quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Desagrado


Boa tarde, Aly!

Estive há pouco a ler as publicações no blog e reparei que a minha delineação (sobre Portugal) já não se encontra online! Contudo, estou ciente que o Aly não me deve satisfação nenhuma e nem a qualquer outra pessoa sobre as publicações no blog. Mas fiquei mesmo triste e achei estranho que o Aly resolvesse desfazer-se dessa minha opinião.

No entanto, a consideração que tenho por si não altera minimamente, porque para mim o Aly já é um herói nacional e estou convicto que após a resolução dos actuais problemas do país, será galardoado com um prémio internacional, já para não exagerar e falar do Prémio Nobel da Paz, que bem mereceria!

Entretanto, na minha modesta opinião, acho que o futuro da Guiné-Bissau passa pela profunda renovação, não só nas Forças Armadas, assim como na classe política guineense. E a minha sugestão vai no sentido de solicitar o Aly que incentive os jovens quadros guineenses a encarar seria e activamente a vida política, fazendo parte das máquinas partidárias dos actuais partidos existentes (porque julgo não fazer sentido termos mais partidos políticos e, se vejamos, os canais de comunicação já se encontram todos “tomados”.).

Todavia, a minha sugestão deriva da profunda tristeza que me abala por ver deputados mesquinhos e sem iniciativas relevantes a fazer parte da Assembleia Nacional e a ‘tomar decisões fatais’ para o país!

Portanto, se nos afastarmos todos da política só porque não pretendemos fazer parte de uma organização viciada em ‘corrupção’, isso pode tornar-se fatal para a Guiné-Bissau! Havemos de nos infiltrar nesses partidos políticos, mantendo o nosso carácter e a nossa idoneidade moral, no sentido de os tentarmos renovar com vista a termos políticos competentes e capazes de contribuir, quer como governo quer como oposição, para um futuro sustentável da nossa querida Pátria Amada.

Um bem-haja,

Manuel Ernesto Tavares

O golpe final


O golpe de 12 de abril foi o prêmbulo de uma saga de maquiavelismo e de morte perpetada e levada a cabo por uma minoria em armas contra uma maioria que clama e reclama democracia. A encenação do golpe de 21 de outubro passado, foi outro engrediente do acto da comédia sanguinaria que se esta vivendo actualmente na nossa pobre e desamparada Guiné-Bissau.

Segue-se aos dois acontecimentos acima, a entrevista radiofônica concedida pelo intelecto-golpista, porta voz do Comité Militar, Daba Na Walma em que indicava aos seus apaniguados golpistas qual o caminho e o passo a dar a seguir com vista ao Golpe Final. Publicamente e sem pejo algum, o porta-voz do Comité Militar, instruiu os seus parceiros no golpe de estado, no sentido de se considerar a ANP absoleta para a situação actual que se vive no pais, porquanto, ela é, um «orgão de meras contradições e sem soluções para o pais» e como tal, "devia ser dissolvida e substituida por um Conselho Nacional de Transição". A missa foi dada no momento oportuno, então caberia seguidamente os subditos politicos cumprir as ordens dos mestres da situação.

Assim, um improvisado e inusitado «Forum de partidos politicos» surgiu à ribalta para dar voz e corpo ao plano delineado pelos militares. Esse tal «Forum de Partidos Politicos» cuja primeira emanação surgiu logo apos o golpe de estado, não é, nada mais, nada menos, do que uma fachada de cobertura à militarização politica do pais pelo PRS, a qual se associaram parasitariamente quase uma quinzena de micro-partidos, a maioria deles, sem sede e alguns mesmos sem militantes sequer, a não ser os proprios dirigentes, nalguns casos constituido unicamente de pessoas da mesma familia. Cereja sobre o bolo, Artur Sanha surge à cabeça como porta-voz, numa cacofônica conferência de imprensa, vir anunciar, seguindo as instruções dos seus patréoes militares, a «caducidade da ANP», a «exclusão do PAIGC de qualquer eventual participação num governo de unidade nacional»..., entre outras barbaridades sem nexo, senão baboseiras de uma mente invadida e perdida pela deriva do poder.

Relembre-se ao Artur Sanha e os seus patrões e comparsas golpista, de que, a ANP, não se extingue tout court, pelo fim da legislatura para que foi eleita. Ela mantém-se me funções, funcionando esse orgão nos intervalo de nova eleição, através da sua Comissão Permanente até eleição e a tomada de posse dos novos deputados saidos das novas eleições legislativas. Portando, essa caducidade so existe na mente e nos manuais golpistas de Bissau.

Assim, ligando os factos, é de elementar conclusão de que, a saida em força do porta-voz do « Forum » não é mais do que a voz da cobertura politica de um golpe de estado maduramente concebido e acordado entre os militares e o PRS, sob orientação e liderança respectivamente de, Antonio Injai e Kumba Yala. Esse plano estava ha muito urdido por estes dois protagonistas, que por um lado, visam desestructurar e aniquilar politicamente o PAIGC e por outro, assumir de facto na plenitude o poder por via desse plano politico militar delineado e posto à execução pelo duo Comando Militar/PRS.

Sabia-se de antemão de que, tanto a CEDEAO, assim como o actual governo de transição não tinham condições nem interesse na realização da propalada eleições gerais. Deixou-se correr o tempo, e foi-se amuderecendo o plano do assalto ao poder com a complacência e cumplicidade da CEDEAO. E evidente de que, quer os militares, quer a sua ala politica, o PRS, nunca estiveram interessados na realização desse pleito democratico, pois estão conscientes de que têm, mais garantias de governar pela força e pela via do golpe do que, através de um processo democratico. O Povo esta enjoado e enojado dos militares e do PRS que, por mais trafulhices que possam fazer não teriam a minima garantia de ganhar... mesmo batotando. Assim, o caminho mais facil e o que têm à mão: a força das armas e cumplicidade da CEDEAO para de transito em transito se perpetuarem no poder e tribalizar o pais.

Com essas declarações sequêncialmente em harmonia desses actores da nossa desgraça, estamos perante o assalto final do poder pelos militares balantas e o PRS na Guiné-Bissau.

Esse plano de assalto do poder, consumar-se-a da seguinte forma:

A criação de um Conselho Nacional de Transição (CNT) com um mandato incial de dois anos e em que o PAIGC seria excluido (a meu ver, nem devera nunca participar nessa trama) ;
A nomeação de um novo Presidente de Transição cuja escolha recairia irremediavelmente sobre Kumba Yala, permitindo-lhe « concluir » o seu mandato de dois anos interrompidos pelo caricato golpe militar de 2003. Mandato esse interrompido que, que os militares balantas nunca perdoaram ao malogrado Verissimo Correia Seabra que acabou por pagar com vida essa ousadia;

Ao Serifo Nhamadjo (sabendo-se que quase de certeza recusara) sera proposta a chefia do CNT (orgão desprovido de poderes, pois o poder sera exercido entre AI e KY), para novamente encobrir a balantização do golpe;

O Primeiro Ministro seria ora Artur Sanha, ora Malam Sambu (braço direito e financeiro-môr de KY). Este posto é que dara mais problemas entre os dois homens fortes e cuja possivel saida, podera passar em ultima instância pela escolha de um pau mandado saido dos dissidentes dos PAIGC;

A formação do governo de transição, incluindo Ministérios e Secretarias de Estado, sera composto em 80% pelo PRS e os restantes 20% serão divididos pelos unhas de fome dos micro-partidos e alguns dissidentes do PAIGC que não podem viver fora da esfera do poder;

A transição inicialmene prevista para dois anos (para colmatar o mandato interrompido de KY) durara para além desse periodo, desde que consigam manter o apoio da CEDEAO, particularmente da Nigéria (pais mais interessado a par do Senegal na manutenção do status quo na Guiné-Bissau), assim como dos proventos do narcotrafico e de grupos mafiosos que estão interessados e desejosos de instalarem os seus centros de negocios obscuros nesse pais entregue ao desmando e aos fora-de-lei dos militares e mercê de um tribalismo crescente e sanguinario.

Perante este cenario que esta prestes a se consumar e, na hipotese remota de a CEDEAO não ser conivente neste golpe final à democracia, atrevo-me a perguntar, qual sera a reacção dessa organização, visto que, tanto o Presidente, assim como o Governo por eles impostos, em nenhuma ocasião cumpriram com as recomendações saidas dos seus orgãos de decisão e em nenhum momento se dignaram cumprir os engajamentos assumidos para o periodo de transição. Senão vejamos :

- O Governo imposto pela CEDEAO nunca aceitou a abertura do dialogo à principal e maioritaria força politica do pais, o PAIGC, recusando sistematicamente a sua inclusão em todos os processos delineados para a saida da crise ;

- A ANP, devido a recusa intransigente de Ibraima Sory Djalo, mantem-se bloqueada até a presente data, negando este descarada e abusivamente a seguir as recomendações dos Chefes de Estado da CEDEAO no sentido de se realizarem eleições para a Mesa desse orgão que eles entenderam perservar para levar a cabo as «reformas legais» indicadas na roteiro para a saida da crise ;

- Os militares, em algum momento aceitaram recolher às casernas e deixar de se imiscuiemr em assuntos politicos e, pelo contrario mais intervêm, mandando no Presidente Interino, no Governo de Transição e impunemente vão matando, torturando e prendendo indefesos cidadãos ao minimo gemido de discordância com os seus desmandos de poder ;

- As tropas da CEDEAO, néao passa de uma bosta no pasto, pois nada fazem e nunca conseguiram se impôr para proteger os cidadãos e as instituições do pais, face a brutalidade e desmandos dos militares. Mais parecem caucionadores da saga sanguinaria que se abate contra o Povo da Guiné-Bissau, pois assistem impavidos e serenos as séries de assassinatos, raptos, espancamentos, torturas e prisões arbitrarias de politicos e cidadãos... sem mugir nem tussir ;

Porém, a aceitar essa mosntruosidade politica que se apronta, associada às desfeitas e falta de seriedade ja suficientemente demostrada pelos militares e o PRS (reais detentores do poder na Guiné-Bissau) nesse malfadado processo de transição, essa organização esta a pôr seriamente em causa a sua credibilidade e, inevitavelmente, os niveis de confiança do Povo Guineense em relação a esta organização tocara o fundo do descrédito, caso não ponham fim a este plano maquiavélico e ignobil.

A ser assim, forçosamente so restara à CEDEAO a porta da saida pequena, deixando espaço a outros actores, mais habilitados, mais sérios, mais coerentes, desinteressados e realmente interessados em resolver os problemas do Povo da Guiné-Bissau.

Sendo assim também, a União Africana (UA) e as Nações Unidas, não poderão ficar calados, assobiando para o lado e deixar o Povo Guineense entregue a dois loucos desvairados e a uma bicharada de gente que so sabe roubar e matar em nome de um militarismo tribal cego e sectario.

Apolinario Gilvêncio Silva

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Muito obrigados a todos! AAS

Guiné-Bissau: Ramos Horta acompanha com "preocupação"



 
"Eu continuo a seguir a evolução da situação na Guiné-Bissau com muita preocupação, mas também com muita compreensão", afirmou à agência Lusa José Ramos-Horta. O antigo Presidente timorense falava no aeroporto Nicolau Lobato antes de viajar para Singapura e onde ainda esteve reunido com o Presidente interino deposto guineense, Raimundo Pereira, que hoje chegou a Timor-Leste para uma visita de trabalho de dois
dias. "Conheço muito bem a Guiné-Bissau, mas pouco mais posso dizer além de manifestar solidariedade e simpatia", afirmou José Ramos-Horta, disponibilizando-se para ajudar directamente ou indirectamente na resolução da crise que o país vive desde 12 de
Abril.  

A 12 de Abril, na véspera do início da segunda volta para as eleições presidenciais da Guiné-Bissau, na sequência da morte por doença do Presidente Malam Bacai Sanhá, os militares derrubaram o Governo e o Presidente. A Guiné-Bissau está a ser administrada por um Governo de transição, apoiado pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), que pretende realizar eleições no país em Abril do próximo ano. A maior parte da comunidade internacional, incluindo a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), não reconhece as novas autoridades de Bissau. 

"Tudo o que as autoridades no terreno na Guiné-Bissau necessitarem da minha parte, tudo o que o Governo legítimo e as Nações Unidas necessitarem da minha parte, tudo o que possa contribuir directa ou indirectamente farei, é só uma questão de ver em
que as áreas em que Timor possa ajudar", acrescentou o antigo Presidente timorense. Raimundo Pereira viajou acompanhado do chefe da diplomacia guineense deposto, Mamadu Djaló Pires, e deverá ser recebido ainda pelo novo Presidente timorense, Taur Matan Ruak.

Parabéns ao Aly, que hoje fez 46 anos!!!


 
Meu amigo Aly,

Desejo-te, do mais profundo de mim mesmo, que esta data se repita por muitos e bons anos, na companhia de quem mais queiras e no local onde MELHOR TE SINTAS.
Tudo de bom para ti e para os teus.
Um grande abraço.
J.Dias
Braga

Tiros na fronteira


Registou-se ontem uma forte troca de tiros entre as forças armadas da Guiné-Bissau e as forças do MFDC, na zona de N'Pack, fronteira norte com o Senegal. Estes confrontos comprovam o envolvimento efectivo das nossas tropas ao lado das forças armadas senegalesas. Mais um problema para a Guiné-Bissau, a contento do Senegal... AAS

Assaltos


Homens armados irromperam na noite de segunda para terça-feira na aldeia de Simbandi Balante, no departamento comunal de Goudomp. Esses elementos supostamente pertencentes ao Movimento das Forças Democraticas da Casamance (Mfdc) pilharam lojas e obrigaram cerca de dez jovens da localidae a transportarem os produtos do roubo em direcção à fronteira com a Guiné Bissau. Foi por volta das 01h de madrugada que um grupo de cerca de cinquenta homens armados penetraram na referida aldeia, tomando como alvo do assalto as lojas, vulgo boutiques que pilharam sem contenção. Segundo as vitimas, os assaltantes dividiram-se em dois grupos a fim de levarem a cabo os seus intentos, sem no entanto dispararem um so tiro evitando assinalar a sua presença no local.

O exercito acantonado nas proximidades da aldeia, beneficiando de reforços militares vindo de Samine apos denuncia de populares acabaram por intervir afuguentando os assaltantes que como tem sido habito desapareceram na noite sem deixar rastos.

Como tem sido habito, essas operações, aparentemente levados à cabo por elementos do MFDC são normalmente associados pelas autoridades senegalesas à Guiné-Bissau, ora por alegarem, que frequentemente os assaltantes se refugiem no nosso territorio, ora por associarem elementos do nosso exercito a tais acções de puro banditismo fazendo-se passar por elementos dessa força de resistência do sul do Senegal.

Ninguém Está  Acima do Interesse Nacional


Num país como a Guiné-Bissau, cheio de divisões e antagonismos muitas delas artificiais, criadas e alimentadas por pessoas com ambições desmedidas, é da responsabilidade de um Governo sério estabelecer pontos de cooperação e contactos com os sectores mais activos da sociedade, procurando construir uma ampla frente de luta contra o subdesenvolvimento, em vez de os votar ao ostracismo, tentando isolá-los ou mesmo diabolizá-los.  
 
As consequências desta postura traduziram-se no acentuar da existência de uma “espécie de Estado”, a funcionar em regime de self-service em que tudo está à venda ao desbarato, desde os recursos naturais a ilhas, passando por aeroportos e pistas de aviação, deitando-se para trás das costas os acordos internacionais ambientais subscritos pelo nosso país e que são, ainda, uma das maiores fontes de prestígio no estrangeiro.
 
As enormes quantidades de droga que atravessam diariamente a Guiné-Bissau suscitam o interesse e envolvimento dos mais variados sectores da sociedade, chegando mesmo a envolver insuspeitos responsáveis, alguns deles estrangeiros, para além das forças que supostamente deveriam desmantelar as redes e os que a nível judicial deviam punir exemplarmente os narcotraficantes.
 
O envolvimento de governantes, militares, juízes, políticos, empresários e simples cidadãos, é facilmente identificável através do surgimento de súbitos sinais exteriores de riqueza, injustificáveis à luz dos empregos e receitas de que auferem legalmente.
 
Igualmente se recorre à prática de sujar o nome de todos, mesmo os que mais denunciam e combatem o tráfico de droga criando a imagem na opinião pública de que afinal todos são corruptos e todos estão envolvidos no sistema, subentendendo-se que não vale a pena ter uma postura de seriedade, antes sendo mais inteligente juntar-se à droga e dela aproveitar.
 
A passividade das organizações internacionais especializadas ajuda a reforçar este sentimento de impotência, mais parecendo que aguardam que o controlo do aparelho de Estado pelos carteis da droga seja total, para logo sair a clamar que se está perante mais um Narco-Estado e que nada há a fazer. Afinal por onde andaram durante este tempo todo?  
 
No meio deste quadro preocupante da evolução de um “país forjado na luta”, é reconfortante assistir-se o papel que a Liga  Guineense dos Direitos Humanos  tem asumido na liderança intransigente do combate à impunidade, à corrupção e à violação dos direitos humanos, readquirindo o prestígio e a força de outrora. Assim os parceiros externos tenham a capacidade de o compreender e a consciência da importância de se solidarizarem com ela, contribuindo para aumentar o espaço de intervenção da sociedade civil.

Adão Nhaga

Costa do Marfim: Governo caiu


Alassane Ouattara anunciou a dissolução da sua equipa governamental, no decurso de um Conselho de Ministros, surpreendendo tudo e todos, porquanto nenhum rumor deixava transparecer profundas discordias no seio dos Houphouétistes.

Contradições no seio da Coligação dos Houéphouétistes para a democracia e a paz (RHDP) estão no seio dessa dissolução governamental. Essa Coligação é composta, entre outros partidos pelo RDR de Alassane Ouattara, o PDCI de Henri Konan Bédié e dois outros partidos menos importantes. O presidente Ouattara ao que parece não dissolveu o governo como sanção ao trabalho desenvolvido pelos membros do seu governo. Parece sim, que ele dissolveu o governo pelo facto de entender de que a solidariedade no seio fa aliança não correspondia as suas expectativas. Efectivamente, ontem, no decurso do voto de uma lei sobre a reforma do casamento, os deputados da RHDP que não pertencentes ao RDR do presidente Ouattara, votaram contra o texto em questão.

A recusa de adoptar esse projecto de lei, apoiada pelos lideres dos partidos politicos do RHDP foi o a gota de agua que fez transbordar a coligação, segundo um comunicado tornado publico pela presiência ivoiriense. Esse facto fez com a Presidência ivoiriense estima-se que era necessario rever os termos dessa aliança. O Presidente Alassane Ouattara esta actualmenet em contacto com os membros das formações politicas do RHDP para a composição de um novo elenco governamental, sendo possivel que os mesmos ministros mantenham os seus postos, pois trata-se antes de mais de um problema interno da aliança no seio da aliança, facto que podera ser resolvido através de um compromisso politico.

Porém, segundo meios bem informados, a decisão de dissolver o governo, ao que tudo indica, parece monstrar que o ambiente não é perfeito no seio do RHDP e ele podera deteriorar-se ainda mais aquando da escolha dos candidatos para as eleições municipais que tera lugar no inicio do proximo ano. Um facto particularmente notado, é que essa dissolução deu-se na altura em que o todo poderoso Presidente da Assembleia Nacional, Guillaume Soro esta de viagem em visita oficial na Austria, ele que costuma ser ouvido em todas as questões com preponderância politico militar na Costa do Marfim. BBC Afrique

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Tirar lições


Acho que pode servir para publicação.

Vamos lá olhar com a lupa esse artigo intitulado “Alta-tensao nos meios politico militar”. Não para criticar! Mas para tentar melhor compreender e, se possível, procurar entender o perfil de algum meio ou de certos indivuduos da nossa Guiné-Bissau.

A primeira coisa que devemos nos lembrar  é que a Guiné-Bissau vive e se entretem de rumores. Sem invalidar o velho ditado: “onde há fumo, há fogo!” que aliàs o país sistematicamente dá força de verdade por confirmá-lo quase sempre, sobretudo a partir do golpe de estado de 14 de Novembro de 1980 com o assassinato e asilo de pessoas responsáveis pelo segredo de estado e a decapitação do sistema até aí montado pelo PAIGC. A partir dessa data, até o cãozinho de quem manda conhece segredos do estado. Isso dá fama, torna importante o bajulador e qualquer outra pessoa a roda do poder. Mas, mostra as fragilidades do poder que deste modo se foi arrastastando sem rumo pelas ruas esborracadas da capital. Todos sabemos, que não precisamos ser ministros, jornalistas ou militante de primeira linha de um partido para ter acesso a informação importante senão capital para o desenrolar de qualquer que seja o assunto no país. Assim vai a Guiné-Bissau...

O primeiro paragrafo desse artigo informa sobre a tensão nos quarteis e nos meios politicos: o estado de nervosismo, de perca de controlo e as alas a querer subir enquanto tenta fazer descer outras. É nisto que estamos desde há uns trinta anos. As alas que podemos interpretar por alianças momentaneas sobre bases deslizantes resultaram no 14 de Novembro, no 17 de Outubro, no surgimento de alguns partidos politicos, como o próprio PRS, ou na constituição de alguns governos, na questão da tráfico de armas e o 7 de Junho e  mais outros acontecimentos que se seguiram e, só nossas, sucedendo sucessivamente e sem cessar! Portanto não há novidade!

Em todos esses “eventos” houve sempre uns sacrificados, uns que ascendem ou resistem com o tempo, dependendo da capacidade estratégica de estar com esta ou com aquela ala fazendo o “matchundade” e o malabarismo aqui e acolá mas com fito bem claro: sobreviver no circulo das decisões e quiçá, nos tempos actuais, amealhar dinheiro.

Pareceu-nos que o engenheiro Serifo Nhamadjo era uma pessoa lúcida até ouvi-lo dizer, numa dessas emissões televisivas de campanha eleitoral que o falecido presidente Malam Bacai Sanhá (e sua ala ou vice versa – é a mesma coisa) o teria desejado como seu sucessor e, até ter sido nomeado Presidente da República pelos senhores supremos da CEDEAO. Tudo isso, também, como resultado de existência de alas no seio do PAIGC, de conflitos mal resolvidos, de indisciplina partidaria e do contexto no qual esse partido vive há muito e que o levou ao leilão após o sete de Junho. Uma coisa o senhor Presidente de Transição deve saber: “kim ku djunta ku purku farel ki ta kumé”.

Não vale a pena resmungar ou ripostar, pois o senhor Presidente sabe: o outro tinha muito mais carisma, foi chefe deles mas viu a triste e inadmissivel sorte que o coube? De uma coisa estamos certa, o engenheiro homem de paz, esta onde esta para servir quem o colocou lá. Vou lhe lembrar também uma: cagado em cima de uma árvore foi porque alguém o colocou lá. Humilhação? Foi aquilo que a CEDEAO fez com o povo guineense com a sua ajuda também!

Indjai preocupado? Tem faca e queijo na mão! Porque se preocupar? Ele sabe que é o senhor dos céus, da terra, do mar e de tudo o que respira na Guiné-Bissau. Esta mais que provado. E, que a CEDEAO nunca foi solução para nenhum país. E, mais. Os guineenses estão como que anestesiados. Acabou “corta, nanci. Raça banana” ???!

Não vos incito a guerra! Longe de mim tal intenção, já tirei lição do sucedido com o amigo Aly. Os mais lúcidos sabem que sempre é melhor ser “pursumido na gasadjo di guinti” em vez de andar por aí colocando a vida em perigo, como essa de andar a chamar por uma Angola sensata ou pelo proprio Indjai que acudiu e impôs ordem a sua maneira.
Mas constato a falta de liderança e de uma visão estratégica, a avareza pelo poder e, enfim  a pequenez do espírito que acompanham os factos e que finalmente levam a criar, a aceitar e a se conformar com rumores.

Em jeito de conclusão: guineenses aprendam a tirar lições!

Quinha

ÚLTIMA HORA > Raimundo Pereira e Djaló Pires., respectivamente Presidente da República interino e ministro dos Negócios Estrangeiros legítimos da Guiné-Bissau, visitam Timor-Leste a partir de amanhã, quinta-feira, informou hoje fonte da Presidência timorense. A visita será de dois dias. AAS

Pinóquios há muitos...


Um mentiroso - é assim mesmo que lhe vou catalogar - escreveu AQUI que tudo o que disse na entrevista era mentira e que não podia ter saído de Bissau no dia 26 de outubro e...que não há voos diários para Dakar. Quem vive na Guiné sabe que há voos diários para Dakar, no Senegal. Para calar esse pinóquio reproduzo aqui a página do meu passaporte onde tem o carimbo de saída com a data de 26.OCT.2012. E quem ainda assim não ficar convencido, é só visitar a página da Senegal Airlines na internet e confirmar, ou perguntar, se houve, ou não, voo nessa noite e por volta das 23 horas. E mais não digo, tirem as vossas ilações... AAS

viagem

Não resisto a isto


Aly,

É a primeira vez que participo no seu blog, mas acho que eu sou o leitor mais assiduo deste blog. Em tempos publiquei no meu facebook de que és o maior combatente guineense nos ultimos anos. Gostaria que publicasse este meu pensamento.

Nao resisto a isto, ver homens e mulheres a serem mortos, “ Fulepes…” nao resisto ver o meu povo apavorado, nao resisto ver os meus irmaos a fugirem se da Guine! Tenho que falar, tenho que escrever nem que me custe a vida, tenho que exercer as minhas actividades de activista dos direitos humanos. Nao apenas critico do fulano X/Y. Nao resisto aqueles que estao fazendo se de vitamas, vitimando os verdadeiros inocentes! Eh inaceitavel que um grupo de pessoas/militares se extreminem ou comecem a perseguir um povo.

Gostaria que alguns de vos que estao fazendo se de vitmas, criticassem os vossos conteraneos pela maldade que tem feito a este povo indifenso, gostaria que alguns de vos falassem das mortes do General Ansumane Mane, gostaria que questionassem a morte do General Verissimo Coerreia Seabra e ficaria feliz se mostrassem o interesse em saber o porque morrem os outros! tal como o General Lamine Sanha.

Meus caros irmaos, Falam da dor, falam da justica, falam de crimes ocorridos nos ultimos anos. Falam de 17 de outubro, mais falam tambem de Canchungo 76. Porque e que so se falam da morte de general Tagme? Sera que os outros nao sao Guineenses mortos injustamente? Como podem defender um povo que nao vos quer/reconhece? Como podem derrubar um governo eleito duas vezes? sempre com a maoria! Vos que dizeis ser democratas, falam da liberdade que esta sendo inibido a todo um povo! Falam dos politicos executados, cidadaos mortos a sangue frio! Cidadaos idefesos a fugir! Por vos que falam/sentem antigidos com a revolta do povo Guineense. Pelo menos uma condenacao nas vossas paginas do FACEBOOK.

Vamos parar com cinismo e fazer criticas de uma forma lucida! Vamos meditar sobre actual conjuntura politico em que eu acredito e voces tambem devem acreditar de que ainda eh possivel construir uma nacao GUINEENSE! Ainda eh possivel semear a paz! Ainda eh possivel sentarmos numa mesa e dialogar como irmaos, perdoar aqueles que erram. Sera possivel ter uma guine onde todos possam sentir seguros? Onde todos vao se amar e viver em comunhao?

Nao podemos construir a guine na base de etnia, de tribalismo, de medo, nao podemos continuar com esta arrogancia e calunias, nao podemos construir uma nacao se a perseguicao persistir! Nao podemos e nao vamos poder viver em paz, se nao pararem com atrocidades politico/militar. “Cada cussa cu si cussada ma I ta tem si fim, son si deus ca misti ki cata caba! Ma si no pui na um mao I ta caba!”

From: Mendes

Gâmbia nega qualquer envolvimento


O embaixador da Gâmbia na Guiné-Bissau, Abdu Djedju, negou hoje que o seu país possa servir de base ou de apoio a quem queira desestabilizar a Guiné-Bissau, como tem sido sugerido pelas autoridades civis e militares guineenses. O embaixador da Gâmbia falava aos jornalistas após uma audiência com o Presidente de transição guineense, Serifo Nhamadjo, a quem, disse, apresentou cumprimentos pela última festa muçulmana, o Tabasky, no mês passado.

Adbu Djedju começou por dizer aos jornalistas que a sua audiência com Serifo Nhamadjo não se destinava a falar dos assuntos políticos entre os dois países mas, após insistência, acabou por comentar as acusações dos militares e elementos do Governo de transição de que a Gâmbia estava a dar abrigo aos desestabilizadores da Guiné-Bissau.

Cultura, que é o que realmente interessa


Affiche mail 121114

No Centro Cultural Franco-Bissau-Guineense, em Bissau

GUINÉ-BISSAU DISMAIA MA I KA MURI!




A GUINÉ-BISSAU EM CRISE

Estamos lançando mão da via eletrônica na certeza de que não é mais possível ficar indiferente ao atual estado de desestruturação a que chegou esse pedaço da terra africana que tão gloriosamente conquistou sua independência do jugo colonial, a Guiné-Bissau de Amílcar Cabral. O país está a esvair-se em lutas partidárias, étnicas, narco-interesseiras. Neste ano de 2012, a Guiné-Bissau passou por sucessivos golpes militares e sua população, totalmente desamparada, está mergulhada no lamaçal do narcotráfico e submetida a um regime abusivo e ilegal.

Pedimos a atenção de todos para os desastrosos acontecimentos que estão abalando a Guiné-Bissau, pequeno país da África Ocidental, quando, a 12 de abril do corrente ano, um golpe de estado interrompeu o processo eleitoral para a presidência da república, instalando-se um regime ilegal de exceção, um regime de repressão pelo medo e pela arbitrariedades.

Recentemente, em 21 de outubro, deu-se outra tentativa de subverter a ordem, numa encenacao de contra-golpe, com vários mortos, prisões, torturas, sob a responsabilidade de parte dos militares (a cúpula militar) e dos civis do “governo de transição”.

Tomamos uma tal iniciativa por nos sentirmos solidários e ligados por laços de amizade e respeito pela sorte da população guineense. Vivemos por alguns anos nesse país, trabalhando no Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa (INEP) e nos recusamos a assistir inativos ao desmantelamento de uma nação. Somos ambos professores acadêmicos aposentados, autores de artigos e livros sobre a Guiné-Bissau. O livro mais recente é O desafio do escombro. Nação, identidades e pós-colonialismo na literatura da Guiné-Bissau. Rio de Janeiro: Garamond, 2007, 422 p.

Pedimos a todos que repassem estas notícias, divulgando-as o mais possível. Alguns de vocês nada têm a ver com o assunto, mas leiam por favor até o fim. O "mundo" precisa pelo menos saber o que está acontecendo na Guiné-Bissau.

O que desejamos com esta mensagem é o seguinte:

Que se proceda ao retorno imediato à legalidade na Guiné-Bissau, com restauração plena da ordem constitucional e a destituição do governo de transição o qual não foi reconhecido pelas instâncias internacionais (ONU, União Africana, CPLP, entre outras).

Que sejam tomadas providências concretas e enérgicas para combater o narcotráfico e evitar que o país continue a ser uma ponte direta entre a América Latina e a Europa para a distribuição e expansão da droga.

Para além de outras análises que podem e devem ser feitas, importa reter dois fatores condicionantes e que têm ditado o desaire de todo um povo:

– o conluio entre certas forças políticas e certas altas patentes militares

– e o alastramento do narcotráfico em todo o país.

O narcotráfico, cada vez mais intenso e determinante, é um importantíssimo fator que anula qualquer esforço para contrariar aqueles que detêm o poder. Eles detêm a força das armas, têm os meios financeiros e um amplo território que eles próprios são os únicos a controlar.

O narcotráfico tomou conta do país, com perfídias de dinheiro fácil, corrupção, lavagem de dinheiro, assassinatos, prostituição, ladroagem, inimizades entre os que ganham com isso milhões e os que ganham milhões e meio. O povo, de fato a maioria arrasadora da população, nada ou quase nada tem a ver com tudo isso, mas sofre as consequências. A situação é degradante, o medo espalhou-se na Guiné-Bissau, reinam a vergonha, a humilhação, a repressão e a impotência.

Esse probema não afeta somente a Guiné-Bissau e sua solução interessa e atinge os países dos diferentes continentes. A Guiné-Bissau tornou-se sobretudo uma plataforma para a distribuição e a expansão do narcotráfico na Europa – e não só.

É urgente que a comunidade internacional interceda para acabar de uma vez por todas com essa inversão dos valores, essa impunidade e esse estado de vergonhosa ilegalidade!

É urgente que políticos, jornalistas, escritores, artistas, intelectuais, jovens e velhos, mulheres e homens de todo o mundo tenham conhecimento do que está acontecendo na Guiné-Bissau e se solidarizem com o povo guineense!

Guiné-Bissau desmaia ma i ka muri! A Guiné-Bissau caiu, mas ela não morreu!

A crise atual fica mais clara com um rápido olhar sobre as principais etapas da recente história da Guiné-Bissau.
Proclamação da independência em 1974, separando-se de Portugal depois de 11 anos de guerrilha. Seu primeiro presidente, Luis Cabral, foi deposto em 1980 por João Bernardo “Nino” Vieira que governou até 1999, quando foi deposto depois de uma guerra civil de onze meses de duração, desencadeada após a destituição pelo Presidente Nino do chefe do Estado Maior do Exército, General Ansumane Mané.

O país passou então por diversos presidentes e diversas crises até que Nino Vieira retornou a Bissau, candidatou-se às eleições presidenciais, tendo sido eleito em julho de 2005.

O nacrotráfico entrou na Guiné-Bissau, devido à posição geográfica e à fraqueza da ordem pública do país, ampliando cada vez mais sua ação, espalhando insegurança, corrupção, desestabilizando as forças políticas e militares. Indignação, protestos, desaprovação de muitos órgãos internacionais e consequentes isolamento e descrédito do país.

Depois de muitas convulsões políticas, em 2008 deu-se a destituição do chefe do Estado Maior da Armada, almirante Bubo Na Tchuto e a 2 de janeiro de 2009, foi empossado o líder do PAIGC (Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde), Carlos Gomes Júnior, como primeiro ministro. A 1 de março de 2009, o chefe Estado-Maior General das Forças Armadas Tagmé Na Waié foi assassinado, seguindo, como revide, no dia seguinte, 2 de março, o assassinato do Presidente João Bernardo ”Nino” Vieira. Assumiu interinamente a chefia do governo o presidente da Assembleia Nacional Popular da Guiné-Bissau, Raimundo Pereira.

Em setembro do mesmo ano, Malam Bacai Sanha venceu as eleições presidenciais. Em janeiro de 2012, porém, depois de prolongada enfermidade, ele morre em Paris e novamente Raimundo Pereira, na função de presidente da Assembleia Nacional, assume o governo.

Foi feita a convocação para novas eleições presidenciais, quando se apresentaram nove candidatos, tendo sido Carlos Gomes Júnior o mais votado, havendo, porém, a necessidade de um segundo turno que entretanto não aconteceu.

A 12 de abril deste ano, um golpe de estado entre os dois turnos das presidenciais depôs e prendeu o primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior (candidato majoritário à presidência) e o Presidente da República interino Raimundo Pereira. Ambos encontram-se atualmente em Portugal.
Todos os ministros, e outros cidadãos ocupando cargos de confiança, foram depostos, alguns deportados, outros auto-exilando-se. Desde então, o país está nas mãos de um "governo de transição", com o apoio e proteção de militares das mais altas patentes, a despeito da insatisfação ampla e crescente da população.

A 21 de outubro, deram-se novas perturbações devido a um alegado contra-golpe militar, duramente abafado, e desde então reina uma atmosfera de amedrontamento, com perseguições e censura, prisões, espancamentos, torturas na Guiné-Bissau.


Moema e Johannes Augel

Alta-tensão nos meios político e militar


Há muita tensão nos quartéis e nos meios políticos guineenses. Todo o mundo está nervoso e cada vez mais o CEMGFA António Indjai tende a perder o controlo da situação, com a ala radical Kumbista pronta, e a amontante, para assumir o poder.

A última reunião que o presidente de transição convocou, não correu bem. O António Indjai levantou a voz mas Serifo Nhamadjo, segundo a nossa fonte, "enfrentou-o dizendo-lhe que não grita para as pessoas para se impôr, mas que ninguém tem medo de ninguém e muito menos dele".

Nhamadjo disse ainda, segundo a mesmoa fonte, "que continuaria a bater-se pela inclusão de todos e o dia que o não quisessem é so dizerem pois partirá sem remorsos e levará consigo somente a sua maleta". A sala gelou. O PR de transição finalizou a sua intervenção dizendo "ter todas as contas feitas, o que lhe deram e o que gastou para render o testemunho. Estou cá para servir e não admito quaisquer tentativas de humilhação". A reacção apanhou Indjai de surpresa. "Ficou sem palavras e deveras preocupado", revelou a fonte do ditadura do consenso. AAS

Cavaco Silva: Entidades devem actuar


O presidente de Portugal, Cavaco Silva, conversou ontem sobre o assunto com o secretário executivo da CPLP, Murade Muragy. Após o encontro, Cavaco Silva disse que o grupo está à espera das orientações da União Africana, que determinará os procedimentos da missão.

Em setembro, recorde-se, a ONU decidiu enviar à Guiné-Bissau uma missão para avaliar a situação e recomendar medidas de estabilização. Desde o golpe militar, em abril, um governo de transição administra o país. A prioridade para a ONU é restabelecer a ordem das instituições democráticas.

Há informações de que, no fim deste mês, as autoridades de Guiné-Bissau se reunirão para definir os rumos do país, na Etiópia. Ao ser perguntado sobre o papel da CPLP na missão, Murade Muragy disse que o objetivo é “dar as condições que os guineenses entenderem necessárias para o diálogo”. A tensão na Guiné-Bissau também é tema de reunião entre os ministros das Relações Exteriores, Antonio Patriota, e de Angola, Georges Chikoti, durante a 1ª Comissão Bilateral de Alto Nível, em Brasília, ontem e hoje, dia 14.

A salvação


Ora viva, caro Amigo!

Há muito que andava perdida, mas estou de volta.

Compreendo a sua decisão, mas espero que reflectas melhor, pois a única voz que o povo oprimido da Guiné tem é o ditadura do consenso, isto se tomarmos em conta que as outras vozes foram todas silenciadas, cada qual ao seu estilo. O Movimento da Sociedade Civil agora é partidário e tornou-se no braço cívico do actual Presidente da Transição, Serifo Nhamadjo. Aliás, foi ele que financiou a realização da assembleia que se realizará oportunamente nesta plataforma que congrega organizações da sociedade civil guineenses...

A Liga dos Direitos Humanos foi silenciada porque os seus dirigentes receberam informação fidedigna de que os nomes de elementos desta organização se encontram na posse de 3 grupos de esquadrões da morte composta por “Grupo de António Injai, Grupo de Kumba Yala e Grupo de Artur Sanhá“.

Os Dirigentes dos Partidos não signatários do golpe temem pela sua vida porque receiam serem torturados ou assassinados como os que infelizmente já sofreram estas atrocidades.

Amigo Aly,

Perante tudo isto a única salvação é o teu espaço electrónico para podermos continuar a pedir socorro ao mundo, infelizmente os teus textos não têm tradução em Francês e Inglês para poder atingir e sensibilizar mais pessoas no mundo sobre a real situação da Guiné Bissau.

Percebo como é difícil um cidadão que ama a sua pátria, ser obrigado a viver no exílio, mais vais sair muito bem em toda esta história. Amílcar Cabral foi obrigado a exilar-se em Conakri a fim de orientar o processo da luta de libertação nacional, o Dalai Lama foi obrigado a exilar-se na Índia para reclamar a independência do Tibete...

Até breve.

Lantinda Ku Panha Pé.

MANDADO de DETENÇÃO - A entrevista de António Aly Silva


Para ler no INFORMADOR

Declaração de interesses. Conheci o António Aly Silva há uns nove anos. Na época eu editava o Internacional de o Independente. O Aly tinha sido lá jornalista e, após um período de afastamento, começou a reaparecer na redacção. Ia ver os amigos e também deixar um exemplar do Lusófono, o projecto em que se aventurou e onde era director, jornalista, paginador, revisor e distribuidor. O Lusófono era um jornal quinzenário. Tinha notícias, entrevistas e reportagens,sobretudo, sobre as comunidades angolana, guineense e moçambicana.
Aos poucos, o Aly conseguiu convencer alguns amigos e intelectuais ilustres da lusofonia a contribuir com os seus artigos. E o jornal teve algum sucesso. Até que, em 2004, fechou. Nessa altura já éramos amigos. Entretanto, o Aly voltou à Guiné-Bissau onde transformou o blogue ditadura do consenso num dos mais lidos de África. É ali que, há anos, a comunidade guineense espalhada pelo mundo obtém a maior parte das informações sobre o seu país. Entre muitas outras, foi ele quem deu a notícia do ataque à casa de Nino Vieira e publicou as primeiras fotografias do corpo do presidente da República assassinado. Foi também ele que revelou que o general António Indjai estava por detrás do golpe de Estado de 12 de Abril. E isso teve um preço: o Aly já foi preso, espancado e, recentemente, obrigado a deixar a Guiné-Bissau. Está em Portugal e conta aqui o que aconteceu
. Nuno Tiago Pinto

Sai do país


Aly,

É agora e mais do que nunca que precisamos de cabeças. Gente que pensa. Gente que reflete. Gente que partilhando suas informações de fontes seguras promove o debate, promove os direitos de cada cidadão de estar informado, de procurar a informação, de fazer uso para o melhor possivel. Mas isso se faz estando em vida e com vida. Na nossa tradição oral, nos contos, a figura da hiena (chamada vulgarmente de lobo em creolo) aparece algumas vezes ridicularizada pela lebre. Mas uma coisa é valorizada: o seu recuo que não significa de forma alguma sua derrota. RECUA no sentido fisico do termo. SAI DO PAIS!

Tens a plena consciência de que os que te estimam inimigos - os militares, o governo e pessoas individuais habituadas a bajular ou simples produtos do processo politico-militar da Guiné-Bissau que dura há mais de 3 decadas, esses, não têm escrupulos. Nada pior que o comportamento, a pratica e a atitude do ingorante que se acha iluminado ou simplesmente letrado. Faz uma pequena comparação com os comportamentos na Alemanha do Hitler ou mais perto de nós, o Rwanda e mistura os ingredentes desses periodos com as doses do obscurantismo e do animismo.

Algum problema contigo? Não é certo que a Representação das Nações Unidas te ajudará...

Lembraste perfeitamente do caso 1 de Abril? Onde estava o Mutaboba? Aliàs a Guiné-Bissau nunca foi de facto a prioridade das ONU por isso ainda não mudaram o Bobo que numa de recalcamento deve estar a rezar por um Rwanda made in africa ocidental. O Governo supremo da Guiné-Bissau - a CEDEAO - tem braços longos e os milicias do país é um deles, enquanto pode tirar proveitos e isso vai durar. As organizações africanas não se renovam. São na maior parte dos casos caducas, obsoletas. Não têm capacidade para reagir face aos conflitos então deles aproveitam ou vice versa: provocam ou contribuem para criar ou agudizar conflitos para enrequicementos de pessoas e individualidades e esquecem os objectivos para os quais foram criadas. E, mais. Todos os membros têm problemas nos respectivos países. E duvido que uma boa parte dos membros não seja o problema do seu país.

Um abraço amigo,

Q.E.S

O caminho do guerreiro


A espada sagrada, afiada e brilhante, sempre corta o mal pela raiz. Se essa espada fosse feita de ferro, estaria cheia de impurezas, e se quebraria ao primeiro golpe: entretanto, ela foi trabalhada e martelada pela mão do ferreiro, transformou-se em aço, e isso é também uma qualidade do homem ou da mulher que a empunham. Cada golpe recebido no passado foi também uma maneira de aprender alguma lição, e evitar armadilhas no futuro.

O verdadeiro caminho está baseado nas quatro virtudes, e querer limitá-lo à sua manifestação física, é querer deixá-lo mais pobre – porque o corpo tem seus limites. A alma, entretanto, é tão grande como o universo, e pode entender tudo que o amor nos ensina.

O verdadeiro guerreiro está sempre armado com três coisas: a espada radiante da pacificação, o espelho cristalino da sabedoria e amizade, e a joia preciosa da luz Divina. E esta luz Divina não está no céu nem na terra, está dentro de cada um.

Portanto não desistas nunca da nossa luta porque se desistir eles serão vitoriosos abraço e tudo de bom AAS.


ALOC

Amnésia


Aly,

Publique-me esta breve analise por favor...

Depois de analisar os problemas da nossa Guine em varios aspectos, deu para concluir de ha outro problema cronico em relacao aos nossos ou chamados quadros. Porque fazem juramentos ou ouvem os conselhos dos reitores, mas quando voltam a Guine esquecem-se de tudo o que ouviram e aprenderam para entrar no sistema da sacanagem.

Eu sou estudante de Direito em Portugal, um curso giro e que nao e para qualquer um, ou seja, ha que ter o curso de direito e tambem comportar-se direito... mas alguns individuos apos tirar o curso passam a agir como qualquer um. Em Portugal ha um conflito saudavel entre a escola de Lisboa e Coimbra, mas que hoje dia pelo fato do Sr Tencor Daba na Walna ter dado aulas em Lisboa, faz com que a escola de Coimbra ganhe uma ligeira vantagem nao mais do que isso porque o Abudu Mane é de Coimbra. A Portugal tambem se tem de apontar um dedinho de culpa pois, agora focando a historia da colonizacao, quando os portugueses chegaram a Guine qualificaram o nosso povo de indegena(pabia nota mara ba lope) e foram nos educando no sentido de passarmos a ser cidadaos e so assim integrar a sociedade, no sentido de assumir certos cargos, mas sempre procurando ter a certeza que ja abandonamos por completo aspectos ou comportamentos indegenas ao ponto de: se um indegena concluisse a quarta classe nao se lhe podia entregar o diploma prontamente sem antes passar no teste de civismo, isto e, marcava-se uma data e ia-se a casa do interessado para saber se preenchia os requisitos ou se se comportava como cidadao; sendo assim o interessado tinha que ter um fato(de vestir), ter mesa, cadeiras e talheres(para cume ku mon) e caracter acima de tudo... entre outros aspectos de "gentlemen" analisados. Mas os indegenas sempre tiveram inveja dos cidadaos ou novos cidadaos.

E Portugal infelizmente deixou de seguir estes parametros na avaliacao de um guineense("ma i ten kilis ki na bata djubidu so ena sibi djanam kuma i passa na tudu ma ina ten ba tan caso contrario") e como resultado temos: Daba na Walna e Kumba Yala por exemplo. Mas sao muitos mais... a lista e vasta... O segundo todos sabem que reprovou muitissimo antes dos "professores". Agora para primeiro nao ha justificacao que explique e convensa no mundo que um professor assistente na Falculdade de Direito de Lisboa e acessor de analfabeto... Tchaiii! Mas na Guine-Bissau, um Pais a parte no mundo, ha explicacao para isto e e o chamado "intchi bolsu rapidu ku pabia di balantandadi", pois so a troco de uma quantia avulsa em dinheiro e mensalmente, para nao dizer diario, alguem faria uma desfeita dessas para com o Professor Dr Marcelo Rebelo de Sousa.

Para o senhor Abudu Mane so tenho conselhos, pois acho que tem raciocinado lento e cabou por perder a chance de ser heroi no dia em que passou a ser vilao. Ja imaginaram se o Abudu Mane aceitasse o cargo publicamente e logo em seguida apresentar a demissao perante o Nhamadju, alegando que o Pais nao tem credibilidade nacional e internacional? Seria uma forma de esfregar na cara da CEDEAO (Nhamadju) que o povo nao esta contente. Mas aceitou o cargo ou por "muculmanundadi" ou por interesse acompanhado de ganancia, pois nao e qualquer dia que se recusa um cargo de Procurador Geral da Republica ou de Presidente da republica (Nhamadju), "ma bolsu na intchi".

Mais um conselho para si que nao passa de uma repeticao, pois ja dei o mesmo conselho ao Aly que e que vai assim: nunca perdes nada quando decides ficar ao lado da tua familia, pois tem filhos na escola e ja tem netos. Mas se calhar nao recusou o cargo de procurador a pensar nos seus netos, porque nunca gostou do pai deles... pois estou me a referir ao jovem Engenheiro Isna Kaby Nunes Correia a quem acusaste de nao ter nivel para estar com a sua filha por nao tem um curso superior, mas que ao fim de 5 anos no Reino Unido, licenciou-se em engenharia civil e depois suicidou-se em seguida em 2011. E teve um funeral como que se de Amilcar Cabral fosse. Que Deus o tenha... se calhar fe-lo para lhe esfregar na cara que nao se pode e nem se deve subestimar ninguem. E nao se percebe tambem como e que pessoas com este tipo de pensamento mediocre conseguem chegar la em cima... so na Guine mesmo.

Aceitou o cargo e tem muitos casos complicadissimos pela frente e alguns atras... mas como desafio se pudesse resolver um pequeno caso de duas viuvas Vieiras Nazare e Isabel... este ate nao e um caso para resolver e uma pergunta... sera que a lei da Guine permite isso????

Paz e amor

Ba Garandi

Contra os prepotentes


"Ola antónio,

Há muito que acompanho a situação e há uns meses descobri o seu blog, e quero expressar a minha solideriedade com a sua luta contra a prepotência e injustiças de alguns senhores da Guine-Bissau.

Um abraço amigo
Emanuel B."

A legitimidade não se decreta


"Legitimidade
 
A legitimidade está ligada ao reconhecimento por todos que o conjunto das práticas do exercício de poder estão conforme os valores partilhados e os que o exercem o fazem com o intuito de realizar o bem comum. A legitimidade não se decreta. Ela se ganha, se conquista. A legitimidade dos detentores de poder é também a condição do civismo dos cidadãos.

As pessoas que exercem o poder em nome das comunidades devem, pela sua moralidade, origem, experiência e suas competências estar verdadeiramente aptas para o fazer, devem ter consciência das suas responsabilidades.

A.R."

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Afasta-te


Olá António,

Li no blog a informação sobre o mandado de captura. Se no outro dia, quando falávamos, eu apostei num discurso para que não desistisse, hoje, faz-me todo o sentido que se afaste, ou pelo menos, que se coloque a uma distância de segurança.

Sou portuguesa e sinto-me entristecida com o texto do autor do comentário intitulado "A derrota na Guiné que deu origem à vitória de Portugal como Nação valente!". Admito que possa não ter entendido a essência do mesmo mas francamente acho o comentário descontextualizado e, quem sabe, com um certo intuito de colocar desde já Portugal como persona non grata quando se levantou o véu de uma possível missão de estabilização.

Desejo-lhe a melhor sorte.

Um beijinho,

L.G.

Melhores tempos


Caro Aly Silva,

Os meus melhores cumprimentos de uma leitora assídua do seu blog, que felizmente me tem mantido informada com alguma regularidade sobre os diversos assuntos da nossa torturada terra. Envio-lhe esta mensagem com solicitação de publicação no ditadura do consenso, para sua mais ampla disseminação.

Aproveito para me pronunciar sobre o seu mais recente dilema -ACABAR OU NÃO COM O BLOG- Sei que é difícil para si sufocar o seu próprio "filho" mas neste momento estaria a "autorizar" a sua eliminação física. Saia da Guiné, e espere por melhores tempos. Eles hão de vir. Não choque de frente. É uma luta demasiado desiquilibrada neste momento. Obrigado por todo o seu trabalho que é amor pela causa nacional.

Deus o proteja

Teresa Lopes P.

LIMPEZA GERAL: Os directores dos liceus públicos foram todos exonerados, e para os seus lugares foram nomeados apenas...militantes do PRS. AAS


60 dias depois de uma mega-greve, escolas públicas reabrem a meio-gás


As escolas públicas da Guiné-Bissau voltaram a funcionar após quase dois meses de greve dos professores, mas muitos alunos e docentes continuam ausentes das salas de aulas. Numa ronda por alguns liceus e escolas do ensino básico de Bissau, a agência Lusa constatou que nalgumas escolas comparecem entre segunda e hoje (terça-feira) apenas 45 porcento do total de alunos matriculados.

Sene Djau, director do liceu Agostinho Neto, um dos mais importantes estabelecimentos do ensino público da Guiné-Bissau, disse que a escola "funciona a meio gás" e que se os alunos continuarem a não comparecer vai tomar medidas sancionatórias. "Estamos a funcionar a meio gás. Os alunos e os professores estão aparecendo a conta-gotas. Apelámos aos pais e encarregados de educação dos alunos para que mandem os seus educandos para as aulas, mas muitos continuam a não aparecer.

Mas para a semana vamos tomar medidas. Aos alunos que teimarem em não comparecer vamos simplesmente anular as matrículas, dando lugar a outros alunos", afirmou o director do Agostinho Neto. O responsável disse que tem sido hábito na Guiné-Bissau os alunos não comparecerem nos primeiros dias de aulas após a greve dos professores. "É apanágio dos alunos dizerem que a primeira semana após a greve as aulas não devem ser a sério", destacou Sene Djau, negando que a fraca afluência nas aulas tenha a ver com o conflito entre os sindicatos dos professores e o Governo, e não entendendo também a ausência de alguns professores nas escolas.

Mário Benante, director do liceu Rui Barcelos da Cunha, entende que se o Governo "está a cumprir" com o acordo com os sindicatos os professores devem "fazer a sua parte" comparecendo nas salas de aulas. "Ainda segunda-feira ouvi pela rádio o presidente do sindicato, Luís Nanacassa, a apelar os professores para irem para as salas de aulas, porque já está tudo ultrapassado com o Governo, isto porque já foram pagos sete meses de diuturnidade aos professores efectivos, um mês aos novos ingressos e contratados", assinalou Mário Benante.

E acrescentou: "Como dizia o presidente do sindicato, agora é a nossa vez, nós os professores, de cumprirmos". Na opinião dos dois directores, não será fácil recuperar "o tempo perdido" com a greve, uma vez que o primeiro período de lectivo que devia ter 56 dias está prestes a terminar. "O primeiro período devia terminar em Dezembro mas teremos de dilatá-lo até Janeiro para pelo menos atingirmos os 80 por cento da matéria programada", observou Sene Djau, anunciado que vai propor ao conselho de professores e ao Ministério da Educação para que haja aulas aos sábados. LUSA

EXCLUSIVO: Mandado internacional de captura contra o Jornalista António Aly Silva, por CRIME DE INCITAMENTO À GUERRA, emitido pela PGR da Guiné-Bissau - toda a história do meu quase sequestro, em Dakar. AAS

Para consumo do porta-disparates e seus acólitos


Mais uma vez o porta-disparates do governo de transição da CEDEAO para a Guiné-Bissau, Fernando Vaz, dá mostras da suas limitações para exercer um cargo de responsabilidade e o excressivo da sua atitude patética de querer agradar, querendo ser mais papista do que o Papa. O porta-disparates não pára de surpreender os guineenses e o mundo com as suas saídas desastrosas e patéticas. Mais um episódio desse personagem, que, de cada vez que fala, atola ainda mais os pobres guineenses ja de si embostados pela tirania e pelo desmando dos militares na Guiné-Bissau.

A última do porta-disparates que fala com a voz do dono, foi dizer que a «eventual» aceitação da intervenção da União Africana (UA) no processo guineense dependeria da concertação que se iria fazer entre o Governo da CEDEAO para a Guiné-Bissau e a própria CEDEAO, que, por fim, avaliaria sobre a viabilidade ou não dessa participação. Ora bem, ou o porta-disparates não percebe nada sobre os mecanismos de intervenção dos orgãos sub-regionais, continentais e internacionais na regulação dos conflitos, ou estaria a delirar, ou, ainda, tentou agradar interposta pessoa ainda mais incompetente e obtusa...

Para consumo do porta-disparates - a CEDEAO assume o papel de protagonista principal por momentos na resolução do conflito guineense porque a organização mãe, a União Africana assim quis e decidiu até o momento. De acordo com o principio da subsidiariedade que gere em primeira instância a resolução de conflitos regionais, foi dado à CEDEAO a pilotagem e a gestão desse conflito. Tal facto se justifica por uma questão de proximidade e aferência do membro ou membros em eventualmente em conflito. Assim é o caso da Guiné-Bissau, assim é o caso do Mali.

Porém, é bom que o porta-disparates saiba, o principio da tal subsidiariedade, não retira nem à UA nem às Nações Unidas a faculdade e a prorrogativa respectivamente de intervirem no processo enquanto organismo continental e internacional de tutela em matéria de conflitos. A intervenção, no caso do Mali, é mais evidente porque põe em causa a integridade territorial do Estado maliano e também porque existe uma invasão de forças estrangeiras conotadas com o terrorismo internacional. No caso guineense, trata-se infelizmente de terroristas internos contra o seu próprio povo.

Saibda ainda o porta-disparate, que a UA pode a todo o momento chamar a si a liderança desse processo baseado nos relatórios que pontualmente recebe do seu enviado especial em Bissau, notificando simplesmente o facto à CEDEAO e não tendo que dar a minima satisfação ou pedir autorização a um Governo que, de resto, nem reconhecem. Sinal desse imperativo, é o patético apelo lançado ontem por Alassana Drame Ouattara à UA para reconhecer o regime sanguinário e narcotraficante de Bissau, tal como o seu que, diariamente, vai limpando paulatinamente o campo Gbagbo e todos os seus opositores, impondo a exemplo do que almeja para a Guiné-Bissau – ou seja, a sua política de segregação na Costa do Marfim. António Aly Silva

MILOCAS PEREIRA: Arrebatada da convivência de todos os que a procuram


É esta a expressão que achei oportuno usar. Que o seu desaparecimento seja forçado por segundos/e/ou terceiros, ou por sua própria decisão....não sabemos e buscamos saber, bem como todos vós. Miloca é, não só da sua família sanguinea, mas de todos os que a conhecem, a ouvem e a leem. Temo nos mantido calados mas não parados. Temos uma mãe que apesar de estar quase com 90 anos se mantém lúcida, ouvindo e lendo a imprensa com frequencia, contactando e orientando nos, nós os próximos da Miloca sobre o que, e como, ir fazendo o que tem sido feito.

É assim que os próprios colegas dela, jornalistas, teem vindo a respeitar os DIREITOS da mãe de uma colega desaparecida (e não morta-porque não há evidencias disso). Todos buscamos tudo o que nos possa conduzir à localização dela. Não é correcto afirmar que a polícia de investigação em Luanda não está a fazer nada. É óbvio que não fará declarações a nosso pedido....cada um sabe do seu trabalho.

Todos agradecemos a todos este empenho em procurar uma pessoa que nos é muito cara. Respeito as vossas suspeitas, opiniões e iniciativas para não deixar cair no esquecimento a Miloca, mas por favor controlem os dedos que são apontados pois não só podem perigar a vida dela, como desviar as atenções para as reais causas do seu desaparecimento.

Eu, não farei declarações públicas sobre este assunto, sem que tenha evidencias e possa comprovar o que estou/ estarei a dizer. Mantenho me no campo da busca paralela à da polícia, claro que com espírito de discernimento crítico nas situações a analisar. Assim me ajude Deus a manter a lucidez!

Um abraço a todos. Bem hajam!

MILOCAS PEREIRA CONTINUA DESAPARECIDA......

DEPOIS DE TRES MESES E NINGUEM SABE DE NADA...

MORREU FOI ASSASSINADA OU RAPTADA??

CHEGOU A SAIR DE ANGOLA???

Teresa Lopes P.

DENÚNCIA DE ESPANCAMENTO


Para nosso espanto (dos filhos), foi-nos comunicado com muito receio, pois nem o nosso pai ousou e ousa falar no assunto, que a casa onde habita, foi invadida por militares que depois de intimidarem o guarda, lá conseguiram que este chamasse o nosso pai. Mal abriu a porta, foi surpreendido pela presenca de homens armados, que o obrigaram a dar-lhes dinheiro e quando viram que ele não tinha grande quantia em seu poder, fizeram-no entrar no seu próprio automóvel para ir ter com alguém que lhe pudesse emprestar ou como forma de o forçar a arranjar mais, sinceramente não conseguimos apurar.

Ao regressarem a casa, só sabemos que não vinha ele a conduzir mas sim um dos militares intervenientes no "assalto"...daí concluirmos o seguinte: Perante a situação e devido a idade, o nosso pai assustou-se com tudo aquilo e deve ter-se sentido mal e foi necessário alguém levar para carro de volta a casa...

Como forma de intimidação, deram-lhe uma coronhada, pois ele tem uma marca no lado direito da cabeça (fronte) e ameçaram voltar. Aliás, durante o passeio, tiveram a aousadia de lhe dizer que o matavam sem problemas de maior e ninguém ousaria pedir responsabilidades.

Como filhos e guineenses que somos, queremos que, de forma, discreta consigas publicar a noticia pois nao podemos aceitar de forma nenhuma estes abusos de poder para com um filho da terra, honesto e que nem sequer esta metido em assuntos politicos. Basicamente foi isso: o valor que o meu pai tinha em casa, no momento do assalto, era cerca de duzentos e cinquenta mil CFAS.

um abraco, C. P.

Medo de Morte: Balacó, funcionário da UNICEF conseguiu refugiar-se a tempo nessas instalações depois de uma perseguição e quando estava prestes a ser raptado à saída de um banco; também, um condutor do PNUD, de etnia felupe, teve que se esconder depois de ter sido perseguido e ameaçado de morte. No entanto, a CEDEAO {ou, melhor, os quatro países que deram um golpe palaciano à própria CEDEAO...} tem no país uma força de centenas de homens... AAS

Mais uma mentira para a matança


O porta-voz do governo de transição, Fernando Vaz não confirma e nem desmente a informação, segundo a qual um grupo de mercenários está supostamente estacionado na região de Gabu, no leste da Guiné-Bissau. Numa curta declaração à rádio sol mansi, Fernando Vaz afirmou apenas que o governo e as forças armadas já estão no terreno, e assim que houver informações o governo pronunciará sobre o assunto. O porta-voz do Estado-maior das Forças Armadas, Dabana na Walna terá mencionado recentemente numa conferência de imprensa de que o Estado-maior tem informações que os mercenários estão a ser preparados num país vizinho para atacar a Guiné-Bissau.

E hoje, informações não confirmadas dão conta que dois helicópteros transportaram mercenários para a mata do Gabu, alegadamente para desencadear operações de assassinatos de algumas celebridades nacionais e estrangeiras e criar o clima de instabilidade e insegurança no país. Segundo apurou ainda a RSM, neste momento as forças armadas guineenses estão em alerta máxima e um número considerado de militares foram destacados para região de Gabú e Sul do país, concretamente nas áreas onde existem fronteiras com a república da Guiné Conakri
. Sol Mansi

ONU, CPLP e União Africana devem atuar em missão à Guiné-Bissau


Uma missão formada por representantes da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), da União Africana (UA), da Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (Cedeao) e da Organização das Nações Unidas (ONU) aguarda orientações para seguir para uma ação conjunta na Guiné-Bissau. O país vive sob tensão desde o golpe militar ocorrido há sete meses.

O presidente de Portugal, Cavaco Silva, conversou hoje (13) sobre o assunto com o secretário executivo da CPLP, Murade Muragy. Após o encontro, Cavaco Silva disse que o grupo está à espera das orientações da União Africana, que determinará os procedimentos da missão. Em setembro, a ONU decidiu enviar à Guiné-Bissau uma missão para avaliar a situação e recomendar medidas de estabilização. Desde o golpe militar, em abril, um governo de transição administra o país. A prioridade para a ONU é restabelecer a ordem das instituições democráticas.

Há informações de que, no fim deste mês, as autoridades de Guiné-Bissau se reunirão para definir os rumos do país, na Etiópia. Ao ser perguntado sobre o papel da CPLP na missão, Murade Muragy disse que o objetivo é “dar as condições que os guineenses entenderem necessárias para o diálogo”. A tensão na Guiné-Bissau também é tema de reunião entre os ministros das Relações Exteriores, Antonio Patriota, e de Angola, Georges Chikoti, durante a 1ª Comissão Bilateral de Alto Nível, em Brasília, hoje e amanhã (14).

Kil ki di nôs



conferencia kil ki di nos02

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Pois está claro



Aly,

Gostaria que me publicasse essa frase:

A mão que segura um livro, não tem espaço para segurar uma arma” diz Rúben Alves.

M.B.,
Professor

Carta aberta ao Presidente Barack Obama


Excelência,
Senhor Presidente da Nação mais poderosa do mundo

Sr Presidente,

Sou um cidadão de um modesto, banal e esquecido pais da Africa Ocidental a que se deu o nome de Guiné-Bissau. Um pais, que aparentemente fazendo parte do mundo civilizado, mas onde o seu Povo, sente-se aterrorizado, amarfanhado, orfão e desamparado da solidariedade de vossa nação que se intitula maior defensor da democracia e das liberdades do mundo moderno.

Na falta de melhor empatia com a Potente Nação de Va Exa e, para atrair a sua piedade, olhei desesperadamente para a sua origen, casual e pontualmente africana e imaginei a incognita e longinqua tabanca Queniana de Kogelo comparando-a com a minha pobre e abandonada Guiné-Bissau para, ganhar coragem e atrevimento, e apelar à sua atenção para o terrivel pesadelo que esta vivendo o nosso Povo.

Contudo, estou preparado, pode crer Sr Presidente, para que este meu arrojado pranto, não venha a fazer parte das suas imensas preocupações e tão pouco nos merecer e honrar com a sua atenção, preocupado com os terroristas e fanaticos islamicos que o deixam em permanente sobressalto.

Estou crente que, qual os pensamentos imaginarios de Dom Quixote de la Mancha, que alguém lhe ventilara um dia, o drama desse pobre e oprimido Povo entalado entre as baionetas sangrentas dos militares e a tirania dos interesses dos narcotraficantes e de obtusos quatro Srs Presidentes da sectaria e complexada CEDEAO.

Estou certo que este meu suplicio que se atira ao seu encontro, se perdera algures nos mapas do desprezo da sua poderosa administração, que sem nada fazerem alguma vez para nos ajudar, nos catalogaram pomposamente de Narco-Estado. Porém, quanto ao apelido requisimo apelido, sugeria-lhe Sr Presidente, o nome de Estado Narco-Militarizado para lhe situar na realidade dos factos com os que o praticam na mais impune sobrençaria.

Consciente da minha insignificância nas suas preocupações e prioridades, porém estando certo de que, o panaca do seu Representante junto aos golpistas, Sr Russel Hanks lê assiduadamente o nosso pasquim revolucionario, permita-me a estupidez de lhe endereçar as seguintes questões:

1- Que razão levam os Estados Unidos da América (EUA) nação mais poderosa do mundo, recheado de dirigentes ditos impolutos e incorruptiveis a se posicionarem ao lado de uma facção golpista e sanguinaria no processo de interrupção do processo democratico na Guiné-Bissau, apoiando, convivendo e movimentando lobbys a favor dos golpistas anti-democraticos;

2- Quais são os motivos e os fundamentos que levam os EUA a se associarem a um complôt politico militar de duvidosa motivação, senão de um cariz tribal, sectario e sustentado pelos carteis da droga contra a democracia e a boa governação democratica;

3- Quais as razões que levam os EUA a apoiarem a instauração e consolidação de um regime militar anti-democratico, cujo lideres golpistas, militar e civil, estão comprovadamente ligados e indiciados com ligações ao narcotrafico e a assassinatos politicos;

4- Porque razão os EUA é condescente, senão cumplice das atrocidades humanas e praticas ilicitas ligadas ao narcotrafico do lider do golpe militar, General Antonio Injai, hoje comunmente reconhecido pelas chancelarias ocidentais como o maior barão da droga da africa ocidental;

5- Sabera porventura Va Exa, e caso assim seja, nos honre então esclarecer as razões promiscuas e obscuras que existem entre o seu Representante, Sr Russel Hawnks e o Generalissimo Antonio Injai, principalmente as relações nebulosas que mantêm com as redes de narcotraficantes que operam impunemente na Guiné-Bissau;

6- Va Exa, se dignara me dizer na minha cara, por qual razão merecemos o vosso desprezo, deixando toda uma nação prenhe e carente da vossa mão protectora, nas mãos e a mercê de uma duzia de energumenos, sem alma e sem racionalidade.

Se Va Exa, não conseguir dar-me respostas convincentes sobre estas patéticas questões de um Povo desterrado do mundo civilizado por uma horda de sanguinarios, então Va Exa, ficara na historia do Povo da Guiné-Bissau, como «cumplice» de tudo o que passa nesse pais..., «cumplice» por omissão de auxilio perante todas as atrocidades que estão sendo cometidas na Guiné-Bissau pelo bando do Sr. Antonio Injai, Kumba & Tribo Associados.

Antes de terminar, gostaria de lhe endereçar as minhas maiores felicitações pela sua reeleição ao cargo de Presidente dos EUA, acto que, pode crer, Sr Presidente, gostariamos também de endereçar civilizadamente e em democracia, ao nosso mais que evidente Presidente da Republica que devia sair das eleições findas que, antes de virar a casaca para o lado dos Narco-Militares, paradoxalmente o Governo de Va Exa considerou, Livres, Justas e Transparentes.

Sem a vossa estimada ajuda, rezaremos para que Deus Salve a nossa Guiné-Bissau.

Carlos Pedro L.

Para já, a Guiné-Bissau fica de fora no que toca ao envio de militares para o Mali. No entanto, e por outro lado, está para breve a chegada de mais militares nigerianos para a força da ECOMIB estacionada em Bissau, a contemplar os raptos, espacamentos e assassinatos... AAS

Assinantes do pacto de transição recusam participação do PAIGC no 'governo de transição'... AAS

A resposta de Angola


... AQUI

EXCLUSIVO: Os drones já sobrevoam o país


Como extensão da acção preparatória para a reconquista do norte do Mali, e partindo das bases norte-americanas avançadas, situadas no Burkina Faso e na Mauritânia, os drones americanos começaram já a sobrevoar a Guiné-Bissau, monitorando o mais discretamente possível todo o territorio. "Os aviões espiões não-tripulados - explicou uma fonte conhecedora do assunto - recolherão todos os dados sobre as movimentações de meios ligados ao narcotráfico (aviões, e meios em terra e no mar)".

Certas zonas do país, no entender da mesma fonte, serão mais privilegiadas. E indica a cidade de Mansoa, a de Bissorã, Gã-Mamudo, Quebo, Galomaro, Cacine, Varela na ponta norte e ainda o conjunto das ilhas que compõem o Arquipélago dos Bijagós), onde, segundo informações do Departamento norte americano do combate à droga, são as zonas de maior incidência dos movimentos dos cartéis que recentemente invadiram Bissau, fazendo o país parecer um enorme armazém de cocaína.

No entanto, e segundo fontes da ONU confirmaram ao ditadura do consenso, a totalidade da cocaína descarregada, transitando diariamente pelo territorio guineense, está perto da tonelada. "O risco maior é para a democracia", alerta o alto funcionário da ONU, sustentando: "E digo para a democracia, porque todos vimos exemplos em vários países sul-americanos tomados pelos cartéis. O que se via eram assassinatos, rebentamentos de bombas entre outras atrocidades"

Essas operações dos drones norte-americanos, ainda segundo a nossa fonte, tem a ver com perceber as rotas de escoamento da droga: pensa-se que depois do seu acondicionamento, a cocaína é reencaminhada via norte de África, mas também sai por via marítima rumo ao atlântico - mas apenas quando os niveis de vigilância estão mais baixas. Os traficantes e intermediarios locais dos cartéis internacional de droga estão, no entender da nossa fonte na ONU, "com os dias contados. Espera-se que, não sendo julgados no país, possam ser detidos assim que atravessarem as fronteiras nacionais, atravês da Interpol".

Os drones estão particularmente interessados numa imensa e bunkerizada quinta, em Mansoa, a 60 km de Bissau, assim como noutros pontos de resto bem referenciados de movimentos ligados ao narcotráfico um pouco por todo o território guineense.

Essas movimentações dos drones americanos vêm na sequência do entendimento alinhavado entre o 'presidente de transição', Serifo Nhamadjo, e a administração americana, em troca dos seus bons ofícios para o "reconhecimento internacional" do seu regime, imposto por quatro países, e levando toda a CEDEAO atrás.

AAS/António Aly Silva

Rekadus ku nô tem pa konta


"- Procura-se um senhor de nome Abdú Mané, jurista e actual Procurador Geral da República da Guiné-Bissau. Pede-se a quem encontrar este senhor o favor de o entregar na Procuradoria Geral a fim de exercer as suas funções.

- Procura-se um senhor de nome Fernando Vaz, cidadão PORTUGUÊS e actual porta voz do 'governo de transição'. Pede-se a quem o encontrar o favor de o entregar ao governo de golpistas a fim de retomar as suas funções denunciando as ondas de assassinatos que andam à velocidade de 120km/hora nestes últimos tempos no país.

- Procura-se um senhor de nome CEDEAO. Pede-se a quem o encontrar o favor de fazê-lo chegar à Guiné-Bissau a fim de manter a segurança das populações que estão a ser vitimas de assassinatos, sequestros, espancamentos, perseguições e violação dos direitos fundamentais (de expressão e de manifestação).

Bolingo Cá"

União Africana NÃO pode e nem deve fracassar...


A União Africana é composta por mais de 50 Estados, e graças a Deus que 95% destes países CONDENARAM o golpe de Estado de 12 de abril e, consequentemente, votaram pelo condenamento do golpe e pela suspensão da Guiné-Bissau da NOSSA organização maior continental. A UA é a única luz que resta ao povo guineense! Não traiam o povo guineense!!!

Se, quatro países(!?) comandam os destinos da organização sub-regional CEDEAO, isso é um problema da CEDEAO!

A União Africana NUNCA irá contra a sua Carta de Principios, ao contrário do vira-casacas que dá pelo nome de CEDEAO, e não retirará nenhuma sanção à Guiné-Bissau. Mais. A UA devia era estender as sanções a todos os membros do 'governo de transição' da Guiné-Bissau, proibindo-os de viajar no espaço africano (tirando, claro, os quatro países da vida airada...).

Não há que vacilar. A lei é clara, trata-se apenas de a por em prática, pois a retirada das sanções à Guiné-Bissau implica o reconhecimento do regime golpista e ilegítimo da República da Guiné-Bissau e, mais grave, seria dar azo a mais golpes de Estado e à consequente tortura e matança de cidadãos guineenses. AAS

ATENÇÃO: Procura-se...o PGR da Guiné-Bissau!


"Aly,

Com o pedido de anonimato, segue para publicação. Estamos cheios de medo.

O Deputado Roberto Ferreira Cacheu (segundo informações dos familiares foi levado de uma das dependências Diocesiana sita no B° de Ajuda pelos militares do batalhão de Mansôa), no espaço de um mês, o balanço sobre perdas humanas e violações dos direitos humanos, é macabro e extremamente assustador. Terrificante mesmo meus irmãos,... senão vejamos:

Sete (7) mortos, todos da etnia Felupe, na inventona do mal encenado ataque do capitão Pansau Ntchama ao quartel dos Para-Comandos em Bra;

Três (3) mortos, diz-se testemunhas do simulacro da detenção do Capitão Ntchama, eliminados na praia de Colonia em Bubaque;

Três (3) mortos abatidos selvatica e indiscriminadamente na ponte cais de Bubaque, quando militares completamente drogados e fora de si, dispararam contra uma multidão local que se concentrou na ponte para assistir a "captura" de Pansau Ntchama. Consta que alguns apupos foram lançados aos militares que, em respsta à "provocação" dispararam cega e indiscriminadamente contra a multidão;

Sete (7) jovens mortos e lançados à àgua na mesma operação de Bubaque, entre eles um tal Amadu Baldé (vulgo Amadi), Ensa, Edgar, Baba e outros. São no total 7 jovens na flôr da idade;

Um (1) militar do Batalhão de Para-Comandos dado como «suicidado», mas ao que consta assassinado pois fazia parte da lista dos contestarios dos desmandos balantas no quartel e que curiosamente também pertenciam a mesma Tabanca onde, um grupo de ladrões de gado da etnia balanta foram surprendidos e mortos no Chão Felupe;

Dois (2) raptos e espancamento violento de politicos, Drs Iancuba Djola Ndjai e Silvestre Alves que, posteriormente foram abandonados à sua sorte com perigo de vida nas matas de Bula e Qunhamel respectivamente;

Um (1) assassinato, na pessoa do Sr Luis Ocante da Silva, vulgo Ottis, cujo unico pecado foi ter sido amigo pessoal do Contra Almirante Zamora Induta e também se ter travado de razões em tempos com o Sr Artur Sanha, na altura dos factos administrador da Guiné-Telecom, onde o malogrado trabalhava;

Um (1) ex-deputado do PAIGC, agora pertencente aos quadros da guarda fiscal, foi recentemente espancado e esta às portas da morte;

Varias acções de perseguições, intimidações e ameaças (recados e chamadas anonimas), são feitas contra a  integridade fisica e a vida de pessoas perfeitamente identificadas e também contra as suas familias e proximos;

Denuncias encomendadas acabando em prisões arbitrarias e espancamento indescriminado de cidadãos e activistas politicos e social com laivos de humilhação na via publica ou nos quarteis;

Aeronaves carregadas de cocaina, sob protecção militar e supervisão das altas chefias militares, aterram e deslocam na maior impunidade nos quatros cantos do territorio nacional.

Enfim uma infinidade de crimes e actos de pura barbarie são praticados diariamente na Guiné-Bissau e, tudo isso nas barbas de um Sr Procurador Geral da Republica recém sermentado que prometeu combater o abuso do poder, os desmandos ao direito, o crime e o narcotrafico. Tudo isso, crimes publicos de gravidade extrema que arrogam a intervenção do Ministério Publico como detentor da acção penal e Advogado do Estado e dos Cidadãos... porém, NADA, nem sinal do Exmo Sr. Procurador Geral, Abdu Mané.

Tal mutismo, leva-nos a supôr que, o Sr Procurador Geral da Republica, Abdu Mané tem como unica missão que lhe foi incumbida pela Troika, Presidente da Republica da CEDEAO para a Guiné-Bissau/Comité Militar/Kumba Yala, é a perseguição e incriminação de um cidadão guineense que se da pelo nome de Carlos Gomes Junior, o pesadelo dos seus desmandos e crimes.

Creio que como eu, a maior parte dos guineenses sabe que a nomeação desse Procurador por encomenda teve sempre essa unica e exclusiva missão. Trata-se da primeira vez na historia da Magistratura guineense que, um Procurador Geral da Republica, anda a reboque e esta conivente e pactuante com assassinatos, o narcotrafico e desmandos do poder militar. Nunca na historia da democracia guineense se viveu um caso semelhante, mesmo com os piores PGR, nomeadamente, Fernando Jorge Ribeiro. Perante todos esses crimes hediondos o Sr PGR nunca se manifestou, nunca se posicionou e nunca o fara porque, os que o puseram nesse posto, confiaram-lhe outra missão fundamental e nada que tenha a ver com a defesa dos direitos e liberdades dos cidadãos.

Nunca se viu um tal acobardamento e subservência de um responsavel maximo do Ministério Publico perante os desmandos e autoritarismo do poder militar. Por essa razão e por força da conivência e cumplicidade por omissão de dever por parte de Va Exa, também o Povo da Guiné-Bissau o considerara perante a historia como sendo, um criminoso e narcotraficante como os seus patrões que desmandam no pais.

Caso contrario, convidaria Va Exa a escolher o caminho da demissão, acto que neste momento, talvez seja o melhor caminho a seguir permitindo-lhe tapar a sua incompetência e cobardia como homem e como técnico de Direito. Assim, Va Exa poupara a nossa honrosa Magistratura a grande vergonha que é a actual postura de Va Exa.

Para finalizar, gostaria apenas de lhe sugerir que, ao invés de ameaçar com as patéticas e infundadas cartas rogatorias a endereçar ao Sr Carlos Gomes Junior em Lisboa, que enviasse uma, bem perto de si, a apenas 60 Km de Bissau, cujo destinatario seria, o Sr Antonio Injai, o responsavel primeiro de todos os crimes que acima indiquei.

Bem haja

Um Magistrado do MP"

OPINIÃO: "O Parlamento e os militares golpistas da Guiné-Bissau"


POR: António Luvualu de Carvalho|*

A questão que não parece ter resposta imediata é esta: até onde vão os militares golpistas da Guiné-Bissau? Ficou-se a saber que os militares que protagonizaram o sangrento e condenável golpe de Estado equacionam dissolver o Parlamento nacional daquele país.

O porta-voz do Estado-Maior General das Forças Armadas da Guiné-Bissau, o coronel Daba Na Walna, disse que o melhor para o período de transição em curso no país era “se calhar dissolver o parlamento”.

Segundo as palavras daquele que se tornou no principal rosto dos golpistas de 12 de Abril passado “os dois principais partidos, PAIGC e PRS, não se entendem e o Parlamento não funciona, mas temos urgências e compromissos durante este período de transição. Talvez um dia se chegue ao entendimento de que o melhor seria a dissolução”, concluiu. Este é um movimento que, a concretizar-se, será tão gravoso quanto foi o golpe de Estado orquestrado pelo general António Injai e materializado pelos seus pares. Será que as autoridades continentais não possuem sensibilidade suficiente para ver que o povo guineense é o único que sofre com este silêncio continental?

Um caminho a seguir seria naturalmente a colaboração da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental CEDEAO da qual a Guiné-Bissau é membro de pleno direito. Mas, os principais líderes da organização de integração regional, em vez de ajudarem o seu par, caíram num espírito mesquinho de inveja e criaram várias intrigas que culminaram com a saída da Missão de Angola na Guine-Bissau (MISSANG) presente no território por solicitação do falecido Presidente guineense Malam Bacai Sanha, que se deslocou pessoalmente a Luanda para pedir os bons ofícios do Executivo nacional apelando ao espírito de uma luta comum pelas independências nacionais e pelos laços históricos que unem os dois países.

Angola aceitou ajudar o país em crise no âmbito de uma cooperação bilateral e esteve empenhada na reformo do seu sector de defesa e segurança conforme solicitação feita enviando mesmo forças que ajudariam na formação de um novo Exército (tudo a pedido do governo de Bissau). Mas esta presença angolana incomodava muita gente já que todas as redes de comércio obscuro estavam em risco de desaparecer.

O povo aclamava as forças angolanas (vimos várias imagens pela televisão) mas os militares locais e outras forças regionais com interesses inconfessos detestavam.
Depois de reformular o sector da defesa e como o da segurança também estava contemplado no acordo, certamente que o próximo passo seria a expulsão de traficantes de droga e a imposição da ordem no país. A meu ver, este é o factor principal que pesou muito para que as autoridades golpistas pressionassem a MISSANG a abandonar Bissau.

Como sempre nos habituou neste tipo de situações de tensão, o Executivo angolano tomou a melhor decisão e retirou-se pacificamente do país, mesmo com todas as provocações que eram feitas às nossas forças para que ripostassem e rebentasse um conflito. Entretanto, desde que a MISSANG saiu de Bissau, o tráfico de drogas atingiu níveis surreais.
O jornal norte-americano “New York Times” revela que, após o golpe de Estado de 12 de Abril, aumentou, consideravelmente, o tráfico de drogas na Guiné-Bissau, classificando o país como um “narco-Estado”.

Na edição online de 1 de Novembro, o “New York Times” garante que, desde que os militares assumiram o poder, aumentou o tráfico de drogas no país, o que faz supor que se tratou mais de um “golpe de cocaína” do que de um golpe de Estado.

A publicação garante que especialistas consideram que aumentou o número de aviões bimotores a realizarem travessias sobre o Atlântico, que transportam toneladas de cocaína provenientes da América Latina, que são descarregadas em ilhas desabitadas e regiões remotas da Guiné-Bissau, para depois seguirem para o norte. Para além disso, as Nações Unidas garantem que entre Abril e Julho, pelo menos 20 aviões de pequena dimensão eram suspeitos de transportar droga para a Guiné-Bissau.

Quando seria de esperar uma condenação da CEDEAO, eis que surge mais uma notícia de apoio aos militares golpistas. Na última quarta-feira, o presidente da Comissão da CEDEAO, Kadré Désiré Ouedraogo, assinou um memorando de entendimento sobre a implementação do programa de Reforma do Sector de Defesa e Segurança da Guiné-Bissau.
Com este convénio, a CEDEAO vai disponibilizar à Guiné-Bissau uma soma estimada em sessenta e três milhões de dólares, para a subvenção no âmbito do longo processo de Reforma no Sector da Defesa e Segurança do país.

Da parte da Guiné-Bissau, o Governo de transição irá comprometer-se a contribuir com 10 por cento deste fundo de pensão para o arranque do processo. Depois desta cerimónia, também foi firmado outro acordo entre o Governo e a Missão da CEDEAO na Guiné-Bissau, com a finalidade de instalação da ECOMIB, Missão Militar da CEDEAO na Guiné-Bissau, no plano de assistência técnica inserido na Reforma do Sector da Defesa e Segurança (um autêntico copy paste do protocolo que Angola tinha com a Guiné-Bissau que estabelecia a MISSANG).

É caso para nos perguntarmos: será que este acordo tem mesmo pernas para andar? Os países da CEDEAO têm os seus problemas internos e não creio que vão perder tempo com a Guiné-Bissau.

A Nigéria vive a crise que todos conhecemos com as milícias Boko Haram, a Costa do Marfim está dividida em dois depois da deposição do Presidente Laurent Gbagbo, a Guiné Conacry não tem meios para ajudar Bissau, o Senegal com um presidente jovem e com visão democrática dificilmente irá patrocinar o golpe, a Gâmbia não apoiará os golpistas e Cabo Verde condena sempre que pode o golpe.

* Docente universitário in 'Jornal de Angola'

EXCLUSIVO DC: ASSASSINADOS EM BOLAMA


Em Bolama, cinco cidadãos guineenses foram assassinados pelos militares. São eles:

1. Ensa Dabo,
2. Carlos Alves,
3. Amadu Baldé,
4. Ussumane Sane da Costa (vulgo Baba)
5. Edgar

AAS

domingo, 11 de novembro de 2012

Washington contra a impunidade


A Embaixada norte-americana em Dakar exigiu, em comunicado, que as autoridades de transição da Guiné-Bissau tomem medidas concretas “para combater o clima de impunidade que existe no país há muito tempo e em muitos governos”. No comunicado, emitido a propósito do “aparente assassinato de Luís Ocante da Silva, na semana passada, é pedida uma investigação sobre violações dos direitos humanos na Guiné-Bissau. Luís Ocante da Silva, funcionárioda Guiné-Telecom, foi morto em Bissau e alguns populares dizem terem sido militares os autores do crime.

Os mesmos populares, referiu a agência Lusa, garantiram que também foram militares que espancaram, em finais de Outubro, dois políticos guineenses.

A chefia das Forças Armadas da Guiné-Bissau negou o envolvimento e prometeu investigar o crime. Sobre o alegado rapto e assassinato de Luís Ocante da Silva, o governo afirmou desconhecer o caso. “A investigação do assassinato de Ocante da Silva e dos acontecimentos de 21 de Outubro, incluindo o rapto e espancamento de Inacuba Indjai e Silvestre Alves, a identificação dos responsáveis e seu julgamento nos tribunais competentes e punições pelos crimes perpetrados constituem passos imperativos para o bem-estar da Guiné-Bissau”, afirma o comunicado. Jornal de Angola

NOTA: Mais uma ambiguidade estilo Russel Hanks. "Aparente assassinato"? de Luis Ocante da Silva, que o 'governo de transição' afirmou "desconhecer". Mas...o que fazem então no 'governo'? Para ver guineenses a matarem guineenses, e vocês...' seguirem desconhecendo'? Por amor de Deus! Quem não tem unhas não toca guitarra - Bô pega nhanhero ku sikô!!! Pois isso mais parece mandjuandadi... AAS

Sobre um narco-estado chamado Guiné-Bissau



"La Guinée-Bissau, nouveau paradis des narcotrafiquants

«C'est sans doute le pire narco-État du continent» estime un responsable de l'administration antidrogue américaine à propos de la Guinée-Bissau. Le putsch d'avril 2012 a plongé encore un peu plus le pays dans la corruption et le trafic. UN ARTICLE DU NEW YORK TIMES

PAR ADAM NOSSITER BISSAU, Guinée-Bissau — La soif de pouvoir des officiers ne suffit pas totalement à expliquer le coup d'État militaire qui a renversé le président en exercice à quelques mois de la fin de son mandat. En...
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