quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014
CPJ denuncia prisão de jornalista em Angola
O Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) insta a polícia em Angola a libertar um jornalista que está sendo mantido detido desde domingo por acusações de calúnia a difamação.Queirós Anastácio Chilúvia, vice-editor da emissora privada Rádio Despertar, foi preso quando foi ao Comando National da Polícia Nacional em Cacuaco, uma cidade nos arredores da capital, Luanda, para pedir comentários sobre gritos dos prisioneiros que ouviu enquanto passava pela delegacia, de acordo com o site de notícias independente Maka Angola e Alexandre Neto, presidente do capítulo Angola, do Instituto de Comunicação Social da África Austral (MISA).
Neto disse ao CPJ que Chilúvia primeiro informou em uma reportagem ao vivo para a Rádio Despertar, dizendo que tinha ouvido prisioneiros gritando na delegacia. Neto disse que Chilúvia depois foi para a delegacia de polícia para perguntar sobre o que estava acontecendo, e foi preso.
O advogado do jornalista, Africano Cangombe, disse ao CPJ que a polícia acusou Chilúvia de difamação e de fazer declarações falsas contra a polícia. Cangombe disse que o caso tinha sido encaminhado para investigação por falta de provas e que o jornalista permanecerá sob custódia da polícia. O período máximo que a polícia pode deter alguém sem oferecer provas é de oito dias, disse Neto.
"Prender um jornalista por perguntar à polícia o seu lado da história é um absurdo", disse o Coordenador do Programa do CPJ para a África, Sue Valentine. "Queirós Anastácio Chilúvia não é um risco para a sociedade. As autoridades devem libertá-lo im ediatamente".De acordo com Neto, que foi o fundador da Rádio Despertar, não foi permitido que Chilúvia tivesse acesso as seus familiares ou seu advogado desde a sua detenção.
O CPJ é uma organização independente sem fins lucrativos que se dedica a defender a liberdade de imprensa em todo o mundo.
quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014
Agradecimento
«Caro amigo António Aly Silva,
Venho mediante presente e-mail e em nome do Fórum de Católicos Guineenses em Portugal (FCGP), apresentar os nossos agradecimentos e gratidão de sempre, por mais uma vez ter contribuído com a divulgação da informação sobre a Celebração da memória do nosso saudoso Bispo Settímio Artruro Ferrazzetta, no seu blog, evento que contempla o XVº aniversário da sua morte, coadjuvando assim na reunião massiva da comunidade guineense, bem como as outras comunidades amigas da Guiné-Bissau que se juntaram à nós em sufrágio da alma do nosso Bispo.
Bem haja para si e os seus entes familiares. Que Deus lhe acompanhe no seu trabalho, abençoe e lhe dê longa vida repleta saúde e paz.
Com os melhores cumprimentos!
Alfredo Alexandre da Costa»
Regresso iminente ao país do jornalista António Aly Silva
«A LGDH recebeu na semana passada uma carta do Jornalista António Aly Silva, editor do blog Ditadura do Consenso, solicitando a intervenção desta organização junta das instituições nacionais e estrangeiras para facilitar o seu regresso ao país.
Hoje, a direção nacional da LGDH reencaminhou esta carta às entidades identificadas nomeadamente, UNIOGBIS, união Europeia, CEDEAO, união Africana, CPLP, e aos órgãos de comunicação social.
Para a vossa informação segue em anexo a referida carta
Exmos. Senhores,
Representantes da ONU, UNIÃO EUROPEIA, UNIÃO AFRICANA, CPLP, CEDEAO, UNIOGBIS, e outros
Cidade da Praia, Cabo Verde, 29 de janeiro de 2014
ASSUNTO: REGRESSO DO JORNALISTA ANTÓNIO ALY SILVA A BISSAU
Ex.mos Senhores,
Sirvo-me da presente para dar conhecimento a V. Exas. sobre o meu iminente regresso a Bissau, depois de ter sido preso, espancado e desapossado dos meus bens no dia 13 de abril de 2012.
Em outubro de 2012, depois de várias ameaças veladas, tive que fugir do meu próprio país. Nada me move neste regresso que não a vontade de estar no meu país, fazer o meu trabalho o melhor que sei e posso, tudo ao lado do Povo.
Ex.mos Senhores,
O exílio não é Pátria que convém a ninguém.
Brevemente, comunicarei a V. Exas a data da minha chegada a Bissau.
Com consideração, sou
António Aly Silva,
Jornalista
A mesma está disponível também AQUI.
A direção nacional da LGDH»
PAIGC: Relatório do Governo do PAIGC destaca golpe de Estado de 12 de Abril
As consequências negativas do golpe de Estado de 12 de Abril de 2012 destacaram-se no relatório de actividades do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) apresentado no congresso em Cacheu.
O documento lido durante mais de uma hora pela 3.ª vice-Presidente do PAIGC, Maria Adiatu Djalo Nandigna, refere aspectos que classificaram o golpe de Estado de 12 de Abril de 2012 como um acto «contundente». Mesmo assim, o espírito do partido conseguiu manter os seus militantes sem nunca abdicar das leis e da ordem constitucional.
Maria Adiatu Djalo Nandigna destacou algumas conquistas em termos de desenvolvimento se não tivesse havido o 12 de Abril, citando, entre outros exemplos, o índice da produção industrial, inquéritos sobre indicadores múltiplos, inquéritos sobre a avaliação da pobreza, assim como o aumento do valor do PIB da Guiné-Bissau.
Em termos de realizações, o documento fala das construções do Palácio da República, do Palácio do Governo, do Mercado Central de Bissau, da Estrada de Manso Farim, do Hospital Militar, do Estádio Nacional 24 de Setembro, e da Ponte Euro-africana em São-Vicente.
Ao nível da dinâmica interna do partido, o documento fala também de algumas divergências que estiveram na origem de vários problemas, que acabaram por atingir a vida e funcionamento do PAIGC.
O Presidente cessante do partido, Carlos Gomes Júnior, foi muito elogiado durante a leitura do relatório. No final da sua apresentação, os delegados dividiram os trabalhos em grupo, para discussão e eventual aprovação do relatório. PNN
O documento lido durante mais de uma hora pela 3.ª vice-Presidente do PAIGC, Maria Adiatu Djalo Nandigna, refere aspectos que classificaram o golpe de Estado de 12 de Abril de 2012 como um acto «contundente». Mesmo assim, o espírito do partido conseguiu manter os seus militantes sem nunca abdicar das leis e da ordem constitucional.
Maria Adiatu Djalo Nandigna destacou algumas conquistas em termos de desenvolvimento se não tivesse havido o 12 de Abril, citando, entre outros exemplos, o índice da produção industrial, inquéritos sobre indicadores múltiplos, inquéritos sobre a avaliação da pobreza, assim como o aumento do valor do PIB da Guiné-Bissau.
Em termos de realizações, o documento fala das construções do Palácio da República, do Palácio do Governo, do Mercado Central de Bissau, da Estrada de Manso Farim, do Hospital Militar, do Estádio Nacional 24 de Setembro, e da Ponte Euro-africana em São-Vicente.
Ao nível da dinâmica interna do partido, o documento fala também de algumas divergências que estiveram na origem de vários problemas, que acabaram por atingir a vida e funcionamento do PAIGC.
O Presidente cessante do partido, Carlos Gomes Júnior, foi muito elogiado durante a leitura do relatório. No final da sua apresentação, os delegados dividiram os trabalhos em grupo, para discussão e eventual aprovação do relatório. PNN
ELEIÇÕES(?) 2014: Nuno Nabiam entrevistado pela RFI em Paris
Nuno Nabiam, presidente da Agência da Aviação Civil da Guiné-Bissau e candidato independente para as presidenciais guineenses de 16 de Março, tem o apoio do fundador do PRS, Kumba Ialà. Esteve em digressão pela Europa tendo estado em França no intuito de recolher apoios para a sua campanha. Ouça a entrevista que concedeu à RFI.
terça-feira, 4 de fevereiro de 2014
ELEIÇÕES(?) 2014: Se não é da doença, é da cura...
O parlamento da Guiné-Bissau não consegue juntar deputados suficientes para discutir as alterações à lei eleitoral porque os eleitos do partido maioritário (PAIGC) se encontram reunidos em congresso. A Assembleia Nacional Popular devia reunir-se para discutir o encurtamento de prazos previstos na lei eleitoral, de forma a viabilizar a realização de eleições gerais no dia 16 de março, mas tal já não será possível, pelo menos até ao encerramento do congresso.
Daí a viagem atribulada do abutre Serifo a Abuja, para receber a benção e legitimar, junto do seu patrão, o Johnattan o adiamento das eleições. E está todo o mundo a assistir a esse triste circo, impávidos e serenos. Estão-se nas tintas para o povo da Guiné-Bissau, que é quem de facto devia ser ouvido e tido em conta, e não essa estirpe que arruína o País e tudo o que está à sua volta: a Educação, a Economia, a Saúde...
Como é possível que um governo, no caso concreto o guineense, a quem foi pedido apenas que organizasse o recenseamento e as eleições, não consiga fazer nem uma nem outra coisa, e em 2 anos??? Mas que tipo de homens mandam na Guiné-Bissau? Que comunidade internacional reside naquele pedaço de terra? A quem é que o povo pode recorrer, agora que tudo arde? AAS
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