segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Exonerado

O Presidente da República da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, exonorou hoje o general António Indjai do cargo de Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas, de acordo com um decreto presidencial.

O líder militar esteve à frente do golpe de Estado de 2012 e a sua substituição era admitida por círculos políticos e militares na sequência da eleição de novas autoridades, que tomaram posse em junho e julho.

"É o general António Indjai exonerado do cargo de Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas. Este decreto entra imediatamente em vigor", referem os dois únicos artigos do decreto presidencial lido às 21:30 locais (22:30 em Lisboa) na Rádio Nacional.

ÚLTIMA HORA: CEMGFA António Indjai foi exonerado por decreto presidencial. AAS

"Mandinti, again?"


"Meu amigo,

O tal mandinti queria espaço no teu blog tamanho G e conseguiu. Agora que vista a camisa... Quanto a ti, que Deus te dê longa vida para que assistas de pé à derrota dos teus inimigos.

D.G."

REGRESSO: Uma missão portuguesa do Instituto Camões (sim, o mesmo instituto que deixou o porta-disparate à porta umas quantas vezes...) está a partir desta segunda-feira e até quinta-feira na Guiné-Bissau para reatar relações com o país, disse à agência Lusa fonte diplomática. A missão vai “passar em revista a cooperação” entre os dois países.

ABRIU A ÉPOCA DE CAÇA: Guerra é guerra, e vai tudo a eito!!! AAS

Um bom conselho (mas sem garantias minhas, claro...)


"Cumprimentos

Amigo Aly Silva, é com muita satisfação que tenho lido as suas publicações! Durante os três anos que passei cá em Lisboa, frequentando um curso, o seu Blog tem sido meio para a minha formação e informação sobre a realidade guineense. Obrigado por isso.

Porém, não me parece bem acolhida a ideia de um intelectual de referência entrar numa discussão leviana que não abona em nada, senão criar alguns bichinhos que poderão pôr em causa o seu perfil. Aconselhava-lhe a prosseguir com aquilo que lhe dignifica e ignorar os insignificantes ataques que, de uma forma ou doutra, não podem repercutir naquilo que é a sua verdadeira personalidade. Seja prudente, menos ofensivo e menos defensivo. Assim, seremos nós os leitores a tirar ilações.

Com certeza vou precisar muito de si daqui a mais um ano, quando estiver a trabalhar o meu texto de dissertação de Mestrado, visto que tem guardado consigo algumas informações interessantes que poderão ser uteis para o efeito. Até lá, assim como milhares de pessoas, vou estar a acompanhar-lhe em tudo. Esperando que sobressaia nas suas publicações o espírito de patriotismo que lhe estão no sangue, conjugado com o espírito de civismo, dando bons exemplos para a camada juvenil que acompanha o seu famoso "Ditadura de Consenso". Um grande abraço do teu admirador!

A. Djata"


NOTA: Meu caro, há coisas que não controlo...Abraço e dispõe. AAS

CADEIA, JÁ!



Que ardas no inferno! AAS

ÉBOLA/PAÍSES EM RISCO: Com base em estudos, cientistas chegaram à conclusão de que os países com elevada probabilidade de contaminação pelo víruos do ébola são a Nigéria, os Camarões, a República Centro-Africana, o Gana, a Libéria, a Serra Leoa, Angola, o Togo, Tanzânia, Etiópia, Moçambique, Burundi, Guiné Equatorial, Madagáscar e o Malawi. AAS

RESOLVIDO: Eh pá, se a causa de tanta inveja são os mais de 13 milhões, então dou 1 milhão a cada obtuso e/ou burro e ficamos todos milionários...que tal? Ehehehehehehe ordinários. AAS

Mandinti OUT

"Aly,

Que Deus te abençoe e te proteja de todos os mal intencionados. Podes ter mil defeitos, mas tens virtudes a dobrar esses defeitos e um coração de ouro na defesa da tua/nossa Guin-Bissau e, por seres assim, seras sempre alvo de inveja e de mal intencionados...

Para te dizer que, a inveja é um estado de alma incuravel e, quando se associa a conflitos de personalidades turbulentas, torna-se doentia e de uma patologia irreversivel e perigosa. E esse o caso do teu abdominavel inimigo que se corroi de inveja e estira-se de odio, ao ver, ao ouvir e ao sentir todo o carinho, o penhor e o reconhecimento de pertença que as mais variadas franjas da nossa sociedade te dispensam e te endereçam quotidianamente, fruto da tua coragem e frontalidade na defesa da causa comum da nossa Guiné-Bissau.

Ao Sr Invejoso, o povo da Guiné-Bissau, decerto gostaria de lhe endereçar essas duas perguntas inocentes : 1) porque carga de àgua nunca criticou o poder golpista militar-tribalista imposto na Guiné-Bissau pelas esfera militar de uma etnia bem conhecida que, é a razão principal de todos os crimes e males que têm acontecido no nosso pais ? ; 2) porque razão durante os dois anos e meio de transição nunca se lhe foi ouvido, ou tenha escrito algo que pussesse em causa esse regime de golpistas estritamente associado a essa elite militar-tribal que cometeram as mais vil atrocidades humanas e dilapidaram até a exaustão os parcos bens do Estado.

O Sr Invejoso, não precisa responder, pois o povo guineense conhece do fundo da questão as conveniências do seu silêncio cumplice, postura de um reles pretensioso encapotado de intelectual que pretende vender aos incautos a sua falsa "verdade" de defensor da causa guineense.

Nos sabemos que ele calou-se porque se revê nos actos e nos conceitos de uma etnia de sua pertença, a qual cultiva e defende, a afirmação de um pretenso elitismo de enraizados complexos que se exprime nos argumentos da força e da violência, negando o crivo da competência e do saber.

Por isso, pedimos-te encarecidamente, para não perderes o teu tempo, com quem, o proprio tempo ja deixou atras e, hoje, ninguém perde o seu tempo para ler as suas quixoteicas analises sem pontas por onde pegar. Julio de Mattos recomenda-se

Carlos Malagueta"


NOTA: Nós sabemos, mas um obtuso está a anos luz de perceber isso...AAS

OPINIÃO: Taxas alfandegárias estão muito altas

"Amigo Aly,

Escrevo estas linhas na esperança de que as publiques, pois as pessoas devem estar informadas sobre o que está para vir na Guiné-Bissau.

Não tenho afinidades politicas mas sempre desejei o melhor para esta terra. Acredito (por experiência) que o desenvolvimento económico tão necessário à Guiné se faria com a criação de medidas atrativas ao investimento, dando assim uma nova dinâmica à já moribunda economia guineense.

Ora viemos a saber que este novo governo começa mal nas suas medidas de restruturação, dando um pontapé na gramática económica, aumentando as taxas nos produtos importados (20%). Fê-lo na quinta-feira, véspera do feria do comemorativo do nascimento de Amílcar Cabral, o que caiu muito mal no parco tecido empresarial e comercial.

Na mesma tacada aumentam 51 Fcfa de imposto sobre os combustíveis. Não no consumidor final mas sobre os importadores e distribuidores. Naturalmente os tubarões do petróleo, pela recusa de aumentar no preço final, recusam-se a importar mais combustível, tendo o navio da Petromar/Galp sido retido por duas vezes em Sines e por lá continua. As repercussões disto já são visíveis em Bissau e VÃO AGRAVAR-SE, caso este braço de ferro continue.

Esta semana avizinham-se mais medidas, sendo para mim que a "melhor" é a proibição (ou será mais taxação?) da importação de viaturas de fabrico anterior a 2009. Chorei a rir de tão hilário. Mas será que tem alguém no governo que conviva com a realidade?

Assim, em vez de se reduzir a carga fiscal do porto mais caro do continente, de se reduzir as taxas e isentar-se temporariamente novos investidores, de criar novas regras para a exportação incentivando a produção nacional. Não! Disparam em todas as direções na procura de criar riqueza rápida. Aumentam a inflação a um povo já espremido para
lá dos limites da pobreza.

Não devemos esquecer que um dos pilares económicos da Guiné é o comercio informal dos Lumos, que ao serem proibidos por causa da propagação do Ébola, remeteu à fome centenas de famílias. Assim não. Temos de encontrar melhores soluções. E definhar não é solução.

Para ninguém.

Um abraço e que os Deuses nos ajudem. (Sim, O Pai de Jesus, Alá, Buddha, Yémanjá e outros que nos acudam. Precisamos bem de todos )

NAA"

MUDANÇA NA PJ: Filomena Gomes Lopes é a nova Directora Geral da Policia Judiciária da Guiné-Bissau. AAS

NOTÍCIA DC: Capitão Pansau Ntchama e os três detidos, julgados e condenados pelo tribunal militar pela sua participação na 'inventona' que matou mais de 20 cidadãos guineenses, e agora absolvidos pelo Presidente da República José Mário Vaz, serão simbolicamente libertados no próximo dia 24 de Setembro, dia da nossa independência. AAS

ORGULHO: Nos 48 anos que já levo por cá, tive o privilégio de ver realidades com as quais nem supunha quanto mais atrever a sonhá-los. Hoje, não penso em mais nada a não ser que tenho mais vida para além de mim, dois filhos maravilhosos, oportunidades que convém agarrar; para mim, o essencial, o principal, o fundamental, o vital, a questão de vida ou morte era de facto a luta comigo mesmo. E pela Guiné-Bissau e o seu maravilhoso Povo. AAS

MANDINTI: É só ódio


"Porra! Este Mandinti não gosta mesmo do Aly. É só ódio. Então o homem não é jornalista? Não é a primeira vez que dizes isto. Porquê? Tens inveja? Ele foi jornalista do Independente (da revista VISÃO e fundou um jornal em Lisboa - O Lusófono, que dirigiu durante 3 anos) e já vi, por causa das tuas dúvidas, a caderneta de jornalista dele, publicada muitas vezes.

E olha, pá! Fizeste bem em ir ao baú dele. Afinal recordaste-me, que ele nunca bajulou o Cadogo, foi aliás um grande crítico dele. Como agora é destes assassinos! Porque não comentas os escritos dele, sim, do blogue dele, do tal que todos leem, do tal que todos escutam. Pois, a inveja é muita, sem dúvida. A ti, ninguém te pergunta nada (e porque haviam de perguntar, se tu nem sequer tens um blogue?) Deixa o Aly em paz.

Deixa-o denunciar os atropelos que todos os dias se fazem na Guiné, deixa-o denunciar a prepotência das forças armadas, do barão da droga, a quem os americanos estão prestes a deitar a luva. Denuncia tu estes desmandos, os assassínios sem culpa formada, o medo, os assaltos, a tortura, os espancamentos. Ou julgas que anda toda a gente a dormir como tu?»

Joka, S. Paulo, Brasil"

MANDINTI: Lava a boca antes de falar do Aly


«Mandinti, deixa o Aly em paz, lava a boca antes de falar do trabalho que Aly tem prestado ao mundo e aos guineenses. Talvez seja Aly o mais digno filho deste país que nos últimos tempos fez-se conhecer pela sua versatilidade e capacidade profissional inquestionável. O homem pode lá ter os seus defeitos como ser humano que é mas nem de perto, nem de longe se compara contigo em fazer algo para Guiné-Bissau. Ele foi quem realmente teve tomates para enfrentar a realidade e a brutalidade que se viveu no nosso país sem deixar perder a dignidade e a sua forma realista de ver as coisas, assumindo ser controverso em alguns momentos, amado e odiado por muitos, mas mostrou que o que importa mesmo é assumir se livre de expressar e exprimir ideias sem entrar na paranoia de subjectividade. Este é o Aly, ao contrário do Mandinti, que nunca escondeu ser demagogo, falso, invejoso, rancoroso, prepotente durante todos estes anos. Aly vem com o que interessa não importa que tu gostes ou não, ele não reclama reconhecimento ao seu trabalho, recusa homenagens, mas trabalha e as pessoas nele identificam qualidades, isso explica porque ele tem esmagado o site Mandinti.org e eliminou-lhe na órbita das visitas. Enquanto tu e o teu comparsa "bari dur di padja" e etnicista Cocó Djau continuam a morrer de inveja, para não falar do Analfabeto Segurança, o Aly continua a somar credibilidade e se transformando num grande herói e combatente de liberdade da pátria. Tenham vergonha na cara e deixar o homem trabalhar.»

Amadeu, Bissau
Fonte: MANDINTI.ORG"

MANDINTI: O Aly é Galáctico


«Caríssimo Aly,

Deixares os teus afazeres da tua luta quotidiana para dares atenção a um frustrado da vida que não suporta a tua mediatização e que morre de inveja e tem ódio ao teu sucesso é um desperdício que a sua pequenez de pessoa não merece. Continua o teu caminho e a tua luta que nós estamos juntos contigo. Ele se quiser vangloriar a Guiné-Bissau, no estado em que esta com o regime de assaltantes do poder, que o faça por suas expensas pois com eles se identifica e muito.

Entre vocês, é como o sol e a manteiga: quanto mais brilhas mais ele se derrete... de inveja e de ódio. O teu sol, esse continuará a brilhar, cada vez mais intenso, alimentando com o seu raiar de esperança e perseverança o sonho de todos os guineenses, que é de ver o fim do regime hediondo instalado em Bissau.

Nhu mandinti, nhu figa kanhota.

OP»

"Que Aly aproveite e fale o que lhe vai na alma, pois muitos guineenses o querem fazer e não podem, que tire tudo fora antes que morra de um enfarte." D.B

MANDINTI: Imprime, dobra em quatro e depois...enfia com jeitinho


"O Mandinti é vítima da sua própria infantilidade e ainda morrerá engasgado de tanta inveja e ciúmes. Durante muitos anos reclamou o estatuto de único crítico e promotor da Guiné-Bissau pelo mundo, vangloriou-se da ausência de meios de informações sobre este pequeno país. Mas como sempre, o tempo desengana os prepotentes e arrogantes por ignorância, o nosso país se viu premiado com inquestionável talento e capacidade metamorfoseado do ser humano António Aly Silva - dele ninguém tem dúvida do seu sentido de patriotismo demostrado em diferentes campos de exercício da consciência do que é cidadania.

Surgia ou ressurgiu o que hoje se tornou a referência da luta pela liberdade num país onde não se aprende nenhum outro valor a não ser de ódio, bajulação, inveja e demagogia. O Mandinti propositadamente incorporou estes valores e vai além, desenvolveu um complexo raro entre os filhos deste país. Como todos nós sabemos, Mandinti sempre se dizia repudiar os atropelos ao Estado de Direito, foi crítico intransigente ao regime do 'Nino', não dava espaço nem para o homem respirar, denunciou e promoveu campanhas contra quase todos os regimes na Guiné-Bissau, assumiu-se inimigo número 1 de todos.

O trabalho que por outro lado António Aly Silva fez e muito bem. O estranho agora é, porque o Mandinti acha que o Aly não é patriota ao estar a informar ao mundo o que se passa na Guiné? Muito estranho ainda é, com a situação atual do país que todos reconhecem ser pior de toda história do nosso povo, porque o Mandinti mantém se silencia e tentando calar as vozes denunciantes? Ou o Mandinti acha que está tudo bem, as coisas vão andando? Chega de falsidade e rivalidades infantis, ponham ciúmes profissionais de lado. Tenha vergonha na cara Mandinti»

Carlos, Paris"

Dar o peito às balas


"O Aly é aquele que dá o peito às balas há mais anos, tanto no sentido simbólico como com o próprio coiro, está visto que ninguém o vai calar. Agora até se atirou ao acreditadíssimo Ramos Horta. E se como lhe chamam os amigos e inimigos de bêbado e outros nomes, é caso para dizer: «in vino veritas».

E hoje Aly já é um símbolo guineense e africano, pelo menos no mundo lusófono. E, neste momento, a sua luta contra tudo e contra todos como foi sempre, conseguir que ao «golpear» o golpe de estado de 12 de abril de 2012 até aos limites, talvez seja a melhor arma para nunca mais haver golpes de estado na sua terra.

Ou será que ele é tão sonhador e utópico como foi Amílcar Cabral?»

Retornado"

«A neve e as tempestades matam as flores, mas nada podem contra as sementes» - Khalil Gibran

A RESPOSTA: "A luta é a tua primavera"


"Caro Aly

É com enorme prazer e entusiasmo que muitos de nós te acompanhamos através do teu blogue. Espero que estejas óptimo (rijo como sempre). Não te queria estar a maçar com esta mensagem. Mas como constato que há pessoas que mal conseguem discernir entre crítica ao desempenho de um cargo e uma ofensa pessoal, entre exigência duma explicação para um facto de interesse público, e uma acusação, entre outros que não quero classificar aqui, entendo que mesmo não precisando é justo que te diga que o papel que desempenhas é muito importante.

Pessoalmente e na opinião de muita boa gente és:

- Corajoso – Basta conhecer-te, ou ler os teus artigos, não apenas o blogue porque eu acompanho-te desde os tempos do semanário 'O Independente', da 'Visão' e do teu próprio jornal, o 'Lusófono':

- Inteligente – Conheço-te pessoalmente e assim penso, quem pensar o contrário é livre de fazer um cartaz publicitário… Com as próprias opiniões;

- Um Grande Profissional – Basta 'ler-te', é evidente que para um semi-analfabeto, ler o Saramago ou o Tio Patinhas é capaz de ser indiferente. Por outro lado, apesar de muitos não o saberem, 'fizeste escola' numa das melhores redacções da Europa, no jornal O Independente, que foi tão forte em tempos ao ponto de mudar o poder em Portugal. Mas o que se pode esperar de gente que não lê? Para uns não valerá a pena pois ficariam na mesma, outros porém apenas porque não terão dinheiro para tais 'luxos'… Só que, não nos podemos nivelar por baixo, quem não sabe o que diz, que fique simplesmente calado.

Na Europa, uma coisa é trabalhar na função pública (Estado) outra bem diferente é entrar e (con)vencer numa instituição privada de 'top' na sua área de negócio como foi O Independente, onde os critérios são muito selectivos, as exigências constantes e permanentes, os target’s elevadíssimos - não se pode baixar a guarda sob pena de se ser ultrapassado…. Se depois de tudo isto ainda se consegue encontrar humildade e motivação para voltar para a Guiné-Bissau, o mínimo que se pode esperar é respeito e consideração, porque tu fizeste coisas importantes nomeadamente:

- Um site de referência na altura (www.jornallusofono.com), um jornal (o Lusófono), um blogue (este mesmo), que pela relevância do conteúdo, basta digitar “ditad” no Google, que aparece imediatamente na lista de “autocomplete” com 157000 resultados possíveis…

Tens um curriculum que não foi conseguido à custa duma colocação em alguma organização internacional por via do preenchimento de cotas dos países, ou da rotatividade dos mesmos nos cargos das instituições de que são membros - foi a pulso e por mérito.

- Patriota! Se cada um nós pensar no que já fez de concreto, mesmo que seja um carro de lata que tenha sido conhecido, falado, lido, citado, estudado, mencionado, tomado como referência, ou ajudado de alguma forma alguém em alguma tarefa, esclarecido o que for que seja sobre o seu país, e se depois pensarmos em quanto custou (riscos, sacrifícios, do que se teve que abdicar, etc..), talvez se comece a ter uma ideia do que tu fazes;

Quem te escreve mail’s ameaçadores, ou pejorativos, são os mesmo que nos metralham na diáspora com porcarias desprovidas de qualquer sentido e/ou interesse, com origem em Bissau, quiçá no próprio Governo, que em vez de fazer o que deve, dispersa-se, e desperdiça os parcos recursos em coisas que não são da sua competência.

Apesar da minha falta de vocação e pachorra para ensinar – já para aprender é bem diferente, talvez seja um egoísta – penso ser elementar que um ministro informe toda a sua família e Staff de que não podem abrir 'frentes de batalha' sem o seu conhecimento e consentimento, muito menos a devida validação de todo o conteúdo(arsenal) a ser usado nessa 'linha da frente'. Mas para tal as pessoas teriam que estar à altura dos respectivos cargos, e esse não é o caso para a quase totalidade dos membros do actual (des) Governo, que me desculpem a omissão os poucos(quíssimos) que constituem a excepção.

Tu sabes que és jornalista, e mesmo em condições adversas manténs-te concentrado na tua função, já o mesmo não acontece com muita gente, porque somos aquilo que fazemos com o nosso tempo, ou seja, se alguém é membro (ou tronco) de um (des) Governo, mas passa o tempo a inventar desculpa para as trapalhadas, a planear 'limpezas' ou 'contra-golpes', a desinformar, a tentar aldrabar a comunidade internacional, a responder ao ilustríssimo António Aly Silva, no clandô, no engate (fora os pedófilos) - meu caro essa pessoa pode ser muita coisa, mas um governante é que não, com toda a certeza.

Meu caro, quando perdes tempo com certos indivíduos sinto-me prejudicado pela ausência conteúdo no teu blogue, acredita que és uma referência.

Já vi textos em que alguns se gabam de ser muita coisa e por isso se sentem no direito de te agredir, mas tens o consolo de nos ter a nós que te valorizamos, e não somos poucos, se me permites usar o teu estilo, diria que pela parte que me toca, valho por alguns 100 desses, que duma forma recorrente usam a respectiva formação académica para tentar legitimar a respectiva argumentação.

Mas aqui também estamos confortáveis, porque se o assunto for formação e CV, e o meu é algo que contempla licenciatura em Informática (Eng. de Software), especialização em Sistemas de Informação, 10 anos de experiência profissional ao mais alto nível como Consultor (sempre na Europa), um “sem número” de formações técnicas, comportamentais, e de liderança, certificações técnicas e de gestão (daqueles que são corrigidos nos Estados Unidos da América, 'pati nota caten'), participação e/ou coordenação de projectos em muitas entidades de renome na praça portuguesa e não só (CTT, TMN, DGV, GALP, Ministério da Justiça de Cabo-Verde, etc), e sou dirigente associativo.

Como não me têm feito nada por favor, sinto-me seguro para te dizer que sei avaliar uma pessoa, e o respectivo desempenho, e para o António Aly Silva apenas o seguinte:

É BOM (salvo seja), E RECOMENDA-SE!

Não por ser rico, ter força, ou um harém, mas sim porque é competente, bem formado (é de família), bem-educado (fora alguns momentos de intervalo para pôr os pontos nos iiii's), e é NOBRE de espírito.

Um Abraço

MC"

DECLARO QUE É ASSIM: Termina hoje, dia 15 de setembro, o prazo para que todos os membros do Governo entreguem a sua declaração de bens. Hoje, e não amanhã ou depois de amanhã...AAS

domingo, 14 de setembro de 2014

Ah, a inveja... A inveja é um mecanismo de defesa que pomos em actuação quando nos sentimos diminuídos no confronto com alguém, com aquilo que tem, com o que conseguiu fazer. É uma tentativa desajeitada de recuperar a confiança, a estima de nós próprios, minimizando o outro, escreveu FRANCESCO ALBERONI, no seu “Os Invejosos”...

Nani, bala sobra...Fassi kê?!: Com que então eu "tenho os dias contados". Fazes-me um desenho?!



PM Domingos Simões Pereira quer "redimensionar" função pública guineense


O primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Domingos Simões Pereira, pretende "redimensionar" a administração pública do país em que diz reinar "a improdutividade, a inoperância, o desleixo e o absentismo", referiu num artigo escrito para uma publicação estatal.

"Vamos modernizar a nossa administração pública (...). Propomos redimensioná-la, redefinindo a sua missão e os seus efetivos, bem como as funções necessárias", refere.

Segundo o chefe de governo, em conjunto com os sindicatos há que escolher entre "o recrutamento daqueles que são melhores e mais competentes" ou "continuar a ter uma função pública onde reina a improdutividade, a inoperância, o desleixo e o absentismo".

No dia-a-dia da Guiné-Bissau, a maioria dos serviços estatais funciona de forma limitada ou não funciona de todo, entre outras razões devido à contínua instabilidade política e militar do país.

No entanto, de acordo com fontes governamentais, a folha de salários não tem parado de crescer e ainda não há números definitivos sobre os compromissos assumidos. O novo executivo, eleito em abril e empossado em julho, iniciou a regularização de salários em atraso na função pública, encarando a medida como uma prioridade para normalizar setores como a saúde e educação.mNo entanto, Domingos Simões Pereira defende uma reorganização geral.

"Se formos capazes de concordar em que é pertinente o aumento das horas de jornada de trabalho", entre outras medidas, "não restarão quaisquer dúvidas de que o Orçamento Geral do Estado representará uma melhoria substancial do salário, bem como das condições laborais dos servidores do Estado".

No mesmo artigo publicado na edição de setembro da revista "Nô Administraçon", do Ministério da Função Pública e Reforma Administrativa, Domingos Simões Pereira aponta como objetivos "instituir o princípio da meritocracia nas nomeações públicas" e "estabelecer contratos por objetivos".

No âmbito das regalias, o líder do governo promete "implementar carreiras profissionais, apostando na formação contínua" e "melhorar gradualmente a remuneração salarial".

Tenho mais balas: Agora, é um alcoólico - e pedófilo - o João Galvão Borges


É uma trabalheira, mas alguém tem de o fazer...Assim, cá vai disto:

ATENÇÃO: Este escroque que responde pelo nome de JOÃO GALVÃO BORGES é pedófilo (para além de alcoólico). Cuidado com as vossas criancinhas...

Este imbecil persegue-me há muito tempo. Alguém que eu não conheço, que nunca vi na vida? Não admito!!! Se o senhor meu Pai fosse vivo, talvez soubesse a razão...leiam:







"Você é um alcoólico em fim de vida - pelo menos alguns dos seus sobrinhos assim apregoam. Eu dou-lhe um desconto, sabe porquê? Porque você é um escroque, um traste na verdadeira acepção do termo. E, ao que julgo saber, tem inclinações PEDÓFILAS...as histórias que se descobrem, não?
Vá tugindo e mugindo, pois não perde por esperar, seu grandessíssimo filho da puta sem vergonha. Meta com gente da sua laia - os alcoólicos (anónimos ou não) e trate da sua vida e vá vivendo os seus últimos dias com a segurança social europeia. Tenho dito, seu cabrão."

Peço desculpa, mas eu não sou Jesus Cristo, que levou um estalo e deu a outra face. AAS

NÃO SE GASTA CERA COM RUINS DEFUNTOS: Bem, agora é o mandinti - o macaquinho de imitação e da irritação - a querer ser engraçadinho...Doentes?, não, obrigado. Não estou! E o hospital de Júlio de Matos nem fica assim tão longe de Mafra...Foda-se! AAS

sábado, 13 de setembro de 2014

OPINIÃO/100 DIAS GOVERNO: Um País 'mon di simola'


"Decorridos cem dias de governação, os unicos sinais de destaque com repercurssões na vida socio-politica guineense, foram os anuncios sobre os celebrados pagamentos de salarios da Função Publica, como se desses actos de elementaridade governativa, fosse, o exclusivo das preocupações e dos ensejos do povo guineense.

Porém, o paradoxo em tudo isso, é que dessas duas lufadas de ar fresco que foram dadas aos nossos cronicamente falidos funcionarios publicos (FP), resultaram, uma, das diligências e bons oficios encetados pelo Presidente da Republica junto às instancias da UEMOA que culminou no desbloqueamento de 28 milhões de euros que cobriram cerca de três meses de salarios da FP e, a outra, resultou, de mais um gesto de magnitude e de solidariedade do povo irmão de Timor Leste, para com o povo da Guiné-Bissau.

Nos entretantos da realização dessas acções de grande alivio para os servidores do Estado, ressalta-se pela negativa, a ausência gritante até agora, de quaisquer diligências relevante do governo no sentido de colmatar essa crônica demanda dos servidores do Estado. Mais grave ainda, é que, para além de não se pro-activar nesse sentido, nenhuma acção, propostas ou perspectivas foram ainda feitas ou apresentadas pelo governo que consubstanciam alguma preocupação do executivo na senda da resolução dessa missão primaria e elementar de governabilidade. Alias, missão ja antes resolvidas com certa perenidade e sem grandes parangonas por executivos anteriores do mesmo campo politico.

Paradoxalmente, ao invés, o governo parece alheado de tudo, perdido e omisso na resposta as demandas mais prementes do povo..., quiça na busca de um rumo, cujos esboços começam a deixar traços poucos encorajadores.

A nosso ver, o que fica mal, em tudo isso não é o facto de sermos um pais pobre, mas sim, o facto de não se fazer nada para ao menos sair dessa situação de indecência que roça a mendicidade de Estado. E triste admitir que, nesses cem dias de governação sob a alçada do novo governo, o guineense funcionario publico e suas familias, sabem que não é o Estado que eles servem que lhes paga o seu salario, ajudando-o a alimentar a sua familia e pagar a escola e a saude dos seus proximos. Eles sabem que são pagos, pelas acções de solidariedade comunitaria/regional e pela caridade de um pais irmão.

Por este andar, fica-nos-a sempre mal esta postura, muito mal mesmo, pois quem sempre estende a mão para pedir ou receber, perde a sua dignidade. E isso, que não queremos e não devemos aceitar a que governo fôr e, para isso devemos exigir ao governo que assuma as suas responsabilidades basicas de governabilidade de, ao menos pagar o que deve aos que o servem.

Contudo, nesse deserto de ideias e de acções de governação que se possa dar algum crédito ou aplausos, emerge felizmente um potencial interessante nesse governo arido e seco, trata-se do Secretario de Estado dos Transportes cujo homonimo ja fez historia na Guiné-Bissau, o jovem e promissor, JBV. As nossas felicitações e encorajamento.

A bem da Guiné-Bissau, "Grupo de Reflexão, Cidadania e Democracia"

REGRESSO AAS/LGDH reage


"Caro Aly,

A LGDH acusa a recepção da sua Carta aberta às autoridades publicas da Guiné-Bissau. Decorre dos dispositivos constitucionais que todos os cidadãos são iguais perante a lei e, por conseguinte, devem todos sem excepção, poder gozar de todas as liberdades inerentes à condição de ser humano incluindo residir e viver tranquilamente no seu próprio país.

Com a retoma da normalidade constitucional, o regresso em condições de segurança de todos os cidadãos em asilo forçado, deve constituir uma prioridade absoluta de todos sobretudo das autoridades nacionais.

Da nossa parte, queremos reafirmar a inequívoca determinação em prol dos direitos humanos na Guiné-Bissau, defendendo e protegendo todos quantos se sintam ameaçados ou impedidos de exercer esses mesmos direitos. Para terminar, queremos assegurar-lhe que iremos, no quadro das nossas relações institucionais com as autoridades nacionais abordar o seu caso e demais outros que se encontram nesta mesma situação.

Obrigado

Liga Guineense dos Direitos Humanos"

Obrigado



Filinto E.

REGRESSO (I)


"Caro Aly,

Tenho a agradecer a forma como muito simples denunciou e reclamou os seus direitos junto das autoridades do nosso país.

Se os criminosos estão fora e têm direitos de estar à solta, porque é que você tem de ficar privado de estar e participar à sua maneira no desenvolvimento do seu país?

Que precipitação tem o nosso presidente em libertar os presos se há casos quentes no país para atender?

Estamos juntos,

Duarte Mandim"

REGRESSO (II)


"Caro Ay Silva,

Não me conheces, nunca nos vimos, estamos em terras bem distantes uma da outra. Em em Moçambique e você meu caro, neste momento em Cabo Verde pelo que nos tem dado a conhecer.

Sei que é Bissau-Guineense e tenho estado a seguir os teus post no blog Ditadura de Consenso com muito interesse como jornalista interessado na causa dos Direitos Humanos do povo guineense.

O meu apelo: Estando proibido de regressar aos seu país, tem a oportunidade de solicitar asilo por perseguição a qualquer país que se preze em defesa dos direitos humanos.

Pondere. Regressar desafiando aqueles que não o querem, pode incorrer em muitos riscos. Oiça a voz dos que te querem bem. Ainda não é altura para regressares à tua pátria amada. Apelar também às autoridades guineenses, que protejam os seu concidadãos.

Melhores cumprimentos.

M. Massundra"

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

RODAPÉ: Doka, pela enésima vez não tenho nada para falar, e muito menos ainda para 'discutir' contigo. Agora sobre o tema em si, agradeço a 'preocupação', mas quero que fique claro como água: não preciso de ti para regressar ao meu País - isso é o que mais faltava!... Para essa gente "pesada" que, nas tuas palavras, está comigo pelos cabelos, tenho um recado que espero lhes faças chegar: QUE SE FODAM. Eles, os 'pesados'. E, já agora, manda cagar os pesos pluma e mosca. Quanto a quereres ser uma "ponte"...Farim bem precisa de uma. E agradece. Ah, e ao contrário do que pregas, nada nos une, nem simples afinidade. Não nos conhecemos sequer. E agora, por favor, agora deixa-me em paz de uma vez por todas. AAS

STOP: Recebi agora um email a pedir que avise "também as Nações Unidas" em Bissau, sobre o meu regresso. Ao contrário do que me aconselham, digo apenas isto: Quero que a ONU se FODA!!! Não mandam na minha terra e nem nunca se preocuparam com o Povo da Guiné-Bissau, que é quem realmente interessa, e é para isso que a ONU está na Guiné-Bissau! Não é para proteger golpistas, branquear bandidos, ocultar assassinos e promover os ladrões do Povo guineense. Disse. António Aly Silva

PARA: José Mário Vaz e Domingos Simões Pereira


"Está decidido:

Senhores:
Presidente da República,
Primeiro-Ministro

Os senhores acabaram de tomar uma decisão, a meu ver, precipitada. Refiro-me à libertação do capitão PANSAU NTCHAMA e dos demais cúmplices na inventona que culminou nos assassínios - AINDA NÃO ESCLARECIDOS - de mais de 20 cidadãos da Guiné-Bissau. Recorde-se que todos eles foram JULGADOS e CONDENADOS pela justiça militar. O que mudou mesmo?

Senhores,
José Mário Vaz,
Domingos Simões Pereira

Fui obrigado a abandonar o meu país em outubro de 2012, depois de ter sido preso, espancado e roubado no dia 13 de abril, na sequência das minhas denúncias sobre o golpe de Estado um dia antes - a 12 de abril. Se entenderam - por motivo de RECONCILIAÇÃO - libertá-los, então não vejo por que razão é que eu, ANTÓNIO ALY SILVA, continuo a ser ameaçado e 'IMPEDIDO' de regressar ao meu país.

Da minha prisão, espancamento e roubo - nada: nenhuma autoridade, na Guiné-Bissau, mexeu uma palha. Isto faz-me pensar que um ASSASSINO é mais protegido do que um cidadão impoluto e incorruptível...

Senhores,
Presidente da República José Mário Vaz;
Primeiro-Ministro Domingos Simões Pereira

Para vossa informação: Tomei a decisão UNILATERAL, enquanto cidadão de um único País, a República da Guiné-Bissau de REGRESSAR AO MEU PAÍS, ficando vossas excelências com a RESPONSABILIDADE da minha segurança a partir da minha entrada em território nacional.

Veremos - o mundo também - se vossas excelências são mesmo a AUTORIDADE LEGÍTIMA da Guiné-Bissau...

Se podem libertar gente que cometeu CRIMES DE SANGUE, então não vejo a razão para, mais de dois anos depois, eu ainda estar fora do meu País enquanto que os verdadeiros criminosos - julgados e condenados - passeiam nas ruas da nossa terra.

REPITO: Vou regressar ao meu País, e a minha vida estará nas vossas mãos.

Com consideração,
António Aly Silva
Jornalista
CONTACTOS: aaly.silva@gmail.com
Telemóvel: (+238) 9322115
C/C: Liga Guineense dos Direitos Humanos"

EFEMÉRIDE: Se fosse vivo, Amilcar Cabral completaria hoje 90 anos de idade. Cabral ka murri!


quarta-feira, 10 de setembro de 2014

CRÓNICA: Não Conseguem Matar a Honra


"Quem me conhece bem sabe que não sou pessoa de desistir facilmente. Tenho, de resto, o empenho estampado no rosto. Gosto do meu País. Dez minutos depois de atravessar as suas fronteiras, começo a sentir arrepios. Bom, dez minutos talvez seja exagerado; Que sejam cinco. Mas de certeza que de trinta minutos não passa.

Pessoalmente, tenho dificuldade em orgulhar-me das coisas que me acontecem por casualidade. Fernando Pessoa escreveu: «O lugar onde se nasce é o lugar onde mais por acaso se está» - uma frase com a sua piada.

Eu nasci na Aldeia Formosa (actual Quebo). Já fui ao Quebo umas vezes, passei outras tantas sem parar e confesso que nem de uma nem de outra vez senti grande coisa. Nem um arrepio na alma. Não me vieram - ao contrário dos piegas - lágrimas aos olhos, nem me deu vontade de escrever contos. Nem sequer um poema.

Pouco me importa que milhão e meio de guineenses desconheça onde fica a vila do Quebo, ou quantos habitantes terá ou teve em tempos. Ou sequer se tem tradições, e já agora quais serão.

Trata-se de um sítio, e pronto. Um sítio de merda, como o são aqueles sítios onde por nada deste mundo assentamos arraiais, ainda que por breves momentos. Passámos, e às vezes desviámos o olhar, talvez envergonhados.

O facto de eu ter nascido na Aldeia Formosa, não transformou o Quebo num lugar especial - e é assim que está bem. Um sítio banal, aquele onde eu nasci. Talvez seja por isso que eu vivo de forma espartana. E não me tenho dado mal.

Mas não trocaria o Quebo por nenhum outro lugar. E com a vossa licença vou embora já. Vou para o outro Sul - e será sempre o eterno Sul cheio de estrelas e de noites intermináveis."
António Aly Silva

UE apresenta relatório final sobre eleições


A União Europeia apresentou hoje o seu relatório final sobre as ultimas eleições gerais na Guiné-Bissau do qual constam oito recomendações às autoridades guineenses para a melhoria do sistema eleitoral e da própria democracia. O relatório, que agora vai ser entregue às autoridades, foi apresentado aos jornalistas por Krzysztof Lisek, chefe da missão de observadores europeus às eleições (MOE- UE) realizadas entre março e abril deste ano.

No documento, a MOE-UE recomendou que seja atribuída a independência administrativa e orçamental à Comissão Nacional de Eleições (CNE) através de uma rubrica específica do orçamento do Estado. Pede também que seja revista a distribuição de mandatos por círculos eleitorais a fim de promover igualdade no sufrágio de acordo com a distribuição da população e ainda dar à CNE a competência de supervisão do recenseamento eleitoral.

A missão exorta ainda às autoridades a tomarem medidas no sentido do reforço da presença feminina nas listas eleitorais em lugares em que possam ser eleitas, nomeadamente fixação de quotas.

Recomendou também a adoção de legislação que permita a observação eleitoral por parte de grupos apolíticos da sociedade civil, que seja permitida a propaganda eleitoral paga nos meios de comunicação social privados durante a campanha eleitoral e concedida meios financeiros aos órgãos públicos conforme estabelecido por lei.

Ainda exorta a que as eleições autárquicas - nunca realizadas na Guiné-Bissau em 20 anos de democracia- sejam organizadas como forma de levar o poder político ao nível local.

Confrontado com o facto de as recomendações das missões eleitorais da UE terem sido apontadas nos processos anteriores, Krzysztof Lisek, disse não cabe a sua organização impor o cumprimento das recomendações "que são isso mesmo, recomendações". Lusa

NOTÍCIA DC/João Monteiro em Bissau: O coronel João Monteiro está na Guiné Bissau desde ontem. Saiu de Bissau depois do assassinato de 'Nino' Vieira, operação na qual levou seis tiros. Estava em Dakar desde então. Está neste momento em Biombo onde ficará durante uma semana. AAS

COISA PÚBLICA: Governo quer maior dinamismo e responsabilidade


O Executivo da Guiné-Bissau liderado por Domingos Simões Pereira nomeou novos responsáveis para os portos, aeroporto e alfândega do país, a este foi pedido um maior dinamismo e responsabilidade na gestão pública. Citado pela Agência de Notícias da Guiné (ANG), o secretário de Estado dos Transportes e Comunicações, João Bernardo Vieira declarou:

«O contexto político, económico e social que vivemos hoje exige maior responsabilidade na gestão, maior eficácia na execução dos programas de desenvolvimento a curto, médio e longo prazo.» O governante exortou ainda os nomeados a trabalharem em prol do cumprimento das metas traçadas pelo Governo e satisfação das aspirações dos guineenses. Lusa

ÉBOLA: Jovem conacry-guineense curado em Dacar


O Ministério de Saúde do Senegal confirmou esta quarta-feira a cura do jovem, oriundo da Guiné-Conacri, que introduziu o único caso de ébola no país. O diretor de Saúde do Ministério declarou: «Realizámos exames duas vezes. Ele [o doente] já não tem o vírus. Está curado.»

O jovem conakri-guineense entrou no Senegal antes do encerramento das fronteiras com a Guiné-Conacri, a 21 de agosto, tendo escapado à vigilância das autoridades do seu país, que alertaram os senegaleses. O doente chegou a entrar em contacto com 67 pessoas, as quais têm sido alvo de monitorizações em Dacar. Lusa

AMNISTIA para golpes de Estado e crimes de sangue? NÃO, o tanas!!!


Não, não e não. Uma proposta para o Presidente da República, e para o Governo da Guiné-Bissau:

Façam um referendo para que o Povo diga se quer ou não AMNISTIAR golpes de Estado e crimes de sangue decorrente dos mesmos. Não podemos mais adiar.

Na democracia NÃO há lugar para golpes de Estado, nem para a matança sem responsabilização. Ditadura do Consenso vai, a propósito da tão propalada e descarada amnistia, publicar vários dossiers. Há que responsabilizar tudo e todos, chamar os nomes que devem ser chamados e provar onde roubaram e quem mataram, e a pena a que foram condenados (se é que isso alguma vez aconteceu) - e se cumpriram a pena!!! Os autores morais e materiais; os ladrões do Estado idiota da Guiné-Bissau devem de uma vez por todas ser TODOS responsabilizados, doa a quem doer! António Aly Silva

<<<<< AMNISTIA: Vote na nova sondagem DC

SONDAGEM DC: O 'podia ser melhor" deve fazer o Governo pensar


PERGUNTA DC: Como classifica os 100 dias do Governo liderado por Domingos Simões Pereira?

Muito Bom = 241 votos, (34%)

Bom = 236 votos, (33%)

Fraco = 86 votos, (12%)

Sofrível = 19 votos, (2%)

Podia ser melhor = 126 votos, (17%)

Votos apurados: 708
Sondagem fechada

terça-feira, 9 de setembro de 2014

ÉBOLA CHEGOU À GUINÉ-BISSAU?


Três pessoas estão de quarentena no Hospital Regional de Bafatá no leste da Guiné-Bissau, como medida de prevenção do vírus Ébola, anunciou hoje o diretor da instituição. As três “estão bem e não têm sintomas” de infeção, mas entraram no país a partir da Guiné-Conacri, país vizinho afetado pelo surto que assola várias zonas da África Ocidental.

Uma mulher está na unidade há uma semana, dois homens entraram há seis dias e todos devem permanecer no hospital “durante 21 dias”, prazo máximo durante o qual a doença pode surgir. “É o que vamos fazer com qualquer pessoa que tenha entrado em Bafatá vindo da Guiné-Conacri”, sublinhou Mamadu Sambú, diretor do hospital.

A unidade de saúde tem falta de medicamentos. Conta apenas com sete conjuntos (“kits”) de equipamento de proteção para os profissionais de saúde lidarem com pessoas doentes suspeitas de infeção, que receberam formação sobre o vírus.

Apesar de a Guiné-Bissau ter fechado as fronteiras com a Guiné-Conacri em agosto, têm sido conhecidos casos de pessoas que entram no país a par de denúncias de alegados subornos a agentes de segurança. À margem de uma visita a Bafatá, o ministro da Administração Interna, Botche Candé, disse hoje aos jornalistas que as denúncias já foram averiguadas, mas não confirmadas. Seja como for, sublinhou que “a lei não pode ser negligenciada”. “Se o governo decidiu que as fronteiras terrestres estão encerradas, ninguém pode desobedecer a essa ordem”, destacou.

Desde o início do ano, um surto de Ébola na África Ocidental já fez mais de dois mil mortos na Guiné-Conacri, Serra Leoa, Libéria, Senegal e Nigéria. A Guiné-Bissau não registou qualquer caso. Observador

"Há homens que lutam um dia, e são bons; há os que lutam muitos dias, e são muito bons; há os que lutam um ano, e são melhores. Porém, há os que lutam toda a vida - estes são imprescindíveis". Bertold Brecht

APOIO: Portugal e Gana apoiam encontro de grupo das Nações Unidas sobre Guiné-Bissau


A ministra ganesa expressou o desejo de Portugal e Gana reforçarem a sua parceria para responder a “desafios atuais” como o problema da segurança marítima no golfo da Guiné.

Portugal e Gana vão apoiar uma reunião do grupo internacional de contacto das Nações Unidas sobre a Guiné-Bissau, anunciou hoje o ministro português dos Negócios Estrangeiros, que defendeu o aproveitamento da atenção atual da comunidade internacional sobre o país.

“Portugal e Gana estão dispostos a apoiar a Guiné-Bissau a convocar o grupo internacional de contacto das Nações Unidas, a um prazo breve, para debater as reformas em curso, as modalidades futuras do apoio internacional no terreno, a renovação do mandato do escritório das Nações Unidas em Bissau e a realização de mesas redondas de doadores”, disse hoje Rui Machete após uma reunião em Lisboa com a ministra ganesa dos Negócios Estrangeiros e Integração Regional, Hanna Tetteh.

Os dois países, acrescentou, coincidem na “necessidade de a comunidade internacional continuar a apoiar firmemente a Guiné-Bissau no seu presente processo de retorno à ordem constitucional, à paz e à estabilidade e ao desenvolvimento sustentado”.

“Não podemos perder tempo, visto que a dinâmica da vida internacional vai trazendo novos problemas, como é o caso da doença ébola, e portanto vai distrair a atenção”, pelo que há que aproveitar “esta janela de oportunidade que neste momento ainda” existe, sustentou o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros.

No mesmo sentido, a ministra ganesa defendeu a necessidade de os dois países trabalharem “a nível bilateral, no contexto da região e também a nível multilateral, envolvendo as Nações Unidas”, no sentido de “progredir no retorno do país à paz e à estabilidade”.

O encontro do grupo de contacto internacional, “a ter lugar em outubro deste ano, é extremamente importante”, referiu Hannah Tetteh.

Na reunião de hoje, no âmbito da primeira visita oficial a Portugal da chefe da diplomacia ganesa, os dois governantes assinaram um protocolo para fomentar o ensino da língua portuguesa no Gana, através da formação de pessoal diplomático, referiu o ministro.

Os dois países ultimaram também as negociações sobre a convenção para evitar a dupla tributação, que deverá ser assinada até ao final do ano na capital do Gana, Acra. “Vai gerar mais-valias importantes para os cidadãos e empresas de ambos os países, ao diminuir os custos de uma tributação que seria injusta”, afirmou Machete.

Rui Machete mencionou ainda que, em relação ao golfo da Guiné, os dois ministros exploraram “opções de cooperação bilateral na área de segurança marítima”, estando previsto o envio de uma delegação técnica do Governo português ao Gana para negociar ações concretas nesta área.

“Gana é um dos países mais estáveis e prósperos da região do golfo da Guiné e Portugal já desenvolve ações de cooperação técnico-militar nesta área com países africanos de língua portuguesa”, lembrou. A ministra ganesa expressou o desejo de Portugal e Gana reforçarem a sua parceria para responder a “desafios atuais” como o problema da segurança marítima no golfo da Guiné.

Antes do encontro com o seu homólogo, a ministra ganesa participou num pequeno-almoço empresarial, promovido pela AICEP e pela Câmara de Comércio Portugal-Gana, no qual o grupo Sana anunciou a intenção de construir um hotel em Acra.

Hannah Tetteh convidou o ministro português a visitar a capital ganesa no âmbito da realização de um dia dedicado a Portugal no Gana. Lusa

ÉBOLA: Um total de 35 profissionais de saúde da Guiné-Bissau receberam formação e estão aptos para formar outros sobre o vírus Ébola, como prevenir e controlar o contágio, anunciou hoje em comunicado a missão das Nações Unidas no país, que promoveu a iniciativa. AAS