, infelizmente, o retrato que a corrupta e criminosa diplomacia do regime golpista de Bissau vende dos guineenses: falsários, traficantes de drogas, de seres humanos, comerciantes de postos diplomáticos, encobridores de malfeitores com a capa de diplomatas, etc, etc. AAS
terça-feira, 21 de janeiro de 2014
ELEIÇÕES(?) 2014: Kuntum stau na rostu, ma bu na fala i Bandé...nô bai
DC/DR
Em França, quase toda a gente que se recenseou tem problemas com o cartão de eleitor. Escrevem «casado» imprime «solteiro», «homem» vira «mulher». «Divorciado»...não sei se dá «viúvo». Não perguntei sequer...AAS
ELEIÇÕES(?)2014: ONU não quer sequer ouvir falar em (mais um) adiamento
FONTE: RFI
A ONU não quer ouvir falar no adiamento das eleições gerais de 16 de Março. O aviso é dado por António Patriota, Presidente do Grupo Encarregue da Guiné-Bissau junto da Comissão da ONU para a Consolidação da Paz. As Nações Unidas insistem na necessidade de manter a data das eleições gerais na Guiné-Bissau a 16 de Março.
O recado foi deixado por António Patriota, Representante Permanente do Brasil nas Nações Unidas. De visita a Bissau, António Patriota reuniu-se com o ministro Delfim da Silva, que sublinhou a importância da missão. Ouvir AQUI
ELEIÇÕES(?) 2014 - Enquanto toda a comunidade internacional fala a uma só voz, defendendo que as eleições gerais devem ter lugar em março do corrente ano, dentro de portas está tudo afinado para mais um adiamento das mesmas. Depois, a desculpa será a 'época das chuvas' e por aí adiante. Assim vai a transição ad eternum no país das manhas e onde até as putas se vêem...AAS
ELEIÇÕES(?) 2014: Bissau, we have a problem
PERGUNTA:
Acredita que as eleições gerais terão lugar em março de 2014?
RESPOSTAS:
- SIM, ACREDITO - 180 votos = 25%
- NÃO, NEM EM SONHOS - 362 votos = 50%
- TALVEZ...UM DIA! - 169 votos = 23%
Votos apurados: 711
segunda-feira, 20 de janeiro de 2014
HOMENAGEM: Foste comandante-em-chefe da mais bem sucedida guerrilha do mundo, até que a cegueira dos teus tirou-te a vida. Porém, passados quarenta anos, os teus ideais continuam e vão perdurar. Para nosso consolo, faço minhas as palavras do historiador escocês, Thomas Carlyle: "Nenhum grande homem vive em vão." Chefe de guerra, Amilcar Cabral, eu sei que perdoaste os teus companheiros, que falharam quando o Povo mais precisou deles... AAS
NOTÍCIA DC: Sentindo-se burlado, Mike Wang promete 'barulho'...
Mais uma vez o nosso Mike Wang, o famoso "embaixador itinerante" do regime de Bissau volta a dar que falar. Ditadura do Consenso sabe que o obscuro e encapotado "diplomata" e homem de negócios chino-canadiano-guineense, MIKE WANG, encontra-se de novo em Bissau, a capital dos negócios mais mafiosos da costa ocidental africana. Nada de novo, se atendermos ao seu incessante vai-vem.
Porém, DC conseguiu apurar que Mike Wang encontra-se em Bissau com um propósito particular: reclamar o seu posto de "Embaixador Itinerante Extraordinário e Plenipotenciário" da Guiné-Bissau junto do Estado da Indonésia, posto esse que, de resto negociou - e - pagou ao presidente fantoche de transição, Manuel Serifo Nhamadjo e a demais comparsas nessas negociatas de vendas de postos diplomáticos da Guiné-Bissau.
De passagem, e para se aperceber de que atrás dessa negociata está a mais pura trapaça de candongueiros de estado, esclarece-se, de que, tal posto, além de inexistente no curriculum e historial da diplomacia internacional, é de aberrante incompatibilidade com o termo "itinerante", para além do agravante e inusitado facto de ter sido um não guineense a ser nomeado para ocupar esse posto. Primeiro tiro no pé...do Wang. Foi enganado. Burlado.
Mas vamos por partes. Os dissabores de Mike Wang começaram desde que o Ditadura do Consenso denunciou, tendo como suporte provas do seu envolvimento mafioso com altas esferas do poder golpista de Bissau, em particular com o PRT, Serifo Nhamadjo, o SEC Idelfrides Fernandes, vulgo "Didi" e o SG da Presidência, Mamadu Serifo Djaquité.
As escandalosas revelações feitas pelo DC sobre essa nomeação através de negociatas, terá "forçado", a contragosto, o regime corrupto de Bissau a recuar com essa nomeação escandalosa e nomear, assim, um diplomata de carreira fiel ao PRT para o posto. Trata-se do embaixador Carlos Alberto Moreno, outrora colocado na Argélia e mais recentemente ocupava o cargo de Diretor-geral do Protocolo do Estado.
Face ao colossal investimento que fez junto a essas figuras do regime de Bissau, Mike Wang está por estes dias na capital guineense, disposto a fazer escândalo se necessário for para "reaver" o seu posto, ou, que em alternativa lhe seja atribuído um outro posto que lhe satisfaça face ao investimento feito.
Para reavivar a memória das pessoas, e tal como DC já tinha denunciado, foi Mike Wang quem pagou os atrasados da dívida da Guiné-Bissau na ONU, liquidou os atrasados salariais do Representante do pais junto dessa instituição, financiou, custeando as viagens e o hotel da deslocação da comitiva presidencial à AG da ONU que incluía mais cinco pessoas. Ao todo, incluindo o financiamento da campanha presidencial de Serifo Nhamadjo (com um inglorioso 3º lugar...) Mike Wang investiu perto de 2 milhões de dólares, para poder aceder a esse posto na qual apostou como charneira para poder desenvolver os seus obscuros negócios encapotado na veste de diplomata.
Hoje em dia, Mike Wang é um homem desiludido com a cúpula do regime de Bissau e por essa razão está disposto a ir até às ultimas consequências para "reaver" o posto que - e bem - entende ter comprado às autoridades de Bissau por cerca de 2 milhões de dólares. Neste momento Mike Wang faz pressão em todos os sentidos, em particular, sobre o PRT, sobre o PM e sobre o SEC e, reclama mesmo uma reunião com essa cúpula, para que a sua situação seja esclarecida, sob pena de expor documentos (mais do que aqueles revelados pelo Ditadura do Consenso) e transações comprometedoras (idem, idem) que detém sobre esse escandaloso caso de terrorismo diplomático.
De momento, os visados fingem assobiar para o lado, como se nada se passasse... porém, caso Mike Wang não consiga "cobrar" o seu posto, poderá deitar o cocó na ventoinha e tornar a cumplicidade uma vivência fedorenta. AAS
domingo, 19 de janeiro de 2014
sábado, 18 de janeiro de 2014
Recordações do Ramos Horta
Chegamos ao ponto de o próprio representante do secretário-geral da ONU na Guiné-Bissau, José Ramos Horta, fazer o jogo dos maus da fita. «Ramos Horta está a tentar encobrir o incidente de Buba e não quer fazer ondas», garante uma fonte da UNIOGBIS ao Ditadura do Consenso, que adiantou que houve uma reunião logo depois dos acontecimentos e que o Ramos Horta «tentou desvalorizar o caso, ao contrário da maior parte do staff da UNIOGBIS, que acharam que foi uma situação muito grave que podia ter outras consequências.»
TEATRO NA AMURA
Desde que chegou a Bissau mandatado por Ban Ki-Moon, que José Ramos Horta está no meio do fogo-cruzado entre políticos e militares, e não sabe para onde se virar ou escapar. A fonte recorda para o ditadura do consenso a visita que o Ramos Horta fez à Amura pouco depois de chegar a Bissau: «Antes da visita alertámo-lo que aquilo ia ser assim - que o António Indjai ia fazer um grande filme. Depois da visita dissemos, cuidado que a realidade não é aquela, eles estão assim porque querem, porque derreteram o dinheiro que a comunidade internacional tem enviado para projectos e reconstrução de edifícios. E mesmo assim fez aquelas declarações patéticas, praticamente culpando a Comunidade Internacional pelos erros dos próprios militares guineenses.» E desabafa, impotente: «Uma injustiça para o povo, esse discurso».
No que diz respeito à CPLP, diz a fonte que a organização «anda de candeia às avessas com Ramos Horta», garantindo que «se a CPLP soubesse o que sabe hoje, nunca tinham apoiado a nomeação do Nobel da Paz para a Guiné-Bissau.» Com Bissau a receber, na próxima semana, o presidente da Comissão das Nações Unidas para a Consolidação da Paz, o Embaixador António Patriota, e a Assistente do Secretário-geral (ASG), Judy Cheng-Hopkins – ainda por cima como convidados do Representante Especial do Secretário-geral da ONU na Guiné-Bissau, é claro que uma notícias destas vir a público...mas acabou por vir pela mão do DC, e é isso que interessa.
A CASA DO MENINO ‘TONY’
Uma semana depois da visita ao Estado-Maior General das Forças Armadas, o CEMGFA António Indjai convida o Ramos Horta a visitá-lo no seu ‘estado’ – Mansoa, 60 kilómetros a Norte da irrequieta capital, Bissau. Uma visita ainda fresca na memória da minha fonte. «Nesse sábado, fomos à casa do Indjai, em Jugudul», recorda, e remata de seguida «foi uma palhaçada autêntica!. Ele (o Indjai) mostrou-lhe (ao Ramos Horta) apenas o que lhe quis mostrar - a zona junto da casa e uns 30 metros de terreno, mostrou-lhe um depósito de água, uma mangueira e nada mais. Quando depois viemos embora, o Ramos Horta estava todo contente, que afinal o Indjai era boa pessoa, um coitadinho...», diz indignado.
O MAU DA FITA
O problema, agora, é saber se o país tem condições para organizar as eleições gerais marcadas para março próximo. O meu interlocutor corta-me a palavra e dispara: «Se não houver eleições em março (é a hipótese mais provável) o Ramos Horta ficará mal na fotografia. Muito desfocado mesmo», vai avisando.
Mas como é o Ramos Horta em Bissau, a trabalhar? Peço à minha fonte, que o conhece bem, que aponte um dos piores defeitos do timorense e Nobel da Paz: «Ramos Horta não dá ouvidos a ninguém! Acho que de uma forma geral, os guineenses ficaram desiludidos com ele. Não me desiludiu muito, eu já não acreditava nele e nem criei muitas expectativas sobre a sua vinda.»
Ramos Horta, no entender da nossa fonte, «veio com uma agenda própria, pensando que vinha para Bissau fazer um brilharete.» Mais grave ainda são as insinuações que se seguem: «Pensou que estava a lidar com os combatentes do tempo da guerra, só que esses, ou já não estão cá, ou os poucos que estão já não são o que eram. Eu próprio dei-lhe alguns briefings sobre a situação, sobre os militares, sobre o Indjai, mas ele achava sempre que nós estávamos a inventar.» AAS
sexta-feira, 17 de janeiro de 2014
EXCLUSIVO DC: A VERSÃO DA UNIOGBIS
Ditadura do Consenso teve acesso exclusivo à versão oficial dos factos ocorridos em Buba, que transcreve agora na íntegra:
«No dia 16 de Janeiro, por volta das 10h30, as instalações da UNIOGBIS em Buba foram rodeadas por elementos da POP e da Guarda Nacional (paramilitares). Segundo o Comissário da Policia local, teriam sido recebidas informações no sentido em que Cadogo Jr. se encontrava no interior destas instalações e como tal iriam proceder à sua detenção.
Apesar de insistentemente o pessoal das Nações Unidas ali de serviço ter negado tal acontecimento, o mesmo comissário tentou por várias vezes entrar dentro das instalações, juntamente com pessoal armado a fim de proceder a buscas.
Após várias explicações dadas pelos funcionários e depois de vários alertas feitos pelos mesmos em que as instalações em causa eram das Nações Unidas e que ao agir daquela forma as autoridades estavam a cometer uma série de infracções, foi então ordenado pelo respectivo comissário que se mantivesse o cerco às instalações. As instalações estiveram cercadas por um efectivo de cerca de 10 elementos armados de AK-47.»
E agora, Guineenses?
GUINEENSES: O Ditadura do Consenso NÃO mente
Depois de anunciado em exclusivo, pelo Ditadura do Consenso, eis a confirmação: CLIQUE AQUI
Os mentirosos são o CEMGFA ANTÓNIO INDJAI e o DABA NA WALNA
S.O.S GUINÉ-BISSAU: Sr. Ramos Horta, escreva rapidamente um relatório ao secretário-geral da ONU. Escreva hoje, não deixe para a próxima segunda-feira. Escreva agora, e diga ao Ban Ki-Moon simplesmente que você NÃO consegue, e não que não queira. Diga-lhe que você NÃO tem mão na tropa, que ninguém tem. Explique-lhe como se estivesse a falar para um catraio de 10 anos de idade - mostre-lhe que tudo é TRANSVERSAL ao próprio país. Diga-lhe que a Guiné-Bissau precisa de ajuda agora. Já! Mexa-se, Sr. Ramos Horta, caso contrário vai sobrar para si. Mais um conselho: dê mais ouvidos ao seu staff e, sobretudo, àqueles que lhe dizem as verdades... AAS
DROGA: Verdade, ou consequência da realidade?
«Caro amigo,
Aproveito para te enviar em anexo um artigo que "choca" qualquer guineense, e porque a PATRIA é a MAE, sentimo-nos humilhados quando a nossa MAE é insultada. Este artigo foi publicado hoje "Vendredi dia 17 Janvier 2014" no diário senegalês ENQUETE.
Lamentavelmente, o país não tem capacidade interna no campo da comunicação/informação para contrariar este tipo de noticias/artigos. Consequências. Assim vai indo a campanha de despromoção, aos olhos de quem devia bater as mãos na mesa e dizer basta!, nós somos um Estado.
Portanto, é evidente que neste ritmo de desrespeito que somos alvos nesta sub-região, nenhuma eleição poderá limpar a nossa cara e a imagem da Guine Bissau, principalmente neste momento em que muitos valores humanos estão espalhados...Enfim, boa leitura. Se for pertinente publica no Blog...para partilhar este triste artigo.
Mantenhas e um abraço»
EXCLUSIVO: Militares invadiram escritórios da UNIOGBIS em Buba...à procura do Carlos Gomes Jr...
O Escritório do Gabinete das Nações Unidas para a Consolidação da Paz (UNIOGBIS) em Buba, região de Quinará, foi invadido ontem por militares fortemente armados com AK-47, a mando do CEMGFA António Indjai.
Tudo aconteceu ontem, por volta das 10 horas, quando um grupo de cerca 15 homens armados, entre as quais militares e elementos da Guarda Naciona, se dirigiram às instalações do UNIOGBIS argumentando que têm informações que dão conta que o Carlos Gomes Jr. estaria escondido naquele escritório.
Segundo fontes fidedignas, o caso gerou uma enorme confusão e pânico no seio da população da cidade de Buba e dos proprios funcionários locais de UNIOGBIS, com o receio de eclodir de novo conflito armado.
Nas ultimas três semanas, os Serviços de (Des)informação do Estado (SIE) de António Indjai, tem alimentado boatos e desinformações sobre possivel regresso de Carlos Gomes Jr., por via terrestre, tendo a zona sul do país apontado como possivel ponto de entrada. Estas falsas noticias estiveram na base de criação de check points em todo o território nacional, sobretudo na zonal sul, revistando viaturas inclusive de Ramos Horta (ver notívia DC).
Esta é mais um, entre vários outros actos deliberados de violações da imunidade diplomática das instalações das Nações Unidas em Bissau. A invasão e retirada forçada de Bubo Na Tchuto no caso 1 de Abril de 2010, o espancamento brutal dos manifestantes contra golpe de estado em 2012, em frente das instalações do UNIOGBIS, são apenas exemplos da determinação de CEMGFA António Indjai para concretizar o seu objectivo principal que é consolidar o seu regime ditatorial e instalar o caos na Guiné-Bissau.
Agora resta saber qual será o sermão de Ramos Horta perante mais um caso grave que atenta contra a sua própria segurança e dos seus funcionários. AAS
quinta-feira, 16 de janeiro de 2014
ELEIÇÕES(?) 2014: Bofetada sem mão
Portugal vai "fornecer material, incluindo boletins de voto, em apoio às eleições presidenciais e legislativas de 16 de março" na Guiné-Bissau, anunciou hoje a embaixada portuguesa na capital guineense.
O apoio surge "em resposta à solicitação apresentada" e dele foi já dado conta à Comissão Nacional de Eleições da Guiné-Bissau, em reuniões realizadas na quarta-feira em Bissau e Lisboa, refere a representação diplomática, em comunicado. À semelhança do ocorrido noutras eleições, Portugal vai "fornecer material, incluindo boletins de voto".
O trabalho será feito em coordenação com "a estrutura das Nações Unidas na Guiné-Bissau, aguardando-se mais informação por parte da Comissão Nacional de Eleições quanto ao material necessário, tendo em conta os compromissos já assumidos por doadores internacionais".
No comunicado, a embaixada portuguesa salienta que "a realização de eleições livres, justas e transparentes é da responsabilidade das autoridades de transição guineenses".
"Portugal continuará, tanto a título nacional, como em conjunto com os seus parceiros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa e da União Europeia, a apoiar a realização das eleições gerais de 16 de março", sublinha o documento.
O sufrágio é classificado como "um passo essencial para o retorno à ordem constitucional na Guiné-Bissau, nos termos das relevantes resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas e suas subsequentes Declarações". As eleições serão as primeiras depois do golpe de Estado de abril de 2012.
Cavaco Silva apela à «normalização»
O Presidente da República de Portugal, Aníbal Cavaco Silva, apelou hoje à normalização da situação política na Guiné-Bissau, considerando fundamental o restabelecimento da ordem constitucional e a realização de eleições "livres e justas". Lamentando que "a questão preocupante" da Guiné-Bissau perdure, Cavaco Silva reconheceu que o relacionamento de Portugal com aquele país africano continua condicionado pelas consequências do golpe de Estado de Abril de 2012
"É fundamental que a situação política seja normalizada, com o retorno à paz, o restabelecimento da ordem constitucional, com a realização de eleições livres e justas e a subordinação do poder militar ao poder civil democrático", defendeu o chefe de Estado, Aníbal Cavaco Silva, numa intervenção na cerimónia de cumprimentos de Ano Novo do corpo diplomático acreditado em Portugal, que decorreu no Palácio de Queluz.
Lamentando que "a questão preocupante" da Guiné-Bissau perdure, Cavaco Silva reconheceu que o relacionamento de Portugal com aquele país africano continua condicionado pelas consequências do golpe de Estado de abril de 2012. Contudo, acrescentou, "mantivemos, em permanência, a ajuda humanitária ao povo guineense e a estreita colaboração com as Nações Unidas, a União Europeia e a CPLP (Comunidades dos Países de Língua Portuguesa), bem como com a União Africana e a CEDEAO (Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental)".
Na sua intervenção, o Presidente da República fez ainda referência ao "interminável" conflito na Síria, considerando "urgente" que a comunidade internacional prossiga os seus esforços para que seja alcançada uma paz duradoura, baseada numa solução pacífica. "O número de vítimas, pessoas deslocadas e refugiados faz daquele conflito um dos mais graves desastres humanitários do nosso tempo", frisou. LUSA
"É fundamental que a situação política seja normalizada, com o retorno à paz, o restabelecimento da ordem constitucional, com a realização de eleições livres e justas e a subordinação do poder militar ao poder civil democrático", defendeu o chefe de Estado, Aníbal Cavaco Silva, numa intervenção na cerimónia de cumprimentos de Ano Novo do corpo diplomático acreditado em Portugal, que decorreu no Palácio de Queluz.
Lamentando que "a questão preocupante" da Guiné-Bissau perdure, Cavaco Silva reconheceu que o relacionamento de Portugal com aquele país africano continua condicionado pelas consequências do golpe de Estado de abril de 2012. Contudo, acrescentou, "mantivemos, em permanência, a ajuda humanitária ao povo guineense e a estreita colaboração com as Nações Unidas, a União Europeia e a CPLP (Comunidades dos Países de Língua Portuguesa), bem como com a União Africana e a CEDEAO (Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental)".
Na sua intervenção, o Presidente da República fez ainda referência ao "interminável" conflito na Síria, considerando "urgente" que a comunidade internacional prossiga os seus esforços para que seja alcançada uma paz duradoura, baseada numa solução pacífica. "O número de vítimas, pessoas deslocadas e refugiados faz daquele conflito um dos mais graves desastres humanitários do nosso tempo", frisou. LUSA
Luís Vaz Martins: Militares pensam que são "donos da história" na Guiné-Bissau
O presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH) considerou hoje que os militares assumem-se, "de forma algo paternalista", como "donos da História e do presente" na Guiné-Bissau, contando com uma classe política "muito pobre" para dominar o país.
Falando aos jornalistas à margem da 1.ª Conferência Internacional sobre Políticas de Drogas nos Países Africano de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), que termina hoje na Cidade da Praia, Luís Vaz Martins considerou que esta situação leva a que a classe castrense guineense não queira largar o poder.
"A Guiné-Bissau passou por um período complicado para ser independente, tendo como palco o seu próprio território. Não houve preparação para a fase de transição. Acredito que os militares sempre dirigiram o país, numa primeira fase, às vezes com vestes civis, como foi o caso de Nino Vieira, que foi um militar", explicou. LUSA
quarta-feira, 15 de janeiro de 2014
PAIGC: Comunicado do projecto “Por uma Liderança Democrática e Inclusiva”
Comunicado
A Coordenação Politica do Projecto “Por uma Liderança Democrática e Inclusiva” vem através deste tornar público o seguinte:
Uma delegação da Direcção do PAIGC, conduzida pelo seu Secretário Nacional, solicitou os bons ofícios do Presidente da República de Transição para a procura de um clima de entendimento no seio do Partido antes da realização do seu VIII Congresso;
Satisfazendo o pedido e com a colaboração dos Representantes do Secretário-Geral das Nações Unidas e da União Africana, o Presidente da República de Transição encetou contactos com todos os candidatos à liderança do PAIGC e com os órgãos dirigentes do Partido, concluindo esta missão de bons ofícios com a marcação de uma reunião de trabalho tendo em vista a negociação e assinatura de um Pacto de Entendimento e de Não-agressão entre todas as partes envolvidas;
Uma delegação do Projecto “Por uma Liderança Democrática e Inclusiva”, chefiada pelo camarada Braima Camará e outros convidados responderam ao convite e compareceram na reunião no local e hora marcados;
Estranhamente, a Direcção do PAIGC, e os candidatos da Aliança primaram pela ausência e numa carta endereçada a Sua Excelência o Presidente da República de Transição, o Presidente em Exercício do PAIGC acusando-o de estar a imiscuir-se nos assuntos internos do Partido, instando-o a suspender todas as diligências em curso, e reclamando para si a exclusiva responsabilidade pela condução dos assuntos do Partido, entre os quais a organização do Congresso;
Perante esta situação, a Coordenação Politica do Projecto “Por uma Liderança Democrática e Inclusiva”, após uma aturada e responsável reflexão, decide:
Manifestar a Sua Excelência o Presidente da República de Transição a sua total solidariedade, agradecendo e felicitando-o pelo seu empenho corajoso e patriótico na procura de soluções que promovam o diálogo e o entendimento dentro do PAIGC;
Felicitar e agradecer à comunidade internacional, nomeadamente, os Representantes do Secretário-Geral das Nações Unidas, da União Africana, da CEDEAO, da União Europeia e de países amigos, pela sua presença, disponibilidade e esforços permanentes no acompanhamento da situação política, económica e social do país, e da evolução da situação interna no PAIGC;
Condenar veementemente a atitude irresponsável de alguns elementos da Direcção do PAIGC que sem prévia deliberação dos órgãos estatutários competentes, dirigiram a carta acima referida que pode ser considerada ofensiva da honra e reputação do Presidente da República de Transição e demais parceiros internacionais envolvidos neste processo;
Assegurar aos dirigentes, militantes e simpatizantes do Partido e ao povo guineense, em geral, que o Projecto “Por uma Liderança Democrática e Inclusiva” tudo fará para que o PAIGC realize atempadamente o seu VIII Congresso Ordinário e participe condignamente no próximo pleito eleitoral marcado para 16 de Março próximo.
Bissau, 15 de Janeiro de 2014
A Coordenação Politica
Excelente notícia
O Ministério das Relações Exteriores (MRE) acatou o pedido de recomendação da Defensoria Pública da União (DPU) em São Paulo, que propôs que a validade do visto temporário dos alunos estrangeiros seja de acordo com a duração do curso em que estão matriculados no Brasil.
Assim, estrangeiros matriculados em faculdades em todo o Brasil não precisarão mais renovar seus vistos temporários, como previsto no artigo 13, inciso IV da Lei 6.815/80. Eles apenas deverão comprovar anualmente sua matrícula na instituição de ensino e seu aproveitamento escolar, não necessitando passar pelos trâmites exaustivos da Polícia Federal.
A renovação do visto apresenta dificuldades para o aluno, pois ele precisa comprovar seus estudos no Brasil e sua ligação com a instituição mantenedora de seu país de origem, mas com a demora de emissão de documentos e devido aos prazos diferentes das instituições, o aluno é prejudicado e muitas vezes não consegue renovar seu visto a tempo. Sem a regularização, o estudante não pode efetuar sua matrícula e manter sua bolsa de estudos. Tem mais AQUI
O contrário da inveja
"‘FOGO AMIGO’
15 Anos do semanário «O Independente», no editorial do jornal «Lusófono»
Ode a O Independente*
Nasceste a 20 de Maio de 1988 e fazes agora 15 anos. Assim, entendi ser de singular justiça dirigir-te umas palavras. Aquelas palavras de circunstância, próprias para estas ocasiões. Três dos meus treze anos que já levo de Portugal foram vividos na tua redacção. Durante esses dois anos deste-me a felicidade que nunca encontrei em Portugal (a felicidade é apenas um estado passageiro que não se renova). Pela parte que me toca, quero dizer-te apenas que foi uma honra ter servido sob as tuas ordens.
És independente e basta. Que outro jornal, em Portugal, pode ter uma secção como o ‘Joke Mail’? Que outra redacção pode orgulhar-se de ter no seu seio gente tão simpática e afável? Sabes, ainda me lembro do nosso primeiro contacto. Foi em Bissau, a quatro mil quilómetros de distância, na biblioteca do Centro Cultural Português na rua Cidade de Lisboa. Consumia-te devagar. Sem pressas nem atropelos. Eu era feliz assim.
Hoje, poder-lhe-ia chamar de ‘Fogo Amigo’, por teres sido importante na minha formação. Quase que aprendi a ler contigo! Foi precisamente desse ‘Fogo Amigo’ que surgiu o bichinho do jornalismo, até te conhecer pessoalmente. Foi amor à primeira vista. Nesses três anos vi-te correr mundo tanto para contar uma guerra, quanto para descrever um paraíso escondido. Tudo com a mesma abordagem.
“Qualquer ‘Indígena’ leva uma ‘Vida de Cão’, por mais que sejam as ‘Independências”. Mas, ‘Por Outro Lado’, o ‘Cãotraste’ pode acontecer. Para isso é preciso que se tenha ‘Um Parafuso a Menos’. Digam o que disserem, todos lemos o ‘Independente’ no ‘Prime Time’ que nós mesmos escolhemos. ‘O Independente’ é o melhor jornal de Portugal porque é ‘Portugal no Seu Melhor’.”
Tu não te vendes mas continuam a querer comprar-te. Numa banca perto de qualquer um de nós.
António Aly Silva
Jornalista
Director do quinzenário 'Lusófono'"
*Que não depende de outrem; livre; adverso à tirania; com leis próprias.
Dicionário Universal da Texto Editora
OPINIÃO: Carta para o Fernando Ka
Um conselho e umas perguntas ao senhor Fernando Ka:
Conselho: fique calado! Você é uma das últimas pessoas que pode ou deve falar mal dos guineenses pois tudo o que é ou tem hoje foi duma forma directa ou indirecta em NOME DA GUINÉ-BISSAU e dos GUINEENSES.
Deixe falar os que fizeram e fazem algo pela nossa PÁTRIA QUERIDA. Lendo o seu texto pensei: ele esta a falar dos seus GEMEOS !!! reparou que há frases em que você falava literalmente de si mas referindo-se aos outros? Duma forma diferente você fez e deve continuar a fazer a mesma coisa ao povo guineense. A única diferença é que você o faz em Portugal e eles na Guiné-Bissau, por isso não tente você “cobrir o sol com a peneira”.
PERGUNTA 1: quem foi que lhe elegeu Presidente ou Dirigente (como se identifica agora, pois em 1987/88 referia-se como «o Presidente») da Associação Guineense de Solidariedade Social?
Pergunta 2 - As casas sociais que foram atribuídas à associação guineense pela câmara de Lisboa com o fim de acomodar os doentes que vinham da Guiné-Bissau durante o período de tratamento, o que são feitos delas? Do meu conhecimento, eram 3 apartamentos no Bairro da MADRE DE DEUS! Quer que eu lhe refresque a memoria? então cá vai: um apartamento foi dado a uma amiga minha que vivia já em Lisboa há anos, eu levei-a à associação para receber gêneros alimentícios e depois dumas semanas já era sua namorada, e assim foi viver para um dos apartamentos e logo de seguida mandou vir a mãe da Guiné-Bissau e a quem você deu também um apartamento, não foi? Não sei se ainda hoje lá vivem mas viveram por mais de uma década e não eram doentes vindos da Guiné-Bissau.
Pergunta 3 - Quantas jovens como eu deram no duro para a formação da associação com promessas de um emprego na associação e que na volta depois de tudo concretizado foram jogadas ao lixo por não caírem na sua gracinha?
Pergunta 4 - Como é que explica ser o "Presidente" da associação deste o primeiro dia até à presente data? Será um cargo vitalício? Pelo menos parece pois você já lá está há pelo menos 27 ou 28 anos...
Pergunta 5 - Por acaso ainda se lembra da sua participação no programa da SIC em 2002 - os "Gregos e Troianos"? O que você defendia ainda se lembra? O programa era sobre se "Portugal devia ou não deixar entrar mais emigrantes"... Por esta e por outras quando falar fale em seu nome evite frases como "Por isso venho, em meu nome próprio e no da comunidade imigrante guineense, que tenho servido com toda a dedicação."
Pergunta 6 - Já não é deputado suplente em Portugal? E porque foi eleito, lembra-se? Até isso você deve ao Povo guineense.
Acredito que aqui nesta frase pensou na sua pessoa: "Aliás, os guineenses habituaram a comunidade internacional a cenas em nada dignificantes para o país."
Engraçado... condena tanto os guineenses mas faz tudo à nossa maneira, até "noiba" foi buscar à Guiné-Bissau, uma que na altura era muito mais nova que você, não a conhecia de lado nenhum (como fazem hoje os corruptos) mas foi obrigada a aceitar pois vinha consigo a Portugal, os pais iriam receber alguns trocos etc... Quantos anos aquilo durou? Igual aos anos que duram os casamentos dos seus gêmeos na Guiné-Bissau.
Não sou de grandes escrituras por isso faço minhas as suas palavras com a diferença nos "sujeitos" onde você se refere aos governantes da Guiné-Bissau, eu refiro o Fernando Ka...
Não preciso me identificar pois sabe quem sou, a não ser que tenha uma curta memória. Fui eu e mais duas colegas, que em 1987/88 andamos em todos os bairros degradados de Lisboa (de porta em porta) à procura de cidadãos da Guiné-Bissau para recensear e assim poder-se formar uma associação guineense em Portugal.
Obs.: O Fernando Ka elegeu-se presidente dessa associação guineense e nunca houve nenhuma eleição e todas as que alguma vez fingiu fazer foi tudo falcatrua pois ele era sempre o único candidato e, obviamente, o vencedor.
F. C.»
CADOGO no México
COMUNICADO DE IMPRENSA
Centro para as Relações Transatlânticas reúne-se de 15 a 17 de Janeiro no México
INICIATIVA DA BACIA DO ATLÂNTICO
O ex-primeiro-ministro da Guiné-Bissau Carlos Gomes Júnior foi convidado pelo Centro para as Relações Transatlânticas (CTR), da Universidade Johns Hopkins, para participar na próxima reunião da "Iniciativa da Bacia do Atlântico" que irá ocorrer entre os dias 15 e 17 de Janeiro, em Veracruz, México.
Neste encontro, estarão presentes diversas personalidades de relevo internacional, como o ex-primeiro-ministro espanhol José Maria Aznar, impulsionador desta iniciativa, o antigo Secretário-geral da União Africana Jean Ping e o ex-presidente da República Federativa da Nigéria Olusegun Obasanjo (ver programa da reunião em anexo).
O Centro para as Relações Transatlânticas dedica-se a estudar, envolver e interagir, numa plataforma que envolve diversas personalidades do Atântico Norte e do Atlântico Sul, de forma a encontrar formas de parceria. Anualmente, reúnem-se na iniciativa da Bacia do Atlântico para encontrar formas de trabalhar mais eficazmente em conjunto com outras nações do Atlântico.
A Iniciativa da Bacia do Atlântico é liderada pelo ex- Presidente do Governo de Espanha José Maria Aznar e pelo Director Executivo do CTR Dan Hamilton. É apoiado por uma variedade de fundações, governos e dadores privados.
Em 2013, o Centro para as Relações Transatlânticas reuniu-se em Luanda, Angola (Junho) e na República Dominicada (Janeiro). No ano anterior, o encontro foi em São Paulo, no Brasil.
Lisboa, 15 de Janeiro de 2014
Breves, e más
Apoio da candidatura de Kumba Yalá a Nuno Nabian provoca polémica no PRS
Jornal: Expresso Bissau
No entender de Kumba Yalá chegou o momento dos guineenses apostarem mais nas figuras idóneas, capazes de trazer a paz e tranquilidade e evitar de entrar nos jogos de amigos, porque este tipo de política vai afundar o país. Kumba Yalá admitiu que não podemos cometer os mesmos erros do passado, portanto, do seu ponto de vista, deve ser aberta uma nova era da política com ambição e visão diferente.
Assim sendo, apelou ao povo guineense para votarem no candidato independente Nuno Gomes Nabian, “quem votar neste candidato não vai arrepender” assegurou Kumba Yalá. Foram as decisões e as frases que caíram que nem uma bomba no seio dos renovadores que dois dias depois convocaram uma reunião magna da comissão política, onde a maioria dos presentes declinaram veementemente o apoio de Kumba Yalá a candidatura de Nuno Nabian às presidenciais.
Na cerimónia de apoio a Nuno Nabian, Kumba Yalá fez graves acusações aos dirigentes do PRS considerando-lhes não terem condições políticas neste momento para dirigir e abraçar os novos desafios que Guiné-Bissau enfrenta, chamando-lhes corruptos etc…
No entanto a actual direcção do PRS não ficou de braços cruzados e declarou a guerra total ao fundador do PRS Kumba Yalá.
Populares do círculo eleitoral 24 denunciam alegadas irregularidades no processo do recenseamento
Rádio Bombolom
Os populares do bairro de Rossio, círculo eleitoral 24 denunciam alegadas irregularidades no processo do recenseamento eleitoral que estão a ser levadas acabo pelos agentes de brigada de recenseamento.
Bambo Sanha, um dos moradores deste bairro considera de pior esta segunda fase em relação a primeira, uma vez que que os agentes recenseadores sempre queixam de falta de materiais. Este cidadão exorta GTAPE e o ministro da tutela no sentido de colocar a disposição dos agentes recenseadores materiais suficientes no sentido de responder afluência dos eleitores.
OPINIÃO: A TAP isola a Guiné-Bissau do exterior?
Autor: Fernando Ka
Fonte: Público
"Como luso-guineense e conhecedor profundo do sentir da esmagadora maioria dos guineenses residentes e imigrantes em Portugal, estou profundamente indignado com as asneiras daqueles que estão a desgovernar a Guiné-Bissau, conduzindo-a para o abismo.
O que aconteceu com a TAP em Bissau foi uma verdadeira palhaçada política sem nenhuma graça, para entreter a assistência à escala mundial. Aliás, os guineenses habituaram a comunidade internacional a cenas em nada dignificantes para o país.
Ora, esses aprendizes da feitiçaria política confundem sistematicamente os seus interesses pessoais com os legítimos interesses do país, delapidando o erário público em detrimento do bem comum. O recente acontecimento veio evidenciar a permeabilidade à corrupção dos dirigentes guineenses. Daí que alguns deles cobertos de lama da corrupção pretendem “cobrir o sol com a peneira”, tentando lançar a culpa sobre as autoridades portuguesas e sem o mínimo de vergonha.
Pois bem, a TAP agiu em conformidade com o seu sentido de responsabilidade de zelar pela segurança de pessoas e de bens nos seus aviões, mas viu-se forçada pelos irresponsáveis e incompetentes governantes a trazer os refugiados sírios para Portugal, mesmo com documentos falsos.
Assim este incidente, que poderia ter provocado danos irreparáveis, causou enormes prejuízos aos passageiros, quer de um lado, quer do outro do Atlântico, com significativa perda de tempo. Mas, apesar de incompetência dos governantes guineenses em lidarem diplomaticamente com casos daquela natureza, a TAP deveria reconsiderar o seu breve regresso aos voos para a Guiné-Bissau, satisfazendo o desejo do povo guineense. Aliás, toda a gente sabe que a Guiné não tem governantes à altura dos seus pergaminhos.
Como é que um país que nem tem dinheiro para a realização das suas eleições pode ter uma companhia aérea sustentável? Ouviu-se, mais uma vez, disparate de quem não tem a mínima noção da realidade do país de que é membro do “governo”, dizer em jeito de chantagem que a Guiné-Bissau vai criar a sua própria transportadora aérea, deixando de depender da TAP. Uma coisa que o porta-voz do “governo” guineense não sabe é que a TAP voa para a Guiné-Bissau por razões meramente políticas de ajuda ao povo guineense.
Mas, já que querem libertar-se da ajuda generosa de Portugal, então deixem de mandar para cá as centenas de doentes por ano para tratamento médico-hospitalar a custo zero. Ora, o acordo estabelecido entre os dois Estados na área da saúde era que a Guiné deveria comparticipar nas despesas decorrentes do tratamento hospitalar dos doentes vindos da Guiné, mas este “país” nunca cumpriu as suas obrigações financeiras.
Como se isso não bastasse, muitos governantes escudam-se na nacionalidade portuguesa para se poderem deslocar a Portugal e ao espaço da União Europeia, quando precisam dos cuidados médicos ou tratar dos assuntos pessoais. Mesmo assim não têm escrúpulo de falar de Portugal como se fosse uma “república das bananas”, situada ao mesmo nível da Guiné-Bissau. É pena que neste país qualquer pessoa julgue poder ser ministro ou Presidente da República, mesmo não possuindo perfil ético e competências para exercer cabalmente esses cargos.
Como cidadão português e guineense de origem, sinto-me indignado com as ofensas indecorosas proferidas contra o Presidente da República, prof. Cavaco Silva, e o ministro dos Negócios Estrangeiros, dr. Rui Machete, por quem não tem idoneidade moral e preparação política para representar o humilde e honroso povo guineense.
Por isso venho, em meu nome próprio e no da comunidade imigrante guineense, que tenho servido com toda a dedicação e que, por sua vez, tem contribuído através das suas remessas para ajudar o país de origem, manifestar publicamente o nosso repúdio pelos insultos contra os dois altos dignatários da Nação e, ao mesmo tempo, mostrar-lhes também a nossa solidariedade na defesa da causa comum.
Convenhamos que tanto o povo como a comunidade guineense em Portugal não se revêem nas condutas desviantes dos salteadores do poder que está na rua e queremos manter os laços históricos com o povo português independentemente das politiquices dos (des)governantes do país de faz de conta.
Com os seus irresponsáveis e criminosos actos a soldo de algum dinheiro, só têm causado enormes prejuízos ao país e à diáspora guineense em Portugal, bem como àqueles que se servem de Portugal, provenientes de outros países, para viajar até à Guiné e vice-versa.
Portugal é o país que mais tem ajudado a Guiné desde a independência até hoje e tem sido o lobby da Guiné junto da comunidade internacional.
Dirigente da Associação Guineense de Solidariedade Social"
No dia do medo
Este discurso devia ter sido lido no dia 12, mas com as ameaças...foi cancelado. Agora todos podem ler:
"Apelo
É chegada a hora de dizer basta!
A 11 de Abril de 2012 tínhamos um Governo eleito e legitímo!
A 11 de Abril de 2012 tínhamos um Presidente da República interino e legítimo!
A 11 de Abril de 2012 a composição da Assembleia Nacional Popular reflectia a vontade do povo!
A 11 de Abril de 2012, após o fim da primeira volta das eleições presidenciais, e na véspera do arranque da segunda volta da campanha eleitoral, Carlos Gomes Júnior, candidato do PAIGC, estava a frente na corrida eleitoral, com 49% dos votos validados e reconhecidos pela comunidade internacional.
Se este processo não tivesse sido interrompido pela força das armas e em nome de interesses sectários de uma minoria, hoje, dia 12 de Janeiro de 2014, a Guiné-Bissau estaria seguramente diferente. E para melhor.
Com um Presidente eleito, em sufrágio universal e directo.
Com um novo Governo, legítimo e eleito pelo Povo.
Com uma ANP legítima e legitimada pelo Povo.
Antes de falarmos da Guiné-Bissau, dos guineenses e do nosso futuro, permitam-nos umas breves palavras de indignação relativamente ao que tem sido o comportamento de alguns militantes do PAIGC. É com desânimo e pesar que assistimos à forma como o Partido se tem comportado nos últimos meses. Não nos entendemos para a realização do próximo Congresso.
Partidários de candidaturas à liderança deste nosso grande Partido têm tido comportamentos que em nada respeitam a memória do nosso saudoso fundador Amílcar Cabral.
Não respeitamos a actual liderança que só cessa funções na próxima reunião magna e que, por vicissitudes conhecidas por todos, está impedida de regressar à Guiné-Bissau.
Guineenses!
Que ensinamentos nos legam a nós, juventude partidária?
Como compreender esses comportamentos e as lutas de poder e cisões criadas?
Em nome de quê? Ou de quem?
Guineenses!
Digo-vos isto, com toda a certeza. Se o Presidente do Partido estivesse aqui ao nosso lado, nada destes comportamentos indignos de nós próprios teriam lugar.
Por isso vos digo. Devemos olhar para o passado, viver o presente, mas não ter medo do futuro.
Temos de ter um PAIGC unido, em face dos desafios que se avizinham.
As próximas eleições, apesar de decretadas por um Presidente e governo ilegítimos, são vistas por nós, jovens guineenses, como a última oportunidade para acabar com esta vergonha que se tornou este processo, conduzido mais por interesses pessoais do que por quem deveria zelar pelo interesse de todos os guineenses. Vemos com alguma desconfiança o desenrolar de todo este processo eleitoral.
Guineenses!
Lanço aqui algumas perguntas:
• Acreditam na idoneidade do processo de recenseamento?
• Quantos de vós já se registaram?
• Quantos dos vossos parentes e amigos nas tabancas sabem sequer deste processo?
• Quem já não ouviu falar de fraudes, atrasos e ameaças no recenseamento?
• Quem já não ouviu falar em dinheiro e favores que passam de mão para mão?
• De supostos políticos que avançam ou não, como se de um negócio se tratasse?
• Como acreditar que, com todas estas dúvidas, estaremos perante um processo eleitoral livre, justo e transparente?
• Como garantir eleições livres, transparentes, justas e inclusivas sem liberdade de expressão e manifestação? Sem imprensa livre?
• Como pode Carlos Gomes Júnior regressar se tudo estão a fazer para impedir o seu regresso?)
• O que receiam e de quem têm medo?
Todos e cada um de nós sabe a resposta a qualquer uma destas perguntas. Neste contexto, o que vale a nossa opinião?
Medimos todas e cada uma das frases aqui ditas. Todas as perguntas formuladas são fruto de uma indignação geral que atravessa a sociedade guineense em geral e os jovens em particular.
Guineenses!
Todos nós tememos e devemos temer. Todos nós conhecemos as ameaças que pairam nas sombras que se movem após o crepúsculo.
Todos nós conhecemos, amigos e familiares que foram arrancados dos seus leitos, de suas casas, por pessoas que envergonham a sociedade guineense. Todos nós corremos riscos.
Mas é chegada a hora de dizer basta!
Guineenses!
De Bissau para todos os guineenses, de Bissau para a diáspora, de Bissau para o mundo, lançamos aqui o apelo e o desafio à comunidade internacional:
Vocês, comunidade internacional exigem eleições livres, transparentes, justas e inclusivas.
Vocês, comunidade internacional, disponibilizaram meios financeiros e materiais para o processo eleitoral em curso.
Mas vocês, comunidade internacional, estarão a acautelar o que defendem?
Findo o processo de recenseamento, vão dizer que decorreu sem precalços?
Que foi justo, transparente e inclusivo?
Vão dizer que estão reunidas as condições de segurança e liberdade para que todos os guineenses que queiram voltar, votar e ser candidatos podem fazê-lo?
Quais as garantias concretas que nos podem apresentar, a nós, guineenses, que ansiamos por um País próspero, com estabilidade política e em Paz?
Da nossa parte, temos uma certeza. Sabemos que Carlos Gomes Júnior vai regressar. Mas também sabemos que há receios e forças que tudo farão para impedir o regresso inevitável deste filho da Guiné-Bissau, mesmo que isso implique continuar a adiar as eleições gerais e prolongar o sofrimento do nosso Povo.
Por isso desafiamos e exigimos a quem de direito que nos informem quais as medidas concretas já tomadas para que a campanha eleitoral decorra com a normalidade democrática necessária, com imprensa livre e com liberdade de manifestação.
E que, finda a campanha, que as eleições possam acontecer também num clima de liberdade e segurança para que sejam reconhecidas por todos, guineenses e comunidade internacional, como livres, transparentes, justas e inclusivas.
Mas todos sabemos que a Guiné-Bissau vive num clima permanente de instabilidade.
Por isso perguntamos:
• Findo o processo eleitoral, reconhecidos os novos titulares de soberania guineense e aceites os resultados, que garantias temos que este novo Governo e novo Presidente ficarão nos cargos até novo golpe de Estado?
• Que garantia temos que a história não se repetirá?
Guineenses!
Para concluir, lançamos este apelo:
• Garantias de maior celeridade no processo de recenseamento, que se pretende transparente e inclusivo;
• Garantias de liberdade de expressão, manifestação e reunião de todo e qualquer guineense;
• Garantias que Carlos Gomes Júnior poderá regressar brevemente e em segurança para votar e ser candidato, retomando o caminho iniciado e interrompido pelo golpe de 12 de Abril de 2012;
• Garantias de eleições livres e justas, reconhecidas não apenas pelas autoridades nacionais, como pela comunidade internacional;
A Guiné-Bissau não pode perder mais tempo!
Apelamos, por isso, o retorno à ordem constitucional, o respeito pelos Direitos Humanos e Liberdade de Expressão para podermos dizer de viva voz o que pretendemos: o regresso de Carlos Gomes Júnior, Presidente do PAIGC, à Guiné-Bissau.
Brigadeiro Abel Djassi"
terça-feira, 14 de janeiro de 2014
Ensaio sobre o adeus
Ditadura do Consenso está a chegar ao fim. Muito obrigado a todos os que fizeram deste blog, o mais lido nos países africanos que falam o português, e um dos mais lidos de África. Tudo o que começa tem, forçosamente, que ter um fim. Foram muitos anos de inquestionável dedicação. Paguei com o meu corpo, mas não quero pagar com a minha vida. Ela vale mais, muito mais.
Milhares de textos, centenas de trabalhos investigativos, só podem dar nisto: um livro. Ditadura do Consenso - o livro, está a chegar. Uma palavra de apreço e um abraço fraterno, vão para todos aqueles que me acompanharam desde a primeira hora, até aos dias de hoje. Há razões mais fortes para esta tomada de decisão e que ficam só para mim. Sinto que nunca mais terei um blog. Valeu. António Aly Silva
Um delinquente na cidade dos arcebispos
O porta-disparates do 'governo golpista de transição' continua a fazer das suas. Agora, esteve em Braga para falar aos empresários sobre a "realidade da Guiné-Bissau e oportunidades de negócios no país". As oportunidades de que fala o Vaz, presumo eu!, devem ter, também, com o tráfico de drogas!!! A realidade, essa, mete dó...
Acontece que o dodot baixou a bolinha desta vez, e quase baixou as calças aos jornalistas quando abordado... Nhu Vaz sabe que, com eles no poleiro, a TAP jamais aterraria em Bissau - a TAP sabe o que lhe espera em Bissau com aquela corja de bandidos que assaltou o poder: confiscariam o avião e talvez o Vaz abra sua boite "O Avião".
Que isto fique claro: qualquer empresário que investir na Guiné-Bissau corre riscos que nem em sonhos poderia imaginar. Perderá tudo: porque este é um governo de delinquentes, um governo ilegítimo, em suma: um governo de bandidos. Um governo que fez da droga o seu pequeno-almoço, almoço, lanche, jantar e ceia. Um governo que, à falta de reconhecimento internacional, trafica seres humanos para a Europa. Leiam AQUI os disparates do porta-kundok. AAS
segunda-feira, 13 de janeiro de 2014
Doka: Tu não és meu irmão (que eu saiba...), não sou teu amigo, nunca bebi sequer um café contigo, não te conheço sequer. Não sei nada da tua vida e nem me interessa para nada. Não te falei e nem penso em faze-lo. Eu dou-me com quem eu quero e contigo nada quero. Não temos sequer assunto para falar quanto mais discutir!!! Quero lá saber se andas aos beijos na boca com o progresso nacional, ou internacional?! Deixa-me em paz e tira o meu nome e do meu blog da tua boca. É um pedido apenas. AAS
Aprender, aprender; aprender sempre...: As pessoas lêem mas não entendem patavina do que leram: Em nenhum momento, no texto sobre as sinistras reuniões do António Indjai por causa do Cadogo, vem a dizer que as mesmas tiveram lugar em BISSAU. Nem uma única vez...foda-se! Semi-analfabetos da merda. Dá nisto quando só se leu o tio Patinhas...AAS
Guiné-Bissau de fora na Cimeira UE-África
Bruxelas já fez todos os convites para a Cimeira União Europeia-África, em abril. Guiné-Bissau só será convidada se até lá formar um Governo reconhecido por Bruxelas. Guiné-Bissau só será convidada se o Presidente interino Manuel Serifo Nhamadjo, der garantias de formação de um governo legítimo.
A União Europeia não convidou a "Guiné-Bissau, Madagáscar e a República Centro-Africana para participarem na Cimeira União Europeia - África, que se realiza em Bruxelas, a 2 e 3 de abril, porque estes países estão suspensos pela União Africana. Além disso Bruxelas não reconhece" os Governos que atualmente estão no poder, disse ao Expresso fonte da União Europeia.
"Se daqui até à data da cimeira a situação destes países evoluir de forma positiva, poderão vir a ser convidados", para a reunião de 2 e 3 de abril.
Na Cimeira UE-África têm assento todos os 28 Estados-membros da União Europeia e mais de cinquenta países da União Africana, à exceção da República Saharaui, que Bruxelas não reconhece como Estado independente.
Na cimeira ao nível de chefes de Estado ou de Governo participam como observadores países que tenham relações com África - como é o caso dos EUA, China e Japão, entre outros - e organizações como as Nações Unidas, o Banco Europeu de Desenvolvimento e o Banco Africano de Desenvolvimento
A primeira cimeira União Europeia/África teve Portugal como um dos principais promotores e realizou-se em 2000, no Cairo, altura em que as duas partes expressaram o empenho em criar as condições para dar uma nova dimensão às relações entre os dois continentes.
A segunda realizou-se em Lisboa, em 2007, e permitiu equilibrar as relações entre África e Europa, avançando-se das tradicionais doações para um sistema de parceria económica, de forma a enfrentar os novos desafios e as novas oportunidades geradas pela globalização da economia. Expresso
ELEIÇÕES(?) 2014: Espanha
Nota informativa No 2 de la comisión electoral de Espanha.
Se le informa a los Bissau Guinienses que dentro del proceso de censo electoral que se está haciendo en Madrid, que el próximo miércoles 15 de enero de 2014 la comisión estará en el barrio de Lavapiés a partir de las 15 horas (3 de la tarde). El próximo viernes 16 de enero de 2014, la comisión estará en la Cuidad de Alcalá de Henares todo el día, en un local aún por determinar.
Pedimos a todos los que residen en el corredor de henares que se acerquen a Censar. Los residentes en Madrid y cercanías pueden hacerlo en la Calle Goiri 11, Metro Estrecho, que es donde está la oficina del Censo.
Desde el sábado 18 hasta el 22 de enero la comisión estará en Bilbao para censar a todos los residentes en el norte de Espanha.
Comisión de elecciones Espanha
Se le informa a los Bissau Guinienses que dentro del proceso de censo electoral que se está haciendo en Madrid, que el próximo miércoles 15 de enero de 2014 la comisión estará en el barrio de Lavapiés a partir de las 15 horas (3 de la tarde). El próximo viernes 16 de enero de 2014, la comisión estará en la Cuidad de Alcalá de Henares todo el día, en un local aún por determinar.
Pedimos a todos los que residen en el corredor de henares que se acerquen a Censar. Los residentes en Madrid y cercanías pueden hacerlo en la Calle Goiri 11, Metro Estrecho, que es donde está la oficina del Censo.
Desde el sábado 18 hasta el 22 de enero la comisión estará en Bilbao para censar a todos los residentes en el norte de Espanha.
Comisión de elecciones Espanha
NOTÍCIA DC: Escândalo na emissão de passaportes em Portugal
Parece anedota, mas é a mais pura das verdades. Uma lei oficiosa do poderosíssimo director da INACEP (a falida Imprensa Nacional, EP) Vitor Cassamá, reza o seguinte: os pedidos de passaportes processados na embaixada da Guiné-Bissau, em Lisboa...devem viajar até Bissau.
E lá chegados, das duas uma. Ou metem o seu pedido na gaveta, ou o poderoso Vitor imprime os passaportes que lhe apetecer. Depois, bom...depois é tentar conseguir um portador para trazer os passaportes para Lisboa e entrega-los na embaixada...É assim o Estado da Guiné-Bissau. Com as torneiras fechadas, Bissau faz de tudo para a entrada de dinheiro fresco... AAS
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