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quinta-feira, 27 de junho de 2013

APGB - O cerco continua


Um despacho do ministro de Estado e dos Transportes e Comunicações, Orlando Viegas, determina a proibição da Administração dos Portos da Guiné-Bissau (APGB) realizar despesas com valor superior a 5 milhões de Fcfa (cerca de 7 mil euros). Estão proibidos também a autorização de isenção e "créditos a terceiros" (como se a APGB fosse um banco...)

Em relação a Armando Correia Dias, o acossado presidente do Conselho de Administração da APGB, o ministro de Estado e dos Transportes e Comunicações exige a "eliminação da assinatura" de Armando Dias de todas as contas bancárias onde, doravante, passa a ser obrigatória as assinaturas do diretor-geral da APGB, Augusto Cabi e do director administrativo e financeiro. AAS

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Cerco à APGB


Um falso assalto, nesta madrugada, às instalações da APGB fez soar os alarmes, isto depois de ditadura do consenso ter denunciado a gestão danosa e os saques na Administração dos Portos da Guiné-Bissau (APGB). Segundo uma fonte do ditadura do consenso e perante a incapacidade da comissão de inquérito de ter acesso aos dados informáticos da APGB, por recusa do administrador Armando Correia Dias, o próprio 'primeiro-ministro' ordenou, por despacho, e com o conhecimento da Procuradoria Geral da República, o acesso da comissão de inquérito às instalações e a entrega dos computadores. Então, nesta manhã, perante a estupefacção e a incredulidade de todos, a administração desvendou que a APGB... foi assaltada na madrugada de hoje... Curiosamente, os amigos do alheio não levaram dinheiro mas sim...computadores. Precisamente aqueles que continham todas as informações... AAS

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

APGB - ASSALTO DESAVERGONHADO AOS COFRES DO ESTADO


APGB 1

APGB 2

APGB 3

E assim vai a Guiné-Bissau, de anarquia em anarquia. AAS

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

'Guerra' na APGB


O Conselho Fiscal da Administração dos Portos da Guiné-Bissau (APGB) está com os cabelos em pé, a propósito do sistemático desvio de fundos detectados junto da administração da mesma, isto desde que os novos corpos entrararm em funções, nomeados pelo governo ilegítimo saído do golpe de Estado de 12 de abril último.

Conforme apurou o ditadura do consenso junto de uma fonte da APGB, foram já detectados desvios de mais de 400 milhões de FCFA (perto de 1 milhão de USD dólares). O Conselho Fiscal acusa em particular um elemento da administração de "passar indevidamente isencões portuárias a algumas empresas". Apontam uma importação de cimento, da qual, garantem "membros da administração receberam comissões" por parte da empresa importadora.

O Conselho Fiscal revela outro desvio no valor de 8 milhões de FCFA, e acusam esse membro do Conselho de Administração de ter levantado 20 milhões de FCFA para a compra de mobilário para a sua residência particular. Dizem que o membro do CA "não tem poderes executivos" e, assim, acusam-no de agir "como patrão da APGB" e ao director-geral, Augusto Kabi "de obedecer-lhe como se de um criado se tratasse." Reunidos em 'conclave' há dias atrás num cafe de Bissau, consta que a roupa suja foi bem lavada... Estiveram presentes, para além do acusado, ST, HP, HV entre outros. AAS

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

APGB - Decepção total


Ontem assisti na televisão a mais um programa de propaganda da Administração dos Portos da Guiné-Bissau - APGB. Mas é impressionante o quão burro as pessoas conseguem ser senão vejamos:

O diretor geral foi nomeado pelos militares, antes disso o trabalho dele era apontar as horas extraordinárias... não preciso escrever mais. O PCA atual tem lá uma divida que remonta ao ano de 2008 e que ele não pagou ate hoje...

As máquinas que estão a gabar que compraram... foi comprado pela direcção anterior, aliás eles mandaram comprar uma máquina recentemente que nunca apareceu.... Será que agora, para além de funcionários fantasmas, também temos máquinas fantasmas?

O site da APGB, que estão a exibir, tinha sido criado pela direcção anterior desde o ano de 2009. Inovação de quê???

A clínica foi equipada pela direcção anterior, a obra de pavimentação que está feita foi feita pela direcção anterior, o resto está parado.

Mas eles inovaram sim, em algumas coisas:

Não têm dinheiro para continuar a obra de pavimentação;

Deixaram de pagar a segurança social pondo em risco a reforma de centenas de idosos que deram a vida por aquela empresa, os salários hoje em dia são pagos apenas com o descoberto feito pelos bancos comerciais. Desafio e o DG e o PCA a virem a público exibir o saldo das contas nos bancos para vermos se isto não corresponde a verdade...

O 13 mês, pela primeira vez, não será pago porque não há dinheiro.

Um funcionário da APGB insatisfeito e decepcionado.

quarta-feira, 26 de março de 2014

NOTÍCIA DC: Afronta na APGB


Serifo Nhamadjo, presidente de transição da CEDEAO e o seu primeiro-ministro, Rui Barros, estão a tentar montar uma burla na Administração dos Portos da Guiné-Bissau (APGB). Querem, à viva força, instalar uma fábrica 'fictícia' de cimento dentro do recinto portuário, sem no entanto fazer um estudo de impacto ambiental, e sem reflectir sobre o espaço circundante para circulação dos camiões. A pressão é muito forte sobre o Diretor-Geral da APGB, para assinar o referido contrato. AAS

quarta-feira, 19 de março de 2014

Judiciária prende advogado ligado ao processo da APGB


A Polícia Judiciária guineense deteve, na manhã desta quarta-feira, 19 de Março, o advogado do processo em investigação que envolve a antiga direcção da Administração do Portos da Guiné-Bissau (APGB), sobre o desvio de milhões de Francos Cfa. A notícia foi avançada à PNN por uma fonte do Ministério Público, que revelou que a detenção de Alberto Sanha foi realizada em flagrante delito quando este exibia uma soma estimada em cerca de 10 milhões de Francos Cfa. (cerca de 15 mil euros) ao magistrado do MP encarregue do processo em causa.


Advogado ALBERTO SANHA

«Há muito tempo que acompanhávamos a verdadeira intenção destas pessoas que nos querem aliciar com dinheiro para darmos como arquivado este processo, mas essa não é a nossa missão», revelou a fonte da PNN. Alberto Sanha, que desempenhou a função de Reitor da Universidade Amílcar Cabral, em Bissau, e foi militante do Partido da Renovação Social, tem como constituintes neste processo o então Director-geral da APGB, Augusto Cabi, Midana Na Tcha e Armando Dias, conhecido entre os colegas como «Ndinho Dias & Dias».

O assunto já é do conhecimento de Abudu Mane, Procurador-geral da República, que tem tentado a todo custo minar o processo, tendo chegado mesmo a solicitar ao magistrado que devolvesse o procedimento em causa. A PNN soube que, no próximo passo, a justiça guineense vai averiguar em que circunstâncias Alberto Sanha apareceu junto do gabinete do advogado do processo com a soma de 10 milhões de Francos Cfa., bem como a origem deste valor. Trata-se da primeira vez que um magistrado é detido pela própria justiça da Guiné-Bissau, por tentativa de suborno a outros magistrados.

(c) PNN Portuguese News Network

sexta-feira, 26 de julho de 2013

APGB - Contagem decrescente para o juízo final


Começaram já as audições para apurar o desfalque de centenas de milhões de FCFA desviados da APGB - Administração dos Portos da Guiné-Bissau. Ontem, o auditor Abdú Jaguité foi ouvido por magistrados do Ministério Público, e é dada como certa para os próximos dias, a audição do cabecilha principal nos golpes: Armando Correia Dias - aka N'dinho - ex-presidente do conselho de administração da APGB e também do até agora Director Geral Augusto Kabi, que poderá perder o lugar brevemente. AAS

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

APGB

Tribunal Regional de Bissau indeferiu a providência cautelar movida pelos trabalhadores da APGB. Portanto a Direcção e o Governo estiveram bem no despedimento colectivo.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

ROUBO: Trabalhar na APGB é o mesmo que ter enriquecido nas Finanças...


Quem comprou tudo isto enquanto boss da APGB?

- 1 Toyota V8 (cinza);
- 1 Toyota Prado (cinza);
- 2 Toyota dupla-cabine;
- 1 Ford Ranger carrinha

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Inquérito da treta


O Ministério Público (MP) guineense disse ter criado uma comissão de inquérito 'urgente' (tipo DHL) para investigar os autores do espancamento do ministro Orlando Viegas. Ora bem, ontem o presidente golpista de Transição, Serifo Nhamadjo, veio a público dizer mais ou menos isto, dando uma ajudinha ao MP:

O problema interno de uma determinada instituição foi a provável causa pelo espancamento do ministro de Estado do governo de Transição, Orlando Mendes Viegas. O mesmo problema interno no seio da Administração dos Portos da Guiné-Bissau (APGB) e outros sectores do país está a extrapolar para a vida nacional, afectando negativamente a imagem do país. Tive a oportunidade de convidar a Assembleia Nacional Popular, o Governo, as chefias militares, o sindicato da APGB, o partido PRS que é o proponente deste ministro e falámos muito sinceramente para que cada um assuma a sua responsabilidade, mas, tais esforço não surtiram os efeitos desejados e deu naquilo que deu”.

Ora bem. Com estas afirmações, o Serifo Nhamadjo sabe não só quem foram os autores e mandantes do espancamento do ministro dos Transportes, como sabe ainda as motivações por trás desta agressão. Havendo seriedade na investigação - atenção PGR de pacotilha - ele e os seus comparsas militares devem ser ouvidos e constituídos arguidos, o mais rapidamente possível... AAS

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Espancamentos, Desvios e Construções, S.A.


Sobre o espancamento de que foi vítima o Presidente do Conselho de Administração dos Portos da Guiné-Bissau, Armando Correia Dias, consta que ele usava o nome do CEMGFA António Indjai nas falcatruas feitas na APGB (dava isenções e ia buscar o dinheiro por fora com o argumento de que era para o general e CEMGFA). Descoberto o esquema, António Indjai mandou reter uma viatura "isentada" e o ACD chamado à razão... veio a reclamação do "isentado" junto do "isentor ACD". Também o ACD é acusado de ter comprado uma carrinha Ford cor de vinho, nova em folha, desconhecendo-se no entanto onde a terá escondido...

Voltando ao espancamento. Discussão puxa discussão, Armando Correia Dias ter-se-á exaltado e dito "n'sta ja fartu di bôs, balantas" (já estou farto de vocês, os balantas), e o resto é o que japá se conhece. O PCA, disse uma fonte ao ditadura do consenso, tinha cometido esse sacrilégio antes. Resultado: teve que se prostar diante do António Indjai, a chorar, desmentindo tudo e pedido desculpas. Contudo, desta desta vez levou pela medida grande. Ditadura do Consenso apurou ainda que os desvios feitos na APGB, muitos deles 'por conta' de António Indjai, ascendem a mais de 600 milhões de Fcfa (perto de um milhão de euros).

Finalmente, e para repôr a verdade, o que se diz das construções do António Indjai em Djugudul não correspondem à verdade. O CEMGFA António Indjai está, isso sim, a construir, em pleno centro de Mansoa um hotel de 3 andares, que fica mesmo junto ao Hospital dessa vila e cujo panorama se vê muito bem a partir da Escola Central de Mansoa. AAS

sábado, 29 de dezembro de 2012

APGB e a TRAGÉDIA


Uma pergunta pertinente:

"Como é possível a Secretaria de Estado dos Transportes permitir à APGB pagar milhões em mordomias aos membros do Conselho de Administração, director-geral e inclusive ao próprio Secretário de Estado... e não poder pagar 30.000.000 FCFA (50 mil euros) à mesma instituição para a reparação dos dois barcos que fazem ligação para as ilhas? É o CÚMULO! Só o dinheiro dos mobiliários de um deles dava para reparar cada barco e essa tragédia não teria acontecido....estou revoltado!

Armando Vaz
"

domingo, 17 de julho de 2011

Botche Cande traz ... ARROZ contaminado?

A recente intencao do ministro do Comercio, Botche Cande, do Governo, e do PAIGC em mandar vir um barco com arroz para baixar o preco deste produto no mercado, merecem serias reservas.

Bem vendo as atitudes deste ministro desde a sua nomeacao para a pasta do Comercio, nota-se logo que o tao propalado 'relancamento do sector privado' nao passa de letra morta.

Este Governo do PAIGC nao esta interessado na recuperacao do tecido empresarial guineense, que se encontra de rastos desde 1998. Esta atitude de Botche Cande e um autentico golpe de misericordia dado ao sector privado, e, sobretudo aos empresarios que negoceiam no ramo do arroz.

Esta chamada 'importacao' anunciada pelo ministro Botche - o 'comerciante dos ministros' - mandatado pelo primeiro-ministro Carlos Gomes Jr, esta cheia de vicios e de golpes baixos como as importacoes anteriores ja efectuadas e que nao deram em nada de concreto.

Pesquisando na internet, sera facil recolher dados que contrariam esta atitude do Governo. Junto da CCIAS, os custos do arraoz ligadas as alfandegas, APGB, IGV (1a e 2a fase) chega-se a conclusao de que ha importadores que JA pagaram ate...a 3a fase - o que e ilegal - mas enfim, sao factos da vivencia do PAIGC, a brutalizar aina mais os cidadaos e a nao respeitar os seus direitos.

Voltando ao Google: junto da NOVEL,, da SWISAGRITARDE, da CONWILL, da CEREALIS, todas elas com sedes na Suica e na Franca, chega-se a conclusao que nenhum da precos inferiores a 385,00 euros a tonelada posto no porto de Bissau (qualidade 'nhelen' simples/sacos 50kg).

Ora, feitas bem as contas, isso representa o preco de 13.000,00 cada saco - antes de todos os impostos! Nas consultas junto da CCIAS, todos os custos dos operadores, posto no armazem, e de 3.700,00 por cada saco despachado, incluindo os custos bancarios o que quer dizer que o arroz NAO custaria menos de 16.700,00 o saco, porto no armazem.

Entretanto e pelos numeros (da CCIAS e das alfandegas, APGB e IGV) representam um custo de 2.790,00 Fcfa por cada saco e os restantes sao transporte, custos bancarios, estiva, quebras, custos administrativos, etc, etc).

Entao, a pergunta ao ministro do Comercio e a seguinte:

- Qual a origem deste arroz que mandaram vir?
- De que qualidade de arroz estamos a falar?
- O preco de 14.000 Fcfa seria antes do imposto ou depois do imposto?
- Sera que este arroz vai pagar IMPOSTO?

ATENCAO, ATENCAO

Existe um lote de arroz contaminado com metal pesado (Comomion) e vindas da Asia. Sabe-se que este arroz esta a ser comercializado para os paises africanos. Este metal provoca doencas renais, cancro da pele, cancro da mama e enxaquecas - para toda a vida!

Ditadura do Consenso chama a atencao da populacao e da saude publica: queremos arroz mais barato mas nao queremos VENENO na nossa mesa e nem na dos nossos filhos!!!

A ANP deve chamar o ministro Botche Cande ao parlamento!

E necessario que este arroz seja barrado a entrada das nossas aguas territoriais!

E necessario que este arroz pague todas as taxas e impostos como TODOS os importadores pagam. Isto e uma concorrencia desleal feita pelo Governo aos comerciantes e empresarios!

O Governo devia chamar os importadores com arroz no stock e dizer-lhes: vamos devolver-vos as taxas ja PAGAS e voces vendem o arroz a precos que o Povo pode pagar. Nao e trazer arroz, isentando alguem que nao investe no Pais, que traz uma mala vazia e regressa com ela cheia de dolares! Nao!!!

E necessario que a CCIAS, enquanto orgao defensor dos interesses do sector privado, intente accoes administrativas e judiciais no sentido de impedir que BOTCHE CANDE continue a fazer negocios com a capa do Estado! Inadmissivel! AAS

quinta-feira, 5 de maio de 2016

EXCLUSIVO DC/ESQUEMAS JOMAV: 20 páginas de puro terror


Senhor Procurador-Geral da República,

Porque insiste em perseguir peixes-miúdos quando tem à sua disposição autênticos ratos-esquema, tubarões da máfia guineense, hoje conhecidos pelo “Grupo José Mário Vaz e sus Machuchos”?




Hoje e com todo o descaramento inimaginável, vemos este homem, transformado com a ajuda do PAIGC em Presidente da República, a ser o arauto da luta anti-corrupção. Ele que saiu da prisão (donde nunca deveria ter saído) com acusação forte de ter desviado dinheiro do erário público proveniente da ajuda angolana ao orçamento do Estado.

Hoje, ingloriamente, JOMAV arma-se em puritano. Valha-nos Deus para tamanha hipocrisia!

DITADURA DO CONSENSO não parou de cavar desde que chegou. As provas cá estão, são cristalinas, irrefutáveis e não deixam dúvidas. Tudo o que até agora DC tornou público é somente uma pequeníssima amostra do DOSSIER: JOMAV E SUS MUCHACHOS.

Hoje, DC apresenta uma ponta do grande iceberg da corrupção cujos processos estão no gabinete de Luta Contra a Corrupção e Delitos Económicos do Ministério Púbico, ou seja, sob a custódia do PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA, Sedja Man.

No dia 24 de Junho de 2011 foram remetidos ao Ministério Publico os processos de auditoria da Direcção Geral das Alfândegas no qual o principal arguido é o despachante Oficial Saido Camará.

E quem é SAIDO CAMARÁ? É simplesmente o Despachante Oficial do Empresário José Mário Vaz, hoje Presidente da República da Guiné-Bissau.

Os processos números 218, 219, 220, 240, 259, 264/8 cujas mercadorias saíram dos recintos fiscais da Alfândega de Bissau, sem que houvesse os competentes processos de mdesalfandegamento legal referente aos mesmos sem que tivesse pago os direitos aduaneiros.

Nesta operação fraudulenta e criminosa foram usados indevidamente números de registo de outros despachos liquidados e pagos, referentes a despachos de outros despachantes para facilitar a saída dos referidas mercadorias dos armazéns da A.P.G.B. e, assim, passar pelo posto de controlo da Alfândega de Bissau, com a cumplicidade do importador, do despachante e de alguns agentes aduaneiros.

Relativamente aos processos em questão, houve subfacturação descarada e abusiva, prejudicando o Estado. Aliás, esta situação foi apresentada em termos de reclamação pelo Senhor dr. Elmer Baticã Ferreira Advogado do Despachante Saído Camará, que sustenta que o seu constituinte despachante não pode ser o único visado porque ele embora tenha retirado de forma fraudulenta as mercadorias constantes dos processos, contou com a colaboração dos seus cúmplices, no qual se inclui obviamente o importador e neste caso concreto o Senhor José Mário Vaz, dono da empresa JOMAV e na ocasião a desempenhar as funções de Ministro das Finanças, tendo sob a sua alçada a própria Direcção Geral das Alfândegas.

O despachante Saido Camará, talvez contando com as “costas protegidas”, retirou todas as mercadorias constantes dos autos, conhecendo e bem todo o processo de desalfandegamento de mercadorias, sem passar pela obrigatória fiscalização das autoridades aduaneiras competentes, bem como da própria Segurança de Estado, que tinham o sagrado dever de reconfirmar in loco a veracidade das declarações sobre as mercadorias constantes nos contentores. Isto é, com este processo fraudulento podiam fazer passar gato por lebre.

Para melhor entendimento dos nossos leitores e dos próprios guineenses, a manobra passava pela introdução nos despachos para enfrentar o processo de mdesalfandegamento, mercadorias cujas taxas são baixas para fazerem passar os que são mais penalizados, como também podiam fazer passar nesses contentores não revistos por obrigatoriedade legal, mercadorias como bebidas espirituosas, armas de fogo, drogas, munições e lixo tóxico.

A própria informação exarada pelos serviços competentes da Direcção Geral das Alfândegas é claro e sintomático nas suas conclusões, quando sustenta, que em situações similares quem pode garantir o contrario e neste caso, o prevaricador? E a procissão ainda vai no adro...
AAS

quinta-feira, 24 de março de 2016

Alto!, isto é uma extorsão!!!


"Sr. Aly Silva,

Como Homens que estudaram as leis, estamos incrédulos com esta ordem que vem das mãos do próprio PGR António Sedja Man, que mais não é do que um autêntico descaramento e ambição desmedida de obter benefício financeiro para si mesmo - quase uma extorsão...



Um Procurador Geral da República que em vez de defender o Estado vai defender o seu amigo e o seu bolso. António Sedja Man manda a APGB pagar uma divida que o seu amigo tem com ela sob pena de instaurar o competente processo. Esta carta é o exemplo da Máfia que agora existe nesse Ministério Público.

Qual é a função do PGR? O PGR é algum Tribunal? O PGR é por acaso algum gestor? Será que o PGR não é fiscalizador dos atos da administração Pública?

Em nenhum momento o PGR pode dar ordens à administração pública para cumprir mas apenas dizer se determinado ato realizado pela administração é ou não legal. O Tribunal é que dá ordens. Se o seu amigo se sente lesado só tem um caminho a percorrer que é o Tribunal.

Para além deste pedido o Procurador Geral também solicitou a EAGB para mandar pagar 50 milhões a uma empresa privada. Mas neste caso aguardamos toda a documentação.

O objectivo de todas estas ordens que fogem ao Direito é para obtenção de benefício financeiro. Sedja Man manda a instituição de Estado pagar ao seus amigos para que estes depois cumpram com o acordo de lhe dar uma percentagem da dívida. A mesma máfia de sempre de Bissau.

Conclusão: Os vários atos de Sedja Man confirma aquilo que sempre defendemos desde o início de que este homem veio apenas para cumprir as ordens da ordens do Presidente José Mário Vaz e enriquecer-se para pagar as várias dívidas que tem, como é o caso da mansão que arrendou em Safim.

1- Sedja Man, um mês e meio depois de ser nomeado manda fechar um programa na rádio nacional porque aquele programa fazia duras críticas ao presidente da República. Com a pressão popular foi obrigado a recuar... No fundo ele nem tinha competências para tal mas ninguém questionou.

2- Sedja Man despreza os vários processos de sangue e crimes económicos que existem no país e arranca numa investida de humilhação pública de vários governantes e elementos do PAIGC.

3- Sedja Man descrimina vários magistrados do Ministério Público transferindo para o interior todos aqueles que não querem entrar no seu plano tresloucado! Decide trabalhar apenas com um grupo de magistrados que recebem ordens directas dele.

4- Sedja Man agora, decide fazer muito dinheiro para si dando ordens directas à administração pública para que esta pague aos seus amigos e ele depois vai por trás receber a sua comissão.

RESUMO: O mais caricato nisto tudo é cada hora que Sedja Man é confrontado com os fatos ele diz sempre que ou não sabia ou que nunca deu essa ordem. No entanto, cada ato de Sedja Man, torna-o mais pequenino e por isso pedimos ao homem que respeite a lei e não cometa mais atrocidades.

Associação Amigos do Direito
"

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

JBV - Um político na alta roda


Para ouvir a entrevista, clique AQUI

Quando vejo o João Bernardo Vieira (JBV), este jovem político, a brilhar na arena internacional com tanta classe e performance dá-me vontade de acreditar num amanhã melhor para a Guiné-Bissau. O nosso país é um país que tem muitos talentos, mas, ao mesmo tempo está repleto de muita raiva escondida e muito ódio acumulado.



Pelo pouco que conheço do JBV, sei que não tem sido fácil até a nível familiar. As sucessivas campanhas de calúnia, de difamação (hoje coisa vulgar, chocante até, na Guiné-Bissau) que tem sido alvo desde que assumiu a pasta dos Transportes, possivelmente a pasta governamental mais difícil na medida em que é ele que controla o céu, a terra e o vasto mar da Guiné-Bissau, não lhe retiraram a dinâmica e menos ainda o espírito de vencedor que lhe é típico.

JBV está sentado num barril de pólvora com o sector que tem maiores problemas no país. Tem a APGB ao lado onde em 100% de trabalhadores só 20% é que trabalham - os outros só recebem. Tem os correios que está há mais de 5 anos com salários em atraso. Tem a Guinétel e a Guiné Telecom, que resulta da má gestão do passado e da irresponsabilidade dos anteriores gestores levando a empresa à bancarrota e sem que ninguém tenha sido responsabilizado. É de doidos. Mas ele lá tem aguentado o barco dentro da tempestade.

Tem o problema do isolamento das ilhas por falta de barcos seguros e que garantam confiança suficiente para atrair turistas para os bijagós. Tem o problema das dificuldades de ligação aérea do país com o resto do mundo. Tem muitos outros problemas que poderia estar aqui toda a noite a enumerar, mas apenas para dizer isto: eu acredito neste "rapazinho di tchon di pepel" porque ele é competente e determinado como o seu tio, o grande General João Bernardo Vieira aka Kaby Na Fantchamna aka Nino Vieira.

A sua ideia de avançar com a concessão do porto de Bissau, num momento hostil, foi um acto de extrema coragem e de grande maturidade política, mas que não encontro eco, pois abruptamente interrompida com o derrube do Governo do PAIGC chefiado por Domingos Simões Pereira. Oxalá que JBV consiga manter-se firme nos seus propósitos, com o mesmo sentido de responsabilidade e com a mesma convicção de estar a fazer o melhor para servir o Estado. Pois para governar é preciso sobretudo coragem. De tomar decisões - por exemplo. Bem haja.
AAS

terça-feira, 10 de junho de 2014

OPINIÃO: A Voz


Aqui, neste blogue, mando eu. Escrevo o que me der na real gana, seja contra quem for. Combati os golpistas como mais ninguém fez - paguei na pele (perseguições, espancamentos, prisões, roubo dos meus materiais de trabalho, ameaças entre outras sacanagens). Mas eu não desisto. Serei sempre um pesadelo, o pior dos pesadelos para aqueles que mal fazem a Guiné-Bissau. No que me diz respeito, todos os civis e militares implicados no golpe de Estado de abril de 2012 devem ser JULGADOS. Todos eles, se é que queremos acabar com esta epidemia de golpes.

Abra-se o processo do desvio de 300 milhões de FCFA, cometido pelo hoje demissionário procurador geral Abdu Mané. Queremos saber tudo. Queremos saber porque é que algumas pessoas - CONDENADAS PELA JUSTIÇA A PENA DE PRISÃO EFECTIVA - e dou um exemplo, a mulher do presidente do PAIGC e futuro primeiro-ministro, acusada de corrupção e desvio de dinheiro público - não cumpriram uma hora sequer da pena de prisão a que foram condenadas.

Queremos saber tudo sobre os desvios de dinheiro na Administração da APGB, várias centenas de milhões de dólares. Quem roubou e porque é que não estão ainda na cadeia (o procurador de pacotilha podia fazer o favor de responder antes de ser posto no olho da rua). Queremos também saber em que pé estão os processos de assassinatos do ex. Presidente 'Nino' Vieira, do Helder Proença, do Baciro Dabo, do Samba Djalo, do Verissimo Seabra, do Tagme Na Waie, de todos os guineenses assassinados antes e depois do golpe de Estado de 2012.

Queremos que, por uma questão de ética e de decência, sejam responsabilizados todos aqueles ladrões que povoam Bissau e seus arredores pela filha da putice que foi deixar o Povo na mais abjecta miséria e num autêntico atoleiro.

Pretendemos ver reposta a pena morte para crimes de sangue e tráfico de drogas. Que se mate todo e qualquer bandido que impede o desenvolvimento do nosso País. Que todo e qualquer guineense possa regressar ao seu País sem que seja perseguido.

Que todos aqueles que foram agora eleitos pelos votos dos bissau-guineenses ouçam o nosso desespero, e se ponham a mexer. Aqui, neste blogue, mando eu. AAS

sexta-feira, 16 de maio de 2014

ELEIÇÕES(?)2014/HORA DA VERDADE: Debate Jomav vs Nuno Nabiam


«Bom dia, caríssimo, Aly!

Ontem a noite (depois do telejornal) teve lugar, por iniciativa da Televisão da Guiné-Bissau, um debate televisivo entre os dois candidatos que se apresentam para a segunda volta das eleições presidenciais, marcada para o dia 18 de Maio (Domingo). Foram abordados diversos temas da atualidade nacional e internacional, tendo-se, nomeadamente, colocado o enfoque em questões relativas:

1 - As atribuições e competências do Presidente da Republica face ao Governo. Aqui, os jornalistas quiseram saber dos candidatos como encararão o próximo Governo que será formado pelo PAIGC, enquanto partido vencedor das eleições legislativas de 13 de Abril passado. O candidato apoiado pelo PAIGC tentou colar ao candidato independente Nuno Nabiam, a predisposição para exonerar o próximo Governo, seis meses depois de tomar posse como presidente da republica, caso for eleito.

Em contrapartida sustentou que ele e quem, por ser do mesmo partido que o do próximo Governo, assegurara a estabilidade governativa. O candidato independente, Nuno Gomes Nabiam, provou no debate ser quem, como presidente da republica garantira melhor a estabilidade governativa porquanto a historia da nossa democracia já provou a impossibilidade de coabitação entre governos e presidentes da republica do mesmo partido.

Deu exemplo dos governos do Carlos Gomes Junior, com Nino Vieira e com Malam Bacai Sanha, assim como do Governo de Saturnino da Costa com Nino Vieira. Chamou a atenção para que o problema não esta no sistema semi-presidencialista, mas no caráter das pessoas que assumem cargos políticos e públicos. Apontou então que o JOMAV pelo seu caráter e também por ser muito contestado no seio do próprio PAIGC, não lhe permitira coabitar com o Domingos Simões Pereira.

2 - Quanto às questões relativas a atos ilícitos porventura cometidos por cada um dos candidatos, já na parte final do debate, o candidato Nuno Gomes Nabiam arrasou, completamente o seu adversário JOMAV exibindo-lhe documentos comprovativos de fortes suspeitas de pratica de crimes de corrupção substanciados no desvio de cerca de 12 milhões de Dólares Americanos alocados pelo Governo de Angola, em apoio ao orçamento geral do Estado da Guiné-Bissau. dentre esses documentos, Nuno Nabiam exibiu ao JOMAV e ao publico telespectador, cheques avulsos, sacados ao Banco da África Ocidental (do qual, o ex-primeiro ministro Carlos Gomes Junior e acionista), muitos deles assinados unicamente pelo JOMAV, enquanto Ministro das Finanças.

Quando, na verdade, pelas regras da UEMOA, o Ministro das Finanças não pode assinar quaisquer cheques do tesouro a movimentar as respetivas contas, de um lado, e, do outro, existe uma instrução do Governo que ordena dever esse dinheiro ser movimentado por três responsáveis máximos do Ministério das Finanças, sendo que as assinaturas de dois deles seriam obrigatórias. Mais caricato ainda, os cheques avulsos do BAO apenas permitem movimentar somas nao superiors a um milhão de FCFA. mas o JOMAV, enquanto Ministro, assinou e movimentou cheques avulsos em valores equivalentes a centenas de milhões de FCFA, cada (houve casos de cheques de mais de 400 milhões de FCFA).

O JOMAV, em relação a essa parte, ficou completamente bloqueado perante as evidencias dessas e outras fraudes e apenas tentou justificar a utilização de parte desse dinheiro na compra de dois navios (o Baria e o Pecixe). O candidato Nuno Nabiam provou-lhe que isso era falso, uma vez que o Governo de então apenas simulou a utilização desse dinheiro na compra de tais navios, mas que na verdade, foi com as receitas da Administração dos Portos de Bissau (APGB) que esses barcos foram adquiridos.

O candidato Nuno Gomes Nabiam apontou ainda ao JOMAV uma falsa declaração que este fez em publico a dizer que quando deixou o Ministério das Finanças, deixou nos cofres do Estado e contas do Tesouro, mais de 20 biliões de FCFA. O Nuno Nabiam exibiu ao JOMAV um comunicado do Ministro das Finanças atual em que este da conta de que o JOMAV deixou nas contas do Estado apenas cerca de dois biliões de FCFA (dez vezes menos do que ele anda a propalar)...

Perante todos estes factos, Nuno Nabiam disse ao JOMAV que este não tem nem moral, nem ética para se apresentar ao eleitorado a pedir para ser eleito presidente da republica. disse-lhe que ele quer ser presidente da republica para poder evitar ser julgado, uma vez que já foi acusado definitivamente pelo Ministério Publico e esta apenas a aguardar julgamento. se for presidente da republica, esconder-se atrás da imunidade para não ser julgado. Caso venha a ser reeleito, corre-se o risco de termos um presidente corrupto e impune durante dez anos.

Portanto, em jeito de balance, a opinião publica tem reagido considerando que Nuno Nabiam venceu o debate com larga maioria, na ordem de 80% contra 20%.

Um abraço
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