segunda-feira, 18 de novembro de 2013

ESPANCAMENTO DE ORLANDO VIEGAS: Principal suspeito pode ser libertado por causa de pressões


O principal suspeito do espancamento de Orlando Viegas, ministro dos Transportes e Comunicações, poderá ser libertado hoje devido às fortes pressões do seu cunhado, Kumba Yala, e do CEMGFA António Indjai, apurou o DC junto de fonte fidedigna. Bussana Monteiro, detido pela PJ há pouco mais de uma semana, foi acusado de ser o principal suspeito do espancamento brutal a que foi sujeito o ministro no passado dia 5 de Novembro.

Segundo fontes fidedignas do DC, o interrogatório do suspeito resultou na identificação de cerca de 8 outros suspeitos entre os quais Alfredo Malu, director adjunto dos Serviços de Informação do Estado e braço direito de Kumba Yala, Augusto Kabi ex-director geral da APGB, igualmente delfim do Kumba Yala, do actual Director dos Serviços de Informação do Estado Biong Na Tchongo - homem de confiança de António Indjai -, do comandante da Policia de Intervenção Rápida e de vários outros suspeitos identificados com este caso.

Os interrogatórios realizados na passada sexta-feira, apurou o DC, forneceram detalhes e provas irrefutáveis do envolvimento destes indivíduos na conspiração e espancamento do ministro de Transportes, que foi de resto evacuado para Dakar e posteriormente para Lisboa. Segundo as fontes em referência, a PJ pretendia deter todos estes suspeitos mas não tem condições de segurança para os seus investigadores para o efeito.

Mais grave ainda é o facto de os agentes da PJ terem recebido ameaças veladas dos suspeitos acima identificados na altura dos interrogatórios. «A pressão é para parar tudo», diz a fonte do DC. «O António Indjai já deu ordens expressas para a libertação imediata do Bussana Monteiro», que, ao que tudo indica «irá acontecer ainda hoje.» AAS

domingo, 17 de novembro de 2013

DENÚNCIA


«Aly,

Em relação à notícia que escreveste sobre os salários em atraso nas missões diplomáticas, falta algo. São 16 meses de salários em atraso. O golpe deu-se a 12 de Abril de 2012 e desde aí foram pagos em 2012 só dois meses e este ano de 2013 somente uma - em Janeiro - pelo que totalizam 16 meses de salários em atraso.

Pergunto-me: será que o ministro Delfim da Silva se preocupa em saber como os seus emissários (diplomatas) sobrevivem no exterior com rendas para pagar, com famílias para manter e compromissos para honrar? Será que ele sabe que ainda assim os funcionários vão trabalhar todo os santos dia, e sendo constantemente difamados pelos seus próprios concidadãos...

Será que ele, no lugar dos que estão durante todo esse tempo sem receber o salário que é um direito consagrado a quem trabalha, será que sobreviveria?, será, senhor ministro Delfim?

E não obstante não pagarem os salários há 16 meses, não terem enviado os orçamentos para que as missões diplomáticas e os consulados tenham o seu fundo de maneio... estão a entupir as Embaixadas de funcionários. Falo do exemplo de Lisboa, que é o que conheço e bem.

Qual a necessidade da embaixada ter 30 funcionários actualmente? Quando ela sempre, até ao golpe, teve entre 15 a 20? Até porque só tem 10 gabinetes. Conheço vários casos que são compromissos pessoais e se for preciso posso desenvolver e até chamar nomes mas nesta primeira fase somente deixo este alerta...não valeria mais a pena serem poucos os funcionários (até porque tem muitos nada fazem para além de receberem documentos consulares, sem que estejam afectos a esse serviço) e proporcionarem a esses condições de trabalho dignas recebendo eles todos com as receitas próprias já que o país os renegou.

Desses 30 funcionários imaginem quantos são licenciados? Quantos frequentaram e finalizaram o ensino superior que lhes deve o justo direito de serem chamados Dr. Imaginem.... só seis. A Embaixada da Guiné-Bissau em Lisboa, sendo das mais importantes no exterior, devia fazer-se valer de graus de exigência maiores e não ao contrário...

Ministro Delfim da Silva, diga-me quais os critérios em que se baseia para enviar um funcionário para trabalhar numa embaixada? O ser filho de alguém, ou ser mulher de alguém ou até ter estado à frente no golpe de Estado de 12 de abril de 2012?

Na embaixada em Lisboa tem o caso de uma funcionária administrativa, filha de uma figura de proa do PAIGC com um ano de casa, um ano apenas de embaixada e logo após o golpe foi exigido que ela passasse a diplomata mas sem sequer ter ensino superior feito mas sim porque a mãe assim exigiu. Mais uma vez posso chamar nomes se duvidarem da veracidade do que digo! Tantas outras histórias eu poderia contar.

Por exemplo, da filha da chefe de gabinete do ministro que veio apenas fazer estágio e que a mãe, não contente com o fim de estágio, exigiu que a recrutassem mesmo sabendo que ela não tem perfil para estar na embaixada, nem tempo, pois entrou este ano para a faculdade.

E tantos outros casos que eu poderia falar mas por falta de tempo deixo para uma outra oportunidade. Por estas e por outras que vamos ficar sempre na cauda do mundo. Por estes amiguismos e familiaridades. Fico triste com coisas assim.

Aly, se achar pertinente publique, acredito que é bom para as pessoas saberem o que se passa naquela casa que é de todos nós.

Bem haja a todos.

Cidadão descontente mas esperançado
»

NOTA DO EDITOR: Agradecia que chamasse os nomes, mantendo eu, claro!, a confidencialidade. AAS

PAIGC: Braima Camara venceu com 142 votos contra 114, em Bafata; em Bissau, foi com maioria absoluta, uma vez que houve só uma lista. Em 11 membros da Comissão Política do SAB, o Projecto Por Uma Liderança Inclusiva, teve 9 membros.


A Directoria de campanha do candidato Braima Camará.

Guerra à vossa paz!


Ditadura do Consenso INVESTIGOU e DENUNCIOU. A verdade é como o azeite... No dia 12 de novembro, a PJ prende um cunhado de Koumba «suspeito de espancamento do ministro Orlando Viegas»...

Não percebo é como, logo depois da denúncia do DC, Koumba aparece nos media para dizer que quer «ajudar a consolidar a paz na Guiné-Bissau». Koumba Yalá é o SUSPEITO MORAL NÚMERO 1 do golpe de Estado de 12 de abril de 2012, e de muitos espancamentos e subversões que ocorreram na Guiné-Bissau nos últimos tempos. Portanto, guerra à vossa paz! AAS

sábado, 16 de novembro de 2013

OPINIÃO: O despertar do macaco da Indochina


"Desperto das profundezas da sua hibernação politica depois de ter ordenado o golpe de estado de 12 de abril de 2012, eis que surge de novo na cena politica guineense, o famigerado Dr  Kumba Yala. O homem pardo do momento politico da Guiné-Bissau, surge do nada, para nada dizer, parecendo contudo, querer dizer-nos, de que, estava disponivel para contribuir para a consolidação da paz e da democracia na Guiné-Bissau.

Uma saída mediática, um tanto ou quanto inopinada e surpreendente, se se tomar em conta, de que, faz tempo que KY se autoexcluiu da cena politica guineense, remetendo-se a um longo e intrigado mutismo, quiçá deliciando-se sadicamente entre os quatro cantos da sua bunkerizada residência com os efeitos nefastos vividos pela sociedade guineense, fruto do seu jogo preferido de atirar pedras e esconder as mãos.

Confesso-vos de que, não consegui perceber qual a situação subjacente a esse reaparecimento publico do KY, que não seja a certeza, de que, não se trata de nada de bom para os guineenses. Nada que não seja, sinais de mau agouro para a ja fraca e penosa estabilidade que se vive hoje em dia na Guiné-Bissau.

Caso KY tivesse aparecido para se sujeitar a um ato digno de contrição, pedindo desculpas ao povo guineense pela situação catastrófica em que colocou o pais devido ao seu mau perder politico podia-se compreender. Ou caso, tivesse aparecido, para justificar, porque razão os seus homens de mão, particularmente, o seu cunhado, presentemente detido nos calabouços da PJ estão envolvidos no espancamento do ministro "de estado" Orlando Viegas (que ditadura do consenso denunciou em primeira mão), poder-se-ia compreender essa inusitada aparição dessa maquiavélica figura.

Caso contrario, ficarei sempre sem perceber que bicho mordeu o homem para sair do seu casulo conspiratório e dar-se a mais um espetáculo endecoroso farfalhado com as suas tiradas de filosofo barato e perdido no tempo.
Enfim, conclui-se de que, KY não apareceu por nenhuma dessas razões positivas acima focadas. Apareceu, ora porque quis simplesmente aparecer por ter-lhe dado na gana, ora porque, sentiu-se eventualmente inspirado e motivado pela visita de uma outra figura desastrada da crise guineense, o desnorteado nobel, Dr Ramos Horta.

O que me espanta em toda essa peça de teatro, é que, de entre as poucas perguntas formuladas  a esse asqueroso politico pelos pobres e serviçais jornalistas presentes, foi, se KY pensava voltar a candidatar-se as próximas presidenciais previstas para o primeiro trimestre 2014. Este, com toda a logica que merecia a patética questão, respondeu entre o encardiço do seu peculiar sorriso, com um "vamos ver..., vamos ver, pois ainda ha tempo para pensar nisso.

Porém, sabendo-se que ele foi o principal responsável pela rutura democrática e ordenante do golpe de estado de 12 de abril, o que deviam os dignissimos jornalistas presentes perguntar ao Sr. Doutorado em Tribalismo Genocidiario, era o seguinte: "como candidato pressuposto para a segunda volta das eleições presidenciais interrompidas com a sua atitude de rejeição democratica dos resultados eleitorais, como se sentia presentemente, perante a situação de descalabro em que se encontra hoje mergulhado o nosso pais.

Como era de se prever, ninguém teve a ideia e tão pouco a ousadia de colocar o KY perante a evidência da sua culpabilidade e responsabilidade como o maor responsavel pela situação catastrofica em que se encontra actualmente o pais.

Tudo acabou, tal como gosta o Dr. Veio na maior chacota e partiu com uma risada incognita. O povo guineense, este, pobre e impotente, continua a levar e a sentir na pele as consequências das ações de um homem comprovadamente doente e de uma imprevisíbilidade altamente perigosa com efeitos letais na democracia.

E é, com essa farsa das vaidades que o Povo continua a ver a esperança de dias melhores por um canudo, este também, cada dia mais estreito e asfixiante.

Um observador atento"

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Eleições foram marcadas para o dia 16 de março de 2014. AAS

RAPTO? VENDA?: Cerca de 60 crianças foram encontradas dentro de uma carrinha na zona de Bula. O destino seria a Gâmbia. Através da Unicef, seguiu já ajuda alimentar para as crianças que estão desde ontem na esquadra daquela região. Estarão presos dois cidadãos guineenses, um deles marabú, e dois Gambianos. AAS

OPINIÃO: 14 de novembro

"O aniversário do primeiro golpe de estado que depôs um Presidente guineense é a altura adequada para uma reflexão sobre a violência no país e a incapacidade das Nações Unidas para a resolver.

Foram necessários 11 anos de luta para a Guiné-Bissau conseguir alcançar a sua independência; e agora já lá vão 33 anos que estamos a assistir à sua desagregação, ao desmoronar do sonho, desde que no dia 14 de Novembro de 1980 João Bernardo “Nino” Vieira depôs o Presidente Luís Cabral, irmão de Amílcar.

De 1963 a 1974 o povo guineense lutou para que Portugal reconhecesse o seu direito a ter um Estado próprio. De 1974 a 1980 Luís Cabral dirigiu o país dos balantas, dos fulas, dos mandingas, dos manjacos, dos papéis e de outros povos que vivem na bacia do rio Geba e nas suas imediações. A partir de Novembro de 1980, Nino Vieira destruiu o projecto de Amílcar Cabral, cortou a caminhada conjunta com o povo de Cabo Verde, irritou o seu amigo Ansumane Mané, chamou em seu auxílio tropas estrangeiras e fez outras tropelias.

Depois de Nino, Kumba Ialá demonstrou que também ele não era a solução, antes pelo contrário. E assim se foram sucedendo os governos e os golpes, num descambar quase constante, sem o surgimento de pessoas à altura de tão ciclópicas tarefas como as que haveria a realizar.

Agora, este mês, a agressão gravíssima, e ainda não devidamente explicada, ao ministro dos Transportes e das Comunicações, Orlando Viegas, que teve de ser retirado primeiro para Dacar e depois para Lisboa, demonstrou que as coisas continuam muito más em solo guineense. Morrem soldados durante a recruta, perseguem-se nigerianos e por muitas outras formas se dá a entender ao exterior que a Guiné-Bissau não está minimamente preparada para, nos próximos meses, ser chamada às urnas, em clima de serenidade, para decidir o seu futuro.

Contra toda a lógica, o Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, António Indjai, ordenou a incorporação de novos mancebos, numas tropas que deveriam ser reduzidas e não, de forma alguma, aumentadas.

Um país com o tamanho da Guiné-Bissau, e com os seus fracos recursos, não pode nem deve ter mais de 4.000 homens nas fileiras, a queixarem-se de que não há condições nos quartéis e a revoltarem-se por tudo e por nada, sem qualquer respeito pelo poder civil.

As Forças Armadas guineenses devem ser reestruturadas de uma vez por todas, saindo delas uns bons 800 ou 900 elementos que estão visivelmente a mais; a começar pelos oficiais que nestes últimos anos têm estado na linha da frente de uma série de conjuras e de atropelos à legalidade.

Sem um profundo saneamento do aparelho militar e de segurança a Guiné-Bissau não irá a lado nenhum, por mais eleições que se façam, com idas às urnas que são uma simples panaceia e um completo desperdício de dinheiro.

Se dinheiro há, se há algum dinheiro, a União Africana e a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) que o utilizem na passagem compulsiva à reforma de 800, 900 ou mil oficiais e sargentos que não fazem qualquer falta ao país; só atrapalham. Que o utilizem no pagamento de pensões de reforma a militares que devem ser afastados para muito longe dos quartéis e dos paióis, de modo a que cessem de vez as suas tentações golpistas.

A reforma dos sectores da Defesa e da Segurança encontra-se com muito mais de 14 anos de atraso. E é isso que as Nações Unidas têm de perceber, antes de se empenharem na organização, seja em Fevereiro, Março ou Abril, de eleições que de pouco ou nada servirão.

Neste contexto, tem-se revelado muitas vezes estranha, para não dizer mais, a atitude mantida nos últimos meses pelo representante local do secretário-geral da ONU, o antigo Presidente timorense José Manuel Ramos-Horta.

Ao tentar esconder toda a gravidade e complexidade da situação e ao acamaradar com pessoas tão pouco recomendáveis como o dr. Kumba Ialá, Ramos-Horta perde uma parte do prestígio que teve na altura em que alguém decidiu atribuir-lhe um Nobel da Paz. Um Nobel que anda a perder-se numa tarefa que talvez esteja acima das suas capacidades.

*Jorge Heitor, que na adolescência tirou um Curso de Estudos Ultramarinos, trabalhou durante 25 anos em agência noticiosa e depois 21 no jornal PÚBLICO, tendo passado alguns períodos da sua vida em Moçambique, na Guiné-Bissau e em Angola. Também fez reportagens em Cabo Verde, em São Tomé e Príncipe, na África do Sul, na Zâmbia, na Nigéria e em Marrocos. Actualmente é colaborador da revista comboniana Além-Mar e da revista moçambicana Prestígio.
"

Jorge Heitor, jornalista - Lusomonitor

47 anos: N'na nega bedju...AAS

BURLA: Tribunal de Santo Antão decretou TIR ao cidadão guineense acusado de burlar pessoas idosas em Ribeira das Patas. AAS


quinta-feira, 14 de novembro de 2013

ANGOLA: 'Golpes de Estado já mataram muita gente na Guiné-Bissau'


O ministro das Relações Exteriores, Georges Chikoti, afirmou hoje, quinta-feira, em Luanda, que Angola, através da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e outros parceiros, continua a acompanhar o processo político e militar na Guiné Bissau. O responsável da diplomacia angolana fez esta afirmação em entrevista à Angop, tendo referido que neste capítulo o país considera ser necessário na Guiné Bissau resolva, primeiro, a questão militar para que os governos que forem eleitos possam ter estabilidade para governar.

Para o ministro, se não houver uma força republicana que garanta a estabilidade e a paz, com os mesmo militares já implicados em muitas questões, tudo voltará a primeira forma, porque eles irão impor determinadas questões aos governos. Disse que, apesar de os militares da CEDEAO estarem neste país, não conseguem fazer nada por se encontrarem em número insuficiente para poderem impor regras.

É necessário que se resolva o problema militar e que haja uma participação de todos os guineense, porque não é normal que até se condicione quem pode participar de actos eleitorais, logo a imposição de condições e de uma agenda não é muito bom para a estabilidade deste país rico e com muito potencial”, disse. Por este motivo, considera que o ministro que este é um problema que os políticos e militares têm de resolver. “A questão da reforma do exército é essencial para que o poder político não seja, outra vez, contrariado pelo poder militar”, disse.

Neste sentido, salientou que “Angola é um dos países que mais ajudou, porque é preciso ver que relativamente a Guiné Bissau, implementou as decisões tomadas pelos Chefes de Estado, na Cimeira de 2010, que era a de ajudar este país, em coordenação com a Comunidade dos Estados da África Ocidental (CEDEAO)”, explicou. Com o objectivo de cumprir este objectivo, disse o ministro, esteve quatro vezes a Nigéria para com as autoridades locais ver o que poderia ser feito e encontrar-se uma forma de ajudar a Guiné Bissau. “Elaboramos, na altura, um programa que deveríamos implementar e temos então alguns aspectos resolvidos”, sublinhou.

Para o ministro Chikoti, a interrupção deste processo, fez com que nunca houvesse uma reforma profundo que pudesse permitir alguma estabilidade do exército e, naturalmente, para permitir que não houvessem os golpes ou tentativas de golpes de estado, que até hoje já mataram muita gente. FONTE: portalangop.co.ao

A cocaína também?!


Segundo o ministro Daniel Gomes, todos os produtos que saiam do território devem ostentar no rótulo 'made in Guiné-Bissau'. É caso para perguntar - a cocaína também??? Guiné-Bissau não tem sequer um laboratório para a certificação dos seus produtos, por isso é que o nosso peixe, o nosso carvão, as nossas frutas, é tudo é 'made in Senegal'...ai, esses ministros...AAS

Fora com os falhados!


Neste dia 14 do mês de Novembro, há 33 anos, um grupo de homens fardados, destemidos, pegou em armas e depôs um Presidente da República, o primeiro da história da Guiné-Bissau - Luís Cabral. Contudo, parece que já ninguém se recorda. Eu, que fazia catorze anos de idade precisamente um dia depois dessa terrível aventura, não mais me esquecerei de alguns pormenores que os meus olhos viram: dos camuflados impecáveis desses homens, do brilho das suas Kalashnikov; dos tanques de guerra a fazer rali nas avenidas, dos gritos ululantes das pessoas.

Trinta e três anos depois, o que assistimos? Ainda estamos a pagar na pele por um movimento apelidado sabiamente de 'reajustador', que apelou à "concórdia nacional" em discursos inflamados para de seguida começar a matança que até aos dias de hoje assistimos, impotentes.

Não haja dúvidas: a desintegração do Estado da Guiné-Bissau haveria de começar, assim que a poeira assentasse. E não tardaria. De repente tornámo-nos tão pequenos. Fomos traídos pela revolução e pelo seu Conselho. A desconfiança instalou-se, a calúnia prevaleceu e trouxe o ódio. Desde então, morremos um bocadinho todos os dias. Choramos calados.

Que temos nós hoje? Bom, temos um Estado cujo apelido devia ser 'falhado'; uma Nação esventrada, impotente e de gente completamente descontrolada - uma espécie de mãe madrasta; um País que se tornou numa linha de recepção e de expedição de cocaína à escala planetária - aos olhos de todos, comunidade internacional incluída. Estamos na presença de um Estado posto de joelhos pelo narcotráfico, tomado pela ponta da baioneta e pela catana. E, para compor o ramalhete... um Estado organizadamente, digamos que... desorganizado.

O nosso País alberga, hoje, criminosos de toda a espécie, de todo o mundo: gente que, cumprida a pena onde quer que fosse, preferiu sabiamente mudar-se para cá, para um País mergulhado na mais completa anarquia, sem rei nem roque. Não há, para amostra, um homem honesto, uma esposa fiel, uma donzela recatada. O País tornou-se promíscuo, uma meca do hedonismo.

Torna-se difícil imaginar colecção mais interessante de figuras físicas e psicológicas - até patológicas - reunidas debaixo destes largos céus. Torna-se ainda mais difícil ter alguém para conversar, ouvi-lo citar grandes nomes da literatura, ou rir-se das teses que Charles Darwin nos legou, ou ainda comentar com inteligência e novidade este ou aquele livro, uma opinião.

Perguntam então: "O que faz um homem feito num lugar como este?". Sorrio, e respondo: "Este lugar é apenas o meu País. Um País que me surpreende todos os dias."
António Aly Silva

ASSASSINATO EM CUMERÉ: O COMUNICADO DA LGDH


Comunicado de Imprensa

Foi com profunda tristeza que a Liga Guineense dos Direitos Humanos tomou conhecimento do desaparecimento físico ontem em Bissau, dia 13 de Novembro 2013, do Capitão Armando Pombo, militar afecto ao aquartelamento da Engenharia militar, em consequência dos espancamentos sofridos no Centro de Instrução Militar de Cumeré.

A morte deste Oficial das Forças Armadas vem juntar-se as do Lino Regna Nantchongo e da Maria Quinta Man ambos da Guarda Nacional que também foram vítimas dos mesmos actos perpetrados durante a formação dos agentes militares e paramilitares no Centro de Instrução de Cumeré, no passado mês de Outubro.

A defesa da vida e da dignidade humana constitui a tarefa fundamental do estado moderno, porém a inacção das autoridades de transição face a estes e demais casos de assassinatos e de espancamentos dos cidadãos, não só contribui para arruinar paulatinamente as bases sobre as quais se assentam o estado de direito, revelam de igual modo, o nível de insegurança e a dimensão da impunidade no país.

Perante estes factos, a Direcção Nacional da LGDH delibera os seguintes:

1. Condenar severamente os hediondos actos inqualificáveis de espancamentos que culminaram com a morte de Capitão Armando Pombo;

2. Instar ao Ministério Público a abertura de inquérito transparente e conclusivo tendente à responsabilização criminal e disciplinar dos responsáveis morais e materiais destes actos cruéis e bárbaros;

3. Exigir do estado o pagamento de uma indemnização justa aos familiares da vítima e assunção cabal das despesas da educação dos 6 filhos do malogrado;

4. Manifestar as mais sentidas condolências à família enlutada, rogando em Deus que a sua alma descanse em Paz;

Pela Paz, Justiça e Direitos Humanos

Feito em Bissau aos 14 dias do mês de Novembro 2013

A Direcção Nacional

___________________________

ÚLTIMA HORA: O corpo do major Armando Pombo, vítima do espancamento em Cumeré, vai a enterrar neste momento. Familiares, comunidade evangélica, amigos e militares estão a render a última homenagem ao malogrado. Que a sua alma descanse em paz. AAS


14 de novembro de 1980: Neste dia, há 33 anos, começaria a desintegração do Estado da Guiné-Bissau. AAS

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Esclarecimento da clínica Artemisia


"Boa noite Aly,

A direção da clinica medica Artemísia gostaria de precisar alguns detalhes relativamente à noticia publicada no seu blog.

Confirmamos o internamento do malogrado Armando Pombo na clinica médica desde o dia 29/10/2013. Entretanto, apesar de estar em estado muito grave, o malogrado saiu vivo mas muito debilitado da clinica para o aeroporto. Acabou por falecer por volta das 12h00, dentro do aviao, antes deste descolar para Dakar.

Obrigado pela atenção.
M.P.
"

Coisas nossas


Um homem já de certa idade estava sentado ao balcão de um bar, em Estocolmo, na Suécia e sem querer ouve uma conversa alheia entre um rapaz e uma menina.
- Sou da Guiné, dizia o rapaz. A minha terra tem tudo e mais alguma coisa, é o paraíso para quem procura calma e paz de espírito...
E foi desbobinando disparate atrás de disparate, deixando a pobre da sueca embasbacada até que, impaciente, o velho decidiu intrometer-se na conversa.
- Jovem, ouvi-o gabar a Guiné...
- Ah, sim, muito prazer, sou o Baciro...
O velho, curioso mas também irritado, cortou-lhe os atalhos.
- Mas a que Guiné se refere mesmo?
- Ah, sim, a Guiné-Bissau, a minha terra, na África Ocidental, sabe...
- Sei, sim, conheço bem a sua terra. Mas já agora, diga-me lá, a Guiné mudou de lugar, foi?!

ASSASSINATOS EM CUMERÉ - PARA MEMÓRIA FUTURA: Presidente Johnatan, então não há mensagem de condolências para o Povo guineense por causa dos quatro cidadãos assassinados em Cumeré? Representante SG/ONU, Ramos Horta, ainda não lhe ouvimos endereçar as condolências às famílias enlutadas...Vão brincando com a Guiné-Bissau, e com a vida do seu humilde Povo. AAS

OPINIÃO: 4 ASSASSINATOS EM CUMERÉ


"Caro Aly,

Uma das vítimas da criminosa accão de espancamentos em Cumeré, Capitao Armando Pombo de 51 anos de idade, afecto à Brigada de Engenharia Militar, faleceu no principio desta tarde em Bissau. Ele estava internado na clínica de Artimisia há mais de duas semanas em estado bastante crítico, em consequência dos espancamento brutais a mando do CEMGFA Antônio Indjai.

O representante especial em Bissau do Secretario Geral das Nações Unidas, José Ramos Horta, era quem custeava as despesas do seu tratamento médico...

Agora, pergunta-se ao presidente golpista de transição se quer provas mais do esta e outras bem conhecidas que aconteceram em Cumeré? Pois na semana passada, numa atitude de absoluta falta de respeito para com as vítimas, e para com o país em geral, exigiu aos denunciantes destas ilegalidades que apresentassem provas das violações dos direitos humanos em Cumeré. Esta sua atitude demostra a sua impreparação e ignorância completa do valor da dignidade da pessoa humana.

Abubacar D. B.
"

OPINIÃO: Sobre Ramos Horta


"Não me devia meter nos assuntos da tua terra só nos de Angola porque sou Retornado de lá. Sou Retornado e reaccionário para caraças, e só por isso me meto na Guiné, porque está quase a desaparecer como lusófona. Só para te dizer que tens que dar o benefício da dúvida a Ramos Horta, ele sabe mais e tem mais manha que ninguém.

Não acredito em grandes sucessos do senhor de Timor, mas se conseguir algo na Guiné, merece outro Nobel da Paz, tal a complicação da Guiné e da puta da vizinhança e do tribalismo infernal, isto se não entrar o islamismo terrorista em acção. Sei que gostavas de ver o timorense a chatear mais aquela barbaridade de gente, mas não é com vinagre que se caçam moscas e ele é muito manhoso.

É que depois da Guiné ele ainda fará falta para Moçambique que está outra merda e também anda ali a vizinhança a meter veneno.

Começa antes a pedir outro Nobel para o Homem.

Ás vezes temos que engolir sapos, eu até acho que Amílcar Cabral foi um parvo mas hoje até acho que se não fosse ele até já nem havia Guiné-Bissau.

Quando vires algum comentário algures como Retornado.
"

A Directoria de campanha do candidato Braima Camara, informa que o seu candidato venceu na região de Quinara.


A Directoria de campanha do candidato Braima Camará

EXCLUSIVO: Uma das vítimas do espancamento de Cumeré acabou de sucumbir na clínica Artemisa, onde estava internada. Chamava-se Armando e residia no bairro Lala Quema e a sua mulher é polícia. AAS

Estão convocados


Aos que exercem cargos relevantes neste país, que tenham capacidade de decisão, de influência ou que possam fazer qualquer coisa. Para os que estão numa posição privilegiada: de opinar, aconselhar, mandar; aos que já estiveram, e, a todos aqueles que vão efectivamente estar - a todos os 'bissau-guineenses' (como gosta que se diga o meu bom amigo RGG).

A Guiné-Bissau pede: Basta!

Não acham que já chega de ver políticos contra políticos, pessoas com responsabilidade na Justiça contra os seus colegas e contra advogados, pessoas com responsabilidades governativas contra pessoas com responsabilidade na justiça?

Não pensam que chegou a altura de alguém bater com o punho na mesa e dizer basta!? Não pensam que chegou a altura de se fazer alguma coisa de útil pela Guiné-Bissau?

Nos outros países são os empreendedores, os pequenos e médios empresários, a força da economia, os criadores de emprego - esses sim, que desejam investir, que fazem acontecer o desenvolvimento e contribuem de forma significativa e decisiva para o crescimento do país, esse e que deviam ser incentivados - aqui o empresariado serve para pagar impostos e depois... ser enterrado pelo próprio Estado!

Nos outros países tenta-se diminuir o custo do próprio Estado, tenta-se diminuir a factura, o peso mensal do Estado nas contas do país, libertando esses colossais valores para o investimento. Aqui a conta da factura vai subindo, mês após mês.

Nos outros países nota-se uma preocupação cada vez maior pela preservação do meio ambiente, pelo seu desenvolvimento sustentável, pelo seu futuro. Aqui e o salve-se quem puder - esgotos pluviais a servirem de caixotes para o lixo, lixeiras dentro da cidade, autênticos Kilimandjaros!

Hoje, devia exaltar-se a sociedade civil a contribuir com propostas claras e perceptíveis para o desenvolvimento e melhoramento do tecido social. Aqui, ela é ordinária - desculpem o termo.

Mas este país faz algum sentido sem um esboço de futuro a médio prazo sequer? Não faz, não. Será que todo o Pais ensandeceu? Também não me parece. Então, estamos à espera de quê para fazer alguma coisa?

Deste modo nenhum plano aguenta, não haverá estratégia que resista, e, pior, não há país nenhum que se sustente. Não temos que ser nós, os guineenses, a levar este país, a Guiné-Bissau, para a frente? Então, vamos! Estas convocada(o). AAS

Pensamento do dia: "Se vives em busca de vingança, cava uma sepultura para dois."(*)


(*) Antigo provérbio judeu.

Só para recordar: Para a Comunidade Internacional: As sanções impostas ao regime impostor e golpista da Guiné-Bissau DEVEM prevalecer até que se realizem eleições, com a participação de TODOS os candidatos. O Povo guineense quer que as ELEIÇÕES sejam acompanhadas de perto por toda a Comunidade Internacional. O golpe de Estado de 12 de abril de 2012 NÃO passará!!! AAS

terça-feira, 12 de novembro de 2013

CADOGO: A entrevista ao programa 'Sociedade das Nações', da SIC-Notícias


AQUI

Ramos Horta está na cidade da Praia, instalado no hotel Pestana Trópico. Parece até uma estrela de música rock, com muitas solicitações para fotografias...mas será pelo Nobel e não propriamente pelo seu trabalho na Guiné-Bissau. AAS

ANGOLA: MPLA já discute sobre sucessor de José Eduardo dos Santos


O presidente da República, José Eduardo dos Santos, declarou em Luanda , que o partido no poder MPLA  já discute  internamente sobre sua substituição e o futuro político do país, informa a agência de notícias, Angop.

Entrevistado pela cadeia televisiva brasileira, TV Band, afirmou: "Realmente estamos a discutir este assunto internamente no MPLA, de como será a transição". Questionado em relação ao tempo que está no poder, disse: "Eu acho que é muito tempo, (...) até demasiado, mas também temos que ver as razões de natureza conjuntural que nos levaram a essa situação".

Apesar de se debruçar ao referido assunto, o Presidente garantiu que pode levar tempo a ser concretizadas, tendo em conta que é preciso manter a estabilidade. Relembrou também que no perído de guerra, não foi possível consolidar as instituições do Estado e nem sequer pode tornar regular o funcionamento do processo de democratização. Por fim prometeu : " Daqui para a frente as coisas vão mudar". José Eduardo dos Santos, assumiu o poder  após falecimento do primeiro Presidente Agostinho Neto, aos 21 de Setembro de 1979 e para qual foi reeleito em 2 de Setembro de 2012. Sapo

VERGONHA: O pessoal afecto às Embaixadas e Consulados guineenses só recebeu o vencimento do mês de janeiro deste ano - estão por pagar 10 meses de salários. Na Cidade da Praia, soube o DC, a renda do consulado e mesmo a da residência do Cônsul Geral são suportadas pelo ministério caboverdiano dos Negócios Estrangeiros. Em Paris, a situação também não é das melhores. É que, quem recebe o vencimento da embaixadora Hília Barber, nomeada legalmente, é um tal de Dino Seidi. Viu a França recusar, por várias vezes, receber-lhe o agreement, e tentou outras tantas vezes tomar a embaixada pela força. Ameaçado pelas autoridades francesas de prisão, preferiu a pacatez de Bissau...mas a receber como embaixador!!! AAS


PAIGC: A Directoria de Campanha do candidato Braima Camará, informa aos seus apoiantes e simpatizantes da vitória do nosso projecto nas regiões de Gabu, Tombali, e Oio. Aguardam-se mais vitórias, desta feita em Bafatá e Quínara.


A Directoria de campanha do candidato Braima Camara.

ATENÇÃO: O PORTO DE BISSAU ESTÁ 'NAS MÃOS' DA TERTIR


tertir OK

PORTO de BISSAU: nenhuma empresa - ou empresário - é maluco ao ponto de entrar na propalada privatização dos portos, e que começou por levar ao brutal espancamento do ministro da tutela, Orlando Viegas. E porquê? Porque o Estado trapaceiro e idiota da Guiné-Bissau deve uma indemnização à TERTIR, do comendador Rodrigo Leite, que até esta altura já vai em mais de 10 milhões de dólares norte-americanos, incluindo os juros de mora. AAS

LER DESPACHO DO TRIBUNAL

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

O Gabinete Integrado das Nações Unidas para a Consolidação da Paz na Guiné-Bissau, UNIOGBIS, inaugurou escritórios em três regiões, enquanto o povo guineense é assassinado nas suas barbas...Que paz é que foi mesmo 'consolidada' pela UNIOGBIS desde que está na Guiné-Bissau?... AAS

Presidente de Cabo Verde felicita José Eduardo dos Santos e o Povo angolano


"A comemoração de mais um aniversário da Independência da República de Angola oferece-me a agradável oportunidade para, em nome do Povo de Cabo Verde e em meu nome pessoal, renovar a Vossa Excelência e, por vosso intermédio, ao Povo irmão angolano, as nossas calorosas felicitações.

Nesta data marcante da história do nosso continente, quero render uma especial homenagem, sobretudo aos que, com o seu sacrifício da liberdade e da própria vida adubaram o chão da Independência iniciando uma das epopeias mais exaltantes da história do povo angolano

É-me particularmente grato, após o regresso da visita oficial que realizei a Angola, aproveitar esta missiva para também agradecer a forma calorosa e afectuosa como eu e a delegação que me acompanhou fomos recebidos. Estou convencido de que o nosso relacionamento irá propiciar o estreitamento das históricas relações entre os nossos países.

Asseguro-lhe todo o meu empenho e acompanhamento directo e pessoal desta nova fase das nossas relações com vista a aprofundar a amizade e a potenciar a cooperação entre os nossos dois Países.

Renovando as nossas felicitações, creia, Senhor Presidente e Caro Irmão, nos protestos da minha mais elevada consideração, e estima pessoal."


Jorge Carlos Fonseca
Presidente da República de Cabo Verde

<<<< NOVA sondadem DC. Vote,

Para a Comunidade Internacional: As sanções impostas ao regime impostor e golpista da Guiné-Bissau DEVEM prevalecer até que se realizem eleições, com a participação de TODOS os candidatos. O Povo guineense quer que as ELEIÇÕES sejam acompanhadas de perto por toda a Comunidade Internacional. O golpe de Estado de 12 de abril de 2012 NÃO passará!!! AAS


Até que lhes arda o cú na Praça do Império*


É doloroso admiti-lo, mas não podemos excluir a possibilidade de que antes do final do ano a imbecilidade afecte de novo - e severamente – a Guiné-Bissau. Ninguém aprende com os erros, ninguém percebe ou consegue decifrar um sinal; acumulámos erros sobre erros, tudo a que temos assistido ultimamente são, a todos os títulos, deploráveis.

A máquina da democracia resulta da combinação da separação dos poderes, com o primado da lei e os mecanismos de representação, e todos estes mecanismos necessitam de um tempo e de um espaço que a virtualidade do real perturba e nega constantemente – e nós vamos a caminho dos 41 anos de independência...

António Aly Silva NÃO apoia golpes de Estado, e quer ver os golpistas encostados à parede.

Já não somos macacos, é certo, mas talvez ainda não sejamos completamente humanos. Pois então, que venha algo de mau, muito mau mesmo, e que se acabe de vez com esta merda.

(*) Fazer um voto destes pode não ser um apontamento de fina elegância literária, mas é por certo um exemplo da ancestral sabedoria popular e - quem sabe? - talvez o mais eficaz remédio contra a proverbial memória curta deste governo de golpistas e destrambelhados e a ausência de prevenção para outros crimes e desmandos que se seguirão. AAS

Parabéns a Angola e ao povo irmão de Angola pelo 38º aniversário da sua independência. «Criar, criar amor com os olhos secos.» - Agostinho Neto. AAS

Zé da Guiné foi sepultado ontem, em Lisboa


ze da guiné funeral

FOTOS: DR

Foi enterrado no final de tarde de ontem, dia 10 de novembro 2013, os restos mortais do homem das avenidas novas, do Rossio, um homem que fez do bairro Alto aquilo que é hoje. O funeral foi no cemitério de são Bento em Lisboa. Uma cerimónia que contou com honrosa presença dos amigos, familiares e dos seus conterrâneos, e também com a presença da Embaixada Guiné-Bissau em Lisboa onde se destacava o Embala Fernandes, encarregado de Negócios da Embaixada da Guiné-Bissau em Lisboa.

Para os filhos, o Zé da Guiné foi um pai verdadeiro com amor incondicional, foi e vai continuar a ser onde quer que esteja um orgulhoso pai de Cati, Bárbara, Eunice, Sílvia e Diogo, os cinco da dimensão do Zé da Guiné - como caracterizou um dos filhos numa moção de agradecimento na homenagem ao pai.

O mais atrevido guineense, o mais elegante que Lisboa algum dia viu, deixou um vazio entra familiares e amigos do Bairro Alto. O Zé da Guiné, uma das figuras incontornáveis da música e da noite lisboetas na década de 80. Foi um símbolo do Bairro Alto e considerado um percursor na mudança de hábitos em Lisboa, morreu aos 54 anos.

sábado, 9 de novembro de 2013

Crise Duracell: e dura, e dura, e dura...


Leia MAIS

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Em cada sombra, um potencial inimigo


Em Bissau, existem neste momento muitos interesses em jogo. Informações seguras de fontes ligadas ao PRS e a Koumba Yalá, dizem o mesmo: que é o próprio Koumba Yalá quem está por trás dessa onda de espancamento que invadiu o país, e não o Estado Maior das Forças Armadas - como se chegou a pensar.

koumba blog 2013

«O Koumba tem um grupo de milicianos da mais alta perigosidade e capaz de tudo para satisfazer as ordens do ‘líder’. Agem sob o impulso do alcool e da droga e não hesitam em cometer os actos mais bárbaros e inimagináveis que se possa imaginar», garante uma das fontes do DC. Consta – garante ainda - que «até o António Indjai tem receio desse grupo», que classifica de «autênticos assassinos à solta e a soldo do Koumba Yalá.»

Continuando, alega que o ministro Orlando Viegas (espancado, e já evacuado para Dakar) «levou por ter tirado um dos capangas do Koumba Yalá que lhe entregava, cada fim de semana, acima de 2 milhões de Fcfa, sem contar de premeio com umas centenas que lhe vai dando por cada necessidade inventada.». E assim que o ministro fechou-lhe a torneira, tirando parte dos seus homens de confiança instalados no ministério dos Transportes e Comunicações (entenda-se APGB,) e após a pressão para os repor ter dado em nada, mandou dar-lhe o respectivo correctivo que se sabe...Mas Ditadura do Consenso sabe que Orlando Viegas também tirou um sobrinho do generalíssimo da alfândega.

Aliás, a nossa fonte não tem dúvidas e aponta mesmo onde se encontra este ninho de víboras: «Todo o mundo, em Bissau, sabe que essa gente que espancou o Orlando Viegas vem do "aquartelamento" do próprio Koumba, sito no bairro internacional, nos arredores da capital, Bissau.»

Bissau está pela hora da morte

Muita coisa esta em jogo neste momento, em Bissau, e a tomada do poder em absoluto pelo Koumba Yalá, para o nosso interlocutor, «é um plano que está em marcha e pode ser bastante violento», alerta. «Eles não querem nenhumas eleições. Querem ir governando com o status quo, de confusão em confusão.»

No seu entender, «a instalação de um governo predominantemente constituído por elementos do PRS é o objectivo principal, sem se importarem com as consequências – mais do que previsíveis - da Comunidade Internacional, pois estão habituados a governar na ingovernabilidade e ignorados pelo resto do mundo.»

Para este alto quadro do PRS, «para Koumba Yalá, António Indjai ja não é uma ameaça: ou se submete ao seu plano ou é posto fora do jogo» (NOTA: o equilíbrio de forças que prevalecia entre ele e o acossado general tende a pender fortemente para Koumba Yalá).

Revela ainda que Dahaba Na Wala «está dentro desse processo em alinhamento total com Koumba Yalá, tanto que António Indjai já deu conta disso.» Por fim, deixa este sinal de preocupação: «Existem sinais fortes de que uma ala do exército esta pronta e não se deixará levar por esse plano suicida e estão dispostos a tudo para o travar». AAS

Este fim-de-semana promete ser de arromba!...AAS

Dinguinhu di purku


«Caro Aly Silva,

Não tendo adjectivos para elogiar o seu trabalho na defesa do povo da minha terra, resumo: OBRIGADO.

Compreendo que possa não ser prioritário porque existem muitos outros assuntos mais prioritários para disponibilizar aos milhares de seguidores... Mas se tiver espaço, gostaria de dirigir estas poucas palavras ao meu conterrâneo Dinguinhu:

Fadiga na mata es homi di djinti!!!
Nhu Dinguinhu firmanta si projectu, sobre incitamento de ódio contra Ninu Vieira até dia ku i matadu suma catchur...Ninu matadu i kamba pa Cadogo até dipus di segundu golpi, ma suma assuntu Cadogo bentia, homi di djintis fali argumentus, audiencia cai tok i ntola...

Mininus, garandis ku ta scribi ba na si pagina kuri é dissal ku si mufunessa. Gossi sin, fadiga ku na matal. Dinguinhu, discansa dja, doença di Raiba (Ataki Cardiaku) kila gora i ermon djemia di fadiga! Inveja ka bali, inveja ta mata. Kuantu más bu pega tras di Aly Silva, fadiga son na bu cabeça, pabia povo guineense sta ku el.

Mário Yala
»

Inquérito da treta


O Ministério Público (MP) guineense disse ter criado uma comissão de inquérito 'urgente' (tipo DHL) para investigar os autores do espancamento do ministro Orlando Viegas. Ora bem, ontem o presidente golpista de Transição, Serifo Nhamadjo, veio a público dizer mais ou menos isto, dando uma ajudinha ao MP:

O problema interno de uma determinada instituição foi a provável causa pelo espancamento do ministro de Estado do governo de Transição, Orlando Mendes Viegas. O mesmo problema interno no seio da Administração dos Portos da Guiné-Bissau (APGB) e outros sectores do país está a extrapolar para a vida nacional, afectando negativamente a imagem do país. Tive a oportunidade de convidar a Assembleia Nacional Popular, o Governo, as chefias militares, o sindicato da APGB, o partido PRS que é o proponente deste ministro e falámos muito sinceramente para que cada um assuma a sua responsabilidade, mas, tais esforço não surtiram os efeitos desejados e deu naquilo que deu”.

Ora bem. Com estas afirmações, o Serifo Nhamadjo sabe não só quem foram os autores e mandantes do espancamento do ministro dos Transportes, como sabe ainda as motivações por trás desta agressão. Havendo seriedade na investigação - atenção PGR de pacotilha - ele e os seus comparsas militares devem ser ouvidos e constituídos arguidos, o mais rapidamente possível... AAS

É oficial, é oficial


Já é oficial. Passou na rádio, que os militares passam a controlar, a receber e a encaminhar todas as receitas para o Estado Maior General das Forças Armadas. Anunciaram igualmente medidas de proibição da venda de vestuário aparentando tecidos militares, e ainda o controlo e despojo de quaisquer indumentárias militares na posse de civis...AAS

Perseguição a José Mário Vaz


«José Mário Vaz (JOMAV) ex-Ministro das Finanças, está a ser perseguido pelo Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, Paulo Sanhá e pelo Juiz Desembargador do Supremo Tribunal de Justiça, Fernando Jorge Ribeiro (Nanjó). Na Guiné-Bissau os Magistrados não agem de acordo com a sua consciência nem com as leis.

Em 30 de Julho de 2013, José Mário Vaz, o arguido, requereu a alteração da medida de coação que lhe tinha sido decretado pelo Ministério Público. O requerimento mereceu parecer favorável da Comissão de Inquérito instituída pelo Procurador-Geral. A comissão deu conhecimento dessa decisão ao PGR, mas este, por despacho, decidiu que a anterior medida decretada é que prevalecia.

A decisão do PGR é ilegal e abusiva, porque não tem competência para tal, salvo se avocasse o processo. O que não aconteceu. Após isso, foi proferida acusação provisória contra o arguido. O arguido reagiu à acusação com a impugnação contraditória. O que está a acontecer neste momento processual, o processo está fora do Ministério Público, está no JIC, é a constante interferência e pressão do PGR e do Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, Paulo Sanhá e do Juiz Desembargador do Supremo Tribunal de Justiça o
Fernando Jorge Ribeiro (Nanjó), para que o JIC não produza o “despacho de não pronúncia”. O que é intolerável.

Trata-se de uma perseguição pessoal do PGR contra a pessoa do José Mário Vaz.

Agradecia que a privacidade se mativesse.
Obrigado.

C.d.B.
»

Tak tchiff: abriu a caça aos nigerianos - apanhem mais nigerianos, sim!, mas os da ECOMIB... AAS