quinta-feira, 7 de junho de 2012
Guiné-Bissau
Caro Aly,
A Ditadura do Consenso é a “ORDIDJA” da esperança dos guineenses... Parabéns! Agradecia que publicasses esta linda mensagem de consolo filtrada no discurso de Martin Luther King (28/08/1963) e moldada a nossa realidade, com o intuito de apaziguar a dor e sofrimento do nosso povo.
Obrigado!
Vasco Barros.
EU TIVE UM SONHO!
Quando os arquitectos da nossa república escreveram as magníficas palavras da Constituição e a declaração da Independência, eles estavam a assinar uma nota promissória para a qual todos o guineenses seriam seu herdeiro.
Esse importante decreto veio como um grande farol de esperança para milhões de cidadãos que tinham murchado nas chamas da opressão colonial.
Veio como uma alvorada para terminar as longas noites de sacrifícios e de luta nas matas de BOÉ, GUILEDJE E KASSAKA...
Esta nota era uma promessa que nossos povos, teriam garantido os direitos inalienáveis de vida, liberdade e a busca da felicidade. A Guiné-Bissau, não apresentou esta nota promissória...!
Quarenta anos depois, da independência, o povo guineense ainda não é livre.
Quarenta anos depois, o povo vive numa ilha de pobreza no meio de um vasto oceano de prosperidade material.
Quarenta anos depois, o povo ainda se encontra exilado na sua própria terra.
Quarenta anos depois, o pais encontra-se hibernado no lago de incertezas.
O povo guineense recebeu um cheque sem fundo, um cheque que voltou marcado com "fundos insuficientes".
Mas nós, (povo) acreditamos que o banco da justiça é infalível. Nós acreditamos que há capitais suficientes de oportunidade nesta nação. Assim, queremos trocar este cheque, um cheque que nos dará o direito de reclamar as riquezas de liberdade, a segurança de justiça, estabilidade política e a paz de espírito.
Minha boa gente, este não é o momento para descansar no luxo refrescante ou tomar o remédio tranquilizante do gradualismo...!
Será fatal para a nação, negligenciar a urgência deste pedido!
Agora é o tempo para transformar em realidade, as promessas de democracia.
Agora é o tempo para erguer nossa nação das areias movediças da injustiça para a pedra sólida da fraternidade.
Agora é o tempo para fazer da justiça uma realidade para todos os filhos desta pátria. (pátria de Cabral)
Somos veteranos do sofrimento. NO KINGUITI DJA!
Não deixemos caiar no vale de desespero.
Não, não, nós (povo) não estamos satisfeitos e não estaremos satisfeitos até que a justiça e a rectidão rolem abaixo como águas de uma poderosa correnteza. Não vamos satisfazer nossa sede de liberdade bebendo da xícara da amargura e do ódio.
Não devemos permitir que nosso criativo protesto se degenere em violência física.
Não podemos retroceder! Caminharemos... Marcharemos sempre à frente.
Cumpriremos a nossa promessa.
Meus irmãos, embora enfrentemos as dificuldades de hoje e amanhã, eu ainda tenho um sonho. É um sonho profundamente enraizado no sonho guineense.
Eu tenho um sonho que um dia esta nação se levantará e viverá o verdadeiro significado da sua crença.
Tenho um sonho que um dia os filhos desta nação se sentarão juntos à mesa da fraternidade.
Eu tenho um sonho que um dia, a Guiné-Bissau, que transpira com o calor da injustiça, violência, impunidade e opressão, será transformado num oásis de liberdade, paz e justiça social. Tenho um sonho que um dia, todo vale será exaltado, e todas as colinas e montanhas virão abaixo, os lugares ásperos serão aplainados e os lugares tortuosos serão endireitados e a glória do senhor será revelada. Esta é nossa esperança.
Com esta fé, poderemos cortar da montanha do desespero, uma pedra de esperança. Com esta fé, poderemos transformar as discórdias estridentes da nossa nação, numa bela sinfonia de fraternidade. Com esta fé, poderemos trabalhar juntos, rezar juntos, lutar juntos, defender a liberdade juntos e erguer a nossa bandeira juntos.
Irmãos, temos que provar ao mundo que a Guiné-Bissau é uma grande nação...!
Para isso, nós (guineenses) devemos permitir que o sino da liberdade soe em todas as tabancas, todas as cidades, nas nossas bolanhas, nossos rios e florestas assim, poderemos acelerar aquele dia que todas as crianças, homens e mulheres, muçulmanos, protestantes e católicos, fulas, balantas, cabo-verdianos, mandingas etc. poderão unir mãos e cantar com um novo significado o nosso hino numa só voz.
Sol, suor e o verde e mar,
Séculos de dor e esperança!
ESTA É A TERRA DOS NOSSOS AVÓS!
Fruto das nossas mãos,
Da flor do nosso sangue:
ESTA É A NOSSA PÁTRIA AMADA
Viva a pátria gloriosa!
Floriu nos céus a bandeira de luta.
AVANTE, CONTRA O JUGO ESTRANGEIRO!
Nós vamos construir
Na pátria imortal
A paz e o progresso!
Mantenhas para quem luta!
Vasco Barros.
Sociedade descaracterizada
Meu Caro Aly e leitores,
O que me preocupou com o encontro do CEMGFA, com Antigos Combatentes, não são as suas palavras, mas sim a forma muito avançada da descaracterização da nossa sociedade, tanto civil e bem como castrense.
Afrente de Manuel Saturnino Costa, Carmem Pereira, Teodora I. Gomes, Brígido de Barros, algumas pessoas que conhecemos o nome na Formação Militante, o António Injai, a falar do PAIGC de Cabral (NUDADI), onde queremos chegar, que tipo de sociedade queremos construir. Gostaria de perguntar se o António Injai alguma vez falou pessoalmente com Cabral, o António alguma vez sabe ler para ler as ideias de Cabral? Tudo isto é fruto da sociedade que temos, onde os mentirosos é que são competentes, os sanguinarios é que são capazes, MA TUDO TARDA KI NA TARDA UM DIA NA SEDU KI MESMO DIA.
Quanto o CEMGFA, não me serpreendeu as suas palavras, porque ele é do tipo camalhão, vai virar a capa daqui a mais dias.
Um ponto, que tambem muitas gente, não conseguem explorar, é fácil pegar a verdade nas pessoas tipo Antonio Injai, devido seu nível de raciocínio, acabou por declarar o fonte dos seus argumentos e inspirações (Koumba Yala conta bo ka fia, kila i sumbia de maldade e ca sumbia di Cabral), alguma coisa esta dito nesta passagem.
Tambem gostaria de perguntar, se os antigos combatentes recebem 14.000 Fcfa, a culpa é do Cadogo chefe do governo que aumentou pensão de14.000 para 30.000 Fcfa? E quanto ganha o António Injai? Se não fosse as promoções, baseada nos laços étnicos e familiares quem é Antonio Injai como sendo antigo combatente ou como sendo militar de carreira?
Tenham Juíso, Antonio e os teus apoiantes, só adiaram mais uma vez o futuro da Guiné Bissau, mas ainda é possível, por isso com toda a capacidade e energia vamos lutar para o bem a que temos direito.
J.S.M.
Santana & Herbert - um debate
"Caro Aly,
Permita-me responder ao meu companheiro da luta pacífica, sr. Jorge Herbert.
Sei muito bem o que você quis dizer, mas só que precisava de um BELO empurrão para poder dirigir-me a esses bandidos, abusadores, desenvergonhados, mentirosos, burros ao cúbico (b3) ao ponto de não perceberem a intenção do Senegal para com o desenvolvimento do nosso país (o país que é, também, infelizmente dos golpistas) acompanhados dos seus cachorros fiéis, chamados políticos.
Às vezes, quando observo quão burro eles são, chego a ficar com a vergonha de ter a mesma nacionalidade!!! Felizmente tenho muitos conterrâneos que conhecem a direita e a esquerda. Estou sem energia para tomar a iniciativa de escrever sobre a Guiné-Bissau, por isso "aproveitei" essa oportunidade, enquanto soube muito bem o que você quis dizer, desculpa-me pelo incómodo.
Agora sobre o insulto: pequei, insultando, quando os chamei de cachorros, atendendo que não têm rabos. Isso sim é um insulto. Perdoem-me!
Santana"
Carta ao chefe da dependência da Guiné-Bissau sobre a DESexplicação aos veteranos da guerra
Caro irmão, permita-me enviar essa carta através do seu Bog do povo - é a única forma para o fazer.
Com todo o respeito, acho que os veteranos merecem ganhar mais, mas não devemos esquecer que esses veteranos antes da era de Carlos Gomes nem sequer recebiam esses 14 mil francos CFA (21 euros) na realidade. Ficavam meses sem salário.
"Os que atualmente estão no PAIGC têm que sair de lá. Deixem-nos o nosso partido em paz. Já não querem saber dos verdadeiros combatentes da liberdade da pátria. É por isso que digo que desta vez vamos arrumar o problema dos combatentes de uma vez por todas", vincou António Indjai.
1 -Como pode o sr. determinar que os que estão no PAIGC têm de sair de lá?! É mais uma forma de exprssar de uma pessoa que a lei não lhe interessa. Ou por ignorância ou por hábito de usar força em tudo. Só UM Homem não pode determinar isso! Baseando na definição do PAIGC seria um atrtevimento chamar o PAIGC do seu partido, é partido da indêpendencia e não da dependência, assim como o senhor fez com a nossa Guiné-Bissau. Somos outra vez dependente graças ao senhor e aos seus "barridures de padja".
2 - Acredito que o sr. é capaz de arrumar esse problema (dos veteranos) para sempre, é tão fácil com o seu negócio ilícito, porque da Comunidade Internacional, temos ainda muito que esperar. Contribua para um bom fim!!!
"Mesmo que venhamos a ter um governo saído das eleições, tem que assinar um documento em que diz claramente como vai resolver o problema dos combatentes da liberdade da pátria", avisou o chefe das forças armadas.
1 - Acredito que vão TER QUE assinar esse documento, porque caso contrário o sr. e os seus "sipaios" vão outra vez recorrer à força para ser cumprido. Essa é a lei que o sr. conhece. A lei de macacos.
O sr. não disse que vai FALAR com o governo para resolver esse problema, mas disse que VÃO TER QUE......
"Em relação à minha pessoa, posso-vos garantir que não tenciono ficar nas Forças Armadas mais do que os próximos três anos. Vou para a reforma e aí volto para o PAIGC. O verdadeiro PAIGC de Amílcar Cabral", acrescentou o Indjai
1 - Faça o favor de nos avisar já daquilo que vai acontecer caso for pedido/exigido a reformar antes desses três anos.
2 - Fiquei tão enjoada quando o sr. frisou o nome de Amilcar Cabral. É um grande desrespeito associar a mentalidade do nosso grande líder com a sua.
FAÇAM O FAVOR DE ENTREGAR O PODER, PORQUE NÃO É NENHUM SEGREDO QUE A GRANDE MAIORIA NÃO VOS QUEREM VER LÁ. MOSTRAM A DIGNIDADE DE UM VERDADEIRO SENHOR!!!
MOSTRAM AO POVO E AO MUNDO EM GERAL QUE QUEREM SER DIGNOS, SE É QUE QUEREM. QUE PIADA TEM GOVERNAR UM POVO CONTRA A SUA VONTADE. É VERGONHOSA!
Um DESabraço,
Santana
Vento nefasto
Meu irmão,
Fiz este poema para, se possivel, publicares.
Um abraço
Sopra vento nefasto
vindo do norte,
sopra leve, com ar funesto
… trazendo, aragem de morte
morte fresca
Soam ameaças, vãs no vento
veladas de terror
quiçá, medos escondidos
em valentia acobardada
… senão, na arte
da morte traiçoeira
Grita surdo o tirano,
em pedestal virtual,
prenhe de poder, arrôto de sangue
rodeado de muita gente,
incrédulos de tanta arrogância
Botas ruins, enlamedos de sangue
traços das vitimas em série,
friamente caladas, para sempre,
na imparavel impunidade,
… Eis o general no seu melhor
Crê-se, olhando-o,
para além do horizonte
nada de bom, sem sombra
estou certo,
...o seu discurso de adeus
E, em breve,
lhe esqueceremos
e, nunca mais querer lembrar,
sem saudades e sem remorsos
dessa bestialidade da morte
Avé General
VFT
Esclarecimento
"Meu Caro Aly Silva,
Antes de mais as minhas felicitações pelo excelente trabalho que vens prestando para o bem da nossa querida Pátria, a Guiné-Bissau. Queria esclarecer de que, desde Janeiro de 2012 nenhum Combatente de Liberdade da Pátria recebe
14.000 FCFA, pois foram todos aumentados para, no mínimo, 30.000 FCFA.
Coragem e um abraço
Constantino C."
M/R: Está esclarecido. Um abraço, AAS
Sanções, ou... Futilidades?
Para a Comunidade Internacional
Era bom que a Comunidade Internacional (CI), deixe de ser naif e aceite compreender de uma vez por todas que o golpe de Estado de 12 de abril na Guiné-Bissau, não é mais do que uma simbiose perfeita, entre a acção militar sobejamente arreigados ao anarquismo e à impunidade institucionalizada ao nacrotráfico, com a cupidez dos nossos políticos de ascenderem ao poder por quaisquer meios, cultura suficientemente enraizada na mente de um grupo de políticos medíocres e pedantes rodados nessa prática que, fora do poder, proliferam, impunes, pela urbe de Bissau.
O nexo causal e o enquadramento entre estes dois pólos de interesses perigosamente convergentes na Guiné-Bissau estão e têm estado na génese da crônica instabilidade na Guiné-Bissau. A ligação dos políticos emergentes dessa situação da ordem constitucional no golpe de Estado último, é mais do que evidente. Aliás, de há um tempo a esta parte que sempre é assim. A realidade é inegável. Aliás, só um cego que...não quer ver, é que não sabia disso.
A postura de negação primária e sistemática orquestrada pelos cinco candidatos presidenciais derrotados na primeira volta das eleições presidenciais da Guiné-Bissau, persistindo na contestação infundada da verdade democraticamente expressa nas urnas pela vontade livre e consciente dos eleitores guineenses, não deixava antever um desfecho sereno e democrático para um processo que, no seu todo, foi reconhecido de forma unânime por todos os observadores internacionais e fontes nacionais, como tendo sido livres justas e transparentes.
Tendo Kumba Yala à cabeça, e como séquitos Serifo Nhamadjo, Henrique Pereira Rosa, Serifo Baldé e Afonso Té, muito cedo, mesmo antes da publicação dos resultados provisórios, esse grupo claramente deu sinais de que estava a preparar-sd o pior para a Guiné-Bissau. Havia indícios claros da cogitação, senão mesmo da preparação de uma sublevação que levaria à subversão da ordem constitucional na Guiné-Bissau. A eminência da vitória de Carlos Gomes Junior e do PAIGC punha em sentido de alerta toda uma estrutura pronta para a desestabilização e caucionamento da violência e deliquência com cátedra feita na Guiné-Bissau.
Assim, publicados os resultados ditos definitivos a nivel da CNE e, apesar de defenderem publicamente a recusa de quaisquer dos resultados eleitorais publicados, os supostos democratas apresentaram as respectivas reclamações e recursos legalmente previstos junto as instâncias competentes. Entretanto, igualmente, em instâncias próprias, foi-lhes negado as suas pretensões, primeiro na CNE e posteriormente, em última instância no STJ. Porém, hoje compreende-se que, a suposta capa de contestação legítima não era mais do que um pretexto para ganhar tempo e engendrar estratégias de força e de subversão para tentar inverter o irreversível: a humilhação e o fim político do 'ícone' e último lider em fase de declínio político sem retorno. Assim, a componente militar e criminal foi associada ao processo da subversão da ordem a fim de consubstanciar a inversão constitucional.
Ninguém, no seu perfeito juízo, duvidava de que Carlos Gomes Junior, apoiado pelo PAIGC e vencedor da 1a volta com 49% dos votos esmagaria inapelavelmente Kumba Yala, cujo partido, PRS, nem um congresso conseguira realizar, fruto da sua desorganização, tendo mesmo procedido à recolha de assinaturas para que Kumba fosse candidato... Seria, assim, o fim de um mito, cuja degradação física e o evidente senilismo não conseguem esconder... enfim, essas eleições seriam um golpe duro para as forças do mal e do anti-progresso da Guiné-Bissau.
Para atingirem esses maquiavélicos intentos, CGJ, foi «vendido» e catalogado de todos os nomes pejorativos e caluniosos possíveis, entre eles, como sendo defensor dos interesses coloniais e de Portugal, de colonialista, de ser contra os balantas e de querer erradicá-los das forças armadas, de possuir projectos maquiavélicos de eliminar as chefias militares, em particular as de etnia balanta, de ser contra os militares, ser o mentor de várias mortes de políticos e militares ao longo dos anos, de ter um acordo secreto com os angolanos e forças estrangeiras para aniquilamento das FA da Guiné-Bissau, de querer vender a soberania nacional a interesses estrangeiros... e, muitos outros infindáveis delírios baseados num complexo doentio, primário, eivado de complexado contra quem faz o bem e traz o desenvolvimento para o seu País e, consequentemente, para o Povo da Guiné-Bissau.
Todos esses boatos e calúnias falaciosas, foram ventiladas e vendidas ao longo dos tempos (com Malam Bacai Sanha e alguns assessores complexados à cabeça), que, sem credibilidade, sustentabilidade e muito menos provas, acabaram por cair no descrédito... apesar de todas as incidiosas campanhas e montagens feitas a todos os niveis e instâncias, sempre visando o seu aniquilamento politico e, até fisico, caso fosse necessário. Porém, Carlos Gomes Jr. sobreviveu a todas as tempestades e complôs urdidos contra a sua pessoa. Sofreria mais de quatro tentativas de golpe de Estado durante o seu mandato...Coisa pouca, pensariam...
Entretanto, a estratégia da 'Quinta Coluna' não se ficaria por aqui, pois esgotados os argumentos legais - reclamação junto à CNE e recursos para o STJ - que foram usados supostamente como simples fachada de aparência democraáica, passa-se à 2a fase do plano maquiavélico, montado de assalto ao poder pela força das armas com a inevitável cumplicidade dos militares, grupo castrense imbuído de um tribalismo complexado e exacerbado que têm destruido irresponsavelmente todas as bases sociais de uma convivência pacífica futura entre as várias etnias que compõem o mosaico socio-racial da Guiné-Bissau.
O mote para a subversão foi dada através de uma saída, tão surpreendente quanto fundamentalista, de um elemento do orgão de superintedência do processo eleitoral, a CNE, na pessoa do seu Secretário Executivo, que, contra a corrente das evidências e dos dados, vem, por pressão ou orientações do PRS, caucionar publicamente e sem quaisquer fundamentos as alegadas «fraudes eleitorais» propaladas patéticamente aos quatro ventos pela 'Quinta Coluna', no entanto, rejeitadas com argumentos validos pelas instâncias competentes. Como principal tenor dessa propalada "fraude", Antonio Artur Sanha... sintoma preocupante do radicalismo, sectarismo e violência do movimento..., enfim, ingredientes sujacentes à sua génese de inadaptado social de irreversível reencaminho.
Seguem-se as ameaças veladas feitas por Kumba Yala de que não heveria 2a volta das eleições. Assim dito, assim feito. Trinta (30) minutos depois das suas incendiárias declarações de 'interdição' da realização da segunda volta, a residência de Carlos Gomes Jr., candidato vencedor da 1a Volta das eleições presidenciais, foi atacada com armas pesadas, visando o seu aniquilamento. Porém, este, salvo miraculosamente do brutal assalto, foi detido, mantido em cativeiro em condições desumanas durante 15 dias até à sua saída para o estrangeiro, em condições que ainda se questiona. O resto é o que se sabe...
No entanto, internamente a participação directa dos políticos na subversão da ordem constituicional e participação no golpe de Estado, é mais do que evidente, senão inquestionável:
- O Comando militar, assume-se como parte prenante no processo do golpe, advogando a favor do PRS, dos dissidentes do PAIGC e dos partidos da oposição conjugados em coligações que perderam com os seus candidatos;
- Kumba Yala, Serifo Nhamadjo, Henrique Pereira Rosa, Afonso Té e Serifo Baldé, posicionaram-se de forma inequívoca e pública como os maiores e únicos interlocutores do Comando Militar em todo o processo do golpe de Estado;
- Kumba Yala como mentor, estratega político do golpe e líder balanta que a estrutura militar presta subservência, está pretorianamente 24/24 horas guardado pelos militares do Comando Militar e milícias fortemente armadas que cortam mesmo o tránsito na rua onde este mora;
- O PAIGC, partido maioritário e apoiante do candidato vencedor da primeira volta das eleições presidenciais, foi afastado e marginalizado de todos o processo negocial e de saída para a crise;
- Os cinco candidatos contestários da primeira volta das eleições - embora tenha começado ainda antes da realização da 1a volta... - associaram-se e apoiaram, declarada, aberta e descaradamente o golpe de Estado e o Comando Militar que o promoveu;
- As negociações foram sempre realizadas de forma pública e assumida entre o Comando Militar e os partidos políticos apoiantes do golpe de Estado;
- Está provado e comprovado que a escolha do 'primeiro-minisro' dito de transição foi uma escolha pessoal e directa de Koumba Yala, tendo rejeitado, pelo menos dois nomes inicialmente avançados para ocupar esse posto. Convém realçar que Serifi Nhamadjo não era o preferido de Kumba;
- Kumba Yala e Serifo Nhamadjo participaram em total sintonia com o Comando Militar na elaboração da lista do dito Governo de transição;
- Alguns politicos devidamente identificados, participaram activamente no golpe, alguns inclusivamente fardados, armados e com escolta militarizada. Por exemplo, o meu espancamento e prisão...foi ditada por civis, que eu, perfeitamente posso identificar...
Assim, perante estes e outros factos aqui enunciados, alguns não, ora por desconhecimento, ora por omissão, não se compreende que, até à data presente, certos políticos activamente envolvidos na alteração da ordem constitucional na Guiné-Bissau não constem ainda das listas, quer as publicada pela União Africana, quer na da União Europeia ou das Nações Unidas. Esses políticos têm nome e são, sem quaisquer duvidas: Kumba Yala, Serifo Nhamadjo, Henrique Pereira Rosa, Afonso Té, Fernando Vaz, Artur Sanha, Faustino Imbali, Umaro Embalo (Cissoko) e tantos outros que seria fastidioso enumerar.
Perante este perigoso «descuido» da CI, com respaldo gravemente nocivo no actual cenario político-militar na Guiné-Bissau, corre-se o risco de que todas as decisões que possam tomar em relação aos militares sejam uma perfeita «sinfonia para surdos»..., pois para esses, ser interditado ou sancionado é como se fosse NADA. Ao Bicho do Mato a cidade e as viagens não interessam para nada, pois como Bicho que é...gosta é de viver no mato, no meio da desordem e da anarquia.
E bom que a CI entenda de uma vez por todas que, sem se envolver esses politicos maliciosos e criminosos que estão comprovadamente envolvidos na situação de instabilidade na Guiné-Bissau, no lote das pessoas abrangidas pelas sanções, tais como os seus cúmplices militares golpistas, NADA SE RESOLVERÁ e tudo continuará na mesma na Guiné-Bissau, isto é... na passivel e pachorenta impunidade a que o nosso País, infelizmente, já está habituado.
Se a CI persistir em fechar os olhos e fingir não ver essa realidade tão evidente e escandalosa, deixando de lado os mentores morais e manipuladores do golpe de Estado e da instabilidade na Guiné-Bissau, livres de quaisquer constrangimentos ou medidas de limitação, de circulação ou de acesso aos seus bens de forma impune e criminosa.... a saga da desordem e desconstrução do Estado de Direito, continuará imparável e impune, até que a Guiné-Bissau acabe exanque... morto por abandono e omissão de auxilio da Comunidade Internacional.
Em suma, limitando a CI as suas sanções e restrições meramente aos militares já enumerados, nada mudará: esses não viajam para a Europa, muito menos para os EUA e, provavelmente, nem possuem contas bancárias no exterior, porquanto os seus rendimentos provindos de serviços de interposição, recepção e estocagem da droga trazidos pelos cartéis colombianos, venezuelanos, marroquinos, entre outros, no território da Guiné-Bissau e ou para o exterior, é pago a pronto 'cash', sem interposição ou intervenção bancária... tendo assim, muitos lugares e meios por onde guardá-los com total segurança.
Essas sanções, é bom que se diga, não aquecem nem arrefecem os militares (Antonio Injai disse-o ontem claramente no Repórter África), pois o seu ganha pão e o seu império da violência e da anarquia estão na Guiné-Bissau, onde são reis e senhores absolutos. Os descarregamentos e transposições de lotes de droga no interior (entre Cassolol e Varela) e as ilhas bijagós da Guiné-Bissau aumentaram exponencialmente desde fins de abril último. Os aviões já nem aterravam, lançam a mortífera carga... E, na falta de clientes para descarregar o lucrativo negócio da droga, os próprios militares metem maos à obra. E há, ainda, o suculento erário público para delapidar a granel...
Estou certo de que, a esses políticos citados, comprovadamente envolvidosao até o tutano no golpe de estado de 12 abril, far-lhes-ia diferença serem interditados de viajarem para o exterior, de terem acesso às suas contas bancárias no exterior congeladas, às suas casas corruptamente adquiridas confiscadas, não poderem visitar os seus filhos e as suas famílias principescamente instalados no estrangeiro... a esses, sim, ha interesse e objectividade em lhes serem aplicadas as sanções e restrições impostas aos militares.
Para se aplicarem essas sanções PROVAS NAO FALTAM: existem e são mais do que suficientes.
Às entidades que aplicam essas sanções, cabe ver a pertinência deste meu ponto de vista, senão, tudo o que se faça, dará inevitavelmente em NADA, tudo que se faça será FÚTIL e, inevitavelmente o Povo da Guiné-Bissau continuará a sofrer, a ser espezinhado e a ser violentado e estirpado dos seus direitos mais elementares por uma associação restrita, prenhe de malfeitores, e constituído por militares, alguns deles criminosos, outros ainda narcotraficantes e os seus acólitos de políticos de igual estirpe.
Deixem de lado, a diplomacia, sejam realistas, tenham dó de todo um povo que esta à mercê da bárbarie, ACUDAM o Povo da Giné-Bissau. António Aly Silva
Três, dois, um...zero!
A reunião promovida, ontem, pelo CEMGFA António Indjai no parlamento guineense com os antigos combatentes (da guerra colonial, do 7 de junho?) para justificar o golpe de 12 de abril, não tem memória na Guiné-Bissau. Foi, acima de tudo, deplorável. E é sinal de que a cadeira onde se senta o CEMGFA está podre, e que o fim do general está próximo.
Da reunião propriamente dita, retive dois pontos: as cerca de oito(!) vezes, seguidas, em que disse 'não' a Angola, e o ter chamado Cabo Verde e Portugal de colonialistas. "Angola nunca mais, angolanos nunca mais". Mas é aqui que a porca torce o rabo: afinal, quem manda na Guiné-Bissau, hoje? O 'presidente' e o 'primeiro-ministro', impostos por alguns fascistas da CEDEAO, ou o todo-poderoso general com pés de barro? Será que o mundo civilizado, assim mesmo e sem medo da expressão, vai continuar a tolerar o medo imposto pela classe castrense ao povo da Guiné-Bissau?
O 'governo' guineense tem andado com pézinhos de lã a tentar fazer pontes para retomar a cooperação com Angola, e o próprio 'presidente' da CEDEAO, Serifo Nhamadjo ESCREVEU uma carta ao Presidente angolano José Eduardo dos Santos, a pedir o retorno do relacionamento entre os dois estados... e vem o CEMGFA António Indjai dizer destas coisas? Onde está o bom senso?
Outra coisa que não se compreende: António Indjai aproveitou também para se atirar à RTP, mais propriamente ao seu delegado, dizendo que este nunca "beneficiou" o comando militar e que deve estar na Guiné-Bissau ao serviço de alguém... "O melhor é mandarmos esse gajo embora", disse ele... Pelo que conheço do meu País e das pessoas que estão à frente, esta é uma ameaça velada, que o delegado - e a RTP - devem levar a sério.
Outra barbaridade, dita pelo CEMGFA: "Angola está a injectar dinheiro na Guiné-Bissau para criar a confusão", tendo assinalado haver "um antigo combatente que está a receber esse dinheiro. Esse dinheiro está cá", barafustou, alegando que quando tiver os documentos comprovativos disso irá tomar medidas... Se eu morrer, outros Antónios se levantarão, disse, meio a tremer. António Indjai, e não estou nada enganado, tem o dia marcado no calendário. AAS
Descubra as diferenças
"Bom dia, Mestre Aly
Não podia deixar de comentar as palavras do CEMGFA Antonio Indjai durante o encontro com algums combatentes da libertadade da Pátria. Ele disse querer reformar-se dentro de 3 anos. Nisso, estou de acordo com ele, mas quando ele disse que tenciona ingressar ao PAIGC para fazer a política...tem o meu total desacordo.
Ele deve saber primeiro a diferença entre Político, Política e Militar antes de dizer que pretende fazer a politica. Na posicão em que o Indjai está e sobre o trabalho que tem feito para o país, ele merecia SER JULGADO E CONDENADO pelos crimes que ele cometeu e está a cometer contra este povo. Alguém de direito deve explicar ao Injai a diferença entre estas palavras. Mas, antecipadamente e como bom filho deste país, esta é a minha contribuicão para o CEMGFA António Injai.
- O político que representa realmente a população deve saber que a Política denomina arte ou ciência da organização, direção e administração de nações ou Estados; aplicação desta ciência aos negócios internos de uma nação...
- O militar refere-se aos membros, instituições, instalações, equipamentos, veículos e tudo aquilo que faz parte de uma organização autorizada a usar a força, geralmente incluindo o uso de armas de fogo, na defesa do seu país.
Serifo Djalo"
Inquietude
Depois da reunião de ontem na ANP, foi convocada mais uma para o mesmo local, desta feita entre António Injai e as viúvas dos antigos combatentes. O António Injai terá substituído o Ibraima Sory Djaló na presidência da ANP? Falta, agora, marcar a data da reunião. AAS
quarta-feira, 6 de junho de 2012
Abidjan acolhe próxima reunião dos parceiros da Guiné-Bissau
Os parceiros internacionais que tentam solucionar a crise político-militar na Guiné-Bissau vão voltar a reunir-se na quinta-feira, em Abidjan, na Costa do Marfim, disse à Lusa o secretário-executivo da Comunidade dos Países em Língua Portuguesa (CPLP). Domingos Simões Pereira já está na capital marfinense e informou que a reunião vai realizar-se às 16:00 locais [17:00 em Lisboa], sem adiantar, porém, mais detalhes sobre a discussão.
Desde o golpe de Estado de 12 de abril, têm-se sucedido reuniões das principais organizações internacionais e manifestado a diferença dos pontos de vista da CEDEAO (Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental), que defende autoridades de transição, e a CPLP, que sustenta a reposição do Governo deposto e realização das eleições presidenciais, interrompidas pela ação militar.
Conselho de Segurança considera sanções a políticos
O primeiro-ministro deposto da Guiné-Bissau, Carlos Gomes Júnior, afirmou hoje que o Conselho de Segurança vai considerar sanções a políticos com responsabilidades no golpe de Estado de 12 de abril no país.
Após um encontro com o subsecretário geral das Nações Unidas para os Assuntos Políticos, Lynn Pascoe, nas Nações Unidas, Gomes Júnior disse à Lusa que o Conselho de Segurança vai analisar "caso por caso" os políticos implicados no golpe, mas escusou-se a referir os nomes que pretende ver incluídos nessa lista.
"O Conselho de Segurança vai apreciar a nossa proposta. Pensamos que, para além dos militares, há civis que instigaram os militares e têm responsabilidade moral pelo que se passou. Essa gente tem de ser responsabilizada", disse à Lusa. A resolução de 15 de maio do Conselho de Segurança obriga todos os 192 Estados membros da ONU a bloquear a entrada ao chefe das Forças Armadas, general António Indjai, e outros oficiais da Guiné-Bissau, acusados de promover o golpe de Estado no país - Mamadu Ture, Ibraima Camará e Daba Naualna. A resolução exige ao Comando Militar golpista na Guiné-Bissau que abandone o poder e permita "um processo eleitoral democrático", mas deixou cair a exigência inicial de regresso do Governo guineense deposto. Foi criado um comité do Conselho de Segurança responsável por acrescentar ou retirar indivíduos da lista.
Os critérios de inclusão na lista são a "obstrução à reposição da ordem constitucional" na Guiné-Bissau ou "ações que minem a estabilidade" do país, em particular "aqueles que desempenharam um papel de liderança no golpe de Estado e que visam, através das suas ações, minar o Estado de Direito, limitar a primazia do poder civil e aumentando a impunidade e instabilidade". Gomes Júnior, que esteve na ONU acompanhado pelo ministro dos Negócios Estrangeiros da Guiné Bissau, Djaló Pires, reuniu-se na tarde de terça-feira com os países membros do Conselho de Segurança, depois de um encontro com a configuração Guiné-Bissau da Comissão para a Consolidação da Paz, presidida pelo Brasil.
Antes do golpe, Gomes Júnior era primeiro-ministro eleito e favorito à vitória nas eleições presidenciais, depois de ter ganho a primeira volta. Desde meados de maio, a Guiné-Bissau tem um chefe de Estado de transição e um governo de transição, apoiados pela CEDEAO e pelos militares golpistas, enquanto os principais dirigentes depostos se mantêm fora do país, exigindo o regresso à normalidade constitucional. A Lynn Pascoe, Gomes Júnior pediu hoje a ativação de uma comissão internacional que aborde "de forma mais profunda e mais inclusiva a situação na Guiné-Bissau", para além da comunidade regional da África Ocidental(CEDEAO).
"Essa proposta foi abraçada por todos e penso que o secretário-Geral [Ban Ki-moon] vai analisar o resultado destas reuniões a fim de tomar as medidas mais adequadas para restabelecimento da ordem constitucional, conforme a resolução da ONU", disse Gomes Júnior. "A CEDEAO é a organização regional, mas temos a ONU que sempre defendemos ter o seu papel, a União Africana, a CPLP. Devemos admitir esses parceiros de desenvolvimento que há vários anos têm a responsabilidade de ajudar no desenvolvimento do nosso país", adiantou. Antes da partida de Nova Iorque, Gomes Júnior reuniu-se ainda com alguns representantes da comunidade guineense local.
Dinamarca quer o fim do controlo do poder político por militares na Guiné-Bissau
O ministro dinamarquês dos Assuntos Europeus, Nicolai Wammen, sublinhou, terça-feira (5), em Bruxelas, a necessidade "de se pôr fim ao controlo do poder político por militares" na Guiné-Bissau, informa a AIM. Falando durante um debate no Parlamento Europeu, consagrado à situação na Guiné-Bissau, Wammen advogou o fim da impunidade para os que violaram os direitos humanos.
Ele apelou à Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) para intensificar os esforços de mediação entre as partes na Guiné-Bissau, em colaboração com a União Africana (UA) e a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).
O ministro dinamarquês dos Assuntos Europeus achou 'útil' a criação, pela comunidade internacional, de um grupo de contacto internacional encarregue de acompanhar o desenvolvimento da situação na Guiné-Bissau. A Dinamarca, recorde-se, exerce actualmente a presidência rotativa da União Europeia (EU).
António Indjai: «Pretendo reformar-me dentro de 3 anos»
O chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas da Guiné-Bissau, António Indjai, afirmou hoje que pretende reformar-se dentro de três anos para se dedicar à política no PAIGC, partido que diz ser «dos veteranos de guerra» como ele. António Indjai falava hoje na sede do parlamento para cerca de uma centena e meia de veteranos de guerra por ele convocados para uma explicação sobre os «verdadeiros motivos» do golpe de Estado de 12 de abril passado que ele próprio liderou.
«Toda gente sabia o que se passava no regime do 'Cadogo' [primeiro-ministro deposto, Carlos Gomes Júnior], mas muita gente que está no PAIGC [Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde, no poder até ao golpe] não dizia nada. Ficava tudo calado porque recebiam dinheiro dele. Acham normal que um antigo combatente (veterano de guerra) ganhe uma pensão mensal de 14 mil francos CFA (21 euros) enquanto governantes ganhem um subsídio de milhões?», questionou Indjai. LUSA
NOTA - Pretendo é diferente do vou... Mas, senhor General, é de hoje que a tropa ganha salários desses? Por amor de Deus. Ou seja, já nao será por causa da MISSANG, mas sim dos salários. Se nao é da doença, será da cura... AAS
Educação ao deus dará...
O sector do ensino na Guné-Bissau encontra-se à beira do colapso e os alunos arriscam perder o ano lectivo na sua totalidade, informa o correspondente da rádio estatal norte-americana Voz da América (VoA) em Bissau, Lassana Cassamá. Oficialmente não há greve mas, na prática, o sector do ensino guineense está paralisado. Alunos não frenquentam não frequentam as aulas e os professores comparecem apenas em número minimo que não é suficiente para assegurar o funcionamento das aulas.
Esta situação deve-se a uma combinação de diversos factores mas não tem saída à vista já que o governo de transição formado após o golpe de estado de 12 Abril não tem até agora feito qualquer promessa no sentido de resolver a crise e certamente que terá dificuldades para responder algumas exigências dos docentes, sobretudo das categorias de contratados e novos admitidos que têm entre quatro a cinco meses de ordenados em atraso. O presidente do Sindicato Nacional dos Professores, Luís Nancassa, disse que apesar de não haver qualquer ação reivindicativa formal, os docentes não estão em condições morais para ir as salas de aulas devido aos salàrios em atraso.
"Se as aulas não funcionam ninguém nos pode imputar responsabiolidades," disse o dirigente sindical. Nancassa acredita que há ainda a possibilidade de salvar o presente ano lectivo, se bem que isso a ser feito será com muita deficiência e com o claro incumprimento do programa. Mas, Rui Landim, perito em matéria educativa, disse que para salvar o presente ano lectivo, o Governo tem pouco mais de uma semana para resolver as questões. Mas para isso, disse, "é preciso que o governo tenha um plano ... para que se passe de cinco dias lectivos para seis dias .... no mínimo de cinco horas diárias". Landim fez notar que para além das consequências para os alunos na perca de um ano lectivo o governo irá tambem perder os ivnestimentos que fez para este ano em termos de salários já pagos e despesas com material didático. VOZ DA AMÉRICA
Adeus, e obrigado
Os primeiros 15 militares da missão angolana na Guiné-Bissau (Missang) deixaram o país na manhã de hoje a bordo de um avião da força aérea angolana, devendo durante a tarde efetuar-se mais um voo. A Missang começou hoje a retirar-se da Guiné-Bissau, uma decisão de Angola na sequência de atritos com as forças armadas guineenses, que acabou no golpe de Estado de 12 de abril último. Também hoje começou a ser carregado material militar angolano num navio acostado no porto de Bissau. Angola preve realizar oito voos para o repatriamento de todos os seus militares, e bens.
Depois, bom depois mamamos, das tetas da CEDEAO, o seu leite azedo... AAS, LUSA
King & King
Carissimo Aly,
Ca estou, para te dar um abraço e desejar-te melhoras e recuperação para o combate que se avizinha.
Vi-te ao lado do nosso eterno «King» e, até me arrepiei. Podes crer que, não ficastes mal na fotografia pois, também és, o «King» da resistência contra a barbarie na nossa Guiné-Bissau.
E, falando do ambiente de barbarie que se vive no nosso martirizado pais (graças aos interesses obscuros da CEDEAO, hoje esta, à mercê da deriva de politicos corruptos e desqualificados associados aliados a militares criminosos e associados ao narcotrafico), sobram neste intervalo que não se fala agressões, matanças e prisões arbitrarias, as bacorradas de politicos e dirigentes de instituições que deviam ser servidas por pessoas supostamente à altura dos seus designios. Porém, na Guiné-Bissau tudo funciona ao avesso e como tal pessoas inqualificadas ocupam postos que em situação normal nunca acederiam.
Ontem, mais uma tristeza atravessou-me a alma quando ouvi o Antonio Sedja Man (um dos principias promotores do Golpe Estado do 12 de Abril com a sua inopinada conferência de imprensa provadamente encomendada pelo PRS e Kumba Yala para desestabilizar e descrebibilizar o processo eleitoral em curso) na RDP-Africa a falar da CNE na sequência da visita do presidente virtual da CEDEAO na Guiné-Bissau serifo Nhamadjo.
Para justificar a ausência do Presidente em exercicio dessa instituição, Desejado Lima da Costa, Sedja Man, disse que o mesmo, retomaria as suas funções desde que lhe sejam criadas condições de segurança para o retorno ao seu posto, pois nesse momento ja esta em casa em segurança e brevemente retomara as suas funções, também em segurança (Sedja Man, dixit)...porém, eu pessoalmente duvido disso, pois o Golpe de Estado passa também pela extinção do actual corpo dirigente da CNE, para além de que, depois da carga de porrada com que foi brindado DLC quando quis legitimamente retomar o seu posto de trabalho, acho que, ele deveria pensar duas vezes... pois para a prôxima poderão até mata-lo, dado que essa gente é capaz de tudo porquanto vivem na impunidade total.
Na sequência, respondeu a uma outra pergunta do jornalista da RDP-Africa: «sera que, a CNE continuaria a funcionar com a mesma equipa ?». A pergunta, respondeu o asno em pessoa : «eventualmente que podera continuar a trabalhar com a mesma equipa »...mas, atendendo as «orientações da CEDEAO de se criar uma nova Comissão Nacional das Eleições (à CEDEAO) para realizar as eleições presidencias daqui a um ano, é provavel que se venha a criar um novo orgão para o efeito ». Tive um fricção de revolta e a raiva invadiu o meu corpo. E triste observar impune, ao que a ganância e a bestialidade de militares e de um grupo de politicos ignorantes levou o nosso pais... ao desrespeito, à humilhação à subservência e prostituição politica a favor de uns senhores que nada têm a nos ensinar, senão aprender. E triste, caros cidadãos !!
Resumindo : A CEDEAO ja nos impingiu um presidente fantoche, agora prepara-se para nos dar uma CNE à CEDEAO e à medida e do seu suposto candidato (que decerto ja escolheram, suponho HPR) amanhã nos instituira uma ANP, incluindo burkinabés, costa-marfinenses, nigerianos e senegaleses (estes seriam maioritarios)... e porque não, também mudar a nossa bandeira e passar a « mamar-nos » à todos.
Grato pela oportunidade do desabafo, meu irmão.
PRF
PS: o presidente fantoche da CEDEAO, bem podia mudar de indumentaria, pois desde que foi indigitado não tira o seu «chambrote» quiça para mostrar que é puramente muçulmano..., ou sera a farda da CEDEAO ?!.
Nos sabemos bem o que ele é, por isso, podia variar um pouco... e vestir-se preto (sinal de luto) e de preferência com os cordelinhos de "kincon-kinco" para a CEDEAO e o KY manipularem.
AJUDA PARA O HOSPITAL SIMAO MENDES
Amigos de Boa Vontade na diáspora em parceria com a Associação de Estudante em Lisboa, Coimbra, Porto, Algarve apelam a todos os Guineenses ou amigos da Guiné-Bissau á doação de Alimentos e, Medicamentos, em qualquer quantidade pois toda ajuda será bem-vinda. Os donativos serão entregues na embaixada da Guiné-Bissau em Portugal (Rua de Alcolena nº 17 A, 1400-004. Restelo/Lisboa). Agradecemos desde já o seu apoio, a participação de todos será fundamental para o sucesso desta iniciativa.
Para mais informações, contactar os responsáveis:
> Maria Armanda Monteiro 00351 964178787
> Luis Vaz 00351 969763246
> Braima Mané: 00351 961070342
> Elsa da Costa: 00351 969763246
> Vasco Menut 00351 969536098
Catch me if you can...
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Quem sabe, pode... AAS
É já a seguir...
O CEMGFA António Injai parece não saber em quem confiar... Depois da MISSANG, é agora a vez da CEDEAO. O CEMGFA já questionou o general das forças de ocupacão da CEDEAO na Guiné-Bissau sobre o tipo de armamento que vão ter durante o periodo que vão acupar o País. Vem aí outro golpe? AAS
NOTA DO SECRETARIADO DA ONU
Note by the Secretariat On behalf of the Department of Political Affairs, the attached paper is hereby circulated for the
information of the members Of the Security Council.
5 June 2012
FACT SHEET FOR THE SECURITY COUNCIL BRIEFING ON GUINEA-BISSAU
From 18 March Presidential Election to 4 June Security Council briefing
PRESIDENTIAL ELECTION (FIRST ROUND)
18 March: Guinea-Bissau citizens peacefully cast their votes in the first round of the presidential election. A few days later, international observers (AU, CPLP, ECOWAS, WAEMU, Nigeria, UK and USA) and experts from the EU and South Africa adjudged the election as transparent and credible.
In the evening of Election Day, Colonel Samba Djal6, former Head of Military Intelligence, was shot dead outside his home. National authorities subsequently publicly stated that the killing was not related to the election; an inquiry was opened.
20 March: Five presidential candidates, including Koumba Yalfi (Independent supported by the the Social Renewal Party - PRS), Serifo Nhamadj 0 (Independent PAIGC candidate), Henrique Rosa (Independent), Afonso Td (PRID) and Serifo Baldÿ (Youth Party), announced that they would reject the election results on the grounds that the election was rigged.
21 March: Provisional results were announced, giving 49% to Carlos Gomes Jfinior and 23% to Koumba Yalfi, requiring a run-off election between the two. The days following the announcement of the results were marked by public statements from the five candidates reiterating their rejection of the results and announcing a boycott of the second round. They also announced their intention to appeal to the Supreme Court.
11 April: The Supreme Court rejected the appeal of electoral fraud lodged by the five presidential candidates. The National Electoral Commission (CNE) announced that the run-off election would take place on 29 April and that a two-week official campaigning would start on 13 April.
INTERNATIONAL PARTNERS' EFFORTS TOWARDS RESOLVING ELECTORAL
IMPASSE
31 March: A joint ECOWAS-AU-UN Mission to Bissau, led by the President of the ECOWAS Commission, met with national stakeholders (the diplomatic corps, Interim President, Government, presidential candidates, the military, the judiciary and civil society) to encourage dialogue and consensus and to urge the group of the five losing presidential candidates to seek
legal recourse to their electoral complaints, to respect the outcome, and to participate in the second round of the presidential election.
2 April: Meeting of the ECOWAS Authority in Dakar. President Alpha Condd of Guinea was appointed as ECOWAS Mediator for Guinea-Bissau crisis. On 3 April President Condÿ called SRSG Mutaboba for a briefing.
4 April: SRSG Mutaboba travelled to Conakry for preliminary consultations with President Condÿ on possible UN support to the mediation process. He also held meetings with the Angolan Minister of Foreign Affairs, who was visiting Conakry.
2, 3, 4 and 9 April: Angolan Ministers of Foreign Affairs and Defence held meetings with national authorities and international partners in Bissau regarding Angola's intention to withdraw the Angolan technical SSR mission (MISSANG) after the military hierarchy had questioned the motive of their country's assistance to Guinea-Bissau.
12 April: The ECOWAS Mediation, Peace and Security Council (at the level of Ministers of Foreign Affairs, with participation extended to Ministers of Defence) met in Abidjan. During the closing session of this meeting in Abidjan, the military-led coup d'ÿtat erupted in Guinea-Bissan.
COUP D'ETAT AND AFTERMATH
12 April: Military coup. Prime Minister/presidential candidate and Interim President arrested; TV and radio closed down; roads in the capital Bissau and land, sea and air borders closed. Earlier that day, the EU issued a statement expressing concern about the growing political and security crisis, urging the military to remain subordinate to civilian authorities and affirming EU support to the ongoing mediation efforts involving the AU, the CPLP, ECOWAS and the UN. An hour before the coup d'dtat, the five presidential candidates rejecting the 18 March election outcome gave a press conference. Koumba Yalfi announced a boycott of the second round, stated that he would not participate in the electoral campaign scheduled for 13 April, and warned that those doing so would bear responsibility for their actions.
From 12 April and days after the coup: Houses of ousted cabinet ministers were reported looted and high ranking officials of the government and the ruling party took refuge in diplomatic missions in Bissau fearing for their lives.
13 April: A self-styled "Military Command" claimed responsibility for the coup d'6tat; stated that the reason for their action was a "secret agreement" between the Governments of Guinea-Bissau and Angola to deploy forces under an AU mandate to "annihilate" the Guinea-Bissau military. The "Military Command" subsequently issued 22 communiqu6s in total from 13 April
to 22 May to communicate with the population and the international community. The UN Security Council considered the situation in Guinea-Bissau. DPA provided a briefing. The Council issued a press statement in which it strongly condemned the forcible seizure of power from the legitimate Government of Guinea-Bissau.
ECOWAS issued a statement to condemn the military action; demand the immediate restoration of constitutional order and the completion of the electoral process; reiterate principle of 'zero tolerance' of unconstitutional seizures of power. The UN Secretary-General, the Guinea-Bissau Configuration of the PBC, the AU, the EU, the CPLP and the International Organization of La Francophonie made similar condemnation. The AU, the CPLP and La francophonie subsequently suspended Guinea-Bissau, and the World Bank, the IMF and the AfDB suspended their cooperation with the country. To date, targeted sanctions have also been applied by the EU and the UN.
16-17 April: An ECOWAS mission met with the "Military Command" and other national stakeholders and international partners in order to transmit firm ECOWAS statements against the coup.
18 April: The "Military Command" and 21 political parties signed the "Agreement for the stabilization and maintenance of constitutional and democratic order" for a two-year transitional period which was rejected after condemnation, including by ECOWAS and Serifo Nhamadjo who declined the offer of the presidency.
19 April: The UN Security Council considered the situation in Guinea-Bissau. SRSG Mutaboba provided a briefing, as well as the Guinea-Bissau legitimate Minister of Foreign Affairs, representatives of ECOWAS and the CPLP, the Minister of State and Foreign Affairs of Portugal, and the Chair of the Guinea-Bissau Configuration of the PBC.
21 April: The UN Security Council issued a Presidential Statement (SiPRST/2012/15), in whichit strongly condemned the military coup, demanded the immediate restoration of the constitutional order, the reinstatement of the legitimate democratic Government, and the resumption of the electoral process interrupted by the military coup.
24 April: The AU Peace and Security Commission met at the level of Ministers of Foreign Affairs in Addis Ababa and reiterated its condemnation of the coup and the restoration of constitutional order in Guinea Bissau. SRSGs Mutaboba and Djinnit briefed the Council.
26 April: Summit of ECOWAS Heads of State and Government in Abidjan. The ECOWAS leaders reiterated their firm position in alignment with international partners; confirmed their intention to deploy an ECOWAS Standby Force in Guinea-Bissau; established a Regional Contact Group on Guinea-Bissau (led by Nigeria); and urged all stakeholders to submit to the
mediation efforts of ECOWAS with a view to agreeing on the modalities for a consensual transition through the holding of elections within twelve months. Both SRSGs Djinnit and Mutaboba addressed the Summit.
29 April: ECOWAS Regional Contact Group meeting with Guinea-Bissau national stakeholders, including the PAIGC, in Banjul. The meeting chaired by the Gambian President was inconclusive. Meetings including the PAIGC continued in Bissau under the facilitation of the Bishop of Bissau to find a consensus on the selection of an interim President. The PAIGC insisted on the reinstatement of Interim President Pereira, while the military and opposition parties insisted on the designation of Serifo Nhamadjo, the interim Speaker, as the Interim President.
30 April: Secretary-General's report on efforts towards the re-establishment of constitutional order in Guinea-Bissau, in accordance with Security Council presidential statement of 21 April 2012 (S/PRST/2012/15).
3 May: ECOWAS Extraordinary Heads of State and Government Summit is held in Dakar. ECOWAS leaders reiterated the setting up of a twelve-month transition to be led by a transitional president elected through a vote by a new National Parliament leadership that would include the majority party PAIGC: the elected Speaker would become the Interim President while the deputy Speaker would take over as the Speaker.
7 May: The UN Security Council considered the 30 April Secretary-General's report on Guinea-Bissau. SRSG Mutaboba provided a briefing, as well as the Guinea-Bissau legitimate Minister of Foreign Affairs, representatives of ECOWAS and the CPLP, and the Chair of the Guinea-Bissau Configuration of the PBC.
8 May: The UN Security Council issued a press statement, recalling its 21 April PRST and reiterated its readiness to consider targeted sanctions against the perpetrators and supporters of the military coup, should the situation remain unresolved.
9 May: the Military Command sent a list of 57 persons banned from leaving the country to the Migration and Border Department. The list includes members of Carlos Gomes J6nior's government, PAIGC leaders and State officials, as well as some of the late President Malam Bacai Sanha's advisors. The armed forces spokesperson said inclusion of individuals who were not members of the former government was a mistake and only the members of the former
government had to stay in the country until the transfer of power.
10 May" An ECOWAS delegation led by the Minister of State for Foreign Affairs of Nigeria and composed of the Minister of Defence of C6te d'Ivoire, Special Advisor to President Ouattara, and the Chiefs of Defence Staff of C6te d'Ivoire and Nigeria arrived in Bissau to continue ECOWAS mediation in the crisis. The talks were attended by the PAIGC National Secretary, the full military hierarchy, the Forum of opposition political parties, the five dissenting presidential
candidates, including former President Koumba Yalit, civil society representatives and the interfaith mediation group.
At a press conference held in the course of the day, the head of the delegation ruled out the return of Interim President Raimundo Pereira and Prime Minister Carlos Gomes JOanior to Guinea-Bissau. Early in the following day, he announced that during consultations between ECOWAS and national stakeholders, it had been decided that Interim Speaker Serifo Nhamadjo would assume the function of Interim President in accordance with Article 71 of Guinea-Bissau's Constitution. He called on Mr. Nhamadjo, in his capacity as Interim President, to conduct consultations to appoint a consensual Prime Minister who would form a government of national unity, and stated that ECOWAS would send troops to secure the 12-month transitional period, protect the population and undertake security sector reform following a formal written request
from the national authorities.
The Armed Forces Chief of General Staff, General Ant6nio Indjai, welcomed the ECOWAS' proposals and expressed the readiness of the military to welcome the ECOWAS Force immediately. On the other hand, the head of the PAIGC delegation rejected the solution put forward by ECOWAS, which he considered unconstitutional and as a way to reward the coup d'dtat. The civil society delegation also rejected the ECOWAS' proposal and expressed its disagreement with ECOWAS imposing a solution based on its "reading" of the Guinea-Bissau Constitution.
11 May: The ECOWAS delegation confirmed the decision on a 12-month transition led by Interim President Serifo Nhamadjo. The PAIGC rejected the "imposition of a pseudo-President of the Republic by ECOWAS" and ECOWAS as a mediator. The PAIGC position was echoed by a coalition of parties and organizations against the coup d'dtat (FRENAGOLPE).
11 and 12 May: The Guinea-Bissau League of Human Rights and the Movement of Civil Society for Peace, Democracy and Development condemned the ECOWAS proposal.
14 May: The third parliamentary session was convened but had no quorum for the first week due to the PAIGC boycott. PAIGC Parliamentarians started attending the third ordinary parliamentary session on 21 May. Eighty-nine of 100 Parliamentarians took part in the session. However, no progress was made as PAIGC Parliamentarians proposed discussions on the
political and social situation in the country following the Coup while PRS Parliamentarians
disagreed.
16 May: The Interim President of the National Assembly and 17 out 30 political parties signed a "Political Transition Pact". The signatories to the Pact agreed to convert the function of "Interim President" into "Transitional President", vesting Mr. Nhamadjo with the full powers of a 4 President except those to nominate and dismiss a Prime Minister. The Pact extends the legislature, which was dueto expire in November 2012, until the completion of the legislative
elections and the swearing-in of Parliamentarians. It also states that the Transitional President and Prime Minister would not be allowed to run for office in the next presidential and legislative elections. The transition period will last for 12 months as from 16 May, during which presidential and legislative elections will be held. The PRS of former President Koumba Yalfi was the only party signatory to the Pact that is represented in Parliament (28 parliamentary seats), while the PAIGC continued to object to the transitional arrangements. Mr. Rui Duarte de Barros (PRS) was appointed Prime Minister.
]
17 May: The first contingent of the ECOWAS forces ECOMIB, composed of 73 members of the Burkina Faso Formed Police Unit, arrived at Bissau. The Force is mandated to provide security for the departure of the Angolan Security Sector Reform (SSR) mission (MISSANG), secure the transitional period, and support efforts in the area of SSR within the terms of the ECOWASCPLP
road map. An additional 64 security personnel from Burkina Faso, including the force commander, Col. Gnibanga Baro, arrived at Bissau on 20 May. The ECOWAS force will be based in Cumdrd (35 km from Bissau). Following intense negotiations with political stakeholders and the military junta, the Transitional President swore in Mr. Rui Duarte Barros as Transitional Prime Minister.
18 May: The Council issued resolution S/RES/2048(2012). The National Assembly, the "Military Command" and the political parties that are signatories of the "Political Transition Pact" signed a "Political Agreement", determining the general lines of the Transitional Government Programme. The Agreement includes a call for amnesty for the perpetrators of the 12 April coup and provides for the National Electoral Commission to undertake biometric voter registration.
19 May: ECOWAS Mediation, Peace and Security Council met in Abidjan to discuss the political situation in Guinea-Bissau and Mali. SRSG Djinnit represented the United Nations. According to a press release on 20 May, regarding Guinea-Bissau, the Council endorsed the ongoing transitional process, demanded the immediate reconvening of the National Assembly to extend its mandate and elect a new Speaker, and also the establishment of the remaining organs of the transition, including a broad-based government. The Council further urged Member States that had pledged troops to the ECOWAS mission in Guinea-Bissau to expedite actions for full deployment and requested immediate financial assistance to Guinea-Bissau to meet
contingencies.
21 May: SRSG Mutaboba briefed Dakar-resident ambassadors and representatives.
22 May: The "Military Command" stated that they had handed over power back to civilians and were henceforth returning to the barracks. Transitional President Serifo Nhamadjo appointed the cabinet of 15 Ministers and 13 Secretaries of State, including two women, to form a transitional government. The Ministry of Women, Family, Social Cohesion and Fight against Poverty was abolished. The Spokesperson for the "Military Command", Lt. Col. Daba Na Walna, held what he said
would be the last press conference of the "Military Command" and announced the return of the military to the barracks.
23 May: The Transitional Government was sworn in. The Ministry of Women was abolished, which raises concern regarding the implementation of the National Plan for Gender Equality and Equity. The Transitional President set out the following immediate challenges: payment of salaries to civil servants; saving the current school year and improving the judiciary sector and fighting corruption. The transitional Prime Minister called on the population to be reconciled and civil servants to resume their fimctions as from 28 May. The trade unions called off the general strike 0n 25 May. Mr. Barros also said that all the agreements signed would be respected.
23 and 25 May: SRSG Mutaboba chaired meetings of international partners, ambassadors and representatives. The meeting of 25 May was also attended by the visiting CPLP Executive Secretary with the objective of discussing ways forward in implementing UNSC Resolution 2048(2012), in particular its paragraphs 2 and 3. During the 25 May meeting, a demonstration organized in front of UNIOGBIS compound by some members of FRENAGOLPE, AJOPAR and Women's Movement was violently repressed
by the National Guard, indiscriminately beating the protesters.
24 May" The Ministry of Public Function was vandalized by unknown people and office equipment stolen. The database room containing the information of biometric census of civil servants was not damaged.
25 May" The Transitional Government held its first Council of Ministers, chaired by the Transitional President. The media reported that the former Armed Forces Chief of General Staff, Vice Admiral Zamora Induta, who had since 21 March sought refuge at the premises of the EU Delegation in Bissau, had arrived in Banjul, Gambia.
30 May 2012" As of 30 May, 437 military and police officers from Burkina Faso, Mali, Nigeria, Senegal and Togo have been deployed to Guinea-Bissau as part of the 629-authorized ECOWAS Force, in accordance with the 3 May decision of the ECOWAS Heads of State and Government. The withdrawal of members of the Angolan SSR mission (MISSANG) from Bissau is expected to commence by 10 June.
31 May: The EU decided to strengthen sanctions against the military in Guinea-Bissau, adding 15 people to the list of individuals banned from entering the EU territory and subject to freezing of assets in Europe.
terça-feira, 5 de junho de 2012
Esta é a nossa Pátria amada
Caro Aly:
Antes de mais, aceita os meus parabéns pela sua coragem patriótica! Neste período conturbado, o nosso país precisa de muitos ALYS para almofadar a queda. Tenha a bondade de me ceder um pequeno espaço no seu, “nosso” Blog, para enviar esta mensagem de apreço e esperança ao nosso povo, que esta a sofrer...!
Obrigado!
“Vasco Barros”
ESTA É A NOSSA PÁTRIA AMADA!
A Guiné-Bissau tem sido foco de constantes conflitos. Sua constituição, manutenção e funcionamento estiveram e ainda estão à mercê de uma série de disputas político-partidárias o que revela questões traumáticas e não resolvidas, herdadas da ditadura dos anos transatos.
No passado dia 12 de Abril, um grupo de cidadãos, autodenominado comando militar derrubou o governo constitucional e se instalou no poder em forma ilegítimo, num golpe de estado. Incidente que foi condenado pela comunidade internacional inclusive pela CEDEAO, (Tolerância Zero) que, pela ironia do destino, são eles a conduzir o processo de estabilidade e manutenção da paz muito contestado pela opinião pública nacional e internacional.
A costa ocidental africana, parece oferecer condições ideais para as organizações terroristas ou criminosas procurarem refúgio, traficarem armas e drogas, sem muito receio de interferência oficial. Assim como a maioria dos países daquela região de África, a Guiné-Bissau, não foge a regra. Possui debilidades crónicas – pobreza, desemprego, analfabetismo, corrupção, impunidade que a transforma num estado vulnerável ao crime. Foi classificada como um reservatório e ponto importante de transbordo para o narcotráfico que serve os mercados europeus.
Ao longo da última década, a União Africana com vista a enfrentar os desafios de segurança em África, tem expandido e revitalizado as operações internacionais de manutenção da paz neste continente. A despeito de importantes progressos, o ambiente de segurança em África ainda é frágil e incerto com uma vasta gama de ameaças emergentes e existentes a provocar grandes tensões nos governos.
Para se ter uma noção clara das dificuldades que as operações de manutenção da paz enfrentam, basta ver a actual desintegração da Somália, que é considerada hoje a pior crise humanitária mundial e recentes golpes de estado no Mali e na Guiné-Bissau mediadas pela CEDEAO que a meu ver, anda com excesso de velocidade nas estradas esburacadas da cidade de Bissau com interesses que não são do povo guineense.
África necessita duma coordenação muito mais coesiva sob uma firme direcção e orientação da ONU e “EUA”, para que haja realmente a estabilidade sustentável, dadas as persistentes condições de desigualdade e frágil governação.
A Guiné-Bissau que teme punir ou sequer apontar seus criminosos, acaba por banalizar a violência que transborda o crime e vitimiza o cidadão comum em plena democracia.
Mais uma vez o povo a pagar a culpa e a sofrer consequências desastrosas, quando os governantes podiam se sentar em torno da mesa do entendimento, chegar a um consenso e evitar esta tragédia. Lá vão mais uns bons anos de retrocesso... Ai nô tera...! Ke ku nô iara Deus?
Caros irmãos, se me perguntarem qual é a minha convicção política, a resposta será uma só: Liberdade! Sou do partido daqueles que querem o bem da Guiné-Bissau! Partido do povo. Perante todo este sufoco, quero dizer o seguinte,
AO POVO:
N`tergau dja na Baloba di “Goveia di bon bardadi”!
Caros compatriotas, a pátria é o reservatório da nossa cultura, dos nossos valores, nossas tradições, nossas realizações, temos que construir nela a paz e o progresso!
Não podemos deixa-la navegar a deriva no rio de interesses, nem tão pouco viver sufocado nas mãos alheias. Suma katchu na mon di mininu: NÔ PENAL! NÔ IASAL! NÔ BINDIL! NÔ LARGAL KOITADI...
Meu povo, quero compartilhar convosco estas lindas frases de esperança!
“O medo te mantém prisioneiro, a esperança te liberta." (do filme "The Shawshank Redemption)
"A esperança não é um sonho, mas uma maneira de traduzir os sonhos em realidade. " (Cardeal Suenens)
"Enquanto houver vontade de lutar haverá esperança de vencer." (Santo Agostinho)
Temos que ter esperança de que as coisas vão melhorar...!
Um dia, as ideias sairão do papel, o rancor sairá do coração, a violência sairá de moda e a paz sairá da imaginação.
Agora, meu povo, temos que manter a nossa fé e acreditar que a cada gesto de amor, cada palavra de carinho, a cada olhar reconfortante, a cada acto de perdão, a paz estará sendo construída.
Certamente não é a paz de cemitério dos mortos pela tortura, nem a paz de espírito dos parentes de desaparecidos, muito menos a paz da consciência de quem sobreviveu aos suplícios e aos gritos de dor nas masmorras.
Mas que seja uma paz duradoura e definitiva que transforme, que modifique, que nos una.
A palavra-chave para que a paz seja alcançada é a “perdão” que promove a compreensão dos erros, a cura das feridas e a renovação da alma, tanto dos que perdoam quanto dos que são perdoados.
Disso e que o país precisa...
AOS POLÍTICOS:
Meus senhores: por favor, respeitem a vontade do povo! Ele tem o direito de escolher seus representantes.
Deixem a Guiné envelhecer sob a nossa bandeira, que não quer decerto, que lhe mudemos as cores!
“Deixa o rio correr
Deixa o rio fluir
Ele não sossegará
Se não chegar ao oceano
Deixa o povo crescer
Deixa o meu povo ir
Ele não sossegará
Se não chegar onde ele sonha”
(Padre Zezinho)
A democracia significa governo do povo ou governo da maioria.
Todo cidadão tem como arma de defesa e de direito ao voto, um mecanismo que lhe garante o exercício pleno da cidadania.
Pois uma pessoa democrática é aquela que exerce sua cidadania, tanto através do voto, quanto pela reivindicação activa, assídua e consciente.
O povo tem o direito de intervir nas decisões políticas (públicas) e de se manifestar o seu desagrado!
A reforma do sector de defesa e segurança é imprescindível para a consolidação da paz e estabilidade do país mas a meu ver, a classe política também carece duma formação política de base e uma reforma profunda. Eu sou da opinião de que deve-se criar condições para que muitos destes cidadãos (quadros capacitados), possam realmente exercer as suas actividades profissionais e não dependerem única e exclusivamente da política.
Acho que é uma forma de lutar contra a corrupção e ganância ao poder. Uma forma de proteger aqueles que forem eleitos democraticamente pelo povo, concluírem os seus mandatos e contribuírem para o desenvolvimento da Guiné-Bissau e o bem-estar do povo.
Só assim, criaremos no nosso viveiro, políticos do bem, capazes e honestos.
Só assim, poderemos acabar com “Políticos Djugudés” que pousam no telhado do matadouro a espera da desgraça do povo.
Assim , talvez poderemos acabar com a mentalidade de que um adversário político é um inimigo...
Meus irmãos, o país precisa de (cidadãos) políticos que:
Interessam pelo povo, pela democracia, pela grandeza e desenvolvimento da Guiné;
Têm o mínimo de decência, de honestidade e de boa vontade;
Cumprem com as promessas e que tenham a verdade como meta.
CEDEAO:
Os senhores não são os anjos da salvação que o meu povo pediu aos Céus!
Com muito respeito e consideração a esta organização que tem “zelado” interesse a ajudar a Guiné, quero dizer o seguinte:
A violência nem sempre se apresenta em formas de guerras, armas e mortes, mas também em atitudes que machucam e provocam a ferida mais profunda que se possa imaginar: a ferida da alma.
Não respeitaram a constituição da Guiné-Bissau, membro dessa comunidade...!
Apunhalaram violentamente o povo guineense pelas costas...!
A Guiné está ferida... Não precisa de Doctores mas sim, de Doutores urgente, para que mais tarde, as sequelas não manchem a vossa bandeira!
A Guiné precisa de paz, carinho, amor e mais atenção...
Exmos. senhores “poderosos” da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, os senhores devem:
Atribuir uma maior atenção à adopção de medidas económicas que tenham um impacto positivo sobre a vida dos seus 230 milhões de habitantes; “palavras de Goodluck Jonathan”
Cuidar da África (berço da humanidade) sem diferenças e interesses particulares, sob o risco de perder o vosso prestígio;
Promover o comércio regional, a cooperação e o desenvolvimento na região, sem excluir nem aproveitar da fraqueza dum membro que se chama Guiné-Bissau1
Encontrar formas mais justas, mais consensuais de afastar os conflitos e tensões no seio dos membros da organização. ( Ai Guiné...)
A forma, (no mínimo estranha) de intervenção, que o mundo está a presenciar está muito aquém das expectativas... Peço perdão!
Mas, anyway... um obrigado em nome do povo Bissau-guineense!
ONU, UE, UA E USA:
O povo Bissau-guineense também merece ser feliz!
A assembleia geral da ONU aprovou recentemente a resolução que declara que “a busca de felicidade é um objectivo fundamental do ser humano”.
A verdadeira felicidade e bem-estar de um povo é quando exerce a sua cidadania e desfruta dos direitos básicos (saúde, educação, trabalho, segurança e lazer) com liberdade, dignidade, paz e harmonia.
Dentro dessa filosofia, a ONU convida seus 193 países-membros a apostarem na felicidade como ferramenta para o desenvolvimento.
A felicidade do povo guineense, depende da justiça que se espera das vossas organizações...!
Justiça que o povo pede é a reposição da ordem constitucional, para que o país possa viver em paz e caminhar para o desenvolvimento.
Por favor, não abandonem a Guiné-Bissau!
CPLP:
... Aquele abraço!!! A Guiné precisa de mais e mais...
Em nome da nossa bandeira em comum que é o nosso orgulho e da nossa amizade secular, dedico-te o poema abaixo que escrevi com muito carinho, só para ti...!
Em nome do povo guineense, MUITO OBRIGADO por tudo!
Com estas palavras singelas e tão sinceras não pretendo de forma alguma, ferir sensibilidades, julgar capacidades ou competência de quaisquer forças do bem, nem tão pouco condenar a forma que a soberania nacional e a integridade territorial estão a ser defendidas. Quem sou eu, para julgar ou condenar...?
Sou simplesmente um cidadão guineense com mágoas cravadas no coração, contradizendo aquele ditado de que o tempo cura qualquer ferida.
Cidadão atento, que assiste todos os dias o nosso país a afundar na areia movediça da justiça, perder na imensidão do céu da liberdade, e afogar na profundeza do mar de esperança.
Poeta desconhecido mas com lindos poemas dedicados à minha Cidade, minha Gente, minha Tabanca.
Poeta sonhador ou sonhador poeta, que inspira na liberdade, justiça, paz e saudade. Saudade? Sim, saudade.
Saudade da minha meninice, do “Bantabá” onde os mais velhos contavam lindas histórias da luta. Saudade do tempo em que todos os dias pareciam ser dia da independência, que as nossas forças armadas eram representadas em lindas paradas... Lá ia eu, ver a banda passar... a banda que animava avenidas da minha cidade com o ritmo dos bombos e o vermelho, verde, amarelo a colorir o céu.
Eu tive um sonho! “Martin Luther King”
Eu tive um sonho lindo!
Vi o meu povo, bons políticos e militares de mãos dadas... Vi alegria e sorriso no rosto enrugado da minha terra.
Mantenhas!
T. a. por: Vasco Barros
C. P. L. P.
Comunidade unida de povos e estados
Honrados pelos compromissos com a humanidade
Em busca de soluções mesmo nos tempos conturbados,
Para os problemas que assolam a sociedade.
Património invisível, a nossa língua portuguesa
Instrumento de concertação política e social.
Povos unidos pela diversidade geográfica e cultural
Com esperança renovada com certeza.
Laços de afecto e solidariedade
Suportados pela convivência secular.
Nasce na aurora a luz da liberdade
Que ilumina a nossa história e o passado peculiar.
Parceiros que têm a mesma luta
Abordam os problemas de forma conjunta.
Com visão dum futuro próspero, labutam...
Na construção duma sociedade mais justa.
Poema de:
Vasco Barros
Londres, 2012
Carlos Gomes propõe, na ONU, uma conferência internacional sobre a Guiné-Bissau
O primeiro-ministro deposto da Guiné-Bissau reuniu-se nesta terça-feira com o Conselho de Segurança da ONU, onde propôs uma conferência internacional para definir uma estratégia com vista à resolução da crise no país. Carlos Gomes Júnior, acompanhado pelo ministro dos Negócios Estrangeiros da Guiné-Bissau, Djaló Pires, ambos depostos na sequência do golpe de Estado de 12 de abril, esteve em Nova Iorque através de uma iniciativa de Portugal e propôs, segundo disse fonte diplomática à Lusa, a convocação de uma conferência internacional sobre a crise no país.
A conferência internacional de alto nível, defendeu, deve ser convocada pelo secretário-geral das Nações Unidas no sentido de encontrar a definição de uma estratégia para a crise, incluindo a conclusão do processo eleitoral, interrompido pelo golpe de Estado após a primeira volta das presidenciais ganha por Carlos Gomes Júnior.
Custos do golpe de Estado: MISSANG começa retirada amanhã, e embaixador não regressa a Bissau
A missão militar angolana na Guiné-Bissau (Missang) começa na quarta-feira a retirar-se do país, um processo que vai demorar cinco dias, disse hoje à Lusa fonte da embaixada de Angola.
Segundo a fonte, hoje mesmo chegará a Bissau um navio, que irá transportar o material que a Missang tem na Guiné-Bissau, e na quarta-feira inicia-se também o regresso a casa dos mais de 200 militares angolanos.
Serão feitos oito voos com quatro aviões (dois voos por avião), precisou a fonte. O processo de retirada da Missang será supervisionado pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO). O governo angolano decidiu acabar com a missão na Guiné-Bissau, na sequência de atritos com as forças armadas guineenses, que acusaram as forças angolanas de se reforçarem com material bélico que nunca entregaram às Forças Armadas da Guiné-Bissau.
Por causa da Missang, o ministro da Defesa de Angola visitou a Guiné-Bissau a 03 de abril, para entregar uma carta de José Eduardo dos Santos, Presidente de Angola, a Raimundo Pereira, Presidente interino da Guiné-Bissau. A 09 de abril, Angola enviou a Bissau o ministro dos Negócios Estrangeiros, no mesmo dia em que o porta-voz das Forças Armadas da Guiné-Bissau, Daba Na Walna, dava uma conferência de imprensa para negar qualquer responsabilidade dos militares na saída da Missang, ao contrário do que fazia crer, disse, o governo guineense.
Três dias depois (12 de abril), os militares guineenses fizeram um golpe de Estado, prendendo o Presidente interino, Raimundo Pereira, e o primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior. A justificação foi a defesa contra uma alegada agressão externa. A 13 de abril, em comunicado, o Comando Militar (autor do golpe) disse que foi forçado a agir para defender as Forças Armadas guineenses de uma agressão, que seria conduzida pelas Forças Armadas de Angola, no âmbito da União Africana.
O Comando Militar afirmou, na altura, estar na posse de um "documento secreto" que teria sido elaborado pelo Governo de Bissau a mandatar as forças angolanas, ao abrigo da União Africana, para atacarem os militares guineenses. Com o fim da Missang é suspensa também a cooperação militar entre os dois países. Em janeiro, o governo de Angola tinha disponibilizado 13,2 milhões de euros para a recuperação de infraestruturas das Forças Armadas, especialmente para recuperação de casernas.
A Missang estava também a recuperar e construir estruturas para as forças de segurança, um projeto de 5,7 milhões de euros e que incluía a construção de um Centro de Instrução da Polícia de Ordem Pública (POP) e de armazéns de logística, e a reabilitação do Ministério do Interior e do Comissariado Geral da POP. Seriam também construídas instalações da Polícia de Trânsito e reabilitados os edifícios para a instalação da Polícia de Intervenção Rápida. Angola, para já, disse também a fonte, não vai enviar para Bissau o embaixador, ausente desde abril. LUSA
Tristes prioridades
"Bom dia irmão.
Ouvi ontem a declaracão muito triste e infeliz do presidente CEDEAO de transicão na Guiné-Bissau, senhor SERIFO CEDEAO NHAMADJO, quando afirmou que as prioridades do governo da CEDEAO de transicão na Guiné-Bissau devem ser a saúde e... As forças de defesa e seguranca, sem mencionar a Educação.
Irmão, o povo da Guiné-Bissau está debaixo duma ditadura muito feroz onde os PIORES FILHOS DESTA TERRA SÃO OS ACTUAIS DETENTORES DO "PODER". O povo não deve perdoar a estas pessoas: SERIFO 'CEDEAO' NHAMADJO, ANTÓNIO 'GOLPISTA' INDJAI, KUMBA 'GOLPISTA' YALA, HENRIQUE 'GOLPISTA' ROSA, AFONFO 'GOLPISTA' TÉ, SERIFO 'GOLPISTA' BALDE e, todos os militares e civis que particparam no golpe de 12 de Abril, e, pelo que sei, muitos dos seus filhos. Para estes indivíduos: um dia Deus chamar-vos-á e vão pagar por tudo o que estão a fazer passar este povo.
Serifo Djalo, (muito magoado e revoltado)"
Voar... baixinho
Hoje, mais de oitenta funcionários de uma empresa de segurança privada foram simplesmente expulsos do seu posto de trabalho, no aeroporto de Bissalanca. Agora, quem controla é a Guarda Fiscal e...a Polícia Judiciária. Dá que pensar. Os aeroportos estrangeiros devem, assim, redobrar a vigilância... AAS
Ping-pong
Resposta ao Santana
Concordo plenamente consigo, quando defende que chamar as coisas pelo seu nome não pode ser considerado um insulto. Mas, quando faço o apelo aos apupos, sem insulto, estou apenas a tentar ser coerente com o apelo que sempre fiz e faço, de uma resistência pacífica sem que o povo seja depois acusado de incitar a violência, por isso haver mais justificações para espancamentos ou outras barbaridades cometidas pelos opressores... Apupos por uma pequena multidão, como quem assobia para o lado, permite manifestar o nosso repúdio à pessoa apupada, envergonha-o e, se tiver vergonha na cara, repensa a posição que lhe levou a ser apupado na praça pública.
É apenas uma forma fácil e barata do povo manifestar a sua indignação, sem terem que ser chamados a responder por isso, a não ser que tenham depois o desplante de emitir algum comunicado a proibir os apupos na rua…
Cumprimentos,
Jorge Herbert"
segunda-feira, 4 de junho de 2012
Reagindo aos apupos
"Olá Aly,
Reagindo ao pedido do sr. Jorge Herbert "APUPAR OS MILITARES E POLITICOS GOLPISTAS.....sem insultos...". Gostaria de dizer o seguinte: Chamando um cão de cão não é insulto nenhum. Portanto chamando os golpistas e os seus bajuladores politícos de vagabundos, de traiçoeiros, vigaristas, alguns deles de piores burros alfabetizados, terroristas com o caracter completo de um terrorrista, mafiosos, mentirosos (entre outros, por causa das justificações falsas que continuaram a dar sobre a razão do golpe), e o porta-voz dizendo no passado "pelo que eu sei o António Indjai e o Kumba Ialá não estão metidos no golpe", etc., também não seria insulto nenhum.
O jornalista Aly foi masacrado porque logo no início acusou o Chefe dos terrorristas de estar metido nesse golpe. Não gosto de insultar, nem dos insultos, mas sim de fazer os tipos saberem quem são eles mesmos (um animal feroz, deve ser chamado animal feroz. Assim como um Homem deve ser chamado-um Homem.) Para aqueles que estão a confundir o problema pessoal com o problema do povo devem tomar cuidado, porque um membro da família de um deles já está metido na ilegalidade da usurpação do poder, ao aceitar o cargo dado pelos usurpadores e tudo isso graças a...
Santana"
A lista, afinal, era um 'flop'. Sai do País quem quiser!!!
O 'primeiro-ministro' do Governo de transição da Guiné-Bissau, Rui de Barros, disse hoje que foi anulada a lista de 58 pessoas que estavam proibidas de sair do país e que fora elaborada pelo Comando Militar. O Comando Militar, autor do golpe de Estado de 12 de abril na Guiné-Bissau, emitiu em meados de maio uma ordem que proibia a saída do país de 58 pessoas, entre as quais os membros do Governo deposto e dirigentes do maior partido, o PAIGC. Em declarações aos jornalistas, Rui de Barros disse que o governo decidiu acabar com essa lista, que "já não existe", e "quem quiser sair do país pode sair".
Exonerações em bloco: Califa Soares Cassamá foi exonerado do cargo de director-geral da rádio nacional (que acumulava com o de correspondente da RDP-África), Luis de Barros deixou a direcção geral da televisão da Guiné-Bissau, e António Monteiro segue-se-lhes: era o director-geral das Alfândegas. Quem é que se segue? AAS
O RECONHECIMENTO: "Nós estamos a viver uma situação de muita confusão"
O Secretário de Estado de Segurança Nacional e Ordem Pública do Governo de Transição concordou que a Guiné-Bissau vive uma «situação de confusão» a nível nacional. «Nós estamos a viver uma situação de muita confusão, que pode ter varias motivações», disse Sanca. Basílio Sanca falava numa cerimónia de soltura de doze jovens detidos nos últimos dias, em Bissau, que estavam envolvidos em cenas de violência urbana, concretamente nos bairros de Mindará e Bairro d,Ajuda.
De acordo com o governante, estas detenções são pedagógicas porque a Guiné-Bissau está atravessar um período de confusão e é preciso devolver tranquilidade às pessoas, lançando o apelo aos guineenses no sentido de fazerem do país uma sociedade mais tranquila e de paz, o que passa necessariamente pelos esforços dos pais e encarregados de educação dos jovens que haviam sido detidos.
Basílio Sanca disse ainda que a padrão da sociedade guineense não está familiarizado a este tipo de comportamentos. O ministro disse acreditar que a prática seja banida por estes jovens, perante uma situação de agressão com armas brancas e de fogo, tendo garantido que o seu Governo tudo fará para garantir a segurança as pessoas. O responsável condenou os comportamentos destes jovens, com idades compreendidas entre 17 e 23 anos. PNN
APUPAR OS MILITARES E POLITICOS GOLPISTAS
Insisto que a causa nacional actual não pode nem deve ser confundida com argumentos e sentimentos pró ou contra Cadogo Jr.. O que está em causa é a soberania nacional e o respeito pela vontade popular. Cadogo Jr. não passa de um simples representante que o povo legitimamente escolheu nas urnas. Alterar essa realidade é trair a vontade popular. Essa vontade deve ser respeitada e ser dada a oportunidade ao povo, de julgar o desempenho dos seus governantes, decorrido o tempo de uma legislatura, direito e oportunidade essa que tem sido ciclicamente subtraída ao povo guineense, com fortes responsabilidades de políticos incompetentes e incapazes de angariar a simpatia popular.
É lamentável e demasiado redutor, cingir a actual situação da Guiné-Bissau, à luta ou sentimentos pró e contra Cadogo Jr.. Mentalizemos de uma vez por todas que, o que está em causa é a actual usurpação da soberania nacional ao povo, por parte dos militares e de políticos incompetentes. Aqueles que apelam agora ao fim da resistência pacífica e ao entendimento, não dão conta que, neste momento, todo o povo guineense está refém dos militares que continuam com os abusos e violações dos direitos de alguns cidadãos, com a colaboração e subserviência do governo ilegítimo? Não dão conta que o nosso país está a ser governado por piores políticos da nossa praça!? Mesmo que supostamente sejam bons técnicos, não deixam de ser políticos frustrados, que nunca mereceram confiança popular…
Para aqueles que defendem que é impossível regressar ao “status quo” pré-12 de Abril, pergunto se já assumiram uma posição derrotista, aceitando de ânimo leve que a Guiné-Bissau jamais regressará a sua caminhada para a consolidação da democracia e do estado de direito? Porque o não regresso ao pré-12 de Abril, é aceitar a humilhação a que os militares têm submetido à população e aceitar sermos governados por piores políticos guineenses!
Não querendo defender Cadogo Jr. nos casos de assassinatos que houve durante o seu mandato, mas é de um autismo extremo, continuar a querer implicar Cadogo Jr. nesses assassinatos, querendo fazer esquecer ao povo que, os verdadeiros autores materiais desses crimes continuam livres, impunes e, pior que tudo, são eles que controlam hoje o poder na Guiné-Bissau!
Sejamos sensatos e lutemos pelo nosso país, pela nossa soberania, pelos direitos dos cidadãos e esqueçamos os interesses de Cadogo Jr. ou dos criminosos que povoam a fileira castrense guineense. O primeiro e mais perigoso alvo a eliminar são os indivíduos que transformaram as nossas forças armadas num bando de criminosos… Só depois de livrar desses criminosos armados, é que podemos iniciar o combate aos corruptos civis que querem fazer de um lugar no aparelho do estado o meio de enriquecimento fácil e não o lugar para servir ao povo.
CONSIDERO UM DEVER CÍVICO SER-SE HOJE SOLIDÁRIO COM A FRENAGOLPE E COM A LIGA DOS DIREITOS HUMANOS DA GUINÉ-BISSAU, CONTRA OS OPORTUNISTAS QUE ASSALTARAM O PODER. ESTEJAMOS ATENTOS E PROTEJAMOS A VIDA DO IANCUBA INDJAI E DE TODOS AQUELES QUE VERDADEIRAMENTE LUTAM PARA UM PAÍS VERDADEIRAMENTE LIVRE.
UMA FORMA DE LUTA PACÍFICA, É APUPAR, SEM INSULTOS, OS POLITICOS E MILITARES QUE ASSALTARAM O PODER, CADA VEZ QUE FOREM VISTOS A PASSAR NA VIA PÚBLICA. TALVEZ DESSA FORMA GANHEM DE UMA VEZ POR TODAS A VERGONHA NA CARA.
Jorge Herbert
sábado, 2 de junho de 2012
Guiné-Bissau: golpismo ou democracia
Fosse a Guiné no Médio Oriente ou no Magreb e a história seria seguramente outra.
Há uma maldição guineense? A sucessão de golpes e tentativas de golpes de Estado e eliminações de personalidades políticas parece avalizar essa leitura. Instalou-se no senso comum a tese de que a Guiné-Bissau está condenada a uma turbulência política e militar sem fim. Naquela terra, a paz não será senão a preparação da guerra que vem.
E, no entanto, talvez a única maldição guineense seja a do esquecimento e invisibilidade. Fosse a Guiné no Médio Oriente ou no Magreb e a história seria seguramente outra. Até agora, o único motivo de interesse que tem sido reconhecido à Guiné-Bissau parece ser o da sua localização estratégica para os fluxos de narcotráfico entre a América Latina e a Europa. Ele tem acentuado todos os fatores de trivialização de uma cultura de tomada de poder pela força na Guiné-Bissau.
Entretanto, e por paradoxal que seja, a Guiné tornou-se foco de disputa por agendas estrangeiras. Desde a oportunidade de o Senegal, com o envio de tropas, desativar o apoio aos rebeldes de Casamança até à invocação, por Angola (com os olhos em negócios como o da bauxite), do seu sucesso numa efetiva reforma do setor de segurança guineense - que a União Europeia financiou longamente sem qualquer concretização, como é manifesto - passando pela vontade da Nigéria de travar qualquer ascendente angolano na região, as razões para intervir na Guiné multiplicam-se. Mas os interventores refugiam-se em roupagens multilaterais: os interesses do Senegal, da Nigéria ou outros são veiculados pela CEDEAO, enquanto a estratégia de Angola tem o rótulo oficial da CPLP.
O golpe de 12 de abril só se compreende à luz desta combinação perversa entre poder dos barões da droga e choque de estratégias exteriores. A interrupção do processo eleitoral na véspera da segunda volta, quando tudo apontava para a vitória de Carlos Gomes Júnior, favorável a uma aproximação da Guiné com Angola, tem uma leitura clara. Reforçada aliás pelo golpe em cima do golpe perpetrado pela CEDEAO, ao impor a validação de um governo de transição contra a reposição da legalidade constitucional democrática.
Pelo meio fica o povo da Guiné. Um povo supérfluo para os interesses estratégicos. Sintomaticamente, conhecemos da Guiné os golpes e contragolpes mas não se noticia a deterioração dramática da situação humanitária, com o não pagamento dos salários, o ano escolar perdido, a campanha do caju (que é o principal sustento das famílias) comprometida pondo em causa a segurança alimentar da grande maioria da população pobre, a paralisia económica e a subida exponencial do preço dos bens de primeira necessidade, a situação de desesperança nas camadas mais jovens em resultado da associação entre desemprego e privação, a repressão de manifestações contra os golpistas e a circulação de listas negras para eliminação de quem seja incómodo.
É em nome das mulheres e dos homens da Guiné sem rosto nem nome nos grandes meios de comunicação internacionais, que se impõe uma posição de firmeza de quem se quer amigo da democracia e dos direitos humanos repudiando todos os golpes e ameaças e apoiando a prevalência da soberania popular. Foi essa firmeza radicada em princípios e não em alianças de conveniência momentânea com atores locais que faltou ao longo destes anos, diante da onda de assassinatos, de golpes e de chantagens que marcaram todos os dias da vida dos guineenses. Apesar disso, nunca é tarde para se ser digno e querer para esse povo o direito de decidir em paz, em democracia e em liberdade o seu futuro.
José Manuel Pureza
Dirigente do Bloco de Esquerda, professor universitário
www.esquerda.net
Obedecer, ou não - eis a questão
"Caro Aly,
Não queria deixar de mostrar a minha perplexidade pelo apelo à desobediencia civil feito pela FRENAGOLPE, a Frente Nacional Anti-Golpe. Que fique claro que uma alteração da Ordem constitucional por via da força é sempre condenável seja em que circunstâncias for. Porém acho que já é momento de enterrarmos o machado de guerra e "lambermos as feridas", porque de nada adiantará ao país esta luta cega e absurda de argumentos pró e contra Carlos Gomes Junior, uns defendendo nele a figura de um bom gestor de coisa pública e pessoa capaz de estabilizar e desenvolver a Guiné-Bissau e outros vendo-o como um oportunista, capaz de usar de todos os meios para permanecer no poder com vista a enriquicer-se a si e aos seus com os miseráveis recursos do Estado.
Contudo, uma coisa parece mais que certa, independentemente da nossa vontade e opinião: O retorno ao status quo antes do 12 de Abril é impossível! O leite está derramado e não vale a pena chorarmos sobre ele. É preciso sabermos caminhar para um objectivo em comum em vez de incentivos à desobidiencia civil e ao desentendimento nacional. Aliás, essas pessoas da FRENAGOLPE se são mesmo nacionalistas deveriam perceber que uma guerra nunca deve ser solucionada com outra guerra, pois todos sabemos que quem sofrerá com isso será a nossa pátria e o seu povo já de si muito martirizado...
A FRENAGOLPE que hoje existe em Bissau e que apareceu para fazer face ao golpe de estado e de reclamar a ordem constitucional, na minha opinião é uma ideia louvável, mas se calhar deveria ter sido antecipado de uma FRENAMORTE, por exemplo, pois se assim fosse de certeza não chegariamos onde estamos hoje... Lutemos pela Guiné-bissau, mas sempre ao lado do povo e defendendo os interesses do país, pois o interesse nacional é superior a todos os outros interesses mesquinhos. Saibamos trabalhar com base na união para tirarmos o nosso país no lamaçal em que se encontra.
Abraço,
Ismael F."
sexta-feira, 1 de junho de 2012
Só na Guiné Bissau...
Caro irmão, Bom dia,
MARIO PIRES, foi primeiro Ministro da Republica da Guiné-Bissau, agora é Director da EAGB...
ANTÓNIO ARTUR SANHA, foi primeiro Ministro da Republica da Guiné-Bissau, agora é Presidente da Cámara Municipal de Bissau...
Enquanto um dos candidatos a presidente, que fizeram depois o golpe, continua a mendigar entre os Ministérios para ser nomeado, este chama=se SERIFO BALDE...
Serifo Djalo
Saber ser cidadão
O conceito de cidadania sempre esteve fortemente "ligado" à noção de direitos, especialmente os direitos políticos, permite o indivíduo intervir na direção dos negócios públicos do Estado, participando de modo direto ou indireto na formação do governo e na sua administração, seja ao votar (direto), seja ao concorrer a um cargo público (indireto). No entanto, dentro de uma democracia, a definição de Direito, pressupõe a contrapartida de deveres, uma vez que em uma coletividade os direitos de um indivíduo são garantidos a partir do cumprimento dos deveres dos demais componentes da sociedade.
O direito que cada cidadão tem de exigir que os outros respeitem os seus direitos, que aceitem o Bem Comum como mais importante que os interesses individuais e que cumpram as obrigações que lhes são impostas pela lei;
O dever que cada cidadão tem de respeitar os outros, de aceitar que o Bem Comum é mais importante do que os seus interesses pessoais e cumprir com as obrigações que lhe são impostas pela lei;
Ser Cidadão, é poder votar em quem quiser sem constrangimento. É o direito de ser militante de qualquer que seja partido sem ser perseguido, de praticar uma religião sem ser descriminado.
Para se ser cidadão é muito importante, fazer valer os nossos direitos, respeitar os outros e o meio em que vivemos, saber viver em grupo ser participativo, ou seja, cidadão é ser chamado às responsabilidades para lutar pela defesa da vida com qualidade e do bem-estar geral.
O que faz um indivíduo ser cidadão, não é pisar a vontade da maioria, não é chegar governo por vias inconstitucional, não é superar do complexo de inferioridade por vias de força, é a maneira pela qual atua na história da sociedade, reagindo na tentativa de fazer melhorar, sem a violência.
"Ter escravos não é nada, mas o que se torna intolerável é ter escravos chamando-lhes cidadãos"
Ibrahim Abdul Sani
"SOS contra a Barbárie"
Recebi esta denúncia da parte do signatário
"Mais uma ameça à minha pessoa por parte de sr. Gal Antonio Injai: um grupo de homens a paisana vai à minha caça para me bater e torturar até à morte.
Fonte dessa informaçao: militar e partido PRS.
Agradeço transmitir essa informaçao ao bloco PS e outros amigos para denuncia.
Depois, a 2a ameaça:
Srs.
Na sequência da info fornecida anteriormente, aqui os nomes dos militares integrantes do grupo de tortura:
1- Alferes Buam Na Dum
2- Alferes Julio Na Mbali
3- Alferes Matcha
4- Segundo Sargento José Poquena
Peço vossa intervenção
Iancuba Djola Injai"
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