sábado, 6 de fevereiro de 2016
OPINIÃO: Todos de olhos no JOMAV
"Caro Aly,
Nós aqui na Diáspora estamos atentos e de olhos nas artimanhas do JOMAV. Sempre acompanhamos o desenrolar da situação que se vive na Guiné-Bissau. Ele pode continuar sustentando a crise com os seus aliados.
Gostaríamos de lhe convidar que escute os últimos discursos do Idrissa Djalo. Tem muitas coisas que o Idrissa falou que servem para ele aprender qual é o papel do Presidente da República. Se não entende nada da constituição guineense tem que aprender com os que sabem.
Ainda há pessoas capacitadas na Guiné que intendem das leis do país. Não somos burros ao ponto de não entender o que é nosso. A Guiné Bissau é um país soberano. Não precisamos de pareceres alheios para complicar a situação do país!!!
David Silva"
Opinião: À revolução!!!
Caro Sr. Aly Silva,
Antes de mais, aceite os meus respeitosos cumprimentos. Gostaria de partilhar o meu artigo de opinião consigo e se eventualmente o senhor achar pertinente ou que mereça ser publicado no seu blogue, agradecia imenso. Continuação de bom trabalho em prol do bem-estar da nossa pátria.
Esta crise que o país vive hoje, foi pura e simplesmente uma crise criada, promovida e que está a ser sustentada pelo presidente da República da Guiné-Bissau, José Mário Vaz.
A polêmica na ANP, é nada mais nada menos que a execução do plano de derrube do governo resultado da aliança feita entre o PR, a sua ala dentro do PAIGC, o partido PRS e que agora conta com a adesão das ONGs disfarçadas de partidos políticos que obviamente não vão querer perder mais esta oportunidade de chegar ao poder e resolver a sua vida como habitual, aliás, o governo de transição foi muito benéfico para eles nesse aspecto, não foi? Derrubar o governo para que se possa ter o governo travado pelo Supremo Tribunal de Justiça de volta. É isso!
O que não consigo entender até agora são os posicionamentos de certas pessoas que certamente são fazedores da opinião pública (nas redes sociais), que se auto-proclamam grandes patriotas empenhados em dar o seu contributo para a resolução dos problemas do país, mas que andam ultimamente a pintar as coisas a favor do presidente como se este fosse o santinho na história mesmo sabendo que este é o responsável por tudo isso, o criador e promotor de todo o problema.
Chegou-se ao extremo hoje por causa dos posicionamentos perigosos que o senhor presidente da república tem assumido, sejamos sérios e deixemos ser advogados de causas feias, deixemos de tentar enganar os inocentes com contos de fadas por favor pois enquanto tentam cobrir o sol com a peneira perdem o respeito e admiração de muitas pessoas.
Ah, se quiserem promover ou defender a moralização da política, o respeito dos valores morais e as leis da república, batam antes a porta do palácio da república, pois ali sim reside quem precisa mais disso, até porque tem mais responsabilidade que qualquer cidadão, pois não?
O presidente injustamente já derrubou o governo do PAIGC uma vez, depois disso tentou impor um governo desrespeitando as regras, o STJ manda respeitar a lei, voltou-se a normalidade devolvendo o poder ao partido vencedor das eleições, agora que o país tenta se levantar para caminhar o presidente faz conspiração para sabotar o seu governo na ANP. Mas! Esperavam mesmo o quê?
Que o PAIGC fizesse o papel de santinho e jogasse tudo tudo limpinho enquanto o presidente faz joguinhos sujos e alianças malignas para lhe tirar o poder que conquistou nas urnas? Fazem complots para sabotar e derrubar o governo e inviabilizar o país, depois o DSP é que faz a política de terra queimada não é?
A mim, estas 'auscultações' e encontros de 'mediação' não iludem. Eu pessoalmente sou crítico ao PAIGC, sou crítico ao PRS, sou crítico à forma em que se faz política na Guiné. Não obstante esse facto, por encarar este problema como uma questão nacional e não um mero battle de DSP vs JOMAV como muitos ainda pensam, defendo o posicionamento do PAIGC, pois é o único que coincide com a vontade do povo.
Isto aqui não se trata de defender ou querer que o PAIGC governe, trata-se de defender a decisão e a vontade do povo, trata-se de defender a democracia, o PAIGC está no poder hoje porque feliz ou infelizmente o povo assim quis e mais nada! Não há mais nada a inventar aqui.
Acorda meu povo, acorda!!! Jovens façam revolução!!! Saiam para as ruas e digam basta!!! Exijam o cumprimento das promessas de campanha!!! Nós almejamos ter um país desenvolvido tendo os países da Europa como protótipo, querendo atingir o patamar da Europa, saibam que a Europa foi construída durante milênios, irmãos, falo de milhares de anos, nem de séculos e muito menos décadas!
Durante esses anos e até a data de hoje, sempre que os dirigentes brincam mal o povo europeu saiu para as ruas, exigiu, mandou, ordenou, pôs ordem! A revolução faz parte, a revolução faz a diferença, temos o exemplo de Cabral! O desenvolvimento é um processo e nunca permitam que ninguém vos engane que a Guiné-Bissau pode desenvolver em 4, 5, 6 anos, o desenvolvimento não é um acto, é um processo!
Neste momento o nosso país precisa de revolução popular urgentemente, este é um momento crucial em que os jovens devem decidir sobre que tipo de vida querem ter, em que tipo de país querem viver, formar família e ver seus filhos crescer. Ou saem para as ruas e acabam com tudo isso de uma vez por todas e as suas vidas também mudam definitivamente ou então continuamos a ter um país onde os jovens vivem em casa dos seus pais até aos 30 anos de idade ou mais.
Repito, ou continuamos a reclamar só nos cantos e a nossa vida continua miserável como sempre foi, ou decidimos levantar todos, de mãos dadas, sempre dentro dos parâmetros legais, para pôr ordem no nosso país, mudar o nosso país! A decisão é nossa, nós jovens!!!
Rassul Mané
Bissau acolhe Fórum Económico PALOP-China-Brasil em abril
A capital da Guiné-Bissau será palco do Fórum Económico entre República Popular da China, Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) e Brasil, que terá lugar entre os dias 9 e 11 de abril.
A confirmação da realização do fórum em Bissau foi tornada pública no final de um encontro entre o embaixador da China na Guiné-Bissau, Wang Hua, e o ministro guineense da Economia e Finanças, Geraldo Martins.
Será, aliás, a primeira vez que a Guiné-Bissau organizará um evento do género e que proporcionará conversações entre empresários da China, de Macau, dos PALOP e do Brasil, para conhecerem `in loco´ as potencialidades de investimento no país.
ANP sobre o comunicado da Presidência da República
Assembleia Nacional Popular
Assessoria de Imprensa do Gabinete do Presidente
Nota de Imprensa
A Assessoria de Imprensa do Gabinete do Presidente da Assembleia Nacional Popular registou com bastante estranheza a forma tendenciosa e politicamente incorrecta de justificar a não realização das reuniões que Sua Excelência Senhor Presidente da Republica tem vindo a levar a cabo desde o dia 1 de Fevereiro naquilo que apelidaram de um processo de mediação, como corolário de um conjunto de auscultações que fez separadamente às Forças Vivas da Nação, a partir de 25 de Janeiro último.
Recorde-se que terminada essa fase e estando o Senhor Presidente da República na posse de todos os contributos, decidiu encetar, segundo uma comunicação da própria Presidencia, um processo de aproximação entre as partes envolvidas em litígio, o que implicou juntar todos os atores que, segundo o seu entendimento, fazem parte do problema existente, convidando, para assistir como testemunhas, a Sociedade Civil nacional e representantes da Comunidade Internacional.
Durante os dois dias de trabalho, a Assembleia Nacional Popular observou que as negociações, que deviam contemplar apenas aspectos políticos da questão em litígio, foram transformadas num palco de interpretação jurídica de princípios e preceitos legais e constitucionais.
A Assessoria de Imprensa do Gabinete do Presidente da ANP julga ser necessário e urgente informar os guineenses da existência no país de instituições e mecanismos apropriados no nosso ordenamento jurídico para o pronunciamento sobre assuntos dessa natureza e que, portanto, não são da competência constitucional do Presidente da República, mas sim dos tribunais.
Ao fazer-se alusão de que as correspondencias que foram enviadas ao Senhor Presidente da República estavam dirigidas ao público e apenas remetidas para o seu conhecimento, é mais uma tentativa de fuga em frente, porquanto, tanto o formato, bem como a metodologia seguida nas duas reuniões anteriores, foram tempestivamente, objecto de reserva verbal e por escrito na presença de todos os presentes nas reuniões, tendo sido solicitada a sua alteração, sobretudo pela ANP.
Esta solicitação feita pela ANP foi ignorada pelo Senhor Presidente da República, tanto assim que as sessões acabaram por redundar numa vã tentativa de substituição dos órgãos judiciais, denotando de forma inexplicável a atitude assumida pelo Chefe de Estado em menosprezar e subalternizar de forma incompreensivel e inconstitucional as decisões dos órgãos nacionais legalmente competentes, optando por privilegiar os pareceres jurídicos por si solicitados, que não passam de meras opiniões sem carácter vinculativo, que só vinculam quem os produziu e quem os acolhe, eventualmente.
A Assessoria de Imprensa do Gabinete do Presidente da ANP vem relembrar à Presidência da República que perante o ordenamento jurídico nacional, somente são válidas e vinculantes as decisões proferidas pelos órgãos legalmente competentes. Nesta perspectiva, as decisões dos órgãos nacionais só são sindicáveis e, eventualmente, alteráveis em sede própria, contemplando as instâncias de recurso. Deste modo, válidas e vinculastes para todos os efeitos, são apenas as decisões tomadas pelos órgãos competentes.
Por outro lado, a Assessoria de Imprensa do Gabinete do Presidente da ANP, nunca e em nenhum momento pôs em causa as eminências jurídicas portuguesas que emitiram os pareceres solicitados pelo Senhor Presidente da República, partindo do princípio que sem analisar a substância e a qualidade dos pareceres e, bem assim, a autoridade científica dos seus emitentes, importa destacar que os mesmos foram baseados em informações de todo não fidedignas que lhes foram conduzidas, o que afectou logicamente o seu conteúdo.
Assim sendo, a Assessoria de Imprensa do Gabinete do Presidente da ANP, vem tornar claro que a sua ausência na reunião realizada ontem dia 5 de Fevereiro, não foi motivada pela existência desses pareceres, mas sim sobre o modelo e formato do processo negocial em curso, já que o acordo das partes sobre essa matéria constitui o pressuposto básico para a realização e o sucesso de qualquer processo negocial.
Não desconsiderando todos os atropelos à ordem constitucional até aqui vividos, a Assessoria de Imprensa do Gabinete do Presidente da ANP está convicto de que a solução política é uma das vias capazes de resolver os diferendos em causa. Contudo, a perspectiva e a metodologia eleitas pelo Senhor Presidente da República nas duas primeiras reuniões, mereceram, da parte da ANP, total discordância.
Por este motivo, a Assessoria de Imprensa do Gabinete do Presidente da ANP, reafirma que a posição manifestada pela ANP durante os dois dias de trabalho, em como a negociação deve decorrer entre os representantes dos órgãos de soberania e instituições relevantes, podendo, uma vez encontrada uma solução entre estes, acomodar a preocupação das outras partes, isto sempre e em plena consonância com a lei.
A Assessoria de Imprensa do Gabinete do Presidente da ANP chama ainda atenção para o facto de se persistir em colocar em pé de igualdade as Instituições do Estado e aquelas partes, facto que pode esvaziar a relevância das instituições no nosso sistema e por inerência conduzir à promoção da anarquia e da insubordinação nos órgãos do Estado.
Persistir em considerar como legal a presença dos 15 ex-deputados que perderam os seus mandatos por uma deliberação da Comissão Permanente da ANP e reconfortada por um Despacho do Tribunal Regional de Bissau, é um acto de per si ilegal e inconstitucional das competências que o Senhor Presidente da República teima em continuar a praticar, numa pretensa e incompreensível tentativa de se fazer passar por um Tribunal dito Constitucional, já que só o recurso a instâncias judiciais competentes, podem alterar, caso assim o entendam, a deliberacão da Comissão Permanente da ANP e o Despacho do Tribunal Regional de Bissau.
Desta forma, estamos em crer que a satisfação positiva destas e de outras preocupações manifestadas pela ANP nos dois primeiros encontros, a contento das partes, constitui a criação de condições objectivas para a negociação com vista à obtenção de uma solução duradoura para a estabilidade governava e a tranquilidade da sociedade Guineense.
Assim sendo, a posição assumida pela ANP, é a melhor via para que as Instituições da República saiam mais fortalecidas e consequentemente de encontrar as soluções mais justas e plausíveis para que a lei e os preceitos constitucionais sejam respeitados e cumpridos, não só para o bem do país, mas também em nome dos superiores interesses do nosso povo à paz, estabilidade e unidade nacionais.
Bissau, 06 de fevereiro de 2016,
A Assessoria de Imprensa do Gabinete do Presidente da ANP
- ...$ de Angola
O presidente da República, JOMAV, mandou requisitar junto da Procuradoria-Geral da República o processo em que está (definitivamente) acusado na orgia que foi o desvio dos 12 milhões de dólares afectados por Angola à Guiné-Bissau.
(NOTA: Segundo a acusação: "O SUSPEITO - José Mário Vaz, na altura ministro das Finanças - AGIU LIVRE, VOLUNTÁRIA E CONSCIENTEMENTE BEM SABENDO QUE TAL CONDUTA É PROIBIDA E PUNIDA POR LEI PENAL.")
Contudo, e para sua surpresa, e do seu Procurador Geral da República, António Sedja Man, o processo já tinha 'voado' e entrado na Vara Cível aguardando agora apenas a data do julgamento. Mas como JOMAV goza de imunidade, fica tudo em banho-maria até ao fim do seu mandato. AAS
DENÚNCIA DC/ESCÂNDALO?: YAYA DJAMMEH+JOMAV+TROVOADA+PEQUENO+DINHEIRO DO ESTADO ISLÂMICO DA GÂMBIA = Grandes problemas no horizonte
+ $ da Gâmbia...
Uma informação preocupante, gravíssima, chegou hoje ao DC já a madrugada ia avançada: o presidente do Estado Islâmico da Gâmbia, Yaya Djammeh estará a injectar muito dinheiro aos Representante das Nações Unidas e da União Africana, Miguel Trovoada e Ovídeo Pequeno.
O dinheiro chega ao seu Embaixador na Guiné-Bissau, Abdou Djedjou (ex-homem da secreta na embaixada gambiana) e seria depois canalizado para o Sissé, da CEDEAO, que não pode dar a cara directamente porque a CEDEAO não se mete nesse jogo. Dinheiro de um Estado Islâmico na Guiné-Bissau, corrompendo altas figuras internacionais - ao que chegamos!
MIGUEL TROVOADA está em Dacar, mas uma fonte do DC garantiu que o chefe de Estado senegalês Macky Sall "não se quer envolver desta vez. Só se for no quadro da CEDEAO, o que duvido". Uma coisa é certa: Miguel Trovoada e Ovídeo Pequeno estão mesmo ao serviço do PR JOMAV, e nunca o esconderam...
Ontem, foi notório o desconforto de Ovídeo Pequeno à saída da reunião na presidência. Logo ele, que tem sempre alguma coisa a dizer aos jornalistas... Percebe-se: o 'chefe' está no país vizinho. A verdade é que andam TODOS a mamar o dinheiro sujo, do tráfico de drogas, do Yaya Djammeh, mas não vão ter o apoio do Macky Sall, o que é bastante mau. AAS
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016
OPINIÃO: Monta-se o cerco golpista
A configuração do projecto golpista encabeçado pelo presidente da República cada dia que passa está a ganhar forma e consistência na Guiné-Bissau.
Depois do assalto falhado da ANP pelos esbirros a soldo do PR, juntamente com os seus aliados do PRS, o comendador desse maquiavélico plano não desiste dos seus intentos absolutistas e paranóicas.
Para ir ganhando tempo e consolidar o seu intento reaccionário e antidemocrático, o PR vai-se camuflando na fachada do cinismo fingindo promover a estabilidade política com as falaciosas reuniões de "concertação à procura de consensos para a saída da crise política".
Nada mais do que falsidades e encenações maquiavélicas que visam atirar areia para os olhos dos guineenses e da incauta Comunidade Internacional, cujo expoente da nulidade se expressa nos inócuos representantes das NU e da UA no pais, os quais não fazem patavina, senão adornar com paninhos quentes e palmadinhas nas costas o ramalhete de barbaridades que vem praticando o tresloucado presidente JOMAV.
Falando de adornos, o do campo golpista vai-se compondo a cada dia que passa, juntando-se aos esbirros da 5a Coluna presidencial e, dando finalmente a cara, as figuras mais nefastas e pestilentas da nossa paupérrima classe política.
E, voila, que surgem os golpistas sanguessugas da transição, em primeira linha, Nando Vaz, Alipio Silva, vulgo Tchinho Conhe, também, conhecidos juristas prostitutos crónicos e outras, noviças na matéria que se oferecem tristemente de calcinhas nas mãos ao grupo do complot. A essa escumalha, juntam-se "lideres" de partidos políticos microscópicos, cujos militantes não cobrem os dedos de uma mão. Estes só sobrevivem na podridão da instabilidade e da intriga.
É neste triste contexto, de completa depravacao politica que o PR, rodeado de autenticas nulidades sociais e marginais de todo o gabarito encapotados de politicos, tenta orgulhosa e maldosamente obstaculizar todo um anseio de paz e estabilidade clamado incessantemente por toda a populacao da Guine-Bissau.
Estou certo de que, um dia, não tardara, saber-se-a decerto, quais as verdadeiras razoes que levaram JOMAV a hipotecar-se a um grupo tão vil e desaconselhável como este que o rodeia nesta saga de perturbação democrática constitucional sem precedentes na historia democrática da Guine-Bissau!!!
Fala-se à boca cheia de compromissos em desvios colossais do erário público que se pretende escamotear, tal como o famoso FUNPI, os fundo de Angola, as dotações sem fundo à CCIA, a exportação ilegal de madeira com po branco a mistura. Fala-se de paga de favores obscuros...enfim, tudo conjecturas, mas todos com fundo de alguma verdade que, ate se justifica consistemente nesta alianca contranatura contra a estabilidade na Guine-Bissau.
Quem te viu e quem te vê JOMAV...mas o teu dia de prestar contas chegará quanto menos esperas e, aí sim, provarás o fel do tchom malgos de Ussau.
Bem hajam
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016
Novidades da...'transição' (ao cuidado do JOMAV)
O ex-administrador da SAD da União de Leiria que foi condenado por homicídio em Portugal e depois fugiu para Bissau, onde acabou por ser detido...tinha passaporte da Guiné-Bissau.

António Bastos matou, foi preso, julgado e condenado a 13 anos de cadeia. Fugiu e foi detido em Bissau, numa operação conjunta da polícia judiciária guineense com a sua congénere portuguesa.
E cá está uma vez mais o resultado, fruto de um Governo e presidente de ladrões apelidados de TRANSIÇÃO que nos foi imposto pela CEDEAO - a mesma que manda de novo o Obasajno.
E são estes mesmos biltres da 'transição' que estão novamente a navegar na maionese...metam esses gajos na cadeia! AAS
PORRA, PÁ!!!
Esta é nova...glup!
"Jihidaistas árabes e mercenários alemães foram contratados para o efeito (assassinar o JOMAV) e já se encontram dentro da nossa capital."
- Mas as pessoas ficaram completamente doidas? Para matar alguém, podia até ser um rei, um imperador, na Guiné-Bissau, será mesmo preciso tanta gente e de latitudes tão diferentes e toda esta logística?
Ainda se fosse para ocupar o País de vez... Mas que merda é esta? O Manchester Gay pifou de vez! Pufffffffffff. Isto agora é um caso de PSIQUIATRIA!!! AAS
Guiné-Bissau mantém 147.º lugar no ranking da FIFA
A seleção de futebol da Guiné-Bissau manteve o 147.º lugar no ranking da FIFA, atualizado esta quinta-feira. Os guineenses, que são treinados pelo português Paulo Torres, continuam na mesma posição da hierarquia mundial do organismo em relação ao mês de janeiro e com idêntico número de pontos (207).
EuroAtlantic já tem voos Lisboa-Bissau em GDS
A rota Lisboa/Bissau/Lisboa, operada duas vezes por semana pela euroAtlantic Airways, que somou 22.585 passageiros em 2015, já está disponível nos GDS Galileo e Amadeus, sistemas que as agências de viagens usam para fazer reservas.
Dados do Aeroporto de Lisboa mostram que em 2015 viajaram 22.585 passageiros em voos de e para a Guiné Bissau, rota em que apenas tem voos regulares a EuroAtlantic, que começou a ligação a 14 de Novembro de 2014.
A rota Lisboa-Bissau da euroAtlantic passou a estar disponível nos GDS Galileo e Amadeus em Portugal, Espanha, França, Reino Unido e Alemanha, permitindo aos agentes de viagens desses mercados aceder em tempo real a “confirmação de horários, tarifas, reservas e emissão de passagens aéreas”.
A transportadora sublinha em comunicado que além da sua ligação histórica a Portugal, a Guiné-Bissau mantém acordos comerciais e de cooperação com Espanha e França, que exercem influência no sector bancário na região, enquanto o Reino Unido e Alemanha também acolhem largas comunidades guineenses.
Portugal vai lançar campanha sobre riscos da mutilação genital feminina
A secretária de Estado para a Cidadania e Igualdade portuguesa anunciou hoje o lançamento de uma campanha de informação sobre consequências e riscos da mutilação genital feminina dirigida a quem viaja para países praticantes, como a Guiné-Bissau. Catarina Marcelino falava à agência Lusa à margem do I encontro regional para a intervenção integrada pelo fim da mutilação genital feminina, que decorreu na Amadora.
O objetivo desta campanha, “a iniciar este ano”, é entregar informação sobre as consequências e os riscos da prática da mutilação genital feminina (MGF) “num específico: a páscoa e o final do ano letivo, altura em que as famílias das comunidades imigrantes residentes em Portugal vão de férias para os destinos de maior risco”, como a Guiné-Bissau, explicou.
Além de alertar para as consequências crónicas em termos de saúde – infeções, hemorragias, esterilidade e morte -, lembrou também que “a MGF é um crime, mesmo quando é praticada fora de Portugal”, sublinhou Catarina Marcelino. O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), que pode ter um papel preventivo nas partidas, “tem que ter uma ação mais interventora no controlo de quem entra” em Portugal, defendeu.“
Se a comunidade perceber que há risco de detenção e processo, esta ação terá um efeito preventivo”, acrescentou. A secretária de Estado considerou que esta é uma área com “um trabalho de continuidade bastante positivo”, referindo-se ao primeiro estudo realizado em Portugal sobre a prevalência da MGF, que permitiu conhecer a realidade, e ao trabalho na área da Saúde, com a identificação e registos dos casos na Plataforma de Dados da Saúde.
“Entre abril de 2014 e dezembro de 2015 foram identificadas 99 casos, um número expressivo que nos deve preocupar (…) e que exige uma atenção mais redobrada sobre a situação”, disse. “Agir nas comunidades é a melhor solução. Através das escolas, associações de imigrantes e dos municípios, este é o caminho que se deve seguir”, acrescentou.
É preciso também que os serviços de saúde continuem a identificar os casos, tentando apoiar as mulheres, disse Catarina Marcelino. “O caminho da prevenção junto das comunidades tem que se privilegiar, mas sendo um crime público é exigido um papel mais intervertido do ponto de vista da punição”, afirmou.
A
secretária de Estado destacou a presença dos representantes da embaixada da Guiné-Bissau em Portugal, afirmando tratar-se de uma “prova de que o Governo guineense está envolvido e interessado” em trabalhar para o fim deste flagelo no país. “Há aqui uma cooperação estreita com Bissau. Temos que trabalhar nesse sentido (…) é importante desenvolver mais essa cooperação com a Guiné-Bissau que, dentro da nossa realidade, é o país com maior expressão relativamente à MGF”, sublinhou Catarina Marcelino, lembrando que 90% dos casos detetados em Portugal são de meninas e mulheres da comunidade guineense.
Relativamente à importância do papel dos líderes religiosos para a eliminação da MGF, a responsável defendeu que deve ser incrementado. “Os líderes religiosos são ouvidos e respeitados, têm poder nas comunidades. Por isso se deve trabalhar com eles” para desmistificar a MGF como prática religiosa. Portugal tem um programa de ação para a prevenção e eliminação da MGF desde 2009, coordenado pela Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género (CIG), estando atualmente em vigor o III programa de ação, parte integrante do V plano nacional de prevenção e combate à violência doméstica e de género 2014-2017.
Obasanjo está a chegar (a ver quem a CEDEAO 'escolherá' desta vez...)
A situação de impasse político que se vive na Guiné-Bissau mantém-se com cada uma das partes a reclamar que a razão está do seu lado. É perante este cenário que deve chegar a Bissau amanhã, 5 de Fevereiro, o antigo Presidente da Nigéria, o general Olesegun Obasanjo, para tentar mais uma vez desbloquear o impasse.
Fonte diplomático disse à RFI que Obasanjo, enviado do Presidente nigeriano em nome da CEDEAO, faz questão de estar presente no derradeiro encontro de mediação que o chefe de Estado guineense, José Mário Vaz, promove amanhã juntando as partes desavindas.
O Presidente José Mário Vaz pediu as partes; o Parlamento, direcção do PAIGC e o grupo dos 15 deputados expulsos do hemiciclo para que se apresentem amanhã na reunião no Palácio da República com propostas concretas para a saída da crise que se arrasta desde Dezembro.
Já que as posições se distanciam a cada dia que passa. Os círculos políticos e diplomáticos em Bissau acreditam que a sapiência de Obasanjo poderá ser a chave para o fim do impasse tal como aconteceu em Outubro quando a sua acção foi decisiva para a formação do Governo de Carlos Correia. RFI
ÚLTIMA HORA: Ex-administrador da SAD da União de Leiria detido em Bissau
O ex-administrador da SAD da União de Leiria foi detido em Bissau, na Guiné-Bissau, após cinco anos em fuga, depois de ter sido condenado a 13 anos de prisão por um crime de homicídio, confirmou fonte da Polícia Judiciária ao JORNAL DE LEIRIA.

“A Polícia Judiciária, através do Departamento de Investigação Criminal de Leiria, em sede de cooperação policial internacional, identificou e localizou um homem, com 62 anos, administrador de empresas, alvo de mandado de detenção emitido pela autoridade judiciária competente, após trânsito em julgado da respetiva decisão condenaria, para cumprimento de pena de 13 anos de prisão, em consequência da prática de um crime de homicídio agravado e detenção de arma proibida, no mês de outubro de 2009, em Porto de Mós”, refere o comunicado da PJ de Leiria.
Segundo a mesma nota de imprensa, o homem foi detido esta quarta-feira, em Bissau, “no decurso de uma operação conjunta entre a Polícia Judiciária portuguesa e a Polícia Judiciária da Guiné-Bissau, com anterior colaboração da Polícia Federal do Brasil, exibindo aquele, na ocasião, documento de identificação falso”. O processo seguirá agora os trâmites legais “com vista à ulterior extradição para Portugal”.
Um conselho ao Manchester Gay: Aproveita e arranja trabalho no CC Colombo - portas tchiu lá dimás...casquete ku apitu, farda di Kon. AAS
As tuas mentiras chegaram à loucura!!! Katchur mango kuma sibi di bó, ka bu sibi di utru...
JBV - Comunicado de imprensa

ATENÇÃO: Foi um correspondente (identificado) em Bissau de um órgão estrangeiro - que está do lado dos ilegais - quem fez este 'trabalho', mas a responsabilidade é desse órgão... Que ponham pessoas competentes a trabalhar para evitar processos judiciais! AAS
ESCLARECIMENTO AAS

O António Aly Silva NÃO comprou casa nenhuma em Cabo Verde (não tenho sequer um pedaço de passeio onde cagar). Mais: o António Aly Silva tem uma única nacionalidade — a guineense (eu nem posso com a minha quanto mais com três nacionalidades...)
Poupem-me. Bom dia. A LUTA CONTINUA! AAS
REPORTAGEM: Amanhece Guiné-Bissau
Que país é hoje a Guiné-Bissau? As vozes dos desafios e o fôlego de uma nova geração dinâmica na Reportagem TSF.
Marcada historicamente pela instabilidade política, com uma herança colonial, a Guiné-Bissau esforça-se por encontrar o seu caminho para um Estado de Direito, ao mesmo tempo que continua a enfrentar imensos desafios de desenvolvimento. A jornalista Vanessa Rodrigues viajou para a Guiné-Bissau e faz um retrato do país dando voz à juventude.
Para ouvir AQUI
A par dos problemas de desemprego e da falta de oportunidades, encontrou em Bissau uma geração dinâmica que está a mobilizar-se na procura de representatividade e com a esperança de construir dias melhores. TSF
Na ONU, jovens da Guiné-Bissau pedem participação num futuro de esperança
Representantes do país participaram no Fórum da Juventude realizado esta semana em Nova Iorque; Rádio ONU ouviu líderes associativos, académicos e do Parlamento juvenil sobre momento o político.
Jovens líderes da Guiné-Bissau disseram acreditar num futuro de esperança durante a sua presença nas Nações Unidas. O país vive momentos de tensão política após a não aprovação do programa do novo governo pelo Parlamento em dezembro. A Rádio ONU conversou com integrantes da delegação que representou os guineenses no Fórum da Juventude, que esta semana abordou a participação do grupo na Agenda 2030.
Ambiente Político
O presidente da Associação de Estudantes da Universidade de Colinas de Boé, Alexandre Encunho, declarou que um bom ambiente político seria favorável ao avanço académico no país. “Só tendo uma vontade política é que a gente pode ter uma qualidade de ensino igual a dos outros países. Porque a globalização exige qualidade, nós fazemos parte das pessoas que querem mais essa qualidade.” Na próxima semana, a Guiné-Bissau será tema da reunião do Grupo de Contacto Internacional para o país.
Aprofundar o Diálogo
A ocasião é vista como oportuna para aprofundar o diálogo e a cooperação entre a comunidade internacional e as autoridades perante o clima de divergências políticas. O presidente do Conselho Nacional da Juventude da Guiné-Bissau, António Nhabituque, disse que deve haver maior participação de jovens em postos de decisão.
Ultrapassar Crises
“Nós em particular os jovens guineenses. Há que haver o espírito de diálogo como forma de resolução dos problemas. Não tida em conta há muitos anos a questão da resolução de problemas em fórum próprios. Nós acreditamos nesta geração está a tentar entabular essa via como forma de ultrapassar todas as crises. Que os problemas sejam resolvidos entre nós.”
A representar um órgão com mais de 100 membros, a presidente do Parlamento Infantil da Guiné-Bissau, Nela Atinja, afirma que o país enfrenta desafios de uma nação em desenvolvimento mas crê numa transição para uma nova etapa.
Assumir Responsabilidades
“A Guiné-Bissau vai mudar de paradigma de governação. Vamos ter um país onde os países pensam num bem comum em interesses comuns e não pessoais. Nós crianças temos esperanças porque somos a esperança da Guiné-Bissau. Hoje precisamos de um país digno, estável, com muita paz e onde os governantes vão assumir as suas responsabilidades. A nossa terra não pode continuar assim.”
Filinto Salla, presidente do Instituto Nacional da Juventude acredita que os jovens devem ser mais ativos no seguimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável com uma melhor representatividade na Guiné-Bissau.
Prioridade
“A juventude não faz parte do problema e não fazendo parte do problema pode efetivamente fazer parte da solução. A solução que a juventude propõe é de ser ouvida. Ser legitimada enquanto mediador isento e equidistante das partes em conflito para puder trazer à razão e pôr como prioridade os interesses supremos da nação.
Em entrevista recente à Rádio ONU, o representante do secretário-geral das Nações Unidas na Guiné-Bissau, Miguel Trovoada, disse que tenta aproximar as partes divididas mas classificou a situação política como “extremamente frágil”. Rádio ONU
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016
FACTO: Se a Guiné-Bissau estiver CALMA, onde é que a comunidade internacional vai meter os boys para 'trabalhar'? Quando é que já se viu representantes de organismos supostamente respeitáveis a meter o bedelho e a querer este e aquele para governar? Abriu a época de caça aos podres dos representantes da UA e da ONU, em Bissau. Poupem-me. AAS
OPINIÃO: QUAL A SOLUÇÃO PARA A CRISE POLÍTICA VIGENTE NO NOSSO PAÍS?
"É de um incontornável desagrado e enorme tristeza o que se passa na Guiné-Bissau; um país independente a 42 anos e que ainda hoje não tem podido encontrar o seu caminho para uma verdadeira paz e estabilidade.
Guiado por uma análise profunda, ponderada e lúcida, podem ser apontadas de facto muitas soluções; o problema surge desde logo, quanto a eficácia e sustentabilidade dessas mesmas soluções; isto é, no que toca a necessidade delas serem soluções perenes sustentáveis e não de mera cosmética.
Contudo, no rastreio das soluções possíveis, uma delas resulta evidentemente mais estimada, comparativamente com outras,por parecer ser a mais verídica, mais plausível e a mais dotada de propriedades ao mesmo tempo capaz de conduzir o país para uma paz e estabilidade politica permanente.
“A renúncia” do Presidente da República Senhor José Mário Vaz, É esta a solução que me parece mais adequado, mais ajustado e mais desejável para o país. E é assim por um conjuntos de aspectos e/ou pressupostos.
I- Porque que o Presidente José Mário Vez deve renunciar ao cargo?
O Presidente da República deve renunciar ao cargo porque faltou tudo o que se esperava dele como presidente da República; desde que assumiu as funções nunca foi capaz de se adequar ou agir a medida da conjuntura manifestamente embutida no país, porquanto todo o povo, toda a nação guineense e toda a comunidade internacional chegou acreditar que era desta que a Guiné-Bissau ia arrancar de uma ve2 por todas e, o marco dessa crença revelou-se evidente no estrondoso êxito da mesa redonda que houve lugar em 25 de Março do ano passado em Bruxelas.
II- Precisávamos sim de um presidente interveniente, mas não no sentido nefasto como o esta a ser o Presidente República José Mário Vaz.
A guiné precisa de um Presidente da República retórico, apelativo, um Presidente a altura de falar utilizando os itens que o povo quer ouvir, um Presidente que fala da independência nacional, um Presidente que tenha como marca, apelos vibrantes a unidade nacional, ao trabalho ao desenvolvimento, emprego jovem, saneamento básico, enfim um Presidente lucido visionário perspicaz e dotado de uma alto sentido patriótico.
Um Presidente que faz um chamamento ao povo para cooperar com o governo no anhelado processo do desenvolvimento, um Presidente da República que fale na necessidade de empreendemento de reformas; mas um Presidente da República que ouse criticar e propor melhorias ao Governo em sede própria e depois na rua ser ele o conselheiro e amigo do Governo. Um presidente dotado de capacidades de transmitir confiança, amor a pátria.
Ou seja, a guiné precisa apenas de um Presidente da República que fosse uma pessoa fortemente dotado de elevado sentido de estado e possuidor de um aceitavel apego a prestação dos serviços de interesse da nação;
III- Ao contrário de tudo isso, o Presidente da República, que nós temos, funcionou sempre como um contra poder e líder de facção, como padrinho de grupinhos, fazendo magistratura de beco, de “baloba” em detrimento de uma magistratura de nação, uma magistratura livre independente e isenta de quaisquer teias de complexidade político partidário ou de facções e interesses ocultos.
É neste preciso olhar que nos parece imperativamente necessário a remoção do Senhor José Mário Vaz da Presidência da República, como única forma de facto de poder requalificar, redefinir e lustrar a importante instituição que é a Presidência da República.
Um presidente da Republica, não pode denotar a mais mínima tendência de se aproximar se quer da periferia das lutas políticas contagiosas que tendem a adiar o progresso do povo.
Hoje vive-se no país um estado de medo de incerteza, de divisão na nossa sociedade, na camada jovem e concomitantemente o envenenamento de todos os guineenses.
O Presidente da República, reprvou o país pelo seu carácter e irritante mania de nunca ter pensado o Estado. Porque esta mergulhado perdidamente na inocência e brutal ignorância daquilo que é são os seus deveres e competências em quanto Presidrnte da República.
Agora vive possuido e igual a uma fugura que representa uma peça teatral e como quem Brinca ao Estado, porque por JOMAV e por causa do JOMAV o Estado da Guiné-Bissau, tornou-se numa peça de teatro.
Aos: Bongalow da Verdade"
Constitucionalistas portugueses não convencem guineenses
O vice-presidente do Parlamento, Inácio Correia, disse hoje que os pareceres dos dois constitucionalistas portugueses, sobre a crise na Guiné-Bissau, não tiveram em conta o facto de "a lei não prever deputados independentes" no país.
Os pareceres de Vital Moreira e Jorge Miranda, não tiveram em conta o facto de no Parlamento da Guiné-Bissau não existir a figura de deputado independente. As declarações são de Inácio Correia que diz compreender o posicionamento dos dois juristas portugueses quando assumem que o deputado não pode ser substituído nas condições em que os 15 parlamentares do PAIGC perderam o seu mandato.
Para Inácio Correia, que representou o Parlamento na reunião que o chefe de Estado guineense convocou com as partes desavindas, os pareceres dos dois juristas portugueses teriam sido outros caso estivessem na posse de "toda a informação". Inácio Correia sublinhou igualmente que os pareceres dos juristas "não vinculam" a actuação dos órgãos de soberania guineense.
O vice-presidente do Parlamento comentava desta forma os pareceres de juristas portugueses solicitados pelo Presidente guineense, José Mário Vaz, para ajudar a clarificar o imbróglio jurídico-político que se assiste nos últimos dias no Parlamento do país.
Entretanto, o líder do PAIGC, Domingos Simões Pereira, escreveu ao chefe de Estado guineense, José Mário Vaz, solicitando-lhe que mude o formato dos encontros que está a promover para resolver a crise política no país. Caso contrário, o PAIGC estará "incapacitado de manter a sua presença", acrescenta.
OPINIÃO: Parecer, é o que se lhe parece, é como a mulher de César e, mais nada
"A crise guineense ganhou estes dias um novo ingrediente para apimentar o ja caótico debate politico em torno da guerra fratricida pela tomada do poder no Parlamento e no Governo. Nada mais do que, dois pareceres jurídicos emitidos por duas sumidades da ciência juridica e eminentes e constitucionalistas portugueses a pedido expresso do presidente guineense, José Mario Vaz.
Sobre os dois eminentes causídicos nada a apontar da minha parte, quer sobre as suas mais que reconhecidas competências, honorabilidade e engajamento com a verdade jurídica, sobretudo para com as causas e projectos dos países africanos de expressão portuguesa, aos quais sempre dispensaram, de forma desinteressada impagáveis contributos.
Contudo, é minha convicção de que uma parte do parecer ora emitido, concretamente no que tange à perda de mandatos dos deputados que foram excluídos estatutariamente das fileiras do partido detentor do respectivo mandato legislativo, tenham sido ciosamente induzidos em erro de apreciação, sendo-lhe sido fornecidos elementos de analise falaciosos, sobre a qual de boa fé, consubstanciaram os respectivos pareceres inquinando a vertente interpretativa dos factos.
E de notar contudo, que esses pareceres, são idênticos na sua abordagem e partilham irmamente a verdade jurídica, como a querer, satisfazer as duas partes, convidando-os implicitamente a negociarem. E, é por ai que emerge a estranheza dessa coincidência comprometidamente alinhados com o elemento de pressão e chantagem com a qual o PR esta a utilizar esses meros pareceres, brandindo-os à colação como interpretação abonatória à sua causa, como instrumento coercitivo de negociação de forma a favorecer o seu campo politico, com o qual esta comprometido na presente luta pela tomada do poder na Guiné-Bissau.
Uma luta que se esta a esgrimir pela via da mais abrupta ilegalidade a roçar a selvajaria humana. Devo no entanto, reconhecer, a perspicácia e o alcance da estratégia maquiavélica do PR José Mario Vaz, que aproveitando-se da boa fé alheia, tenta tirar proveito e servir-se do acervo da sapiência "estrangeira" para esgrimar em favor do seu projecto de absolutismo presidencial, sem pés nem cabeça, que de certeza não triunfara.
Também, não deixo de pensar num possível incomodo que o aproveitamento inquinado que o PR esta a fazer da boa fé desses dois ilustres e respeitados causídicos, pode estar a causar aos próprios, os quais se vêm envolvidos numa querela em que foram indelicadamente enredados através de uma verdadeira encomenda envenenada que, sabe-se agora, pela utilização para a qual tem sido feito, foi solicitado com maquiavelismo calculado de uma mente pretensiosa de um homem inconstante, cada vez mais encurralado pelas leis e pela justiça do seu proprio pais e renegado pelo Povo que supostamente devia governar com rectidão e respeito pelas leis da republica...
Isto é, no pressuposto de que, esses eminentes causídicos agiram de boa fé ao emitirem esses pareceres de meias verdades e que, na realidade foram ludibriados na asserção da verdade jurídica vertida nos respeitáveis pareceres, senão seria uma grande desilusão em relação as suas quase veneradas personalidades enquanto homens da lei.
Em todo o caso, do meu ponto de vista, esses pareceres-encomenda, não constituem nada de preocupante por ai além, pois um parecer é sempre um parecer e por isso vale o que vale e em nenhuma circunstância, por mais iluminado que seja, se substitui ao direito interno e soberano. Parece decidir e, em bons termos temos as nossas Digníssimas instâncias Judicias, de as quais o PR foge como o diabo da cruz.
Mais ainda, os pareceres em questão teriam sim interesse, caso tivessem um objecto de analise, felizmente para nos e infelizmente para eles, não é o caso em apreço, pois a questão ja foi a seu tempo sanada em instância própria na ANP e posteriormente pelo orgão judicial competente numa primeira instância, e decerto, em instância supra, a seu devido tempo.
Neste momento, a Assembleia Nacional Popular (ANP) esta a funcionar na normalidade com os deputados regimentalmente empossados e o PR não tem que consultar ninguém, pois não é dado nem achado num processo tratado e sanado por orgãos competentes, independentes e soberanos, sem tutela de quaisquer orgãos que sejam.
Saiba o sr PR de que, a normalidade constitucional esta plenamente restabelecida, resta agora restabelecer-se ele mesmo no devido e restrito desempenho das suas funções de garante do normal funcionamento das instituições da Republica e não ser um factor de estorvo e instabilidade permanente.
Assim, que se desengane com os seus "iluminados" pareceres, para tentar fazer valer os seus intentos maquiavélicos, pois esta caiu por terra, por ser, extemporâneo, sem objecto jurídico e sem senso de estabilidade, porquanto o Tribunal Regional em tempo oportuno, devidamente solicitado deliberou da sua justiça e assim será em instâncias subsequentes.
O Povo unido, não deve dar tréguas, nem margens de manobras a quaisquer tendências absolutistas e paranóicas de quem quer que seja. Basta à ditadura
Bem haja.
H. Cardoso
Sociologo"
Subscrever:
Mensagens (Atom)







