segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Tensão em Bissau


A cidade de Bissau voltou a agitar-se com o sucedido ontem com o alferes Júlio. Há tensão no ar, portanto. JÚLIO MAMBALI, o alferes que ontem foi espancado e levado por militares a mando do general António Indjai, é um dos quatro militares que, em finais de 2008, foram para o Brasil para frequentar o curso de sargentos. Regressaram a Bissau em 2009 e foram todos promovidos a alferes. Ou outros três são Robna (colocado em Mansoa nas informações), Agostinho Sambé e Agostinho Nback. Na altura, o CEMGFA Zamora Induta ficou com os dois Agostinhos, mas o Júlio e o Robna ficaram com o vice-CEMGFA António Indjai.

Ditadura do Consenso apurou que problemas com a sobrefacturação de fardamento estiveram na origem do desentendimento entre os dois. Este é um assunto a ser desenvolvido amanhã, em exclusivo, no Ditadura do Consenso. Uma coisa é certa: parece haver muito nervosismo e tensão nas forças armadas da Guiné-Bissau. Durante o fim-de-semana, houve uma reunião entre António Indjai, Serifo Nhamadjo e o Governo. Referida como bastante azeda, Antonio Indjai foi aos arames, chegando mesmo aos insultos. "Pediram-me que corresse com o governo, mas vocês não valem nada. Não conseguem furar o cerco da comunidade internacional" - disparou o general que manda na Guiné-Bissau. A reunião foi retomada no domingo, mas terminou abruptamente, sem glória. AAS

EXCLUSIVO: Militar espancado por militares


Um alferes afecto ao EMGFA de nome Júlio, (era braço direito do general Antonio Indjai) que dirigiu a operação na casa de Carlos Gomes Jr no golpe de Estado de 12 de abril, terá sido ontem brutalmente espancado e preso, por militares, na zona que dá acesso ao bairro militar. Depois, foi levado numa carrinha dupla-cabine cheia de militares, a alta velocidade. Ditadura do Consenso apurou ainda que o infortunado Júlio foi depois levado para as instalações do Estado-Maior General das Forças Armadas, na fortaleza D'Amura, no centro da cidade de Bissau.

Segundo informações que circulam em Bissau, Júlio terá tido problemas com o general, a quem jurou de morte, tendo ainda ameaçado revelar muitas informações, incluindo sobre o caso do desaparecido deputado Roberto Ferreira Cacheu. Recorde-se que o tal Júlio era um dos executantes, uma espécie de Pansau Intchama. Ditadura do Consenso não conseguiu, até esta altura, saber do paradeiro do alferes Júlio. AAS

Cultura


Affiche mail 130204

Mais uma mentira


Mais uma vez assistimos um dos episódios do Fantoche Ministro golpista Fernando Vaz, que numa entrevista concedida aqui em Portugal, o porta-disparate do governo de transição, disse, para justificar o golpe de 12 de Abril, que um general ganha cento e poucos euros. Que tamanha mentira? Não é que o porta-dispate não sabe o salário real das forças armadas. O certo é que esta é mais uma das camuflagens para justificar o golpe.

Se um simples capitão ganha mais ou menos quatrocentos (400)euros, quanto ganha um general? Chega de mentiras senhor porta-disparates. Como o Senhor porta-disparate justifica o facto de ter guardado cerca de 43 milhões de FCFA na sua casa em tão pouco espaço de tempo no governo? O que é que este governo está a fazer para os antigos combatentes que eles mesmo disseram que não tinham apoio do governo cessante?

É bom saberem que os antigos combatentes não são burros. Não lutaram para que o Sr. Nando Vaz esteja hoje a roubar aquilo que é do povo, enquanto eles e seus familiares continuam a viver na miséria.
 
Bolingo Cá

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Sobre o texto Mitos e Ilusões


Caro Aly

Gostaria antes de mais dar-lhe os meus parabens pelo reconhecimento do seu nosso blog além fronteira. Este feito ao meu ver apenas surpreende os menos cautos neste que é a sua abnegável entrega para que todos os guineenses possam ter o dierito de se expressar livremente no nosso país.

Posto isso, gostaria de falar sobre uma matéria relacionado com a publicaçao do Sr Izequiel Pedro Fernandes entitulado "MITOS E ILUSOES". Tal como nao podia ficar idiferente a tentativa de promoçao por parte do Sr Paulo Gomes a quem o Sr Izequiel apelidou de "economista internacional" também julgo nao puder ficar indiferente a determinados ataques inqualificáveis que um guineense possa desferir a um outro guineenses aparentemente sem motivos para tal. Confesso que li e re-li os comentários do Sr Izequiel Pedro Fernandes sem conseguir sequer ter uma ponta por onde se pode pegar para justificar tamanhos ataques em relaçao ao Dr Paulo Gomes. Muitas das vezes ele próprio entra em contadiçoes dando a entender que o Dr Paulo Gomes chegou onde chegou por suposto lobbys e ao mesmo tempo que lhe reconhece capacidades intelectuais. Aí, fico realmente sem saber o que este Sr Dr Izequiel realmente quer. Será isso inveja? Pois que eu saiba se o Dr Paulo Gomes nao tivesse competência reconhecida nao haveria lobbys que o consegueria manter nesse cargo de Administrador junto do BM.

O Sr Dr Izequiel foi mais longe ao questionar o que o Dr Paulo Gomes fez para a Guiné-Bissau nos momentos de instabilidades. Pergunto ao Sr Dr Izequiel se por acaso nao sabe os nomes das pessoas que constantemente contribuiram para as cíclicas instabilidades na Guiné? E já agora, o que o Sr teria feito ou fez se estivesse no lugar do Sr Paulo Gomes? Como economista que é, sabe-o tao bem que o dinheiro e as guerras constantes nunca andaram de maos dadas. Qualquer apoios que chegasse a guiné seja elas de carris finaceiras ou de outro indole seria como se fosse deitado ao lixo. Pois sabe que nunca chegaria aos mais necessitado ( o plebe sofridor guineense).

Que economista conseguiria implementar as suas ideias nesta que é o baile sem fim de golpes?

É inaceitável que se fale de forma leviana como se falou do Dr Paulo Gomes pois só pode ser na Guiné. Este Sr de que se refere merece respeito ao querer incinuar que chegou onde se chegou por lobbys isso demostra uma furia de inveja da sua parte pois nenhum lobby consegueria suster qualquer pessoa num cargo por tanto tempo sem que essa pessoa tenha demostrado aptência, Competência e reconhecimento de qualidade num cargo tao importante como de Administrador do BM e também como alto quadro do Ministério da Finanças da Guiné-Bissau funçoes interrompidas com sub-levaçoes militares de 1988.

Sim, e com legitimo direito e dever que uma pessoa com capoacidade e competência nacional e internacionalmente reconhecida como a do Dr Paulo Gomes possa aspirar a um cargo como a do Primeiro Ministro da Guné-Bissau. E porque nao? Será que o Dr Paulo Gomes nao faria tao bem quanto os que lá passaram?

Na verdade parece que andamos de mal a pior até na nossa maneira de pensar. Ao envez de andarmos a promover o que de melhor nos resta ( alguns dos nossos brilhantes quadros com créditos reconhecidos além fronteiras) eis que alguns sem imaginaçoes se dá por perdido tempo em ataques gratuitas e de baixo nível.

Sr Dr Izequiel, espero como disse se dê mao a palmada e que doravante se preocupe mais sobre o que tem feito para a Guiné e nao o que os outros tem ou deveriam ter feito pois o somatório das acçoes colectivas valem mais do que feitos individuais.

Para terminar gostaria de lhe chamar a razao senhor Izequiel que também é um quadro de que a Guiné bem precisa a se acautelar nao só em relaçao ao Dr paulo Gomes como também a qualquer outra pessoa e muito menos a qualquer renomado quadro sobretudo quando os motivos que justificou sao pouco convincentes.

Apesar de tudo estamos condenados a conviver juntos naquele pedaço de terra de todos nós chamamos Guiné. Espero que nao leve a mal pois as críticas e defesa fazem parte dos valores democrático. Da mesma maneira que lhe assiste o direito de criticar também o outro lhe assiste o mesmo direito de se defender ou de ser defendido por outros.

M Lopes Cassinifan

Gestao de Empresas, Portugal

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Acabou


Terminou no passado dia 1, o mandato de Joseph Mutaboba enquanto Representante Especial do Secretário-Geral da ONU e Chefe do Gabinete integrado das Nações Unidas para a Consolidação da Paz na Guiné-Bissau (UNIOGBIS), informa a RFI. O diplomata rwandês que representou a ONU em Bissau desde 2009, completou quatro anos de missão em condições por vezes instáveis num país onde ainda no ano passado, a 12 de Abril, se viveu um golpe de Estado militar.

O diplomata rwandês que representou a ONU em Bissau desde 2009, completou quatro anos de missão em condições por vezes instáveis num país onde ainda no ano passado, a 12 de Abril, se viveu um golpe de Estado militar. Nos próximos dias, Joseph Mutaboba deve ser substituído no cargo pelo seu sucessor José Ramos-Horta, antigo presidente de Timor-Leste. Prémio Nobel da Paz em 1996 juntamente com o Bispo de Díli, José Ramos-Horta foi Presidente do seu país entre 2007 e 2012, depois de ter exercido cargos ministeriais durante a década de 2000 e ter sido um dos representantes da resistência Timorense antes de Timor-Leste alcançar a independência em 2002. África 21