O ministro angolano da Relações Exteriores de Angola, Georges Chikoti, encontra-se desde domingo, em Nova Iorque, para discursar hoje na sessão do Conselho de Segurança da ONU, a propósito da situação da Guiné-Bissau. O ministro angolano vai discursar em nome da CPLP, organização da qual Angola exerce a presidência rotativa. No sábado, no final de um conselho de ministros extraordinário da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), os responsáveis lusófonos apelam ao Conselho de Segurança da ONU para que "imponha sanções direccionadas a militares e civis implicados no golpe de Estado" de 12 de Abril na Guiné-Bissau.
A CPLP apoia também as "medidas restritivas recentemente adotadas pela União Europeia contra militares guineenses e as sanções da CEDEAO /Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental). O documento aprovado por unanimidade foi lido por Georges Chikoti, ministro das Relações Exteriores de Angola, e recorda os compromissos estabelecidos na ONU e União Africana (UA), "quanto ao acesso ao poder por meios não constitucionais". Segundo os ministros lusófonos, "qualquer outra via constituiria um desafio à autoridade do Conselho de Segurança das Nações Unidas", bem como "uma flagrante violação do princípio de”tolerância zero” da UA e da CEDEAO". Uma solução para a crise guineense não prevista na Constituição, segundo o comunicado, seria "um perigoso precedente com o qual a CPLP não se compromete".
segunda-feira, 7 de maio de 2012
Embaixadas são uma espécie de porto seguro + danos colaterais
Pelo menos, duas embaixadas acolhem membros do Governo deposto pelo golpe de Estado militar de 12 de março último: Botche Candé, ministro do Comércio, está refugiado na Embaixada do Brasil, mesmo junto ao parlamento guineense, há mais de uma semana. Já a super-ministra, Adiato Nandigna, preferiu a Embaixada chinesa, na zona da Penha, mesmo ao lado da Delegação da União Europeia, onde, desde 20 de março - e por causa do assassinato do coronel Samba Djaló - esta refugiado o ex-CEMGFA, Zamora Induta. Recorde-se que a embaixada de Portugal acolhera, durante pelo menos uma semana, a mulher do primeiro-ministro deposto e candidato à segunda vota das eleições presidenciais, Carlos Gomes Jr.
Danos colaterais
Bissau está a meio gás. A electricidade foi drasticamente reduzida, há restaurantes fechados e outros por seguir o mesmo caminho. O consumo diminuiu e os preços dispararam. Os organismos públicos, quando funcionam, nem dá sequer para cumprir os serviços mínimos. A PETROMAR tem combustível para apenas 15 dias. Quando acabar, não se importará mais. Aliás, basta andar em Bissau, à noite, para constatar que a escuridão é total. Nos hotéis, há cortes de energia pelo menos durante três horas/dia. Outros, para poupar combsutível, nem acendem as luzes exteriores. É a Guiné-Bissau a derrapar sabe-se lá para onde...
Os sindicatos e o PAIGC continuam a mobilizar os trabalhadores...para ficarem em casa. "Não abedeçam a quaisquer ordens". Alguns, poucos, directores-gerais, de serviço, os que estão em sectores nevrálgico, regressaram aos seus lugares. E acredito que o fizeram mais na base do patriotismo. A directora-geral de Viação e Transportes Terrestres, presumo eu, não pode fazer o mesmo...enquanto forem precisos os selos...
Resta ao milhão e meio de guineenses - COMO EU - a esperança serem resgatados a tempo. António Aly Silva
Dia D: ONU decide futuro de milhão e meio de bissau-guineenses
A esta hora, na sede da Organização das Nações Unidas, em Nova Iorque, a Assembleia-Geral discute uma vez mais a situação na Guiné-Bissau, decorrente de um golpe de Estado militar no passado dia 12 de março, na véspera da segunda volta das eleições presidencias antecipadas, em virtude da morte, em Paris, França, do presidente da República eleito, Malam Bacai Sanha.
Depois da traição por parte da CEDEAO, a CPLP fez tudo votar à estaca zero, com clara vantagem para a democracia, mandando às urtigas a tão propalada quanto patética 'tolerância zero' que a CEDEAO, no alto da sua insignificância, tentou tapar o sol com a peneira. Os guineenses não são burros. Os guineenses são muito mais democratas do que aparenta. Enterraram-se. Ainda bem.
Hoje, o MNE guineense, Mamadú Saliu Djaló Pires, na sua intervenção no Conselho de Segurança, foi claro: a reposição da ordem significa o regresso, ao país, do Presidente da República interino, e do primeiro-ministro, o arranque para a segunda volta das eleições presidenciais, a punição de todos os que se revoltaram. Para já, o Conselho Segurança aguarda que Portugal e Togo avancem com um projeto de resolução sobre a crise na Guiné-Bissau, contemplando, pelo menos, sançõ para os autores do golpe no país. "Formalmente, o Togo deverá apresentar [o projeto de resolução, dado que é membro da União Africana e país vizinho], mas obviamente que o contributo português será chave", disse à Lusa um diplomata dos cinco países com assento permanente no Conselho de Segurança.
resolução pode ser apresentada depois do `briefing, hoje por videoconferência, do representante do secretário-geral em Bissau, Joseph Mutaboba, e de consultas em que irão participar os ministros dos Negócios Estrangeiros da Guiné-Bissau e de Angola, que preside à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, e o embaixador da Costa do Marfim na ONU, representando a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental. Questionado hoje sobre o assunto à amrgem de uma reunião com o grupo de contacto luso-marroquino, o ministros dos Negócios Estrangeiros português, Paulo Portas, referiu que "Portugal está a trabalhar no âmbito do Conselho de Segurança que com todos os seus amigos, incluindo os países africanos que estão no conselho para, evidentemente, consolidar uma linha internacional firme, de não tolerância com a interrupção da vida constitucional, democrática e da vida institucional e legal de um país através da utilização da força e do poder militar".
O comunicado no final de um conselho de ministros extraordinário da CPLP, no sábado em Lisboa, apela ao Conselho de Segurança para que "imponha sanções direcionadas a militares e civis implicados no golpe de Estado" de 12 de abril na Guiné-Bissau. A reunião de hoje na ONU acontece uma semana depois da apresentação do relatório do secretário-geral, Ban Ki-moon, sobre a Guiné-Bissau, em que é defendida uma abordagem "faseada e medida, começando com diálogo inclusivo e mediação, acompanhado por sanções direcionadas conforme necessário" e pedido "apoio total" para os esforços da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).
Ban Ki-moon "toma nota" ainda da disponibilidade da CEDEAO para enviar "unidades de treino e proteção" para a Guiné-Bissau, e das Forças Armadas guineenses para os aceitar, uma "terceira opção" para "facilitar a retirada da Missang", a missão de assistência militar angolana, apoiar a transição e a reforma das Forças Armadas. Uma "última opção" seria uma força de paz ou estabilização, pedida pelas autoridades guineenses, opção que Ban Ki-moon diz ter "de ser minuciosamente avaliada e cuidadosamente considerada, caso todas as opções anteriores não tenham sucesso em atingir o objetivo de fazer regressar a ordem constitucional".
Pedido perante o Conselho de Segurança pelo Governo legítimo da Guiné-Bissau, o envio de uma força poderá vir a ser aludido no projeto de resolução, como uma ação futura, caso os militares não cumpram com a reposição da ordem constitucional. Segundo um diplomata de um dos países com assento permanente no Conselho de Segurança, "o objetivo, mandato e composição [da força multinacional] teria de ser claro e realístico e qualquer envio teria de ser aprovado pelo Conselho". As declarações anteriores no Conselho de Segurança exigem que os golpistas abandonem o poder e permitam a conclusão do processo eleitoral interrompido e tem sido dada primazia aos esforços da CEDEAO, mas as recentes transigências da organização em relação ao período de transição até eleições e regresso ao poder do presidente deposto causaram "preocupação" entre alguns membros, segundo a publicação independente Security Council Report.
João Soares da Gama, embaixador da Guiné-Bissau na ONU, disse na semana passada à Lusa que o Conselho de Segurança "não irá cegamente atrás da CEDEAO" nas suas decisões e irá levar em conta as aspirações do Governo legítimo. "Todos reconhecem que há autoridades legítimas e que para a solução desta crise há que retornar à ordem constitucional", adiantou o diplomata, sublinhando as exigências da organização regional, Conselho de Segurança e União Africana. Soares da Gama admite divergências entre os dois blocos na abordagem à crise na Guiné-Bissau, o que considera mesmo "natural" e "previsível" "É natural haver esse tipo de ciúmes, de desentendimentos", disse à Lusa o diplomata guineense.
RECTIFICAÇÃO de NOTÍCIA - PRESIDENCIAIS FRANCESAS 2012
O post de ontem "PRESIDENCIAIS FRANCESAS 2012 - NOTÍCIA DC: Nicholas Sarkozy, que corre para a reeleição, venceu em Bissau", cometi um erro. De facto, Nicholas Sarkozy, ganhou no estrangeiro - 53% contra 47% para François Hollande, ontem eleito presidente. Contudo, em Bissau, François Hollande foi o vencedor: obteve 22 votos, contra 20 de Nickolas Sarkozy. Houve um voto nulo. AAS
domingo, 6 de maio de 2012
Canto Suspenso para ler em Crioulo
Depois do trauma, de repente a Esperança reboca aquela energia que atira as verdades na
denúncia do poder ilegítimo e brutal. Aparece a força da fala. Grande força. Explode a gritar pela Justiça. Pensa-se que vem logo. E demora. Às vezes até parece que a Justiça não vem. Uma e outra esperancinha. É agora. Afinal não. Chega então a energia fanática, filha da raiva. Antes que dêmos conta, já fizemos disparate.
Isso não, paciência.
Quietos, começa-se a reparar. Ninguém minguou. As pessoas resguardam-se para poder
continuar, e vemos que a alma cresce sim, ligada à Terra. Juntos, com Ela junto. Na esperança confiados. As profundidades maiores da Guiné. (Nós, as criaturas deste tempo aqui, os meninos dizem, de férias quase que parece, não fosse a guerra andar aí a passear nos braços desses homens)
Hóspedes-não-convidados. Tem gente que vem acreditando, desde há muito tempo que pode ter a terra sem nós. Não aconteceu. (Como haveremos de explicar claro-claro, aos meninos depois, sem as mentiras preciosas do mito? Olha lá, eles aí, sentados, à espera. Também fora, na lonjura a comer porcarias.
Sem companhia. Muitos casacos. Sempre a tentar o caminho de solução. Não imaginaram nesse ir urgente como se ia suspender o canto.) Hóspedes-não-convidados. Outros caminhos, há, há. A Terra sabe lidar com macaréus dementes. A Terra conhece os seus filhos e os seus hóspedes-convidados. Deixa circular os ocupantes como faz a certas
marés. Mas conhece o cheiro dos umbigos dos seus filhos e receberá a flor que eles fizerem no Tempo, como recebeu as dores dos enxertos que a expandiram.
As profundidades diversas da Guiné.
Agora Madjuandades inteiras de canto suspenso. (Os meninos sentados, não podem ver o futuro mas pressentem o sentido e a direcção da esperança. Olha lá, este aqui no comboio, pôs a musica no telemóvel e o olhar exulta, o som do crioulo vivo no telemóvel, a ginástica maravilhosa do crioulo a demonstrar a energia da esperança, um círculo de graça a contar o que acontece, o crioulo não fica à espera e diz. A Terra a vibrar atrás das palavras. O crioulo, próprio rosto da esperança.)
Há-de vir Setembro e o ciclo da água tão visível no céu. Vamos perguntar ao chão, mesmo lá:
- Quanto tempo demora a fazer a chuva? Chove. Beberemos dessa água. Agora estamos a
crescer na relação com que há-de vir, é a Esperança.
As profundidades grandiosas da Guiné
Depois Madjuandades inteiras de canto aberto.
E a Esperança há-de rebocar o perdão. Porque de nada vale a justiça sem a misericórdia, como se tem visto neste Nosso Chão.
Agora a loucura da guerra nas cabeças. Macaréus dementes. Entraram dentro, interromperam a vivência e não abrem livros. Há um nome muito feio em latim para isto. Também em bijagó. As tradições vestidas - por fora - que não lhes conhecem a alma, nem os nobres protocolos.
As madjuandades sim. Respiram com a terra.
As profundidades vivas da Guiné.
Não é? Então.
Clara das N.
CPLP na íntegra
Comunicado à Imprensa
Sublinhando a feliz coincidência da IX Reunião Extraordinária do Conselho de Ministros da CPLP se realizar a 5 de maio, Dia da Língua Portuguesa e da Cultura da CPLP;
Validando os valores contidos na Declaração Constitutiva da CPLP e
Reafirmando que “(…) a língua Portuguesa constitui entre os respetivos povos um vínculo histórico e um património comum resultantes de uma convivência multisecular que deve ser valorizada (…)” e “ (…) um meio privilegiado de (…) projeção internacional dos seus valores culturais, numa perspetiva aberta e universalista”, o Conselho de Ministros aprovou uma Resolução sobre a Situação na Guiné-Bissau.
IX REUNIÃO EXTRAORDINÁRIA DO CONSELHO DE MINISTROS DA COMUNIDADE DOS PAÍSES DE LÍNGUA PORTUGUESA
Lisboa, 05 de Maio de 2012
Resolução sobre a Situação na Guiné-Bissau
O Conselho de Ministros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), reunido na sua IX Sessão Extraordinária, em Lisboa, no dia 5 de Maio de 2012, dia da Língua Portuguesa e da Cultura da CPLP, para analisar a situação na República da Guiné-Bissau, e na sequência da Resolução adotada na VIII Reunião Extraordinária, do passado dia 14 de Abril, após escutar uma informação do Ministro dos Negócios Estrangeiros, Cooperação Internacional e Comunidades da Guiné-Bissau,
DECIDE:
1. Reiterar a condenação veemente e sem reservas do golpe de Estado perpetrado pela liderança das Forças Armadas da Guiné-Bissau;
2. Exigir a reposição integral da ordem constitucional, abrangendo a restauração do funcionamento e da autoridade dos órgãos legítimos de poder, incluindo o Presidente da República interino e o Primeiro-Ministro, bem como a conclusão do processo eleitoral interrompido pelo golpe de Estado, cuja primeira volta foi considerada livre e transparente pela Comunidade Internacional, a CPLP reafirma que está, e estará, ao lado do povo guineense;
3. Reafirmar que as únicas autoridades da Guiné-Bissau reconhecidas pela CPLP são as que resultam da legitimidade constitucional e democrática e dar o seu apoio incondicional à posição expressa pelo Governo legítimo da Guiné-Bissau subsequente à Conferência de Chefes de Estado e de Governo da CEDEAO, realizada em Dakar, no dia 3 de maio de 2012;
4. Expressar satisfação pelo fim da detenção do Presidente da República interino Raimundo Pereira e do Primeiro-Ministro Carlos Gomes Júnior, afirmando, no entanto, que ambos deverão poder exercer a plenitude dos seus direitos civis e políticos na Guiné-Bissau, exigindo a libertação dos demais detidos no âmbito do golpe de Estado e o fim de restrições às liberdades individuais;
5. Sublinhar a importância da constituição urgente do “Grupo de Contacto para a Crise na Guiné-Bissau”, referido no Relatório do Secretário-Geral das Nações Unidas, S/2012/280, de 30 de abril, sobre a situação na Guiné-Bissau, sob a coordenação das Nações Unidas, com representantes da UA, da CPLP e da CEDEAO, tendo em vista o estabelecimento de uma parceria abrangente que possa contribuir para a pacificação e a estabilização duradoura na Guiné-Bissau;
6. Sublinhar a necessidade de respeitar escrupulosamente as decisões das Nações Unidas, o Ato Constitutivo da União Africana (UA), o Protocolo relativo à criação do Conselho de Paz e Segurança da UA e o Capítulo VIII da Carta Africana da Democracia, Eleições e Governação, quanto ao acesso ao poder por meios não constitucionais. Qualquer outra via constituiria um desafio à autoridade do Conselho de Segurança das Nações Unidas e uma flagrante violação do princípio de “tolerância zero” da UA e da CEDEAO, estabelecendo um perigoso precedente e com o qual a CPLP não se compromete;
7. Apelar ao Conselho de Segurança das Nações Unidas para que imponha sanções direcionadas a militares e civis implicados no golpe de Estado e manifestar apoio às medidas restritivas, recentemente adotadas pela União Europeia, contra militares guineenses e às sanções previstas pela CEDEAO;
8. Reiterar o seu apoio ao pedido do Governo legítimo da Guiné-Bissau para a constituição de uma força de estabilização abrangente, mandatada pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas e incluindo contingentes de membros da CEDEAO, da CPLP e da União Africana;
9. Realçar a necessidade imperiosa de concretizar a reforma do sector de defesa e segurança da Guiné-Bissau e combater incondicionalmente a impunidade e a ameaça do narcotráfico na África Ocidental, devendo a resposta da Comunidade Internacional criar uma oportunidade decisiva para o efeito.
10. Alertar a Comunidade Internacional para a emergência de uma situação humanitária na Guiné-Bissau, nomeadamente com deslocados, refugiados e risco de epidemias e para a necessidade de serem tomadas medidas em conformidade.
Lisboa, 5 de Maio de 2012
05-05-2012
sábado, 5 de maio de 2012
É o hábito...
Daba Na Walna, porta-voz do Comando Militar que protagonizou o golpe de Estado na Guiné-Bissau no dia 12 de abril considerou hoje em Bissau normais as sanções da União Europeia contra a cúpula militar guineense. Em conferência de imprensa, afirmou que a União Europeia decidiu sancionar seis oficiais superiores das Forças Armadas guineenses, entre os quais ele próprio, porque, "desconhece as motivações reais do golpe de Estado".
"Acho que são normais as sanções da União Europeia. Eu também no lugar deles tomava as mesmas medidas contra alguém que fizesse um golpe de Estado. Penso que agiram desta forma por desconhecimento da situação real, das nossas motivações, porque eles no nosso lugar também tomavam as mesmas medidas que nós acabámos por tomar", defendeu Daba Na Walna. LUSA
"Acho que são normais as sanções da União Europeia. Eu também no lugar deles tomava as mesmas medidas contra alguém que fizesse um golpe de Estado. Penso que agiram desta forma por desconhecimento da situação real, das nossas motivações, porque eles no nosso lugar também tomavam as mesmas medidas que nós acabámos por tomar", defendeu Daba Na Walna. LUSA
Liberdade sempre. Também no mundo moderno.
Liberdade sempre. Também no mundo moderno.
Dá-se o acaso de estarmos hoje a 3 de maio de 2012, data em que se assinala o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa. Por coincidência, junta-nos aqui a tomada de posse dos novos corpos sociais da Casa da Imprensa, recentemente eleitos. Coincidência, sim, mas não uma coincidência ao acaso: as duas datas estão profundamente ligadas, não fosse esta uma casa de jornalistas.
Por isso mesmo, quero falar-vos de dois momentos importantes: de Liberdade e da Casa da Imprensa.
Socorro-me de dois textos recentes de dois jornalistas que, desconfio, nunca se cruzaram. Um é guineense. Conheço-o virtualmente há muito tempo, através dos escritos que vai publicando no seu blog, “Ditadura do Consenso”, e só muito recentemente pude ver como ele é fisicamente, na realidade, através de uma vídeo-conferência para a RTP. O outro é português. É, por mero acaso, associado da Casa da Imprensa e acompanho o seu trabalho há muitos anos, na rádio e nos jornais, e confesso muita curiosidade por um homem tão despojado de adjetivos.
O primeiro dos jornalistas chama-se António Aly Silva. Há dois dias, debaixo do título “Sinto que nunca mais terei um blog”, ele escreveu o seguinte:
Caros amigos,
Estara na hora de parar. Hoje, do meu carro, alguem roubou um iPad [emprestado] e um disco externo [meu]. Para vos dizer a verdade, estou farto, cansei. Ja perdi muito dinheiro [muito mesmo] comprando materiais para os ladroes roubarem. Sacrifiquei ate, e digo isto com alguma vergonha, algum bem-estar dos meus filhos em detrimento de informar atraves do meu blog. Mas acho que ja chega. Nao ganho nada e acabo por perder tudo. Serei masoquista...
Estou desiludido e sem forças para fazer o que quer que seja. Tornei-me num alvo apetecivel, bastante policiado ate. Mas no que me diz respeito, valeram a pena todos estes anos agarrado ao computador, nao me arrependo de nada. Durante esta semana, tomarei uma decisao final. Mas sinto que nunca mais terei um blog. Detesto ser roubado.
O segundo dos jornalistas chama-se João Paulo Guerra. Há três dias, sob o título “Liberdade”, ele escreveu no jornal “Diário Económico” o seguinte:
De cada vez que se celebra em Portugal a instauração da democracia ocorre-me um episódio, ocorrido às primeiras horas da manhã de 25 de Abril de 1974, no Terreiro do Paço, em Lisboa.
Foi quando um jornalista, já então sénior, perguntou a um jovem capitão se podia citar os objetivos da operação militar em curso que o oficial enunciava para o pessoal da chamada comunicação social. O jovem capitão respondeu-lhe que era também para que ele e os outros jornalistas pudessem escrever livremente o que bem entendiam e o que testemunhavam que os militares ali estavam, dispostos a derrubar o governo da censura e de outras coisas igualmente odiosas.
O capitão chamava-se Maia, Fernando José Salgueiro Maia, tinha 29 anos, e era naquela manhã a face mais visível da revolução em curso. Tempos depois viemos a saber que o oficial era também um dos mais puros e generosos dos capitães de abril: naquele dia fez o que tinha a fazer, depois regressou ao quartel, em Santarém, morreu 18 anos depois no posto de tenente-coronel, sem honrarias nem benesses do Estado, após um exílio nos Açores e de uma passagem pelo comando do Museu da Escola Prática de Cavalaria. O poder político e a hierarquia não o queriam a comandar tropas pois tornara-se suspeito de ter feito o 25 de Abril.
Mas a liberdade de imprensa ficou. E foi em liberdade que escrevi nos últimos 15 anos no Diário Económico, como editor, grande repórter, redator principal, comentador e autor das cerca de 2.700 crónicas da Coluna Vertebral, 12 anos e sete meses de publicação ininterrupta, desde outubro de 1999. A Coluna Vertebral chegou agora ao fim. Não é o fim da linha. Apenas a denúncia de um contrato por uma das partes. Liberdade sempre.
Não vou perorar sobre as virtudes da Liberdade de Imprensa. Não tenho dom de oratória, tenho necessidade de me socorrer, a cada momento, de apontamentos escritos e papéis. Mas peço-vos que reflitam sobre o significado profundo dos textos de Aly Silva e João Paulo Guerra. Sublinho os sons, as palavras, que marcam. Diz Aly Silva: “Para vos dizer a verdade, estou farto, cansei. Ja perdi muito dinheiro [muito mesmo] comprando materiais para os ladroes roubarem”. Diz João Paulo Guerra: “A Coluna Vertebral chegou agora ao fim. Não é o fim da linha. Apenas a denúncia de um contrato por uma das partes. Liberdade sempre.”
As conclusões, agora, são vossas.
Avanço, por isso, rapidamente, para o tema Casa da Imprensa, o fim do atual mandato e o início de um novo ciclo. Depois de ter sido eleito em três mandatos sucessivos para o Conselho de Administração, tal como o vice-presidente Armando Carvalho, uma impossibilidade estatutária determina que nos afastemos os dois dos órgãos executivos da Casa da Imprensa. E ainda bem que assim é, antes que nos transformemos numa espécie de dinossauros mutualistas, a exemplo dos dinossauros da política.
Da experiência que adquiri nestes três mandatos, um dos quais foi interrompido ao fim de um ano por diversas discordâncias insanáveis, devo confessar que este último foi extraordinariamente exigente. Nestes últimos três anos, a Casa da Imprensa deu alguns passos largos, em benefício dos seus associados: atualizou os Estatutos e o Regulamento de Benefícios, corrigindo uma injustiça tremenda que tinha sido cometida em 2008; dilatou os benefícios dos associados, em sede de Internamento Hospitalar; alargou as condições de acesso à condição de associado; celebrou, com a MGEN/Europamut, outra mutualista, dois contratos, no domínio da Saúde, que deverão ser vitais para o nosso futuro; passámos a colher rendimentos financeiros com o arrendamento do património da Rua do Loreto devoluto há mais de uma dezena de anos; tem hoje uma rede informática ao nível do melhor que há em qualquer empresa de topo, em Portugal; e acompanhamos todos os casos que chegaram ao nosso conhecimento em sede de apoio social. Conseguimos, sem custos significativos, dar vida, de novo, a este salão nobre. Coeditámos um livro de que nos orgulhamos. E, nesta altura do campeonato, como se costuma dizer, já ninguém se recorda do ai Jesus que foi, há dois anos, quando começámos a temer, e justificadamente, pelo futuro das nossas aplicações financeiras.
Mas estes três anos não foram apenas rosas. Nem tudo correu como desejaríamos. O mais recente episódio, entre aquilo que correu menos bem, relaciona-se, como todos sabem, com a distribuição dos cartões de acesso à rede da AdvanCare pelos subscritores dos Cuidados de Saúde Primários e do Internamento Hospitalar. Os motivos não são todos imputáveis ao Conselho de Administração, mas a responsabilidade é. E estamos aqui, uma vez mais, a assumi-la. Estamos convencidos que, agora, estão reunidas todas as condições para que os problemas detetados não se repitam, e para que as futuras emissões ocorram naturalmente, sem atrasos significativos.
No momento em que o atual Conselho de Administração cessa funções, hoje mesmo, não posso, ainda que em meu nome pessoal, porque não pedi procuração a ninguém, omitir algumas preocupações que classifico de relevantes.
Se, em matéria de saúde, a vida da Casa da Imprensa, a curto e a médio prazos, está controlada e assegurada, tenho boas razões para deixar aqui vincada uma área em que não tenho a mesma convicção: a da ação social. Nestes últimos três anos, conseguimos traçar alguns caminhos novos, na ótica de uma maior proximidade com os associados. E aqui, justiça seja feita, o papel da assistente social, a Dra. Rosa Chagas, foi inexcedível. Mas, infelizmente, tudo indica que vêm aí tempos muito mais difíceis do que os do momento, tempos de que já não temos memória, tempos com dificuldades extremas em que a Casa da Imprensa pode e terá de assumir um papel decisivo, não se confinando em exclusivo à sua função complementar às responsabilidades que são, de facto, do Estado. Para ser mais claro, o número assustador de desempregados na classe jornalística e entre a sua família não poderá continuar a crescer sob o olhar complacente da Casa da Imprensa. Provavelmente, muito provavelmente, teremos de ser nós a tomar a iniciativa.
Uma última questão sobre a qual gostaria de me pronunciar relaciona-se com a vida interna da nossa associação. Sónia Sousa, investigadora na Universidade de George Mason, de Washington, EUA, efetuou um estudo sobre as instituições particulares de segurança social (IPSS) e obteve conclusões interessantes, noticiadas pela Imprensa, nomeadamente as que se reportam ao seu desempenho social e ao seu peso na economia. Mas o que quero aqui trazer fala diretamente para a necessidade de mudança na gestão das IPSS. Num quadro de crise à escala global, as respostas já não estão todas centradas nas mãos do Estado, as soluções não passam todas pelos dinheiros públicos e é necessário procurar sulcos alternativos que possibilitem uma resposta eficaz às necessidades, novas e antigas, que se colocam.
À escassez de recursos públicos tão anunciada e repetida a fio dia após dia, as IPSS só poderão responder através de quadros com experiência de gestão. O que significa, no caso da Casa da Imprensa, lançar um olhar e atentar, de modo ativo, nas necessidades de formação do quadro de pessoal.
As IPSS, cujo silêncio foi, durante tantos e tantos anos, moeda de troca pelas garantias de financiamento do Estado, têm de mudar de mentalidade. Têm de ser pró-ativas, e não reativas, serem os agentes da sua própria mudança, desenvolvendo programas de pessoas e de causas que funcionem como instrumento de angariação de rendimentos alternativos, sejam eles privados ou públicos. Este caminho, no cumprimento rigoroso das regras do Código Mutualista no que se refere à Casa da Imprensa, é muito mais trabalhoso. Mas tem a enorme vantagem de envolver mais gente e, estou convencido, responder com maior eficácia, sobretudo, às novas necessidades deste mundo moderno.
Muito obrigado.
Paulo F. Silva
Dá-se o acaso de estarmos hoje a 3 de maio de 2012, data em que se assinala o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa. Por coincidência, junta-nos aqui a tomada de posse dos novos corpos sociais da Casa da Imprensa, recentemente eleitos. Coincidência, sim, mas não uma coincidência ao acaso: as duas datas estão profundamente ligadas, não fosse esta uma casa de jornalistas.
Por isso mesmo, quero falar-vos de dois momentos importantes: de Liberdade e da Casa da Imprensa.
Socorro-me de dois textos recentes de dois jornalistas que, desconfio, nunca se cruzaram. Um é guineense. Conheço-o virtualmente há muito tempo, através dos escritos que vai publicando no seu blog, “Ditadura do Consenso”, e só muito recentemente pude ver como ele é fisicamente, na realidade, através de uma vídeo-conferência para a RTP. O outro é português. É, por mero acaso, associado da Casa da Imprensa e acompanho o seu trabalho há muitos anos, na rádio e nos jornais, e confesso muita curiosidade por um homem tão despojado de adjetivos.
O primeiro dos jornalistas chama-se António Aly Silva. Há dois dias, debaixo do título “Sinto que nunca mais terei um blog”, ele escreveu o seguinte:
Caros amigos,
Estara na hora de parar. Hoje, do meu carro, alguem roubou um iPad [emprestado] e um disco externo [meu]. Para vos dizer a verdade, estou farto, cansei. Ja perdi muito dinheiro [muito mesmo] comprando materiais para os ladroes roubarem. Sacrifiquei ate, e digo isto com alguma vergonha, algum bem-estar dos meus filhos em detrimento de informar atraves do meu blog. Mas acho que ja chega. Nao ganho nada e acabo por perder tudo. Serei masoquista...
Estou desiludido e sem forças para fazer o que quer que seja. Tornei-me num alvo apetecivel, bastante policiado ate. Mas no que me diz respeito, valeram a pena todos estes anos agarrado ao computador, nao me arrependo de nada. Durante esta semana, tomarei uma decisao final. Mas sinto que nunca mais terei um blog. Detesto ser roubado.
O segundo dos jornalistas chama-se João Paulo Guerra. Há três dias, sob o título “Liberdade”, ele escreveu no jornal “Diário Económico” o seguinte:
De cada vez que se celebra em Portugal a instauração da democracia ocorre-me um episódio, ocorrido às primeiras horas da manhã de 25 de Abril de 1974, no Terreiro do Paço, em Lisboa.
Foi quando um jornalista, já então sénior, perguntou a um jovem capitão se podia citar os objetivos da operação militar em curso que o oficial enunciava para o pessoal da chamada comunicação social. O jovem capitão respondeu-lhe que era também para que ele e os outros jornalistas pudessem escrever livremente o que bem entendiam e o que testemunhavam que os militares ali estavam, dispostos a derrubar o governo da censura e de outras coisas igualmente odiosas.
O capitão chamava-se Maia, Fernando José Salgueiro Maia, tinha 29 anos, e era naquela manhã a face mais visível da revolução em curso. Tempos depois viemos a saber que o oficial era também um dos mais puros e generosos dos capitães de abril: naquele dia fez o que tinha a fazer, depois regressou ao quartel, em Santarém, morreu 18 anos depois no posto de tenente-coronel, sem honrarias nem benesses do Estado, após um exílio nos Açores e de uma passagem pelo comando do Museu da Escola Prática de Cavalaria. O poder político e a hierarquia não o queriam a comandar tropas pois tornara-se suspeito de ter feito o 25 de Abril.
Mas a liberdade de imprensa ficou. E foi em liberdade que escrevi nos últimos 15 anos no Diário Económico, como editor, grande repórter, redator principal, comentador e autor das cerca de 2.700 crónicas da Coluna Vertebral, 12 anos e sete meses de publicação ininterrupta, desde outubro de 1999. A Coluna Vertebral chegou agora ao fim. Não é o fim da linha. Apenas a denúncia de um contrato por uma das partes. Liberdade sempre.
Não vou perorar sobre as virtudes da Liberdade de Imprensa. Não tenho dom de oratória, tenho necessidade de me socorrer, a cada momento, de apontamentos escritos e papéis. Mas peço-vos que reflitam sobre o significado profundo dos textos de Aly Silva e João Paulo Guerra. Sublinho os sons, as palavras, que marcam. Diz Aly Silva: “Para vos dizer a verdade, estou farto, cansei. Ja perdi muito dinheiro [muito mesmo] comprando materiais para os ladroes roubarem”. Diz João Paulo Guerra: “A Coluna Vertebral chegou agora ao fim. Não é o fim da linha. Apenas a denúncia de um contrato por uma das partes. Liberdade sempre.”
As conclusões, agora, são vossas.
Avanço, por isso, rapidamente, para o tema Casa da Imprensa, o fim do atual mandato e o início de um novo ciclo. Depois de ter sido eleito em três mandatos sucessivos para o Conselho de Administração, tal como o vice-presidente Armando Carvalho, uma impossibilidade estatutária determina que nos afastemos os dois dos órgãos executivos da Casa da Imprensa. E ainda bem que assim é, antes que nos transformemos numa espécie de dinossauros mutualistas, a exemplo dos dinossauros da política.
Da experiência que adquiri nestes três mandatos, um dos quais foi interrompido ao fim de um ano por diversas discordâncias insanáveis, devo confessar que este último foi extraordinariamente exigente. Nestes últimos três anos, a Casa da Imprensa deu alguns passos largos, em benefício dos seus associados: atualizou os Estatutos e o Regulamento de Benefícios, corrigindo uma injustiça tremenda que tinha sido cometida em 2008; dilatou os benefícios dos associados, em sede de Internamento Hospitalar; alargou as condições de acesso à condição de associado; celebrou, com a MGEN/Europamut, outra mutualista, dois contratos, no domínio da Saúde, que deverão ser vitais para o nosso futuro; passámos a colher rendimentos financeiros com o arrendamento do património da Rua do Loreto devoluto há mais de uma dezena de anos; tem hoje uma rede informática ao nível do melhor que há em qualquer empresa de topo, em Portugal; e acompanhamos todos os casos que chegaram ao nosso conhecimento em sede de apoio social. Conseguimos, sem custos significativos, dar vida, de novo, a este salão nobre. Coeditámos um livro de que nos orgulhamos. E, nesta altura do campeonato, como se costuma dizer, já ninguém se recorda do ai Jesus que foi, há dois anos, quando começámos a temer, e justificadamente, pelo futuro das nossas aplicações financeiras.
Mas estes três anos não foram apenas rosas. Nem tudo correu como desejaríamos. O mais recente episódio, entre aquilo que correu menos bem, relaciona-se, como todos sabem, com a distribuição dos cartões de acesso à rede da AdvanCare pelos subscritores dos Cuidados de Saúde Primários e do Internamento Hospitalar. Os motivos não são todos imputáveis ao Conselho de Administração, mas a responsabilidade é. E estamos aqui, uma vez mais, a assumi-la. Estamos convencidos que, agora, estão reunidas todas as condições para que os problemas detetados não se repitam, e para que as futuras emissões ocorram naturalmente, sem atrasos significativos.
No momento em que o atual Conselho de Administração cessa funções, hoje mesmo, não posso, ainda que em meu nome pessoal, porque não pedi procuração a ninguém, omitir algumas preocupações que classifico de relevantes.
Se, em matéria de saúde, a vida da Casa da Imprensa, a curto e a médio prazos, está controlada e assegurada, tenho boas razões para deixar aqui vincada uma área em que não tenho a mesma convicção: a da ação social. Nestes últimos três anos, conseguimos traçar alguns caminhos novos, na ótica de uma maior proximidade com os associados. E aqui, justiça seja feita, o papel da assistente social, a Dra. Rosa Chagas, foi inexcedível. Mas, infelizmente, tudo indica que vêm aí tempos muito mais difíceis do que os do momento, tempos de que já não temos memória, tempos com dificuldades extremas em que a Casa da Imprensa pode e terá de assumir um papel decisivo, não se confinando em exclusivo à sua função complementar às responsabilidades que são, de facto, do Estado. Para ser mais claro, o número assustador de desempregados na classe jornalística e entre a sua família não poderá continuar a crescer sob o olhar complacente da Casa da Imprensa. Provavelmente, muito provavelmente, teremos de ser nós a tomar a iniciativa.
Uma última questão sobre a qual gostaria de me pronunciar relaciona-se com a vida interna da nossa associação. Sónia Sousa, investigadora na Universidade de George Mason, de Washington, EUA, efetuou um estudo sobre as instituições particulares de segurança social (IPSS) e obteve conclusões interessantes, noticiadas pela Imprensa, nomeadamente as que se reportam ao seu desempenho social e ao seu peso na economia. Mas o que quero aqui trazer fala diretamente para a necessidade de mudança na gestão das IPSS. Num quadro de crise à escala global, as respostas já não estão todas centradas nas mãos do Estado, as soluções não passam todas pelos dinheiros públicos e é necessário procurar sulcos alternativos que possibilitem uma resposta eficaz às necessidades, novas e antigas, que se colocam.
À escassez de recursos públicos tão anunciada e repetida a fio dia após dia, as IPSS só poderão responder através de quadros com experiência de gestão. O que significa, no caso da Casa da Imprensa, lançar um olhar e atentar, de modo ativo, nas necessidades de formação do quadro de pessoal.
As IPSS, cujo silêncio foi, durante tantos e tantos anos, moeda de troca pelas garantias de financiamento do Estado, têm de mudar de mentalidade. Têm de ser pró-ativas, e não reativas, serem os agentes da sua própria mudança, desenvolvendo programas de pessoas e de causas que funcionem como instrumento de angariação de rendimentos alternativos, sejam eles privados ou públicos. Este caminho, no cumprimento rigoroso das regras do Código Mutualista no que se refere à Casa da Imprensa, é muito mais trabalhoso. Mas tem a enorme vantagem de envolver mais gente e, estou convencido, responder com maior eficácia, sobretudo, às novas necessidades deste mundo moderno.
Muito obrigado.
Paulo F. Silva
Comunicado da LGDH sobre a decisão da CEDEAO
COMUNICADO À IMPRENSA
Atenta à evolução da crise politico-institucional instalada no país através do golpe de estado do dia 12 de Abril 2012, e firme no seu propósito da defesa intransigente dos valores democraticos e principios basicos do estado de direito, a Direccao Nacional da Liga registou com bastante estranheza a subsistencia de actos de intimidações e perseguições de alguns cidadãos, quando a conjuntura politico-militar apela para uma maior contenção, perseverança e respeito pelos direitos humanos.
A historia recente da Guiné-Bissau deu provas mais do que inequivocas, que a resposta para a ciclica instabilidade politico e militar do país, não passa por medida provisorias, arquitectadas dentro de um dado periodo transitório. Aliás, desde o conflito politico-militar de 7 de junho de 1998 que o país reclama medidas consistentes, sustentaveis e adequadas para resolver de uma vez por todas, as clivagens politicas que consubtanciam já nos problemas estruturais e principais obstaculos ao processo de desenvolvimento e reconciliação nacional.
Por outro lado, é fundamental alertar a comunidade nacional e internacioal que o problema guinneense deve ser resolvida com base nos interesses nacioanais, objectivamente estruturados e não com base, nos interesses geo-estratégicos sub-regionais ou continentais.
A Liga Guineense do Direitos Humanos vem tornar publica a sua posição face às negociações e mediações em curos, tendente à procura de soluções para a crise politica no país, em particular no que concerne à deliberação saida da ultima cimeira de Chefes de Estado e do Governo da CEDEAO.
1- Repudiar firmemente os actos de perseguição ainda em curso, protagonizados pelos militares, em especial da actual Directora dos Serviços da Viacção e Transportes Terrestes, Dra Lucinda Gomes Barbosa Aukarié e do seu marido Dr Carvalho Aukarié Director Nacional da Interpol;
2- Discordar liminarmente com a solução proposta pela CEDEAO por virtude do seu desenquadramento contitucional e da sua contradição com o espirito do seu mecanismo de tolerância zero às alterações da ordem constitucional por via anti-democratica;
3- Alertar a comunidade nacional e internacional pelos riscos que a solução saida da CEDEAO pode provocar de ponto de vista constitucional, legal e da governabilidade, face às limitações das prorrogativas constitucionais do presidente interino e o longo periodo de transição proposto sem quaisquer fundamentos objectivos;
4- Apelar a comunidade internacional a adoptar medidas adequadas e consistentes para a resolução definitiva dos problemas nacionais que passa essencialmente, pelas reformas no sector da defesa e segurança e irreconhecimento de qualquer poder politico resultante de sublevação militar;
5- Responsabilizar o Comando Militar e Estado Maior General das Forças Armadas pela crise social instalada no país que se traduz no aumento galopante dos preços de produtos da primeira necessidade, o não pagamento de salários aos funcionários públicos e a degradação das condições de vida dos cidadãos como consequencias directa do golpe de estado.
Feito em Bissau, aos 05 dias do mês de Maio 2012
A Direcção Nacional
Atenta à evolução da crise politico-institucional instalada no país através do golpe de estado do dia 12 de Abril 2012, e firme no seu propósito da defesa intransigente dos valores democraticos e principios basicos do estado de direito, a Direccao Nacional da Liga registou com bastante estranheza a subsistencia de actos de intimidações e perseguições de alguns cidadãos, quando a conjuntura politico-militar apela para uma maior contenção, perseverança e respeito pelos direitos humanos.
A historia recente da Guiné-Bissau deu provas mais do que inequivocas, que a resposta para a ciclica instabilidade politico e militar do país, não passa por medida provisorias, arquitectadas dentro de um dado periodo transitório. Aliás, desde o conflito politico-militar de 7 de junho de 1998 que o país reclama medidas consistentes, sustentaveis e adequadas para resolver de uma vez por todas, as clivagens politicas que consubtanciam já nos problemas estruturais e principais obstaculos ao processo de desenvolvimento e reconciliação nacional.
Por outro lado, é fundamental alertar a comunidade nacional e internacioal que o problema guinneense deve ser resolvida com base nos interesses nacioanais, objectivamente estruturados e não com base, nos interesses geo-estratégicos sub-regionais ou continentais.
A Liga Guineense do Direitos Humanos vem tornar publica a sua posição face às negociações e mediações em curos, tendente à procura de soluções para a crise politica no país, em particular no que concerne à deliberação saida da ultima cimeira de Chefes de Estado e do Governo da CEDEAO.
1- Repudiar firmemente os actos de perseguição ainda em curso, protagonizados pelos militares, em especial da actual Directora dos Serviços da Viacção e Transportes Terrestes, Dra Lucinda Gomes Barbosa Aukarié e do seu marido Dr Carvalho Aukarié Director Nacional da Interpol;
2- Discordar liminarmente com a solução proposta pela CEDEAO por virtude do seu desenquadramento contitucional e da sua contradição com o espirito do seu mecanismo de tolerância zero às alterações da ordem constitucional por via anti-democratica;
3- Alertar a comunidade nacional e internacional pelos riscos que a solução saida da CEDEAO pode provocar de ponto de vista constitucional, legal e da governabilidade, face às limitações das prorrogativas constitucionais do presidente interino e o longo periodo de transição proposto sem quaisquer fundamentos objectivos;
4- Apelar a comunidade internacional a adoptar medidas adequadas e consistentes para a resolução definitiva dos problemas nacionais que passa essencialmente, pelas reformas no sector da defesa e segurança e irreconhecimento de qualquer poder politico resultante de sublevação militar;
5- Responsabilizar o Comando Militar e Estado Maior General das Forças Armadas pela crise social instalada no país que se traduz no aumento galopante dos preços de produtos da primeira necessidade, o não pagamento de salários aos funcionários públicos e a degradação das condições de vida dos cidadãos como consequencias directa do golpe de estado.
Feito em Bissau, aos 05 dias do mês de Maio 2012
A Direcção Nacional
sexta-feira, 4 de maio de 2012
PAIGC~GOVERNO ~ "CEDEAO, em vez de resolver, complica"
O Governo eleito da Guiné-Bissau está "em total discordância" com as decisões tomadas, na quinta-feira, pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e considera que "em vez de resolver a crise no país, antes a complica". O anúncio foi feito hoje, sexta feira, em conferência de imprensa, na embaixada da Guiné-Bissau em Lisboa, por Mamadu Djaló Pires, ministro dos Negócios Estrangeiros do governo deposto pelo golpe de estado militar de 12 de abril último. "As Autoridades Legítimas da República da Guiné-Bissau estimam que o mecanismo adotado pela CEDEAO (...) ao pretender afastar o Presidente da República interino e o primeiro-ministro eleitos (...) não observou o princípio do retorno à ordem constitucional exigido pela comunidade internacional e pelos principais actores políticos e civis guineenses", disse Djaló Pires. AAS
Assistiram à reunião de Dakar:
Presidentes:
Da Côte d’Ivoire, Alassane Ouattara (presidente em exercício da CEDEAO),
Do Senegal, Macky Sall,
Do Burkina Faso, Blaise Compaoré,
Do Ghana, John Atta Mills,
Do Togo, Faure Gnassigbé,
Da Libéria, Hellen Jorhson-Shirleaf,
Da Gâmbia, Yaya Jammeh,
Da Nigéria, Goodluck Jonathan,
Do Níger Mamadou Issoufou.
O primeiro-ministro de Cabo Verde, José Maria Neves,
O Presidente interino e o primeiro-ministro de transição do Mali, respetivamente
Dioncounda Traoré e Cheikh Modibo Diarra.
O representante das Nações Unidas na África Ocidental, Said Djinnit,
O presidente da Comissão da CEDEAO, Kadré Désiré Ouédraogo,
O presidente da Comissão da União Económica e Monetaria Oeste-Africana (UEMOA), Cheikh Hadjibou Soumaré.
Os embaixadores de Portugal, dos Estados Unidos, de França, da Argélia, da Bélgica, do Canadá, entre outros. Todos assistiram à reunião.
AAS
PAIGC nao participara em nenhuma negociaçao
O presidente da bancada parlamentar do PAIGC (no poder na Guiné-Bissau até ao golpe de Estado) garantiu esta sexta feira que o partido não participará em nenhuma solução que nao passe pela reposição da situação de antes de 12 de abril. Rui Sousa comentava assim hoje aos jornalistas a decisão da cimeira da CEDEAO (Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental), que quinta-feira preconizou uma solução para a crise na Guiné-Bissau encontrada dentro da Assembleia Nacional Popular. O PAIGC (Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde) tem a maioria no parlamento, com 67 deputados eleitos. AAS
PROFESSORES PORTUGUESES DO PASEG REGRESSAM ESTA MADRUGADA A LISBOA E NAO DEVEM VOLTAR A BISSAU
O Governo portugues decidiu~se pelo regresso dos 15 professores, num total de trinta, que leccionavam na Guine Bissau no ambito do PASEG Programa de Apoio ao Sistema Educativo da Guine Bissau. Esta decisao do Governo de Pedro Passos Coelho tem, segundo explicou uma fonte, que ver com a indefiniçao do futuro politico do pais, que esta sem Governo desde o dia 12 de março, em consequencia de um golpe de Estado militar, que depos o presidente da republica interino, Raimundo Pereira e o primeiro ministro Carlos Gomes Jr.
Sera mais barato ter ss professores de volta a casa, revelou a nossa fonte. Menos despesa com habitaçao, combustiveis e salarios, que, no caso de expatriados, seria muito elevado. Mas ditadura do consenso sabe que foi por causa da posiçao de Bruxelas, que hoje revelou o nome de seis oficiais, superiores e generais, das forças armadas guineenses. Portanto, mais um dano colateral para a Guine Bissau, e onde mais precisavamos, no ensino. AAS
CEDEAO: OS VERDADEIROS GOLPISTAS!
As NAÇOES UNDIAS devem ser INTRANSIGENTES perante esta monstruosidade e TRAIÇAO da CEDEAO ao Povo da Guine-Bissau.
ESTES BANDIDOS...

... DECIDIRAM ESTA VERGONHA DE DOCUMENTO:


CEDEAO/SENEGAL: Depois da queda, o coice...
Está a decorrer, neste momento, nas instalações da força de interposição, uma reunião onde o Senegal manifestou a intenção de acrescentar a este contingente uma companhia de engenharia militar. Na verdade, e de acordo com uma fonte do ditadura do consenso na capital senegalesa, esta é "uma sociedade de engenharia de infraestruturas de amigos do presidente senagalês, Macky Sall, sob capote militar", que poderá passar "pelo açambarcamento e sobrefacturar as obras" que eventualmente serão pagas pela UEMOA.
Faz todo o sentido, pois a União Europeia (UE) cancelou todos os apoios à Guiné-Bissau. Contactado pelo ditadura do consenso, um funcionário da UE sustentou, dizendo que a União Europeia, ontem, ficou bastante preocupada com a decisão da CEDEAO, "que não esperava", até por causa de alguns contactos bilaterais feitos antes e durante a mini cimeira de Dakar. "Neste sentido, a UE aconselha a CEDEAO a ir procurar financiamentos junto de outros parceiros da Guiné-Bissau que não os europeus".
Aguarda-se, para hoje, reacções sobre a decisão da CEDEAO. O PAIGC está reunido, a CPLP pronunciar-se-á amanhã, e as Nações Unidas na próxma segunda-feira. AAS
UE Já chamou nomes...
São seis, os individuos alvo das sanções da União Europeia. A começar pelo CEMGFA General António Indjai, e ainda outros generais: Mamadu Ture "N'Krumah", Augusto Mário Có, Estêvão na Mena, Ibraima Papa Camará e o tenente-coronel Daba Na Walna. No que diz respeito aos cinco, a UE limitou-se a assinalar que "pertencem ao 'Comando Militar' que assumiu a responsabilidade pelo golpe de Estado de 12 de março último. No que toca ao CEMGFA, António Indjai, a UE diz que este já esteve pessoalmente envolvido no planeamento e liderança da insubordinação militar de abril de 2010, tendo agido de forma a pressionar o Governo a nomeá-lo para a liderança das Forças Armadas. AAS
quinta-feira, 3 de maio de 2012
Governo cabo-verdiano preferia medidas mais radicais da Comunidade da África Ocidental
O primeiro-ministro de Cabo Verde preferia ver medidas mais radicais na cimeira da CEDEAO sobre a Guiné-Bissau, que teve lugar 5a feira em Dakar, e disse que o processo é complexo e ainda não terminou. "Teríamos de tomar medidas radicais, primeiro para garantir a reconstituição do Estado do Direito democrático, a reconstituição das instituições e a constituição de umas forças armadas republicanas. Aí exigiria medidas muito mais radicais", afirmou José Maria Neves no final da mini cimeira em Dacar da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), dedicada à situação na Guiné-Bissau e no Mali.
"Temos agora de analisar a situação concreta atual e ver que passos terão de ser dados para abrirmos caminhos para a aceitação das decisões das instâncias internacionais e evitarmos um confronto militar e perdas de vidas na Guiné-Bissau. Há ainda decisões que terão de ser avaliadas por outras instituições. Sábado na CPLP, segunda-feira na ONU", declarou o primeiro-ministro de Cabo Verde. AAS
Opinião: CEDEAO legitima golpe de Estado na Guiné-Bissau
...e agora, valha-nos as Nações Unidas. O Senegal, um país que é também nosso vizinho, e que não pode nem quer o nosso bem tomou a dianteira para organizar uma mini-cimeira que se tornou num presente envenenado para Guine Bissau. A frase, que pertence ao seu recém eleito presidente, Macky Sall, sobre "a CEDEAO não ser uma força de ocupação", e, outra ainda, sobre o reforço da presença militar senegalesa, na Guiné-Bissau, foi o murro no estômago que eu, mais do que prever, temia. Ou seja, podemos tornar-nos numa...província senegalesa - qualquer coisa como Casamance ou outra qualquer.
Em Dakar, foi tudo ao contrário. A divergência de interesses e particularmente a intenção do Senegal em ter a Guiné-Bissau em permanente estado de instabilidade, criou dificuldades para se chegar a um consenso. Estranhamente, a Guiné-Conakry alinhou, tendo mesmo sugerido, encapotadamente, uma eventual "renúncia" tanto de Raimundo Pereira como de Carlos Gomes Jr, isto porque e a seu ver "o conflito não interessa à sub-região". Um golpe de Estado será a solução, portanto. Mas foi esta mesma CEDEAO que proclamou aos quatro ventos a "tolerância zero" perante situações de alteração da ordem constitucional por via da força...
Criou-se um impasse e muita tensão, e as partes acabaram por não chegar a um entendimento. As Nações Unidas e a CPLP estão com os cabelos em pé e não pretendem ficar com os braços cruzados perante o que consideram ser uma "monstruosidade que se está a preparar contra a Guiné-Bissau". A CPLP reagirá sábado, em Lisboa, mas, amanhã ainda, espera-se por uma declaração do ministro guineense dos Negócios Estrangeiros, Mamadu Saliu Djaló Pires. A ONU, por sua vez, reúne na próxima segunda-feira para se debruçar sobr o 'dossier' Guiné-Bissau.
Enquanto tudo isto se desenrola, o País continua praticamente paralisado. Não há energia eléctrica, a cidade tem apenas quatro ruas iumindadas, graças a painéis solares. Bissau corre o sério risco de ficar sem água potável, aproxima-se a época das chuvas e a cólera já deu sinal em Tomabli e Bolama. Recorde-se que quase todos os organismos internacionais expulsaram ou cancelaram ajudas à Guiné-Bissau, os funcionários públicos não receberam os seus salários, a administração pública está praticamente parada.
No que me diz respeito, como cidadão da Guiné-Bissau, como cidadão de um país que é membro da CEDEAO, não posso deixar de me sentir envergonhado, e, sobretudo, traído. Resta-me esperar e confiar que a CPLP, organização a que orgulhosamente pertenço, e a Organização das Nações Unidas, organismo transversal a essas duas entidades, possam, com sangue frio e com firmeza tomar uma posição intransigente em defesa das instituições da República, da Democracia e, sobretudo, do Povo da República da Guiné-Bissau. AAS
CEDEAO elabora lista que abarca políticos, militares e cidadãos que activamente participaram no golpe de Estado de 12 de março último
A Comunidade dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) começou a elaborar uma lista de cidadãos da Guiné-Bissau que serão sujeitos a sanções, depois de falhadas as conversações com os militares que tomaram o poder a 12 de Abril de 2012. A notícia é avançada hoje (quinta-feira) pela agência espanhola EFE, que cita uma fonte da organização de países africanos, que pediu para não ser identificada, segundo a qual as sanções incluem restrições de viagem e congelamento de bens e começarão a serão aplicadas "dentro de dias". "Incluirá membros do comando militar que esteve por trás do golpe de Estado de 12 de Abril de 2012, membros do grupo chamado "Fórum", bem como membros dos partidos políticos da oposição", assegurou.
A mesma fonte precisou que a "lista de afectados não será fechada, podendo sempre acrescentar-se o nome de qualquer um que dificulte os esforços para devolver a Guiné-Bissau à ordem constitucional". As sanções anunciadas consistem no congelamento de bens dos membros do comando militar e dos seus apoiantes nos países-membros da CEDEAO, das contas no Banco Central dos Estados da África Ocidental (BCEAO) e de toda a ajuda económica. Incluem ainda a proiição de viajar para os países da CEDEAO, o encerramento das fronteiras dos países-membros com a Guiné-Bissau e a proibição de o país participar em qualquer acontecimento desportivo ou cultural que se realize em qualquer Estado da organização.
As sanções foram aprovadas numa cimeira extraordinária que o bloco regional realizou a 26 de Abril em Abidjan, capital da Côte d'Ivoire, devendo agora, segundo a fonte citada pela EFE, a comissão da CEDEAO determinar quem serão os alvos dessas sanções. À cimeira seguiu-se no domingo passado uma reunião do grupo de contacto de sete países da CEDEAO para acompanhar a situação na Guiné-Bissau (Nigéria, que preside, Senegal, Benim, Gâmbia, Guiné-Conakry, Togo e Cabo Verde) com os militares golpistas, na qual se procurava um entendimento sobre o regresso à legalidade constitucional no país no prazo de doze meses. AAS
“Atitude desafiadora” do Comando militar nao ficara sem resposta, diz a CEDEAO

Os governantes da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), reunidos em Dacar, denunciaram a “atitude desafiadora” da junta militar que tomou o poder na Guiné-Bissau, e que recusou aceitar o regresso ao país, e ao cargo, do Presidente interino deposto Raimundo Pereira. Na segunda cimeira extraordinária em oito dias para discutir as crises da Guiné-Bissau e do Mali, os líderes da África Ocidental lamentaram que, depois da junta militar em Bissau ter aparentemente concordado com as suas condições para pôr fim à instabilidade no país, “a situação não esteja a evoluir de forma positiva”.
A 26 de Abril, a CEDEAO deu um prazo de 72 horas para a devolução do governo às autoridades civis, aprovando o envio de uma força de 600 militares para substituir um contingente angolano e supervisionar a transição do poder. Dias depois, perante a “ambiguidade” dos revoltosos, os países vizinhos avançaram com “penalizações diplomáticas, económicas e financeiras” contra a Guiné-Bissau. Esta terça-feira o comando militar em Bissau fez saber que aceitava “todas as exigências” da CEDEAO, nomeadamente a diminuição do prazo de dois anos para um máximo de 12 meses até à realização de eleições democráticas, mas rejeitava o regresso de Raimundo Pereira – detido no golpe e posteriormente libertado e exilado na Costa do Marfim – para cumprir funções de Presidente interino.
“Esta atitude provocatória vai obrigar-nos a tomar medidas suplementares para garantir que as nossas decisões são respeitadas e implementadas”, avisou o Presidente da Costa do Marfim, Alassane Ouattara. “A região não vai tolerar o desafio perpétuo dos militares guineenses, que ao arrepio de todas as regras constitucionais insistem em impor a sua vontade ao povo”, reforçou o secretário-geral da CEDEAO, Désiré Kadré Ouédraogo. Aumentando a pressão sobre os líderes da revolta guineense, Bruxelas anunciou a aprovação de um pacote de sanções contra seis responsáveis pelo golpe de Estado de 12 de Abril, e exigiu o “regresso imediato à ordem constitucional”.
Em comunicado, a União Europeia disse que medidas como o congelamento de bens e a proibição de entrada no território europeu serão implementadas “contra as seis pessoas que ameaçam a paz, segurança e instabilidade da Guiné-Bissau” e cujos nomes serão divulgados na próxima semana. Entretanto, o ministério da Defesa de Portugal confirmou a informação avançada pela radia Renascença de que uma terceira fragata foi reforçar a Força de Intervenção Rápida accionada para o eventual resgate e transporte de cidadãos nacionais da Guiné-Bissau. P[ublico
Escuridão total: Dano colateral...
A central elétrica de Bissau está quase sem gasóleo e as ruas e as casas da capital guineense ficaram às escuras, havendo o risco de faltar água nas torneiras "nos próximos dias", disse hoje, dia 3, à agência Lusa fonte da empresa. Segundo a fonte, a EAGB (Empresa de Eletricidade e Águas da Guiné-Bissau) está sem dinheiro para comprar gasóleo que alimenta os geradores que "praticamente têm estado parados desde há uma semana". Ainda nos primeiros dias do golpe de Estado militar, a 12 de abril, a empresa forneceu energia elétrica, mas esta semana Bissau tem estado às escuras. LUSA
A esperança (e a sogra) são as últimas a morrer...
"Caro Aly,
Na integra, estou lhe enviando a minha contribuição referente ao golpe de estado na Buiné-Bissau. Agradecia o favor que a publicasse.
Obrigado, mano.
Um abraço.
Em primeira instância, apraz-me felicitá-lo pelo brilhante trabalho que tem vindo a prestar na comunidade guineense na diáspora, mesmo sabendo que põe a sua vida em perigo. Sem delongas, aproveito o ensejo, para manifestar a minha solidariedade, perante o infortúnio que tem vindo a pairar na sua caminhada. Não merece, porque não faz parte “do eixo de mal”. É de conhecimento geral, que o mundo é movido por interesses, tanto de índole económica, política e social. Referente à situação melindrosa com que se debate a RGB é evidente o que está a criar óbice para dissuasão deste golpe de estado, prende-se com os interesses geopolítico e geoestratégico dos diferentes intervenientes, senão vejamos:
Por um lado, a CEDEAO não quer perder a sua influência na sub-região em detrimento de Angola, e por outro a Angola ambiciona ser a potência hegemónica em África. Para tal deve começar a exercer a sua influência nos países com problemas colossais a nível financeiro.
Para fazer face à posição assumida por Angola, em condenar o golpe de estado que assolou a RGB, exigindo a reposição da ordem constitucional, e como sendo o “bode expiatório” dessa sublevação excêntrica, para banir a presença de Angola, na RGB, a CEDEAO decidiu complicar a situação vigente no país e tentar resolvê-la à sua maneira. Após ter mantido o primeiro contacto com os golpistas, a CEDEAO emitiu um comunicado onde se podia ler que a Organização exigia a reposição imediata da ordem constitucional sem, no entanto, explicitar se esta passaria necessariamente, pela normalidade constitucional que vigorava antes do golpe.
No comunicado da CPLP lê-se claramente a sua posição em condenar com toda a veemência o golpe, instando retorno imediato aos seus respectivos lugares o Presidente Interino, Dr. Raimundo Pereira, teria que devolver o poder ao PAIGC e consequentemente a realização da segunda volta. Estas são as posições que diferenciam os objectivos subjacentes desses dois intervenientes separados pela língua e cultura, mas, ao mesmo tempo, unidos na busca de soluções para a estabilização de um país membro afecto as duas organizações.
Essa posição adoptada pela CEDEAO, no seu comunicado demonstra inequivocamente a sua pretensão em resolver a questão ao seu favor, passando assim em cima dos superiores interesses do povo da RGB. Para cautos, tudo leva a crer que, após o primeiro contacto que a Delegação da CEDEAO manteve com o dito Comando Militar, fizeram arranjos políticos, com vista a legitimar o golpe de estado. No entender da CEDEAO, para que o golpe seja consumado, o poder deve ser devolvido aos civis, sendo assim a Comunicação Internacional (CI) não condenará com toda a veemência o golpe de estado em curso, tendo como exemplo os sucessivos golpes de estado que o país já conheceu até à presente data. Assim que a delegação partiu, o dito Comando Militar e os seus cúmplices, tiveram a audácia de dissolver o parlamento e avançar com a criação de um Conselho Nacional de Transição (CNT), preterindo assim a lei magna do país, à Constituição da República, apoiado pelos políticos ávidos de poder e sem escrúpulos.
Os golpistas e os seus mandantes, não esperavam pela reacção imediata e firme da CI, em condenar com todas as forças, o golpe de estado decorrido na RGB, sobretudo a pressão por vários quadrantes e a reposição imediata e incondicional da legalidade constitucional. Como os guineenses, partem do princípio “ver para crer” tentam resistir, ainda que se sentissem encurralados, continuando a não entender a palavra “reposição”, insistindo em avançar com o nome de Serifo Nhmadjó, para ocupar o alugar que almejava, sem ter qualquer pudor em relação aos meios para o conquistar.
Numa das conferências de imprensa, o porta-voz do “Comando Militar”, Dahaba na Walna, afirmou que o Dr. Raimundo Pereira, não teria condições morais e materiais enquanto comandante-chefe das forças armadas, para comandar os militares que o prenderam.
Nesta acepção surgem as questões: Será que Serifo Nhmadjó teria condições morais e materiais para dirigir um povo que não o quer, e que o vê como pertencente do “eixo de mal”? Teria ele a coragem de dirigir à nação guineense uma mensagem de paz, depois da violência levada a cabo e comissionada a militares? Nhamadjó tinha afirmado que ninguém lhe tinha endereçado o convite para ocupar o cargo do Presidente da Transição, neste sentido, o tão almejado convite acabou por chegar ao destino inculcado. O mais repugnante é que alguns partidos políticos sem qualquer tipo de estrutura fidedigna, aproveitam a confusão instalada no país, para assumirem o protagonismo, tendo como objectivo o de serem nomeados para altos cargos, de que não são dignos.
Ainda há uma esperança que durante a reunião que irá decorrer no Senegal, que o Senhor Omnipotente ilumine a cabeça dessas pessoas do mal, para sairmos desse impasse que já está a ganhar repercussões inimagináveis.
Bem-haja.
Um abraço.
Ismael S. S."
Na integra, estou lhe enviando a minha contribuição referente ao golpe de estado na Buiné-Bissau. Agradecia o favor que a publicasse.
Obrigado, mano.
Um abraço.
Em primeira instância, apraz-me felicitá-lo pelo brilhante trabalho que tem vindo a prestar na comunidade guineense na diáspora, mesmo sabendo que põe a sua vida em perigo. Sem delongas, aproveito o ensejo, para manifestar a minha solidariedade, perante o infortúnio que tem vindo a pairar na sua caminhada. Não merece, porque não faz parte “do eixo de mal”. É de conhecimento geral, que o mundo é movido por interesses, tanto de índole económica, política e social. Referente à situação melindrosa com que se debate a RGB é evidente o que está a criar óbice para dissuasão deste golpe de estado, prende-se com os interesses geopolítico e geoestratégico dos diferentes intervenientes, senão vejamos:
Por um lado, a CEDEAO não quer perder a sua influência na sub-região em detrimento de Angola, e por outro a Angola ambiciona ser a potência hegemónica em África. Para tal deve começar a exercer a sua influência nos países com problemas colossais a nível financeiro.
Para fazer face à posição assumida por Angola, em condenar o golpe de estado que assolou a RGB, exigindo a reposição da ordem constitucional, e como sendo o “bode expiatório” dessa sublevação excêntrica, para banir a presença de Angola, na RGB, a CEDEAO decidiu complicar a situação vigente no país e tentar resolvê-la à sua maneira. Após ter mantido o primeiro contacto com os golpistas, a CEDEAO emitiu um comunicado onde se podia ler que a Organização exigia a reposição imediata da ordem constitucional sem, no entanto, explicitar se esta passaria necessariamente, pela normalidade constitucional que vigorava antes do golpe.
No comunicado da CPLP lê-se claramente a sua posição em condenar com toda a veemência o golpe, instando retorno imediato aos seus respectivos lugares o Presidente Interino, Dr. Raimundo Pereira, teria que devolver o poder ao PAIGC e consequentemente a realização da segunda volta. Estas são as posições que diferenciam os objectivos subjacentes desses dois intervenientes separados pela língua e cultura, mas, ao mesmo tempo, unidos na busca de soluções para a estabilização de um país membro afecto as duas organizações.
Essa posição adoptada pela CEDEAO, no seu comunicado demonstra inequivocamente a sua pretensão em resolver a questão ao seu favor, passando assim em cima dos superiores interesses do povo da RGB. Para cautos, tudo leva a crer que, após o primeiro contacto que a Delegação da CEDEAO manteve com o dito Comando Militar, fizeram arranjos políticos, com vista a legitimar o golpe de estado. No entender da CEDEAO, para que o golpe seja consumado, o poder deve ser devolvido aos civis, sendo assim a Comunicação Internacional (CI) não condenará com toda a veemência o golpe de estado em curso, tendo como exemplo os sucessivos golpes de estado que o país já conheceu até à presente data. Assim que a delegação partiu, o dito Comando Militar e os seus cúmplices, tiveram a audácia de dissolver o parlamento e avançar com a criação de um Conselho Nacional de Transição (CNT), preterindo assim a lei magna do país, à Constituição da República, apoiado pelos políticos ávidos de poder e sem escrúpulos.
Os golpistas e os seus mandantes, não esperavam pela reacção imediata e firme da CI, em condenar com todas as forças, o golpe de estado decorrido na RGB, sobretudo a pressão por vários quadrantes e a reposição imediata e incondicional da legalidade constitucional. Como os guineenses, partem do princípio “ver para crer” tentam resistir, ainda que se sentissem encurralados, continuando a não entender a palavra “reposição”, insistindo em avançar com o nome de Serifo Nhmadjó, para ocupar o alugar que almejava, sem ter qualquer pudor em relação aos meios para o conquistar.
Numa das conferências de imprensa, o porta-voz do “Comando Militar”, Dahaba na Walna, afirmou que o Dr. Raimundo Pereira, não teria condições morais e materiais enquanto comandante-chefe das forças armadas, para comandar os militares que o prenderam.
Nesta acepção surgem as questões: Será que Serifo Nhmadjó teria condições morais e materiais para dirigir um povo que não o quer, e que o vê como pertencente do “eixo de mal”? Teria ele a coragem de dirigir à nação guineense uma mensagem de paz, depois da violência levada a cabo e comissionada a militares? Nhamadjó tinha afirmado que ninguém lhe tinha endereçado o convite para ocupar o cargo do Presidente da Transição, neste sentido, o tão almejado convite acabou por chegar ao destino inculcado. O mais repugnante é que alguns partidos políticos sem qualquer tipo de estrutura fidedigna, aproveitam a confusão instalada no país, para assumirem o protagonismo, tendo como objectivo o de serem nomeados para altos cargos, de que não são dignos.
Ainda há uma esperança que durante a reunião que irá decorrer no Senegal, que o Senhor Omnipotente ilumine a cabeça dessas pessoas do mal, para sairmos desse impasse que já está a ganhar repercussões inimagináveis.
Bem-haja.
Um abraço.
Ismael S. S."
'É o que sentimos'
"Olá irmão Aly,
Gostaria que publicasses isto no teu Blog, pois é o que sentimos!
Muitos parabéns pelo Dia Mundial da Liberdade da Imprensa!
Nunca soube antes que poderia gostar de uma pessoa até esse ponto.
Gosto muito de ti em todo o sentido da vida. Um homem tão corajoso e ao mesmo tempo cheio de humor.
Nunca te vi "live", porque vivo no estrangeiro, mas adoro-te e ADMIRO-TE!
Quando foste preso, pus-me de joelhos no chão, chorei, gritei, apertei as minhas mãos uma contra a outra, perdi completamente o juízo, fiquei tão desesperada com tanta DÔR e MEDO e com muita pena de ti, da tua família, de mim mesma e de todos aqueles que contam contigo. Fiquei sentada toda a noite ao computador com um medo que não sou capaz de descrever. Estava com medo de ler as notícias ao teu respeito, porque notícias negativas já não aguentaria .......mas também, ao mesmo tempo não podia deixar de as ler.
Poucas vezes fiquei assim tão confusa na minha vida. Eu disse-me a mim "não podes ficar sem fazer nada! Faça alguma coisa, mesmo que fosse o mínimo. Para de chorar e pensa bem." Então fui tentando e enfim.....................
Quando vi que foste libertado embora com pancadas recebidas. Chorei de alegria e de tristeza. Fui de novo de joelhos, agradecendo ao meu Senhor. E estava a imaginar quanta dôr devias ter pela injustiça feita a ti e ao teu povo.
O mais raro de tudo é o trauma psicológico que passei: continuei depois a chorar, não pude parar até não sei quando... Agora estou outra vez a reviver esse momento, chorando. Fiquei tão traumatizada que o medo de ti perder de um momento para o outro não consegue passar até hoje.
És um único homem entre milhões. Saiba que o mundo fala muito de ti. Os louvores que recebes no teu Blog é uma gota de água no oceano, mas sem essa gota o oceano seria menor, porque é muito bom um Homem saber que não está sozinho naquilo que faz.
Todos nós que amamos a nossa pátria, estamos contigo!!!
Por favor peço-te pelo amor que tens por nós para que saisses na hora. Não fica lá até começar a guerra, porque o risco que corres é provavelmente maior do que qualquer outro cidadão em Bissau. Queremos, depois de passar toda essa turbulência que haja alguém que nos conte essa história e não há nenhuma pessoa melhor que ti para fazer isso.
Boa sorte e obrigado pelo que fazes por todos nós, irmão. Que Deus te abençõe e te guarde!
Tenho mais coisas para dizer.mas não consigo neste momento.
Um forte abraço da tua querida irmã
Mary"
Gostaria que publicasses isto no teu Blog, pois é o que sentimos!
Muitos parabéns pelo Dia Mundial da Liberdade da Imprensa!
Nunca soube antes que poderia gostar de uma pessoa até esse ponto.
Gosto muito de ti em todo o sentido da vida. Um homem tão corajoso e ao mesmo tempo cheio de humor.
Nunca te vi "live", porque vivo no estrangeiro, mas adoro-te e ADMIRO-TE!
Quando foste preso, pus-me de joelhos no chão, chorei, gritei, apertei as minhas mãos uma contra a outra, perdi completamente o juízo, fiquei tão desesperada com tanta DÔR e MEDO e com muita pena de ti, da tua família, de mim mesma e de todos aqueles que contam contigo. Fiquei sentada toda a noite ao computador com um medo que não sou capaz de descrever. Estava com medo de ler as notícias ao teu respeito, porque notícias negativas já não aguentaria .......mas também, ao mesmo tempo não podia deixar de as ler.
Poucas vezes fiquei assim tão confusa na minha vida. Eu disse-me a mim "não podes ficar sem fazer nada! Faça alguma coisa, mesmo que fosse o mínimo. Para de chorar e pensa bem." Então fui tentando e enfim.....................
Quando vi que foste libertado embora com pancadas recebidas. Chorei de alegria e de tristeza. Fui de novo de joelhos, agradecendo ao meu Senhor. E estava a imaginar quanta dôr devias ter pela injustiça feita a ti e ao teu povo.
O mais raro de tudo é o trauma psicológico que passei: continuei depois a chorar, não pude parar até não sei quando... Agora estou outra vez a reviver esse momento, chorando. Fiquei tão traumatizada que o medo de ti perder de um momento para o outro não consegue passar até hoje.
És um único homem entre milhões. Saiba que o mundo fala muito de ti. Os louvores que recebes no teu Blog é uma gota de água no oceano, mas sem essa gota o oceano seria menor, porque é muito bom um Homem saber que não está sozinho naquilo que faz.
Todos nós que amamos a nossa pátria, estamos contigo!!!
Por favor peço-te pelo amor que tens por nós para que saisses na hora. Não fica lá até começar a guerra, porque o risco que corres é provavelmente maior do que qualquer outro cidadão em Bissau. Queremos, depois de passar toda essa turbulência que haja alguém que nos conte essa história e não há nenhuma pessoa melhor que ti para fazer isso.
Boa sorte e obrigado pelo que fazes por todos nós, irmão. Que Deus te abençõe e te guarde!
Tenho mais coisas para dizer.mas não consigo neste momento.
Um forte abraço da tua querida irmã
Mary"
GOLPISTAS - São seis e os nomes serão conhecidos amanhã...
A União Europeia aprovou hoje, dia 3, sanções contra os líderes civis e militares do golpe de Estado na Guiné-Bissau de 12 de abril passado, considerados "responsáveis de ameaçarem a paz, segurança e estabilidade" do país. As medidas restritivas dizem respeito a interdição de entrar em território europeu e congelamento dos seus bens, dirigem-se a seis pessoas, cuja identidade só será conhecida na sexta-feira, amanhã, quando a decisão, hoje adoptada por procedimento escrito, for publicada no diário oficial da União Europeia.
Mas... 6 apenas...que forretas que são, pa!!! AAS
Ainda sobre a liberdade, de imprensa, claro
Caro Aly
Hoje é um dia especial para ti. A liberdade de imprensa é uma conquista civil, histórica, para a humanidade. Para muitos que vivem em democracias, como a Guiné-Bissau, parece que a mídia sempre teve o direito de investigar e denunciar qualquer caso de interesse público.
Porém, por trás deste direito muitos tiveram que lutar e morrer para, enfim, desfrutarmos de espaço para expressarmos as ideias sem cortes nem censura.
Nesta quinta-feira (3), é celebrado o dia internacional da liberdade de imprensa, por isso é importante lembrar que muitos países no mundo ainda vivem sob governos autoritários, onde o livre-arbítrio não existe e o cidadão não dispõe de meios independentes para se expressar, ler, ver e ouvir.
Abraço,
Lucas A.
Mais uma Fragata a caminho
A operação para um hipotetico resgate dos portugueses residentes na Guiné-Bissau poderá ocorrer a qualquer momento. Segundo a Rádio Renascença, são três os meios navais que integram ja a Força de Reacção Rápida. Ontem, partiu a terceira fragata, a Bartolomeu Dias. AAS
Muito obrigado
"Gostaria que publicasses isto no teu blog, pois é de facto o que eu e muitos outros sentimos!
Grande Aly ou melhor, Aly "THE GREAT"
Para mim, como jovem que sou e, tenho a certeza para muitos outros, és sim o verdadeiro exemplo de HOMEM de que este nosso País, DEFINITIVAMENTE necessita; Um homem ciente do que diz , do que faz, porque o faz e para quem o faz. Meu amigo, não há Guineense que duvide de que, o que tu fazes é por seres um verdadeiro Guineense, um verdadeiro Patriota que dará sempre tudo para que o seu País tenha de facto Homens de que necessita e sempre necessitou.
O dia chegará e, o importante será nunca perderes em mente o quão importante foi, é e será sempre o teu papel no sorriso que este povo um dia terá( não sabemos quando, já que estamos em "red line" como tu próprio demonstarste em cima). Fazes e fazemos todos parte dos que querem na verdade, ver esse ponteiro que tens acima no sentido totalmente oposto. Chegaremos a esse outro extremo pois a Guiné Bissau e o seu Povo merecem mais e melhor!!
Boa sorte e obrigado pelo que fazes por todos nós, Aly, THE GREAT!!
R. M."
Grande Aly ou melhor, Aly "THE GREAT"
Para mim, como jovem que sou e, tenho a certeza para muitos outros, és sim o verdadeiro exemplo de HOMEM de que este nosso País, DEFINITIVAMENTE necessita; Um homem ciente do que diz , do que faz, porque o faz e para quem o faz. Meu amigo, não há Guineense que duvide de que, o que tu fazes é por seres um verdadeiro Guineense, um verdadeiro Patriota que dará sempre tudo para que o seu País tenha de facto Homens de que necessita e sempre necessitou.
O dia chegará e, o importante será nunca perderes em mente o quão importante foi, é e será sempre o teu papel no sorriso que este povo um dia terá( não sabemos quando, já que estamos em "red line" como tu próprio demonstarste em cima). Fazes e fazemos todos parte dos que querem na verdade, ver esse ponteiro que tens acima no sentido totalmente oposto. Chegaremos a esse outro extremo pois a Guiné Bissau e o seu Povo merecem mais e melhor!!
Boa sorte e obrigado pelo que fazes por todos nós, Aly, THE GREAT!!
R. M."
Hoje é dia mundial da Liberdade de Imprensa
"Bom dia Aly,
Hoje é um dia especial para pessoas como tu, um incansável informador e formador e que teve a sua liberdade cerceada por somente querer fazer das coisas que mais amas na vida - comunicação.
Que Deus te abençoe e possas celebrar por muitos e longos anos (em liberdade, claro) e a fazer comunicação, esta tão importante data - Dia Internacional da Liberdade de Imprensa.
Um abraço e DIGNIDADE sempre.
M. C."
________
"Caro Aly Silva
Neste Dia Mundial da Liberdade da Imprensa permita-me louvar o seu notável trabalho que realiza em Bissau na Guiné-Bissau sob este lema todos os dias do ano. Recordo-lhe que é uma voz não só para a diáspora guineense, mas também para o interior da GB (leia-se: todo o território fora de Bissau), onde não existem nem chegam jornais, onde o acesso a televisão é incipiente e onde as rádios comunitárias locais têm grandes dificuldades de acesso a fontes de informação actualizada e em cima do acontecimento – como muitas vezes o seu blog realiza. Apesar de o acesso a Internet no interior da GB ser ainda bastante contingente, basta um ponto apenas de acesso, para as notícias se espalharem rapidamente de um modo tradicional: boca a boca...
Neste dia e na actual conjuntura politico-militar delicada, creio fazer eco de muitos guineenses e amigos da GB que apelam para que possa continuar a realizar o seu trabalho de jornalista e cidadão guineense com a coragem e liberdade com que sempre nos brindou. Bem-haja...
António Alberto Alves, membro fundador da Bankada Andorinha (Canchungo, Região de Cacheu, Guiné-Bissau)"
Hoje é um dia especial para pessoas como tu, um incansável informador e formador e que teve a sua liberdade cerceada por somente querer fazer das coisas que mais amas na vida - comunicação.
Que Deus te abençoe e possas celebrar por muitos e longos anos (em liberdade, claro) e a fazer comunicação, esta tão importante data - Dia Internacional da Liberdade de Imprensa.
Um abraço e DIGNIDADE sempre.
M. C."
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"Caro Aly Silva
Neste Dia Mundial da Liberdade da Imprensa permita-me louvar o seu notável trabalho que realiza em Bissau na Guiné-Bissau sob este lema todos os dias do ano. Recordo-lhe que é uma voz não só para a diáspora guineense, mas também para o interior da GB (leia-se: todo o território fora de Bissau), onde não existem nem chegam jornais, onde o acesso a televisão é incipiente e onde as rádios comunitárias locais têm grandes dificuldades de acesso a fontes de informação actualizada e em cima do acontecimento – como muitas vezes o seu blog realiza. Apesar de o acesso a Internet no interior da GB ser ainda bastante contingente, basta um ponto apenas de acesso, para as notícias se espalharem rapidamente de um modo tradicional: boca a boca...
Neste dia e na actual conjuntura politico-militar delicada, creio fazer eco de muitos guineenses e amigos da GB que apelam para que possa continuar a realizar o seu trabalho de jornalista e cidadão guineense com a coragem e liberdade com que sempre nos brindou. Bem-haja...
António Alberto Alves, membro fundador da Bankada Andorinha (Canchungo, Região de Cacheu, Guiné-Bissau)"
Presença da ONU em Dakar é uma espécie de 'aviso à CEDEAO'
Notícias que me chegaram de Dakar através de uma fonte bem colocada, temem que a CEDEAO entre em negociatas por influência do Burkina Faso e do Senegal, querendo posicionar-se a nível mais elevado para dar cobertura a outras forças de contenção. A presença das Nações Unidas na mini-cimeira de Dakar é, assim, um sério aviso à CEDEAO... AAS
Relatório do Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-Moon - Excertos
"In order to achieve the priority objectives of restoring constitutional order in Guinea-Bissau and implementing critical reforms in the defence, security and justice sectors, Guinea-Bissau’s international partners have considered a number of options.
28. The first option involves mediation among national stakeholders aimed at facilitating a peaceful and negotiated settlement of the crisis. As mentioned earlier,
ECOWAS has already taken several important steps to commence this mediation process, including the appointment of the President of Guinea, Alpha Condé as Mediator for Guinea-Bissau. In addition, as mentioned in paragraph 24 above, at their Summit on 26 April, ECOWAS Heads of State and Government also called on all stakeholders to submit to ECOWAS mediation efforts with a view to agreeing on the modalities for a consensual transition through the holding of elections within 12 months.
29. The second option being considered is the imposition of targeted sanctions on the perpetrators and supporters of the military coup. ECOWAS, the African Union and CPLP have already announced their intention to impose targeted sanctions on the coup leaders and their political and military supporters, including travel bans, the freezing of assets and other measures, while the European Union is considering similar actions. The Security Council may also wish to consider this option.
30. A third option is the possible deployment of training and protection units, as envisaged under the ECOWAS/CPLP road map, to assist with the implementation of the security sector reform programme and contribute towards the protection of State institutions. In this regard, I have taken note of the decision taken by the ECOWAS
Heads of State and Government, at their extraordinary summit on Guinea-Bissau on 26 April, to deploy a standby force to Guinea-Bissau to, inter alia, facilitate the withdrawal of MISSANG, assist in securing the transitional process, and undertake preparatory work for the immediate implementation of the security sector reform road map. I have also noted the agreement of the military junta to the deployment of such a force.
31. A final option that has been requested by the Prime Minister, Carlos Gomes Júnior, in his letter to me of 9 April and, reiterated by the Minister for Foreign Affairs and International Cooperation of Guinea-Bissau, Mamadú Saliu Djaló Pires, in his statement to the Security Council on 19 April, is the deployment of a peacekeeping or stabilization force. This option was also considered by the CPLP Council of Ministers at its extraordinary meeting on 14 April on the situation in Guinea-Bissau. Such a force could
(a) maintain peace and security;
(b) ensure constitutional order;
(c) protect national institutions, legitimate authorities and the population;
(d) ensure the completion of the electoral process; and
(e) assist in implementing security sector reform. This option would need to be thoroughly assessed and carefully considered in the event that all previously considered options do not succeed in achieving the objective of returning the country to constitutional rule."
S.O.S Hospital de Ingoré
"O HOSPITAL DO POVO DE INGORÉ APELA A SOLIDARIEDADE D@S GUINEENSES DE BOA VONTADE PARA APOIAREM NO REFORÇO DO SEU STOCK DE GÉNEROS ALIMENTÍCIOS PARA CONFECÇÃO DAS REFEIÇÕES DOS DOENTES.
QUEIRAM POR FAVOR CONTACTAR O DIRECTOR DO HOSPITAL DR. ARMINDO (6677728/5577728) OU A IRMÃ ROMANA DA MISSÃO CATÓLICA MARIA DE MATIAS (IRMÃS ADORADORAS DO SANGUE DE CRISTO).
APELAMOS AOS NOSS@S AMIG@S DE BOA VONTADE Ady M. Teixeira, Liliana Casimiro, Albano Barai, António Aly Silva. Partilhem e divulguem este apelo....OBRIGADO
Por: Hospital Nacional Simão Mendes"
QUEIRAM POR FAVOR CONTACTAR O DIRECTOR DO HOSPITAL DR. ARMINDO (6677728/5577728) OU A IRMÃ ROMANA DA MISSÃO CATÓLICA MARIA DE MATIAS (IRMÃS ADORADORAS DO SANGUE DE CRISTO).
APELAMOS AOS NOSS@S AMIG@S DE BOA VONTADE Ady M. Teixeira, Liliana Casimiro, Albano Barai, António Aly Silva. Partilhem e divulguem este apelo....OBRIGADO
Por: Hospital Nacional Simão Mendes"
quarta-feira, 2 de maio de 2012
Raimundo Pereira e Carlos Gomes Jr., cada vez mais perto de Bissau
O Presidente da República, Raimundo Pereira e o Primeiro-Ministro, Carlos Gomes Jr., chegaram hoje a Dakar por volta das 13 horas - sob auspícios das Nações Unidas - que, assim, retiraram o protagonismo exacerbado que a CEDEAO vinha demonstrando. A reunião na capital senegalesa, segundo uma fonte do DC, é vista com desconfiança por alguma ala do PAIGC, que teme uma rasteira por parte do Senegal "que não quer que se concretize o projecto do porto de águas profundas, em Buba", cuja construção está assegurada por empresas angolanas. "Não é de hoje, essa posição senegalesa", ressalta a nossa fonte. Sabem que um porto desses, nessa localização, "destronaria qualquer concorrência".
Em Dakar, o representante do Secretário-Geral da ONU em Bissau, Joseph Mutaboba, fez uma declaração há pouco. Garantiu mesmo que "não haverá outra solução que não aquela que passe pelo respeito e reposição da ordem constitucional", que o Comando Militar assinou por baixo. O Presidente interino e o primeiro-ministro guineenses estão em Dakar para participar na cimeira do Grupo de Contacto sobre a Guiné-Bissau, que se reúne quinta-feira na capital senegalesa.
Ainda segundo a nossa fonte, esta espécie de mini cimeira é um caminho para os grandes do continente se posicionarem. "A Nigéria olha com desconfiança para o mais recente colosso africano - Angola, que não estará presente, e a Gâmbia e o Senegal são isso mesmo - arqui-inimigos. Cabo-Verde, obviamente estará do lado da posição de Angola. Quanto ao Benim e Togo, "estão lá para bater palmas, não representam sequer a sub-região mas são dois Estados e isso é que conta. A Guiné-Conacry, ainda segundo a nossa fonte, "tem óptimas relaçoes com Angola, e está tudo dito".
À agência LUSA, uma fonte sublinhou que Raimundo Pereira e Carlos Gomes Júnior - detidos a 12 de abril na sequência de um golpe de Estado na Guiné-Bissau e libertados na passada sexta-feira, dia em que seguiram para Abidjan - seguiram diretamente da capital da Costa do Marfim para Dacar, sem precisar a data. Ditadura do Consenso sabe entretanto que os dois chegaram por volta das 13 horas num voo particular. A cimeira do Grupo de Contacto, que analisará as situações político-militares que a Guiné-Bissau e o Níger enfrentam, e que vai reunir seis chefes de Estado (Nigéria, que preside, Senegal, Benim, Gâmbia, Guiné-Conacri e Togo) e de um primeiro-ministro (Cabo Verde) dos sete países que o integram. AAS com Lusa
A vida africana consome em emoçoes
Estava no Facebook, quando uma pessoa por quem tenho enorme respeito, apesar de muitas vezes discordar do que escreve, publicou um artigo sobre a sua prisão, no passado dia 13 de março. Despertou-me a atenção, porque seres humanos rebeldes e corajosos são sempre fascinantes. E nos seus olhos existia a centelha que vi nos olhos de uma menina (é já uma mulher e mamã, enfim...) que conheci em Moçambique. A mesma cor, a mesma coragem, a mesma força de Vida e a mesma sombra. Aquela sombra…
A menina de que lhe falo, chega a Xai-Xai (Moçambique), com os seus 23 anos, uma cadela e a força do seu olhar. O seu objectivo: marcar a diferença na vida das crianças da Praia de Xai-Xai. E sozinha construiu essa diferença.
Imagino que, neste momento, esteja muito cansado. Imagino apenas, porque sei o quanto a vida africana nos consome em emoções, mas não sei o que é viver essa luta que está viver. E é aí que cada um de nós estará sempre sozinho. Só o António Aly saberá qual é o motor da sua existência, quais são os seus objectivos, qual a sua missão e os seus limites.
Apenas lhe vou dizer algo e perdoe-me se considerar uma intromissão: o António é dono do seu destino, mais ninguém. Neste momento, é muito conhecido. Nestes casos, lembro-me sempre do livro o Perfume. As multidões (existe sempre uma parte de nós que deseja, ainda que inconscientemente, atrai-las) podem acabar por nos devorar. Seja leal a si próprio nas suas decisões, apenas isso.
As únicas pessoas a que deve algo são aquelas que ama e que o amam e que generosamente aceitam estar consigo, apesar de terem o coração sempre em sobressalto. E essas estarão sempre consigo, seja quais forem as suas decisões. Anteriormente enviei-lhe uma mensagem, desejo sinceramente que não o tenha ofendido. Não sabia quem era. Apenas a sua história me comoveu. Não sabia que não precisava dessa ajuda.
Vivemos tempos esquisitos, cada ser humano com a sua luta. A coragem de uns serve de força para outros. As histórias de uns servem de motor para outros. E no fundo, o que fica é que todos somos humanos, demasiado humanos e às vezes, maravilhosamente humanos.
Paz para o povo da Guiné. Que o António Aly Silva continue a contribuir para a construção dessa Paz e que a encontre em si.
Julia R.
Reconhecido
Boa tarde,
Independentemente da decisão que será sempre sua, de acabar agora ou não com o seu Blog, sou da opinião que os seus filhos certamente que irão ter “BEM ESTAR” quando souberem ou reconhecerem que o seu pai “blogou” em tempos difíceis e de grande incerteza pugnando pela liberdade de pensamento e de imprensa.
Pela minha parte que ao seu blog fui parar, por curiosidade e mero acaso, quando buscava melhores informações sobre o que se estaria a passar na Guiné Bissau o meu obrigado e reconhecimento de que ele tem sido útil para lembrar, a mim e a alguns com quem fui compartilhando a informação que ia recolhendo da sua leitura, que a liberdade, mesmo nos nossos países da Europa, é um BEM enorme, uma jóia muito valiosa a que temos de dar constante valor sob pena de ao mínimo descuido deixarmos campo aberto aqueles que a querem cercear.
Obrigado.
José S. e S.
Obrigado
Bom dia caro amigo e irmão Aly,
Acabei de ver o teu desabafo no teu/nosso blog e embora te compreenda, fiquei preocupado, tal como milhares de outros Guineenses que vêm em ti o pulso da verdade e da coragem. Porém, enquanto lia preocupado a noticia, impulsivamente, olhei para o lado..., para a tua fotografia (de resto, de fazer inveja a muitos reputados gigolos), quiça para melhor compreender melhor o teu estado de espirito...
Inevitavelmnte, li o teu slogan jornalistico inspirado em Jonh Stuart Mill. Supirei... Então questionei se o nosso Blog-star iria desistir. CONVICTAMENTE respondi-me mim mesmo : NAO, o Aly não vai desistir. Sem poder dar-te nada, para além desta solidariedade e singelo reconhecimento, podes crer que,
ESTAMOS JUNTOS
FLP
DENUNCIA DC ~ OS SELOS RETIRADOS DO COFRE DA DIRECÇAO GERAL DE VIAÇAO SERVIRAO PARA FALSIFICAR DOCUMENTOS E RETIRAR AS VIATURAS ROUBADAS PARA O SENEGAL E PARA A GAMBIA. MUITO CUIDADO NAS FRONTEIRAS. AOS QUE FICARAM SEM AS SUAS VIATURAS, AGRADEÇO QUE ME ENVIEM TODA A DOCUMENTAÇAO PARA QUE POSSAMOS PROIBIR ESTE CRIME. AAS
terça-feira, 1 de maio de 2012
Sinto que nunca mais terei um blog
Caros amigos,
Estara na hora de parar. Hoje, do meu carro, alguem roubou um iPad [emprestado] e um disco externo [meu]. Para vos dizer a verdade, estou farto, cansei. Ja perdi muito dinheiro [muito mesmo] comprando materiais para os ladroes roubarem. Sacrifiquei ate, e digo isto com alguma vergonha, algum bem-estar dos meus filhos em detrimento de informar atraves do meu blog. Mas acho que ja chega. Nao ganho nada e acabo por perder tudo. Serei masoquista...
Estou desiludido e sem forças para fazer o que quer que seja. Tornei-me num alvo apetecivel, bastante policiado ate. Mas no que me diz respeito, valeram a pena todos estes anos agarrado ao computador, nao me arrependo de nada. Durante esta semana, tomarei uma decisao final. Mas sinto que nunca mais terei um blog. Detesto ser roubado.
Antonio Aly Silva
Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, declaraçao do Embaixador dos EUA para Senegal e Guine Bissau
Declaração de Lewis Lukens,
Embaixador dos Estados Unidos da América
para as Repúblicas do Senegal e da Guiné-Bissau,
«Porque a liberdade da mídia torna as sociedades mais saudáveis»
Informação é poder. Poucas pessoas podem ganhar a vida, manter seus governos responsáveis e educar seus filhos sem o fluxo livre e saudável de informações. Os cidadãos precisam de notícias precisas, oportunas e independentes em que possam confiar. Assim como as empresas e os mercados. E assim como os governos.
A liberdade da mídia mantém sociedades e economias vibrantes, ativas e saudáveis. Quando o livre fluxo de notícias e informações é interrompido, as pessoas sofrem. As sociedades sofrem. As economias sofrem.
Mas enquanto pessoas no mundo todo comemoram o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, organizado este ano pela Unesco em Túnis, as ameaças contra os jornalistas se avolumam. Em Dezembro passado, o Comité para a Proteção dos Jornalistas contabilizava 179 jornalistas presos em todo o mundo. E os jornalistas continuam a ser ameaçados, atacados, assassinados ou a desaparecer por tentar dar as notícias.
No ano passado, o mundo testemunhou tanto a promessa da imprensa livre, quanto os riscos por ela enfrentados. No Oriente Médio e no Norte da África, jornalistas, blogueiros, cineastas e especialistas registraram os protestos que varreram toda a região, enquanto alguns cidadãos armados com nada além de telefones celulares arriscaram a vida para transmitir a verdade — por textos, tweets e imagens.
Ao fazer isso, estavam exercendo uma liberdade fundamental consagrada na Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948, que afirma: “Todos têm o direito à liberdade de opinião e expressão; esse direito inclui a liberdade de ter opiniões sem interferência, bem como de buscar, receber e transmitir informações e ideias por quaisquer meios, independentemente de fronteiras.”
No entanto, muitos governos tentam censurar a mídia, direta ou indiretamente.
Diversos jornalistas investigativos estão sendo silenciados, muitos por exporem a corrupção — no âmbito de governos locais, estaduais ou nacionais. Diversos ataques e assassinatos de jornalistas ficam impunes. Em alguns casos, não são só governos que atacam, intimidam e ameaçam jornalistas. Isso também se aplica a criminosos — cartéis da droga — terroristas ou facções políticas.
Quando jornalistas são ameaçados, atacados, presos ou desaparecem, outros jornalistas praticam a autocensura. Deixam de escrever reportagens. Amenizam as notícias. Omitem detalhes. As fontes deixam de ajudá-los. Os editores hesitam em publicar matérias. O medo substitui a verdade. Todas as sociedades sofrem.
Por ocasião do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, os Estados Unidos convocam todos os governos a adotar as medidas necessárias para criar espaço para jornalistas independentes fazerem seu trabalho sem medo de violência ou perseguição. Prestamos tributo especial aos jornalistas, blogueiros e cidadãos corajosos que sacrificaram a vida, a saúde ou a liberdade para que outros pudessem conhecer a verdade. E homenageamos o papel da mídia livre e independente na criação de democracias sustentáveis e sociedades abertas e saudáveis.
Lewis Lukens,
Embaixador dos Estados Unidos da América
para as Repúblicas do Senegal e da Guiné-Bissau.
Centro Democrático: Declaração de condenação do golpe de Estado
"
EDUCAR - DEMOCRATIZAR – DESENVOLVER.
Declaração de Condenação
A Direcão Superior do Partido Centro Democrático (C.D.), vem por este meio manifestar a sua indignação e firme condenação pelo o acontecimento (golpe de estado) ocorrido no dia 12 de Més de Abril na Guiné-Bissau e que culminou
com a detençao do PM Carlos Gomes Junior, do PR Interino Dr. Raimundo Pereira e outros.
Exortamos ao autodenominado “Comando Militar” à observança de Normas Constituicionais e a libertações dos Dirigentes Politicos e Jornalista detidos em consequença do mesmo acontecimento.
Nesta mesma declaração, queremos pedir a população em geral para que se mantenha calma e firme em busca da verdade e a justiça como sempre tinha demonstrado.
O povo é soberano.
A verdade e a Justiça reinará na nossa Terra.
Que Deus Abençoe a Guiné-Bissau.
Que Deus Abençoe o Povo da Guiné-Bissau.
Diereção Superior do Partido Centro Democratico (C.D.).
Presidemte: Empossa Ié
Bissau aos dias 16 de Més de Abril de Ano 2012."
EDUCAR - DEMOCRATIZAR – DESENVOLVER.
Declaração de Condenação
A Direcão Superior do Partido Centro Democrático (C.D.), vem por este meio manifestar a sua indignação e firme condenação pelo o acontecimento (golpe de estado) ocorrido no dia 12 de Més de Abril na Guiné-Bissau e que culminou
com a detençao do PM Carlos Gomes Junior, do PR Interino Dr. Raimundo Pereira e outros.
Exortamos ao autodenominado “Comando Militar” à observança de Normas Constituicionais e a libertações dos Dirigentes Politicos e Jornalista detidos em consequença do mesmo acontecimento.
Nesta mesma declaração, queremos pedir a população em geral para que se mantenha calma e firme em busca da verdade e a justiça como sempre tinha demonstrado.
O povo é soberano.
A verdade e a Justiça reinará na nossa Terra.
Que Deus Abençoe a Guiné-Bissau.
Que Deus Abençoe o Povo da Guiné-Bissau.
Diereção Superior do Partido Centro Democratico (C.D.).
Presidemte: Empossa Ié
Bissau aos dias 16 de Més de Abril de Ano 2012."
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