quarta-feira, 15 de janeiro de 2014
OPINIÃO: A TAP isola a Guiné-Bissau do exterior?
Autor: Fernando Ka
Fonte: Público
"Como luso-guineense e conhecedor profundo do sentir da esmagadora maioria dos guineenses residentes e imigrantes em Portugal, estou profundamente indignado com as asneiras daqueles que estão a desgovernar a Guiné-Bissau, conduzindo-a para o abismo.
O que aconteceu com a TAP em Bissau foi uma verdadeira palhaçada política sem nenhuma graça, para entreter a assistência à escala mundial. Aliás, os guineenses habituaram a comunidade internacional a cenas em nada dignificantes para o país.
Ora, esses aprendizes da feitiçaria política confundem sistematicamente os seus interesses pessoais com os legítimos interesses do país, delapidando o erário público em detrimento do bem comum. O recente acontecimento veio evidenciar a permeabilidade à corrupção dos dirigentes guineenses. Daí que alguns deles cobertos de lama da corrupção pretendem “cobrir o sol com a peneira”, tentando lançar a culpa sobre as autoridades portuguesas e sem o mínimo de vergonha.
Pois bem, a TAP agiu em conformidade com o seu sentido de responsabilidade de zelar pela segurança de pessoas e de bens nos seus aviões, mas viu-se forçada pelos irresponsáveis e incompetentes governantes a trazer os refugiados sírios para Portugal, mesmo com documentos falsos.
Assim este incidente, que poderia ter provocado danos irreparáveis, causou enormes prejuízos aos passageiros, quer de um lado, quer do outro do Atlântico, com significativa perda de tempo. Mas, apesar de incompetência dos governantes guineenses em lidarem diplomaticamente com casos daquela natureza, a TAP deveria reconsiderar o seu breve regresso aos voos para a Guiné-Bissau, satisfazendo o desejo do povo guineense. Aliás, toda a gente sabe que a Guiné não tem governantes à altura dos seus pergaminhos.
Como é que um país que nem tem dinheiro para a realização das suas eleições pode ter uma companhia aérea sustentável? Ouviu-se, mais uma vez, disparate de quem não tem a mínima noção da realidade do país de que é membro do “governo”, dizer em jeito de chantagem que a Guiné-Bissau vai criar a sua própria transportadora aérea, deixando de depender da TAP. Uma coisa que o porta-voz do “governo” guineense não sabe é que a TAP voa para a Guiné-Bissau por razões meramente políticas de ajuda ao povo guineense.
Mas, já que querem libertar-se da ajuda generosa de Portugal, então deixem de mandar para cá as centenas de doentes por ano para tratamento médico-hospitalar a custo zero. Ora, o acordo estabelecido entre os dois Estados na área da saúde era que a Guiné deveria comparticipar nas despesas decorrentes do tratamento hospitalar dos doentes vindos da Guiné, mas este “país” nunca cumpriu as suas obrigações financeiras.
Como se isso não bastasse, muitos governantes escudam-se na nacionalidade portuguesa para se poderem deslocar a Portugal e ao espaço da União Europeia, quando precisam dos cuidados médicos ou tratar dos assuntos pessoais. Mesmo assim não têm escrúpulo de falar de Portugal como se fosse uma “república das bananas”, situada ao mesmo nível da Guiné-Bissau. É pena que neste país qualquer pessoa julgue poder ser ministro ou Presidente da República, mesmo não possuindo perfil ético e competências para exercer cabalmente esses cargos.
Como cidadão português e guineense de origem, sinto-me indignado com as ofensas indecorosas proferidas contra o Presidente da República, prof. Cavaco Silva, e o ministro dos Negócios Estrangeiros, dr. Rui Machete, por quem não tem idoneidade moral e preparação política para representar o humilde e honroso povo guineense.
Por isso venho, em meu nome próprio e no da comunidade imigrante guineense, que tenho servido com toda a dedicação e que, por sua vez, tem contribuído através das suas remessas para ajudar o país de origem, manifestar publicamente o nosso repúdio pelos insultos contra os dois altos dignatários da Nação e, ao mesmo tempo, mostrar-lhes também a nossa solidariedade na defesa da causa comum.
Convenhamos que tanto o povo como a comunidade guineense em Portugal não se revêem nas condutas desviantes dos salteadores do poder que está na rua e queremos manter os laços históricos com o povo português independentemente das politiquices dos (des)governantes do país de faz de conta.
Com os seus irresponsáveis e criminosos actos a soldo de algum dinheiro, só têm causado enormes prejuízos ao país e à diáspora guineense em Portugal, bem como àqueles que se servem de Portugal, provenientes de outros países, para viajar até à Guiné e vice-versa.
Portugal é o país que mais tem ajudado a Guiné desde a independência até hoje e tem sido o lobby da Guiné junto da comunidade internacional.
Dirigente da Associação Guineense de Solidariedade Social"
No dia do medo
Este discurso devia ter sido lido no dia 12, mas com as ameaças...foi cancelado. Agora todos podem ler:
"Apelo
É chegada a hora de dizer basta!
A 11 de Abril de 2012 tínhamos um Governo eleito e legitímo!
A 11 de Abril de 2012 tínhamos um Presidente da República interino e legítimo!
A 11 de Abril de 2012 a composição da Assembleia Nacional Popular reflectia a vontade do povo!
A 11 de Abril de 2012, após o fim da primeira volta das eleições presidenciais, e na véspera do arranque da segunda volta da campanha eleitoral, Carlos Gomes Júnior, candidato do PAIGC, estava a frente na corrida eleitoral, com 49% dos votos validados e reconhecidos pela comunidade internacional.
Se este processo não tivesse sido interrompido pela força das armas e em nome de interesses sectários de uma minoria, hoje, dia 12 de Janeiro de 2014, a Guiné-Bissau estaria seguramente diferente. E para melhor.
Com um Presidente eleito, em sufrágio universal e directo.
Com um novo Governo, legítimo e eleito pelo Povo.
Com uma ANP legítima e legitimada pelo Povo.
Antes de falarmos da Guiné-Bissau, dos guineenses e do nosso futuro, permitam-nos umas breves palavras de indignação relativamente ao que tem sido o comportamento de alguns militantes do PAIGC. É com desânimo e pesar que assistimos à forma como o Partido se tem comportado nos últimos meses. Não nos entendemos para a realização do próximo Congresso.
Partidários de candidaturas à liderança deste nosso grande Partido têm tido comportamentos que em nada respeitam a memória do nosso saudoso fundador Amílcar Cabral.
Não respeitamos a actual liderança que só cessa funções na próxima reunião magna e que, por vicissitudes conhecidas por todos, está impedida de regressar à Guiné-Bissau.
Guineenses!
Que ensinamentos nos legam a nós, juventude partidária?
Como compreender esses comportamentos e as lutas de poder e cisões criadas?
Em nome de quê? Ou de quem?
Guineenses!
Digo-vos isto, com toda a certeza. Se o Presidente do Partido estivesse aqui ao nosso lado, nada destes comportamentos indignos de nós próprios teriam lugar.
Por isso vos digo. Devemos olhar para o passado, viver o presente, mas não ter medo do futuro.
Temos de ter um PAIGC unido, em face dos desafios que se avizinham.
As próximas eleições, apesar de decretadas por um Presidente e governo ilegítimos, são vistas por nós, jovens guineenses, como a última oportunidade para acabar com esta vergonha que se tornou este processo, conduzido mais por interesses pessoais do que por quem deveria zelar pelo interesse de todos os guineenses. Vemos com alguma desconfiança o desenrolar de todo este processo eleitoral.
Guineenses!
Lanço aqui algumas perguntas:
• Acreditam na idoneidade do processo de recenseamento?
• Quantos de vós já se registaram?
• Quantos dos vossos parentes e amigos nas tabancas sabem sequer deste processo?
• Quem já não ouviu falar de fraudes, atrasos e ameaças no recenseamento?
• Quem já não ouviu falar em dinheiro e favores que passam de mão para mão?
• De supostos políticos que avançam ou não, como se de um negócio se tratasse?
• Como acreditar que, com todas estas dúvidas, estaremos perante um processo eleitoral livre, justo e transparente?
• Como garantir eleições livres, transparentes, justas e inclusivas sem liberdade de expressão e manifestação? Sem imprensa livre?
• Como pode Carlos Gomes Júnior regressar se tudo estão a fazer para impedir o seu regresso?)
• O que receiam e de quem têm medo?
Todos e cada um de nós sabe a resposta a qualquer uma destas perguntas. Neste contexto, o que vale a nossa opinião?
Medimos todas e cada uma das frases aqui ditas. Todas as perguntas formuladas são fruto de uma indignação geral que atravessa a sociedade guineense em geral e os jovens em particular.
Guineenses!
Todos nós tememos e devemos temer. Todos nós conhecemos as ameaças que pairam nas sombras que se movem após o crepúsculo.
Todos nós conhecemos, amigos e familiares que foram arrancados dos seus leitos, de suas casas, por pessoas que envergonham a sociedade guineense. Todos nós corremos riscos.
Mas é chegada a hora de dizer basta!
Guineenses!
De Bissau para todos os guineenses, de Bissau para a diáspora, de Bissau para o mundo, lançamos aqui o apelo e o desafio à comunidade internacional:
Vocês, comunidade internacional exigem eleições livres, transparentes, justas e inclusivas.
Vocês, comunidade internacional, disponibilizaram meios financeiros e materiais para o processo eleitoral em curso.
Mas vocês, comunidade internacional, estarão a acautelar o que defendem?
Findo o processo de recenseamento, vão dizer que decorreu sem precalços?
Que foi justo, transparente e inclusivo?
Vão dizer que estão reunidas as condições de segurança e liberdade para que todos os guineenses que queiram voltar, votar e ser candidatos podem fazê-lo?
Quais as garantias concretas que nos podem apresentar, a nós, guineenses, que ansiamos por um País próspero, com estabilidade política e em Paz?
Da nossa parte, temos uma certeza. Sabemos que Carlos Gomes Júnior vai regressar. Mas também sabemos que há receios e forças que tudo farão para impedir o regresso inevitável deste filho da Guiné-Bissau, mesmo que isso implique continuar a adiar as eleições gerais e prolongar o sofrimento do nosso Povo.
Por isso desafiamos e exigimos a quem de direito que nos informem quais as medidas concretas já tomadas para que a campanha eleitoral decorra com a normalidade democrática necessária, com imprensa livre e com liberdade de manifestação.
E que, finda a campanha, que as eleições possam acontecer também num clima de liberdade e segurança para que sejam reconhecidas por todos, guineenses e comunidade internacional, como livres, transparentes, justas e inclusivas.
Mas todos sabemos que a Guiné-Bissau vive num clima permanente de instabilidade.
Por isso perguntamos:
• Findo o processo eleitoral, reconhecidos os novos titulares de soberania guineense e aceites os resultados, que garantias temos que este novo Governo e novo Presidente ficarão nos cargos até novo golpe de Estado?
• Que garantia temos que a história não se repetirá?
Guineenses!
Para concluir, lançamos este apelo:
• Garantias de maior celeridade no processo de recenseamento, que se pretende transparente e inclusivo;
• Garantias de liberdade de expressão, manifestação e reunião de todo e qualquer guineense;
• Garantias que Carlos Gomes Júnior poderá regressar brevemente e em segurança para votar e ser candidato, retomando o caminho iniciado e interrompido pelo golpe de 12 de Abril de 2012;
• Garantias de eleições livres e justas, reconhecidas não apenas pelas autoridades nacionais, como pela comunidade internacional;
A Guiné-Bissau não pode perder mais tempo!
Apelamos, por isso, o retorno à ordem constitucional, o respeito pelos Direitos Humanos e Liberdade de Expressão para podermos dizer de viva voz o que pretendemos: o regresso de Carlos Gomes Júnior, Presidente do PAIGC, à Guiné-Bissau.
Brigadeiro Abel Djassi"
terça-feira, 14 de janeiro de 2014
Ensaio sobre o adeus
Ditadura do Consenso está a chegar ao fim. Muito obrigado a todos os que fizeram deste blog, o mais lido nos países africanos que falam o português, e um dos mais lidos de África. Tudo o que começa tem, forçosamente, que ter um fim. Foram muitos anos de inquestionável dedicação. Paguei com o meu corpo, mas não quero pagar com a minha vida. Ela vale mais, muito mais.
Milhares de textos, centenas de trabalhos investigativos, só podem dar nisto: um livro. Ditadura do Consenso - o livro, está a chegar. Uma palavra de apreço e um abraço fraterno, vão para todos aqueles que me acompanharam desde a primeira hora, até aos dias de hoje. Há razões mais fortes para esta tomada de decisão e que ficam só para mim. Sinto que nunca mais terei um blog. Valeu. António Aly Silva
Um delinquente na cidade dos arcebispos
O porta-disparates do 'governo golpista de transição' continua a fazer das suas. Agora, esteve em Braga para falar aos empresários sobre a "realidade da Guiné-Bissau e oportunidades de negócios no país". As oportunidades de que fala o Vaz, presumo eu!, devem ter, também, com o tráfico de drogas!!! A realidade, essa, mete dó...
Acontece que o dodot baixou a bolinha desta vez, e quase baixou as calças aos jornalistas quando abordado... Nhu Vaz sabe que, com eles no poleiro, a TAP jamais aterraria em Bissau - a TAP sabe o que lhe espera em Bissau com aquela corja de bandidos que assaltou o poder: confiscariam o avião e talvez o Vaz abra sua boite "O Avião".
Que isto fique claro: qualquer empresário que investir na Guiné-Bissau corre riscos que nem em sonhos poderia imaginar. Perderá tudo: porque este é um governo de delinquentes, um governo ilegítimo, em suma: um governo de bandidos. Um governo que fez da droga o seu pequeno-almoço, almoço, lanche, jantar e ceia. Um governo que, à falta de reconhecimento internacional, trafica seres humanos para a Europa. Leiam AQUI os disparates do porta-kundok. AAS
segunda-feira, 13 de janeiro de 2014
Doka: Tu não és meu irmão (que eu saiba...), não sou teu amigo, nunca bebi sequer um café contigo, não te conheço sequer. Não sei nada da tua vida e nem me interessa para nada. Não te falei e nem penso em faze-lo. Eu dou-me com quem eu quero e contigo nada quero. Não temos sequer assunto para falar quanto mais discutir!!! Quero lá saber se andas aos beijos na boca com o progresso nacional, ou internacional?! Deixa-me em paz e tira o meu nome e do meu blog da tua boca. É um pedido apenas. AAS
Aprender, aprender; aprender sempre...: As pessoas lêem mas não entendem patavina do que leram: Em nenhum momento, no texto sobre as sinistras reuniões do António Indjai por causa do Cadogo, vem a dizer que as mesmas tiveram lugar em BISSAU. Nem uma única vez...foda-se! Semi-analfabetos da merda. Dá nisto quando só se leu o tio Patinhas...AAS
Guiné-Bissau de fora na Cimeira UE-África
Bruxelas já fez todos os convites para a Cimeira União Europeia-África, em abril. Guiné-Bissau só será convidada se até lá formar um Governo reconhecido por Bruxelas. Guiné-Bissau só será convidada se o Presidente interino Manuel Serifo Nhamadjo, der garantias de formação de um governo legítimo.
A União Europeia não convidou a "Guiné-Bissau, Madagáscar e a República Centro-Africana para participarem na Cimeira União Europeia - África, que se realiza em Bruxelas, a 2 e 3 de abril, porque estes países estão suspensos pela União Africana. Além disso Bruxelas não reconhece" os Governos que atualmente estão no poder, disse ao Expresso fonte da União Europeia.
"Se daqui até à data da cimeira a situação destes países evoluir de forma positiva, poderão vir a ser convidados", para a reunião de 2 e 3 de abril.
Na Cimeira UE-África têm assento todos os 28 Estados-membros da União Europeia e mais de cinquenta países da União Africana, à exceção da República Saharaui, que Bruxelas não reconhece como Estado independente.
Na cimeira ao nível de chefes de Estado ou de Governo participam como observadores países que tenham relações com África - como é o caso dos EUA, China e Japão, entre outros - e organizações como as Nações Unidas, o Banco Europeu de Desenvolvimento e o Banco Africano de Desenvolvimento
A primeira cimeira União Europeia/África teve Portugal como um dos principais promotores e realizou-se em 2000, no Cairo, altura em que as duas partes expressaram o empenho em criar as condições para dar uma nova dimensão às relações entre os dois continentes.
A segunda realizou-se em Lisboa, em 2007, e permitiu equilibrar as relações entre África e Europa, avançando-se das tradicionais doações para um sistema de parceria económica, de forma a enfrentar os novos desafios e as novas oportunidades geradas pela globalização da economia. Expresso
ELEIÇÕES(?) 2014: Espanha
Nota informativa No 2 de la comisión electoral de Espanha.
Se le informa a los Bissau Guinienses que dentro del proceso de censo electoral que se está haciendo en Madrid, que el próximo miércoles 15 de enero de 2014 la comisión estará en el barrio de Lavapiés a partir de las 15 horas (3 de la tarde). El próximo viernes 16 de enero de 2014, la comisión estará en la Cuidad de Alcalá de Henares todo el día, en un local aún por determinar.
Pedimos a todos los que residen en el corredor de henares que se acerquen a Censar. Los residentes en Madrid y cercanías pueden hacerlo en la Calle Goiri 11, Metro Estrecho, que es donde está la oficina del Censo.
Desde el sábado 18 hasta el 22 de enero la comisión estará en Bilbao para censar a todos los residentes en el norte de Espanha.
Comisión de elecciones Espanha
Se le informa a los Bissau Guinienses que dentro del proceso de censo electoral que se está haciendo en Madrid, que el próximo miércoles 15 de enero de 2014 la comisión estará en el barrio de Lavapiés a partir de las 15 horas (3 de la tarde). El próximo viernes 16 de enero de 2014, la comisión estará en la Cuidad de Alcalá de Henares todo el día, en un local aún por determinar.
Pedimos a todos los que residen en el corredor de henares que se acerquen a Censar. Los residentes en Madrid y cercanías pueden hacerlo en la Calle Goiri 11, Metro Estrecho, que es donde está la oficina del Censo.
Desde el sábado 18 hasta el 22 de enero la comisión estará en Bilbao para censar a todos los residentes en el norte de Espanha.
Comisión de elecciones Espanha
NOTÍCIA DC: Escândalo na emissão de passaportes em Portugal
Parece anedota, mas é a mais pura das verdades. Uma lei oficiosa do poderosíssimo director da INACEP (a falida Imprensa Nacional, EP) Vitor Cassamá, reza o seguinte: os pedidos de passaportes processados na embaixada da Guiné-Bissau, em Lisboa...devem viajar até Bissau.
E lá chegados, das duas uma. Ou metem o seu pedido na gaveta, ou o poderoso Vitor imprime os passaportes que lhe apetecer. Depois, bom...depois é tentar conseguir um portador para trazer os passaportes para Lisboa e entrega-los na embaixada...É assim o Estado da Guiné-Bissau. Com as torneiras fechadas, Bissau faz de tudo para a entrada de dinheiro fresco... AAS
ELEIÇÕES(?) 2014: As 'autoridades' golpistas de Bissau, enviaram APENAS um (1) kit para o recenseamento em todo o território português...isso demonstra o empenhamento das autoridades de transição em realizar eleições em março de 2014. Os guineenses em Lisboa deviam organizar uma manifestação de protesto junto da nossa embaixada. AAS
CADOGO não lhes dá sossego...
O CEMGFA António Indjai está inquieto, com insónias, e... com muito medo do regresso do Carlos Gomes Jr. Indjai nem quer ouvir falar no tribunal internacional ad-hoc - pedido pelo Cadogo para investigar e julgar os crimes de sangue ocorridos no país.
Um oficial superior das FA, através de um telefonema para o editor do DC, pede a Cadogo "para ter o máximo cuidado" caso pretenda regressar a Bissau. E aconselha-o mesmo a não voltar "de qualquer maneira", e, sobretudo a não confiar nas promessas do General porque este está disposto a "liquida-lo" caso regresse à Guiné-Bissau. Eis as datas memorizadas na cabeça do oficial:
- No dia 18 de Dezembro, duas viaturas dupla cabine, carregadas de armas, foram vistas a sair de junto do contentor da artilharia da base aérea, por ordens de António Indjai;
- Na quarta-feira da semana passada, salvo o erro no primeiro dia de 2014, houve uma reunião com as chefias militares em que Indjai chamava a atenção de que teve informações de que Carlos Gomes Jr., pretendia voltar e advertiu, lançando insinuações sobre possíveis colaboradores no seio das Forças Armadas, para levar a fim esse plano. Depois da reunião, voltou a mandar carregar mais três viaturas dupla cabine com armas que saíram para parte incerta.
Deu recomendações aos seus fiéis para se armarem e ficarem em estado de alerta para qualquer eventualidade, pois tem informações de que o Cadogo estava para entrar por via terrestre. Deu ordens expressas para o abater caso fosse localizado.
- Na terça-feira desta semana, dia 7, voltou a reunir-se com os seus mais próximos colaboradores, principalmente altas patentes balantas e as chefias de comando das regiões, para relembrar as suas ordens: "atirar a matar" sobre Carlos Gomes Junior, caso este tentasse entrar no país por qualquer via. A comunidade nacional e a internacional ficam desde já avisadas. AAS
domingo, 12 de janeiro de 2014
ELEIÇÕES(?) 2014: Recenseamento em Espanha
Nota de la comisión del censo electoral- España.
A través de la presente, se comunica a toda la comunidad Bissau Guiniense residente en España que está abierto el censo (Recenseamiento) para el proceso electoral previsto para el próximo 16 de marzo. Se prevé realizar el censo en las siguientes Ciudades: Madrid, Bilbao, Barcelona y Almería entre los días 12/01/14 hasta el 31/01/14.
Los residentes en otras localidades pueden acercarse a estas 4 ciudades para poder ejercer su derecho al voto en las oficinas habilitadas para tal fin.
La oficina del censo se encuentra en la Calle Goiri número 11, en Cuatro Caminos, Madrid. Metro Estrecho.
La comisión tiene contemplado poder abrir otras oficinas de censo en otras localidades de Madrid que serán comunicados oportunamente.
Están habilitados estos teléfonos para aclaras las dudas en relación a proceso.
Teléfono Fijo: (0034) 913110475
Teléfono Móvil: (0034) 631038502
Teléfono Móvil (0034) 631596637
Telefono Movil (0034) 632402549
Telefono Movil (0034) 616514896
A través de la presente, se comunica a toda la comunidad Bissau Guiniense residente en España que está abierto el censo (Recenseamiento) para el proceso electoral previsto para el próximo 16 de marzo. Se prevé realizar el censo en las siguientes Ciudades: Madrid, Bilbao, Barcelona y Almería entre los días 12/01/14 hasta el 31/01/14.
Los residentes en otras localidades pueden acercarse a estas 4 ciudades para poder ejercer su derecho al voto en las oficinas habilitadas para tal fin.
La oficina del censo se encuentra en la Calle Goiri número 11, en Cuatro Caminos, Madrid. Metro Estrecho.
La comisión tiene contemplado poder abrir otras oficinas de censo en otras localidades de Madrid que serán comunicados oportunamente.
Están habilitados estos teléfonos para aclaras las dudas en relación a proceso.
Teléfono Fijo: (0034) 913110475
Teléfono Móvil: (0034) 631038502
Teléfono Móvil (0034) 631596637
Telefono Movil (0034) 632402549
Telefono Movil (0034) 616514896
sábado, 11 de janeiro de 2014
CADOGO no México, a convite de Aznar
Carlos Gomes Jr., primeiro-ministro deposto pelo golpe de Estado de 12 de abril de 2012, e candidato às eleições presidenciais marcadas para março do corrente ano, participará numa reuniao organizada pela Atlantic Basin Initiative Meeting, na cidade de Vera Cruz, no México, de 15 a 17 de janeiro.
Ditadura do Consenso sabe que o convite foi formulado pelo ex-chefe do Governo do Reino de Espanha, Jose Maria Aznar, e por Daniel Hamilton, da John Hopkins University. Longe da Pátria, pela Pátria...AAS
Ditadura do Consenso sabe que o convite foi formulado pelo ex-chefe do Governo do Reino de Espanha, Jose Maria Aznar, e por Daniel Hamilton, da John Hopkins University. Longe da Pátria, pela Pátria...AAS
ELEIÇÕES(?) 2014: Recenseamento eleitoral da diáspora, terminou ontem na cidade da Praia, em Cabo Verde, com mais de 2.123 cidadãos recenseados (curiosamente, um número superior ao dos cidadãos inscritos na secção consular. Estima-se em mais de 8 mil, os guineenses residentes em Cabo Verde, de resto a maior comunidade estrangeira no país da Morabeza). Hoje, a brigada de recenseamento encontra-se em Sta. Cruz, e nos dias 12, 13 e 14 estarão em Sta. Catarina, ainda na ilha de Santiago. Um exemplo de competência, e profissionalismo, ao contrário do que acontece na Guiné-Bissau... AAS
JUVENTUDE PAIGC
Comunicado de Imprensa
A Juventude Partidária do PAIGC vem, por esta forma, convidar o V/ Órgão de Comunicação Social a estar presente no Simpósio “Nô pintcha ku Cabral”. O evento terá lugar no Salão Nobre da sede do PAIGC, no próximo dia 12 de Janeiro, a partir das 10h00. Neste simpósio serão abordados os seguintes temas:
- Relembrar os ensinamentos políticos de Cabral
- Nô pintcha ku Cabral
- Apelo da juventude
Estamos a cerca de dois meses das eleições gerais na Guiné-Bissau, previstas para 16 de Março. Este será um acto eleitoral que a comunidade internacional em geral e todos os guineenses em particular pretendem que seja justo, livre, transparente e inclusivo e que devolva o poder legítimo da escolha ao povo e aos seus representantes eleitos.
Este acto pressupõe o fim de um triste período de transição instaurado com o golpe de Estado de 12 de Abril de 2012. Neste tempo de encruzilhada em que vivemos é, por isso, fundamental relembrar os ensinamentos políticos do fundador da Pátria Guineense para que, todos unidos, possamos concretizar o sonho do Programa Maior de Amílcar Cabral.
Agradecemos desde já o interesse e participação.
Bissau, 8 de Janeiro de 2014
P’la Organização
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sexta-feira, 10 de janeiro de 2014
ELEIÇÕES(?) 2014: Golpistas pedem socorro a Portugal
O Governo de transição da Guiné-Bissau pediu hoje a Portugal que apoie os técnicos que se encontram em Lisboa para recensear os emigrantes guineenses para as eleições gerais de 16 de março. O apelo foi feito por Batista Té, ministro da Administração do Território do Governo de transição, que coordena os preparativos para as eleições gerais de março ao comentar o andamento do recenseamento eleitoral.
"Achamos que as autoridades portuguesas deviam colaborar connosco para podermos voltar à ordem constitucional" (QUE DESCARAMENTO!!! ACHAMOS??? DEVIAM???) disse Batista Té, ao falar dos atrasos no início do recenseamento junto da comunidade guineense emigrada em Portugal. Há mais de um mês que dois técnicos guineenses seguiram para Lisboa para dar início ao processo do recenseamento de potenciais eleitores a partir da embaixada da Guiné-Bissau, mas o processo ainda não arrancou.
Batista Té diz que desconhece os motivos do atraso, mas pediu ajuda às autoridades portuguesas. "Talvez seja por causa do silêncio que estamos a enfrentar com alguns países, mas apelamos às pessoas que compreendam que estamos a trabalhar para o retorno à ordem constitucional. [Pedimos] que nos apoiem" (WTF!!!) enfatizou o ministro guineense.
Partido Democrático para o Desenvolvimento (PDD)
CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
Cumprimentos ao povo deste país e agradecimentos. A convocação da mesma tem como objetivo trazer ao público a nossa convicção e opinião sobre os acontecimentos políticos e sociais que estão a marcar o momento atual, dos quais damos conta aqui indicando a nossa posição sobre cada um desses acontecimentos:
1. Recenseamento Eleitoral
O processo eleitoral em curso concretamente o Recenseamento Eleitoral, continua a decorrer muito lento e com falhas técnicas enormes, existem muitas localidades que até à data presente não tiveram a presença de nenhum agente recenseador e, naquelas em que passaram, ficou ainda por recensear centenas de pessoas, o que os deixa sem possibilidade de exercerem o seu direito cívico, destaca-se igualmente problemas de falta de informação do itinerário das equipas de recenseamento, falta de combustível, avaria constante dos geradores, falta de tinteiro para impressão dos cartões e falta de entrega dos cartões de eleitor em alguns distritos por motivos nem sempre claros, distribuição de equipas ou Kits não compatível com o número de distrito eleitoral, entre outros.
Essa chamada de atenção tem como finalidade alertar para a necessidade de se encontrar as causas do problema e a respetiva solução, assim como procurar evitar de novo, problemas eleitorais que levam os maus perdedores a aproveitarem-se dos erros deste momento, como pretexto para impugnação, ainda que infundada, de todo o processo, facto que pode acarretar enormes prejuízos para o País, sobretudo quando desemboca numa situação como a das últimas eleições.
Por isso, apelamos às autoridades de transição a redobrarem esforços por forma a pôr cobro a estas dificuldades e outras que aqui não mencionamos, e a colaboração de todas as forças vivas da Nação para que as eleições gerais do março, se tornem numa realidade.
Concordamos com o prolongamento da data do recenseamento e o encurtamento de certos prazos legais, sem no entanto afetar a data de 16 de março, e de outro lado, encorajamos o G-TAPE a prosseguir com o trabalho em prol do País.
Também queremos felicitar o povo irmão de Timor Leste e de Nigéria pelo apoio dado nessa primeira fase do processo eleitoral às autoridades nacionais, esperando que os kits oferecidos pela Nigéria venham a ser usados o mais rápido.
2.Situação socioeconómica
Mais uma vez estamos no início do ano civil sem o Orçamento Geral do Estado de 2014, uma ferramenta indispensável para uma boa gestão das finanças públicas; os indicadores económicos do País degradaram-se nestes dois últimos anos, contribuindo para o aprofundamento do nível da pobreza dos guineenses, causados pelo fraco crescimento da economia, que, segundo informação do Banco Central, foi em torno de 0,5% contra -1,5 em 2012, reflexo da má campanha de comercialização de castanha de caju.
Por isso exigimos as autoridades de Transição a adoção de uma política responsável, diferente da dos últimos anos, para salvaguardar a campanha de comercialização de castanha de caju que se avizinha, através de adoção do preço base de 250 Fcfa tendo em conta o preço no mercado internacional.
A nossa voz não podia deixar em branco a situação de penúria que os nossos funcionários públicos estão a viver, devido aos atrasos salariais e à inércia deste Governo em resolver este problema, não se vislumbrando nenhuma preocupação de os atrasos no pagamento deixem de existir, fazendo cair o poder de compra da população já reduzida.
Igualmente é nossa preocupação a situação da escassez da água potável e luz. Não compreendemos a posição do Governo em relação à EAGB, Empresa para a qual mensalmente transfere quantidade enorme de recursos financeiros embora sem quaisquer resultados concretos, recursos esses que na nossa opinião, podiam ser transferidos para a Educação e Saúde. Entendemos por bem que a solução plausível passa pela privatização da empresa.
3. Caso TAP/SIRIOS
Estamos a assistir nas últimas semanas uma guerra diplomática entre as autoridades de transição e o Governo Português, relativo à Companhia aérea TAP, devido ao transporte ilegal de 74 sírios, facto que se transformou numa novela sem fim definido. Hoje queremos questionar qual foi a medida tomada após a divulgação do relatório de inquérito? Até onde vai essa guerra de palavra e justiça informal entre o Ministro de Interior e o Procurador-Geral da República?
No entanto o partido exige uma explicação cabal e uma medida concreta para o bem do País e da verdade, indo ao encontro da mensagem do nosso saudoso Bispo, “a Verdade vos libertara”. Ainda solicitamos ao Governo a incitar negociações ao mais alto nível com as autoridades portuguesas, para retoma da ligação, porque trata-se da defesa dos superiores interesses da Nação e dos cidadãos guineenses, maiores vítimas desta situação.
4.Amnistia
É com muito desagrado e insatisfação que o nosso Partido recebeu a informação sobre a tentativa perpetrada pelas autoridades de Transição, de levar avante a ideia de amnistiar os autores de Golpe de Estado de 12 de Abril, querendo forçar a vontade popular ao desvio do império da lei.
Estamos convictos que esta nossa insatisfação, representa um grito de socorro da maioria do povo Guineense, que há muito aclama, basta à injustiça e impunidade, basta o clima de agressão, ódio e vingança, basta à cultura de "Matchundadi".
A nossa visão é clara nesta matéria, só se deve amnistiar quando for conhecido os autores material e moral, serem levados ao banco dos Réus, julgados, após esta fase devemos perguntar ao Povo, como detentor do poder, através de um “Referendum” se se deve Amnistiar ou não? Porque esta prática se não for erradicada, servirá de uma porta aberta para todos os cidadãos que no futuro não conseguem almejar o poder por via democrática.
É preciso ter em atenção que as amnistias feitas antes não conseguiram resolver nada porque foram realizadas de forma errada, servindo apenas para esconder os que violam a ordem e as suas motivações.
Bissau, 10 de janeiro de 2014
O CENTRO TÃO DIFERENTE DO OESTE
O presidente de transição da República Centro-Africana, Michel Djotodia, e o seu primeiro-ministro, Nicolas Tiangaye, renunciaram aos respectivos cargos, anunciaram, esta sexta-feira, os participantes de uma cimeira da África Central ocorrida em Ndjamena, no Chade.
De acordo com o comunicado final desta cimeira, citado pela AFP, informa-se a mesma «toma conhecimento da demissão do chefe de Estado de transição e do primeiro-ministro e felicita esta decisão altamente patriótica para a retirada do país da paralisia», fazendo referência à situação vivida no país. A mesma nota comunica ainda que, neste encontro, os «chefes de Estado e de Governo condenaram veementemente os ataques mortíferos ocorridos em Bangui a 5 de dezembro e que causaram a morte de muitos centro-africanos».
PS: Aqui se nota a diferença de seriedade das duas organizações africanas. Enquanto a Comunidade do Centro toma medidas sérias e concretas (forçaram positivamente essa escumalha da SELEKA à demissão) a CEDEAO e o seu quarteto de bandidos, apoia, alimenta e mantém o regime corrupto e sanguinário de Bissau numa 'transição' sem fim à vista. No início foi um ano, agora estamos nas vésperas do segundo ano e por aí fora. E se juntarmos a isso essa palhaçada de eleições que se fingem organizar... A CEDEAO que vá para a PQP! AAS
EXCLUSIVO DC/AFRONTA À ONU: Ramos Horta foi mandado parar por militares
Está confirmado. Em todo o país, os militares têm ordens para revistar todas as viaturas - TODAS. No passado sábado, cumpriram uma vez mais a ordem e, apurou o DC junto de uma testemunha ocular, desta vez foram muito longe: mandaram parar a comitiva onde seguia o representante do secretário-geral da ONU na Guiné-Bissau, Ramos Horta, que regressava para Bissau, juntamente com outras viaturas das NU, perfeitamente identificadas.
«A comitiva foi mandada parar por militares, perto do Saltinho, mas estes não abriram as portas da viatura dele, mas claramente olharam ostensivamente pelas janelas verificando se ia mais alguém nos carros», disse a nossa fonte, que classificou essa operação de «clara violação do SOMA (acordo celebrado entre o Estado da Guiné-Bissau e as Nações Unidas)».
Alegaram simplesmente, depois da 'vistoria', que estavam a «cumprir ordens superiores» (VER AQUI). Aconteceu tudo perto da zona do Saltinho. Ao Ditadura do Consenso a fonte diz que o assunto foi «desagradável para o Ramos Horta», que desconfia mesmo que «tem sido monitorado para onde quer que vá». Ramos Horta, de resto, já deu conta deste 'incidente' ao Serifo Nhamadjo. Lembra-se deste TEXTO, Sr. Ramos Horta? É intemporal... AAS
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