quarta-feira, 18 de junho de 2014

Espero que alguma autoridade na GUINÉ-BISSAU esteja a ver esta merda


Zé Manel kanta: "Lubu ku kema kosta i ladron di tabanka, ku si furtu ka tchiga pui na banku di Europa"...


terça-feira, 17 de junho de 2014

Pirâmide invertida: Pensões e subvenções vitalícias em vez de cadeia...


ANG

O Presidente da Assembleia Nacional Popular (ANP) Ibraima Sori Djaló escusou-se a comentar a actualização das Pensões e Subvenções dos ex-titulares dos órgãos de soberania feita pelo Governo de Transição, e já publicadas no Boletim Oficial.

Em declarações à Agência de Notícias da Guiné – ANG, Ibrahima Sory Djaló alegou que o diploma não passou no hemiciclo, pelo que cabe ao Governo e o Presidente da Republica de Transição darem resposta sobre as duvidas que se levantam em relação ao assunto.

“Eu não sei nada sobre o assunto. Fui informado, por via telefónica, e a pessoa me disse que decidiram aprovar um Diploma no Conselho de Ministros e que fixou pensões aos titulares dos órgãos da soberania, na qual eu estou incluído e eu limitei a responder “tudo bem´”, explicou Ibraima Sorri Djalo.

O Conselho de Ministros teria aprovado a fixação de uma pensão de 3.142 milhões de Francos CFA para os ex-Presidentes da República, incluindo os que desempenharam função no período de transição, e que correspondem a 100 por cento do vencimento de um Chefe de Estado em exercício.

O mesmo Diploma, publicado no Boletim Oficial de 6 de Maio deste ano, à que a Agência de Noticias da Guiné-ANG teve acesso, fixou ainda o valor de 75 por cento do referido montante como pensão dos ex. Presidentes da ANP, aposentados ou falecidos, incluindo igualmente o actual, em regime transitório. O documento detalha ainda que os ex-Primeiros-Ministros e os ex-presidentes do Supremo Tribunal de Justiça vão ganhar o correspondente à 55 por cento do vencimento do Presidente da República em exercício.

Os ex-presidentes da Assembleia Nacional Popular, os ex-Primeiros-ministros e os ex-Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, no activo beneficiarão de uma subvenção vitalícia correspondente a 34 por cento do salário do Presidente de Republica. As pensões e subvenções dos ex-ministros e ex-secretários de Estado que exercerem funções durante um mandato ou cinco anos alternados, dos ex-Procuradores gerais e dos ex-Presidentes do Tribunal de Contas foram igualmente reajustadas.

O diploma define como mandato, o período de vigência de um governo constitucional (quatro anos) ou de um governo de transição, exercido desde o inicio até ao fim ou que tenha sido interrompido por uma alteração da Ordem Constitucional.

O cálculo para a fixação das pensões dos ex-ministros e ex-secretários de Estado far-se-ão tendo como referência o valor da pensão do Primeiro-ministro que é de 1.728.100 fcfa (um milhão e setecentos e vinte e oito mil e cem francos cfa).

Para os ex-ministros, ex-Procuradores-gerais da Republica e ex-presidente do Tribunal de Contas a pensão de reforma correspondem a 80 por cento da pensão do Primeiro-ministro. Para os ex-secretários de Estado a pensão corresponde a 60 por cento da do Primeiro-ministro.

Para os beneficiários no activo ( ex-Primeiro-Ministro, ex-Procuradores-gerais da Republica e os ex-Presidentes do Tribunal de Contas) a subvenção vitalícia corresponde a 70 por cento da do Primeiro-ministro. E para os ex-secretários de Estado a subvenção vitalícia é de 50 por cento da do Primeiro-ministro.

O Diploma estabelece ainda o reajustamento das pensões e subvenções vitalícias dos ex- titulares dos mais altos cargos militares, nomeadamente, os chefes de Estado Maior General das Forças Armadas, Vice-chefes de Estado Maior, chefes de Ramos, Inspectores-gerais e os Presidentes do Tribunal Militar Superior.

Para os ex-chefes de Estado-Maior General das Forcas Armadas, a pensão de reforma corresponde a 70 por cento da do Primeiro-ministro (1.728.100fcfa). E para o ex-Vice-Chefes do Estado-Maior General das Forças Armadas, ex-Inspectores e ex-Chefes de Estado-Maior dos Ramos, ex-Presidentes do Tribunal Militar Superior as pensões de reforma correspondem a 50 por cento da do Primeiro-ministro.

Para os beneficiários no activo, a subvenção vitalícia é de 60 por cento da do Primeiro-ministro para os ex-chefes de Estado-Maior General das Forcas Armadas, e de 40 por cento da do Primeiro-ministro para os ex-vice-chefes de Estado-Maior das Forças Armadas, ex-chefes de Estado-Maior dos Ramos, ex-Inspectores-gerais das Forcas Armadas e os ex-Presidentes do Tribunal Militar Superior. Nas disposições finais, o governo de transição refere que a regulamentação da aplicação do diploma será feita por despacho do ministro das finanças.

Não conseguem matar a honra


Quem me conhece bem sabe que não sou pessoa de desistir facilmente. Tenho, de resto, o empenho estampado no rosto. Gosto do meu País. Dez minutos depois de atravessar as suas fronteiras, começo a sentir arrepios. Bom, dez minutos talvez seja exagerado; Que sejam cinco. Mas de certeza que de trinta minutos não passa.

Pessoalmente, tenho dificuldade em orgulhar-me das coisas que me acontecem por casualidade, mas como escreveu o Fernando Pessoa «o lugar onde se nasce é o lugar onde mais por acaso se está». Outra frase com a sua piada...

Eu nasci na Aldeia Formosa (actual Quebo). Já fui ao Quebo umas vezes, passei outras tantas sem parar e confesso que nem de uma nem de outra vez senti grande coisa. Nem um arrepio na alma. Não me vieram - ao contrário dos piegas - lágrimas aos olhos, nem me deu vontade de escrever contos. Nem sequer um poema.

Pouco me importa que milhão e meio de guineenses desconheça onde fica a vila do Quebo, ou quantos habitantes terá ou teve em tempos. Ou sequer se tem tradições, e já agora quais serão. Trata-se de um sítio, e pronto. Um sítio de merda, como o são aqueles sítios onde por nada deste mundo assentamos arraiais, ainda que por breves momentos.

O facto de eu lá ter nascido - como de resto já adivinhava enquanto a minha querida Mãe andava comigo às voltas - não transformou Quebo num lugar especial - e é assim que está bem, acreditem. Um sítio banal, aquele onde eu nasci. Mas não o trocaria por nenhum outro. Por agora: vou-me embora. Vou para o outro Sul. E será sempre o eterno Sul cheio de estrelas e de noites intermináveis. ANTÓNIO ALY SILVA

VOOS TAP: Governo português quer restabelecimento das ligações aéreas "o mais rapidamente possível." AAS

INSS a ferro e fogo


Não há entendimento entre DG Cirilo Mama Saliu Djalo e o Sindicato de Base dos trabalhadores do INSS, e a luta continua, por deliberação da assembleia geral dos trabalhadores do INSS ontem dia 16 do mes de Junho 2014. Foi agendada uma paralização para os dias: 19, 20, 23, 24 e 25 do corrente mes.

O problema maior é que os dias agendados para greve coincidem com pagamentos dos Pensionistas que descontaram toda a vida para receberem uma ninharia na altura que mais precisam. AAS

JOMAV em PORTUGAL: Presidente eleito vai reunir com a comunidade guineense, em Lisboa, no próximo dia 19, às 18 horas, na Universidade Lusófona. AAS

FOGUETES: "Portugal é forte aliado da Guiné-Bissau"

Portugal é um "forte aliado" da Guiné-Bissau, "empenhado" no regresso do país à ordem constitucional. A garantia é do secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e Cooperação português - Luís Campos Ferreira, expressa à chegada à capital guineense.

O primeiro governante europeu a visitar o país após o golpe de Estado de 2012 chegou ao aeroporto internacional de Bissau às 3:15 (mais uma hora em Lisboa) para uma estada de dois dias em que vai assistir à tomada de posse do novo parlamento. "Portugal é um forte aliado da Guiné-Bissau e está muito empenhado neste novo regresso à ordem constitucional", destacou Luís Campos Ferreira à RDP África.

O governante português vai cumprir uma agenda de trabalho no sentido de desenvolver e aprofundar programas de cooperação, alguns dos quais continuaram no terreno para apoio à população, "mesmo com relações mais difíceis" entre os dois países. Na agenda, Campos Ferreira tem "um leque alargado de reuniões com individualidades" para aprofundar os programas que podem ser desenvolvidos e quais as áreas que precisam de mais apoios: "na saúde, educação, capacitação da administração pública ou noutras que as novas autoridades entendam ser necessário". "Queremos dar um sinal de proximidade, de apoio, de afeto, de que a Guiné-Bissau é um país amigo, um país irmão".

A posse dos 102 novos deputado da Assembleia Nacional Popular está marcada para as 10 da manhã desta segunda-feira, e para dia 23 está marcado o juramento do presidente José Mário Vaz, que nos dias seguintes dará posse ao novo líder de Governo e restantes membros que o compõem. O ministro dos Negócios Estrangeiros português - Rui Machete, vai estar presente na tomada de posse do novo chefe de Estado guineense. RDP AFRICA

segunda-feira, 16 de junho de 2014

CORTE DE ÁRVORES está a afectar "florestas 'sagradas'"

Lusa

O corte ilegal de árvores na Guiné-Bissau já está a afetar também as "florestas sagradas", disse à agência Lusa o membro de um grupo que lançou uma petição na Internet contra o abate. "Estão a ser dadas autorizações de corte e licenças para corte em florestas sagradas", zonas protegidas por usos e costumes das comunidades locais e geralmente abrigo de espécies de fauna e flores raras, explicou Miguel Barros, do Movimento Ação Cidadã, sediado em Bissau.

Apesar das denúncias feitas desde 2012, madeira de todo o país acaba em contentores e é exportada por via marítima e terrestre, sem regras, nem controlo, para benefício de alguns negociantes, alerta o grupo e um número crescente de organizações internacionais.

De acordo com o Movimento Ação Cidadã, as "florestas sagradas" já foram invadidas na região de Quinara, sul do país, no final de 2013, e nas imediações dos parques naturais de Cufada e Cantanhez, também no sul, no primeiro trimestre deste ano. Os "tronqueiros", nome dado pela população aos homens de motosserra que abatem a floresta, surgem com autorizações e guardados por militares ou outras forças de segurança do Estado e os habitantes pouco ou nada podem fazer para os impedir de entrar nos seus próprios terrenos.

"Resta a denúncia a larga escala", referiu Miguel Barros, para justificar a petição lançada na Internet - disponível na plataforma www.avaaz.org com o título "Parem imediatamente o tráfico ilegal de madeira na Guiné-Bissau". "Se as próprias autoridades de transição [Governo e outras instituições do Estado] vêm lamentar-se do que se passa, quer dizer que há uma total desresponsabilização", concluiu.

A petição tem como objetivo fazer com que o Presidente da República e Governo recém-eleitos na Guiné-Bissau suspendam todo o corte de árvores e façam uma avaliação da situação atual - com uma moratória que impeça a exploração de pau-de-sangue (madeira mais procurada) por 10 anos. Pede-se ainda "um inquérito ao tráfico ilegal de pau-de-sangue e outras árvores exóticas no país em particular nas áreas protegidas, florestas comunitárias e florestas sagradas".

Na mesma petição apela-se ainda ao Presidente da China que "assuma a sua responsabilidade na destruição das florestas dos países em desenvolvimento onde tem estabelecido parcerias de cooperação" - tema para o qual é pedida a atenção das Nações Unidas. Os níveis "sem precedentes" de destruição da floresta e de outros recursos naturais da Guiné-Bissau já foram motivo de alerta no Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Em causa estão licenças de exploração emitidas pelo Estado em que "o país não ganha nada" e a população, maioritariamente dependente da agricultura, "fica com os ecossistemas destruídos", denunciou também à agência Lusa Nelson Dias, representante da União Internacional de Conservação da Natureza (UICN) em Bissau. Além da petição lançada pelo Movimento Ação Cidadã, outras têm sido criadas desde o início do ano, por iniciativa individual, na Internet, bem como diversos alertas nas redes sociais.

O Presidente eleito da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, prometeu a 26 de maio rever todos os contratos relacionados com a exploração de recursos naturais do país, "doa a quem doer". O Presidente da República assume funções na segunda-feira, dia 23, cerimónia após a qual poderá dar posse ao primeiro-ministro, Domingos Simões Pereira, e ao Governo.

RELAÇÕES (resta saber quem fica por cima...)

Portugal inicia hoje a normalização das relações com a Guiné-Bissau, dois anos e dois meses depois do último golpe de Estado militar, com a visita do secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros a Bissau.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) anunciou em comunicado na sexta-feira que se trata de uma "deslocação plena de significado político, uma vez que representa o normalizar das relações entre os dois países".

"Luís Campos Ferreira será o primeiro governante europeu a assinalar o fim do isolamento internacional da Guiné-Bissau", referia-se ainda na mesma nota. Lusa

DIPLOMA DE MERDA: Ora bem, é por isto que eu ABOMINO o Ramos Horta, e a política da ONU no mundo



Estes diplomas servem para uma única coisa: LEGITIMAR golpes e absolver canalhas. AAS

CADOGO: Homi ku Guiné misti


Funeral de Adelino Mano Queta é hoje, às 11h da manhã no cemitério municipal de Bissau. AAS

CADOGO publica revista com memórias da campanha presidencial de 2012



O ex-primeiro-ministro da Guiné-Bissau Carlos Gomes Júnior, deposto no golpe de Estado de Abril de 2012, lançou uma publicação em formato de revista em que conta "algumas memórias" do percurso político na campanha eleitoral das goradas presidenciais desse ano.

Com 80 páginas e ilustrada com fotografias, a revista "Guiné-Bissau - Carlos Gomes Júnior: Memórias de um Percurso Político" e conta a "história" da campanha eleitoral do então chefe do executivo guineense para as presidenciais, cuja segunda volta não chegou a realizar-se devido ao golpe de Estado.

Na Cidade da Praia, onde reside há cerca de um ano, Carlos Gomes Júnior, conhecido popularmente por "Cadogo", escusou-se a comentar à agência Lusa o que o levou a publicar a revista, indicando apenas tratar-se de uma parte das suas memórias, cuja totalidade só sairá mais tarde.

No editorial, o jornalista português Fernando Gomes, que à data do golpe de Estado de 2012 era delegado da RTP na Guiné-Bissau - desempenhava idênticas funções quando ocorreu a guerra civil de 1998/99 -, escreve um breve resumo do que foi a caminhada de "Cadogo" até que, na véspera do início da campanha da segunda volta, que iria disputar com Kumba Ialá, o processo eleitoral foi definitivamente interrompido.

Na revista, Carlos Gomes Júnior aparece em dezenas de fotografias com alguns dos principais líderes mundiais, como o norte-americano Barack Obama, o cubano Fidel Castro, o sul-africano Jacob Zuma e o angolano José Eduardo dos Santos, bem como o português Aníbal Cavaco Silva e o venezuelano Hugo Chavez.

Vários textos acompanham toda a campanha presidencial de "Cadogo", desde o lançamento da candidatura, passando pelas acções de campanha em todas as nove regiões em que se divide administrativamente a Guiné-Bissau - sector autónomo de Bissau, Biombo, Cacheu, Oio, Tombali, Quínara, Bafatá, Gabu, e Bolama/Bijagós, e o comício de encerramento na capital guineense.

Na contracapa, Carlos Gomes Júnior dedica a publicação à sua mulher, Saloméa Gomes, bem como aos militantes do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC, de que foi presidente entre 2002 e, oficialmente, 2014) e ao povo guineense.

Carlos Domingos Gomes Júnior, natural de Bolama, onde nasceu a 19 de Dezembro de 1949, foi eleito presidente do PAIGC em 2002 e dirigiu, oficialmente o partido (esteve fora da Guiné-Bissau desde o golpe de Estado de Abril de 2012) até ao congresso realizado em Fevereiro deste ano, em que foi eleito Domingos Simões Pereira.

"Cadogo" foi primeiro-ministro guineense entre Maio de 2004 e Novembro de 2005, demitido pelo então regressado presidente João Bernardo "Nino" Vieira, e ao vencer as legislativas de 2008, regressou ao cargo em Janeiro de 2009, onde se manteve até 2012. Antes da primeira volta das presidenciais de 17 de Março de 2012, Carlos Gomes Júnior deixou o cargo, interinamente, à então chefe da diplomacia guineense, Adiato Djaló Nandigna, para poder apresentar-se como candidato à votação. LUSA

sábado, 14 de junho de 2014

Adelino Mano Queta: Cerimónias fúnebres terão lugar na próxima semana

O antigo ministro dos Negócios Estrangeiros da Guiné-Bissau Adelino Mano Quetá morreu este sábado, em Bissau, vítima de doença. Fonte familiar disse à agência Lusa que o político se tinha sentindo mal nos últimos dias e que de madrugada foi assistido no hospital Simão Mendes, de Bissau, mas não resistiu e faleceu.

O funeral de Adelino Mano Queta, que contava 70 anos, deverá ter lugar na próxima semana, uma vez que se aguarda pela chegada a Bissau de parte de familiares que se encontram em Portugal. Aquando do golpe de Estado militar de abril de 2012, Mano Quetá desempenhava as funções de ministro da Justiça.

Licenciado em Ciências Políticas e Sociais, Adelino Mano Queta foi secretario-executivo adjunto da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e, mais tarde, representante do país na Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) em Lisboa.

Entre 1992 e 2002, Mano Quetá foi nomeado sucessivamente embaixador da Guiné-Bissau em Portugal, Espanha, Itália, Marrocos e Taiwan. Candidatou-se como independente à presidência da Guiné-Bissau nas eleições de 2005, tendo ficado em nono lugar entre 13 candidatos. Natural de Mansoa, no centro/norte do país, Adelino Mano Quetá foi também diretor geral das Alfandegas e era docente na Faculdade de Direito de Bissau.

Faleceu esta madrugada, em Bissau, o Sr. Adelino Mano Queta. Foi ministro dos Negócios Estrangeiros, e também da Justiça, no governo de Carlos Gomes Jr. Condolências à família e que a terra lhe seja leve. AAS

sexta-feira, 13 de junho de 2014

PÉRIPLO PRESIDENCIAL: JOMAV regressou ao País


José Mário Vaz, presidente eleito da Guiné-Bissau, está de regresso a Bissau após um périplo por países da CEDEAO, onde aproveitou para convidar os chefes de Estado à sua tomada de posse que ocorre no dia 23 de Junho no estádio nacional, e também ouviu os conselhos desses dirigentes para governar da melhor maneira.

O presidente eleito regressou esta sexta-feira a Bissau, proveniente do Mali, depois de visitar a Costa do Marfim e o Níger. José Mário Vaz foi receber conselhos de governação dos seus homólogos. Trabalhar para a manutenção da paz a nível sub-regional e a estabilidade na Guiné-Bissau estão entre os conselhos que José Mário Vaz disse ter ouvido.

Antes do Mali, Costa do Marfim e Níger, o presidente eleito da Guiné-Bissau já se tinha deslocado ao Senegal, Gâmbia, Guiné-Conacri, Burkina-Faso e Togo. De referir que José Mário Vaz desloca-se este fim-de-semana a Marrocos antes de viajar para Portugal, onde vai convidar pessoalmente o presidente português, Aníbal Cavaco Silva, para assistir à sua tomada de posse. RFI

Guiné-Bissau: Senegal e Portugal disponíveis para ajudar

Os ministros dos Negócios Estrangeiros de Portugal e do Senegal manifestaram hoje disponibilidade para ajudar o novo Governo e o novo Presidente da Guiné-Bissau a consolidarem a democracia restabelecida no país, dois anos após o golpe de Estado.

O ministro português dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, recebeu o seu homólogo do Senegal, Mankeur Ndiaye, que pela primeira vez visita Portugal, para abordar questões bilaterais nas áreas da economia, da segurança interna, do ensino e da cultura, entre outras.

Numa conferência de imprensa conjunta, o ministro Rui Machete reconheceu que o Senegal tem desempenhado um papel de liderança na África Ocidental e é "um dos mais importantes países da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO)".

"Por isso mesmo, consideramos que o Senegal pode ajudar muito, designadamente a Guiné-Bissau nesta nova fase que se vai iniciar em breve, agora que se realizaram eleições", acrescentou Machete. O governante português destacou que também Portugal está disponível para consolidar reformas na Guiné-Bissau, no âmbito da Comunidade de Países de Língua Oficial Portuguesa (CPLP), mas também da União Europeia, considerando que "tudo deve passar-se de uma maneira que permita ao Governo [guineense] estabelecer um regime estável de paz".

"Pensamos, aliás, que a CEDEAO e a CPLP devem estreitar as suas relações, visto que podem dar uma contribuição decisiva, não apenas no aspeto da Guiné-Bissau, mas no estabelecimento de uma situação de maior estabilidade na região, que (...) é vizinha do Sahel, onde há problemas sérios, e está justamente na fronteira do Golfo da Guiné, onde há problemas sérios de combate à pirataria, de combate ao tráfico ilegal de droga e também de combate às ligações que esses dois tráficos têm com o terrorismo", acrescentou.

Mankeur Ndiaye lembrou que tanto Portugal como o Senegal têm contribuído "para a pacificação da situação na Guiné-Bissau e o retorno à ordem" e estão "comprometidos em acompanhar" os novos dirigentes no processo de estabilidade. "E, sobretudo, na realização de reformas importantes, reformas dos setores da defesa e da segurança e, igualmente, na mobilização da parte técnica e financeira para permitir ao novo regime trabalhar e assegurar o desenvolvimento económico e social deste país", acrescentou.

O novo presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, foi eleito em maio e deverá tomar posse a 23 de junho. A 13 de abril, os eleitores deram a maioria absoluta ao Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), liderado por Domingos Simões Pereira, depois de um golpe de Estado militar em abril de 2012.

OPINIÃO: A Sul, nada de novo


O Povo da Guiné-Bissau acabou de eleger nas urnas um Governo e um Presidente da República. Até aqui, nada de novo. Nada a Sul, portanto. Muita gente pensa que as coisas acabam aqui. Engano. É agora que as coisas vão começar. Como primeiro-ministro, Domingos Simões Pereira tem uma tarefa tão árdua quanto foi a nossa luta de libertação nacional.

Para começar, vejamos a composição da bancada do PAIGC no parlamento: dos 57 deputados, num total de 102, dez pertencem à chamada ala do Braima Camará. Não esquecer Cacheu parece ser o lema. E a formação do Governo está a ser outra dor de cabeça. A substituição de António Indjai - e o que fazer a seguir com ele - será o cabo das tormentas.

Muito se tem falado em Sandji Fati, um antigo chefe do Estado-Maior do Exército durante a presidência de Nino Vieira, que depois da queda deste afastou-se voluntariamente das forças armadas para se dedicar à actividade comercial e exploração de minérios. Por essa razão, é quase impossível Sandji embarcar num barco que bem conhece e onde é perigoso navegar com ventos defavoráveis.

Além disso, há ainda que contar com as eventuais objecções que os revoltosos (maioritariamente balantas) poderão levantar (quem protegerá o Indjai, e como?) para além do facto de os militares ainda não esquecerem que Sandji Fati esteve do lado de Nino Vieira no conflito que o opôs à Junta Militar, em 1998. E na Guiné-Bissau, é tristemente sabido, o prestígio acaba sempre mal...

Já o Presidente da República, José Mário Vaz, terá menos trabalho mas não menos responsabilidade: ele é, afinal, o comandante Supremo das Forças Armadas, a mais irrequieta da costa ocidental africana. JOMAV tem, primeiro, que acabar com o batalhão da Presidência. São centenas de homens, talvez até uma companhia, alimentada a carne e frango e que nada acrescenta à segurança do palácio, bem pelo contrário...conhecemos a história de cor e salteado.

Depois, Bissau não precisa de ter cinco ou seis quartéis. Se repararem, os quartéis que cercam a cidade e os seus arredores têm apenas um condão: tornar os seus habitantes autênticos reféns da canalha. Não temos inimigos internos que não as nossas próprias forças armadas. Assim, ala com eles para protegerem as nossas fronteiras dos nossos verdadeiros inimigos - o Senegal, e a Gâmbia; e ter um olho na Guinée. Just in case... Disse. António Aly Silva

quinta-feira, 12 de junho de 2014

OPINIÃO: Um Olhar Sobre os Desafios de Amanhã (actualizado)

Carissimo Aly,
Aceite os meus melhores cumprimentos e aproveito parabenizar a tua incansável luta pela verdade e a democracia na Guiné-Bissau.

Tomei a liberdade de redigir um artigo de opinião que quero submeter a tua apreciação e caso constitua interesse para o debate construtivo dos guineenses, grato te ficaria, caso dignasses publica-lo. Devido a extensão do texto, fiz uma analise seccionada em sete (7) partes, para o caso de ser impossível apresenta-lo numa única publicação, a contribuição pode ser publicada parcialmente, consoante o critério que achares mais equilibrado em ordem aos temas abordados.

Mais uma vez grato pela contribuição e que Deus te abençoe pelo que tens feito de forma eloquente e corajosa pela nossa martirizada pátria.

Ao virar da pagina da historia recente da Guiné-Bissau, vários desafios se perfilham às novas autoridades e à sociedade guineense. Entre as mais importantes, na minha humilde opinião, distingo as seguintes :

I - A questão candente da formação do governo

A atual situação do pais requer um governo de capacidades emergentes, competente e pragmático para poder fazer face aos enormes desafios com que o novo executivo será confrontado num curto espaço de tempo. Porém, pela frente terão a tarefa hercúlea de quase ter que reconstituir um Estado, dado que, o regime cessante de transição, mercê de ações criminosas e de autentica rapina deixou o pais completamente exangue. Na realidade, esse grupo de meliantes e assaltantes do poder, destruíram e delapidaram de forma irresponsável em dois anos de transição, todos os alicerces de um Estado de Direito, assim como, os parcos recursos financeiros do Estado que "herdaram" pela força do golpe de estado. Tais comportamentos, passam igualmente pela alienação ilegítima e ilegal para as mãos dos grandes grupos mafiosos chineses e russos, a maior parte dos recursos naturais do pais.

Uma tarefa que se afigura de difícil configuração para dar resposta aos enormes desafios que se apresentam. Tais reservas, prendem-se, por um lado, com o cenário de engajamentos pessoais e de interesses cruzados com os quais, o futuro PM da Guiné-Bissau Domingos Simões Pereira (DSP), tem deixado perceber, estar altamente comprometido. Por outro lado, a composição heteróclita de oportunista de todo o gabarito e de pessoas pouco recomendáveis que compõem a sua entourage politica que lhe está caninamente agarrada. E, quer por fim, pelos sinais de aparente "aderência" às recomendações/diretivas do Representante do Secretario Geral das Nações Unidas (RESG-NU), José Ramos Horta para a constituição de um "Governo de inclusão" na Guiné-Bissau, como se tal cenário fosse o antidoto milagroso para o pais.

Cair DSP nos dois primeiros circulos de problemas, é comprometer seriamente toda uma projeção de esperanças em vista a um novo equacionamento do xadrez politico de governação que se deve impor para fazer face aos novos desafios que se apresentam à Guiné-Bissau. Misturar compromissos pessoais nebulosos e promover incompetências e oportunismos para a esfera do Estado é ma receita para a voa governação. Por outro lado, quanto ao ultimo engulho, na verdade, um governo de inclusão não é nenhuma descoberta da pólvora na Guiné-Bissau. O que acontece, é que, da parte daqueles que o Nobel da Paz quer forçosamente "incluir" para alegadamente "pacificar o pais e os espíritos", esses já deram mostras mais do suficiente, de que, infelizmente os seus elementos eterno- ministeriáveis, não premeiam, nem pela qualidade, nem pela competência e, tão pouco estão dotadas de valências de espirito democrático e de zelo governativo, atributos que se requerem indubitavelmente para estes novos desafios.

Igualmente, um outro fator bloqueante para alcançar o desiderato da "Governabilidade baseado na competência e na qualidade", está-se a evidenciar progressivamente no seio do próprio partido vencedor. E que, Domingos Simões Pereira (DSP) já está a dar sinais mais do que suficientes de que não esta preparado para a rutura com a liderança da "velha guarda", e muito menos ainda está, para enfrentar a pressão triturante dessa velha maquina partidária, geradora de interesses maliciosos e de intrigas abjetas, em particular, dos barões do partido, ao que parece "contribuíram" grandemente para guindar DSP à liderança de Cacheu. Essa espécie de "moscas da pastelaria" que, apesar de ultrapassados no espaço e no tempo e sem mais nada a acrescentar em beneficio do pais, alguns não quererem ainda largar o poder. Esta-se a ver, de que, a seu tempo reclamarão a sua quota parte do poder, quer no Governo, quer noutros centros de decisão... e, estando atendo ao assedio que fazem ao novo líder do partido, decerto de que acabarão por colher os seus frutos como contrapartida e, para o mal do pais infelizmente...

II - Que coabitação entre o Presidente da Republica e o Primeiro ministro recéns eleitos ?.

O facto desses dois campões do ultimo escrutínio democrático serem oriundos do mesmo campo politico não é sinonimo de garantia de uma coabitação pacifica e construtiva entre a Presidência e a Primatura, isto se atendermos a experiencia amarga de um passado recente entre o falecido presidente Malam Bacai Sanha e o Primeiro ministro Carlos Gomes Júnior, este então, igualmente Presidente do PAIGC.

As permanentes querelas politicas e jogos de interesses que gravitam no seio desse partido não auguram em nada uma convivência pacifica e construtiva entre os dois. O posicionamento dos dois campos da entourage das duas figuras é notório, o que deixa sinais claros de que, uma luta fratricida pelo controlo do poder entre a Presidência e a Primatura já estão lançados muito cedo. Alias, aquando da campanha eleitoral finda, divergências de posicionamento do staff da campanha de DSP em relação ao de JOMAV foram mais do que evidentes. Constava-se que, DSP, não jogava de todo um jogo limpo com o candidato escolhido pelas instancias do Partido para as presidenciais. E, sabendo-se de antemão, que DSP, apoiara e perdera um outro candidato do partido a esse cargo, o mal estar não podia deixar de ser latente.

Essas divergências foram tao flagrantes, que se chegou ao ponto de DSP se sentir "obrigado" a explicar-se perante os órgãos do partido sobre o seu posicionamento, considerado ambíguo, principalmente, pela sua não reação à associação publica da sua figura a um candidato independente fora dos girões do partido. Verdade, é que, DSP nunca se dignou reagir de forma a pôr cobro a tal ambiguidade e, para o mal dos seus pecados, esse suposto "seu" candidato preferido para a projetada "coabitação da nova geração" e também desejada subregionalmente, não conseguiu fazer valer-se suficientemente para apurar-se para a segunda volta das presidenciais. Quid para o futuro ?

Não sendo ingénuos, todos nos sabemos, que essas "afrontas" pagam-se caro na politica e, mais caro ainda se pagam na Guiné-Bissau, onde os políticos, infelizmente primam pela intriga e não, pela cultura do perdão e da reconciliação. Assim, se ações de convergência no sentido de quebrar essas desconfianças não forem atempada e terapeuticamente desencadeadas de parte à parte, corremos o risco de viver um novo clima politico de "incompreensões" e de bota a baixo entre os dois campos, cenário negativo, com a qual, só o pais ficaria a perder.

III - Havera Reforma do sector da Defesa e da Segurança ?

Outro desafio de envergadura com a qual se confrontará o novo regime, é a Reforma do Sector da Defesa e da Segurança (RDS). Estes dois sectores é que estão na base de todas as inumeras perturbações e instabilidades politico constitucionais que a Guiné-Bissau tem conhecido nos ultimos trinta e quatro anos. O ponto de partida, foi o golpe de estado de novembro de 1980 e o ponto de viragem da assunção do poder politico pelos militares foi, com a guerra civil de junho de 1998. Desse acontecimento a esta parte, todos os esforços para regenerar o poder militar, afastando-o de se imiscuir-se em questões politicas foram sistematicamente interrompidas. Pelo contrario, cada vez torna-se mais evidente a identificação, a cumplicidade e o conluio entre certos sectores políticos com as chefias militares, as quais por sua vez, vêm-se tornando cada vez mais politicamente interventivas cujo pendulo de intervenção, infelizmente, tendem invariavelmente para o substrato étnico tribal das suas afinidades.

Apesar dos progressos políticos recentemente alcançados, sinais preocupantes continuam a ser dados pelas chefias militares em funções, particularmente da parte de António Injai (AI). Este militar golpista reincidente em atos de instabilidade constitucional, intimamente associado a assassinatos, trafico de droga e de armas, pelo seu comportamento não parece ter interiorizado ainda a ideia de que deve ser o primeiro a ser reformado, porquanto, é ele a parte principal do problema nas forças armadas guineenses. Contrariamente, ao que parece, considera-se ainda na plenitude da sua impunidade e da mostras de querer continuar a ser ainda o "pivot" determinante do poder na Guiné-Bissau, quer elas sejam ditadas pelas urnas ou não.

Na verdade, nada foi feito até ao momento que faça o general sentir-se noutro papel, que não o de "fazedor de reis". Nenhum indicio foi dado ainda de que ele será afastado da chefia das forças armadas, sabendo-se de antemão, de que, com ele a frente das FA nem mil eleições tirariam o pais das garras da sua prepotência ditatorial e tribal. Na realidade porém, se nos atelharmos aos factos que se constatam, AI não poderia pensar de outra forma, dado que, mesmo as Autoridades norte-americanas que o consideram um narcotraficante e contrabandista internacional de armas de guerra, alvo de um mandato de detenção internacional, permitem-lhe o prazer e o desaforro de assim continuar a pensar, pois com ele se sentam e negoceiam em quase todos os encontros oficiais com as autoridades de transição. Porém, dos ianques tudo é de esperar, pois a moralidade americana, só tem sentido quando arrima com os seus interesses, sejam esses morais ou imorais...pouco importa.

Contudo, para o mal dos seus pecados, se a Guiné-Bissau não for expurgada de uma vez por todas toda dessa escumalha de criminosos em uniformes, se as FA e as FD não forem reformadas estruturalmente, quer em numero de efetivos quer em qualidades (atraindo novas valências e competências, promovendo a multiculturalidade e o equilíbrio étnico e social dos novos mancebos) ...vai uma eternidade e o pais continuara nas trevas e a mercê da ditadura de uma horda minoritária em armas.

IV - A Aminista passara ?

Este expediente de exceção, tem sido a técnica recorrentemente utilizado pelos militares e politicos golpistas guineenses para se furtarem à justiça acobertando-se de um subterfúgio legal extorquidos na base do terror e de ameaças para assim perpetuarem o seu circulo vicioso de vivência criminosa e de impunidade. Este expediente fora em tempos "exigido" e obtido num contexto politico militar que emergia das sequelas de uma guerra brutal e impiedosa que foi a guerra de 7 de junho de 1998, para ao que se alegou na altura "permitir acalmar e reconciliar os espíritos" e "evitar outros derramamentos de sangue". Obtido esse sésamo da impunidade, nunca mais pararam de o reclamar a cada ato irresponsável de golpe de estado ou perturbação politico constitucional.

Assim os militares e os politicos do circulo golpista, foram "exigindo " o accionamento desse expediente da impunidade à medida que vão cometendo as suas barbaridades, ora para branquear assassinatos, casos dos assassinatos de Ansumane Mané, Veríssimo Correia Seabra, Nino Vieira e Tagme Na Waye e tantos outros,...hoje, esse mesmo artificio criminoso esta sendo exigido à coação para legitimar o golpe de estado de 12 de abril e, para com ele branquearem também por arrastamento, as misteriosas mortes de Hélder Proença, Baciro Dabo, Samba Djalo, Roberto Cacheu, assim como dos militares Felupes, os jovens de Bolama e tantos outros casos e crimes que barbaramente foram cometidos, pelos mesmos atores em nome de uma causa abjeta e cegamente defendida por um grupo de indivíduos que não quer sair das trevas da complexidade humana para enfrentar o mundo da competência e do trabalho.

Em tudo isso, porém, um pormenor ressalta à vista, e por essa razão torna-se imperioso equaciona-lo em todo o melodrama e tensões que rodeiam o jogo de pressões para obtenção das amnistias junto aos órgãos do poder legislativo.

São sempre os culpados e os beneficiários das ações criminosas ou subversivas que advogam, requerendo ou exigindo com novas ameaças radicalizadas de novas guerras e mortes, a obtenção da amnistia. So quem teme a justiça é que exige a amnistia e também so quem beneficia do ato que se quer amnistiado, é que advoga e luta pela sua obtenção a todo o custo. Entre nos, é de fácil constatação, de que, é sempre o mesmo grande grupo politico com reconhecidas afinidades com a cúpula militar golpista, conjuntamente com os seus micro-partidos de delinquência politica, que se aprestam recorrentemente a serem os porta estandartes desse maquiavélico expediente politico de excepção que querem banalmente transformar em instrumento para o branqueamento das ações antidemocráticas reincidentemente levadas a cabo pelos militares afectos as suas causas oportinistas.

Hoje, mais uma vez, apesar de vários recuos dos promotores de uma nova lei da amnistia, essa ação criminosa continua a ser montada de todas as suas peças para ser apresentado aos olhos do Povo da Guiné-Bissau como, "mal necessário" à "reconciliação" e ao "perdão entre os guineenses". Muitas diligências encapotadas de certas figuras de relevo internacional sediadas em Bissau, uma certa eminência da igreja católica com conotações conhecidas com a franja golpista, alguns chefes de estado sub-regional, estão a ser vendidas sorrateiramente, passando a ideia de que, essa via é a "única para reconciliarem os guineenses", para os "aproximar no perdão".

Mas nada de mais falso como Judas, pois ceder a pressão de conceder, mais uma vez a amnistia aos criminosos militares e seus comparsas políticos que estiveram na origem dos últimos acontecimentos de subversão politico militar e de toda a onda de consequências nefastas que o acompanharam, é ceder ao medo, é ceder à chantagem, é auto oprimirmo-nos, é abdicarmo-nos dos nossos direitos à democracia e à liberdade, é submetermo-nos à barbárie, é vergarmo-nos ao peso da impunidade, é subjugarmo-nos à lei das armas, é rendermo-nos à violência, é aceitarmos a vitoria da tribo sobre uma sociedade de homens livres e iguais.

Devemos solidamente defender, de que, todos os responsáveis dos atos criminosos ocorridos na Guiné-Bissau, devem ser, sem exceção traduzidos perante a justiça nacional, se necessário fôr, à justiça internacional. Todos eles devem ser julgados pelos crimes praticados contra o Povo da Guiné-Bissau, contra o património do Estado, contra a exploração criminosa dos recursos naturais do pais.

Só assumindo corajosamente esse legado da justiça, nos sentiremos definitivamente livres das amarras da opressão de um grupo de energúmenos que agem contra toda uma sociedade, só assim se porá fim o ciclo de violência gratuita, de mortes impunes e de irresponsabilidades que morrem solteiras. Só assim, expurgaremos os demónios que povoam os nossos sonhos e agrilhoam as nossas aspirações a uma vida digna e em liberdade. Qualquer outro caminho, é pura ilusão e, hoje os promotores dessa cabala politica, incluindo algumas tendências que pontificam das novas autoridades, poderão a breve trecho, ser as próximas vitimas, pois diz-se em crioulo : "buli ku kustuma bulbuli, ninki bentu ka tem i ta bulbuli son".

V - Aprovação de uma Lei Anti-Golpes de Estado...porque não !!

Contrariando a ideia de se promover a delinquência politica através da promoção da vulgarização do expediente das amnistias para branquear atentados criminosos contra a democracia guineense, os novéis deputados da nação deviam ter a coragem e a clarividência politica de pensar em fazer aprovar na ANP um quadro legal suficientemente abrangente, cuja principal finalidade, é de, proteger o sistema democrático guineense contra quaisquer atentados ao livre exercício democrático.

Fazer aprovar, um quadro legal tendente a cercear e dissuadir os repetidos atropelos antidemocráticas vividos no pais, nomeadamente golpes de estados, assassinatos políticos, levantamentos político-militares, o que passaria igualmente, pelo não reconhecimento e não caucionando de constituição de quaisquer formas ou regimes de transição ou de interinidade que normalmente emergem desses atos antidemocráticos.

Em primeira mão, a Assembleia Nacional Popular (ANP) deveria, na legislatura que ora se inicia, fazer com que, a Guiné-Bissau ratifique o mais rapidamente possível o Estatuto de Roma de 1998, a qual consubstanciara a adesão do nosso pais a jurisdição do Tribunal Penal Internacional (TPI) e, complementarmente devera, fazer votar e aprovar um quadro legal nacional dissuasivo aos golpes de estado e a subversão da ordem constitucional. Tal panóplia de leis, compreenderia entre outras, os seguintes instrumentos normativos :

1) Lei que interdite o acesso ao beneficio da Lei da amnistia, todos os requerimentos nesse sentido, tendo como atos subjacentes ações decorrentes de golpes de estado, pratica de crimes de sangue, assassinatos políticos, inversão da ordem constitucional, insubordinação politico ou militar, seja ela violenta ou não, desde que tenham como consequência a alteração de qualquer ordem constitucional democraticamente eleita ;

2) Lei que veta o reconhecimento pelo Estado guineense, de qualquer estatuto ou titulo oficial, gozo de direitos, acesso a benefícios ou regalias, assim como de eventuais indemnizações de funções, à toda e qualquer personalidade cujas funções foram exercidas (voluntaria ou por força maior), no quadro de um governo interino ou de transição decorrente de um golpe de estado ou alteração da ordem constitucional ;

3) Lei Quadro que tipifique o golpe de estado como um crime generalizado contra uma população civil e um atentado ao livre exercício da democracia, dos direitos humanos e dos direitos cívico dos cidadãos. Com essa tipificação legal, permitir-se-ia que no quadro legal ordinário que, todos os indivíduos que tenham participado em atos de alteração da ordem constitucional, ou em ações decorrentes da sua emergência sejam traduzidas perante a justiça. A referida lei, implicaria igualmente a confiscação de bens adquiridos comprovadamente no exercício desses atos, assim como a sua condenação implicaria que os indivíduos condenados no âmbito desses processos sejam impedidos de voltar a exercer cargos públicos ou eletivos durante um período nunca inferior a dez anos ;

Dotando-se de tais instrumentos jurídicos de dissuasão, a democracia guineense decerto, terá maiores garantias da sua praticabilidade plena. Desta forma, os militares recorrentemente golpistas, saberão por um lado, de que, não poderão avocar a amnistia para continuarem a branquear os seus atos criminosos e, por outro lado, ficarão cientes e constrangidos pelo facto de que, caso não possam ser julgados pelas jurisdições nacionais, estarão sempre sob a alçada mais poderosa e tentacular da jurisdição internacional.


Numa outra vertente, igualmente os políticos, principalmente os crónicos instigadores da sanha golpista que tem assolado a Guiné-Bissau, saberão por seu turno de que, participando em tais atos de desestabilização, estarão expostos à alçada da justiça, com o risco acrescido de, por um lado, perderem a favor do Estado todos os bens e o maná financeiro indevidamente locupletado do erário publico durante a sua participação ou associação nos atos de instabilidade democrática. Igualmente, saberão de que serão privados de fazer valer e prevalecer-se dos direitos e regalias inerentes aos "títulos e estatutos" ilegitimamente "adquiridos", tais como ex-Presidentes, ex-PM ou ex-Ministros, durante o período de anormalidade constitucional.

Havendo estes instrumentos legais, cabe-nos ganhar a coragem de, traduzir a justiça todos esses energúmenos travestidos de militares e políticos que têm posto o pais de pantanas.

FRD

INSS - Greve pa mindjoria


quarta-feira, 11 de junho de 2014

JOMAV na Costa do Marfim: O presidente eleito da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, visita hoje a Costa do Marfim para convidar o chefe de Estado daquele país para a sua posse no dia 23, disse à Lusa fonte dos serviços presidenciais. LUSA

PROPOSTA DC: Prémio Nobel do Horror para o José Ramos Horta, se fizerem o favor. Obrigadinho, pá


E porquê?

Por, por exemplo, Ramos Horta ter recebido, mensalmente, cerca de 30 mil euros enquanto esteve na Guiné-Bissau e não ter feito "porra nenhuma" (esta é uma homenagem à Copa do Mundo) para estancar a hemorragia. Assim, o Prémio Nobel do Horror seria inteiramente merecido. Uma singular justiça até. AAS

Jogos Africanos da Juventude: Boa prestação nacional


O País fez-se representar através do comité olimpico da Guine Bissau. O Aleta (de atletismo) Otoniel Badjana ficou na 5ª posição na prova de lançamento de peso, tornando-se no 5º melhor africano na sua categoria.

Holder da Silva, o atleta que conquistou o ouro na India em Janeiro, qualificou-se no passado Domingo na prova dos 200 metros, para os campeonatos de África a realizar-se em Marrocos , em Agosto.

terça-feira, 10 de junho de 2014

OPINIÃO: Ratos a abandonar o barco


Ainda com as amarras à solta, já o barco da transição começa a registrar as primeiras baixas. Um dos ratos mais celebres dessa nefasta transição, o PGR, Abdu Mané (AM), decidiu abandonar o comatoso barco da transição.

Conhecido "show-man", AM não se esqueceu, no entanto de tentar reconfortar-se a si mesmo, auto elogiando-se num patético e triste discurso de despedida marcado pela incoerência entre os seus pretensos louvores com os factos negativamente marcantes no decurso do seu exercício de funções. Enfim, uma triste encenação, montada por um homem perdido que, infelizmente se deu a conhecer aos guineenses pelos piores motivos, tais quais a ganância e o oportunismo das suas acções.

Abdu Mané, contrariamente ao que quis advogar na sua carta de demissão tornado publico, deixa o Ministério Publico (MP), mais desacreditado, menos legalista e mais desestruturado como nunca. Enfim, o PGR em fuga, politizou o Ministério publico, tentando servir-se da jurisdição do Estado, para se ressarcir do seu falhanço como advogado de uma causa perdida irracionalmente manipulada por interesses obscuros que gravitam em torno desses nefastos acontecimentos.

Em nenhum magistério de que há memoria na Guiné-Bissau se conheceu uma situação de inércia e incompetência no Ministério Publico, como foi essa do magistério do Procurador trânsfuga. Como ele, assistiu-se impavidamente cômodo no seu pedestal de falso poder, ao maior exercício de despotismo e de impunidade levada a cabo pelos militares, com raptos, torturas, assassinatos e espancamentos quase diários de cidadãos e políticos que ousaram opor-se ou contrariassem o golpe de estado ou o regime emergente. A este desfilar de abusos atrelaram os desvios de bens do Estado, roubalheira desenfreada do erário público, o assalto despravado e criminoso dos nossos recursos naturais, à acomodação/legalização do crime organizado, ao trafico humano e toda uma gama de aberrações criminais que decidiram fixar residência no paraíso ingovernável que se oferecia a Guiné-Bissau.

Após ter prometido mundos e fundos ao seu mentor e promotor ao posto, o golpista-mor, Serifo Nhamadjo, Abdu Mané falhou redondamente na execução da sua maquiavélica missão. Não cumpriu o que tinha prometido, "resultados imediatos", anunciara pomposa e arrogantemente. Não conseguiu, não porque não queira. Não conseguiu porque não pôde, porque não sabe, porque não tem competência para dizer a verdade, e muito menos, para inventar uma "falsa verdade" que lhe pediam. Enfim, Serifo Nhamadjo falhou na escolha do seu "joker" para levar a cabo o tão desejado trabalho sujo que pensaram estar ao alcance de Abdu Mané.

Hoje, Abdu Mané, pretende abandonar o barco da transição, antes do fundear das ancoras do barco da bandidagem, barco esse, onde esteve placidamente sentado mais de dois anos, a conjecturar e a roubar ao Estado, tanto por sua conta própria, mas também com um comparsa de irmão que desbrava como um louco as nossas riquezas florestais e suga insaciavelmente as riquezas pesqueiras com os seus cumplices chineses e russos. Hoje, paradoxalmente a sua pomposa demonstração de força publica, sorrateiramente, AM quer fugir das suas responsabilidades e, como um vulgar rato de porão, opta pela via mais fácil encapotado num discurso de despedida invocando a legalidade que nunca respeitou. Hoje, AM quer é, fugir à prestação de contas que tem que prestar contas, entre outros dos 300 milhões furtados aos cofres do Estado e, decerto a outros crimes e actos lhe sera pedido pelo novo poder emergente, sob o clamor do Povo guineense.

Em tudo isso, sendo o Ratão do PGR especialista em decretar medidas de coação das mais bizarras quão arbitrarias contra indefesos e honestos cidadãos, porque não, agora se assim se sentir impoluto de quaisquer contas, se auto coagir, não bater à sola para outras bandas e ter a coragem de aguardar fazer frente a justiça que lhes espera no virar da transição.

Bem haja, Procurador de Pacotilha, como bem lhe chama o nosso estimável Aly.

FRD

Enquanto roubam, tu gritas golo...


Os jogos do Mundial de Futebol vão ser transmitidos em direto em ecrã gigante no Estádio Nacional 24 de Setembro, em Bissau, e projetados noutros 12 locais do território guineense. E assim vai a vida...

OPINIÃO: A Voz


Aqui, neste blogue, mando eu. Escrevo o que me der na real gana, seja contra quem for. Combati os golpistas como mais ninguém fez - paguei na pele (perseguições, espancamentos, prisões, roubo dos meus materiais de trabalho, ameaças entre outras sacanagens). Mas eu não desisto. Serei sempre um pesadelo, o pior dos pesadelos para aqueles que mal fazem a Guiné-Bissau. No que me diz respeito, todos os civis e militares implicados no golpe de Estado de abril de 2012 devem ser JULGADOS. Todos eles, se é que queremos acabar com esta epidemia de golpes.

Abra-se o processo do desvio de 300 milhões de FCFA, cometido pelo hoje demissionário procurador geral Abdu Mané. Queremos saber tudo. Queremos saber porque é que algumas pessoas - CONDENADAS PELA JUSTIÇA A PENA DE PRISÃO EFECTIVA - e dou um exemplo, a mulher do presidente do PAIGC e futuro primeiro-ministro, acusada de corrupção e desvio de dinheiro público - não cumpriram uma hora sequer da pena de prisão a que foram condenadas.

Queremos saber tudo sobre os desvios de dinheiro na Administração da APGB, várias centenas de milhões de dólares. Quem roubou e porque é que não estão ainda na cadeia (o procurador de pacotilha podia fazer o favor de responder antes de ser posto no olho da rua). Queremos também saber em que pé estão os processos de assassinatos do ex. Presidente 'Nino' Vieira, do Helder Proença, do Baciro Dabo, do Samba Djalo, do Verissimo Seabra, do Tagme Na Waie, de todos os guineenses assassinados antes e depois do golpe de Estado de 2012.

Queremos que, por uma questão de ética e de decência, sejam responsabilizados todos aqueles ladrões que povoam Bissau e seus arredores pela filha da putice que foi deixar o Povo na mais abjecta miséria e num autêntico atoleiro.

Pretendemos ver reposta a pena morte para crimes de sangue e tráfico de drogas. Que se mate todo e qualquer bandido que impede o desenvolvimento do nosso País. Que todo e qualquer guineense possa regressar ao seu País sem que seja perseguido.

Que todos aqueles que foram agora eleitos pelos votos dos bissau-guineenses ouçam o nosso desespero, e se ponham a mexer. Aqui, neste blogue, mando eu. AAS

segunda-feira, 9 de junho de 2014

DROGA: Francisco Barros desmente Obama, diz que não é traficante de droga e desafia os EUA

Lusa

Francisco Barros, cabo-verdiano que os EUA anunciaram na última semana ser um importante traficante de droga internacional, disse à agência Lusa que rejeita as suspeitas e afirmou-se disponível para depor perante as autoridades. "Podem notificar-me que eu estou disposto a comparecer e ser ouvido. Tenho direito de apresentar a minha defesa. Sei que essa acusação [de tráfico de droga] é falsa, nunca fiz isso. É uma cabala contra a minha imagem", referiu em entrevista telefónica à Lusa.

Francisco Barros falava a partir de Conacri, capital da Guiné-Conacri, onde diz encontrar-se por mais "cinco a 10 dias", antes de regressar a Bissau, onde reside com a mulher e três filhos. O cabo-verdiano, de 47 anos, justificou a ausência de Bissau desde o alerta dos EUA por mera "coincidência".

Na entrevista à Lusa, disse ser amigo do antigo chefe da Marinha guineenses, Bubo na Tchuto, detido em Nova Iorque e que já se deu como culpado depois de apanhado numa ação antidroga em 2013. Confirma que manteve negócios com ele e com colombianos, mas apenas para venda de viaturas -- única atividade que diz manter desde que chegou à Guiné-Bissau, em 2004, para além de trabalhar num bar e restaurante local.

"Tive clientes colombianos: pagavam-me bem, eu vendia. Tive relações com eles a nível de negócios de carros. Agora falando de outros assuntos, cocaína ou outro tipo de drogas, nunca me envolvi com eles e eu nem sequer sei o que faziam da vida", referiu.

"Não considero o Bubo traficante. Nunca falava de negócios de droga com ele, só de carros", acrescentou. Francisco Barros diz ser o "bode expiatório" numa história "mal contada", mas que pretende ver clarificada. "Eu não tenho medo dos americanos porque não sou criminoso. Eles estão enganados", sublinhou à Lusa. Numa conversa em que por mais que uma vez disse estar "de consciência tranquila" e não ter "nada a temer", Barros referiu que se for questionado vai mostrar a sua "inocência".

"Se eu fosse um grande barão da droga não vivia em Bissau", acrescentou. Negou ainda ter qualquer outra nacionalidade para além da cabo-verdiana -- contrariando as informações dos EUA de que tem passaporte guineense. "Entre cinco a 10 dias, no máximo, vou estar em Bissau. Só se morrer no caminho. Não tenho medo de nada, estou pronto para dar a cara", concluiu.

O Presidente dos EUA enviou para a Câmara dos Representantes um relatório identificando o cabo-verdiano Francisco de Fátima Frederico Barros como um importante traficante de droga internacional, confirmou a Casa Branca à agência Lusa na última semana.

"O Presidente está a enviar para a Câmara dos Representantes um relatório identificando três cidadãos estrangeiros - Francisco de Fatima Frederico Barros (Cabo Verde), Jose Adan Salazar Umaña (El Salvador), e Victor Ramón Navarro Cerrano (Colômbia) - que determinou serem importantes traficantes de narcóticos estrangeiros passiveis de serem alvo de sanções" ao abrigo de uma lei de combate à droga norte-americana (Foreign Narcotics Kingpin Designation Act, conhecida como Kingpin Act), referiu a Casa Branca.

As sanções do Kingpin Act "proíbem todo o comércio e transações entre os designados traficantes e empresas e indivíduos americanos, e congela quaisquer ativos que possam ter com a jurisdição dos EUA", acrescentou. Desde 2000, quando os primeiros traficantes foram nomeados sobre esta lei, 106 cidadãos e entidades estrangeiras já foram identificados pelo Presidente norte-americano.

Bla bla bla bla...fala, Abdu!

"O retorno à normalidade constitucional torna inadiável a nomeação de um novo PGR", escreve no documento. "Reconheço que é justo e legítimo que o Presidente da República acabado de eleger escolha livremente e sem condicionalismo o novo PGR", acrescenta. Em março, Abdu Mané tentou impedir a candidatura de José Mário Vaz, Presidente da República da Guiné-Bissau eleito a 18 de maio e com posse marcada para 23 de junho.

O procurador entendia que Vaz não podia ser candidato a presidente por ter os seus direitos de circulação limitados no âmbito de medidas de coação impostas durante um processo sob investigação, mas o Supremo Tribunal de Justiça não lhe deu razão. Durante a campanha, José Mário Vaz disse num debate televisivo que apesar do episódio iria apoiar a recondução de Abdu Mané como PGR.

No entanto, ao justificar a demissão, este escreve hoje que não pode "ficar indiferente ao retorno da normalidade constitucional e à agenda eleitoral inequivocamente votada em nome do interesse nacional, que está acima de está acima de quaisquer outros interesses". Adbu Mané, advogado e antigo professor na Faculdade de Direito de Bissau, tinha sido nomeado pelo presidente de transição - na sequência do golpe de Estado militar de abril de 2012 - para o cargo de PGR em 23 de agosto de 2012.

ÚLTIMA HORA: PGR Abdu Mané demitiu-se. AAS

O Xanana está com diarreia; o Ramos Horta sai da Guiné-Bissau vesgo e todo branco. E eu estou todo fodido

Pintura. Oferta do pessoal da ONU ao Ramos Horta.

Um Xanax para o Xanana que está com diarreia em Bissau. AAS

IBAP ALERTA: Corte de madeira e barulho das motosserras levam elefantes às povoações


O abate de florestas na Guiné-Bissau está a afastar elefantes das rotas de migração anuais no sul do país e a levá-los para perto de algumas aldeias (tabancas), disse à agência Lusa a bióloga Aissa Regalla. "São animais que não gostam de barulho e as motosserras perturbam a migração", descreve a técnica do Instituto da Biodiversidade e Áreas Protegidas (IBAP) que acompanha as rotas de diversos animais de médio e grande porte no país.

Alguns elefantes, em número indefinido, costumam rumar da Guiné-Conacri para o sul da Guiné-Bissau anualmente, sobretudo entre maio e novembro, para evitar o alagamento das zonas onde habitam. Ocupam um corredor que entra nos parques naturais de Cantanhez e Cufada, zona ao longo da qual encontram alimento e outras condições ideais para passarem algum tempo. No entanto, este ano o ambiente está a ser alterado com o abate de madeira intensivo a meio do corredor de migração.

Os elefantes procuram outros caminhos, mas "como podem não encontrar alimentos" e cruzam-se com a população de aldeias "não se sabe que comportamentos vão ter", referiu. Para já, está confirmada a presença de dois elefantes na zona de Buba e outros dois, já fotografados, na zona de Cantanhez, mais perto da fronteira.

Uma equipa do IBAP avistou um destes animais em fevereiro, junto a Buba, episódio em que o animal "teve um comportamento agressivo e perseguiu a equipa mato a dentro", descreveu Aissa Regalla. O IBAP pediu à Direção-Geral de Florestas que fizesse parar o corte de árvores na zona sul, mas até agora ainda não obteve respostas e as motosserras continuam no terreno.

Geralmente são os caçadores que costumam alertar para a presença de animais menos comuns, porque só se encontram no interior das florestas, mas "este ano já houve elefantes avistados pelas comunidades" de algumas aldeias. "É um bocadinho perigoso porque entram nas zonas de ?mpampam` (cultivo de arroz) e carvão", explicou Aissa Regalla.

O elefante africano de floresta (existe também uma variedade de savana) "está na lista vermelha da União Internacional de Conservação da Natureza (UICN) como animal vulnerável, sob risco de extinção", acrescentou. De acordo com o IBAP, os animais avistados no sul da Guiné-Bissau são provenientes de uma comunidade instalada na Guiné-Conacri, perto da fronteira, junto ao rio Kogum (Bouliagne).

"Anteriormente existia uma boa conectividade ecológica pois o corredor de migração apresentava condições favoráveis: pontos de água (lagoas, bolanhas e rios) e presença de cibe (alimento favorito) e manpataz na mata de Sonco Ali", detalha um relatório de Aissa Regalla. "Mas com a desflorestação intensiva, o corredor de migração vem diminuindo drasticamente", alerta.

Os níveis "sem precedentes" de destruição da floresta e de outros recursos naturais da Guiné-Bissau já foram motivo de alerta por parte das Nações Unidas. Em causa, estão licenças de exploração emitidas pelo Estado em que "o país não ganha nada" e a população, maioritariamente dependente da agricultura, "fica com os ecossistemas destruídos", denunciou também à agência Lusa Nelson Dias, representante da UICN em Bissau.

Boa viagem, e bons ventos

"Olá António,

Estou a ajudar a organizar uma viagem entre Dakar, Bissau e as Bijagós para um grupo de 8 amigos portugueses em Julho e tenho a dizer que o teu blog tem sido uma das nossas principais fontes de informação sobre a situação na GB, senão a principal. Força e não deixes de escrever!
Cumprimentos,
André P."

domingo, 8 de junho de 2014

Atenção, atenção: N'na bim nam


Cedo aprendi que às calúnias responde-se de três maneiras: com os tribunais, com o desprezo ou com um par de estalos. Sei que não se deve gastar cera com ruins defuntos, mas como esse alguém em causa é pantomineiro e ordinário, vou deixar ao meu humor vagabundo a decisão sobre qual destas formas de retaliação me trará mais prazer e menos incómodo. E eu estou mais inclinado para o estaladão...AAS

E eu? Eu sou um azarado com uma sorte do caraças, pá!

Hoje, vi a minha vida a andar para trás...ia lavar uma caneca, e...zás!!! - o fundo caiu e eu fiquei com uma 'pulseira'. Estava sozinho em casa, a sangrar bastante e não conseguia tirar a 'pulseira'. Com toda a calma, saí de casa e fui pedir ajuda. Tiveram que partir a caneca e levar-me ao hospital. Recusei a sutura (3 pontos) e regressei a casa. Pelas imagens, podem fazer ideia do que passei... Boa semana a todas(os). AAS

sexta-feira, 6 de junho de 2014

SPC (Só Para Contrariar)


Ah, só mais uma coisa. Dizem que os elefantes estão a regressar à Guiné-Bissau, vindos da vizinha Guinée. E onde é que está o espanto, se o mato entrou há muito na cidade?...AAS

XANANA XANAX FORA DA GUINÉ-BISSAU! VISTA UMA SAIA PLISSADA E LEVA O GOLPISTA SERIFO CONTIGO. AAS

Feios, porcos e maus

Tudo indica que o empossamento dos Deputados pode ser adiado mas uma vez, porque o sindicato dos trabalhadores agendou uma greve de 3 dias - 11, 12 e 13. O que esta em causa são os salários em atraso desde do mês de Janeiro e o sindicato exige dois meses de salários. Mas os ministros receberão dois meses de salários...mais subsídios. Ministros GOLPISTAS, diga-se! Vão comer farelo, porcos. AAS

quinta-feira, 5 de junho de 2014

OPINIÃO: Quão efémera é a glória dos traidores

Irremediavelmente ja sopram ventos de mudança na Guiné-Bissau. De um lado, no sentido descendente, vão-se os maus ventos, levando com ela a nefasta e depravada transição-golpista, no outro lado, em sentido ascendente, sopram os esperançosos ventos de um regime democratico recém eleito.

Nessa mudança de "clima politico", muitos ha, principalmente, os que se tornaram "grandiosos" da noite para o dia entrando pela porta travessa do golpismo, que começaram ja a sentir os efeitos agrestes dessa mudança dos tempos.
Que o diga, o golpista-mor e expoente maximo do cinismo politico nacional, o presidente da transição da CEDEAO para a Guiné-Bissau, Manuel Serifo Nhamadjo (MSN).

Esse dejeto politico sem vergonha começou bem cedo a pagar o preço da sua traição dos ideais democraticos que se forjavam na Guiné-Bissau em abril de 2012. Dos insultos e pragas recitadas entre dentes à cada vez que passava com seu cortejo de impostores, ou quando se assomava nos ecrãns televisivos, o Povo guineense, não deixou de aproveitar a oportunidade de se descomprimir publicamente, expressando a esse dessavergonhado impostor, todo o seu desprezo, repudio e indeferença à sua indecorosa pessoa aquando do jogo da 2a mão entre a Guiné-Bissau e a Republica Centro Africana no Estadio 24 de Setembro em Bissau.

Em pleno estadio a abarrotar de publico, de forma humilhante, Manuel Serifo Nhamadjo foi copiosamente apupado, insultado, vaiado acompanhado de varios impropérios, sendo os mais audiveis : TRAIDOR RUA, GOLPISTA RUA.
E assim a lei da vida, é assim a politica dos traidores, é assim que se pagam os Judas da Patria.
Como na vida, na politica também, quanto mais alto é o salto, mais estrondosa é a queda...tratando-se de um golpista tomara que a queda fosse direitinha na cama de um Faquir.

Bang-Bang

Pré-posse: O presidente eleito da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, realiza hoje uma visita de cortesia à Nigéria a convite do chefe de Estado daquele país. AAS

Gente burra


Caros inimigos,

Se a coisa der para o torto, divirtam-se, caluniem, ostracizem; mas não deixarei de partilhar o que me dói, nem de estar ao lado do Povo humilhado da Guiné-Bissau! Não importa, a linguagem que uso para caracterizar bandidos e delinquentes que mal fazem a Guiné-Bissau é um zero à esquerda: eles merecem mais, muito mais, talvez até um tiro na nuca para acabar. Gente burra, obtusa, escroques! António Aly Silva

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Posse Presidente da República: José Mário Vaz toma posse no próximo dia 23 de junho. AAS

RIP: Restos mortais de Umaro Djaló a caminho de Bissau

O corpo do falecido Umaro Djaló, segue hoje para Dakar e depois para Bissau num avião fretado pela presidência. Os restos mortais encontram-se neste momento na mesquita de Lisboa (Praça de Espanha) para a reza das 14 horas, e depois seguem para o aeroporto de da Portela. AAS

DROGA: A confissão de Bubo Na Tchuto



(Reuters) – De acordo com fontes judiciais norte-americanas desta terça-feira, o ex-chefe da Marinha da Guiné-Bissau, capturado numa acção anti-droga de alto nivel levada secretamente a cabo na Costa Ocidental de Africa, declarou-se culpado antes de um julgamento em pendiam sobre ele as acusações de ter conspirado para importar narcóticos para os Estados Unidos.

O julgamento de José Américo Bubo Na Tchuto, de 64 anos, tinha sido programada para começar na segunda-feira proxima no Tribunal Distrital dos EUA em Manhattan. Porém, Na Tchuto, que é classificado pelas autoridades dos EUA como sendo um dos barões do tráfico ilícito de drogas da África Ocidental, decidiu declarar-se culpado no dia 13 de maio dando-se a devida transcrição da confissão nos autos sendo este imediatamente selado, disseram as fontes judiciais norte americanas. Com a confissão de culpabilidade a audiência foi cancelada.

Não foi indicado o que Na Tchuto pediu em troca por ter-se declarado culpado, nem tão pouco os termos de um eventual acordo que tenha celebrado com as autoridades judiciais norte-americanas. Em situações de confissões de culpabilidade, às vezes as audiências de julgamento são cancelados quando os réus concordam em cooperar com as autoridades .

Sabrina Shroff, a advogada de Na Tchuto, e o Representantes dos EUA, o Procurador Preet Bharara de Manhattan e a Drug Enforcement Administration (DEA) recusaram tecer quaisquer comentarios, quando na terça-feira, foram contatados por telefone ou e-mail.

A prisão de Na Tchuto, ocorreu em abril de 2013, quando foi capturado à bordo de um iate de luxo na costa da Guiné-Bissau na sequência de uma operação secreta montada a longa data pela DEA . Antes da sua confissão, Na Tchuto enfrentava a possibilidade de ser condenado a prisão perpétua em caso de julgamento e se for condenado sob a acusação de conspirar para importar e distribuir mais 5 kgs de cocaína para os Estados Unidos .

A Guiné-Bissau, um pais pobre, é visto pelas Nações Unidas como um dos principais pontos de passagem da cocaína da América Latina para a Europa. As Autoridades norte-americanas e europeias já suspeitavam de que o referido militar desse pequeno país estava envolvido ha muito tempo no tráfico de drogas .

De acordo com os promotores publicos dos Estados Unidos, Na Tchuto e seus dois co-réus reuniram-se varias vezes com informantes infiltrados da DEA que se faziam passar por representantes de traficantes de drogas da América Latina. Nas reuniões, os réus foram flagrados e registrados a discutir a importação de carregamentos de cocaína para a Guiné-Bissau, para o fazer transitar depois para outros destinos, disseram os promotores publicos.

A DEA tem também como alvo o Chefe do exército da Guiné-Bissau, Antonio Indjai , que liderou um golpe de Estado em abril de 2012, que interrompeu o processo de eleições na ex-colônia Portuguesa. Porém, Indjai, que negou ser traficante de drogas, escapou a captura, por em ultimo minuto ter recusado ir ao encontro programado no alto mar. No final de abril, dois dos ex-assessores de Na Tchuto, Tchamy Yala e Papis Diemé, se tinham ja declarado culpado das acusações de conspiração para importação de narcóticos para os EUA.

Durante o seu depoimento, Diemé, disse que a partir de outubro de 2012 a abril 2013, ele concordou colaborar com Na Tchuto em plano visando importar cocaína através da Guiné-Bissau, da qual, uma parte seria, então, enviado para os Estados Unidos, de acordo com uma transcrição vertida nos autos.

(Reportagem adicional de Richard Valdmanis em Boston, e Joseph Ax , em Nova York , Edição de Noeleen Walder e Jonathan Oatis)

terça-feira, 3 de junho de 2014

DROGA: Cabo-verdiano residente em Bissau na lista dos mais procurados dos EUA



O presidente dos Estados Unidos - Barack Obama, acaba de incluir o cabo-verdiano Francisco de Fátima Frederico Barros na lista dos traficantes de droga mais procurados do mundo. Em nota enviada aos líderes do Congresso, Obama colocou Chico Barros na Lei dos Barões da droga - o Kingpin Act, que inclui ainda o salvadorenho Salazar 'Chepe Diablo' Umaña e o colombiano Ramón Navarro e cujas capturas serão recompensadas em vários milhões de dólares.

Natural da ilha de Santiago, Francisco Barros, de 46 anos, foi detido em 2009 na Guiné-Bissau, por alegada tentativa de Golpe de Estado na Guiné-Conacri. Com pelo menos três nacionalidades, Chico Barros foi detido por um grupo de militares a mando do responsável da Contra Inteligência Militar - coronel Samba Djalô, sob patrocínio do então Chefe das Forças Armadas - Zamora Induta.

'Chico' foi mantido durante algum tempo na base aérea de Bissalanca, juntamente com os militares que teriam participado nos assassinatos de Nino Vieira e Tagmé Na Waye, antes de ser xtraditado para a Guiné-Conacri, onde cumpriu uma pena de dez meses de prisão. Encontra-se em parte incerta desde essa altura.

Entretanto, Ditadura do Consenso apurou que 'Chico' foi denunciado pelo grupo que foi capturado juntamente com o antigo CEMA Bubo Na Tchuto, nos interrogatórios a que têm sido sujeitos. Francisco Barros vive em Bissau há vários anos numa união de facto com uma cidadão guineense, e tem uma empresa de «exportação de peixe congelado». Carlos Santos, Correspondente da RDP África na Cidade da Praia/AAS

Tráfico de droga continua a ser principal preocupação na Guiné-Bissau para Interpol e ONU

O tráfico de droga continua a ser o principal problema em matéria de crime organizado na Guiné-Bissau e região envolvente, provocando um aumento dos casos de consumo e produção, disseram esta segunda-feira responsáveis da Interpol e Nações Unidas. "O crime organizado transnacional e o tráfico de droga" continuam a ser as principais preocupações, referiu Ronald Nobre, secretário-geral da Interpol - Organização Internacional de Polícia Criminal, que visitaram Bissau ontem por algumas horas.

segunda-feira, 2 de junho de 2014

domingo, 1 de junho de 2014

Desmascarando mais um saudosista filho da puta - e neocolonialista


CARLOS FILIPE, Se não sabes o que é publicidade, então segue este conselho: imprime este post, dobra-o em quatro e...enfia-o!!! AAS

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Recapitulando: Kubi di nha horta

"Penso que não vão deixar o José Ramos-Horta fazer nada. Para começar, já lhe tiraram as medidas. Depois, vão tentar desgastá-lo, vão levá-lo naquele eterno jogo de intrigas que se espalhou como um cancro na vida política e social Bissau-guineense. Vai ser um diz que diz, portanto. E, sobretudo, vão enganá-lo. O Ramos-Horta que não se deixe impressionar com o que ouve da parte dos políticos matreiros.

Para já, não haverá eleições este ano, e foi precisamente por isso que andaram a arrastar a formação de um governo inclusivo - termo pomposo usado por traidores e golpistas. O Ramos Horta, posso muito bem dizê-lo assim, caiu que nem patinho. Ninguém quer eleições, mas ninguém o diz publicamente. E para agradar à comunidade internacional, vão dizendo que sim, mas toda a gente sabe que se estão nas tintas. Os militares disseram que queriam uma transição de 3 anos, depois passou para 2... Ou seja, ninguém percebe a Guiné-Bissau, ninguém quer saber da Guiné-Bissau para nada!!!

Só os ingénuos é que acreditam noutra coisa. E isto é igual tanto para o PAIGC como para o PRS. Está tudo metido na mesma onda de trapaça e de manipulação a que a comunidade internacional, passados 40 anos, finge não perceber. O que é triste, muito triste mesmo. Políticos e militares no activo com ligação ao tráfico de drogas, nha mãe!!! Gente com mandado internacional! Estes gajos não valem nada, e todos, mas mesmo todos, estão apenas a olhar para os bolsos e a cagar completamente para o Povo guineense. Este é um governo pária!!! Dezanove ministros e quinze secretarias de Estado? Gatunagem, é o que é. Assim, vão à merda!

A União Europeia, a CPLP, a ONU não devem deixar-se enganar e que não tenham ilusões - não haverá eleições na Guiné-Bissau este ano, e, na melhor das hipóteses, só em meados de 2014. Agora, o terço será...época das chuvas, o novo governo só entrou em funções em junho, não há dinheiro - para construir casas e comprar carros de luxo para as comadres - e mais atoardas. A filha da putice do costume e que conheço de cor e salteado! Um governo com foras da lei não devia ter lugar numa democracia!

E eu disse mais ao Ramos Horta

Não digo isto a rir. Digo-o com enormes doses de desânimo e de tristeza e, um dia, dar-me-ão razão. Em termos pessoais, nada a apontar ao político timorense. E, para facilitar as coisas, Ramos-Horta fala a mesma língua. É triste, muito triste mesmo, ver um prémio Nobel da Paz entrar no purgatório."
António Aly Slva

NOTA: Texto escrito em 2013 - até parece que sou adivinho. AAS

Choro cantado para o Ramos Horta: Vá para o inferno, e leve consigo os homens que vestem saias... António Aly Silva