sábado, 2 de fevereiro de 2013

Sem surpresas


O Sindicato dos Jornalistas da Guiné-Bissau recebeu "sem surpresa" a notícia da regressão do país em termos de liberdade de imprensa e diz que houve vários casos que levaram a essa queda. De acordo com o relatório anual da organização Repórteres sem Fronteiras, a liberdade de imprensa na Guiné-Bissau regrediu 17 lugares, estando agora o país em 92.º lugar. O relatório diz que existe um clima de censura na Guiné-Bissau, reforçada pelo golpe de Estado militar de 12 de abril passado o que, realça o documento, tem dificultado o trabalho dos profissionais de comunicação social. LUSA

Reunião de candongueiros


O Governo de Transição da Guiné-Bissau consegue tirar todo o mundo do sério. Na falta de visibilidade e de resultados de governação, lança à mão a tudo o que mexe para dar nas vistas. Assim, para se mostrar, vai inventando eventos patéticos e sem nexo. Desta vez, acharam por bem inventar uma «Conferência de Cônsules» da Guiné-Bissau que deve ter-se realizado na cidade de Buba, entre os dias 20 e 30 de janeiro. A partida o que pareceria, uma medida de pilotagem governativa, não passa infelizmente, na verdade, de um acerto de contas de um circulo de negocios muito frutuoso e muito cobiçado pelos governantes guineenses devido aos dividendos que dai se consegue.

Como se sabe, a Ditadura do Consenso ja tinha divulgado recentemente, dados importantes que demostram de forma clara e irrefutavel toda a escandaleira e roubalheira mafiosa que constituem as redes mafiosas dos Consulados da Guiné-Bissau pelo mundo fora. Essa rede movimenta centenas de milhões de dolares em dinheiro cash, além de prendas majestosas que, vão desde carros de luxos, imoveis, hitec de ultimo grito e, até barcos de recreio de alto standart. Por tras desse negocio de milhões estão o Ministro dos Negocios Estrangeiros (MNE), Faustino Fudut Imbali, o seu Secretario de Estado, a Presidência da Republica e uma rede de intermediarios abalizados em agariar consules honorarios para a Guiné-Bissau de cujos postos retiram ganhos incalculaveis.

Assim, como tem sido com os governos emergentes de situações de ruptura constitucional, cada um aproveita como pode, dai convocar os cônsules para lhes dizer, que caso queiram manter o posto, têm que lhes pagar algo mais, ou perdem os postos em detrimento de outros interessados. Ao que se sabe, interessados a satisfazer as necessidades financeiras do novo regime (particularmente ligados a negocios mafiosos), é o que não falta pois os postos em questão, para além do estatuto encobre ganhos financeiros incalculaveis. O MNE, Faustino Fudut Imbali em coordenação estreita com a Presidência da Republica de Transição, cientes desse mana financeiro e avidos de recursos, tocam a chamar a tropa à formatura para pôr a ordem e mostrar-lhes quem é o novo detentor do «guichet» de pagamento dos respectivos titulos honorarios. A fantochada da conferência de Buba, não passa de um acerto de contas, para dizer aos «Cônsules» a quem devem pagar e, quanto deverão pagar para manterem os respectivos titulos e postos honorificos.

Em tudo isso, o que é mais triste, é que a maior parte desses ditos Cônsules que infelizmente «representam» a Guiné-Bissau por «n» cantos do mundo, são pessoas de duvidosa idoneidade, maioritariamente ligados a negocios e passado obscuros que, sob a bandeira do nosso pais, se dedicam a coberto da imunidade diplomatica das nossas representações diplomaticas aos mais nebulosos e inimaginaveis crimes de colarinho branco e lavagem de capitais. Pior ainda, entre esses ilustrissimos Cônsules credenciados pelo novo regime de Bissau e, que recorrentemente, são recebidos nos gabinetes da presidência de transição e do Ministro dos Negocios Estrangeiros do governo de transição, estão pessoas com ficha criminal de justiça e até cadastrados por questões ligadas à alta criminalidade.

Nada é de estranhar com esta desgraça de governantes que tomou de assalto a Guiné-Bissau, pois tudo e do pior pode esperar acontecer na Guiné-Bissau... até sermos representados pelo mundo fora por uma horda de cadastrados.

Aurélio Pinto Silva

Falem-me de paz e união


FALEM-ME DE PAZ E UNIÃO…

Falem-me de paz, sem antes fazerem guerra.

Falem-me de união, sem antes desunirem.

Falem-me de concórdia, sem antes provocarem a discórdia.

Falem-me de irmandade, sem antes provocarem o desentendimento.

Um homem de paz, união, concórdia e irmandade, defende esses valores, independentemente da posição, cargo ou estatuto que tiver.

Serifo Nhamadjo só depois de conquistar o poder é que se lembrou de apelar a valores e princípios morais que sempre violou! Agora quer unir os guineenses com discursos de engodo, esquecendo-se que foi um incendiário dentro do próprio PAIGC! Desrespeitou a disciplina partidária ao recusar o candidato escolhido pelo partido, apresentando-se de seguida como candidato independente! Contestou os resultados de uma votação por ter sido efectuado com as mãos no ar, mas não se hesitou em aceitar o cargo a que sempre aspirou, mesmo contra a clara vontade popular manifestada nas urnas, não se coibindo de pactuar com a opressão do próprio povo para a conquista e manutenção do seu “lugarzinho ao sol”!

Serifo Nhamadjo que hoje anda a fazer uma campanha de auto-promoção pelo país e com enviados para dialogar com a diáspora, foi o mesmo que esteve com Kumba Yalá no prenúncio do último golpe de estado! Também foi o mesmo que, já com o golpe consumado, tentou antes a manobra de assumir o comando do país, via presidência da Assembleia Nacional Popular…

Foi o mesmo Serifo Nhamadjo, na qualidade de Presidente ilegítimo da Guiné-Bissau que se tem mantido num silêncio “ensurdecedor”, em relação as várias e flagrantes violações dos direitos humanos ocorridos no país, após o golpe de estado, que não vale a pena aqui elencar!

É o próprio Serifo Nhamadjo que quer unir o país, excluindo alguns guineenses incómodos à sua ambição desmedida… Convém recordarmos que foi dessa forma que se iniciou o percurso dos mais ferozes ditadores que o mundo conheceu…

Portanto, vamos chamar as coisas pelo seu nome, com toda a responsabilidade legal inerente, Serifo Nhamadjo é tão golpista quanto António Indjai, Kumba Ialá e outros três candidatos a Presidência da República, contestatários dos resultados eleitorais.

Como um golpista identificado, Serifo Nhamadjo não tem moral para vir falar ao povo guineense (a quem ele traiu em troca de um lugar no poleiro) de valores que ele antes fez questão de violar e espezinhar, apenas com a desmedida ambição de chegar ao poder.

Serifo Nhamadjo é um dos principais responsáveis pela actual situação económica, social e política da Guiné-Bissau. É dessa forma que a história da Guiné-Bissau deve ser escrita e é dessa forma que o nome de Serifo Nhamadjo, António Indjai, Kumba Ialá, outros candidatos à Presidência da república e o actual Governo dito de transição, devem constar da história do nosso país. Não adianta andarem a criar “bodes expiatórios” e “bichos-papão” como Governo Português, CPLP, Paulo-Portas, etc. Cada um que assuma as devidas responsabilidades dos seus actos…   

A propósito da sua campanha de auto-promoção, no dia 27/1/2013 realizou-se na cidade do Porto uma reunião/encontro dos mandatados do Presidente ilegítimo da Guiné-Bissau com parte da comunidade residente no Porto. Não me foi possível participar nesse encontro, como muitos guineenses, devida a senda da incompetência que tem caracterizado os golpistas. Os denominados conselheiros do Presidente ilegítimo terão comunicado ao Cônsul honorário da Guiné-Bissau nesta cidade a vontade de reunir com a comunidade e a necessidade de um espaço para tal encontro, cerca de 24 horas antes. A comunidade guineense no Porto terá sido convocado com 12 horas de antecedência, chegando a haver duas convocatórias, uma para as 9h30min e outra para as 14h30min! Pessoalmente, tive conhecimento do dito encontro cerca de 90 minutos do seu início… É com essa desorganização e incompetência que querem ouvir e unir a diáspora!? Tive pena não ter estado presente nesse encontro, para lhes dizer tudo aquilo que agora escrevi.

Independentemente dos que vão juntando aos pouco aos golpistas, o povo guineense deve continuar a rejeitar e não pactuar com todos aqueles que chegam ou acham que conseguem chegar ao poder, pela via das armas, da opressão e da intimidação do povo e dos adversários políticos.

Jorge Herbert

As mentiras do porta-disparates


Fonte: AQUI

O Diário de Notícias publica hoje uma entrevista ao ministro da Presidência, dos Assuntos Parlamentares e da Comunicação Social do Governo de Transição da Guiné Bissau. Fernando Vaz estará em Portugal para tentar “romper o cerco diplomático e reatar laços países inflexíveis com o golpe de Abril de 2012”. É o mesmo homem que, em Outubro de 2010, acusou o governo de Passos Coelho de estar por detrás de uma suposta tentativa de golpe de Estado na Guiné-Bissau. Do mesmo governo que impediu a rotação dos elementos do Grupo de Operações Especiais da PSP que fazem a segurança à embaixada de Portugal em Bissau. O mesmo que mantém autorização de residência em Portugal até 2018, onde tem a família a viver. Nesta entrevista diz coisas como:

Angola saiu da Guiné humilhada, com a expulsão das suas forças militares. Portugal preferiu essa posição, ao ponto de demonstrar um certo belicismo, com o envio de fragatas militares a Cabo Verde, mais aviões de guerra e helicópteros, gastando 5,5 milhões de euros num período em tempo de crise."

"Todos nós condenamos o golpe. A alternância democrática faz-se com eleições, não com golpes de Estado. Mas o caso da Guiné é diferente e Portugal tem obrigação de conhecê-lo."

"Um general na Guiné ganha centos e poucos euros, não tem para comer nem para educar os filhos."

"Isso [narcotráfico] é uma questão de moda. A Guiné Bissau sempre esteve aberta a que os Estados que se opõem ao narcotráfico fiscalizem e ajudem a combatê-lo. (..) Na Guiné, por causa da situação de desprezo a que foram votadas as forças armadas, a certa altura alguns dos seus elementos foram implicados no processo da droga. Pegou-se nisso para se falar em Estado de narcotráfico. Não tem nada a ver com a realidade.” Ai não?

José Maria Neves: "Evolução positiva" na Guiné-Bissau permite negociações


O primeiro-ministro de Cabo Verde considera que se verifica uma "evolução positiva" da situação da Guiné-Bissau e que já há condições para negociações apesar da complexidade da situação política no país. "Há uma evolução positiva da situação na Guiné-Bissau. O PAIGC já se reintegrou no pacto de transição e já há condições para negociações entre as diferentes partes. A nomeação do representante das Nações Unidas, o presidente Ramos Horta, também foi muito bem acolhida pelas partes", disse hoje aos jornalistas o primeiro-ministro de Cabo Verde durante uma visita ao conselho da Amadora. "Há sinais positivos, a situação é muito complexa mas estamos a contar com uma evolução positiva da situação na Guiné-Bissau nos próximos tempos", acrescentou José Maria Neves. LUSA

Fernando Vaz: a maior banhada de sempre


O 'ministro e porta-disparate' do 'governo' golpista de Bissau está em Lisboa. Até aqui, tudo bem. Ou seja, ainda que Portugal e 90 por cento da comunidade internacional não reconheça os golpistas, só os militares tiveram direito a sanções, e como nhu 'Nando' Vaz tem autorização de residência em Portugal até 2018 vai daí o entra e sai, umas vezes no mais completo anonimato, viajando até Madrid e entrando depois por terra em Portugal. Desta vez, a forma encontrada foi a mais descarada, como vai ler a seguir.

Atravês de um jornalista português, um tal de Jorge Peixoto, Fernando Vaz tentou cravar uma entrevista à televisão estatal RTP. Resultado? SOPA! Depois, veio o disparate maior: 'Nando' Vaz telefona à LUSA dizendo (ou melhor, mentindo) que a RTP o sondou para 'uma entrevista'. Desconfiado, alguém da agência de notícias vai a correr e contacta a RTP, falando directamente com o Luis Peixoto, que é o coordenador África da estação pública. Este desmentiu tudo e contou a versão que você, caro leitor, começou por ler neste texto. Disparates? Mentiras? O melhor é deixar tudo em Bissau - ao embarcar no avião! AAS