segunda-feira, 8 de setembro de 2014
OBESIDADE/ESTUDO: Guiné-Bissau tem maior percentagem de obesos na África Ocidental
A Guiné-Bissau é o país da África Ocidental subsaariana com maiores taxas de obesidade, revela um estudo hoje publicado pela revista Lancet.
Liderada por Emmanuela Gakidou, do Instituto para a Avaliação e a Métrica da Saúde na Universidade de Washington, nos EUA, a equipa de investigadores diz ter feito a análise mais exaustiva de sempre, com base em dados recolhidos em estudos, relatórios e na literatura científica sobre a prevalência de excesso de peso e obesidade em 188 países entre 1980 e 2013.
Entre os 19 países incluídos pelos investigadores na região África Ocidental subsaariana -- onde também se incluem Cabo Verde e São Tomé e Príncipe -- a Guiné-Bissau tem a taxa mais elevada de obesidade em adultos e crianças e em ambos os sexos (8,1% nos rapazes, 16,8 % nos homens, 8,3% nas raparigas e 24,2% nas mulheres).
A taxa média de obesidade na região é de 4,3 nos rapazes, 9,4 nos homens, 3,2 nas raparigas e 11,9 nas mulheres. Quando se inclui as pessoas com excesso de peso, a Guiné-Bissau continua a ser o primeiro país nos homens (44%) e nas meninas (20,4), mas passa para segundo lugar nos rapazes (15,8) e para quinto nas mulheres (47,8).
Entre os outros países lusófonos, segue-se Angola, que está entre os três países com mais obesidade e excesso de peso na região da África Central subsaariana. Com efeito, 15,5% dos rapazes e 20,9% das raparigas em Angola têm excesso de peso ou obesidade, taxas que sobem para 42,9 nos homens e 49,1 nas mulheres.
Já a obesidade afeta 5,7% dos rapazes, 6% das meninas, 12% dos homens e 18,7% das mulheres. Em São Tomé e Príncipe as taxas de excesso de peso e de obesidade são de 12,3% nos rapazes, 18,9% nas raparigas, 30,6% nos homens e 45,7% nas mulheres.
Moçambique tem 12,3% de rapazes com excesso de peso e obesidade, taxa que sobe para 14,1% nos homens, 14,4 nas raparigas e 26,5% nas mulheres. Entre os Cabo-verdianos, o excesso de peso e a obesidade afeta 11,5% dos rapazes, 18,3% das meninas, 31,8% dos homens e 44% das mulheres.
Timor-Leste tem 7% de rapazes e 5,7% de raparigas com excesso de peso e obesidade, assim como 3,2% de homens e 6,6% de mulheres. O Brasil é o segundo país lusófono com maiores taxas de excesso de peso e obesidade, a seguir a Portugal, com 22,1% dos rapazes, 24,3% das raparigas, 52,5% dos homens e 58,4% das mulheres afetados pelo problema. Lusa
EDUCAÇÃO: Criadas duas cátedras em Bissau
CÁTEDRA AMÍLCAR CABRAL
EMENTA
Movidos por princípios ideológicos fundantes de uma nova práxis sociopolítica de construção de ideais nobres que visem a promoção e disseminação dos estudos feitos por Amílcar Cabral, tanto no campo agronômico como no das ciências sociais e política, e mais: antropológicos e filosóficos.
Objetivou-nos, in essentia, estimular novos pesquisadores da graduação e da pós-graduação para realizarem trabalhos de investigação científica sobre a obra e o pensamento do nosso líder-mor. Assim, pode-se (e deve-se), sem dúvida, consolidar o campo acadêmico de pesquisa, de natureza transdisciplinar, sobre as interfaces entre as Ciências Agrárias e Veterinárias e as Ciências Políticas e as Relações Internacionais.
Ora, para isso, torna-se, desde logo, necessário, a edificação deste importante instrumento de reflexão crítico-científica para o estudo e a atualização de múltiplas temáticas que têm sido objeto de abordagem metodológica da agudeza do pensamento cabralista nos espaços acadêmicos. E, em suma, pretende-se tornar úteis seus ideais no processo de desenvolvimento sustentável do nosso país.
Projeto: Jorge Otinta, Ph.D
Membros: Prof. Dr. Leopoldo Amado, ex- docente da Universidade de Cabo Verde e Consultor do PNUD, e Prof. Dr. Elikia MBokolo, CNRS, França.
CÁTEDRA VASCO CABRAL DE HUMANIDADES
EMENTA
O grito inaugural da nossa guineidade nasceu, sem dúvida, e de que maneira extremamente significativa, antes sob o signo do verbo e, muito depois, muito depois mesmo, sob o signo do fogo. É assim que sob o céu (ou seio, quiçá) materno da nossa nação Vasco Cabral se tornou o poeta, pensador e humanista da exímia profundidade de conhecimento da alma humana e, portanto, o construtor da liberdade, enquanto identidade individual e coletiva do povo guineense.
Para este pensador e poeta, as angústias que restam após longas sessões de vigília duma esperança que parece esvaziar nossos olhos adormecidos, ou lábios trancafiados como cadeados duma porta para que a ninguém reste a válvula do escape da opressão e repressão colonial e, simultaneamente, a obstinada crença no devir utópico libertário que engendrou a revolução setembrina de 1973, segundo a qual a luta é apenas a primavera viçosa.
E, nesse sentido, ela inaugura o processo narrativo para a construção da identidade nacional. Uma cátedra sob a égide de Vasco Cabral, o pioneiro-mor da literatura guineense, não lhe rende apenas a justa e merecida homenagem, mas debruça-se sobre aquilo que foi o homem de cultura e de notório saber filosófico e poético, de um lado; e o ideólogo da revolução e, posteriormente, um dos artífices da nossa nova democracia, de outro.
Em suma, com a criação desta cátedra de Literatura e Humanidades pretende-se, objetiva e subjetivamente, participar na busca do conhecimento científico em áreas como, entre outras, História e Geografia, Arqueologia, Filosofia e Política, Sociologia e Antropologia, entre outros.
Projeto: Jorge Otinta, Ph.D
Membros: Prof. Dr. Pires Laranjeira, Universidade de Coimbra, Portugal e Prof. Dr. Benjamin Abdala Jr., Universidade de São Paulo, Brasil.
domingo, 7 de setembro de 2014
ÉBOLA/NOTÍCIA DC: Banco Mundial disponibiliza USD 500 mil

GERALDO MARTINS Assina acordo com Banco Mundial
O Banco Mundial acaba de disponibilizar 500.000 Dólares para o programa de prevenção do ébola na Guiné-Bissau. O fundo estará disponível já na próxima semana para a implementação do programa de contingência do governo guineense contra o ébola.
O acordo foi assinado ontem, em Dakar, pelo ministro guineense da Economia e Finanças, Geraldo Martins. Dependendo da evolução da situação, o Banco Mundial poderá anunciar mais fundos. AAS
Caso Pansau Ntchama: Lembra-se?
Investigação Ditadura do Consenso

O 'electricista' Pansau
Pansau Intchama saiu de Banjul por terra e passou legalmente nas fronteiras do Senegal antes de chegar à Guiné-Bissau. Já em território guineense, foi levado ao encontro do CEMGFA António Indjai, que o despachou para Bolama para aguardar o evoluir dos acontecimentos. Num comunicado antes da noite de 21 de outubro, o governo, através do seu porta-voz Fernando Vaz, denunciara uma hipotética instabilidade no país... promovida do exterior. Dizia ainda o comunicado estarem as forças em estado de alerta, apelando à calma da população... Na madrugada desse fatídico dia, enquanto se carregavam as espingardas para o massacre, Fernando Vaz bebia um copo na companhia da namorada e de um amigo, numa discoteca de Bissau. O esquema estava montado, e o famoso assalto ao quartel dos para-comandos não passou de um mau argumento que custou a vida a mais de uma dezena de cidadãos guineenses.
O passaporte guineense de Pansau Intchama, soube o ditadura do consenso, foi emitido, a pedido deste, na embaixada da Guiné-Bissau em Banjul, na Gâmbia, em Agosto de 2012. Ele mesmo entregou aos serviços consulares todos os documentos necessários - incluindo o bilhete de identidade com a profissão de electricista - e estes fizeram então o passaporte biométrico. Segundo contou ao DC uma fonte junto da representação diplomática guineense em Banjul, que pediu anonimato, Pansau saiu de Lisboa para França. Entretanto e por um tempo, as autoridades portuguesas perderam-lhe o rasto em Lisboa. Contudo, após o golpe de Estado de 12 de Abril, mais precisamente em Maio, o general Antonio Indjai envia dinheiro a um tal de Diane, que faz Pansau vir para a Gâmbia.
E é em Banjul, de forma clandestina, que o Diane tem acesso à Embaixada, levando o Pansau ao encontro do Encarregado dos Assuntos consulares, e é este que faz o seu Passaporte. Quando o assunto se começa a falar amiúde na embaixada, este afirmou que não sabia de quem se tratava e como o mesmo apresentou todos os documentos, a pedido do seu superior hierárquico emitiu-lhe o passaporte sem sequer lhe passar pela cabeça que se tratava de Pansau Intchama, a testemunha maior indiciada nos casos de assassínios de 2009. Por outro lado, alegou o encarregado consular em sua defesa, não existia nenhuma nota do Ministério dos Négócios Estrangeiros, em Bissau, ou mesmo uma lista de pessoas a quem não se deviam passar passaportes.
O passaporte com que Pansau se apresentou, fora prorrogado enquanto estava ainda em Lisboa, e como não era digital, solicitou um biométrico. Contudo, hoje, a nossa fonte duvida das palavras do Encarregado de Negócios. No que diz respeito à emissão de um novo passaporte, diz, "nenhum problema se punha. Era um cidadão como outro qualquer para o sr cônsul, o que hoje duvido"... Porém, em Novembro e com o "assalto" ao quartel dos para-comandos no dia 21 de Outubro, a embaixadora Zinha Vaz regressa de férias, e foi-lhe informada que o Pansau Intchama havia entrado na Guiné-Bissau com um passaporte emitido pela embaixada da Guiné-Bissau na Gâmbia. Mais, o passaporte tinha sido assinada pela própria embaixadora... ainda que ausente de Banjul. Contactado pelo DC a embaixadora Zinha Vaz recusou-se a comentar este e qualquer outro assunto que tivesse que ver com a representação diplomática. Para já, aguarda apenas que lhe sejam criadas as condições para o seu regresso a casa. Ainda assim, as autoridades acusaram a embaixadora Zinha Vaz, que é irmã do ministro da Presidência, Fernando Vaz, de estar a par do contra-golpe tendo dado por fim a sua comissão na Gâmbia.
As autoridades gambianas, entretanto, já responderam positivamente sobre as credenciais do novo Embaixador. Trata-se de Idrissa Djalo, que até depois do golpe de 12 de abril era protocolo do EMGFA, e que casou esta semana com uma Irmã do general Antonio Indjai. O general tem pelo menos quatro filhos menores e duas irmãs a viverem em Banjul, com carros levados pelo próprio Idrissa no passado mês de outubro só para levar os seus filhos à escola - moram todos perto da casa do Daiana, na zona de Koutu. A vivenda é alugada e os guardas da residência são todos militares guineenses - depois do golpe de 12 de Abril, muitos deles regressaram para Bissau.
Uma investigação do ditadura do consenso conseguiu chegar mais além... Afinal, quem deu cobertura total a Pansau Intchama na Gâmbia foi Daina-Bam-Na porque era o único que conhecia o capitão. Mas há mais, por exemplo, há dois indivíduos que participaram nos assaltos e nos assassinatos de felupes a 21 de outubro...e estão agora na Gâmbia fazendo guarda em casa dos muitos filhos do António Indjai, em Banjul. Foram, por assim dizer, salvaguardados pelo poder militar de Bissau. A nossa fonte confirma e adianta que, por não existir um acordo de extradição entre os dois países, Banjul tornou-se no refúgio dos criminosos que fogem da Guiné-Bissau.
O Daiana Bam-Na, é um cidadão guineense que nasceu em Bidas, sector de Bula, Região de Cacheu. Gaba-se de ter ingressado na luta armada e que frequentou vários internatos das Zonas Libertadas desde 1972. Transferido para o Consulado da Guiné-Bissau na Gâmbia em 1982, para exercer as funçoes de Rádio Telegrafista e Técnico Criptográfico, por lá foi ficando. Está lá há 31 anos... Após a guerra civil de 7 de Junho, assume, sem nomeação alguma, o lugar de Encarregado dos Assuntos Consulares. Pelos "serviços prestados" e por ser militante do PRS, com a vitória desta formação política em 2000, é nomeado 3º secretário e logo em 2001 passa a 1º Secretário sem nunca ter sido 2º secretário - na carreira diplomática exige-se pelo menos quatro anos em cada categoria.
Durante anos, depois da promoção do Consulado para Embaixada, em 2000, a sua vida foi a venda de passaportes a cidadãos libaneses, chineses entre outros. Tinha grandes ligações com as forças armadas e a segurança nacional. Contudo, apurou o DC, já no tempo da embaixadora Munira Jauad, várias ordes de serviço indicavam para o regresso de Daiana a Bissau. Mas, claro, houve sempre a resistência do Estado-Maior General das Forças Armadas. Até que, com a chegada da embaixadora Zinha Vaz, esta consegue fazer entrar três novos funcionários. Então, o próprio Estado Maior volta a fazer finca pé para que Daiana não saísse da Gâmbia, fazendo de seguida uma proposta para a nomeação deste para o cargo de Adido de Defesa.
No inicio das funções da embaixadora Zinha Vaz, foi elaborado um termo de referência para a função de cada funcionário, tendo automaticamente excluido Daiana da confecção de passaportes. Foi nomeado um novo Encarregado de Assuntos consulares, enviado pelo ministério guineense dos Negócios Estrangeiros. Mesmo assim, e até hoje, Daiana acumula as duas funçoes, a de 1º Secretário e de Adido de Defesa e por ser pessoa de confiança de António Indjai e do ministro dos Negócios Estrangeiros, Faustino Imbali, de algum tempo a esta parte é ele o único interlocutor com os golpistas de Bissau.
Há vários exemplos - o caso do Bubo Na Tchuto e de todos os militares que fugiram com ele para Banjul, continuam, na sua maioria a residir em Gâmbia, meticulosamente organizados pelo Daiana. Nos casos do Zamora Induta e do Fernando Gomes, que saíram de Bissau para Banjul sob escolta da União Europeia, Daiana enviou como sempre informações distorcidas e contraditórias ao general Indjai. No caso do Pansau Intchama, Daiana chegou mesmo a dizer que este tinha de regressar a Bissau, por ser "pessoa de confiança do General e uma peça fundamental nos processos crimes contra os malogrados Nino Vieira, Baciro Dabó e Helder Proença".
Daiana tem garantido a várias pessoas que Isabel Romano Vieira, viuva de Nino Vieira, vai regressar a Bissau para uma missa pela alma do Nino, e que o general até já a contactou, a pedido do sobrinho desta, Helder Romano, que é director-geral de Viação. Já no caso do Antero João Correia, que conseguiu chegar a Banjul em Outubro de 2012 e depois seguiu para Lisboa, por ser seu amigo pessoal, o general Indjai foi aos arames quando soube. Chegou a ligar ao Daiana, insultando-o, dizendo que ele é que deveria ser promovido a Embaixador com a saida da Zinha Vaz, mas que uma vez que apoiou a fuga do Antero seria punido... Tudo show-off, como se pode ver. António Aly Silva
sábado, 6 de setembro de 2014
DROGA: Papis Djeme é o primeiro condenado, e vai passar mais de 6 anos na cadeia
Papis Djeme, ex-assessor do almirante Bubo Na Tchuto, foi condenado a 6 anos de cadeia pelo seu papel no tráfico de drogas para os Estados Unidos. Papis passou já 17 meses na prisão, antes de ouvir o juíz distrital Richard Berman, pronunciar a sentença em Nova Iorque.
Os seus advogados queriam um período de tempo de serviço, dizendo que ele desempenhou um papel limitado numa conspiração para importar centenas de quilos de cocaína para os Estados Unidos, e foi apenas seguindo ordens do seu chefe, Bubo Na Tchuto, igualmente detido na mesma operação em águas internacionais.
Berman disse que “seguir ordens não é uma defesa de um crime grave“, e impôs uma pena para além dos três a cinco anos de prisão que um promotor na audiência disse que seria apropriado. "Estou muito arrependido pelo que fiz aos Estados Unidos”, disse Djeme no tribunal de Nova Iorque.
Djeme, de 31 anos, era um dos dois assessores de Na Tchuto, que se declarou culpado de acusações de narcóticos da conspiração em abril e o primeiro a ser condenado. Tchami Yala, outro detido, deve ouvir a sua sentença no próximo dia 17 de Novembro.
Quanto ao almirante Bubo Na Tchuto, de 64 anos, nenhuma data de condenação pública foi prevista, mas tudo indica que será o ultimo a ser condenado, até por ser o cabecilha principal. AAS
ÉBOLA: ONU promove formação sobre doença
As Nações Unidas organizam hoje e no domingo uma formação para formadores sobre o vírus Ébola juntando cerca de 35 técnicos de saúde guineenses e de outros países da África Ocidental numa ação ministrada por especialistas da universidade John Hopkins.
Falando na abertura da formação, o novo representante do secretário-geral das Nações Unidas na Guiné-Bissau, o ex-presidente de São-Tomé e Príncipe Miguel Trovoada, considerou ser "fundamental capacitar" os técnicos nos domínios da gestão e prevenção do vírus Ébola.mA doença ainda não chegou à Guiné-Bissau, mas Miguel Trovoada quer que os técnicos estejam preparados. Lusa
sexta-feira, 5 de setembro de 2014
PESCAS: UE diz-se "preocupada" com falta de fiscalização
A Zona Económica Exclusiva da Guiné-Bissau está sem fiscalização nas pescas. A União Europeia já mostrou preocupação. Bruxelas manifestoou hoje preocupação com a falta de fiscalização de atividade de pesca na Zona Económica Exclusiva da Guiné-Bissau, um facto reconhecido pelo secretário de Estado das Pescas, Ildefonso de Barros.
A União Europeia é uma das principais parceiras no setor das pescas da Guiné-Bissau e esta semana enviou uma equipa técnica para avaliar as medidas em curso para a fiscalização no setor.
De forma ainda preliminar a missão, chefiada por Louize Hill, da direção-geral do Mar na Comissão Europeia, concluiu que a fiscalização é deficitária. “Há uma falta de controlo da pesca nas águas nacionais (da Guiné-Bissau), a União Europeia nas conversações que tem com as autoridades, fez uma avaliação onde constatou que há muito trabalho para fazer”, destacou Louize Hill.
O secretário de Estado das Pescas da Guiné-Bissau, Ildefonso de Barros também reconheceu que nos últimos anos, sobretudo durante o período em que o país foi dirigido por um Governo de transição, a fiscalização praticamente deixou de existir.
O responsável admitiu que a Guiné-Bissau quase deixou de ter a sua frota de controlo da atividade de pesca ilegal, não regulamentada ou pesca não declarada.
“A missão veio avaliar, no fundo, todo o nosso sistema de controlo e fiscalização da atividade de pesca, os registos dos navios, a forma como controlamos a emissão de licenças e o esforço de pesca na nossa ZEE”, notou Ildefonso de Barros.
O relatório final sobre a avaliação da União Europeia deve ser conhecido após o regresso da equipa, mas Louize Hill destacou que já foram transmitidas “algumas recomendações” às autoridades guineenses sobre o que é preciso corrigir. Medidas devem ser tomadas ao nível da emissão de licenças, retoma da fiscalização, registo de navios e ainda no domínio da legislação do setor, disse o secretário de Estado das Pescas guineense.
Totalizando mais de 60 navios, a União Europeia (Espanha, França, Grécia, Itália e Portugal) tem um acordo de pesca com a Guiné-Bissau em vigor desde 1980, mas na sequência do golpe de Estado militar de abril de 2012 os barcos europeus deixaram de pescar nas águas guineenses. O secretário de Estado das Pescas disse acreditar que brevemente os navios europeus voltaram a pescar na ZEE guineense. Lusa
A União Europeia é uma das principais parceiras no setor das pescas da Guiné-Bissau e esta semana enviou uma equipa técnica para avaliar as medidas em curso para a fiscalização no setor.
De forma ainda preliminar a missão, chefiada por Louize Hill, da direção-geral do Mar na Comissão Europeia, concluiu que a fiscalização é deficitária. “Há uma falta de controlo da pesca nas águas nacionais (da Guiné-Bissau), a União Europeia nas conversações que tem com as autoridades, fez uma avaliação onde constatou que há muito trabalho para fazer”, destacou Louize Hill.
O secretário de Estado das Pescas da Guiné-Bissau, Ildefonso de Barros também reconheceu que nos últimos anos, sobretudo durante o período em que o país foi dirigido por um Governo de transição, a fiscalização praticamente deixou de existir.
O responsável admitiu que a Guiné-Bissau quase deixou de ter a sua frota de controlo da atividade de pesca ilegal, não regulamentada ou pesca não declarada.
“A missão veio avaliar, no fundo, todo o nosso sistema de controlo e fiscalização da atividade de pesca, os registos dos navios, a forma como controlamos a emissão de licenças e o esforço de pesca na nossa ZEE”, notou Ildefonso de Barros.
O relatório final sobre a avaliação da União Europeia deve ser conhecido após o regresso da equipa, mas Louize Hill destacou que já foram transmitidas “algumas recomendações” às autoridades guineenses sobre o que é preciso corrigir. Medidas devem ser tomadas ao nível da emissão de licenças, retoma da fiscalização, registo de navios e ainda no domínio da legislação do setor, disse o secretário de Estado das Pescas guineense.
Totalizando mais de 60 navios, a União Europeia (Espanha, França, Grécia, Itália e Portugal) tem um acordo de pesca com a Guiné-Bissau em vigor desde 1980, mas na sequência do golpe de Estado militar de abril de 2012 os barcos europeus deixaram de pescar nas águas guineenses. O secretário de Estado das Pescas disse acreditar que brevemente os navios europeus voltaram a pescar na ZEE guineense. Lusa
URGENTE: Recém formados não conseguem abandonar a ilha
"Situaçao dos graduados Guineenses em Cuba
Em nome de todos os estudantes Guineenses recém graduados em diferentes especialidades em Tecnología da Saúde em Cuba, viemos por este meio a informar ao governo sobre a nossa situação de regreso a Guiné-Bissau, é a seguinte:
Os recém graduados no total de 18 estudantes levam mais de 2 meses sem ter posibilidade de regresar ao pais natal e enfrentam grandes dificuldades devido que a embaxada Guineense em Cuba é incapaz de resolver.
A maioria dos familiares resolveram comprar as passagens que resulta um outro problema de visto com a embaxada de Espanha em Cuba, neste sentido pedimos ajuda do governo da Guiné-Bissau especialmente do Ministério dos Negocios Extrangeiros que faça o possivel necessario.
1-Abimite Tomé Cá --------------------- Lic. Imaginología e Radiofísica Médica
2-Augusto Dionisio Sousa Almeida---Lic. Engenheiria Clínica (Electromedicina)
3-Babagale Camará----------------------Lic. Administração de Saude
4-Bimtchoga Cabi------------------------Lic. Nutrição
5-Bruno Manuel Mesa D’Almeida----Lic.Prótese Estomatológica
6-Elisangela Alfredo Da Silva----------Lic. Nutrição
7-Elizaida Correia------------------------Lic. Bioanálise Clínico
8-Floriano Omar-------------------------Lic. Administração de Saúde
9-Indira Justina dos Santos Néves---Lic. Gestão de Informação da Saúde
10-Leticia Caempa----------------------Lic. Prótese Estomatologica
11-Luciclí Sousa Cordeiro-------------Lic. Higiéne e Hepidemología
12-Québa Embaló----------------------Lic. Imagenología e Radiofísica Médica
13-Rasula Mariama do Carmo Sissé—Lic. Imagenología e Radiofísica Médica
14-Serifo Adulai Bá---------------------Lic. Engenheiria Clínica(Electromedicina)
15-Silénio
16-Suaila Mendonça------------------Medicina
17-Sundiata Iaia Seidi-----------------Lic. Bioanálise Clínico
18-Usumane Djáu----------------------Lic. Bioanálise Clínico
Responsavel: Graduados Guineeenses em Cuba.
--
Baldé Amadú
Estudiante Ingeniería Informática
Universidad Pinar del Rio
Calle Martí Final # 270, Frente Hotel Pinar
Pinar del Rio,Cuba"
quinta-feira, 4 de setembro de 2014
OPINIÃO/100 dias de Governo: Desilusão
Meu caro irmão, António Aly Silva,
CUMPRIMENTO E SAUDO A SUA CORAGEM E DETERMINAÇAO NA LUTA PELAS LIBERDADES NA GUINE-BISSAU, SERVINDO-SE DO SEU/NOSSO BLOG DITADURA DO CONSENSO, QUER INFORMANDO QUER QUER DENUNCIANDO OS MAIS DIVERSOS MALES QUE FORAM SENDO PRATICADOS NA GUINÉ-BISSAU, SOBRETUDO, DESDE O GOLPE DE ESTADO MILITAR DE 12 DE ABRIL DE 2012. O POVO GUINEENSE LHE AGRADECE ETERNAMENTE.
UM GRANDE ABRAÇO PARA TI.
"DESILUSÃO DO POVO GUINEENSE COM AS NOVAS AUTORIDADES ELEITAS DA GUINÉ-BISSAU
Apos quase três meses de funcionamento das novas autoridades eleitas da Guiné-Bissau, surgiram os primeiros sinais de preocupações no respeitante às expectativas do povo, que almeja uma verdadeira mudança terra de Cabral, não só na forma de governar e dirigir o país, mas, sobretudo, na sua relação com o poder militar. O povo guineense exprimiu a sua revolta silenciosa perante os militares e civis golpistas, infligindo uma derrota eleitoral estrondosa ao candidato do General António Indjai, Nuno Nabiam, e elegendo o JOMAV, do PAIGC para o cargo de Chefe de Estado guineense.
Mas, antes, o heroico povo guineense tinha já castigado os partidos políticos golpistas nas legislativas 2014, ao atribuir ao PAIGC uma vitória eleitoral com maioria absoluta no parlamento, só superada, na história eleitoral guineense, pela maioria qualificada do PAIGC obtida nas eleições de 2008.
Ou seja, a maioria silenciosa castigou os autores e mentores do golpe de Estado de 12 de Abril, através do seu voto na urna. Isto, apesar de toda a violência e intimidação exercidas pelos homens das fardas sob a orientação do General Indjai.
Entretanto, apesar de o povo ter votado massivamente para dar vitória total e absoluta ao PAIGC, nas legislativas e presidenciais, tendo com isso deixado uma mensagem clara de desejo de mudanças que conduzam a uma rutura com o passado recente na vida politica e militar do país, já se vislumbram os primeiros sinais de desilusão perante as primeiras ações políticas do Primeiro-ministro e do Presidente da República eleitos e em funções. Desde logo:
1ª Desilusão - no discurso de posse do Presidente JOMAV, ele considerou ser a pobreza o principal problema da Guiné-Bissau. Seria verdade, se não fosse desmentido pela realidade dos factos no nosso país. Ou seja, nenhum Governo pode combater eficazmente a pobreza se há uma estrutura armada de Estado que impede o seu normal funcionamento com liberdade e independência. Significa dizer que o Presidente JOMAV evitou deliberadamente tocar com o dedo na ferida ao ignorar que o principal fator de instabilidade politica e social no nosso país são os militares que jamais aceitaram se submeter ao poder politico civil eleito.
2ª Desilusão – o Presidente JOMAV no lugar de, em concertação com o Primeiro-ministro, assegurar a reforma profunda nas Forças Armadas, para tal se torna premente a substituição das atuais chefias militares, a começar pelo Chefe de Estado-maior General, António Indjai, optou avançar com uma decisão um pouco estranha, relativa a composição multiétnica do Batalhão da Presidência. Esta decisão pode dar em nada, bastando para tal que o General Indjai não mostre interesse nisso. E tudo leva a crer que ele não se interessará pela ideia e provavelmente nada fará para a sua concretização por entender que a medida visa os balantas largamente maioritários nas FARP.
Na nossa opinião, esta questão de equilíbrio étnico nas Forças Armadas tem de ser visto num quadro mais amplo, incluindo a totalidade das Forças Armadas (portanto, a nível nacional). E essa reforma profunda só será factível se houver novos protagonistas a nível das Chefias militares, com a substituição imediata do atual CEMGFA, António Indjai.
3ª Desilusão – na composição do Governo, mesmo compreendendo o espirito conciliador do PM, não se compreende a inclusão de pessoas que ativamente participaram no Golpe de Estado de 12 de Abril, bem como da inclusão de partidos sem representação parlamentar. Em nossa opinião, o dito Governo de inclusão deveria apenas considerar os partidos políticos com representação parlamentar, incluindo o maior partido da oposição (PRS).
4ª Desilusão – toda a gente sabe que uma das consequências mais nefastas do golpe de Estado militar de 12 de Abril foi o aumento da clivagem no seio da sociedade guineense, em que, por um lado, temos todos aqueles que se manifestaram contrários a tal Ação criminosa e anticonstitucional e do outro, temos aqueles que estiveram ao lado dos militares golpistas e tomaram parte no Governo Golpista de Transição. Ora, as novas autoridades eleitas na Guiné-Bissau não podem ignorar que este problema existe, inclusive, que muitos guineenses foram forçados ao exilio politico no estrangeiro por conta do referido golpe militar.
É um problema que tem de ser resolvido, sob pena de cheirar a esturro a tao propalada reconciliação nacional. É evidente para todos que um país que tem alguns dos seus cidadãos exilados por razões políticas não pode considerar-se reconciliado nem democrático. Aliás, o exilio politica só é compatível com regimes autoritários e despóticos e nunca democráticos.
Esta é uma chamada de atenção às novas autoridades eleitas da Guiné-Bissau sobre aspetos fundamentais da vida politica e social do nosso país que não devem ignorar. Devem agir para não defraudar as expectativas do povo que os elegeu. Mudanças já no poder castrense.
Tenho dito e até amanhã, camaradas.
Silvério Costa Mendes (Dakar)"
quarta-feira, 3 de setembro de 2014
ÉBOLA: População guineense aponta fragilidades e fala em "suborno" para facilitar entradas no País
Habitantes das regiões do leste da Guiné-Bissau estão preocupados com as "fragilidades de medidas" de prevenção do vírus Ébola na zona onde acusam as autoridades de deixarem entrar pessoas provenientes da Guiné-Conakry a troco do suborno.
A preocupação foi relatada nesta quarta-feira pelo correspondente da Radiodifusão Nacional (RDN, emissora estatal) citando casos de pessoas que entraram nos últimos dias na fronteira de Burumtuma, localidade guineense situada a escassos metros da Guiné- Conakry.
"Um oficial militar que estava em serviço na Guiné-Conakry violou a fronteira e entrou na Guiné-Bissau, em Burumtuma, onde alugou uma viatura para Gabu, dando boleia a uma senhora, os dois mais o motorista vieram até Gabu", contou o correspondente da RDN, Adulai Bobo Cissé.
Segundo o jornalista, em Bafatá, numa outra cidade do leste, populares estão a relatar situações de entrada de pessoas na fronteira a troco do pagamento de dez mil francos CFA "de suborno" aos guardas fronteiriços que as deixam passar, contrariando as orientações do Governo.
Confrontado com a situação pela Agência Lusa, o director-geral da promoção e prevenção da Saúde Pública, Nicolau Almeida, disse desconhecer os dois casos, mas lembrou ser da competência dos serviços de segurança a vigilância do encerramento da fronteira decretada pelo Governo.
As duas pessoas e o oficial militar que viajaram de Burumtuma até Gabú encontram-se em quarentena num espaço fora do hospital regional, adiantou o jornalista Bobo Cissé. "Depois de uma comunicação das Guardas Fronteiras em Burumtuma as três pessoas foram interpeladas pelas autoridades em Gabu que as meteu em quarentena num espaço fora do hospital regional de Gabu", disse o jornalista Cissé. A direcção diz não ter espaço suficiente no hospital, adiantou ainda o jornalista.
Nicolau Almeida entende não ser grave o facto de as pessoas terem sido colocadas numa casa desde que não tenha mais pessoas a viver no mesmo espaço. Também esclareceu que não constitui perigo o facto de as pessoa terem vindo de um país onde haja doença desde que não apresente sinais de infecção com o vírus Ébola.
O jornalista da RDN assinala que os três indivíduos não apresentaram sinais de infeção segundo foi informado pelos responsáveis da Saúde. Os populares não concordam com a alegação do diretor-geral da promoção e prevenção da Saúde Pública.
"Esta quarentena que não é quarentena é preocupante. Do lado de trás da casa onde foram colocados há lá um mercado improvisado de venda de cabras. Há 20 metros de distância há um local onde se vende comida e bebida", relatou ao microfone de Bobo Cissé um popular de Gabú. Um outro popular diz que a casa onde as três pessoas foram colocadas "de quarentena" não tem água potável, não tem casa de banho e as janelas dos quartos não têm vidros de isolamento.
Uma outra voz afirma que os indivíduos até recebem visitas de familiares. "Estamos em pânico", acrescentou a mesma voz que pede a intervenção do Governo central. "Noutras partes do mundo a quarentena é feita em locais distantes de aglomerados populacionais, mas aqui não é assim", diz um outro popular que conta ainda ser frequente ver aquelas pessoas a tomarem warga (um chá). Angola Press/ABC
Projectos angolanos regressam em força
O Governo da Guiné-Bissau e a empresa Bauxite Angola acabam de definir a calendarização de consultas mútuas com vista a materialização das obras de construção de um porto de águas profundas em Buba no Sul e exploração dos jazigos de Bauxite em Boé, Leste da Guiné.
A revelação foi feita pelo ministro guineense dos Recursos Naturais, Daniel Gomes, após um encontro, em Bissau com o presidente do Conselho de Administração da Bauxite Angola, Bernardo Campos.
“O Porto de Buba é uma infraestrutura sub-regional que vai catapultar a nossa economia e a exploração de jazigos de bauxite de Boé. Portanto, são dois projectos que fazem parte dos desejos do nosso líder imortal Amílcar Cabral”, explicou Daniel Gomes.
O governante guineense sublinhou que Bernardo Campos manifestou-lhe a disponibilidade de cumprir desta vez o compromisso de realização dos referidos projectos.
Os projectos de exploração de Bauxite de Boé, da construção do Porto de Buba e de um caminho-de-ferro são estimados em mais de 500 milhões de dólares americanos. Os referidos projectos foram abandonados devido ao golpe de Estado de Abril de 2012. ANG
'Caso Gerador': Os leitores pelam-se por uma explicação do ministro...
Pergunta DC:
'CASO GERADOR': O ministro dos Negócios Estrangeiros deve:
- Pôr o cargo à disposição = 213 votos, (32%)
- Ser demitido pelo Primeiro-Ministro = 149 votos, (22%)
- Esclarecer o 'caso' o mais rápido possível = 286 votos, (44%)
Votos apurados: 648 (0 fraude)
NOTA: O ministro dos Negócios Estrangeiro, Mário Lopes da Rosa, deve uma explicação. Em democracia, a vontade da maioria impera e deve ser respeitada. E isto vale para o primeiro-ministro, Domingos Simões Pereira...AAS
terça-feira, 2 de setembro de 2014
Perto do fim
A minha temporada em Cabo Verde está a chegar ao fim. Foram quase quatrocentos dias e noites, todos diferentes. Francamente, não sei nem para onde vou nem quando vou e nem vou perder o tempo que não tenho a pensar nisso.
Para a minha terra, infelizmente e por 'ordens' superiores, estou PROIBIDO de voltar. Recebi mensagens do tipo "se não parares de falar de fulano não voltarás à Guiné-Bissau".
Amigos, cá para nós que mais ninguém nos lê, eu ia mesmo para um teatro de guerra para ganhar dinheiro (telvez muito dinheiro) a fazer o meu trabalho. Siria, Iraque, Gaza...há muito por onde escolher. Para a Ucrânia é que não, porque os russos, segundo Putin, "tratam" da coisa em duas semanas... AAS
Dubai: Guiné-Bissau vai tentar captar investimentos
A Guiné-Bissau vai levar 17 projetos de desenvolvimento públicos e privados para a cimeira de captação de investimentos nos dias 09 e 10 deste mês, no Dubai, disse aos jornalistas o presidente do Parlamento guineense, Cipriano Cassamá.
Numa conferência de imprensa segunda-feira à noite, momentos antes de embarcar para o Dubai, Cipriano Cassamá informou que vai em representação do chefe de Estado guineense, José Mário Vaz, que não estará presente por razões de agenda.
A cimeira convocada pelo emir do Dubai Mohammed Bin Rashid Al Maktoum para permitir nomeadamente a que países da União Económica e Monetária da Africa Ocidental (UEMOA, da qual a Guiné-Bissau faz parte) apresentem seus projetos de desenvolvimento aos investidores árabes sobretudo os do Dubai.
Além do presidente do Parlamento, a delegação da Guiné-Bissau é composta pelo ministro da Economia e Finanças, Geraldo Martins, vice-presidente da Camara do Comercio, Abel Incada e dois empresários.
Segundo Cipriano Cassamá, o país leva ao Dubai 17 projetos (entre públicos e privados) com destaque para os projetos de construção da ponte sobre o rio Farim, introdução de um cabo submarino, alargamento do aeroporto internacional de Bissau, nos domínios da agricultura e turismo.
"Será uma oportunidade única para a Guiné-Bissau vender uma nova imagem de si mesma e ao mesmo tempo apresentar-se aos investidores do mundo árabe", defendeu o presidente do Parlamento guineense. Fonte da Câmara do Comercio, Indústria, Agricultura e Serviços (CCIAS) guineense disse à Lusa que a Guiné-Bissau, ao contrário dos restantes sete países da UEMOA, "não levará projetos substanciais".
O Senegal, por exemplo, irá apresentar na cimeira de captação de investimentos do Dubai entre 25 a 30 projetos, adiantou a fonte, lembrando que os investidores estarão abertos a analisar ideias com orçamentos a partir de um milhão de dólares americanos. Fazem parte da UEMOA o Benin, Burkina Faso, Costa do Marfim, Guiné-Bissau, Mali, Níger, Senegal e Togo.
segunda-feira, 1 de setembro de 2014
OPINIÃO: A lixeira em que se tornou Bissau
"Boa tarde amigo Aly,
Vi a foto que publicaste no teu blog sobre o amontoado de lixeira na cidade de Bissau e fiquei com calafrios. Antes vira uma foto, publicada no facebok por uma cidadã atenta (NM), É ESTA A FOTO:

Esta rua faz esquina com a Câmara Municipal de Bissau...
Essa foto retrata o entulhar da lixeira que obstruia completamente uma rua perpendicular à Av Osvaldo Vieira, onde em tempos, todos nos, tu incluido, ainda gaiatos, jogavamos a bola e praticavamos as mais mirabolantes brincadeiras, longe dos fedores que a referida imagem impressionante de desleixo retratava. Mais ainda, a referida rua, fica numa charneira de menos de 100 mts da CMB !!!.
Este pequeno àparte, é para lamentar o estado de imundice e os niveis de degradação dos indices da salubridade publica que afecta a nossa outrora bela e invejada capital da costa ocidental africana. O estado de "saude" de Bissau, constitui hoje, um caso de atentado à saude publica e deve ser encarado com o maior acuidado e urgência pelas autoridades competentes da Guiné-Bissau, pois para além do acautelar da colera e da ébola, o proprio estado generalizado do ar que polui a capital, pode vir a ser um caso sério de saude publica com consequências imprevisiveis para todos os guineenses.
Nos ultimos tempos, Bissau transformou-se numa paisagem encarnada pelo amontoado da lixeira e esgotos nauseabundos à céu aberto... uma pena de cortar a alma, para quem conhecera em tempos idos, essa bela cidade outrora modelo de salubridade e de niveis de vida ambiental sem igual, ao ponto de causar inveja aos nossos vizinhos da costa ocidental. Hoje Bissau, não passa do retrato da importância que lhe é confinada pelo poder politico desleixado e corrupto.
Sabe-se que, o espelho da beleza de Bissau é a Camara Municipal de Bissau (CMB), entidade dependente do Ministério da Administração Territorial, que é a estrutura estatal competente pela gestão da urbanidade e salubridade publica da nossa capita. Contudo, salvo raras excepções de alguns presidentes empreendedores que deixaram marcas positivas de gestão na edilidade (não citarei nomes, mas implicitamente, sabe-se quem são), todos os presidentes que passaram pela CMB, transformaram essa instituição publica num antro de jogos de interesses, de gatunagem e de enriquecimento ilicito caucionado pela impunidade que reina no pais.
Pior ainda, é hoje a situação dessa edilidade capital se prestarmos atenção à figura do seu actual presidente. Racionalmente, como se pode querer uma cidade limpa, organizada e virada para valores civicos da urbanidade, se o proprio presidente dessa instituição, ele mesmo, carece dos requisitos mais basicos desses pressupostos de nivel de vida e de vivência urbana !!!
Sejamos realistas para reconhecer, que no estado actual das coisas, é simplesmente querer o impossivel para Bissau. pois uma pessoa desestruturada em todos os sentidos, elementarmente desorganizado, socialmente caipira como é o actual presidente da edilidade de Bissau, nada se pode fazer para uma cidade tão necessitada e doente como Bissau. Isso era como pedir a uma raiz de purgueira, brotar a flor de uma roseira.
Por isso, deixem de brincar com a paciência dos bissauenses e, caso queiram varrer o lixo de Bissau, varram a maior lixeira da nossa capital que, não é mais ninguém, do que, o proprio presidente dessa edilidade em pessoa.
Um velho ditado diz : "diz-me com quem andas e dir-te-ei quem és"...ai Bissau n'dessan.
OP"
Tanta limpeza para nada

"Depois de grande trabalho de limpeza feito no sabado em toda a Guine-Bissau, o lixo continua a espera a quem de direito para ser transportado ao seu destino. Esta imagem é do Mercado de CARACOL, imagina com o periodo da chuva e a noticia de Ébola já no Senegal.
I.B."
domingo, 31 de agosto de 2014
OPINIÃO: Não se deixar sedar
"É bom que os guineenses acordem da letargia e se remetam à realidade que o pais esta confinado neste momento depois dos nefastos acontecimentos de 12 de abril de 2012 que fizeram a Guiné-Bissau regredir a patamares nunca antes conhecidos na sua historia.
E certo que, finalmente foram realizadas as eleições democraticas que se reclamava para a reposição da legalidade constitucional depois do golpe de estado precitado, e que, estas foram declaradas, livres justas e transparentes, tendo culminado com a tomada de posse dos novos orgãos de soberania.
Porém, desses acontecimentos à esta data, ja la vão mais de três meses desde o empossamento do primeiro dos orgãos sem que nada de palpavel e encorajador seja desencadeado no sentido de tirar o pais no atoleiro de problemas em que se encontra envolvido. Ou sera que, os guineenses e a comunidade internacinal, se acomodaram a considerar, tal acto de reposição da legalidade constitucional como suficiente para a resolução dos problemas da Guiné-Bissau ?
Ao que parece, depois da realização das eleições gerais findas, o pais entrou em banho-maria de letargia quanto aos passos que se previam subsequentes à urgência que uma situação de ruptura tão grave e violenta, como foi o caso guineense impunha. E bom que se diga que, ja la vão mais de três meses sem que se assinale qualquer acção consistente em termos de mobilização de esforços e recursos para tirar o pais da situação catastrôfica em que se encontra mergulhado devido aos nefastos acontecimentos ocasionados pelo golpe de estado de 2012, acto esse sequenciado por um regime de autenticos marginais que oportunisticamente se apoderaram do poder dilapidando completamente o pais durante mais de dois anos que encabeçaram uma transição marcado por irresponsabilidades extremas e roubalheiras sem fim.
A parte algumas acções de retoma que se pode considerar normal e ordinaria, pontuada pelo regresso paulatino dos parceiros multi e bilaterais de desenvolvimento, nada de revelante até agora se vislumbra a curto prazo para o pais e, nem tão pouco as novas autoridades, particularmente o Governo, se mostra aparentemente preocupado ou condicionado por esse facto de letargia e de não-governo que hoje se vive praticamente na Guiné-Bissau e parece ter sedado os guineenses em geral.
So para dar um exemplo mais proximo da nossa realidade, cita-se o caso do Mali, pais pertencente a nossa comunidade e com um conflito desencadeado o mesmo espaço temporal, o qual, mal acertou os parametros da saida do conflito, mobilizou esforços e, em praticamente menos de dois meses, conseguiu montar e levar a cabo uma conferencia de doadores conseguindo aportes financeiros consistentes visando projectos estruturantes para o pais, com grandes perspectivas de relance economico e de desenvolvimento para os proximos anos. Alias, esse pais reintegrou-se inteiramente nas altas esferas da Comunidade Internacional (CI), facto esse pontificado por reconhecidos sinais de confiança que lhe tem sido endereçado.
Contrariamente, na Guiné-Bissau a ausência de sinais positivos campeia como se pode constactar e, até agora nada de concrecto que possa indiciar algo de relevante ou com permissas positivas para o pais nos permite estar minimamente esperançado em melhores dias a curto prazo. Como consequência, tudo se mantém estagnado, parado, não havendo nenhuns sinais orientadores no sentido da retoma para o pais. Esse estado sedativo é geral, pois quer da parte do Governo, quer da parte dos nossos principais parceiros do desenvolvimento tudo parece adiado para o esquecimento. Quanto ao novo Governo, na falta de melhores resultados e perspectivas corre célere a recuperar o velho slogan do pagamento regular de salarios - problema de governação ha muito desmistificado e ultrapassado pelos governos de Gomes Junior - para tentar escamotear o vazio, e assim mostrar alguma eficiência de processos.
Alias, o notorio distanciamento da CI em relação ao pais, consubstanciado no alheamento sobre a problematica pos-conflito da Guiné-Bissau, pode ter muitas e variadas equações. Do nosso humilde ponto de vista, entre elas, as três mais plausivelmente determinantes são : a situação altamente preocupante e que merece a mais firme desaprovação da CI, é o cenario da possivel imutabilidade das actuais Chefias militares ; o silêncio amedrontado claramente palpavel que o governo demostra sempre que aborda qualquer tema ligado a uma eventual decisão sobre esse sujeito e, por fim, o brandir oportunista e contraprocedente, de mais uma estratégia de irresponsabilidade de uma possivel amnistia na ANP a favor dos militares golpistas que ja esta a ser vendida pelo proprio Presidente desse orgão.
E bom que o guineense, acorde desse conformismo latente, quase sedativo que parece ter-se-a apoderado de toda a sociedade guineense, ao ponto de se deixar-se levar por panaceias de circunstâncias que os faça cair no logro de se abstrair da grave situação de carência e de emergência preocupante que o pais atravessa neste momento. E importante que se tome consciência de uma vez por todas, de que, so com coragem e claridência de processos, é que os problemas candentes do pais podem ser resolvidas, porquanto toda a governação para ter exito e merecer credibilidade, requer não so retorica e belas palavras, mas também coragem e determinação para atacar os maiores males da situação pela raiz dos problemas.
Mais do que discursos bem delineados com belas transições semanticas, so ao alcance de grandes tribunos, o pais precisa neste momento de acções concrectas e pragmaticas que, ao menos, crie no espirito dos guineenses a expectativa de resultados estruturantes que possam pressagiar o seu bem-estar e desenvolvimento sustentado.
O Senhor Presidente da Republica, embora não sendo esse o seu principal papel, com simples iniciativas junto aos nossos parceiros, ja deu sinais eloquentes, de que não é preciso ser mestre da eloquência para rumar com passos certos para lmevar o pais a bom porto. Mostrou-nos que, basta ser pragmatico e optar-se pela simplicidade de processos e de menos falatorio.
A bem do pais, Grupo de Reflexão, Cidadania e Democracia."
sexta-feira, 29 de agosto de 2014
DSP: "Presença do ébola no Senegal é má notícia para a Guiné-Bissau"
O primeiro-ministro guineense, Domingos Simões Pereira, considerou esta sexta-feira ser “uma má notícia” para a Guiné-Bissau caso se confirme a presença do vírus Ébola no Senegal, que salientou ainda não ter chegado ao país.
Falando na habitual conferência de imprensa semanal para fazer o ponto das ações do Governo, Domingos Simões Pereira, questionado pela agência Lusa, disse desconhecer a notícia que dá conta de que um caso de infeção com o vírus Ébola foi confirmado pelas autoridades senegalesas. "Se se confirmar essa informação seria realmente uma má noticia para o nosso país”, afirmou o primeiro-ministro guineense, reforçando o apelo às ações de prevenção na Guiné-Bissau, onde, reafirmou, a doença ainda não chegou.
“Somos protegidos por uma bênção que temos que fazer por merecer”, disse Simões Pereira, ao anunciar que o Presidente guineense, José Mário Vaz, vai presidir no sábado à abertura da campanha nacional de limpeza e desinfeção lançada pelo Governo. Todos os membros do Governo, titulares de órgãos públicos vão estar no sábado em diferentes localidades do país, em Bissau e no interior, para levar a cabo a campanha de limpeza e desinfeção, notou ainda Simões Pereira.
O Presidente José Mário Vaz vai abrir a campanha no mercado do Bandim (maior centro comercial do país), em Bissau, o líder do Parlamento, Cipriano Cassamá, em Bafatá (leste), o presidente do Supremo Tribunal de Justiça, Paulo Sanhá, no sul e o primeiro-ministro, Simões Pereira, na zona norte.
Ministros e secretários de Estado também foram distribuídos para várias localidades. Ao enaltecer a importância da campanha, Domingos Simões Pereira, disse que “é das várias ações” que o país pode fazer para enfrentar o vírus do Ebola e outras doenças.
“A pobreza é algo que nós não podemos controlar, a limpeza sim”, observou o primeiro-ministro, lembrando que a Guiné-Bissau no passado foi considerada o país mais limpo da Costa Ocidental de Africa. Confrontando com o facto de algumas pessoas, oriundas da Guiné-Conacri, se recusarem a vigilância médica, como medida de precaução, Domingos Simões Pereira reprovou este comportamento frisando estar em causa a saúde pública. Lusa
GUINÉ-EQUATORIAL: Alegada agressão de embaixador gera preocupação nos EUA
O governo dos Estados Unidos expressou hoje "profunda preocupação" sobre a alegada agressão do embaixador da Guiné Equatorial à sua filha, que segundo a polícia teve lugar na passada segunda-feira, na residência do diplomata na capital norte-americana.
"Sem dúvida, estamos cientes do incidente que aconteceu na residência do embaixador da Guiné Equatorial nos Estados Unidos, no início da semana. Estamos profundamente preocupados com a alegada agressão", disse a porta-voz do Departamento de Estado, Jen Psaki, num encontro com a comunicação social.
Segundo as forças de segurança, Ruben Maye Nsue Mangue golpeou repetidamente a filha com uma perna de madeira de uma cadeira, causando-lhe vários ferimentos, um dos quais na cabeça, o que levou a que fosse hospitalizada.
Devido à sua imunidade diplomática, o embaixador da Guiné Equatorial não pode ser detido para responder pelo incidente.
"Temos estado em estreito contacto com as autoridades locais em relação ao bem-estar das vítimas e possíveis acusações contra o alegado agressor. Não estamos em condições de discutir muitos mais detalhes", acrescentou.
OPINIÃO: Lavar sem branquear
"O actual Ministro dos Negocios Estrangeiros guineense, outrora Ministro das Pescas e da Economia Maritima, o Embaixador, Mario Lopes da Rosa, foi indiciado pelos serviços da Policia Nacional de crime de furto e sonegação de bens do Estado, concretamente dois grupos completos de produção de gêlo e refrigeração semi-industrial, destinado a um projeto associativo da região de Biombo.
Infelizmente, encontrar um Ministro ladrão ou delinquente, não é nada de tão especial nos ultimos tempos na Guiné-Bissau, pois dessa espécie vulgar, ha-os muitos e de todos os gostos, sendo até alguns de pior quilate para o mal dos nossos pecados.
O que no entanto é especial e estranho, é ver-se uma "associação" supostamente lesada se erigir em defensor publico de um Ministro "dedo leve" lançando-lhe uma boia de salvação no intuito de tentar livrar-lhe das vagas tormentosas que o seu indelicado acto de amizade com o alheio acabou por lhe criar.
Estranho mais ainda, é que a subtracção desses equipamentos e a sua dissimulação nos armazéns da sogra do ministro ja era falado à surdina no proprio Ministério e mesmo em certos recantos de coscuvelhice de Bissau, porém o ministro indelicado, quiça crendo em demasia na sua impunidade, deixou esticar demasiadamente a corda do diz-que-diz e este acabou por arrebentar do seu lado, permitindo-se a descoberta na gruta da sogra do Ministro Ali Baba, todo um arsenal frigorifico-pesqueiro de um projecto de pescas, que supostamente era destinado a uma associação comunitaria de Biombo.
O equipamento subtraido, segundo as alegações da associação que se erigiu em defensora oficiosa do ministro, fora-lhes afectado através do "seu apadrinhamento", e que os mesmos estavam tão somente zelosamente "guardados" nos armazéns da sogra, aguardando assim a oportunidade e condições para lhes serem entregues... Ora viva !!! ca temos, uma historia de fazer dormir de pé ou fazer chorar de rir.
Este gesto suspeito de boa vontade gratuita da dita associação, em vez de "ajudar" o seu ministro-padrinho, mais lhe encurta as pernas da mentira e, mais se lhe descobrem factos incongruentes sobre o seu desavergonhado acto que não mais é do que, um furto qualificado com todas as suas letras e consequências.
Alias, com a perspicacia e inteligência que lhe é reconhecida, ja o Aly Silva num apice, desmontou a encomendada defesa do ministro em que se pretende arvorar essa fantoche associação de conveniência.
A realidade dos factos é incontornavel e não tem retorno. O crime foi praticado, pois existiu um furto que foi investigado e provado. O objecto do furto foi referenciado e recuperado pela Policia no cumprimento da sua missão de defesa do bem publico.
Agora, quer o ministro se demita ou não pouco importa pois ao que parece esta habituado e calejado nessas praticas ha muito tempo, é bom que a Policia Nacional não abrande a sua acção e mantenha a honra da defesa do seu bom nome neste assunto que se quer politizar, continuando a fazer o seu trabalho até as ultimas consequências doe a quem doer.
Quanto ao PM estou certo, de que não tem a autoridade suficiente sobre a figura do Ministro Ali Baba, para de sua livre iniciativa o demitir despoticamente..., pois não se esqueçam de que na gruta do Ali Baba, havia ao todo... 40 Ladrões.
Bem haja Guiné-Bissau
Cesario P."
OPINIÃO: Vai-te embora, ó ébola!
É doloroso admiti-lo, mas é quase uma certeza, ainda que indesejada: a chegada iminente do ébola à Guiné-Bissau. Fechadas que foram (tardiamente) as fronteiras com a vizinha Guinée, lá teremos que adoptar a mesma medida com o nosso vizinho mais próximo - o Senegal, que registou oficialmente o primeiro caso de infecção pelo vírus que matou já quase duas mil pessoas de vários países da África Ocidental, atormentando outros países e continentes.
Será uma luta terrível, desigual mesmo, num país que mal consegue lidar com o paludismo (a principal causa de morte) e com o embrião da cólera... Deus vos acuda, Ele sabe o que faz. Mas atenção que o termo fecho das fronteiras tem de ser levado a sério. Terá de ser a vácuo: nada pode entrar.
Os fechos das fronteiras terão um impacto terrível na vida das populações, nomeadamente na dos pequenos comerciantes, principalmente aqueles que vivem na área de S. Domingos (fronteira Npack) e Ingoré. A circulação de pessoas e bens terá pois de ser minimizada pelo poder central, através do abastecimento de bens de primeira necessidade, pois isso ultrapassa as autoridades regionais e sectoriais. AAS
UNILAB abre inscrição
A Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab) abre inscrições para o Processo Seletivo de Estudantes Estrangeiros 2014.2. Podem se inscrever candidatos de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe. As inscrições estarão abertas de 01 a 12 de setembro de 2014.
A Unilab é uma instituição de educação superior que tem como proposta garantir uma sintonia com as demandas do Brasil e das demais nações que integram a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).
Mais informação no site: www.unilab.edu.br
quarta-feira, 27 de agosto de 2014
OPINIÃO: A tua verdade, que na verdade é quase sempre a verdadeira
"Meu caro Aly,
Não é a primeira vez que uso a tua caixa de mensagens para te enviar um abraço de solidariedade. Faço-o, não porque nos ligue uma grande amizade (acho que bebemos um café juntos no Império em Bissau), mas por sentir o quão importante tem sido o teu contributo pela causa da nossa terra!
De Bissau, a Bafata, de Gabu a Ziguinchor, de Lisboa a Luanda, é á D.C. que me dirijo sempre que procuro notícias credíveis sobre a GB. Outros aparecem, uns movidos e patrocinados por interesses políticos, outros decidiram-se por defender interesses pessoais, outros ainda apareceram para numa mistura de deuses e demónios, misturarem alhos com bugalhos, política com negócios.
Também já o escrevi, que nem sempre concordo com o que escreves, com o que opinas, mas isso só valoriza e estimula o contraditório. Há porém um facto que me faz estar sempre atento ao que escreves, é saber que o que te move é o bem-estar dos teus concidadãos. Mais do que saber escrever, é saber o que se escreve, e tu sabes! O teu blog é desde á anos a fonte onde se bebe a verdadeira informação sobre a GB. É lá que está a notícia, a tua verdade, mas que na verdade é quase sempre a verdadeira!
M.M."
OPINIÃO: Contra as trafulhices
"Carissimo Aly,
Podes estar ciente do orgulho que nos cabe pelo valioso trabalho que tens feito de informar e esclarecer os guineenses sobre os mais vastos acontecimentos que ocorrem no nosso pais.
Estamos também cientes, de que a tua patriotica "missão", para além dos riscos e perigos que acarreta, esta sujeito a criticas e a incompreenssões, principalmente por parte daqueles que, quando apanhados nas suas trafulhices e manigâncias, se sentem escandalosamente "ofendidas".
Porém, deves-te sentir reconfortado e seguir o teu caminho sem pestanejar e continuar a trabalhar em prol do povo guineense que esta do teu lado, e que, na sua mais intima humildade te agradece a tua dedicação e empenho.
Por isso, não percas, nem tempo, nem espaço para responder aos que não merecem, pois apesar de querem negar a evidência que não inventastes, demostram mais uma vez, de que, não são mais do quie reles ladrões de colarinho branco.
Um abraço fraterno.
Ambrosio Gomes – Santa Catarina"
CONTRA A BANDIDAGEM: Movimento ilegal 'Fábrica di Gelo'
"O Povo deve fazer o seu papel - o de vigilante." E, claro, enviar tudo para este email: aaly.silva@gmail.com
terça-feira, 26 de agosto de 2014
ESCLARECIMENTO DC
Sobre o caso do suposto (volto a frisar - SUPOSTO) desvio de gerador e equipamentos de frio, encontrados numa propriedade particular e DENUNCIADOS pela polícia, o editor do Ditadura do Consenso vem esclarecer o seguinte:
1 - Em nenhum momento o editor deste blog ACUSOU, DIFAMOU, DENUNCIOU o ex-ministro das Pescas e actual titular da pasta dos Negócios Estrangeiros;
2 - O editor deste blog limitou-se a divulgar uma notícia dada em CONFERÊNCIA DE IMPRENSA, portanto pública;
3 - O editor deste blog, escreveu um artigo de opinião sobre o "SUPOSTO" desvio - anunciado pelas autoridades nacionais. Sim, o editor deste blog convidou o ministro a pôr o seu lugar à disposição do chefe do Governo, e colaborar com a Justiça. E reforçou: em política, tudo tem consequência. Continuo a achar que nunca, em momento algum, esses materiais deveriam ter sido 'guardados' onde foram encontrados e resgatados pela polícia. Ponto.
4 - Que, na falta de condições para recepção dos materiais...estes tenham sido guardados numa propriedade particular, de gente muito próxima do ministro em causa, e com todos os perigos inerentes? E se o armazém em causa fosse assaltado, ou os materiais vandalizados? De quem seria a culpa?
Posto isto, tenho algumas dúvidas que gostaria de ver esclarecidas:
Nas cartas que publiquei, há coisas que NÃO batem certo. Reparem na maneira de escrever, na "nota de imprensa" que publiquei ontem - um português escorreito, partindo da mesma associação. Agora, atentem no outro documento, da mesma associação: um português de 3ª classe. Não me lixem porque eu não sou burro. Essa nota de imprensa foi uma encomenda de muito mau gosto e apenas para proteger alguém que não eu...penso que as próprias autoridades não se deixarão enganar.
Recebi ainda, de terceiros, uma "nota de repúdio da família", que não a do ministro, mas ligada ao armazém em causa. A minha resposta? Não a publico, porque acho-a ofensiva e indiquei a polícia como potencial receptora dessa nota...ou seja, cada um faz o que quer e como o meu blog tem mais visibilidade...isto não é uma lavandaria, não. Que cada um carregue a sua cruz.
Pediram-me ainda que me retratasse e pedisse "desculpas ao senhor embaixador" (leia-se ministro). Fui claro: não peço desculpas coisa nenhuma porque não fiz nada passível disso. E creio que a mensagem passou.
Caros amigos,
Estou a ficar farto de editar o blog. Não tenho paz, estou doente, sou roubado, estou longe da minha terra. Em suma: estou cansado para fazer com que terceiros percebam que este blog é isso mesmo: eu! Não me vergo, ainda que com uma arma apontada à cabeça!!! António Aly silva
Governo ordena, mas cada um faz o que bem lhe apetece
"Bom dia rapaz, tudo bem?
Queria perguntar ao PM Domingos Simões Pereira se na realidade aquela tomada de medida de as "grávidas e as crianças" não pagarem as idas ao hospital é mesmo verdade ou não passa de uma brincadeira de mau gosto? Isso porque levei uma criança de 1 ano de idade ao hospital e, qual não foi o meu espanto, a senhora pediu-me "1000 fcfa" para a consulta.
No meu caso, não se trata de dinheiro, mas e a grande maioria da população? Ainda perguntei à senhora sobre o despacho do Governo que isenta grávidas e crianças, mas o que ouvi deixou-me incrédulo: "Meu amigo, ainda temos senhas e só quando acabarem é que passa a ser grátis"...
Não quis acreditar naquilo que ouvia. E pensei que, se houvesse um contentor cheio de senha e AINDA QUE TENHA SIDO UM DESPACHO GOVERNAMENTAL, é possível que os meus bisnetos venham a estar isentos...situações destas, autênticas aberrações, só acontecem mesmo na Guiné-Bissau.
G.H."
NOTA: E porque não FOTOGRAFAR essa senhora, e enviar a foto, ou mesmo gravar um vídeo e apanhá-la em flagrante? O povo deve fazer o seu papel de vigilante. AAS
IMIGRAÇÃO ILEGAL: 45 guineenses ilegais detidos em Melilla
Um grupo de 45 guineenses teria sido apanhado no domingo pelas autoridades espanholas ao tentar entrar neste território encravado em Marrocos.
Os guineenses em causa encontrar-se-iam num centro de acolhimento de imigrantes acolhendo 800 africanos. Os clandestinos teriam sido aliciados por uma rede que os teria levado para o Senegal, Mauritânia e Marrocos tendo seguido de barco para Melilla.
De acordo com a Agência noticiosa da Guiné, citada pela agência Lusa, uma outra etapa do périplo teria sido a Líbia, onde alguns teriam sido mesmo detidos, uma viagem em que as mulheres teriam sido coagidas por traficantes a se prostituirem. Os candidatos à imigração ilegal poderiam ter pago entre um a dois milhões de francos cfa para a viagem entre a Guiné-Bissau e Espanha.
O secretário de Estado guineense das comunidades admite a sua preocupação com o caso. Idelfrides Fernandes promete apoiar os cidadãos em causa, tentando apurar o sucedido junto das embaixadas em Espanha e em Marrocos, não sendo de excluir a intervenção também da embaixada em Portugal. RFI
segunda-feira, 25 de agosto de 2014
domingo, 24 de agosto de 2014
Assalto em Bissau
O gabinete do diretor da Unidade de Coordenação da reforma da Função Pública da Guiné-Bissau, José Braima Dafé, foi assaltado tendo sido levado um computador e dois monitores, disse hoje à Lusa fonte do ministério.
O assalto, que já está a ser investigado pela Policia Judiciária, aconteceu na noite de quinta-feira com os assaltantes a levarem um computador portátil de uso pessoal de Braima Dafé e dois monitores afetos ao seu gabinete, acrescentou a fonte.
"Esta é a quarta vez que ladrões fazem assaltos ao ministério [da Função Pública e Reforma do Estado] desde que iniciamos, em 2010, o processo de identificação de funcionários fantasmas", adiantou a fonte do gabinete do ministro da Função Pública. Lusa
sexta-feira, 22 de agosto de 2014
OPINIÃO do EDITOR: Demita-se, sr. Ministro
A notícia/escândalo da semana deixou Bissau a suspirar por mais um caso de polícia que nunca chegará a sê-lo. O caso do suposto desvio, pelo ex-ministro das Pescas e actual titular da pasta dos Negócios Estrangeiros, Mário Lopes da Rosa, de um gerador e outros equipamentos de frio que eram destinados a um projecto. Diga-se, em abono apenas e só da verdade, que este modus operandi existe desde a nossa fatídica independência, há 40 anos! - mas não é por isso que vamos continuar a tolerar abusos desses...
Sr. Ministro Mário Lopes da Rosa: ponha o lugar à disposição do Primeiro-Ministro. Este assunto está a deixar o Governo da Guiné-Bissau bastante desconfortável junto dos seus parceiros de desenvolvimento. Demita-se e colabore com as autoridades. Faça algo útil agora que o mal está feito.
Na política, tudo tem consequência, e esta irresponsabilidade merece uma demissão. Até porque estamos a falar de um ministro de Estado! AAS
100 milhões de euros para linha de alta tensão
Lusa
A Guiné-Bissau necessita de 100 milhões de euros, para construir 219 quilómetros de linha de alta tensão, para transportar para o país a eletricidade que será produzida a partir do próximo ano na barragem de Kaleta, na Guiné-Conacri.
A informação foi hoje avançada à imprensa por Inussa Baldé, diretor-geral dos Recursos Hídricos do Ministério dos Recursos Naturais e ponto focal na Guiné-Bissau da Organização para o Aproveitamento do Rio Gâmbia (OMVG, em sigla francesa).
Vários peritos e elementos das localidades guineenses onde está previsto passar a linha de alta tensão estão hoje reunidos em Bissau para avaliar o impacto da construção nas zonas de Bafatá, Saltinho, Bambadinca, Mansoa, Farim e Bissau.
Inussa Baldé afirmou que até outubro será lançado o concurso internacional para a construção dos 219 quilómetros de linha de transporte de energia já que em agosto de 2015 a primeira turbina da barragem de Kaleta entrará em funcionamento.
"Além da linha que traz energia, o país terá que ter postos de acolhimento e redistribuição da corrente elétrica", observou Baldé, acrescentando que a União Europeia e o Banco Mundial estão dispostos a apoiar a iniciativa. Em pleno funcionamento, a barragem de Kaleta irá produzir cerca de 900 gigawatts/hora por ano.
A partir de agosto de 2015, com uma turbina, estarão já disponíveis 200 megawatts de energia pronta a ser consumida nos quatro países da OMVG (Guiné-Bissau, Senegal, Gâmbia e Guiné-Conacri).
Antes do final do próximo ano será iniciado o projeto de construção da segunda barragem no quadro da OMVG em Sambangalou (no Senegal), adiantou Inussa Baldé, explicando que com as duas infraestruturas em funcionamento e com os cabos de interconexão ligados, a Guiné-Bissau terá 40 por cento das suas necessidades energéticas resolvidas.
De acordo com o responsável, a energia a ser produzida pelas duas barragens "é limpa, por ser hidroelétrica", ao contrário da que agora é produzida a partir de combustíveis fosseis - o que, disse, irá permitir a Guiné-Bissau poupar 13 biliões de francos CFA/ano utilizados na compra do gasóleo e derivados.
Inussa Baldé enalteceu igualmente o facto de a energia a ser produzida ser também mais barata, por custar apenas 32 francos CFA (0,5 euro) por cada quilowatt. A Empresa de Eletricidade e Agua da Guiné-Bissau (EAGB) cobra 380 francos CFA (0,58 euro) por quilowatt de energia.
NOTA: A CEDEAO podia pagar essa infraestrutura, já que se chegou à frente no golpe de estado de 12 de abril...AAS
A Guiné-Bissau necessita de 100 milhões de euros, para construir 219 quilómetros de linha de alta tensão, para transportar para o país a eletricidade que será produzida a partir do próximo ano na barragem de Kaleta, na Guiné-Conacri.
A informação foi hoje avançada à imprensa por Inussa Baldé, diretor-geral dos Recursos Hídricos do Ministério dos Recursos Naturais e ponto focal na Guiné-Bissau da Organização para o Aproveitamento do Rio Gâmbia (OMVG, em sigla francesa).
Vários peritos e elementos das localidades guineenses onde está previsto passar a linha de alta tensão estão hoje reunidos em Bissau para avaliar o impacto da construção nas zonas de Bafatá, Saltinho, Bambadinca, Mansoa, Farim e Bissau.
Inussa Baldé afirmou que até outubro será lançado o concurso internacional para a construção dos 219 quilómetros de linha de transporte de energia já que em agosto de 2015 a primeira turbina da barragem de Kaleta entrará em funcionamento.
"Além da linha que traz energia, o país terá que ter postos de acolhimento e redistribuição da corrente elétrica", observou Baldé, acrescentando que a União Europeia e o Banco Mundial estão dispostos a apoiar a iniciativa. Em pleno funcionamento, a barragem de Kaleta irá produzir cerca de 900 gigawatts/hora por ano.
A partir de agosto de 2015, com uma turbina, estarão já disponíveis 200 megawatts de energia pronta a ser consumida nos quatro países da OMVG (Guiné-Bissau, Senegal, Gâmbia e Guiné-Conacri).
Antes do final do próximo ano será iniciado o projeto de construção da segunda barragem no quadro da OMVG em Sambangalou (no Senegal), adiantou Inussa Baldé, explicando que com as duas infraestruturas em funcionamento e com os cabos de interconexão ligados, a Guiné-Bissau terá 40 por cento das suas necessidades energéticas resolvidas.
De acordo com o responsável, a energia a ser produzida pelas duas barragens "é limpa, por ser hidroelétrica", ao contrário da que agora é produzida a partir de combustíveis fosseis - o que, disse, irá permitir a Guiné-Bissau poupar 13 biliões de francos CFA/ano utilizados na compra do gasóleo e derivados.
Inussa Baldé enalteceu igualmente o facto de a energia a ser produzida ser também mais barata, por custar apenas 32 francos CFA (0,5 euro) por cada quilowatt. A Empresa de Eletricidade e Agua da Guiné-Bissau (EAGB) cobra 380 francos CFA (0,58 euro) por quilowatt de energia.
NOTA: A CEDEAO podia pagar essa infraestrutura, já que se chegou à frente no golpe de estado de 12 de abril...AAS
quinta-feira, 21 de agosto de 2014
ELECTRICIDADE: Guiné-Bissau analisa impacto da construção de linha de alta tensão
A Guiné-Bissau vai analisar o impacto da construção de uma linha de alta tensão para abastecer o país com eletricidade produzida no âmbito do projeto de aproveitamento do rio Gâmbia, que junta outros três países daquela região, anunciou o governo guineense.
A reunião nacional de validação do plano ambiental e social atualizado está marcada para sexta-feira, num hotel em Bissau, e é um encontro semelhante ao que tem decorrido nos países vizinhos - Senegal, Gâmbia e Guiné-Conacri.
"Essas reuniões estão a ser levadas a cabo com alguma urgência, no sentido de se viabilizar o lançamento dos concursos para a construção da linha", tendo em conta que a produção de energia deverá arrancar "nos finais do primeiro semestre de 2015", explicou o ministro dos Recursos Naturais da Guiné-Bissau, Daniel Gomes, em comunicado.
A Organização para o Aproveitamento do Rio Gâmbia (OMVG, na sigla francesa) tem em curso a construção da barragem de Kaleta, na Guiné-Conacri, e tem um contrato assinado para a construção de uma segunda barragem em Sambagalou - localizada no Senegal, mas com parte da albufeira de 185 quilómetros quadrados na Guiné-Conacri.
Os estudos de impacto ambiental e social, como o que vai ser analisado na sexta-feira, em Bissau, "são considerados imprescindíveis pelos parceiros técnicos e financeiros para a construção da linha e respetivos postos de transformação, que irão viabilizar a utilização dessa energia", destacou Daniel Gomes.
O governante guineense é atualmente o presidente em exercício do conselho de ministros da OMVG. A organização foi criada em 1978 para responder às necessidades de energia, segurança alimentar e comunicações dos quatro países envolvidos. Lusa
Miguel Trovoada promete "grande determinação" como representante da ONU na Guiné-Bissau
O novo representante especial do secretário-geral da Nações Unidas na Guiné-Bissau, Miguel Trovoada, prometeu hoje, à chegada ao país, empenhar-se com "grande determinação" na "estabilização e progresso" do estado guineense.
"Ao aceitar [as novas funções], fi-lo com grande determinação de corresponder a um convite que me honrou", referiu o antigo primeiro-ministro e presidente de São Tomé e Príncipe numa curta declaração aos jornalistas no aeroporto de Bissau, onde aterrou num voo comercial, pouco depois da 01:00 (mais uma hora em Lisboa).
Miguel Trovoada mostrou-se satisfeito em poder apoiar "a ação que a comunidade internacional vem defendendo para a estabilização e progresso da Guiné-Bissau", tanto mais que se trata "de um país e de um povo" ao qual está "particularmente ligado por razões de amizade muito antigas." Lusa
quarta-feira, 20 de agosto de 2014
ASSALTO: Balanço geral
Agora é definitivo. Roubaram-me quase todos os meus materiais de trabalho, a saber:
- Computador portátil ACER preto
- 4 telemóveis (2 BlackBerry, dois Nokia)
- Máquina de filmar JVC ULTRA HD
- Gravador de voz SAMSUNG
- 2 relógios (marcas Police e Tommy Hilfigger)
- Mochila-trolley 'Berg'

AGENTE DA PJ FAZ O SEU TRABALHO
Dois agentes da PJ estiveram hoje na minha casa. Fizeram perguntas e recolheram impressões digitais. Foram bastante profissionais e confio no seu trabalho. AAS
DOCUMENTÁRIO: Água para Tabatô

"ÁGUA PARA TABATÔ, documentário de Paulo Carneiro no Festival de Cinema da Figueira da Foz e no CineEco Festival Int. de Cinema Ambiental em Seia."
Água para Tabatô terá a sua estreia nacional nos festivais que decorrem de 8 a 14 de Setembro e de 11 a 18 de Outubro, respectivamente.
É o primeiro documentário de média duração (45min) do realizador e conta a história de uma equipa de rodagem que sofre um naufrágio durante a realização de um filme na Guiné-Bissau. Este é o seu segundo filme depois da curta-documental Oh Johny ter passado por mais de 20 festivais nacionais e interncionais de cinema e ter vencido o prémio Jovens Criadores 2012, atribuído pelo Governo de Portugal e pelo CPAI.
sinopse
Partimos para a Guiné-Bissau, África, para a rodagem de um filme. Sou um primeiro assistente.
Filmamos na capital Bissau. Ao terceiro dia partimos para Bolama, ilha no arquipélago dos Bijagós e ex-capital do país até 1941.
Viajamos de barco. Vai cheio. Pessoas de Bolama, Bissau, Bafatá e Tabatô. Animais: galinhas, cabras, porcos e patos.
Estamos na África Ocidental e o oceano separa-nos dos Bijagós em cerca de 30 milhas náuticas, o que equivale a aproximadamente 2 horas de viagem.
Começam a surgir problemas na plataforma da embarcação. São 23 horas, paramos. Mandam-nos vestir os coletes salva-vidas. Não consigo deixar de filmar...
Veja o trailer: https://vimeo.com/90962829
terça-feira, 19 de agosto de 2014
PALOP/GUINÉ-BISSAU: Confederação empresarial dos PALOP apostada no relançamento da Guiné-Bissau
O presidente da Confederação Empresarial dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), Francisco Viana, disse hoje em Bissau que a organização está apostada em ajudar a relançar a atividade económica da Guiné-Bissau. Franciso Viana foi recebido em audiência pelo presidente guineense, José Mário Vaz, a quem disse ter transmitido as intenções e os projetos que a organização empresarial lusófona tem para o país.
O facto de o presidente guineense ter sido ministro das Finanças e empresário é motivo de encorajamento para a Confederação encarar novos desafios na Guiné-Bissau, sublinhou o líder da organização. De acordo com Francisco Viana, a Confederação quer fazer da Guiné-Bissau uma "plataforma de negócios" dos restantes países lusófonos para a CEDEAO (Comunidade Económica dos Estados da Africa Ocidental) com "projetos concretos".
Viana apontou a capacitação de quadros, os projetos de infraestruturação na Guiné-Bissau, nomeadamente a construção de estradas e pontes, como alicerces para a ambicionada plataforma de negócios. "Se estivermos a falar numa perspetiva regional, os primeiros projetos seriam as infraestruturas. Há que avançar com estradas, pontes, e sem dúvida nenhuma, com a capacitação das associações empresariais e do próprio empresário", notou Francisco Viana.
A nível local, o presidente da Confederação Empresarial dos PALOP diz ser preciso maximizar as potencialidades da Guiné-Bissau nos domínios do turismo, pesca, produção de caju e arroz. Francisco Viana afirma ser necessário avaliar os pontos fortes de cada um dos países, desenvolvê-los e incrementar as trocas comerciais entre todos no espaço lusófono.
Em março, Francisco Viana, na qualidade de vice-presidente da Confederação Empresarial da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) rubricou um acordo com a Câmara Municipal de Bissau com vista à criação de um Centro Internacional de Negócios, a construção de um matadouro e um terminal rodoviário na capital. Lusa
OPINIÃO: Será que o ébola tem uma sombra?
É bom e aconselhável que se tomem medidas preventivas contra a Ébola que, pelo vistos, se alastra na nossa costa ocidental. É igualmente bom e recomendável que se faça tudo o que fôr possível, para proteger a saúde de todos nós.
Mas ao ler o artigo “ Alerta Geral/Ébola: Governo proíbe cerimónias”, fiquei um tanto ou quanto pensativo e apreensivo ao contemplar esta passagem da Lusa:
“Em cinco meses, a epidemia de Ébola na África ocidental, a pior desde a descoberta da doença em 1976, causou 1.145 mortes, de acordo com o último relatório da Organização Mundial de Saúde de 13 de agosto: 380 na Guiné Conacri, 413 na Libéria, 348 na Serra Leoa e quatro na Nigéria.”
Não quero de modo nenhum menosprezar esta doença ou o número de vítimas por ela causada, mas uma pequena comparação com o paludismo, já reduz um pouco o pânico que está a ser instalado pela Ébola.
Quantas pessoas foram já vitimadas pelo paludismo nos últimos 5 meses na Guiné Conacri, Libéria, Serra Leoa e Nigéria? 300.000? 600.000? 1.000. 000?
A OMS que nos forneça os dados exactos, para que possamos ter uma noção do impacto desta epidemia.
Ou será que todo este emaranhado da Ébola estará ligado à tentativa de se provocar uma nova pandemia, onde novos medicamento ou novas vacinas, de certas empresas farmacêuticas, irão fazer o negócio do século?
É bem possivel que tudo seja (e até gostaria que fosse) apenas uma simples desconfiança minha, mas a experiência obriga-me a estar sempre atento, como no caso da propalada gripe suína, que no fim de tudo mostrou que nada mais era do que um imenso negócio da indústria farmacêutica.
E quem é que nos afiança que desta vez não é a mesma coisa? Há factos que não estão a “bater certo”. Querem exemplos?
1. O alarido é enormíssimo, tendo em conta o número de vítimas (confirmado por quem?).
2. Os americanos infectados, que foram tratados nos EUA com o novo medicamento, sobreviveram.
3. A empresa (MappBio) que produz esse novo medicamento (ZMapp) é americana.
4. O medicamento ZMapp, que se diz ter sido descoberto em Janeiro de 2014, já existia em Agosto de 2013, com a designação MB003.
Querem saber o que me faz ficar cada vez ainda mais “burro”? Aqui têm: http://www.google.com/patents/US20120251502
Porque razão é que o governo Americano, desde 2010, é dono desta patente sobre o EboBun, uma nova estirpe do vírus da Ébola, isolada de pacientes ugandeses. Esta estirpe no entanto, para sossegar os mais apreensivos, diz-se ser diferente desta que está a assolar a nossa costa ocidental.
Às vezes até quero ser de novo um analfabeto, para que possa poupar os meus órgãos de tantos desequilíbrios hormonais e dedicar mais tempo à descontração natural. Valha-nos Deus.
Quem quiser se informar mais, disponho-lhe estas fontes:
http://www.mappbio.com/
http://www.leafbio.com/
http://de.wikipedia.org/wiki/Rizin
http://www.mappbio.com/zmapinfo.pdf
http://www.stripes.com/news/zmapp-feds-military-had-role-in-new-drug-given-to-american-ebola-patients-1.296788
http://www.forbes.com/sites/davidkroll/2014/08/05/ebola-secret-serum-small-biopharma-the-army-and-big-tobacco/
Dr. Manuel Mendonça
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