terça-feira, 15 de maio de 2012
Lista - A verdade da mentira
Então, senhores golpistas da CEDEAO, onde estão os nomes do:
- Koumba Yalá
- Serifo Nhamadjo
- Henrique Rosa
- Afonso Té
Se lá está o nome do SERIFO BALDÉ, o comparsa dos outros quatro... AAS
Ich bin ein a berliner
A Alemanha continua a "exigir o regresso à ordem constitucional na Guiné-Bissau e a condenar veementemente o golpe militar" de 12 de abril, disse hoje à Lusa um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros em Berlim. "A nossa posição quanto à Guiné-Bissau mantém-se", adiantou a mesmo fonte, remetendo para as declarações da secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros alemã, Cornélia Pieper, em comunicado de 13 de abril. No documento, a responsável do executivo germânico condenou "veementemente" o golpe e lamentou que "os desenvolvimentos positivos para estabilizar a democracia na Guiné-Bissau tenham sido interrompidos por este ato inconstitucional e violento". LUSA
Em que ficamos?
Caro Aly
Na sequência da Notícia divulgada pela VOZ DA AMÉRICA fui ao "site":http://www.state.gov/r/pa/prs/ps/2012/index.htm do Departamento do Estado dos EUA confirmar se realmente os EUA tinham reconhecido Nhamadjo como presidente, sem sucessos. O Departamento de Estado não publicou nenhuma notícia relacionada com a Guiné-Bissau nos últimos dias. Há uma campanha de desinformação dos apoiantes dos golpistas no sentido de enfraquecer a luta das pessoas que estão contra golpe. Continua a sua missão de divulgar o que se passa na Guiné-Bissau sem dar ouvido aos fracassados. Os golpistas e políticos de meia-tigelas só terão sucessos nos seus intentos se os sindicatos levantarem a greve decretada por um tempo indeterminado. Gostaria de saber qual é o político que aceitaria governar o país sem apoio dos funcionários públicos? Os dirigentes do PAIGC devem ser persistentes e constantes nas suas reivindicações, caso contrário vão legitimar o golpe de estado. CORAGEM ALY NO SEU TRABALHO. VIVA FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS.
Abraço.
AMARÁ JAURÁ (SIAJA)
Eng. de Electrónica e Computadores
Na sequência da Notícia divulgada pela VOZ DA AMÉRICA fui ao "site":http://www.state.gov/r/pa/prs/ps/2012/index.htm do Departamento do Estado dos EUA confirmar se realmente os EUA tinham reconhecido Nhamadjo como presidente, sem sucessos. O Departamento de Estado não publicou nenhuma notícia relacionada com a Guiné-Bissau nos últimos dias. Há uma campanha de desinformação dos apoiantes dos golpistas no sentido de enfraquecer a luta das pessoas que estão contra golpe. Continua a sua missão de divulgar o que se passa na Guiné-Bissau sem dar ouvido aos fracassados. Os golpistas e políticos de meia-tigelas só terão sucessos nos seus intentos se os sindicatos levantarem a greve decretada por um tempo indeterminado. Gostaria de saber qual é o político que aceitaria governar o país sem apoio dos funcionários públicos? Os dirigentes do PAIGC devem ser persistentes e constantes nas suas reivindicações, caso contrário vão legitimar o golpe de estado. CORAGEM ALY NO SEU TRABALHO. VIVA FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS.
Abraço.
AMARÁ JAURÁ (SIAJA)
Eng. de Electrónica e Computadores
Sentimento
Sentimento!
Não há mais nada que se possa fazer. A decisão está tomada, os atores posicionados, os militares da CEDEAO a entrarem, portanto o pragmatismo deve prevalecer. Não vale a pena lamentações, é preciso olhar para a frente e ter esperanças que daqui a um ano tudo volta ao normal. Eu, durante esse período, típico de “Vacatio Legis”, suspenderei a minha qualidade de cidadão guineense, porque não tolerarei um Presidente e um Governo imposto por via das armas. A minha consciência é livre e a minha dignidade e honra deverá ser coerente, como aqueles que em consciência votaram numa maioria, independentemente da personalidade ou ideologia. Não exercerei os meus direitos que a Lei da República me confiou, mas cumprirei com os deveres e obrigações para com o País que me viu nascer e de que me orgulho pela simplicidade e humildade das suas gentes. A vontade do povo é soberana mesmo num regime ditatorial. Neste momento sou um clandestino face as Leis da República!
Com os melhores cumprimentos,
Luís B. V.
Expert Consult Investment Project
Não há mais nada que se possa fazer. A decisão está tomada, os atores posicionados, os militares da CEDEAO a entrarem, portanto o pragmatismo deve prevalecer. Não vale a pena lamentações, é preciso olhar para a frente e ter esperanças que daqui a um ano tudo volta ao normal. Eu, durante esse período, típico de “Vacatio Legis”, suspenderei a minha qualidade de cidadão guineense, porque não tolerarei um Presidente e um Governo imposto por via das armas. A minha consciência é livre e a minha dignidade e honra deverá ser coerente, como aqueles que em consciência votaram numa maioria, independentemente da personalidade ou ideologia. Não exercerei os meus direitos que a Lei da República me confiou, mas cumprirei com os deveres e obrigações para com o País que me viu nascer e de que me orgulho pela simplicidade e humildade das suas gentes. A vontade do povo é soberana mesmo num regime ditatorial. Neste momento sou um clandestino face as Leis da República!
Com os melhores cumprimentos,
Luís B. V.
Expert Consult Investment Project
A resposta da Embaixada dos EUA, em Dakar, a propósito do suposto apoio aos golpistas...
Please find our official position here. You can attribute this to the spokesperson at the U.S. Embassy in Dakar.
The United States welcomes reports that the Economic Community of West African States (ECOWAS) appears to have reached agreement on a way forward towards restoring constitutional rule of law and democratic principles to Guinea-Bissau.
We welcome ECOWAS’ negotiated appointment of Manuel Serifo Nhamadjo as leader of a transitional government. We call on all stakeholders to accept him and work together towards bringing stability, rule of law, democracy, prosperity, and respect for human rights to Guinea-Bissau.
We look forward to learning further details. Much work must be done in the transition to create a timely action plan that respects constitutional law and includes all national stakeholders. Efforts to reach a negotiated solution should be exhausted before considering other options.
Thank you for calling to verify. We are always happy to assist.
segunda-feira, 14 de maio de 2012
Os cinco da vida airada
"Caro Aly Silva,
Permita-me congratular com a sua posição de negação de qualquer entidade (Presidente da República e Governo), “filhas” da recente relação amorosa entre a CEDEAO e o Comando Militar. Ainda não se consegue descortinar o macho e a fêmea nessa mais recente relação amorosa, mas não deixa de importar ao povo guineense saber quem domina e quem é a dominada nessa relação algo promiscua, para podermos precaver essencialmente os direitos da nossa pátria e do nosso povo. Essa sua atitude pública só lhe dignifica como um cidadão que ama a sua pátria e que não se importa de enfrentar quaisquer consequências relacionadas com a sua convicção pessoal e patriótica.
É com base nessa sua posição que queria questionar á maioria do povo guineense que, quando foram chamados a cumprir um dever democrático, escolheram o candidato do PAIGC (provavelmente nem foi o seu caso!) como Primeiro-Ministro e, posteriormente, como potencial Presidente da República da Guiné-Bissau. Será que pretendem ficar quietos, subservientes e aceitarem essa verdadeira afronta á democracia e total desrespeito a vontade popular? Ou assumirão em conjunto uma posição de desobediência civil e demonstrar ao recente casal (CEDEAO/ Comando Militar) que, NA GUINÉ-BISSAU AINDA MANDA O POVO GUINEENSE E A VONTADE POPULAR DEVE SER RESPEITADA, ANTES DE QUALQUER INTERESSE DE OUTROS PAÍSES...?
Queria deixar aqui algumas questões ao 'Presidente' de Transição (Serifo Nhamadjo) e aos pseudo-constitucionalistas do espaço virtual que tanto reclamaram pela suposta inconstitucionalidade da candidatura do Cadogo Jr. à Presidencia da República e agora desdobram-se em palavreados para tentar justificar e oficializar actos que mais não foram que um rasgar da constituição em plena luz do dia, na praça pública:
1. Um suposto democrata que não aceita a escolha do candidato do seu partido às eleições presidenciais, através da votação com as mãos no ar, aceita encabeçar uma farsa na Assembleia Nacional Popular, sem a participação do partido com a maior representação parlamentar, aliás o mesmo partido que lhe confiou esse cargo e que depois retirou-lhe a confiança politica!? O mesmo indíviduo que apelava por métodos verdadeiramente democráticos no seio do seu partido, de seguida pactua-se com os golpistas que subtrairam e continuam a subtrair diariamente direitos mais básicos aos cidadãos?
2. O Sr. Serifo Nhamadjo, os outros 4 candidatos derrotados na primeira volta e, ainda, os pseudo-constitucionalistas do espaço virtual, que tanto reclamaram da inconstitucionalidade da candidatura de Cadogo Jr. às eleições presidenciais, queria perguntar-lhes como classificam hoje, a privação de toda a liberdade a que foram submetidos as mais altas figuras do país e outros membros do governo? Como classificam esta vergonhosa solução que a CEDEAO e os golpistas estão a cozinhar para a Guiné-Bissau? Chamam a isso constitucionalidade ou ditadura encobrida? Como classificam a inibição da manifestação pública pelos cidadãos, imposta pelo denominado Comando Militar? Constitucionalidade ou Ditadura encobrida?
3. O Sr. Serifo Nhamadjo acha que está a prestar um grande serviço à sua pátria, quando manipula a situação para que seja nomeado Presidente de Transição de um país e de um povo que manifestou de forma clara nas urnas que não era o candidato desejado para dirigir os destinos do país no próximo mandato? Eu, pessoalmente, teria vergonha de aceitar esse cargo. Mas, como ao Sr. Serifo Nhamadjo não é uma pessoa de bem e interessa-lhe apenas chegar ao poder, seja por que via for, não hesitou em fazer tudo para lá chegar, mesmo que a votação tenha sido feita de "bunda pa riba", ou de braço entre as pernas! O que importa a este oportunista é ser Presidente da Guiné-Bissau, nem que seja por um dia, quanto mais por um ano...
4. Como é que o Sr. Serifo Nhamadjo acha que um Presidente da República e um governo saído dessa “Ditadura encobrida” vai conseguir gerir o país e garantir o mais básico das necessidades da população, com a maioria dos países do mundo a não pactuar com essa solução e a imporem sanções a qualquer solução que não contemple a reposição da ordem constitucional? Coitado do povo!!!
5. Relativamente à recente lista publicada de indíviduos que não podem sair do país, o Comando Militar importa-se de explicar ao povo quais foram os critérios utilizados para essa selecção de nomes? Ou estamos apenas a assistir a mais uma "caça as bruxas"? Será que existem excepções para que esses indíviduos possam ausentar-se do país? Ou o país passou de repente a ter condições de saúde para dar resposta a todo e qualquer problema de saúde que algumas dessas pessoas padecem e que lhes obriga a controlo regular no estrangeiro? Ou o Comando Militar e o Presidente da República por eles indigitados assumem as devidas responsabilidades pelo eventual agravamento do estado de saúde e pela própria vida de todos os indivíduos constantes dessa lista? Não sei se têm consciência, mas também, quer o Comando Militar, quer o governo da Costa de Marfim, estão a aceitar as devidas responsabilidades sobre o estado de saúde e a vida de Cadogo Jr e Raimundo Pereira. Não lhes importa o risco de se transformarem em assassinos por omissão ou impedimento de acesso a cuidados? Mas, se não se importam que todo um povo passe restrições de bens essênciais, para que consigam chegar ao poleiro, não admira nada a completa ausência de sensibilidade para as questões de saúde desses indíviduos... São gentinhas com esse moral que querem a todo o custo dirigir um país!!!
6. Relativamente à investigação dos assassinatos de Nino Vieira, Tagmé Na Waie, Helder Proença e Baciro Dabó, querem indiciar Cadogo Jr. como principal suspeito da autoria moral desses assassinatos? E os autores materiais onde andam!? A comandar golpes de estado e outros assassinatos? Não são chamados à responsabilidade? Quanto ao assassinato de Nino Vieira, se sabe-se que foi o denominado batalhão de Mansoa que o assassinou, porque ainda não foi ouvido e até detido o então comandante do mesmo batalhão!? Estão ansiosos a procura da autoria moral desses assassinatos, mas tentando encobrir os autores materiais? Mais vergonhoso é ver os intelectualóides do espaço virtual a entrar nesse jogo sem mínimo de razoabilidade! Se Cadogo Jr. foi o autor moral, que seja castigado, mas que os autores materiais não fiquem impunes, nem continuarem a assumir altos cargos no aparelho do estado. O povo guineense não pode permitir que isso aconteça. A essa gentinha, só lhes interessa neste momento “assassinar” politicamente Cadogo Jr, protegendo a aqueles que torturaram Nino Vieira até a morte e aqueles que premiram o gatilho noutros casos... O povo deve estar alerta para exigir também o devido castigo aos autores materiais desses crimes. POVO KA DIBI DURMI. Sem os autores materiais, não pode haver autores morais!
Bem haja.
Jorge Herbert"
Das duas, três!
'GOLPICIDAS' - A ser verdade a notícia veiculada esta tarde pela VOA (Voz da América) de que os EUA (através de alguém sem competência para tal) apoiam o 'presidente' da Guiné-Bissau imposto pela CEDEAO, então os golpes de Estado na Guiné-Bissau nunca acabarão. E quando ocorrer o próximo, a esmagadora maioria dos guineenses não vos darão sequer ouvidos. O guineense democrata, cansado, defender-se-á. Excusado será virem depois para cá com condenações ou 'tolerâncias zero'. O guineense deixou de contar com alguma comunidade internacional mesquinha e parcial. Selar-se-á o país, e trataremos uns dos outros. Para quê mesmo confiar nessa comunidade internacional, se deles só recebemos facadas nas costas? O crime, numa palavra: compensa.
VOU, NÃO VOU. AFINAL SEMPRE FOI. VÃO TODOS - Henrique Rosa, é o candidato empurrado por uma igreja católica cada vez mais na miséria e com o mesmo 'rebanho' desde há um século. Fora 'presidente da República de Transição' depois do golpe de Estado que depôs Koumba Yalá. É o hábito... Henrique Rosa, que sofreu uma derrota pesada nas urnas e caiu do pedestal...pode vir a ser nomeado ministro dos Negócios Estrangeiros do 'novo Governo' fantasma. PARA MEMÓRIA FUTURA: Foi o próprio Henrique Rosa que disse, na presença dos outros quatro contestatários, durante uma conferência de imprensa: "Por uma questão de ética(!) nós [os cinco contestários] não aceitamos nenhum cargo". Ouvimos todos e engolimos em seco. Das duas, três: ou o candidato do bronze não terá ouvido, ou não fez caso, ou andam, os cinco, a gozar connosco - o que me deixa zangado.
AGUENTAS - Assim são chamados, agora, os apoiantes civis do golpe de Estado de 12 de março. O nome, recorde-se, remonta à fatídica guerra civil de 1998/99, e foi dado às milícias treinadas na Guiné-Conacry, para defender Bissau - o último reduto de 'Nino' Vieira. No assalto final a Bissau, muitos morreram durante a tomada da capital pela Junta Militar comandada pelo brigadeiro Ansumane Mané, que foi depois assassinado durante o 'reinado' de Koumba Yalá. Os que sobreviveram foram feitos prisioneiros, detidos, e, posteriormente libertados, numa cerimónia bastante mediatizada.
E O 'PRIMEIRO'? - Parece que o 'primeiro-ministro' será de recurso, e não de consenso. Já ouvi falar em quatro nomes, mas não divulgo nenhum. O que sei, e tem-me tirado o sono, é isto: como irá o 'primeiro-ministro' e o seu 'Governo' buscar dinheiro à Europa, se todos eles serão alvos de sanções? Bom, mas como existe a Western Union e a Money Gram...
Boa noite. AAS
Fórum de reflexão sobre a Guiné-Bissau, estudantes Guineense em Marrocos-Fès (Grupo Fidjus di Tchon)
A Situação sociopolítica na Guiné-Bissau e o sistema de ensino marroquino face aos estudantes estrangeiros, foram motivos de debate que marcou o primeiro “fórum da reflexão” no passado Sábado, Doze de Maio do corrente ano, com os estudantes guineenses residentes em Marrocos cidade Fés.
Organizado por um grupo de estudantes denominado “FIDJUS DI TCHON”, o encontro visou a reflexão profundo sobre a situação actual do país como também incentivar os jovens estudantes na mudança de mentalidade porque são os futuros homens para o desenvolvimento da Guiné-Bissau, como nos deu conta o presidente da comissão organizadora, Railord Delmard Gomes. “Gostaria de salientar ainda de que não devemos ter medo, vergonha e nem devemos ser covardes de ficar de braços cruzados perante uma situação lamentável do nosso país. Pois, somos jovens estudantes temos que estar preparado para assumir o comando do nosso país enquanto futuros quadros. Temos a energia renovada e cheios de esperança, estamos a preparar de maneira alguma para, auxiliarmos na transformação de nosso País em uma grande nação. E hoje, especialmente, apostamos antes de mais nada na sua capacidade de criar e transformar na realidade. Não basta ter sonhos para realizá-los. É preciso sonhar, mas com a condição de crer em nossos sonhos, uma Guiné de paz”.
Além de ser uma ideia brilhante, segundo as opiniões dos participantes, pediram a repetição sucessiva deste tipo do evento, não só quando houver uma sublevação no país mas também como forma de trocar experiencias entre estudantes. “O fórum teve perguntas de reflexões brilhantes, onde discutimos e tiramos a conclusão de que vale a pena lutar para uma Guiné melhor.
Porque nós como futuros quadros, temos que começar a pensar no futuro do nosso país, e dar a nossa contribuição mesmo estando longe de uma forma directa ou indirectamente.
Eu na qualidade do presidente da comissão organizadora deste fórum, vi que vale a pena sonhar para realizar, só assim levaremos a Guiné-Bissau num bom caminho, e pretendo fazer com que este evento volte a acontecer porque, com este tipo de evento podemos ganhar mais experiencias entre nós e, a maneira de reflectir sobre qualquer que seja situação sociopolítica do país”.
O evento durou mais de quatro horas de tempo no salão da reunião “Chambre de Comerce de Fès”, os temas foram orados por um guineense e um professor Marroquino, onde participaram mais de Setenta estudantes e, em jeito da conclusão, foram lançadas mais de vinte e cinco perguntas que exigia uma flexão sobre a Guiné-Bissau e a vida dos estudantes em Marrocos.
Cláudio António da Silva Rumal – Marrocos/Fès.
Nossa, Nigéria, assim você me mata...
Por: Eugénio Almeida, em www.pululu.blogspot.com
"A agência de notícias portuguesa Lusa, afirma, certamente citando a CEDEAO e o seu presidente interino, coteivoirense Ouattara, que as tropas da Nigéria vão estar na Guiné-Bissau até sexta-feira.
Nada demais, serão 600 militares para a Guiné.Bissau e 10 mil para o Mali.
Só que, não me parece que a tropa nigeriana, como tem sido noutros pontos do continente, vão para a Guiné-Bissau para turismo.
Por certo, e assim tem sido, vão para capitalizar os necessários dividendos político-militares e irão afirmar-se sobre as autoridades castrenses Bissau-guineenses.
Mas…
Mas não foi por causa de uma situação, mais ou menos – talvez muito mais menos que mais mais – que se verificou o Golpe de Estado na Guiné-Bissau?
Ora e segundo os golpistas, que parecem estar a verem confirmado pela CEDEAO a legitimidade do acto, com a imposição de um chefe de Estado interino, que foi o primeiro dos menos votados a ficar fora da lista dos dois candidatos à 2ª volta, mesmo que sem o acordo do principal partido com assento na Assembleia Nacional, não foi porque a Missang poderia ser uma força de contenção aos contínuos desvarios e à manutenção do ainda sistema de guerrilha que grande parte das forças castrenses Bissau-guineenses ainda sofre, que houve o Golpe?
Então?...
A não ser que os comandos militares da Guiné-Bissau, recordando a exemplar saga que levou os senegaleses e guineenses (de Conakri) a saírem do país com ele entre as pernas, pensem que os nigerianos serão iguais.
Se pensam, então talvez seja melhor procurarem já algumas zonas de repouso e onde possam passar despercebidos.
É que os nigerianos não vão para lá em turismo…"
Ponto...com nó
Jorge Heitor, jornalista:
"Chefes dos Estados-Maiores da África Ocidental, durante a reunião de hoje, em Abuja, com o Presidente da Nigéria, Goodluck Jonathan, determinarão quantos militares vão avançar para a Guiné-Bissau. Um território agora nas mãos do general António Indjai, de Manuel Serifo Nhamadjo, de Kumba Ialá e de mais umas quantas pessoas. Amílcar e Luís Cabral alguma vez imaginaram que as coisas iam chegar a este ponto?"
COMUNICADO - Associação dos Estudantes Guineenses no Senegal
A Associação dos Estudantes Guineenes no Senegal, na sua qualidade de organização de interesse público sem fins lucrativos, apartidária e legalmente instituída pelas autoridades da República do Senegal pelo despacho Ministerial N° 002993 de 09 de 2003, que congrega cerca de mil e quinhentos associados, vem por este meio informar a todos os seus membros e simpatizantes, que a carta datada de 08 de Maio de 2012 editada em nome dos estudantes guineenses no Senegal e publicada no blog: www.ditadurradeconsenso.blogspot.com , não é da sua autoria e não vincula a actual direcção que entrou em funções no dia 12 de Fevereiro do corrente ano num quadro democrático e de transparência.
A Associação manisfesta assim preocupações sobre o teor da mensagem veiculada nessa carta, sobretudo no que toca a hipotéticos comportamentos de xenofobia do povo senegalês para com os estrangeiros e particularmente com os guineenses, visto que isso pode expôr os estudantes e guineenses em geral residentes no Senegal perante situações embaraçosas com repercussões indesejáveis.
Atendendo ao facto de nos encontrarmos em terra estrangeira, a associação lembra aos seus estimados associados que mesmo que os factos citados na referida carta tenham acontecido de forma isolada a alguns dos nossos conterrâneos no Senegal, não devemos generalizar porque há também irmãos nossos que são bem tratados cá. Além disso, informa-se que todos os casos conflituosos que têm chegado ao conhecimento da direcção da associação, têm sido devidamente tratados. Por exemplo a associação tem gerido com tacto e inteligência todos os problemas e conflitos envolvendo estudantes num espírito de camaradagem, mesmo junto das autoridades senegalesas e tem conseguido encontrar soluções viáveis e duradouras.
A Associação informa que todas as decisões emanadas da sua direcção, resultam de uma prévia concertação e análise minuciosa em foro próprio, por implicar a responsabilidade da organização.
Entretanto, a associação reconhece e respeita a opinião de cada um porque entende que é um exercício da democracia, mas alerta que o uso do nome da organização em actividades particulares, deve obedecer a regras explícitas da associação passando pelos canais adequados conforme os estatutos e regulamento interno que regem a organização.
Foi nesse quadro que a associação dos estudantes em colaboração com a associação dos emigrantes guineenses no Senegal e amigos da Guiné-Bissau, decidiram juntos, na sequência do levantamento militar occorido no dia 12 de Abril de 2012 na Guiné-Bissau, levar a cabo uma “acção de apelo à paz, ao retorno da ordem constitucional e da legalidade democrática na Guiné-Bissau”, ao abrigo dos nossos direitos e deveres enquanto cidadãos. Note-se que as marchas tiveram mais aderência dos estudantes.
Essa acção foi iniciada no dia 14 de Abril e terminou no dia 04 de Maio, tendo havido duas marchas pacíficas bem sucedidas em frente à Embaixada da Guiné-Bissau em Dakar, uma conferência de imprensa nas instalaçoes da liga senegalesa dos direitos humanos- RADDHO “Rencontre Africaine pour la Défense des Droits de l’Homme” e uma série de entrevistas aos orgãos de comunicação nacionais e estrangeiros com linhas de intervenção bem definidas e intervenientes escrupulosamente seleccionados. A isso acrescenta-se uma exposição de cartazes “sit-in” com mensagens essencialmente de paz e de respeito à vontade popular, no dia 03 de Maio em curso aquando da cimeira dos chefes de estado da CEDEAO sobre a crise politico-militar na Guiné-Bissau e no Mali. Saliente-se ainda que a referida iniciativa foi coroada de êxitos e ultrapassou todas as expectativas, porque mais uma vez a nossa mensagem foi largamente difundida pela imprensa nacional e estrangeira e não deixou indiferentes vários responsáveis incluindo chefes de estado que espreitaram ainda que discretamente as nossas mensagens.
Assim sendo, a associação exorta os seus membros a pautarem por uma postura de transparência, de responsabilidade, de respeito e de unidade, em observância dos valores da organização.
Feito em Dakar aos onze dias do mês de maio de 2012
A Direcção
ASSOCIACAO DE ESTUDANTES GUINEENSES NO REINO DE MARROCOS (ASSEBGUIM)
Aos cinco dias do mês em curso foi realizada uma réunião extraordinaria cujo o objetivo era debater à actual situaçao em que se encontra a nossa amada Guiné-Bissau. Desta réunião ; a comunidade estudantil Guinéense em Marrocos pretende assim traduzir junto da comunidade nacional e internacional a sua preocupação relativamente à questão de retorno rapido e urgente da ordem constitucional.
E de assinalar também que a estagnação da situação esta afectar cada estudante cà em Marrocos seja no plano academico, moral et financeiro.
A conclusão resultante da réunião referida acima pode-se resumir nos seguintes pontos abaixo :
1. A condenação era absoluta e unanime quando ao subversao militar no dia 12 de abril, que esta transformando cada vez mais numa cultura no imginario Guinéense, pour isso ,dissemos basta e basta.
2. Apelar a comunidade internacional nomeadamente ONU, CPLP, UA e CEDEAO que conjuguem os esforços na busca duma saida plausivel da situação com base no consenso nacional e assente nos interesses prioritarios do povo Guinéense ;
3. Apelar militares, classe politica e a sociédade civil em toda a sua ramificação que obtem pela criação de um ambiente favoravel garantindo um espaço de negociação viavel ou seja um terreno de entendimento face a esta crise ;
4. Encorejar toda a população Guinéense para ser forte mais uma vez e que continuem a esperançar os seus sonhos com a fé de que um dia a nossa terra seria um paraiso, em escapando de vez por toda a esta seria de tempestado que era e é a vitima ;
5. Convidar toda a classe juvinil e intelectual Guinéense seja elas onde estiverem para previlegiar um espaço de reflexão e de entendimento cujo o denominador comum seria de repensar a Guiné-Bissau em todos os seus vertentes de desenvolvimeto.
Feito em Marrocos, aos 14/05/12
O bureau executivo
E de assinalar também que a estagnação da situação esta afectar cada estudante cà em Marrocos seja no plano academico, moral et financeiro.
A conclusão resultante da réunião referida acima pode-se resumir nos seguintes pontos abaixo :
1. A condenação era absoluta e unanime quando ao subversao militar no dia 12 de abril, que esta transformando cada vez mais numa cultura no imginario Guinéense, pour isso ,dissemos basta e basta.
2. Apelar a comunidade internacional nomeadamente ONU, CPLP, UA e CEDEAO que conjuguem os esforços na busca duma saida plausivel da situação com base no consenso nacional e assente nos interesses prioritarios do povo Guinéense ;
3. Apelar militares, classe politica e a sociédade civil em toda a sua ramificação que obtem pela criação de um ambiente favoravel garantindo um espaço de negociação viavel ou seja um terreno de entendimento face a esta crise ;
4. Encorejar toda a população Guinéense para ser forte mais uma vez e que continuem a esperançar os seus sonhos com a fé de que um dia a nossa terra seria um paraiso, em escapando de vez por toda a esta seria de tempestado que era e é a vitima ;
5. Convidar toda a classe juvinil e intelectual Guinéense seja elas onde estiverem para previlegiar um espaço de reflexão e de entendimento cujo o denominador comum seria de repensar a Guiné-Bissau em todos os seus vertentes de desenvolvimeto.
Feito em Marrocos, aos 14/05/12
O bureau executivo
Silêncio, vamos ler um poema
Sinhoris di Bida di Ferru
Bó ta n´tindi kuma abós i bida di ferru
Ku manda bó ta lanta dia ku bó misti
Hora ku bó misti
Bó faci kil ku bó misti
Di manera ku bó misti
Paka nada sai
Má kusas ta parci ma é kata djuntu
Pabia si bó sibi kuma ku es pubis n´duti bós,
Bona parra ba es fantochindadi di cacrindadi ku bó ta sta nel.
Pabia, si abós i era ba Bulanha.
Pubis na murri nan di fomi, ma nunca ekana labra na bós.
Si abós i Iagu.
Pubis na murri nan di sedi, ma nunka ékana bibi bós.
Si abós i Sol.
Pubis na muri nan di friu, ma nunka ekana quenta na bós.
Si abós i kaminhu,
Pubis na murri nan sintado ma nunka ekana ianda na bós.
Ma si bó pui Paz na bó corson,
Pubis di Guiné na barça bos ku dus mon pa mostra bós kuma paz ku é misti.
Ma i ka ten kusa ku tene kunsada ku ka tené si fin.
Anós ku ta ten di pressa ma Deus ta marka kada kusa ku si dia.
Salvador Armando Banjaqui
Licenciado em Economia
Bisasau.
Junto venceremos
Ponto de ordem
O cidadão guineense, jornalista e editor do blog Ditadura do Consenso, António Aly Silva, informa que:
1 - Não reconhece nenhuma entidade ('Presidente' e 'Governo') nomeados depois do golpe de Estado;
2 - Não reconhece, nos moldes em que foi cozinhado toda a trama, a organização denominada CEDEAO - Clube de Eunucos e Ditadores dos Estados da África Ocidental;
3 - Está bastante desiludido por o seu NOME não constar da lista de caça às bruxas...
António Aly Silva
Cidadão da República da Guiné-Bissau
Tropas a caminho
A Nigéria vai enviar, até sexta-feira, tropas para a Guiné-Bissau, que atravessa um impasse desde o golpe de Estado militar de 12 de abril, anunciou hoje o ministro da Defesa nigeriano. A declaração foi feita pelo governante na abertura da reunião que decorre em Abuja, na Nigéria, entre responsáveis militares dos países da África Ocidental, que debatem as situações na Guiné-Bissau e no Mali. "Vamos mobilizar tropas até dia 18", declarou o ministro Bello Haliru Mohammed, sem dar mais detalhes, nomeadamente sobre a composição da força e o número de militares. LUSA
Na sede do PAIGC está reunido o Comité Central. De acordo com uma fonte do DC nesta reunião do órgão máximo do partido entre dois congressos, um dos pontos tem que ver com as sanções. O PAIGC quer uma espécie de adenda da comunidade internacional para que "quem quer que tome posse seja também sancionado". AASo
domingo, 13 de maio de 2012
Ontem, em Paris
Manifestaçao do «Collectif des ressortissants, sympatisants et amis de la Guinée-Bissau» em Paris, França, exige a reposiçao da legalidade democratica e da ordem constitucional.

FOTO DR NU BARRETO
Paris 12 de maio 2012
Centenas de Guineenses fizeram un SITTING para protestar contra a decisao do 10 de maio 2012 da CEDEAO, que é anti-democratica, de nomear como chefe de Estado da Republica da Guine-Bissau, o Serifo Nhamadjo, sendo este um dos instigadores do golpe de Estado do 12 de abril. Serifo Nhamadjo foi um candidato dissidente do PAIGC, clasificado na terceira posiçao com 15% dos votos na primeira volta das eleiçoes presidenciais.
A comisao da CEDEAO, presidida pelo Presidente da Republica de Côte d’Ivoire e da CEDEAO, O Senhor Alassane Dramane OUATTARA e o Presidente da Nigeria Sr. Jonathan GOODLUCK, cometeram:
- Um acto grave contra a democracia
- Um acto grave contra os interesses economicos e socias do povo Guineense
- Um acto grave contra a paz subregional e contra a unidade africana
A CEDEAO nao tem as competencias para substituir qualquer desisao da asembleia nacional dos seus Estados membros. A CEDEAO sera responsavel por qualquer eventualide politico e militar que poderao acontecer na Guine-Bissau.
Ao longo do tempo, os manifestantes que se encontravam na «Rue de la Paix» gritavam
- VIVA O POVO DA GUINE-BISSAU
- JOVENS da GUINE-BISSAU, estamos CONVOSCO
- EDUCACAO UNIVERSAL PARA JUVENTUDE DA GUINE-BISSAU
- ABAIXO O COMANDO MILITAR
- ABAIXO ANTONIO INDJAI
- VERGONHA NHAMADJO
- ABAIXO OS TRAIDORES DA REPUBLICA
- VIVA DJALO PIRES, VIVA ANTONIO ALY SILVA, VIVA RAIMUND PEREIRA, VIVA CARLOS GOMES Jr…voces sao filhos dignos da Repubica da GUINEE-BISSAU.
Os manifestantes apelam a comunidade internacional: ONU, CPLP, UE para solucionar sem reservas os problemas fundamentais da sobrenia nacional e da ordem constitucional na Guine-Bissau.
A Comissão
sábado, 12 de maio de 2012
Governo de Cabo Verde diz que não reconhece autoridades guineenses
O Governo de Cabo Verde "não reconhece" nenhum Governo que saia de um golpe de Estado, como é o caso na Guiné-Bissau, disse hoje o primeiro-ministro cabo-verdiano. Em declarações à agência Lusa e à Rádio de Cabo Verde (RCV), após quase cinco horas de cerimónia de inauguração de uma nova igreja no concelho de São Domingos, a norte do da Cidade da Praia, José Maria Neves adiantou também que as autoridades cabo-verdianas não reconhecem nem legitimam qualquer golpe de Estado.
"O Governo de Cabo Verde tem uma posição muito clara em relação a esta matéria: não reconhecemos nenhum Governo que saia de um golpe de Estado e não reconhecemos nem legitimamos nenhum golpe de Estado", afirmou, aludindo à recente decisão da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), que "impôs" Serifo Nhamadjo, vice-presidente do Parlamento, para presidente da transição. LUSA
"O Governo de Cabo Verde tem uma posição muito clara em relação a esta matéria: não reconhecemos nenhum Governo que saia de um golpe de Estado e não reconhecemos nem legitimamos nenhum golpe de Estado", afirmou, aludindo à recente decisão da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), que "impôs" Serifo Nhamadjo, vice-presidente do Parlamento, para presidente da transição. LUSA
Abuja decide moldes da força
Os ministros da Defesa dos países que integram a CEDEAO reúnem-se na segunda-feira em Abuja (Nigéria) para analisar as modalidades de envio de um contingente militar para a Guiné-Bissau e para o Mali, disse hoje à agência Lusa fonte oficial. Fonte da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), de que faz parte Cabo Verde e Guiné-Bissau, indicou que a reunião, de um só dia, surge como "resposta aos cada vez maiores desafios no domínio da segurança" na região oeste-africana.
A fonte disse desconhecer se o Comando Militar guineense estará presente, mas adiantou que o encontro prossegue com os preparativos do envio de missões militares da CEDEAO para os dois países, iniciados na cimeira extraordinária de chefes de Estado e de Governo da sub-região, realizada a 03 deste mês, em Dacar. LUSA
A fonte disse desconhecer se o Comando Militar guineense estará presente, mas adiantou que o encontro prossegue com os preparativos do envio de missões militares da CEDEAO para os dois países, iniciados na cimeira extraordinária de chefes de Estado e de Governo da sub-região, realizada a 03 deste mês, em Dacar. LUSA
Ditadura... sem consenso
Na passada terça-feira, o ministro da Justiça Adelino Mano Queta tinha viagem marcada para Lisboa. Já depois de ter sido feito o check-in, uma alma caridosa avisou, por telefone: "É melhor é não aparecer no aeroporto, ainda que para recuperar a bagagem"... Dois dias depois, ou seja na 5a feira, Maria do Céu Silva Monteiro, presidente do Supremo Tribunal de Justiça, conheceu a mesma medida repressiva. Quando já estava no aeroporto, com viagem marcada e o voo à espera, foi-lhe dito que não podia viajar. Afinal, o nome dos dois já contava da lista... AAS
COMUNICADO do Movimento Nacional da Sociedade Civil
COMUNICADO
O Movimento Nacional da Sociedade Civil preocupado com a evolução da situação política do pais e atentas as mediações em curso sobretudo, por parte da CEDEAO, vem por este meio tornar publica a sua posição:
1. Manifestar veementemente a sua discordância com a posição da CEDEAO; por não reunir o consenso nacional e internacional bem como de não estar em conformidade com o espirito do seu mecanismo da tolerância zero as alterações constitucionais antidemocráticas e de ter acomodada apenas as exigências de uma parte desavinda, prescindindo-se dos interesses nacionais e republicanos em questão nomeadamente, a Democracia e respeito pelos princípios do estado de direito;
2. Alertar a comunidade nacional e internacional pelo Imbróglio jurídico-constitucional desta posição face as limitações do poder do presidente interino a luz do mesmo artigo invocado pela CEDEAO (Art 71 da Constituição da Republica da Guiné-Bissau);
3. Alertar igualmente pelas consequências em termos da governabilidade visto o não respeito pelos resultados eleitorais oriundos das últimas legislativas e tendo em conta que o período de transição proposto pela CEDEAO transcende o mandato da legislatura em curso, deixando assim profundas incertezas pela natureza jurídica do Governo a ser formado e da sua sustentabilidade constitucional e parlamentar;
4. Manifestar a sua estranheza pela omissão reiterada do processo eleitoral em curso que representa uma autêntica afronta a vontade popular e aos esforços internacionais para a estabilização do país;
5. Exigir a CEDEAO ao cumprimento das últimas orientações do Conselho de Segurança das Nações Unidas que recomenda a coordenação sem exclusão de todos os actores internacionais (União Africana, CPLP, Nações Unidas e CEDEAO) na resolução da crise subsistente no país ao abrigo do respeito pela ordem democrática e princípios estruturantes do estado de direito;
6. Reafirmar mais uma vez, o processo da estabilização da Guiné-Bissau passa necessariamente pelas reformas no sector da defesa e segurança pelo que apela a vinda urgente de uma força para o efeito, assegurando de forma duradoura a consolidação do estado de direito e da reafirmação das autoridades democráticas;
7. Solicitar ao Conselho de Segurança da ONU a adoptar medidas que se inspiram na vontade na da maioria do guineenses e dos interesses supremos da Guiné-Bissau enquanto uma nação soberana e digna de respeito a luz do direito internacional;
8. Reiterar a determinação da Sociedade Civil Guineense em continuar a defender os interesses do povo e de participar activamente na busca de soluções duradouras para a resolução das cíclicas crises no país dentro do quadro democrático e constitucional.
Feito em Bissau, aos 12 dias do mês de Maio de 2012.
Assinado
O Movimento Nacional da Sociedade Civil
COMUNICADO da Liga Guineense dos Direitos Humanos
MEMBRO DE:
FIDH – Federação Internacional dos Direitos Humanos
UIDH – União Internacional dos Direitos Humanos
FODHC-PALOP – Fórum das ONGs dos Direitos Humanos e da Criança dos PALOP
Fundador do Movimento da Sociedade Civil
PLACON – Plataforma de Concertação das ONGs
MEMBRO OBSERVADOR JUNTO DE:
CADHP – Comissão Africana dos Direitos Humanos e dos Povos
COMUNICADO À IMPRENSA
A Direcção Nacional da LGDH registou com bastante surpresa o anuncio da CEDEAO no passado dia 10 do corrente mês da indigitação do Presidente em exercício da ANP e Candidato às últimas eleições presidenciais, Sr. Manuel Serifo Nhamajo como Presidente Interino, contrariando o conteúdo das suas próprias deliberações na última cimeira desta cúpula que decorreu em Dakar.
Este anúncio acontece numa altura em que segundo esta organização, havia luz verde no fundo do túnel para a resolução definitiva da crise politica e militar que assola o país em consequência do golpe militar do passado dia 12 de Abril de 2012. Nesta perspectiva, a fuga em frente da CEDEAO perante o golpe de estado defraudou não só as legitimas expectativas do povo guineense mas também abriu um precedente grave na assunção do poder por vias antidemocráticas.
Ao acolher na integra as exigências dos militares golpistas e seus sequazes e ignorar as propostas legitimas de uma das partes em negociação, a CEDEAO não só renunciou ao seu estatuto de medianeiro assumindo-se como parte da crise politico militar, mas também desperdiçou uma derradeira oportunidade para se afirmar como uma instituição credível, radicalmente comprometida com os valores que animam a democracia e estado do direito, e não um sindicato de defesa dos interesses geopolíticos e estratégicos dos seus membros.
Esta atitude infeliz, antidemocrática e a ligeireza que o encerra, descredibiliza a CEDEAO enquanto espaço de integração regional com a vocação de pugnar pela defesa intransigente dos valores que enformam a democracia, nomeadamente respeito pelos direitos humanos, observancia das regras de jogo democratico e o estado de direito.
Face ao acima exposto, a Direcção Nacional da Liga delibera os seguintes:
1. Condenar firmemente a posição de resignação, da legitimação do golpe de estado e da imposição de soluções ilegítimas aos guineenses, protagonizada pela CEDEAO para a resolução da crise vigente no país.
2. Responsabilizar a CEDEAO pelas derrapagens políticas, sociais e económicas que vierem a registar no país decorrente da sua unilateral e imponderada decisão.
3. Alertar a comunidade nacional e internacional pelas consequências jurídicas e políticas da confusão instalada no país que traduz na falta de legitimidade constitucional do presidente de transição e das limitações sérias dos poderes do presidente interino face aos desafios que o país enfrenta nos próximos tempos.
4. Repudiar mais uma vez as acções arbitrárias e ilegais de embargos de viagens de alguns membros de governo e altos responsáveis do poder judicial, assim como a interdiçao sistematica das manifestaçoes pacificas, perpetrado pelos militares num claro abuso de poder.
5. Congratular-se com os esforços permanentes da comunidade internacional para a estabilização da Guiné-Bissau, nomeadamente as Nações Unidas, a União Europeia, a CPLP, e a União Africana exortando-as a manterem firmes no processo da reposição da ordem constitucional e da vinda de uma força de estabilização multinacional com vista a assegurar as reformas necessárias no sector de defesa e segurança e garantir a segurança dos cidadãos e instituições democráticas;
6. Reiterar a sua posição de não reconhecer e nem colaborar em circunstâncias algumas, com os órgãos públicos ou poder político à margem da constituição e do quadro democrático;
7. Apelar aos cidadãos em geral no sentido de continuar a recusar sistematicamente as ordens ilegais provenientes das autoridades ilegítimas.
Feito em Bissau, aos 11 dias do mês de Maio 2012
A Direcção Nacional
FIDH – Federação Internacional dos Direitos Humanos
UIDH – União Internacional dos Direitos Humanos
FODHC-PALOP – Fórum das ONGs dos Direitos Humanos e da Criança dos PALOP
Fundador do Movimento da Sociedade Civil
PLACON – Plataforma de Concertação das ONGs
MEMBRO OBSERVADOR JUNTO DE:
CADHP – Comissão Africana dos Direitos Humanos e dos Povos
COMUNICADO À IMPRENSA
A Direcção Nacional da LGDH registou com bastante surpresa o anuncio da CEDEAO no passado dia 10 do corrente mês da indigitação do Presidente em exercício da ANP e Candidato às últimas eleições presidenciais, Sr. Manuel Serifo Nhamajo como Presidente Interino, contrariando o conteúdo das suas próprias deliberações na última cimeira desta cúpula que decorreu em Dakar.
Este anúncio acontece numa altura em que segundo esta organização, havia luz verde no fundo do túnel para a resolução definitiva da crise politica e militar que assola o país em consequência do golpe militar do passado dia 12 de Abril de 2012. Nesta perspectiva, a fuga em frente da CEDEAO perante o golpe de estado defraudou não só as legitimas expectativas do povo guineense mas também abriu um precedente grave na assunção do poder por vias antidemocráticas.
Ao acolher na integra as exigências dos militares golpistas e seus sequazes e ignorar as propostas legitimas de uma das partes em negociação, a CEDEAO não só renunciou ao seu estatuto de medianeiro assumindo-se como parte da crise politico militar, mas também desperdiçou uma derradeira oportunidade para se afirmar como uma instituição credível, radicalmente comprometida com os valores que animam a democracia e estado do direito, e não um sindicato de defesa dos interesses geopolíticos e estratégicos dos seus membros.
Esta atitude infeliz, antidemocrática e a ligeireza que o encerra, descredibiliza a CEDEAO enquanto espaço de integração regional com a vocação de pugnar pela defesa intransigente dos valores que enformam a democracia, nomeadamente respeito pelos direitos humanos, observancia das regras de jogo democratico e o estado de direito.
Face ao acima exposto, a Direcção Nacional da Liga delibera os seguintes:
1. Condenar firmemente a posição de resignação, da legitimação do golpe de estado e da imposição de soluções ilegítimas aos guineenses, protagonizada pela CEDEAO para a resolução da crise vigente no país.
2. Responsabilizar a CEDEAO pelas derrapagens políticas, sociais e económicas que vierem a registar no país decorrente da sua unilateral e imponderada decisão.
3. Alertar a comunidade nacional e internacional pelas consequências jurídicas e políticas da confusão instalada no país que traduz na falta de legitimidade constitucional do presidente de transição e das limitações sérias dos poderes do presidente interino face aos desafios que o país enfrenta nos próximos tempos.
4. Repudiar mais uma vez as acções arbitrárias e ilegais de embargos de viagens de alguns membros de governo e altos responsáveis do poder judicial, assim como a interdiçao sistematica das manifestaçoes pacificas, perpetrado pelos militares num claro abuso de poder.
5. Congratular-se com os esforços permanentes da comunidade internacional para a estabilização da Guiné-Bissau, nomeadamente as Nações Unidas, a União Europeia, a CPLP, e a União Africana exortando-as a manterem firmes no processo da reposição da ordem constitucional e da vinda de uma força de estabilização multinacional com vista a assegurar as reformas necessárias no sector de defesa e segurança e garantir a segurança dos cidadãos e instituições democráticas;
6. Reiterar a sua posição de não reconhecer e nem colaborar em circunstâncias algumas, com os órgãos públicos ou poder político à margem da constituição e do quadro democrático;
7. Apelar aos cidadãos em geral no sentido de continuar a recusar sistematicamente as ordens ilegais provenientes das autoridades ilegítimas.
Feito em Bissau, aos 11 dias do mês de Maio 2012
A Direcção Nacional
Alerta
"Caro Aly,
Ninguém sabe em que condições e constrangimentos o Presidente Interino Raimundo Pereira e o Primeiro Ministro Carlos Gomes Junior se encontram, e nem sob que condições é que se encontram "hospedados" na Costa do Marfim. País que eu considero parte integrante do Golpe de Estado, como a atitude revanchista e complexada de apoio que esse país dispensou ao deposto Presidente Laurent Gbagbo.
ATENCÃO: temos todos que pedir contas ao Presidente da Costa do Marfim, Alassane Ouatara, pois o facto de aparentemente lhes ter tirado das mãos do Comando Militar não lhes dá o direito de os RETER contra a sua vontade...
ESTAREMOS PERANTE UM TERRORISMO E SEQUESTRO DE ESTADO?
Cá estaremos para a luta, pela SEGUNDA LUTA DE INDEPENDÊNCIA CONTRA A NEO-COLONIZAÇÃO E PREPOTÊNCIA DA CEDEAO.
"Antes morrer que humilhado" - Almamy Samory Touré
Abraços e coragem meus irmãos, até breve pois a luta continua.
GPF"
Os homens passam, as instituições ficam
"Caro Aly,
Sinceramente não compreendo tantas criticas em relação a esta saída para a crise encontrada pela CEDEAO. Ouço muita gente a dizer que esta não é uma saída constitucional. Então o Sr. Serifo Nhamadjo não é o actual presidente interino por inerência de funções de presidente interino da ANP? Em termos constitucionais, quando o Presidente não está é substituido por quem? Sejamos mais sensatos, pois uma coisa é querer uma solução única que seja o regresso do Sr. Carlos Gomes Junior nem que para isso tenha que haver mortes, outra é procurar uma solução que evite o derramamento de sangue, mas que continue a ser igualmente constitucional.
Quer queiramos quer não é sempre melhor adoptar uma saída pacífica que evite o espectro de guerra civil, do que forçarmos uma situação que poderá levar o país ao caos da guerra civil só por causa de um homem que mais não faz do que encher os seus bolsos e dos que lhe são próximos às custas dos recursos da guiné-bissau, dando migalhas ao povo analfabeto e faminto sob o manto da "fama de pagar salários" como se isso fosse um favor que um governo "normal" faz aos trabalhadores, quando não é mais que um dever de estado "normal" para com os trabalhadores. Os interesses do país são muito superiores a de um unico homem, pois os homens passam, mas as instituições ficam.
Deus proteja a Guiné-Bissau
I.F."
Nada de fretes
"Tu és um homem, digo, HOMEM muito corajoso: antipático para muitos mas muitíssimo simpático para mim. Tu não me conheces, no entanto, peço-te que decidas a aceitar o meu sentimento de simpatia por ti. Não te custará nada mais do que um pequeno acréscimo às tuas turbulências. Mas para quem está habituado a isso custa-lhe pouco esta sobrecarga. Estás a contribuir muito para a afirmação da verdade e a consequente consolidação da paz na nossa pobre e rica Guiné. Foste chamado a sacrificar-te desta maneira... Aceita este chamamento com abnegação.
Com muita admiração e simpatia,
Assino,
Buhira"
Denúncias com provas
Quando os sucessivos disparates levam à derrota, tudo vale? Seja! Eu estou comprador. No blog ditadura do consenso, todas as acusações ao primeiro-ministro Carlos Gomes Jr são meramente políticas. Carlos Gomes Jr, enquanto prmeiro-ministro, era - é - o responsável número um desde que tomou posse do cargo. E é isso que, hoje, faz de mim suspeito. Bem, de facto, a Guiné-Bissau não merece ter um filho como eu...
Durante a campanha eleitoral (e eu não me vou dar a esse trabalho) quem foi o candidato que mais apareceu no blog? Qual foi o único candidato que, na apresentação do seu manifesto, o editor do blog ditadura do consenso fez questão de aparecer, em pessoa? Está lá tudo, no blog... É claro que o desnorteio tem limites, caramba! Uma semana antes das eleições, publiquei mesmo o acórdão do STJ a obrigar-me (como se pudessem obrigar alguma coisa cá ao rapaz...) a revelar a fonte de uma notícia que tinha que ver com a reunião do PM, em Dakar, com representantes diplomáticos europeus.
Mas há um senão: eu não faço justiça. Nem prisioneiros...
É óbvio que eu NÃO apoio qualquer golpe. Nunca! Se é por isso que tenho de ser acusado, caluniado, FORÇA. A minha dignidade ninguém tira. Deus me livre receber um email (recebo centenas) com acusações a pessoas singulares, que nem são políticos, para publicá-lo no meu blog! No dia em que o fizer, e isso sou eu a garantir-vos, o blog acabará. Simplesmente.
Contudo, no dia em que eu rebentar, mas rebentar mesmo, logo se verá. Não costumo atacar por atacar, mas quando decido atacar, vai tudo junto. Eu tenho informações que não vos passa pela cabeça. Com provas documentais, fotográficas e, até, em suporte vídeo. Das gentes e das suas famílias (mães, pais, irmãos, filhos, genros, eu sei lá que mais). Se querem acusar por acusar, difamar, então eu denuncio apresentando provas. Que tal, combinados? Posso incendiar isso, já, já! Tenham vergonha na cara e assumam as vossas condições de oportunistas e caluniadores!; de perturbadores da calma e da estabilidade. Se a Guiné-Bissau melhorar...quem se lembrará de vós, ó traidores! AAS
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