segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

EXCLUSIVO DC: CADOGO ESCREVE A BAN KI-MOON


«Sua Excelência Senhor Ban Ki-Moon
Secretário-Geral das Nações Unidas

Lisboa, 27 de Janeiro de 2014

Assunto: Guiné-Bissau – eleições gerais marcadas para dia 16 Março 2014

Apresentamos a V. Exa. os nossos melhores cumprimentos, com votos de um Feliz Ano de 2014.

Aproximando-se a data de prevista realização das eleições gerais no meu País, a República da Guiné-Bissau, é em espírito de sentido cívico e patriótico que endereçamos esta missiva a V. Exa para dar conta da nossa crescente inquietação quanto ao degradado ambiente político e socioeconómico hoje vivido pela Guiné-Bissau e pelo seu Povo, por demais evidenciado pelas reiteradas violações dos direitos humanos, de intimidação psicológica, de violência física contra opositores ou simples vozes dissonantes, por uma notória repressão e opressão dos fundamentais direitos e liberdades de expressão e de manifestação.

Uma vez mais manifesto, reitero e sublinho a minha firme intenção e vontade de defender e servir os interesses do Povo guineense, na minha qualidade de cidadão guineense que deu provas reconhecidas enquanto líder governamental, e ainda como candidato mais votado nas eleições presidenciais de 12 de Abril de 2012, brutalmente interrompidas por um golpe de estado militar.

Para tal asiste-me plenamente o direito, como V. Exa certamente reconhecerá, de regressar à minha Pátria, para junto do meu Povo. Contudo, e também como certamente é do conhecimento de V. Exa, uma sucessão de factos ocorridos desde há largos meses e também recentemente, clara e frontalmente em violação dos princípios básicos do Estado de Direito Democrático provam à saciedade que as ditas autoridades de transição, em conluio com as autoridades militares golpistas, constituem e constituirão sérios e recorrentes obstáculos a um processo eleitoral verdadeiramente livre, justo e inclusivo.

Em abono de tal, apenas exemplifico com os últimos acontecimentos inaceitáveis de prepotência e arbitrariedade ocorridos no passado dia 17 de Janeiro, com a invasão de várias instalações e bens das Nações Unidas por elementos das Forças Armados e de segurança alegando conhecimento da minha presença nessas instalações e com o intuito de me deterem. Estas acções patenteiam, uma vez mais, a arbitrariedade da conduta das autoridades de transição e os muitos sérios riscos de segurança para a defesa da minha candidatura no terreno, bem como para a perspectiva de umas eleições gerais verdadeiramente livres, justas e inclusivas.

Gostaria também de partilhar com V. Exa a nossa apreensão quanto ao desenrolar do processo de recenseamento eleitoral caracterizado, desde o início, por inúmeras irregularidades que fazem perigar não só todo o processo eleitoral, por princípio já de si descredibilizado, adiado por duas vezes, como ainda todos os esforços e empenho da comunidade internacional tendentes ao retorno da ordem constitucional e ao primado do Estado de direito democrático constitucional na Guiné-Bissau.

Excelentíssimo Senhor,

A convicção que me anima e sustenta a minha legítima aspiração em colocar a minha candidatura à superior consideração do Povo guineense advém dos meus elementares direitos de cidadania guineense e é confortada pela já várias vezes anteriormente manifestada vontade soberana do Povo guineense. E se em democracia reina e deve reinar a vontade do Povo, então esta deverá ser respeitada por todos os meios possíveis contra os interesses sectários, ilegítimos e altamente perniciosos ao interesse público guineense, sob pena também de ferir os respectivos princípios básicos que são património e direito de toda a Humanidade e por certo também do sofrido Povo guineense.

Foi, assim, em coerência com esta firme convicção que me recenseei e que diligencio para a formalização da minha candidatura às eleições presidenciais agendadas para 16 de Março de 2014, direito inalienável que me assiste como a qualquer cidadão guineense, como estou certo V. Exa reconhecerá.

Nesse sentido apelo a V. Exa para que exerça os seus bons ofícios e capacidades mandatadas visando promover todas as medidas necessárias, justas e apropriadas que permitam garantir a segurança e a verdadeira democraticidade dos importantes actos eleitorais que se avizinham na República da Guiné-Bissau, no que se inclui naturalmente a minha própria candidatura e campanha eleitoral no território do meu País. O exercício de tal direito inalienável, deve ser garantido e assegurado por quem de direito, com destaque para a Comunidade internacional.

Esperando que esta minha comunicação mereça de V. Exa a atenção devida, em sentido de urgência e em prol de uma verdadeira democracia na Guiné-Bissau para o qual patenteio a minha inteira disponibilidade para aprofundar o assunto exposto.
Queira aceitar os protestos da minha mais alta estima e consideração.

_________________
Carlos Gomes Júnior
Presidente do PAIGC
»

C/C:
- Sr. Ban Ki-Moon, Secretário-Geral das Nações Unidas
- Sr. Jeffrey Feltman, Sub-Secretário-Geral para os Assuntos Políticos
- Sr. António Patriota, Embaixador, Representante Permanente do Brasil, Presidente da configuração para a Guiné-Bissau da Peace Building Commission
- Sr. José Ramos Horta, Representante Especial do Secretário-Geral das Nações Unidas
- Sra. Catherine Ashton, Alta Representante da União Europeia para a Politica Externa e de Segurança
- Sra. Fernanda Lichale, Embaixadora Extraordinária e Plenipotenciária de Moçambique em Portugal e Presidente em exercício do Conselho de Concertação permanente da CPLP
- Sr. Kadré Désiré Ouedraogo, Presidente da Comissão da CEDEAO
-Sra. Nkosazana Dlamini-Zuma, Presidente da Comissão da União Africana
- Sr. José Manuel Durão Barroso, Presidente da Comissão Europeia
- Sr. Murade Murargy, Secretário Executivo da CPLP
- Sr. João Honwana, Director África II do DPA- Nações Unidas
- Sr. J. Ansumana E. Ceesay, Representante da CEDEAO na Guiné-Bissau
- Sr. Carlos Alves Moura, Representante especial da CPLP para a Guiné-Bissau
- Sr. Ovídio Pequeno, Representante da UA na Guiné-Bissau
- Sr. Joaquin Ducay, Embaixador, Chefe da Delegação da União Europeia em Bissau
-Sr. Tete António, Representante da UA nas Nações Unidas em Nova Iorque

DROGA: PJ guineense sob «marcação cerrada» através de uma censura silenciosa


A Policia Judiciária guineense tem sido alvo de uma «guerra fria» vinda do exterior. Desde a era de Carlos Gomes Júnior, mediante a actual estrutura militar liderada pelo General António Indjai, os agentes da PJ são considerados «hostis» aos «interesses obscuros» de alguma força oculta, de certa forma considerados muito envolvidos em actos ilícitos.

As linhas de investigação dos agentes da Policia Judiciária (PJ) sobre determinadas matérias, nomeadamente ligadas ao crime organizado, apresentam, no final de contas, pessoas ligadas a estruturas pesadas do poder militar e civil. Tanto assim é que, num dos registados casos, três agentes da PJ que estavam a seguir uma pista para uma eventual operação de narcotraficantes, sob perseguição perigosa de homens armados disfarçados, foram obrigados atravessar a fronteira para o lado da Guiné Conakry, país vizinho, onde ficaram por algum tempo temendo represálias de morte.

Isto, adicionado à captura e consequente tortura de um agente da PJ no princípio de 2013 por parte de homens fardados, só porque alguém ligado a um regimento militar teria recebido uma notificação para responder a uma queixa interposta naquela instituição policial, e o agente encarregue do processo acabou por ser vítima de rapto e espancamento, sem que houvesse alguma responsabilização judicial ou administrativa.

Estes são dois, de entre vários outros casos, que deixam directamente os agentes da PJ em «lençóis» arriscados e sob cruzadas ameaças oriundas de fora. Aliás, isto ficou uma vez mais provado recentemente, quando a PJ estava a ouvir indivíduos supostamente envolvidos no espancamento do ministro de Estado, dos Transportes e das Telecomunicações, Orlando Mendes Viegas, e apareceu um grupo de pessoas com uniformes policiais e da Guarda Nacional envolvendo-se com o Director Nacional da Policia Judiciaria e os seus agentes, retirando à força as pessoas que estavam a ser ouvidas naquele instante, no âmbito do citado processo.

«Um oficial da Brigada de Intervenção Rápida (BIR) agrediu física e verbalmente o director da PJ e ameaçou-o de morte juntamente com a família. Nesse mesmo dia, um colega nosso foi espancado pelos agentes da Guarda Nacional à frente do nosso portão. Eles encontravam-se ali para um eventual resgate das pessoas que estavam a ser ouvidas na nossa sede, caso fossem ordenadas as suas detenções», referiu uma fonte policial.

«Não quero citar nomes devido a questões de segurança. Mas, desde a abertura desse inquérito, o de espancamento do ministro Viegas, a PJ tem estado sob ameaças de assalto por outras forças. A Polícia de Ordem Pública (POP) e a Guarda Nacional (GN) não querem ver a PJ e os seus efectivos. Andam sempre a importunar o nosso trabalho», concluiu a mesma fonte.

O cenário descrito acontece no exacto momento em que a PJ guineense enfrenta dificuldades de funcionamento das mais críticas na sua recente história operacional. Sem combustível regular para abastecer as viaturas, condição indispensável pera efectuar diligências e operações de terreno.

Conforme uma fonte da PJ, tem havido dificuldades na emissão de notificações, devido à escassez de resmas», referiu um alto responsável da PJ, para quem técnica e operacionalmente não se pode processar qualquer matéria investigativa e, em consequência, «como se pode então combater a criminalidade?».

«Nós somos parente pobre e mal-amado do Governo», rematou este alto responsável na hierarquia da PJ guineense, que não hesitou em afirmar que a situação laboral da PJ vai «de mal a pior», isto em face de constantes agressões estratégicas de grupos de narcotraficantes contra a Guiné-Bissau.

O mais recente caso aconteceu este sábado, 25 de Janeiro, quando um grupo de homens da Guarda Nacional (GN), afectos ao Grupo de Intervenção Rápida (GIR) do Ministério do Interior, retirou à força dos agentes da PJ em serviços de Piquete no Aeroporto de Bissau, um indivíduo que se suspeitava ter ingerido e estar a transportar cápsulas de cocaína para a Guiné-Bissau. As cápsulas seriam depois, conforme o «modus operandi» deste grupo, retiradas do estomago ou do intestino do suspeito, sem qualquer processo criminal pois os homens fardados da GN aproveitam o produto para outros canais de tráfico.

Neste último cenário houve duras e escandalosas agressões no Aeroporto entre as duas forças, sendo que o Grupo «mafioso» da GN apoderou-se do suspeito para a habitual extracção das cápsulas ingeridas. São estes entre vários outros cenários, que marcam o quotidiano dos agentes da PJ na Guiné-Bissau, que assim colocam as suas vidas em risco e sem qualquer tipo de protecção política, catapultando uma onde de desmotivação no seio da corporação policial.


(c) PNN Portuguese News Network

EXCLUSIVO DC: CADOGO ESCREVE A BAN KI-MOON








EXCLUSIVO DC: Este é o guineense que morreu com cocaína no estômago, no aeroporto de Guarulhos em S. Paulo, Brasil. AAS




OKICA OLIVEIRA: De militar a guarda-costas do falecido coronel Aniceto na Flac, à morte por ter engolido bolotas cheias de cocaína

EXCLUSIVO DC: Eis o homem que comandou o 'rapto' do traficante nigeriano das mãos da PJ


Ontem, dia 26 de Janeiro de 2014, no aeroporto internacional Osvaldo Vieira, uma equipa de agentes da Polícia Judiciária, abordaram um cidadão nigeriano de nome Ezekoka Chima, com o passaporte NºAO2989897, proveniente do Brasil, no voo da companhia aérea Royal Air Morroc, suspeito de ter transportado droga.

De seguida os agentes, depois de todas as formalidades, conduziram o suspeito para a viatura com destino as instalações centrais da PJ. Surpreendentemente e na presença da multidão que se encontrava na entrada do Aeroporto Internacional Osvaldo Vieira, os dois agentes que conduziam o suspeito foram invadidos por um grupo de polícias de Ministério do Interior, alguns fardados e fortemente armados, sob o Comando do Adjunto-Chede de Operações da Brigada da Intervenção Rápida (BIR), Mussa Nambatcha (VER FOTO).


MUSSA NAMBATCHA, Adjunto de Operações da BIR, foi quem resgatou o nigeriano traficante das mãos da Polícia Judiciária

O Grupo estava composto por mais de 15 homens, todos armados, e estavam em 5 viaturas. Os homens do BIR interpelaram os agentes com o suspeito, junto da viatura da PJ que se encontrava estacionada na parte exterior do Aeroporto. Os homens da farda azul agrediram os agentes em causa, na voz do Mussa Nambatcha, os agentes da PJ foram obrigados a entregar o suspeito.

Com a recusa por parte dos agentes da PJ, vieram um grupo de pessoas afectos ao Ministério do Interior e das Forças Armadas, que estavam de retaguarda, sob a ordem do Mussa Nambatcha, retiraram o suspeito, usando violência e ameaças de morte contra os agentes e levaram-no numa viatura Mercedez 190 cinza para um lugar incerto. AAS

NOTÍCIA DC - DROGA: O cidadão guineense que morreu no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, Brasil, chamava-se Okica Oliveira, era filho de Ukus Na Mon, régulo de Casinatche, zona de Có. Vivia em Fortaleza e depois mudou-se para S. Paulo. A polícia fez, segundo apurou o DC, ligações a algumas pessoas em Fortaleza. AAS


NOTÍCIA DC: Cocaína mata cidadão guineense no Brasil


Um cidadão de origem guineense, morreu no aeroporto de Guarulhos em São Paulo (Brasil). A vítima preparava-se para viajar para Portugal, e morreu porque tinha engolido cápsulas de cocaína que rebentaram no estômago. após a confirmação do óbito, as autoridades policias pegaram no telemóvel da vítima e ligaram para os números para os quais ele tinha feito as últimas chamadas.

O pedido seria para fazerem o reconhecimento do corpo, mas nenhuma das pessoas contactadas compareceram - ou mostraram sequer disponibilidade para colaborar (todos se esquivaram). Ditadura do Consenso sabe que o malogrado tinha feito uma viagem para a Guiné-Bissau há bem pouco tempo... AAS

ELEIÇÕES(?) 2014: Perto de 5.000 guineenses já foram recenseados em Cabo Verde. AAS

Rui Barros com título de 'Doutor Honoris Causa'




Os anos na UEMOA compensaram.


PAIGC: Resolução Adulterada vs A Lei é Clara


Afinal, a Resolução lida ontem em voz alta - e aprovada no Comité Central - não faz qualquer alusão à substituição da Liderança da Bancada Parlamentar. O ex-lider Rui Diã de Sousa, apurou o DC de fonte fidedigna, choramingou perante o Comité Central e Manuel Saturnino da Costa emitiu a sua opinião pessoal. Não houve discussão e muito menos votação sobre o assunto.

Aliás, a Resolução original lida no Comité Central, não só não fez como também não podia fazer referencia à questão, uma vez que a matéria não constava da "Ordem do Dia. A alegada suspensão da eleição realizada na Assembleia Nacional Popular foi posterior e sorrateiramente aditada à resolução. Como foi introduzida às escondidas, acabou por ficar nas recomendações e não nas deliberações da Resolução. Assim sendo, parece que os Deputados se limitaram a tomar boa nota da recomendação...

Como a eleição da nova Direcção do Grupo Parlamentar foi realizada na sede da Assembleia Nacional Popular e sendo o acto da exclusiva competência dos Deputados (alínea a) do art. 53 dos Estatutos do PAIGC):,



com comunicação ao Presidente da ANP nos termos do n.º 3 do artigo 16º do Regimento, não se percebe como é que a opinião de um ainda que respeitável comandante pode, em democracia, impor-se à vontade da maioria absoluta, expressa em voto livre e secreto (dos 67 Deputados do PAIGC votaram 40, tendo a nova liderança sido eleita com 39 votos a favor e 1 abstenção).

Ora, sendo assim, Octávio Lopes mantém-se como Líder da bancada dos 'libertadores', pois foi votado pelos seus pares na casa da democracia - Assembleia Nacional Popular.

PS: Consta que a conferência de Oio, validada pelo Comité Central, também foi adulterada...AAS

OPINIÃO: Horta daninha


«O Gabinete das Nações Unidas (NU) na Guiné-Bissau deve estar a viver momentos únicos na história das missões que têm realizado um pouco de tudo pelos quatro cantos do mundo.

As peripécias e momentos de inusitado incomodo pela qual tem passado Gabinete da ONU de mediação da crise na Guiné-Bissau, pais sob custodia de militares e de narcotraficantes, de certeza absoluta, devem ser casos únicos em termos de experiência em teatros de conflito ou de mediação de crises.

Uma conclusão no entanto se poderá tirar desta caricata situação. Ela, devera servir para as NU como sendo uma variante importante de ponderação nos casos de avaliação de futuras escolhas de figuras que o representem, com dignidade e prestigio à altura da grandeza e respeitabilidade da organização.

ninguém pode e deve ficar indiferente aos momentos de desconforto e banalização a que o Gabinete das NU na Guiné-Bissau tem sido sujeito pelo regime militar de Bissau. Tudo isto, a meu ver, deve-se ao carácter, a personalidade e a postura de quem hoje dirige essa missão na Guiné-Bissau : o Nobel da Paz e ex-presidente Timorense, Jose Ramos Horta.

Este outrora Nobel da Paz, cuja nomeação ao posto de Representante Especial do Secretario Geral das NU (RESG-NU) para a Guine-Bissau, chegou a despertar no intimo dos guineenses e dos defensores da democracia, uma crença de pragmatismo, alimentando legitimas esperanças, de que, com a sua experiência e savoir faire, muito iria contribuir positivamente, para a resolução de mais um conflito que voltou a sacudir o pais. Infelizmente, foi sol de pouca dura. Cedo se deu conta do erro de casting e o fracasso rotundo que viria a ser a escolha desse supostamente tarimbado e calejado politico.

Passados os primeiros tempos de euforia, Ramos Horta, foi-se irremediavelmente perdendo nos jogos de labirintos enganosos de vitimização useira e vezeira dos narco-militares guineenses. Perdido no emaranhado do jogo de intrigas e falsidades, RH foi perdendo o rumo da sua missão e, com ele, foi arrastando penosamente a imagem e a respeitabilidade das NU pelas ruas do descrédito e da vulgaridade.

Suposto ser um elemento dissuasivo, o RESGNU, foi assistindo nas suas barbas, uma serie de atropelos aos direitos humanos, nomeadamente, espancamentos de políticos e civis, actos de tortura, raptos, assassinatos sumários ou encomendados, intimidações, repressões barbaras de manifestações publicas, interdição de actividades politicas de certas facções que se opunham contra o golpe de estado, prisões arbitrarias de políticos, membros da sociedade civil e dos defensores dos direitos humanos...enfim, um rol de arbitrariedades e de impunidades, foram se desfilando na sua presença, aproveitando-se os seus autores da ineficácia, inoperância e certa "cumplicidade" de quem, supostamente representa as NU no pais.

Aposto de que, nos anais da sua historia e experiência, as NU, nunca tiveram, uma representação tão inoperante, inútil e omissa, como a que esta instalada na Guiné-Bissau, o que demostra, a manifesta ligeireza e desrespeito com que o regime militar de transição trata e lida com o seu Representante na Guiné-Bissau, o qual, cada dia que passa, mais parece um turista despreocupado, do que um mediador de conflito.

E por estas razoes de vulgaridade, é que, as instalações das NU são invadidas e cercadas, o cortejo do RE mandado parar e revistado, que viaturas de funcionários da organização sejam seguidas, mandadas parar e revistadas indiscriminadamente, que seus colaboradores ou assessores nacionais sejam regular e gratuitamente espancados... enfim, é ver, toda a imagem da organização, ser sistematicamente, desrespeitada, vilipendiada, ridicularizada e humilhada pelas autoridades golpistas de Bissau.

Porem, não devemos esquecer, de que, tudo isto, teve um começo. Tudo começou, num certo dia do mês de abril, um dia que parecia, dia de mentira, soldados comandados por Antônio Injai, violaram e invadiram a sede das NU em Bissau, para libertarem Bubo Na Tchuto e darem um golpe de estado contra o Governo de Carlos Gomes Junior, beneficiando na altura com cumplicidade escamoteada do então Presidente Malam Bacai Sanha. Foi a partir desse inesquecível dia que as NU perdeu a sua "virgindade" e não reagiram à altura..., razão pela, hoje, qual uma galderia perdida, paga as favas da sua promiscuidade e condescendência para com os militares narcotraficantes que reinam hoje em Bissau.

O nosso saudoso Jose Carlos Schwarz cantou "si garandi di casa ta tchami, fidjus tudu ta nornori"

Demócrito
»

DROGA no aeroporto


Um cidadão nigeriano proveniente de Marrocos no voo da companhia aérea Royal Air Maroc, foi detido ontem por agentes da PJ no aeroporto internacional Osvaldo Vieira de Bissau. O detido transportava consigo droga, facto constatado pelos referidos agentes.

Quando era conduzido para as instalações da PJ, os agentes foram interpelados por 15 elementos das Forças de Intervenção Rápida (FIR), resgatando o detido, o qual foi levado protegido pelas FIR, mais a droga, para parte incerta. Assim, vai a Guiné-Bissau: a PJ caça os malfeitores as FA e a FIR liberta os seus protegidos...AAS

domingo, 26 de janeiro de 2014

PAIGC: Na reunião de hoje, 'decidiu-se' pela continuidade de Rui Diã de Sousa como líder parlamentar do partido. AAS


PAIGC - CONGRESSO: Será desta?


O congresso do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde vai decorrer até domingo, dia 02 de fevereiro, na vila de Cacheu, no norte do país. De acordo com a mesma fonte, a decisão saiu de uma reunião do Comité Central, realizada ontem, em Bissau. Segundo esclareceu, já estão reunidas as condições necessárias para a realização do congresso, que tem sido adiado há mais de um ano devido a divergências internas sobre os estatutos e sobre a forma de escolha de delegados à reunião magna. o PAIGC precisava, segundo o orçamento a que o Ditadura do Consenso teve acesso, de pouco ais de 1 milhão de euros para realizar o seu congresso.

Mil e duzentos delegados vão tomar parte do encontro para eleger o líder do PAIGC que vai substituir Carlos Gomes Júnior, primeiro-ministro deposto no golpe de Estado de abril de 2012, após o qual saiu do país. Apresentam-se à corrida para liderar o PAIGC vários dirigentes: uns como candidatos ao cargo de secretário-geral (Domingos Simões Pereira, Aristides Ocante da Silva, Cipriano Cassamá e Daniel Gomes) e outros que concorrem ao lugar de presidente do partido (Braima Camará, Carlos Correia e Satu Camará).

Antes da votação para a nova liderança será escolhido qual o modelo de estatutos que vai passar a vigorar. Uma proposta sugere que o PAIGC passe a ter um secretário-geral que seja cabeça-de-lista do partido nas eleições legislativas, ou seja, candidato ao cargo de primeiro-ministro.

Nos estatutos em vigor até aqui, há um secretário nacional, mas apenas com funções administrativas, sendo que o presidente é quem dirige o partido politicamente, assumindo-se como cabeça-de-lista nas legislativas. Uma outra prevê que o presidente fique confinado exclusivamente às tarefas de organização, sem se apresentar aos cargos eletivos de Estado. LUSA/AAS

NOTÍCIA DC: Serifo chamuscado


A CEDEAO parece ter acordado da longa letargia, e associou-se finalmente à restante comunidade internacional no cerco ao presidente de ‘transição’, Serifo Nhamadjo, e contra os seus obscuros interesses. O ex-homem-de-mão da CEDEAO quer a todo o custo que as eleições sejam adiadas. Quer ser presidente – coisa que não pode, à luz dos acordos de transição.

Primeiro, pediu ao primeiro-ministro Rui de Barros que este se candidatasse ao posto de comissário da CEDEAO. A Guiné-Bissau tinha dois candidatos - Cacaio Casimiro, economista e Huco Monteiro, sociólogo, e que acabou por ser o escolhido. Há muitas interpretações acerca da candidatura do Rui Barros ao posto de comissário – que, sabe-se agora, nunca foi uma escolha sua e antes uma jogada do PR de ‘transição.

Como vingança por o Rui não ter acedido aos seus caprichos, Serifo tirou-lhe o tapete, exigindo - segundo fontes do DC bem colocadas – que assim sendo, Rui Barros também não poderá sair antes do fim da transição. A estratégia é simples: levar o Rui com ele no mesmo barco que está a meter água por todos os lados. Alguns pensam que é uma forma que Serifo Nhamadjo encontrou para afastá-lo, devido às divergências entre ambos – por todos conhecidas.

Ditadura do Consenso sabe, porém, que a ida de Rui Barros a Abidjan serviu para este cavar ainda mais a ‘sepultura’ de Serifo junto da organização sub-regional. Rui Barros fez finca-pé junto dos presidentes Ouattara e Johnattan, para que as eleições não fossem novamente adiadas, e quis levar garantias junto destes de que Serifo não podia candidatar-se. Disse o mesmo ao Ramos Horta, o representante de Ban Ki-Moon na Guiné-Bissau. AAS