segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Francofonia exige eleições "no mais curto espaço de tempo"


Os Chefes de Estado e de governo dos paises da Francofonia "apelaram", ontem em Kinshasa, à realização no "no mais curto espaço de tempo" de eleições presidencial e legislativas, "fiaveis e transparentes" na Guiné-Bissau, pais suspenso das suas instancias depois do golpe de estado de abril ultimo.

Um presidente de transição, Manuel Serifo Nhamadjo, foi designado em maio em Bissau, na sequência de discussões e entendimentos entre os militares golpistas e a CEDEAO. O economista Rui Duarte Barros foi por sua vez escolhido para o posto de Primeiro ministro em maio, tendo como missão de organizar as eleições gerais no prazo de um ano. Numa resolução – não vinculativa – sobre as situações de saida de crise adoptada ontem, domingo, a Francofonia enumera todas as acções a seguir nesse pequeno pais africano : "consolidar duravelmente a paz e a democracia", "restaurar a justiça", "lutar contra a impunidade", "implimentação de uma reforma credivel do sector da segurança"... E, de novo, a organização insiste sobre a necessidade de "lutar resolutamente contra o trafico de droga, com o poio dos parceiros internacionais".

Pais com uma situação de instabilidade cronica, a Guiné-Bissau foi de novo sacudida por um golpe de estado militar ocorrido a 12 de abril, no intervalo das duas voltas da eleição presidencial. A segunda volta deveria opôr o ex-Primeiro ministro Carlos Gomes Junior e o ex-presidente Kumba Yala. O dirigentes depostos pelo golpe de estado recusaram-se a reconhecer as autoridades de transição. Apos o golpe de estado, a Francofonia suspendeu imediatamente da suas instâncias a Guiné-Bissau, tal como fizera a União Africana (UA). Esta decisão implica o congelamento de todos os programas da Francofonia nesse pais, "à excepção dos programmes que beneficiam directamente as populações civil e daqueles quepossam contribuir ao resrabelecimento da democracia".

Missão conjunta da ONU-CPLP-CEDEAO-UA esperada a todo o momento


Uma missão conjunta da ONU, da Comunidade dos Paises de Lingua Portuguesa (CPLP), da Comunidade Economica dos Estados da Africa Ocidental (CEDEAO) e da União Africana (UA) é esperada a todo o momento na Guiné-Bissau, indicou sexta-feira em Dakar, 12 de outubro, Joseph Mutaboba, Representante Especial do Secretario Geral das Nações Unidas na Guiné-Bissau.

Durante uma conferência de imprensa na capital senegalesa, Joseph Mutaboba, precisou que essa missão tera incumbência avaliar a situação no terreno em Bissau a fim de harmonizar, sob os auspicios das Nações Unidas, as posições dos parceiros sobre a crise politico-militar prevalecente. "Uma vez em Bissau, essa missão vai encontrar-se com as autoridades de transição, assim como com as outras diferentes partes do conflito", acrescenta esse diplomara onusino. Joseph Mutaboba aproveitou a ocasião para lançar um vibrante apelo as actuais autoridades Bissau-guineeses no sentido de se dignarem se empenhar seriamente no restabelecimento o fio do dialogo rompido apos o golpe de 12 de abril 2012.

Nessa mesma conferência lamentou a morte em janeiro 2012 do Presidente Guineense, Malam Bacai Sanha que provocou a anulação da Conferência Nacional de Reconciliação que estava prevista de 14 a 18 janeiro 2012. Falou igualmente do se à Dakar, Mutaboba do statu quo que impera na Guiné-Bissau com uma Assembleia Nacional que não fonciona depois do 12 de abril ultimo. Entretanto, disse que, é sua opinião de que a solução desta crise reside na vontade de todas as forças vivas da Nação Guineense de restabelecer e enveredar por um dialogo inclusivo no mais breve espaço de tempo.

Mutaboba é hoje corrosivamente criticado pelos altos oficiais das Forças Armadas que lhe acusam de imparcialidade e de tomar parte e posicionar-se a favor de Carlos Gomes Junior, no exilio. Rui Landim, analista politico, num dos seus comentarios radiofonicos, pede simplesmente que este renuncie ao seu cargo. "Joseph Mutaboba falhou na sua missão de consolidação da paz na Guiné-Bissau, com a agravante que é na sua presença que foram assassinados friamente, Nino Vieira, o general Baptista Tagmé na Wai, os deputados Baciro Dabo, Helder Proença, etc", conclui esse conhecido comentador da capital guineense.

domingo, 14 de outubro de 2012

Presidente da Mauritânia alvejado a tiro


O presidente da Mauritânia, Mohamed Abdel Aziz, ficou ferido no sábado ao ser atingido por um tiro disparado "por erro" por uma unidade militar, segundo o ministro da Comunicação, Hamdi Ould Mahjoub. Em declarações à televisão pública, citadas pela agência francesa AFP, Hamdi Ould Mahjoub esclareceu que se tratou de "um tiro por erro contra a comitiva do presidente, que voltava do interior do país" e que a unidade militar de origem do tiro não sabia que se tratava da comitiva presidencial.

Fontes policiais citadas pela agência espanhola EFE tinham inicialmente referido que o presidente tinha sido alvo de um atentado no norte do país, a 40 quilómetros da capital, Nuakchot. "O povo mauritano pode estar tranquilo, o presidente está bem, está a ser tratado no hospital nacional. Ficou ligeiramente ferido, mas saiu por si próprio da viatura quando chegou ao hospital e andava sem dificuldades", referiu o ministro.

sábado, 13 de outubro de 2012

JOÃO SOARES, JOÃO SOARES… DE NOVO!!!!


"Pelos vistos os tentáculos do nosso Embaixador nas Nações Unidas... chegou ao Japão e ao Congo. Será que também foi ele o culpado da nossa não participação nas reuniões do FMI/Banco Mundial e na Francofonia?

Estamos à espera que o governo de “transição” invente um “clone” do João Soares da Gama para o responsabilizar. Está factualmente comprovado que a equipa diplomática deste governo é incapaz de fazer face às tarefas diplomáticas que lhe foram incumbidas.

A única coisa honrosa a fazer neste momento é a apresentação de um pedido de demissão em bloco, a começar pelo falhado 'minitro dos Negócios Estrangeiros', depois pelo 'conselheiro diplomático do 'presidente' etc, etc. O presidente de “transição” está ansioso e à espera que esse pedido chegue à sua secretária. Afinal, às vezes, “DJITU TEM KU TEM


P.C"

Gabi, dos 'Irmãos Verdades', actua hoje no espaço Tropicália, Odivelas, às 22h. AAS

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Joseph Mutaboba: "ONU está para ajudar o Povo guineense"


O representante do secretário-geral da ONU na Guiné-Bissau sublinhou hoje em conferência de imprensa os avanços registados quanto à resolução da crise desencadeada com o golpe de Estado de 12 de Abril. Reagindo às críticas de que foi alvo, nomeadamente pela cúpula militar, alvo alega estar a servir o povo guineense e não alguém em particular. Joseph Mutaboba fora duramente criticado por António Indjai, chefe de Estado maior general das forças armadas guineenses, nomeadamente devido ao facto de se equacionar o regresso a Bissau das autoridades depostas.

O representante de Ban Ki Moon fez questão em lembrar que uma missão internacional deve chegar ao terreno para se inteirar da transição guineense onde o presidente interino, Raimundo Pereira, e o primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior, foram derrubados a 12 de Abril impedindo a realização da segunda volta das eleições presidenciais.

Golpe de Estado de 12 de abril: Queixas-crime junto do Tribunal Militar Superior, contra o CEMGFA António Indjai e outros envolvidos


Os advogados do primeiro-ministro deposto da Guiné-Bissau apresentaram hoje em Bissau uma queixa-crime contra o chefe de Estado Maior das Forças Armadas, António Injai, "e demais envolvidos no golpe de Estado de 12 de abril", disse à Lusa fonte judicial. De acordo com a fonte, a queixa dos representantes de Carlos Gomes Júnior foi entregue hoje na Promotoria de Justiça do Tribunal Militar Superior.

Ainda segundo a mesma fonte, a equipa de advogados de Carlos Gomes Júnior e da mulher (Floriberto de Carvalho, Ruth Monteiro, José Paulo Semedo e Itla Semedo) acusam os militares, nomeadamente, de extorsão, agressão e invasão de propriedade alheia.

A 12 de abril passado um autodenominado "Comando Militar" fez um golpe de Estado na Guiné-Bissau e prendeu o primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior, e o Presidente interino, Raimundo Pereira. A casa de Carlos Gomes Júnior foi saqueada, de acordo com a queixa-crime hoje apresentada. Uma parte da casa, nas traseiras, também foi destruída. O golpe aconteceu na véspera do início da segunda volta para as eleições presidenciais antecipadas (na sequência da morte por doença do Presidente eleito, Malam Bacai Sanhá), nas quais deviam participar os dois candidatos mais votados na primeira volta, Carlos Gomes Júnior e Kumba Ialá.

Carlos Gomes Júnior é o presidente do PAIGC (Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde), o partido mais votado nas eleições legislativas de 2008, e Kumba Ialá, o líder do maior partido da oposição, o PRS (Partido da Renovação Social). Duas semanas depois de serem detidos, Carlos Gomes Júnior e Raimundo Pereira foram libertados e partiram para a Costa do Marfim e daí para Portugal, onde estão desde então. Desde maio que a Guiné-Bissau está a ser gerida por um governo de transição e por um Presidente da República de transição. Em abril do próximo ano deverão realizar-se eleições gerais, presidenciais e legislativas. LUSA

Novo espaço africano em Lisboa



HOJE, DIA 12 DE OUTUBRO, SEXTA-FEIRA, PELAS 21 HORAS, NASCE, EM ODIVELAS, ARREDORES DE LISBOA, UM NOVO ESPAÇO LUSÓFONO DENOMINADO TROPICÁLIA.
 
DA GASTRONOMIA À MÚSICA, DA PROMOÇÃO DE EVENTOS À DIVULGAÇÃO DE ARTE E CULTURA, TROPICÁLIA PRETENDE SER O ESPAÇO DE EXCELÊNCIA DO CONVÍVIO LUSÓFONO. NO DIA DA INAUGURAÇÃO, ESCOLHEMOS TAMBÉM UMA VOZ DISTINTA E RECONHECIDA, A GUINEENSE ENEIDA MARTA, QUE VAI ESTREAR UM PALCO POR ONDE PASSARÃO, CERTAMENTE, MUITOS OUTROS TALENTOS LUSÓFONOS DE RENOME. NO MESMO DIA DA INAUGURAÇÃO, O ESPAÇO ACOLHERÁ AS OBRAS DO ARTISTA PLÁSTICO JOÃO DE BARROS. 
 
NESTE SENTIDO, E VISTO SER O VOSSO MEIO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL UM RECONHECIDO PROMOTOR DO CONCEITO DE EXCELÊNCIA DA LUSOFONIA, VIMOS PELA PRESENTE SOLICITAR A PROMOÇÃO DA INAUGURAÇÃO DO TROPICÁLIA, ASSIM COMO A COBERTURA "IN LOCO" DO PRIMEIRO DIA DE UM ESPAÇO QUE PROMETE PRIMAR PELA DIFERENÇA E QUALIDADE. EM NOME DO TROPICÁLIA Espaço Lusófono, AGRADECEMOS, DESDE JÁ, TODA A ATENÇÃO DISPENSADA, CONFIANTES DE QUE O NOSSO PEDIDO COLHERÁ DA VOSSA PARTE A MELHOR DAS ATENÇÕES. E QUE A TROPICÁLIA SEJA A NOSSA CASA, A CASADA LUSOFONIA.

Carlos Gomes Jr.: "CEDEAO agiu desastrosamente"


Guinea Bissau's coup complacency

By Syma Tariq/Africa Report

The deposed prime minister and leading presidential candidate, now living in exile, complains that West African leaders have sought too much compromise with rogue elements of the military. Deposed prime minister Carlos Gomes Júnior believes that the country "faces gloomy prospects" if the current government – formed after a military coup ousted the ruling Partido Africano da [I]Independência da Guiné e Cabo Verde[/I] (PAIGC) in April – stays in power. "The government I was leading had very high scores in performance and good governance, which was recognised by the Guinean people. That is the reason the army wanted us out," Gomes Jr says from Lisbon, where he and advisers are now living in exile.

In a country rife with political instability, military coups and a thriving drug trade since its 1974 independence from Portugal, the politician believes that only a United Nations-led intervention will restore stability. The aid-dependent country is now headed by a military command whose leadership has been mediated by the Economic Community of West African States (ECOWAS). "ECOWAS has acted disastrously," Gomes Jr continues, adding that Nigeria – which has just announced training for troops to go into Guinea-Bissau – Côte d'Ivoire, Senegal and Burkino Faso have eroded the principle held by ECOWAS and the African Union of zero tolerance for coups.

"Guinea-Bissau is not a self-sufficient country. It depends on the international community to guarantee that the basic needs of its population are met. The majority of the coup government have no governmental experience, legitimacy or credibility to convince international partners that it can continue with cooperation agreements." The Comunidade dos Países de Língua Portuguesa's tough stance – seeking a stabilisation force and completion of the interrupted presidential election – has encouraged Gomes Jr. and the PAIGC to refuse compromise and has left ECOWAS as the broker. "Angola has always been a strong ally of Guinea-Bissau and will continue to betoitspeople," Gomes Jr says.

But an ECOWAS force has now replaced the Lusophone nation's military support mission in Guinea-Bissau. A recent concession has resulted in the interim government, led by Manuel Serifo Nhamadjo, agreeing to an ECOWAS deadline of April 2013 for new elections – a year after Gomes Jr was seized by the army. "On 12 April we were arrested and held by soldiers, in an abusive way, for 14 days," Gomes Jr says of the events that occurred after he won the first round of the elections.

"ECOWAS made the necessary arrangements with the military officers involved in the coup, got us freed and taken dir- ectly to Abidjan, where we were not informed of the terms and status of our stay. That is when we decided to come to Portugal – where we have more freedom to fight against those who seized power in Guinea-Bissau." In early September, Gomes Jr was at the 67th United Nations General Assembly, where he hoped to solidify his legitimacy. In spite of the uncertain future, he doubts the likelihood of "total state collapse" and believes free and fair elections can be held: "I have faith in the international community, personified by the UN, because of what has been its coherence since the beginning:

Guiné-Bissau de fora na cimeira da Francofonia


O 'governo de transição' da Guiné-Bissau disse hoje estar a desenvolver diligências para participar na cimeira da Francofonia, no fim-de-semana, na República Democrática do Congo (RDCongo), mas até agora não obteve qualquer resposta da organização. De acordo com uma fonte do 'governo de transição', tudo indica que a Guiné-Bissau não estará na cimeira de Kinshasa já que o país está suspenso da Francofonia, na sequência do golpe de Estado de 12 de abril.

As autoridades de transição tentaram, através do 'Ministério dos Negócios Estrangeiros' guineense, conseguir a representação do país na cimeira, mas "todos os contactos tidos até aqui com a organização da cimeira foram infrutíferos", assinalou a mesma fonte. O 'Governo' pretendia que o 'Presidente de transição', Serifo Nhamadjo, pudesse estar presente na cimeira que decorre, entre sábado e domingo em Kinshasa, para fazer um pedido de apoio aos países da Organização Internacional da Francofonia (OIF). A Guiné-Bissau tem um 'governo' e um 'Presidente de transição' saídos de um golpe de Estado perpetrado por militares em Abril passado, mas as novas autoridades praticamente não têm o reconhecimento internacional, salvo de algumas organizações sub-regionais africanas.

Problemas, problemas...


Aspectos da actual situação político-militar na Guiné-Bissau referidos num relatório de Intelligence – que em substância alerta para a eventualidade de poderem virem a dar azo a convulsões internas, apesar do “elemento dissuasor” representado pela presença militar da CEDEAO:

a) Está a alastrar um clima de divisões e desconfianças internas nas Forças Armadas, designadamente entre os oficiais; o CEMGFA, General António Indjai não conseguiu fazer aprovar internamente um plano de promoções, que previa anunciar em 24 de Setembro; as condições de alojamento e alimentação nos quartéis continuam a deteriorar-se; referenciadas atitudes “saudosistas” dos militares em relação à situação anterior ao golpe de Estado;

b) O episódio da viagem a Nova Iorque do Presidente interino, Serifo Namadjo, empolou o mal estar que do antecedente vem sendo registado entre os militares, o Presidente e o Governo, em geral; os militares, aparentemente animados por Kumba Ialá, que tem ascendência sobre eles, atribuem ao Governo e ao próprio Presidente responsabilidades pelo “embaraço” que constituiu para o actual regime o facto de S Namadjo ter sido impedido de discursar na AG ONU;

c) O relacionamento entre o comando da força da CEDEAO e os militares, em particular o CEMG, aparenta ser precário; são deficientes as condições em que a força da CEDEAO está aquartelada, Cumeré, e os seus comandantes responsabilizam por isso as FA e o Governo; registadas iniciativas no sentido de levar o Governo a assegurar verbas destinadas a remediar as carências. Na conduta da força da CEDEAO são notados fenómenos de saturação – atribuídos à indefinição em que a situação no país se mantém (as expectativas iniciais sugeriam um período curto). Por exemplo, as suas patrulhas são agora menos regulares e o número de soldados empregados em cada acção passou de cerca de 15 para 4/5.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Guiné-Bissau: CPLP volta a falar na "reposição da legalidade"


O Secretário-Executivo da CPLP, o moçambicano Murade Murargy, volta a afirmar que a posição da CPLP é de que "é necessário que a legalidade seja reposta na Guiné-Bissau", reforçando a ideia de que deve haver um "governo inclusivo, com a participação do PAIGC". Com a firmeza que se lhe reconhece desde que assumiu as funções, substituindo o guineense Domingos Simões Pereira, Murargy volta a bater na mesma tecla: quer que as forças da CEDEAO "sejam transformadas em forças internacionais", e que se criem as condições para eleições livres e justas na Guiné-Bissau. AAS

Até onde e... até quando?


"Caro amigo Aly,

Antes de mais o meu fraterno e reconhecido abraço, querendo reconfortar-te, reconhecendo o trabalho corajoso e sem paralelo que tens feito em prol da democracia e dos anseios de liberdade do Povo da Guiné-Bissau. Estou certo, Aly, que este meu encorajamento, embora não seja nada de especial, da minha parte será decerto uma prova de amizade, de amizade e de solidariedade. Posto isto, muito me agradecia caso assim entenderes util, esta minha modesta contribuição a voz da revolta do nosso Povo, a qual tens sido o maior porta-voz com o teu site.

Fraternalmente,
Oguis


Aonde vamos parar...

Depois da fracassada e vergonhosa missão do "governo de transição" tendente a querer forçar a sua participação na AG das NU, aproveitando uma entrevista concedida à New York Times, o todo-poderoso General, dono e senhor de Bissau, não conseguiu esconder a sua ira e desagrado pelo falhanço da missão do seu Presidente. Assim, perante a pergunta da jornalista Jessica Hatcher da NYT, disparou em todas as direcções, tendo como alvos preferidos, o Primeiro Ministro deposto da Guiné-Bissau, Carlos Gomes Jr (o que não é de espantar neste caso) e contra a Organização das Nações Unidas (ONU), particularmente contra a pessoa do Representante Especial do Secretário Geral das Nações Unidas, Joseph Mutaboba e do Sr. Yuri Fedotov, Chefe do Escritorio das NU contra as Drogas e o Crime Organizado.

A entrevista do General, foi um chorrilho de insultos e de má-educação contra as Nações Unidas, organização que acusa de «promover e instigar problemas na Guiné-Bissau», aconselhando-o a se ocupar da Síria e do Mali porque na Guiné-Bissau "ninguém é molestado e não se matam pessoas". Enfim, assim se vive na Guiné-Bissau, na santa paz dos anjos. Quanto ao pobre do Joseph Mutaboba, foi simplesmente apelidado de "bandido, mentiroso, cunhado(!?) e cúmplice" de Carlos Gomes Jr. Ao Sr. Yuri Fedotov, Chefe do Escritório das ONU sobre Drogas e Crime Organizado, foi apelidado de "manipulador, aldrabão e de ser um ladrão" sendo que este o está a perseguir porque não quis se submeter ao CGJr.

Esses palavrões grosseiros endereçados contra os representantes de uma organização da envergadura mundial como são as Nações Unidas, seriam adjectivos normais, ordinários, nada surpreendentes e até meigos, os quais passariam despercebidos numa República das Bananas, num cartel de traficantes, num bando de milicianos armados. Esses adjectivos seriam encarados sem quaisquer problemas ou anormalidade. Enfim seria uma normalidade num Estado sem orgãos de soberania, sem leis, sem autoridade, sem respeito pela Ordem Internacional e primariamente sem hierarquia.

Acontece porém, que esses insultos foram proferidos por pessoas ligadas a um país chamado GUINÉ-BISSAU, um país dito independente, um país com uma bandeira, com um suposto «Parlamento», um suposto «Presidente» e um suposto «Governo» que, curiosamente, é, também, suposto ser membro de pleno direito dessa organização mundial.

Aos impropérios do General... nem se ouviu o zunzir de uma mosca, nem uma ínfima reacção de condenação ou desaprovação contra esse discurso violento e desrespeitador para com as Nações Unidas (creio que nem mesmo um simples abanar de cabeça de desaprovação ousaram fazer, não venha o General descobrir e dar um zás a essa cabeçona teimosa e desobediente).

Tudo ficou caladinho num silêncio sepulcral. Nem um mugido, nem um tussido se ouviu das ditas «Autoridades de Transição»..., KAPISKO, NADA... quer do dito «Parlamento», quer do dito «Presidente», quer do dito «Governo». Principalmente esperava-se do Sr. «Presidente», que pomposamente se apregoa de homem da legalidade, da justiça, da moderação e da paz um reacção de ombridade e de homem de Estado. Esperava-se, uma pequena reacção de desaprovação que seja, um mero sinal de condenação ou, ao menos, de chamada de atenção pedagogica à contenção e à ponderação de certas atitudes desvairadas. Mas, NADA, nem um pio. O "Presi" fez-se de MÚMIA...

Porém, analisando bem o estado actual da desordem e anarquia que grassa na Guiné-Bissau e, principalmente, quem de facto exerce o verdadeiro poder nesse país, percebe-se perfeitamente que, infelizmente, esses simples OBJECTOS E DEJECTOS DE DECORAÇÃO do poder militar, não podiam reagir de outra forma. Isto porque, por um lado, nenhum deles ousaria indispôr o senhor absoluto e, por outro lado, simplesmente, porque não existem, nem como entidade, nem como pessoas que se prezem de principios. São simples fantasmas, fantoches e marrionetas à mercê de alguém que se julga acima de toda a impunidade.

Porém, a ver vamos... Quiça, o silêncio de quem devia ao menos falar em contenção, esteja à espera da vinda dos DRONES AMERICANOS que negociou em NY, para sobrevoar os céus da Guiné-Bissau, para limpar esse país do narcotráfico e do crime organizado. Estes sim, embora negociados às escondidas contra o apoio na assembleia-geral das NU são, a todos os títulos bem-vindos, pois além de silenciosos, são eficazes e costumam ser mortíferos.

O Senhor de Bissau que se cuide.

Oguis Mendes
"

Presidente do STJ, Maria do Céu Silva Monteiro, viu ser-lhe confiscada a viatura oficial por ter "agendado" eleições no Supremo. O motorista foi sumariamente despedido. Informações não confirmadas dão conta de um assalto à sua residência. Assim vai a democracia na Guiné-Bissau... AAS

Editorial - "Ahhhhhhh, Vicky, Vicky oh Vicky"


Se fosse em papel, teria muito gosto em limpar o cú a certos editoriais... Mas, atenção: sabem quem roubou dinheiro nos estaleiros navais...e depois fugiu para Dakar? E tudo isto 'na tempo di tuga?'... Nas calmas, contar-vos-ei TODA a história! Kapa Negra cantal propi pabia di é furto: "Ahhhhhhh, Vicky, Vicky oh Vicky"... AAS

Antero João Correia: "Poupem a minha vida!"


"Não me querem?, outros querem. Sou um quadro formado em Direito, em investigação criminal e na segurança do Estado - e em cada uma delas dei valiosas contribuições ao meu país. As investigações não se fazem com as pessoas que nadasabem, pois acabam por gerar montagens, mentiras, ódios e vinganças se não vejamos:

A título de exemplo do que está acontecer. Em finais de Junho de 1998, enquanto dirigia o aparelho da segurança do Estado, fui incumbido para investigar os casos de execuções colectivas nas matas de Portogole. Fiz os meus trabalhos técnicos com base nas legendas operativas no gabinete, e no terreno, quando a comitiva se deslocou parao local em companhia do Procurador-Geral de República, Amine Saad, membros do governo e representantes da comunidade internacional, lá estava a vala comum: metiam pás e picaretas, e encontravam dezenas de restos mortais bem identificados numa só vala com todas as provas perante familiares. Com muita pena minha, foi tudo amnistiado...

Não mexam comigo!

Tenho tudo o que é bom e mau da Guiné-Bissau, apenas o sigilo da minha profissão não se revela. Por isso prefiro ir paraa prisão ou morrer com os segredos do meu país. Quando as pessoas responsáveis pelas investigações não conhecem as mesmas, são obrigados a fazerem montagens para agradar o executivo e ganhar algo, mas as consequências serão a destruição total do país e segregação de ódios e vinganças.

Podem montar o que for necessário, só que nos casos de males, e até mortes, passará um século sem encontrar os meus vestígios, pois não sou dessa família, dessa educação, dessa formação e dessa colegagem. Claro que as vossas montagens podem contribuir falsamente para minha prisão ou morte, porém quer uma quer outra não será o fim da minha vida. O meu espírito e profissionalismo, aliás, a minha inteligência não me permite falsificações visto que lutei pela independência do meu país e por isso decidi dar o meu máximo contributo para a pátria de Amilcar Cabral.

Estou convicto de que um dia a Guiné-Bissau ultrapassará ou encontrará soluções para a paz duradora na base de uma justiça social e coerente, rumo ao desenvolvimento.

Obrigado,

Antero João Correia
brigadeiro-General
"

Em busca do tempo perdido


Levava uma vida condenada a naufragar. Gravitava pela cidade fora procurando uma nesga de sol, um banco de jardim que melhor lhe proporcionasse encostar a sua canadiana para com ela se defender como se de um cajado se tratasse. Semicerrava um olho para melhor enxergar a passagem do tempo e a garganta seca de uma secura crónica. Tinha aspecto de um mendigo que ao fim e ao cabo não era. A barba em estado bruto cobria um colarinho de cor indefinido, coadjuvado de um cabelo grisalho que escapa de um boné de copa alta e cai na gola suada de um velho casaco, adquirido ao desbarato, algures no mercado.

Grande craque de futebol, ex-actor dos palcos do antigo liceu por onde passou algum tempo, sem êxito, embora se sentisse feliz hoje, infeliz de quando em vez, procurava na memória de tempo, o tempo perdido. O «Berlengas», alcunha que herdara do pai, nasceu numa longínqua paragem deste vasto universo há oitenta anos, e que o desgaste da vida e o sarro dos copos acrescentavam uma precoce velhice. Foi ajudante de mecânico de automóveis numa época em que o salário era pouco e dava para viver assim-assim. Não casou. Viveu com algumas raparigas em regime precário, das quais recorda pelos bons serviços prestados. Dizia a propósito das mulheres que «elas são uma parte essencial da vida de um homem, pela companhia e pelo amor». Não teve filhos e a família - avós, pai e mãe - foi-se com o tempo, levando com elas as últimas amarras de uma vida condenada a naufragar.

Lúdibrio da sorte, do infortúnio, do azar, da amaldiçoada vida que viveu e que, debalde, buscou no tempo perdido. O «Berlengas», figura muito conhecida no meio onde vivia, jamais teve conta num banco e para a política esteve sempre nas tintas. Amaldiçoava o frio que lhe roubava o calor do sol e mesmo o banco do jardim onde encostava a sua canadiana e, com um olho semicerrado, enxervaga a passagem do tempo que ainda não encontrou. AAS

Adivinha, adivinha...


A Guiné-Bissau é:

... Só para quem obedece;
... Só para quem não tem mais nada para fazer;
... Só para quem finge que faz;
... Só para quem não sabe o que quer/faz;
... Só para políticos afectos a militares?

NOTA: Um doce a quem acertar! AAS

Klim Mota em concerto. Centro Cultural Francês, Bissau, dia 12 de outubro às 21 horas. Apoie a cultura guineense. AAS

Nova sondagem DC: Ou vai, ou racha! Escolha você...

Mali: A CEDEAO claramente sem saida estratégica


A grave crise que persiste no norte maliano a medida que o tempo vai passando apresenta-se como um verdadeiro atoleiro diplomatico na qual a organização sub-regional a CEDEAO vai-se afundando e corre o risco, caso se venha a engajar numa acção militar, a uma estrondosa derrota.

Alternando a diplomacia e ameças de intervenção militar, a Comunidade Economica dos Estados da Africa Ocidental,(CEDEAO) manifestamente escolheram a estratégia de soprar o fogo e deitar agua fria. Porém, enquanto que a organização se esfarrapa a encontrar uma boa solução para sair dessa crise criada no norte do Mali seguidamente ao golpe de estado militar de 22 de março de 2012, a situação nessa parte do Mali agrava-se perigosamente para o grande desespero das populações. Enquanto o Conselho de Segurança das NU pede tempo para examinar o pedido oficial de intervenção armada introduzido por Bamako junto à CEDEAO, Blaise Compaoré, o mediador da organização tenta mais uma negociação com um dos protagonistas desta crise, em ocorrência o Movimento Nacional para a Libertação de Azawad, (MNLA). A 7 de outubro ultimo, o presidente burkinabé recebeu em Ouagadougou Ibrahim Ag Mohamed Assaleh , membro do Conselho de Transição de Azawad, o denominado governo provisorio do MNLA.

Porém, sabendo-se que este movimento, apos ter sido corrido militarmente da suas posições de Gao e de Tombouctou pelos movimentos islamistas de Ansar Dine e do Mujao, esta em perda de legitimidade no norte do Mali, dai questionar-se, se efectivamente, Compaoré não se tera enganado nessa escolha como um bom interlocutor. Indo à capital burkinabé, os independentistas de Azawad cuja margem de manobra é agora muito reduzida, puseram de lado as suas reivindicações de soberania, para se contentarem em falar de direito à auto-de determinação. Porém, antes disso, eles haviam ameaçado aliar-se de novo aos islamistas, se porventura a organização sub-regional se decidir por uma operação armada.

Blaise Compaoré um politico matreiro e amlicioso, soube compreender de que através esta chantagem, o MNLA procura visivelmente se salvaguardar, procurando um abrigo quando se anunciam uma grande tempestade sobre a faixa sahélo-sahariana. Na verdade, os independentistas de Azawad não têm verdadeiramente outra escolha, pois apos terem sido derrotados pelos islamista, eles arriscam-se também a sentir as consequências de uma eventual intervenção da CEDEAO caso essa se veja a acontecer e a ser bem sucedida.

Sendo Campaore, um grande defensor da força no Norte de Mali, não sera que, o objectivo dessas conversações, não são mais do que manobras de tentar obter um apoio do MNLA para as tropas oeste-africanas contra os islamistas ? Uma tal hipotese não é de excluir, pois os combatentes do MNLA poderão ser de uma grande utilidade no assalto armado contra os islamistas, dado ao seu perfeito conhecimento do terreno. Em troca, o movimento touareg podera ver-se-lhe outorgado um estatuto particular como a autonomia sobre o territorio Azawad.

Os islamistas são os verdadeiros interlocutores da CEDEAO: antes do MNLA, o presidente du Burkina Faso tinha igualmente tentado entabular conversações, sem sucesso à altura com uma delegação da Ansar Dine. A inflexibilidade das posições do movimento islamista não chegou a permitir dar sequência aos contactos. Contudo a mediação da CEDEAO não tem um bom interlocutor a hora actual do conflito pois os islamistas são incontornaveis e o MNLA não tem arcaboiço para fazer face a essa força islamita numerosa, fanatica e muito bem armada e financiada. No entanto, para reconquistar o Norte maliano, as forças coligadas da sub-região são forçosamente obrigadas a recorrer ao apoio dos paises vizinhos do Mali, nomeadamente a Argélia, o Niger, a Mauritania, o Tchad. Ora, todos esses paises, com a Argélia à cabeça, continuam prudentes perante esta iniciativa.

A CEDEAO não consegue esconder o seu embaraço perante a sua impotência e continua a ameçar com a força. Agitando cada vez mais a ameaça de uma guerra através de uma intervenção da CEDEAO, a organização comunitaria esta bem consciente de que, a hora da verdadeira batalha, ou seja a guerra das areias deserticas, ainda não começou.

Charles d'Almeida

Nota: Bamako não é Bissau. Os militares malianos têm orgulho, respeitam-se, não se deixando dirigir nem manipular por estrangeiros contra o seu povo. Os nossos militares não passam de "mulheres" subjugadas" e subordinadas a uma cultura de medo e de terror imposta por mentes obtusas que se apoiam na sua tribo para fazer da Guiné-Bissau o seu quintal de desmandos.

PS: Caso decidam pelo envio tropas guineenses para o Norte Mali, a CEDEAO que nos faça o favor de não se esquecer de levar o 'seu' General. Ai sim, gostariamos de ver, se é tão homem quanto aparenta quando fala para as populações indefesas e amedontradas. Lá, fará frente a homens armados como ele, e assim poderiamos aquilatar do seu tão propalado 'matchundade'...

A vida não acaba se não se discursar na ONU


Aly Silva,

Permita-me louvar em poucas linhas o seu grande trabalho. Para mim, você provou que os indivíduos devem adquirir competências, recursos, obrigações, comportamentos essenciais à manutenção da sociedade em vez de fazer golpes. Em outras palavras, o seu trabalho é benéfico para a sociedade como um todo, uma vez que os que não gostam do seu blogue são a minoria que hoje ocupam os melhores lugares (Golpistas).

Aos Politiquinhos e Militares GOLPISTAS:

Como bom filho desta terra e que pensa que a Guiné é um pais que já merece a outra parte da MOEDA.

Quero dar pequena lição da filosofia aos POLITIQUINHOS e MILICIANOS (militares)
Hoje somos pribidos de manifestar a nossa mágua sobre o 12 de Abril mais ao contrario do ano passado em que os nossos miltares (milicias) garantiram a segurança e proteção de um grupinho de fazer marchas, marchas mesmo não importando com o trafico na via publica. Quantas marchas foram feitas, hoje 99% dos que estavam atras dos POLIQUINHOS os seus filhos estão em casa a espera do levantamento de greve dos professores. Hoje todos estes POLITIQUINHOS são Vice-Presidente, Procurador geral, Ministros, Directores gerais. E agora os encarregados de educação que perderam dias atrás destes POLITIQUINHOS fazendo marchas, marchas, e mais marchas. A vida não acaba se não se discursar na ONU.

Eu, o Aly Silva, os bons filhos desta terra as nossas vidas estão entregues a Deus. Quero definir para os POLITIQUINHOS e MILICIANOS (militares) DIREITOS HUMANOS (proclamada pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 1948). O valor absoluto ou dignidade da pessoa humana converte-se em fonte de direitos a que se convencionou.

DIREITOS HUMANOS tem três gerações.

1ª GERAÇÃO: OS DIREITOS DA LIBERDADE

Nesta fase dá-se a conquista das liberdades individuais e dos direitos de participação política, reivindicações na sua luta contra as monarquias absolutas: direito à vida e à integridade física; liberdade de pensamento e de expressão (12 de Abril-2012)

2ª GERAÇÃO: OS DIREITOS DA IGUALDADE

Nesta fase desenvolvem-se os direitos económicos, sociais e culturais, ou seja, o direito à educação (Greve nas escolas publicas), e à assistência sanitária, à protecção contra o desemprego, a um salário digno.

3ª GERAÇÃO: OS DIREITOS DA SOLIDARIEDADE

O cumprimento dos direitos de solidariedade exige um trabalho conjunto da comunidade internacional(A CEDEAO sozinha não pode) para lutar contra condições adversas: a falta de recursos, a deterioração do pais desde o 12 de Abril.

Golpistas pensam a Guiné, e no amanhã dos vossos filhos. É melhor fazer pouco e bem, do que muito e mal. A verdade não está com os homens, mas entre os homens (porta-voz do governo de CEDEAO); Quem melhor conhece a verdade é mais capaz de mentir (porta-voz dos Golpistas); Sob a direção de um forte general, não haverá jamais soldados fracos.(Lider dos Golpistas).

Viva a Democracia,
Serifo Djalo

Restaurante 'Ponta de Pedra' - Ementa


- Quarta-feira: caril de camarão

- Quinta-feira: picanha com feijão preto(*)

- Sexta-feira: peixe grelhado com alho

Preço do prato do dia: 5.500 f.cfa
(*) 7.000 f.cfa

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Então não?


A vida é filha da puta,
A puta, é filha da vida.
Nunca vi tanto filho da puta,
Na puta da minha vida!!

Joseph Mutaboba sobre a crise na Guiné-Bissau: "Ausência de progressos em vias ao restabelecimento da ordem constitucional"


Uma reunião dos chefes das missões de paz da NU na Africa Ocidental, costituida por Costa do Margim, Guiné-Bissau, Liberia e Sierra Leoa teve lugar, segunda feira 8 de outubro em Dakar. Ela foi realizada sob a alta autoridade do Sr Saïd Djinnit, representante especial na região do Secretario Geral das NU, Ban Ki-moon. As Nações Unidas não escondem mais a sua inquitude concernente a situação politica na Guiné-Bissau depois do golpe de estado de 12 de abril ultimo.

Joseph Mutaboba, Representante especial do Secretario Geral das Nações Unidas na Guiné-Bissau denuncia mesmo «a ausência de progressos em vias ao restabelecimento da ordem constitucional». Ele fala de «um verdadeiro quebra cabeças, com cada lado, e cada facção a agarrar-se aos seus interesses particulares e posições adquiridas de facto com o conflito, recusando-se terminantemente a um dialogo inclusivo», que para ele, «é a unica saida para a crise». Repete, «um verdadeiro quebra cabeças». RFI

Antero João Correia: Esclarecimentos


"Caros familiares, amigos e conhecidos,

Não se preocupem com os falsos alarmes dos burros, incompetentes e mentirosos que infelizmente o país possui até hoje. Durante a minha ausência de duas semanas do país, surgiram mentiras do que estou envolvido nos casos das mortes ocorridas no país, só porque exercia funções de Comissário da polícia e com fortes ligações com Carlos Gomes Jr., - Cadogo!

Medíocres.

Não estou preocupado com desinformações na Internet porque, felizmente, conheço as pessoas envolvidas e as suas telenovelas... Estou por enquanto apenas preocupado com a minha saúde. Há, contudo, pessoas que querem a todo custo desviar atenções daqueles que estão empenhados em encontrar os autores que vitimaram um dos mais prestigiosos deputados da nação - ROBERTO FERREIRA CACHEU.

Nunca mandei matar e nunca matarei, mesmo por ordem de quem quer que seja. Também nunca fui e nunca serei cavalo de batalha de quem quer que seja.

A minha inteligência destanciou-me sempre dos acontecimentos, mas a cada acontecimento surgem pessoas querendo eliminar-me fisicamente se não vejamos:

1 - Em 7 de Junho de 1989 fui preso na Amura sem que estivesse envolvido ou sido acusado de nada, durante onze meses;

2 - No governo de Kumba Yala, fui preso em Mansoa por ter negado confirmar acusações contra alguns oficiais-generais em como estariam envolvidos na dita tentativa de golpe de estado;

3 - Fui preso durante os assassinatos do major Baciro Dabó e do deputado Hélder Proença, por ter negado assinar documentos sobre um hipotético golpe de estado;

4 - Agora, querem envolver-me nos seguintes: caso ROBERTO FERREIRA CACHEU; envio de polícias para a CNE e, ainda, na morte de Yaya Dabó, acontecimentos de que nem sabia de nada;

Desta vez vou mover queixas-crime contra os autores das mentiras, calúnias, montagens e difamação junto da Justiça.

Estarei em Bissau assim que tiver um parecer favorável do médico que me tem acompanhado.

AS MENTIRAS TÊM PERNAS CURTAS. 

Dtr. ANTERO JOÃO CORREIA"

EXCLUSIVO DC: Antero João Correia está em Lisboa, Portugal. AAS


New York, New York


"Caro Irmão,

Sempre estarei - e como estás disponível para denunciar os que pensam que a Guiné-Bissau vai bem, governado com golpes fabricados por politicos caducos. Nunca um governo saido de um golpe é melhor que um governo democratico. Falando disso, Delfim da Silva sabe muito bem que fabricando intrigas na rádio e empurrar certas pessoas para a guerra contra este povo não é a melhor solução.

A ONU nunca deve pactuar com golpes de estado, ao contrário da CEDEAO, organização constituida por um pequeno grupo de marginais. Se um governo ou presidente saido do golpe mais contestado na historia de Guiné-Bissause pronunciar em nome da Guiné-Bissau seria a vitória dos golpistas fora de prazo e uma derrota para a democracia.

Para o 'presidente da transição': continua ser enganado pelos seu colegas golpistas que sabem muito bem que na democracia não há lugar para eles. Esta história da ONU reflete a importância da democracia num país. A hora é de os golpistas pensarem a Guiné-Bissau. Ao senhor Delfim da Silva: devia no minimo ter respeito o P.A.I.G.C e a dona Carmen Pereira, que é a pessoa ajudou o senhor Delfim a ser nomeado várias vezes ministro nos governos anteriores do P.A.I.G.C

Se a voz da Guiné-Bissau não foi ouvida na ONU, significa que a democracia deve continuar e parar com golpes de estado. Quer alguêm queira ou não a Democracia saiu vencedora na ONU. Que Estado é este que um chefe de estado maior pode insultar o representante da ONU na Guiné-Bissau?

ONU e ka bó colega!

Abaixo golpistas!

Serifo Djalo"

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Detido ex-comandante da PIR


O antigo comandante da Polícia de Intervenção Rápida (PIR) da Guiné-Bissau Ensa Ducuré foi detido a mando do tribunal, por suspeita de envolvimento no assassínio de um ex-agente policial. O polícia em questão estaria envolvido numa tentativa de golpe de Estado ocorrida em dezembro passado. Ensa Ducuré, e mais um agente da PIR cuja identidade não foi revelada, estão detidos preventivamente desde sexta-feira por ordens do Ministério Publico e hoje viram as suas prisões confirmadas pelo juiz de instrução criminal.

Parque de Safim: CCIAS investe três milhões de euros em infraestruturas


A Câmara do Comércio, Industria, Agricultura e Serviços da Guiné-Bissau (CCIAS) anunciou hoje um forte investimento no parque de Safim, às portas de Bissau. Com efeito, e num investimento de 3 milhões de euros, a CCIAS vai adoptar o parque de Armazéns, apartamentos, escritórios e, até, de uma báscula. AAS

domingo, 7 de outubro de 2012

STJ: Eleições do presidente e vice-presidente, dia 5 de dezembro


O Conselho Superior da Magistratura Judicial deliberou marcar a data das eleições do Presidente e Vice-Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, para o dia 5 de dezembro. A comissão eleitoral é constituida por Octávio Lopes (presidente), Dinis Cablol Na Fantchamna (vice-presidente), Osiris Ferreira (vogal) e Júlio Albino Nhaga (secretário). AAS

CARTA DE CONSOLO E ESPERANÇA


Querida Guiné, terra linda que me viu nascer, que me ajudou a crescer,
desejo sinceramente, que esta carta traga conforto e esperança ao teu povo que ainda sofre com violência e ignorância. Povo que transpira doçura e vive remediado com o pouco que tem. Povo que foi obrigado a calar sua voz, abaixar a cabeça e se submeter a colonização dos novos tempos.
 
Confesso que entristeço cada vez que ligo a Tv. e vejo notícias ruins... Cada vez que sintonizo a FM Guiné oiço histórias inventadas e sem nexo, ciladas armadas, acusações infundamentadas, algumas até ridículas. Cada vez que navego na Net, no blogue “Ditadura do Consenso” meu blogue, aliás, blogue do povo (Aly que me desculpe) onde já te enviei muitas mensagens de apreço e consolo, leio que estás invadida pela corrupção, dos “amparantés” aos engravatados, todos querem o seu quinhão não importa como. O teu futuro está distante e incerto, por isso não há muita visão de longo prazo, nem planos.
 
Procuro a lucidez para poder conter a minha tristeza, compaixão e indignação... Mas mesmo sereno, sinto-me angustiado e refém dos meus sentimentos. Longe de ti minha mãe, encontro-me muito triste por não te poder amparar neste momento difícil e desagradável da tua vida mas, prometo lutar e defender-te com muito orgulho com as minhas crónicas e poemas.
 
O teu povo conquistou a sua independência dos colonizadores, com suor e sangue mas ainda não dos ditadores que também tem causado muitas dores. Sei que estás muito decepcionada com alguns filhos e com tal da CEDE(R)AO dito mediador que pouco faz e pouco fez, a não ser alimentar e reforçar o ciclo da corrupção. Esta comunidade é constituída por alguns países que não querem que desenvolvas de verdade. Países com interesses obscuros, que querem humilhar-te e fotografar-te de mãos estendidas a mendigar.
 
Não vou mais reclamar nem tão pouco lamentar... Quero apenas te agradecer:
Obrigado por tudo, mãe Guiné! Obrigado pela dedicação, amor e carinho que tens dado aos teus filhos! Não vou mais olhar para os teus defeitos mas sim para as tuas virtudes... Terra mágica de gente boa e acolhedora; Terra linda e rica em recursos naturais que abriga um povo sofrido que não perde a esperança e busca dias mais felizes;Terra de diferentes tribos, diferentes línguas, diferentes culturas; Ninho de amor e solidariedade; Terra de todos os guineenses. Guiné-Bissau...
 
Querida, o teu coração de mãe é tão grande... Tenho a certeza que vais perdoar os teus filhos desnaturados... Quero te pedir a permissão de agradecer em teu nome e de todos os guineenses, a prestigiosa CPLP que defende com unhas e dentes a reposição da tua legalidade constitucional! Esta comunidade lusófona, ao contrário da CEDE(R)AO, é tua amiga. Defende incansavelmente os teus direitos e luta pela paz e estabilidade do teu povo. Obrigado CPLP!
 
Como sabes, as saudades apertam muito mas, o que me preocupa seriamente, é a situação dos meus irmãos que vivem oprimidos. Já lá vão seis meses de transição, ainda as liberdades de expressão e de imprensa que são direitos imprescindíveis à democracia, continuam a ser condicionadas e negadas na Guiné-Bissau. O que preocupa a todos guineenses é obviamente a paz que se encontra adormecida ou escondida atrás do “baga-baga” do quintal do vizinho.
 
Patria imortal, sempre acreditei na tua capacidade de dar a volta por cima, de saíres das situações mais críticas e delicadas. Ultimamente tenho andado um pouco aliviado ao ver que aos poucos, estás a reconquistar a tua liberdade e dignidade.

Tem havido sinais de boa vontade dos actores políticos para o entendimento nacional e a busca da tão desejada paz, estabilidade e bem estar que o povo guineense merece. A esperança está agora pintada num formato menos estranho e pouco confuso... A 67ª assembleia da ONU veio confirmar que a inconstitucionalidade não tem lugar no seio desta organização ainda que, na minha modesta opinião, o caso “Guiné-Bissau” está a ser tratado com dois pesos e duas medidas. A decisão da ONU apesar de manobras de alguns países da CEDEAO como era de esperar, representa sem dúvidas, vitória da democracia e do povo guineense.

Termino aqui e assim... Anciosamente a espera das coisas boas que o futuro te reservou, fica a promessa de que, apesar de ausente, estarei sempre presente... Conta, sempre com o meu carinho e o meu amor, pois és muito especial.

Quero que todo mundo saiba que “I LOVE YOU SO MUCH” a rainha das terras férteis.

Vasco Barros
Londres, 06/10/12

sábado, 6 de outubro de 2012

Assassínio de Iaia Dabó: Dois elementos da Segurança do Estado foram detidos ontem, suspeitos na morte do irmão de Baciro Dabó, à porta do comissariado da POP, dentro do carro do deputado Conduto de Pina. Serão presentes, na segunda-feira, ao juíz de instrução criminal. Antero João Correia, também foi ouvido no âmbito do mesmo processo. AAS

Na Guiné-Bissau, a mutilação genital afecta metade das mulheres


A Mutilação Genital Feminina afecta 50 por cento das mulheres na Guiné-Bissau, um ano depois de aprovada uma lei que a proíbe, alertou nesta quarta-feira em Bissau o ministro da Saúde do Governo de transição, Agostinho Cá. "Não é admissível que a cultura seja utilizada como justificação para o sofrimento de parte da população", disse o ministro, na abertura da 'Conferência Islâmica para o abandono da mutilação genital feminina', que durante dois dias junta em Bissau especialistas sobre a prática, muito comum especialmente em África.

Domingas Gomes, presidente de uma organização não-governamental (Sini Mira Nassique) que há mais anos luta contra a prática da excisão na Guiné-Bissau, concorda com o número apresentado pelo ministro, exponenciado pela presença de populações de países vizinhos. Num inquérito feito pela ONG no ano passado resultou que 44,5 por cento das mulheres guineenses eram mutiladas, mas neste momento a responsável acha que pode ser 50 por cento, "por causa de pessoas dos países vizinhos que estão a excisar as suas crianças às escondidas".

Também presidente do projecto DJINOPI (Djintis nô pintcha, que em português quer dizer "Pessoal, vamos em frente"), que junta organizações que lutam contra a excisão genital feminina e que é apoiada pelo WFD (Weltfriedensdienst, Serviço Comunitário para a paz mundial, de origem alemã), Domingas Gomes garante: apesar da lei que a proíbe, a excisão continua a ser feita na Guiné-Bissau. "Sabemos que não há aquele número de barracas (para praticar a excisão) como antes, mas continuam a fazer a excisão feminina às escondidas", e agora "de forma muito mais perigosa" porque sem controlo, disse a responsável, considerando que a lei (de Setembro de 2011) é importante mas que o "trabalho essencial" é a sensibilização das comunidades.

"Se têm conhecimentos vão deixar de fazer mas por causa da lei não estão a cumprir. Só com a lei vão continuar a fazer aquilo que querem, porque mutilar uma criança no seu quarto ninguém vai saber. O pilar mais forte é consciencializar", advertiu. Por isso, considerou que é importante trabalhar com os líderes religiosos, que "são pessoas credíveis nas suas comunidades". E esse é o objectivo da conferência que hoje começou, apoiada pelo DJINOPI mas também pela TARGET, outra organização não-governamental alemã que luta contra a mutilação, pelas Nações Unidas e pelo Conselho Superior dos Assuntos Islâmicos da Guiné-Bissau.

Nela vão participar, ao longo de dois dias, nomes como Mohamed Shama, professor de estudos islâmicos no Egipto, Mahamadou Diallo, presidente da Associação Maliana para a Paz e Saúde, Muhamadou Sanuwo, imã gambiano, ou Ousmane Sow, da Rede Islâmica e da População, do Senegal. Pela TARGET-Direitos Humanos estão Tarafa Baghajati (consultor) e o próprio presidente da organização, Ruediger Nehberg. E também Tcherno Embaló, presidente do Conselho Superior dos Assuntos Islâmicos na Guiné-Bissau, e Malam Djassi, vice-presidente do Comité Nacional para o Abandono das Práticas Nefastas contra a Mulher e a Criança.

E a história não acaba assim


- Está decidido: a famosa loja franca nas instalações da UNIOGBIS, no bairro da Penha, fecha definitivamente no fim de outubro. A querela entre o gabinete da consolidação da paz e as alfândegas ficou em águas de bacalhau. Os contentores seguem caminho rumo a outras lojas. Resultado: dez guineenses perderão o emprego;

- Dois peritos estão no país para uma auditoria às contas da UNIOGBIS. Chegaram na sexta-feira e ficam vinte e um dias. AAS

Fundação Ricardo Sanhá inaugura filial em Bissau



A Fundação Ricardo Sanhá, inaugura na próxima terça-feira, dia 9, a sua filial em Bissau, na rua de Cabo Verde. O patrono da Fundação, Ricardo Sanha, está em Bissau para esse propósito, regressando a Lisboa na próxima 4a feira. Com ele, leva para tratamento o advogado Pedro Infanda, vítima de espancamento pelos militares há mais de dois anos e que ainda se encontra paralisado e em cadeira de rodas. No dia da inauguração da filial da Fundação, em Bissau, será formalmente anunciado o primeiro encontro de médicos guineenses na diáspora, alargado aos amigos da Guiné-Bissau, para que pontualmente possam vir dar ajuda, e formação aos seus colegas guineenses. AAS

O narcotráfico que se cuide...



serifo-eua

TRAGÉDIA: Raio mata cinco crianças em S. Domingos



Cinco crianças morreram atingidas por um raio na região de São Domingos, norte da Guiné-Bissau, informou ontem a rádio Sol Mansi. Segundo fontes familiares citadas pela rádio, as crianças, todas do sexo masculino, tinham entre sete e 13 anos e estavam a vigiar a cultura do arroz quando o raio atingiu o local onde se encontravam. A tragédia deixou a aldeia em choque, de acordo com a mesma fonte. No leste do país as fortes chuvas provocaram inundações em Pitchi, região de Gabu e seis casas desabaram. Segundo a rádio, que cita o presidente do Comité de Desenvolvimento do Setor de Pitchi, 39 famílias ficaram desalojadas.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

MaSa-Segurança recebe prémio INTERNATIONAL STAR AWARD FOR QUALITY (ISAQ)



Boa tarde Aly,

É com muito orgulho que lhe informo que uma empresa guineense teve um reconhecimento a nivel internacional pelas boas práticas no ramo da segurança privada.

Obrigado,

Janísio Saiegh

"A MaSa-Segurança, empresa guineense de segurança e sanidade, Lda foi reconhecida internacionalmente no ramo da segurança privada, no ambito da implementação e fomento das boas práticas de qualidade. 

É com muito orgulho e satisfação que anunciamos que uma empresa nacional foi reconhecida além fronteiras, no passado dia 30 de Setembro de 2012 em Genebra-Suiça, tendo recebido o prêmio INTERNATIONAL STAR AWARD FOR QUALITY (ISAQ), na categoria de Ouro, entregue pelo Presidente da Business Initiative Directions, Srº José Prieto, ao Director Geral da empresa, Mário Saiegh. A distinção internacional é fruto de um trabalho árduo e persistente de quase vinte anos na área da segurança, com uma filosofia geradora de emprego, formação contínua e inovação dos serviços aliada aos valores que regem a nossa instituição;  Organização, Rigor e Disciplina.

A empresa esteve entre as 150 galardoadas, de 52 Paises emergentes da Europa, America Latina, Asia, Africa e Medio Oriente. A referida menção contribui para o fortalecimento do nosso trabalho e do espírito coorporativo, na vanguarda de um futuro melhor, sustentável e de qualidade. A todos os profissionais da MaSa-Segurança, que diariamente unem os esforços para cumprir com as responsabilidades assumidas perante os nossos parceiros (clientes, fornecedores e amigos), agradecemos o vosso árduo empenho e disponibilidade."

Sobre as não promoções


Afinal, estava-se à espera de sucessos em Nova Iorque (67ª Assembleia Geral das Nações Unidas) para as tão propaladas promoções nas forças armadas - acabou tudo por ser adiado. Ontem de manha, junto ao que resta do Hospital 3 de Agosto, um alto oficial da FA não consegiu conter-se e disse: "Eu sabia que isso não ia dar certo" - referindo-se ao golpe de Estado de 12 de Abril. Diria ainda mais, desta feita sobre as promoções: "Recusamos as patentes porque não nos vale de nada se somos condenados a nível internacional". AAS

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Vergonha em Nova Iorque...


"A Guiné-Bissau não merece ao que aconteceu na ONU”, disse Serifo Nhamadjo, e aqui estamos de acordo com o 'presidente'. Agora acusar o nosso embaixador na ONU como sendo o responsável pela vergonha que os próprios causaram, isso já é outra história. Será o embaixador o responsável do gabinete de credencias? Será que embaixador João Soares tem poderes de recusar a credenciação do “novo embaixador”? Será que o embaixador trabalha para o ONU? Parece-nos que ele trabalha para a Guié-Bissau e como tantos outros representantes, está sujeito às regras e regulamentos protocolares das Nações Unidas.
 
Sem dúvida, viveu-se em Nova York uma situação vergonhosa e frustrante nao só para o 'presidente', mas como também para toda a Guiné-Bissau; mas o Presidente “interino” deve virar a sua  atenção para a “equipa avançada”; que podiam pelo menos tê-lo avisado, de uma forma honesta e aberta, que havia incertezas na credenciação o que seria motivo suficiente para ponderar a sua deslocação e consequente gasto do erário público. O acontecido foi na verdade uma vergonha nao só nacional mas sim continental e os elementos, tanto do 'Gabinete da Presidência' como os do 'Ministério da Presidência', devem ser responsabilizados politicamente pelo sucedido. A única verdade nua e crua que saiu em toda esta “bagunça” e que as autoridades de transição formalizaram mundialmente a sua ilegitimidade… P.C."

ECOMIB: jornal senegalês diz que soldados estão 'enervados'


"Cansados de serem maltratados, os militares senegaleses enviados em missão em terras Bissau-guineeses fizeram-se ouvir, quebrando a reserva a que se impuseram. Muito enervados, eles reclamam o pagamento dos respectivos subsidios de alimentação. Segundo a Radio Rfm, esses homens, constituidos de tropas e sub-oficiais estão em territorio Bissau-guineense depois de maio de 2012. Segundo o nosso correspondente, o responsavel da Direcção de informação e Propaganda das Forças Armadas (DIRPA) fez saber que a CEDEAO está em vias de se apoderar desses subsidios de alimentação, mas que o exercicito senegalês, faz também por seu lado, os seus esforços a fim de permitir os seus militares em missão as melhores condições para cumprimento da sua missão." FONTE: Seneweb

Manual do resistente


Este é um apelo desinteressado para os trabalhadores e para o Povo democrata da Guiné-Bissau:

Passaram quase seis meses desde os tristes acontecimentos na Guiné-Bissau. Seis meses de SILÊNCIO e de ambiguidade da comunidade internacional. Seis meses de joguinhos entre o Senegal, a Costa do Marfim, o Burkina Faso, a Nigéria e, pasme-se, os EUA - um país que não ganha uma guerra desde 1945!!! (NOTA: Os EUA estão a construir em Dakar, na Point des Almadies, uma autêntica base militar. Um quarteirão inteiro...quatro pisos abaixo do solo...).

Enfim, seis meses de vergonha.

Aos trabalhadores:

Que não trabalhem, que façam greves sucessivos. Numa palavra: paralisem o País, pois só assim as leis serão respeitadas, a orgia de violência cessará de uma vez por todas e a Guiné-Bissau caminhará, orgulhosa, e viverá no concerto das Nações civilizadas.

Ao Povo:

NÃO podes manifestar-te! Os teus direitos previstos na CONSTITUIÇÃO estão fechados numa gaveta. Se o POVO guineense fizer se mantiver FIRME e determinado, acreditem, nem precisará da intervenção da comunidade internacional

A comunidade internacional aguarda um sinal da parte do POVO. Um sinal que pode traduzir-se numa resistência passiva, sem qualquer tipo de violência (a vitória de Ghandi, na Índia, contra a colonização britânica é um BELO exemplo).

Se o POVO se deixar assustar por 'leis' e 'decretos' (ilegais, diga-se) então a comunidade internacional democrática ABANDONA-LO-Á. Lembra-te: a comunidade internacional NÃO lutará por ti. Quando muito, tentará manter a tua cabeça fora de água...assim, não morres. Mas também não viverás...é tipo teres uma vida... pior do que a morte! Há que cerrar fileiras em cada esquina ou beco, o POVO deve continuar firme, sem medos nem receios. Este País pertence a cada um de nós. Se der para o torto, cada um tem então o direito de destruir a parte que lhe cabe... RESISTE com a desobediência civil, com grafittis, com panfletos, no anonimato ou dando a cara, mas RESISTE.

Resistindo, não estarás a fazê-lo para ajudar A, B, ou C ou o partido E, F, ou G... estarás a contribuir para tirar do obscurantismo, do medo, do analfabetismo o teu Povo, o teu País, uma Nação inteira da qual te orgulharás mais tarde. Quem diria que a Primavera Árabe teria o seu começo na Tunísia, alastrando-se depois a outros países governados por déspotas, todos eles apoiados pelos EUA? Só um louco de brilhantina no cabelo... RESISTE, e lembra-te sempre desta frase lapidar:

Ninguém tem o dever de obedecer a quem não tem o direito de mandar

- Quem votou em alguém para se arvorar em 'presidente de transição'?

- Quem votou em alguém a ponto de ser chamado de 'primeiro ministro de transição?

- Como é que quatro países (cheios de problemas e conflitos) se sobrepõem aos restantes doze países-membros da CEDEAO, impondo ao POVO da Guiné-Bissau um 'presidente' e um 'governo' ILEGÍTIMOS?

- A que se tem prestado a União Africana, a organização maior do continente? A que estados presta vassalagem? E a troco do quê mesmo? Sobretudo: a que povo deve uma explicação sobre o seu imobilismo e inoperância?

- Por que interfere a América? E a França, a China?

- Porquê tanta ambiguidade da potência do continente, a África do Sul (participou, na tribuna, na festa da independência - e garantiu, depois de confrontado pelo DC, que foi "um erro"...mas ontem, à chegada do 'presidente de transição'... Ninguém os viu de bandeirinha hasteada e nem nenhum representante europeu se prestou a tal coisa...)

- A CPLP, a União Africana, a ONU: Nenhuma destas organizações, a que se somam outras de particular relevo para a Guiné-Bissau como o Banco Mundial, o FMI - Nenhuma delas reconhecem as autoridades pós-12 de abril. Mas então o que se passa afinal? A CEDEAO estará acima da União Africana?

- O que vai fazer a ONU, depois de o Senegal, a Nigéria e outros países terem violado uma resolução do próprio Conselho de Segurança?

- Por que não impõe a ONU sanções contra os países que violaram essa - a sua!!! - resolução?

- O que vai ser feito para SALVAR o POVO da Guiné-Bissau? Quando e como e por quem?

Aguardo:

A resposta do POVO.

António Aly Silva

Água na boca: Bica no forno com limão...restaurante 'Ponta de Pedra', no hotel Ancar

António Indjai à 'Time': "Não seremos responsáveis pela segurança do Carlos Gomes Jr."


Dialogue with a Coup Leader: Has Guinea-Bissau Become a Narco-State? Antonio Indjai, the general who lords it over the small West African nation, is unrepentant and uncompromising about overthrowing the previous government. And he dislikes the U.N. too

By Jessica Hatcher / Bissau | October 2, 2012 |

General Antonio Indjai, 57, is the chief of staff of Guinea-Bissau’s armed forces, and on April 12 he overthrew the elected government in a coup, citing as the reason the presence of the Angolan military. The 270 soldiers from Angola had originally arrived to help reform Guinea-Bissau’s armed forces, which stand accused of involvement in a cocaine transshipment trade that sees an estimated 30 tons of the illegal substance ending up in Europe every year. The U.N. Office on Drugs and Crime has noted an increase in drug trafficking since the coup, which was triggered by allegations that the Angolans were plotting to destroy Guinea-Bissau’s military. In response to the coup, all foreign aid to the government was cut. West Africa’s regional bloc, the Economic Community of West African States (ECOWAS), has since deployed a stabilizing force inside Guinea-Bissau. Indjai met TIME’s Jessica Hatcher at the military barracks in the capital, Bissau, on Oct. 2, 2012.

TIME: What is the relationship between the military and the transitional government?

Indjai: It is a positive relationship. That means, we are agreed on all facts, from A through to Z. It is positive in every way.

Some say it’s you with the power, not the government. What do you say to that?

I ask you, who has real power anyway? I ask you, who does decide on power in the world?

There has been talk of adding more forces to the current ECOWAS forces deployed in Guinea-Bissau. Would that work?

For the world to be preoccupied with a place like this, where there is no need for foreign forces and where there is peace, it makes no sense. Let them send their troops where there is a need, to Mali and to Syria, for example. If the U.N. is not concerned with these countries, why is it concerning itself with Guinea-Bissau? Do you see anyone being killed in the street here? No. What’s the problem? Let them go to Syria instead.

If Carlos Gomes Jr. were to come back, would the former Prime Minister be safe?

We would not be responsible for Carlos Gomes Jr.’s security on his return. If he were to come back, he’d be responsible for his own security. I repeat, if he were to come back, whatever happened to him would be his own or the U.N.’s responsibility.

When do you expect a new round of elections?

If the U.N. continues to instigate trouble in Guinea-Bissau, people will not have enough time to prepare for elections. With the transitional period standing at one year, if the troubles continue, then how can we prepare in time for elections? They must pipe down and allow us to organize the elections freely with the current government.
The first problem is why they are granting [the deposed interim President] Raimundo Pereira a voice at the U.N. [General Assembly] when he has been dismissed by a coup — how can he speak on behalf of the people? Who is he reporting to? He has been absent for 90 days. I call that trouble.

How do you consider U.S. politics with a view to Guinea-Bissau?

Very, very positive.

I have read a lot about the April 12 coup but would like to hear about it from you. Why did you organize a coup?

We didn’t organize a coup, we organized a countercoup. Do you know the origins of this coup? Angola and Carlos Gomes Jr. Would America allow a foreign army with heavier weapons than them inside the United States? We said [to Angola], Either you give these weapons to us, or, if not, leave the country and we will continue with cooperation between our two countries in the future. They said no, and only reinforced their own weaponry. I’m asking you, in light of this, what is the origin of the coup? Angola and Carlos Gomes Jr.
If we hadn’t organized a coup before them, they’d have reinforced their troops here and arrested us. The intention of Carlos Gomes Jr. was to have international forces to add to the Angolan troops, which meant they could have struck us down at any time. I drew [Carlos Gomes Jr.'s] attention to this more than 20 times — I said not to bring Angolan troops here. This is why we organized a coup. I didn’t ask that he remove the Angolan troops, just that he solve the problem of the weapons.

I’ve heard people in the street say that the coup represents a failure of democracy. 
Of course I agree the coup is a failure of democracy. A coup has no place in a democracy. But if you have no other means of escape, you have to look for a solution. For example, if I took you and locked you in this room with my weapon and I were to shoot, how would you react? You’d want to escape, and you might break down the door — you’d take any means that you could in order to get out. We removed just two people — the Prime Minister and the President. Where else does that exist, that a coup d’état happens and no one dies? Not one. Since they didn’t want to take our advice, we said leave or you will be dismissed.

The head of the U.N. Office on Drugs and Crime, Yuri Fedotov, said last week that drug trafficking in Guinea-Bissau has increased since the coup. What are your observations on that?

We are requesting that they send a special mission to investigate and evidence this, to see where and when the drugs have come through here since April, and whether it really has increased or not. The representative of the U.N. here is a crook — he’s the brother-in-law of Cadogo [a nickname for Carlos Gomez Jr.]. All this information has been prepared by [Joseph] Mutabobo [the U.N.’s special representative to Guinea-Bissau] — if I were the government, I’d consider him persona non grata. 

Some say that the chief of the armed forces in Guinea-Bissau is involved in drug trafficking: How do you respond to that?

Show me the proof. I tell you, all the people who are providing this information are crooks. Because I didn’t obey Carlos Gomes Jr., they are chasing me out of the country. I want proof — let them provide that proof.

Was Carlos Gomes Jr. involved in the death of President João Bernardo “Nino” Vieira?

I don’t know. That is political.

Were you involved?

For what? Why should I be involved in that? This is no more than the gossip on the street. If I wasn’t in power at that time, how should I know? I wasn’t the chief of staff then. Let us ask Carlos Gomes Jr., the former Prime Minister.

There is a history of conflict between the military and civilian government in Guinea-Bissau. What is it that the military wants?

There is no misunderstanding between us — the only problem was the weaponry brought by the Angolans. This was the only misunderstanding we had. TIME

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Greve nos portos: trabalhadores fecham entradas e saídas com contentores... Kampu kinti! AAS


Pois é!


"Bissau, 2 a 8 de julho de 1978

Na onda de escândalos e inquéritos a desvios de fundos que rebentou nos Armazéns do Povo, foi também apanhado o [Domingos] Fernandes (há anos residente em Portugal, comentador da RDP-África), mestiço simpático, director da SOCOTRAM (Sociedade de Comercialização e Transformação de Madeiras), serração e fábrica de móveis. Dados os brandos costumes dos guineenses, não o prenderam logo, continuou mesmo a ir todos os dias aos escritórios para passar o serviço ao sucessor. Um amigo meu, palestiniano, que o via passar pelas oficinas, ficava muito intrigado por o ver perguntar inquisitoriamente ao mestre: "Há madeira? Há óleo? As máquinas estão a funcionar?". Não resistiu o palestiniano a perguntar, por sua vez, ao mestre: "Mas então o Sr. [Eduardo] Fernandes não foi suspenso e substituído?". "Pois foi", respondeu o mestre. "Então porque faz ele estas perguntas?". E o mestre, muito natural: "É o hábito!
" - Extraído do livro "Em Tempos de Inocência, Um diário da Guiné-Bissau" (Prefácio, 2006) de António P. da França, Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário de Portugal na Guiné-Bissau (1977 a 1980)

Alguém falou em...ditadura, ainda que sem consenso?


Abdu Mane, Procurador-geral da República, ordenou o fim das intervenções públicas da classe política guineense. A ordem foi tornada pública esta segunda-feira, 1 de Outubro, que visa fundamentalmente os casos relacionados com o golpe de Estado do 12 de Abril.

De acordo com comunicado de imprensa do Ministério Público, o homem «mais forte» desta magistratura já veio avisar que, qualquer político que não obedecer às novas regras da sua instituição, vai ser processado judicialmente. Na sequência destas intenções de Abdu Mane, já foram ouvidos o líder da Sociedade Civil guineense, o Presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos, Luís Vaz Martins e o Secretário-geral da Confederação-geral dos Sindicatos Independentes da Guiné-Bissau, Filomeno Cabral. Os militares não foram ouvidos no âmbito destes processos.

Os observadores políticos na Guiné-Bissau dizem que se trata de mais um passo de consumação do golpe de Estado, já no sector judicial, em particular, no Ministério Público. A medida vai atingir fundamentalmente a FRENAGOLPE, organização criada após o golpe de Estado que, no entanto, tem continuado a pronunciar-se e a denunciar a acção de golpe de Abril. De referir que Abdu Mane foi uma das pessoas que liderou as marchas de protestos, proferindo várias declarações públicas sobre casos de assassinatos ocorridos no país. PNN

Tristeza...


"Caro irmão,

É muito triste o que passa no nosso país: "Movimento de solidariedade para com o 'presidente e o governo de transição da Guiné-Bissau'... Esse movimento devia sair à rua, isso sim, para exigir do governo e do presidente impostos aos guineenses pela CEDEAO o começo das aulas... Não para receber um 'presidente' que não teve qualquer sucesso nas Nações Unidas... 
 
VIVA A DEMOCRACIA.

Serifo Djalo
"

M/R: Uns podem manifestar-se, outros...nem peidar podem! É a ditadura, estúpidos!!! AAS

Crise Guiné-Bissau: CEDEAO já foi longe demais... É preciso dar-lhes um lição... AAS