quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Saúde de morte!: O sector da Saúde pública da Guiné-Bissau iniciou hoje uma greve de 7 dias para reclamar o pagamento de seis meses de salários em atraso. AAS

Denúncia: Façam barulho


Caro Aly,

Sou acompanhante do seu blogue e obviamente escrevo sobre anonimato. Isso deve-se ao facto estar aqui para fazer uma denúncia sobre a conferência que está para acontecer este sábado na Universidade Lusofona, em Lisboa.

Para dizer que este grupo é liderado, ainda que disfarçado, pelo Afonso Gomes, o frustado apoiante de Serifo Nhamadjo e que se auto-intitula' representante da Comunidade guineense em Portugal'. Ele acabou de chegar da Guiné-Bissau, onde lhe encomendaram esta acção, para vir depois dizer que esta é que é a posição da diáspora guineense na Europa.

Este homem tentou juntar muitos nomes conscientes da Guiné-Bissau para este evento e não conseguiu, tendo ficado frustado e respondendo mal a algumas pessoas. Mas lá conseguiu convencer alguns que estão cegos e hoje já circula no facebook um evento criado pela Associação de Estudantes Guineenses em Portugal que também não passa de pau mandado para convocar pessoas.

A estratégia passa pela discussão sobre o período de transição (que, como já se viu, prolongar-se-á por anos, tal como Porta-Disparates defendeu já em Bissau. É preciso anunciar que este evento contará com a presença de conselheiros do 'Presidente de CDEAO', Candjura Injai e Mendes Pereira. A Comunidade devia sim ir lá mostrar a esta gente o que quer, porque estamos prestes a ver o nosso nome no lixo.

Espero merecer a sua atenção porque assunto é sério.

Mantenhas


NOTA: A comunidade guineense que é contra os golpes de Estado devia ir em massa e FAZER-SE ouvir bem alto. Todos para a Universidade Lusófona!!! Esta devia ser a estratégia! AAS

Eleições - A Guiné-Bissau entregue à bicharada


O porta-voz do governo de transição da Guiné Bissau Fernando Vaz defendeu a prorrogação desse governo por vários meses ou mesmo anos. Fernando Vaz falava em nome do seu partido, a União Patriótica Guineense, no congresso de um outro partido que apoiou o golpe de estado de Abril, o Partido da Renovação Social. Para Vaz a Guiné-Bissau precisa de “estabilidade duradoura” pois a “destabilização do quadro político tem sido cíclica e endémica”.

“Pensamos por isso que é necessário consolidar-se a estruturas democráticas e para isso é preciso tempo, pois isso não se pode fazer em seis meses ou num ano,” disse Vaz. “Entendemos que é necessário uma reforma estrutural política e com isso ganhamos tempo para a reforma do sector de defesa e segurança,” acrescentou. Para Fernando Vaz “é fundamental haver um pacto de regime em que futuramente nos próximos oito ou dez anos seja quem ganhar eleições terá no seu governo a representação daquilo que é a malha política da sociedade guineense”.

“Não estamos a inventar nada pois isso sucede em vários países de África com sucesso,” acrescentou. Interrogado sobre qual o período de transição que defende Vaz disse que isso será alvo de discussões mas disse ser a posição do seu partido um período de “três a quatro anos” As declarações de Vaz foram feitas no dia em que o Conselho de Segurança se reunia para analisar um relatório do Secretário-geral da ONU, Ban Ki moon em que este descartou a hipótese apresentada anteriormente pelo governo de transição para a realização de eleições.

Ban Ki-Moon, recorde-se, propôs no seu relatório um “roteiro” para o regresso á “ordem constitucional” elaborado pela ONU, União Africana, União Europeia, CEDAO, CPLP e as partes políticas guineenses. VOA

Acusação disparatada


Esta é a acusação feita ao primeiro-ministro legítimo Carlos Gomes Jr., pelo Ministério Público guineense. Não tem por onde se lhe pegar... AAS

acusaçao 1

acusaçao2

acusaçao3

AAS

Gâmbia e Senegal discutem Casamansa


Uma delegação de alto nivel representando a Gambia encontrou-se na passada segunda-feira com o presidente senegalês Macky Sall para discutir das perturbações actuais na região da Casamansa no sul do Senegal, segundo fontes oficiais. No domingo passado, o governo gambiano obteve a libertação de oito soldados senegaleses, capturados por uma facção do Movimento das Forças Democraticas da Casamansa (MFDC), leal a Salifo Sadjo, declararam os responsaveis gambianos. Esta libertação aconteceu alguns dias apenas de terem completado um ano de cativeiro.

Os soldados capturados foram entregues domingo por uma delegação de responsaveis do governo enviados à Casamansa pelo presidente gambiano Yahya Jammeh. O ministro dos Assuntos Presidenciais Njogou Bag, dirigiu essa delegação comprendendo altos responsaveis governamentais, o embaixador americano na Gambia e os membros da Federação internacional da Cruz-Vermelha e do Crescente-Vermelho. Esta equipa deslocou-se à Dakar para entregar os soldados as autoridades senegalesas, indicou Sr. Bag. O MDFC reivindica a independência da Casamansa desde 1980. O conflito ja fez milhares de mortos e que afecta seriamente as relaçéoes entre os dois paises vizinhos.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Reacções internas à normalização política; CEDEAO toma medidas


1 . Os militares implicados no golpe de Estado de 12 de abril e meios político-partidários com os mesmos conotados, em especial a ala do PRS obediente a Kumba Yalá, estão a reagir com atitudes interpretadas como sendo de desconfiança e/ou insegurança às tendências que se desenham no sentido da resolução da crise.

Factos ilustrativos:

- O FPP-Forum dos Partidos Políticos, entidade dominada pela referida ala do PRS (Artur Sanhá, actual presidente da Câmara Municipal de Bissau e principal activista), mas da qual fazem nominalmente parte cerca de vinte outros partidos sem qualquer expressão, contestou publicamente o compromisso, alargado ao PAIGC, com base no qual o funcionamento anormal da Assembleia Nacional Popular foi retomado.

- Os militares, em relação aos quais já se vinham notando sinais de incomodidade face ao cenário de normalização política, ordenaram medidas de prevenção e reforço das Forças Armadas – por exemplo, um plano urgente de recuperação técnica de tanques dados como inoperacionais.

A reacção de ambos os sectores (e suas ramificações na sociedade), decorre de percepções/previsões segundo as quais a evolução que se desenha conduzirá ao fim do actual “status quo”, pós-golpe de Estado; supõe-se que pretendiam prolongar no tempo, ainda que reajustado, o papel preponderante que, de facto, até agora têm exercido. A inclinação que ultimamente vinham deixando transparecer e que consistia na dissolução da Assembleia Nacional Popular (criação em seu lugar de um Conselho Nacional de Transição, vigente por dois anos e encabeçado por Kumba Yalá), também teve um efeito acelerador na mudança de linha da CEDEAO. A notória incomodidade que a ala do PRS identificada com Kumba Yalá revela face ao momento actual é especialmente devida à reabilitação política e institucional do PAIGC. A marginalização e ofuscamento a que este partido estava sujeito era vista como vantagem para implantar o PRS.

2 . A presente evolução da situação adquiriu dinâmica considerada irreversível numa reunião conjunta promovida pela União Africana, em Adis Abeba, em que pela primeira vez desde o golpe de Estado se registou um espírito de “ampla harmonia” entre todas as partes – ONU, União Europeia, CEDEAO e CPLP.

Na esteira da reunião foram postas em marcha ou estão agendadas medidas como as seguintes:

- Em marcha está já o reforço da missão militar da CEDEAO, ECOMIG, em efectivos e material (mais cerca de 500 homens, na sua maioria oriundos da Nigéria; artilharia e blindados ligeiros e pesados).

- Agendadas: missão conjunta, UA, ONU, União Europeia, CEDEAO e CPLP, de 16 a 21 de dezembro, conforme decisão tomada em Adis Abeba; tem a finalidade de acertar com as autoridades um plano de normalização político-constitucional, abrangendo aspectos como realização de eleições e lançamento imediato de um plano de reforma das FA.

O embaixador dos EUA em Dacar, Lewis Lukens, comunicou também a intenção de se deslocar a Bissau (onde também está acreditado), em data coincidente com a presença da missão conjunta. Os EUA denotam preocupações anormais com a realidade do narcotráfico na Guiné-Bissau e na região. O escritório de representação dos EUA em Bissau, à frente da qual se encontra Russel Hanks, supostamente um perito em matérias como narcotráfico e terrorismo (18 anos de missões no Médio Oriente; domínio da língua árabe), é considerado centro de uma rede alargada, destinada a acompanhar o narcotráfico e suas conexões. A preocupação dos EUA está relacionada com o braço da Al Qaeda, consabidamente implantado em regiões do Norte de África geograficamente próximas da Guiné-Bissau. O finaciamento de actividades terroristas da Al Qaeda provém em geral do crime organizado – narcotráfico, exploração ilícita de recursos naturais, etc.

3 . O reforço da ECOMIG aparenta ser ditado por razões como elevar a sua capacidade militar face a “imprevistos” que as actuais circunstâncias político-militares tornaram mais prováveis, mas também equiparar a sua grandeza à de um contingente da CPLP que a ela se juntará para constituir uma força militar mais alargada.

Brasil, Angola, Ghana e Moçambique são os países que, em princípio, integrarão a nova força internacional de estabilização na Guiné-Bissau – a que também se poderão juntar destacamentos de outros países africanos. A função chave da nova força será a de acompanhar/prestar assistência ao processo de reforma das Forças Armadas.

Para alojar os efectivos de reforço da ECOMIG a CEDEAO pediu a cedência do quartel de Mansoa, onde está alojado um Batalhão descrito como leal ao CEMGFA, General António Indjai. A localidade de Mansoa apresenta especial importância geográfica, como cruzamento viário e local de uma ponte indispensável para ligar o Norte ao Sul do territóriio. Informações não inteiramente verificadas, mas consideradas suficientemente credíveis, indicam, também, que a ECOMIG, no quadro de medidas excepcionais alvitradas pelas presentes circunstâncias, selou e montou guarda aos princiupais paióis militares, incluindo o de Brá, nos arredores de Bissau.

António Indjai dispõe actualmente de uma força privativa, vulgo “guarda pretoriana”, que se estima ser constituída por cerca de 300 homens, quase todos balantas; controla também uma rede de contra-inteligência (Ten/Cor Tchipa, chefe). O seu quotidiano é sujeito a medidas de segurança como nunca pernoitar no mesmo local em dias sucessivos. O Estado, na situação de penúria em que o Tesouro se encontra, não dispõe de meios financeiros para suportar as despesas militares (que A Indjai considera prioritárias). A evidência dá azo a conjecturas segundo as quais provem do narcotráfico o grosso dos meios usados para tal fim. Os militares são os principais agentes da actividade. AM

PAIGC: Bá Quecuto na pole position


Braima Camará, vulgo “Bá Quecuto” prepara-se para anunciar a sua candidatura à presidência do PAIGC, logo a seguir à prevista reconfirmação pelo Comité Central - na sua reunião nos dias 15 e 16 de dezembro - da data antes anunciada para o congresso do partido, 16 a 20 de janeiro de 2013. As previsões, cada vez mais fundadas, de que será eleito, despertaram interesse no conhecimento da sua pessoa por parte de serviços de informações e na diplomacia de países com ligações mais estreitas à Guiné-Bissau.

Sem pressões: Joseph Mutaboba, representante do secretário-geral da ONU na Guiné-Bissau, termina mandato no final do ano. Depois, bem, depois logo se verá... E, não, Mutaboba não sairá por causa de pressões das autoridades ilegítimas, golpistas e traficantes da Guiné-Bissau! AAS

Guiné-Bissau: Paulo Portas aborda Ban Ki-Moon


O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, vai reunir-se com o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) durante a sua deslocação a Nova Iorque, (hoje e amanhã), informou o seu gabinete. Durante o encontro com Ban Ki-moon, Portas abordará as situações na Guiné-Bissau, Timor-Leste e Síria, bem como o processo de paz para o Médio Oriente.

Do programa consta ainda um almoço com os embaixadores dos países que coincidiram com Portugal no Conselho de Segurança das Nações Unidas e uma intervenção no debate sobre operações de paz das Nações Unidas, que este promove na quarta-feira, dia 12 de Dezembro. O mandato de Portugal no Conselho de Segurança, recorde-se, termina a 31 de Dezembro deste ano.

Pedro Pires e Guebuza com a Guiné-Bissau na agenda


O Presidente de Moçambique, Armando Guebuza, recebeu hoje, em audiência, o ex-presidente de Cabo Verde, Pedro Pires, que está de visita a Moçambique, como convidado da Conferência Africana da Juventude sobre Democracia e Boa-Governação. No encontro com Pedro Pires, que ainda este ano esteve no país por ocasião da cimeira da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), os dois dirigentes passaram em revista vários assuntos de interesse da comunidade e fizeram uma radiografia sobre a situação política. No final da audiência, o ex-presidente cabo-verdiano disse a imprensa que a ocasião serviu para discutir com o estadista moçambicano assuntos de interesse comum, em particular a situação na Guiné Bissau.

"É necessária uma intervenção de fórum político capaz de contribuir para solucionar a crise na Guiné Bissau que agudiza com os golpes de Estado", disse o ex-presidente. Palco de uma forte instabilidade política e plataforma para o narcotráfico, a Guiné-Bissau sofreu o seu último golpe de Estado a 12 de Abril último, quando foram depostos o Primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior e o Presidente interino, Raimundo Pereira, entre as duas voltas das eleições presidenciais. África21

LGDH diz que "cidadãos enfrentam restrição dos direitos fundamentais"


A Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH) sublinhou que os cidadãos guineenses enfrentam atualmente uma restrição ilegal dos seus direitos e liberdades fundamentais. Em comunicado de imprensa no âmbito das comemorações do Dia Internacional dos Direitos Humanos, a Liga guineense referiu que, de entre outras liberdades em causa constam a da manifestação, de realização de reuniões, a liberdade de imprensa e de expressão.
«Neste contexto, o silêncio acabou por constituir o refugio dos principais actores políticos e sociais como forma de salvaguardarem a sua vida e a integridade física», lê-se no comunicado. De acordo com a LGDH, mesmo ao abrigo destas estratégias não aceites em democracia e inadmissível, várias pessoas já foram vítimas de violação dos seus direitos, apontando como exemplo os recentes casos de espancamento de Inacuba Djola Indjai, Silvestre Alves e do assassinato de Luís Ocante da Silva pelos militares. «As informações provenientes dos arquipélagos de Bijagós sustentam o assassinato de quatro pessoas em Bolama, na sequência da alegada tentativa de golpe de Estado a 21 de Outubro», refere o documento.

Por outro lado, a Liga lembrou também que o golpe de Estado de 12 de Abril representa um crescente recuo nas conquistas alcançadas nos últimos anos em termos de consolidação de Estado de direito democrático na Guiné-Bissau. «Assiste-se progressivamente a um aumento galopante do nível de violência, de pobreza extrema, de desigualdade social entre homens e mulheres, bem como do crime organizado», disse a organização. A LGDH é de opinião que a Guiné-Bissau reclama uma genuína e verdadeira reconciliação nacional, fundada nos valores da justiça tolerância, diálogo inclusivo e respeito pelos direitos humanos. A organização caracterizou o atual momento por que passa o país de «violência generalizada, sentimentos irredutíveis de ódio e vingança, o que, se assim acontecer, os guineenses jamais lograrão a paz e a estabilidade sem a justiça e reformas nos sectores de Defesa e Segurança.

A máscara do ódio


Não sei qual o sentimento que assalta os meus compatriotas ao ver ou ouvir o Antonio Artur Sanha falar. A mim, não vos escondo que, causa-me arrepios e causa-me desprezo, mas principalmente cria apreensão na minha mente. Creio que criara também apreensão em quaisquer mente sã.

Cada intervenção desse politico brutal e radical, seja na radio ou na televisão, é um caso clinico de exercicio gratuito de esquizofremia, de violência verbal e odio incubido numa mente doentia, complexa e retrogada. Esse senhor, que se pretende ser nosso dirigente, não deve ter lugar na politica guineense e nem merece ser um dirigente da sociedade, pois não tem profil nem postura para tal.

Enquanto infundadamente acusa outros dos piores crimes,  esquece que, a sua carreira politica esta manchada de corrupção, banditismo de estado e crimes de sangue, entre eles o de Florinda Batista, sua amante,mesteriosamente morta, por ter visto o que não devia..., diz-se, a filmagem sadica do brutal assassinato de Ansumane Mané às mãos dos militares balantas a mando e a soldo de Kumba Yala. Esse homem, infelizmente, um animal social, em cad sua intervenção publica, propala o odio e o extremismo tribal na sua essência mais primitiva.

Artur Sanha mostrou recentemente o seu poder de intimidação e de selvajaria, pois bastou ir a uma famosa radio local para silenciar as vozes da oposição e da sociedade civil que se opõem ao regime da barbarie instalada hoje na Guiné-Bissau. Hoje por hoje, nenhuma radio ousa, seja nos noticiarios, seja nos debates semanais, relatar ou condenar as barabaridades cometidas diariamente pelos militares sob as ordens do PRS. No tom belicoso e odioso que lhe caracteriza, disse no seu monologo com o seu « entrevistador », bem ao jeito de advertir os seus adversarios e pôr um ponto final no assunto, disse em bom tom : «nôs ganhamos a guerra e temos o direito de mandar. Quando os outros mandavam calavam-se, agora que nôs mandamos, estão aqui a mandar bocas. Quem voltar a falar aqui a insultar-nos e a pôr em causa a nossa legitimidade de mandar, sentira as devidas consequências ».

Depois dessas ameaças, nem um pio. Todos se metem ao abrigo das sevicias dos esquadrões da morte que em plena actividade e pomposamente circulam impunemente por Bissau.

Porém, gostaria de perguntar a esse obtuso senhor que expele odio e ressentimentos de complexo em catadupa : a qual « guerra » e a qual « nôs » esta-se a referir ?!

A guerra de Libertação Nacional, decerto que não é, porque não a ganharam de certeza absoluta. Quiça a guerra dos golpes de estado e do assalto do poder pela força que esta em vigôr na Guiné-Bissau !!. Ao « nôs » esta implicito de que se referia aos balantas, porém a minha duvida é, se todos os balantas se revêm nesse « nôs » do Artur Sanha. Se assim fô, então amanhã fazeremos as nossas contas.

Ontem de novo, nas ondas da RDP-Africa, o odioso da sua voz se fez sentir mais uma vez e como sempre, remando a contra corrente da reconciliação e da paz social. Essa figura de agoiro, volta a lançar ameaças veladas ao pais, contestando e pondo em causa de forma intimidatoria a viabilidade do arranjos politicos encontrados no seio da ANP para a « saida da crise ».

Da constatação logica da sua atitude de frustação por ver o seu plano de assalto ao poder através do famigerado nado morto do CNT engendrado por Dahaba Na Walma cair por ter com esse arranjo parlamentar, à forçada interrogação que assalta a minha mente quando oiço ou assisto as bavardices verbais desse senhor : o quê, ou quem, é que esta por tras de Artur Sanha para se atrever a toda essa deriva verbal e ameaças que tem proferido ultimamente no pais... isto é se bem entender-mos que não muito tempo, ele fazia profil baixo e voava baixinho,...mesmo baixinho.

Posto este cenario de exercicio gratuito de violência por parte dessa espécie de exterco politico-social, a violência e os desmandos militares e politicos tão do seu agrado e habito..., seguem imparavelmente o seu caminho de impunidade, enquanto o Povo sofre e é massacrado por uma pequena elite de barbaros que pensa que o poder se impora pela violência e aniquilação fisica dos seus adversarios mais capazes e mais aptos para dirigir o pais. Sendo certo que é essa a realidade que hoje se vive na Guiné-Bissau, mas estou certo de que, chegara inevitavelmente, o dia em que darão conta de que, nem sempre sera assim e, nesse momento, ou deixarão de se vangloriar de serem diferentes e detentores do poder pela via da força e da violência, ou serão ultrapassados pelos argumentos que tornam cada guineense diferentes e servidor do seu pais, pela via da razão e da capacidade humana, tanto social como intelectual.

Bem haja Povo da Guiné-Bissau

Pedro Gomes

MALI: Primeiro-Ministro demite-se depois de ser detido


O Primeiro ministro maliano anunciou esta terça-feira de manhã à televisão nacional a sua demissão e do seu governo. Um anuncio que se seguiu poucas horas apos a sua detenção pelos ex-militares golpistas que destituiram o president Amadou Toumani Touré em março ultimo. "Eu Cheick Modibo Diarra, apresento a minha demissão e do meu governo", declarou esta terça-feira de manhã o Primeiro-ministro maliano aquando de uma breve alocução à Radio Televisão do Mali (ORTM) sem dar mais explicações sobre a sua demissão.

Ar grave e crispado, Cheick Modibo Diarra, vestindo um fato de cerimonia e gravata sobrios, simplesmente agradeceu aos seus colaboradores e desejou à "nova equipa" que lhe sucederá sucessos na sua missão num pais onde o norte do territorio esta totalmente ocupado pelos islamistas armados ligados a Al-Qaïda. A sua intervenção aconteceu apenas algumas horas apos a sua detenção no seu domicilio de Bamako por uma vintena de militares sob as ordens do capitão Amadou Haya Sanogo, antigo chefe dos golpistas. Esta informação é confirmada de fontes seguras.

Estava prevista a partida de Cheick Modibo Diarra a partir de segunda-feira passada a fim de se submeter a um contrôlo médico em França, de acordo com o seu circulo mais proximo. "Ele preparava-se para partir para o aeroporto quando soube que as suas bagagens tinham sido desembarcadas do avião que devia leva-lo à França" regressando assim ao seu domicilio onde foi posteriormente detido pelos militares. Cheick Modibo Diarra tem-se pronunciado sucessivamente a favor de uma intervenção rapida de uma força militar internacional no norte do Mali.

Esta detenção suscita muitas interrogações quanto ao futuro do Mali, que atravessa ha mais de um ano uma crise sem precedentes que conduziu a divisão do pais e uma intervenção militar armada estrangeira esta em estudo tendo como objectivo escorraçar os islamistas armados ligados a Al-Qaïda que ocupam a parte norte do territorio, a qual é contestado vigorosamente em particular pelo capitão Sanogo.

Aquando da sua arrestação os militares "deitaram literalmente a porta da residência do Primeiro Ministro abaixo levando-o brutalmente", acrescenta, sob cobertura do anonimato, um membro proximo das relações do primeiro-ministro que assistiu à sua detenção.

Fonte: L'EXPRESS.fr

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

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