sexta-feira, 11 de março de 2011
ÚLTIMA HORA: CERIMÓNIAS FÚNEBRES DE ISSUF SANHÃ

DIRECTO DO AEROPORTO 'OSVALDO VIEIRA': Os restos mortais do ex-ministro das Finanças já está em Bissau. Agora, é na sede do seu partido - o PAIGC que se prestam as homenagans fúnebres. Segue-se uma cerimónia de Estado no Ministério da Justiça. A seguir, Bafatá, onde Issuf Sanhã repousará em paz. FOTOS(C)AAS
quinta-feira, 10 de março de 2011
Morreste-nos
ISSUF SANHA, morreu hoje em Dakar, num exílio forçado por uma doença terrível. Havia sido dado como morto há dois dias. Bissau sobressaltou-se. De Dakar, um amigo sossegou-me: "Não morreu. Põe isso no blog".
A última vez que vi o Issuf foi precisamente em Dakar, no mês de junho do ano passado. Fomos visitá-lo ao hotel Teranga. Depois, fomos ao aeroporto buscar a mulher. Acabámos a almoçar no Lagoon 1, consensualmente considerado como o melhor restaurante de Dakar. Rimos. Lembrou-se que tinha sido meu professor - é a verdade.
Conheci o Issuf há mais de vinte anos - era então um dos mais brilhantes professores de matemática. Figura pequena, a pender para o frágil, mas uma cabeça de se lhe tirar o chapéu. Discreto, só se lhe via subir de uma assentada a meia dúzia de degraus do Liceu Kwame N'Krumah. Lá dentro, era o professor Issuf. E que bem que lhe ficava.
Depois, perdemo-nos. Foi cada um para o seu mundo. Revi-o já como ministro - um dos melhores que este país conheceu. Pragmático q.b., reinventou quase tudo. Foi ele quem primeiro organizou o ministério das Finanças. Pô-lo à sua imagem - tanto, tanto, que o FMI e o Banco Mundial já lhe vinham comer às mãos.
Era Deputado da Nação. O respeito que granjeou fez com que, na sua morte, todos se lembrassem dele. O BCEAO pôs um avião à disposição para a transladação dos restos mortais, o Governo cancelou a sua habitual reunião de Conselho de Ministros. No Parlamento, a sessão habitual foi cancelada. Todos se recolheram em memória do governante. Mas, sobretudo, do homem. Vai fazer-nos falta.
Tanto o BM como o FMI, ouviam-no muitíssimo. Foi o ministro mais elogiado de todos os Governos. Mandou formar jovens, e depois recrutou-os para trabalharem com ele. Eles, no entanto, não lhe chegavam aos calcanhares. Um gaba-lhe a capacidade de trabalhar. "Era o primeiro a chegar ao ministério, e por vezes o último a sair. Às vezes ficávamos envergonhados", conta.
Outros apontam-lhe a disciplina. Issuf Sanha era assim. Em Dakar, onde já se encontrava para tratamento, naquele almoço no Lagoon 1, imaginei Issuf Sanha a fazer contas de cabeça ao tempo de vida que lhe restava e ao que ficaria para ser feito. A Guiné-Bissau, hoje, ficou mais pobre. Apagou-se mais uma luz. Issuf Sanha, esse, descansou. A mágoa fica para nós, que ainda cá estamos. Espero que lá na eternidade onde descansa terá luz e perdão. António Aly Silva
A última vez que vi o Issuf foi precisamente em Dakar, no mês de junho do ano passado. Fomos visitá-lo ao hotel Teranga. Depois, fomos ao aeroporto buscar a mulher. Acabámos a almoçar no Lagoon 1, consensualmente considerado como o melhor restaurante de Dakar. Rimos. Lembrou-se que tinha sido meu professor - é a verdade.
Conheci o Issuf há mais de vinte anos - era então um dos mais brilhantes professores de matemática. Figura pequena, a pender para o frágil, mas uma cabeça de se lhe tirar o chapéu. Discreto, só se lhe via subir de uma assentada a meia dúzia de degraus do Liceu Kwame N'Krumah. Lá dentro, era o professor Issuf. E que bem que lhe ficava.
Depois, perdemo-nos. Foi cada um para o seu mundo. Revi-o já como ministro - um dos melhores que este país conheceu. Pragmático q.b., reinventou quase tudo. Foi ele quem primeiro organizou o ministério das Finanças. Pô-lo à sua imagem - tanto, tanto, que o FMI e o Banco Mundial já lhe vinham comer às mãos.
Era Deputado da Nação. O respeito que granjeou fez com que, na sua morte, todos se lembrassem dele. O BCEAO pôs um avião à disposição para a transladação dos restos mortais, o Governo cancelou a sua habitual reunião de Conselho de Ministros. No Parlamento, a sessão habitual foi cancelada. Todos se recolheram em memória do governante. Mas, sobretudo, do homem. Vai fazer-nos falta.
Tanto o BM como o FMI, ouviam-no muitíssimo. Foi o ministro mais elogiado de todos os Governos. Mandou formar jovens, e depois recrutou-os para trabalharem com ele. Eles, no entanto, não lhe chegavam aos calcanhares. Um gaba-lhe a capacidade de trabalhar. "Era o primeiro a chegar ao ministério, e por vezes o último a sair. Às vezes ficávamos envergonhados", conta.
Outros apontam-lhe a disciplina. Issuf Sanha era assim. Em Dakar, onde já se encontrava para tratamento, naquele almoço no Lagoon 1, imaginei Issuf Sanha a fazer contas de cabeça ao tempo de vida que lhe restava e ao que ficaria para ser feito. A Guiné-Bissau, hoje, ficou mais pobre. Apagou-se mais uma luz. Issuf Sanha, esse, descansou. A mágoa fica para nós, que ainda cá estamos. Espero que lá na eternidade onde descansa terá luz e perdão. António Aly Silva
quarta-feira, 9 de março de 2011
Tudo manera
Caro Amigo vem aí o meu contributo que agradeço que publique. Desde já um abraço e Força. Estamos juntos.
"Caro Compatriota Aly
Como vê há poucos na Guiné como o sr. O sr. é o símbolo, o sr. é o futuro. Acho que enjoa-lhe ouvir este elogio mas faço questão de realçá-lo vezes e mais vezes porque isso não está ao alcance de todos. Agradeço-lhe sinceramente a disponibilidade para podermos usar este meio para exprimirmos o que nos vai alma. Acho que nós os Guineenses deviamos participar em massa usando este meio para dizer tudo o que nos incomoda mas que as vezes não partilhamos. Este sim é que seria um acto de civismo e de pura cidadania, uma obra prima em termos de construção da nossa identidade como nação que almejamos.
A minha indignação por tudo o que a nossa querida Guiné tem passado é essencialmente por culpa do Partido no poder, que responsabilizo pelo estado em que nosso país se encontra. Continuo a afirmar que o PAIGC vendeu aos Guineense um presente envenenado, pois incutiu-nos a ideia de que é um Partido Libertador, assente na democracia e no poder popular, que é o elo da unidade dos Guineenses etc. etc. Mas as sucessivas metamorfoses dos seus políticos e politiquices não dão tréguas aos Guineenses, motivos mais do que suficientes para nos sentirmos cansados das suas guerrilhas internas.
O PAIGC de Madina do Boé que proclamou a fim da guerra contra os colonialistas portugueses nas matas, abriu outra frente de guerra ao longo dos tempos entre e contra os próprios militantes do mesmo partido e em certo sentido claramente, contra o seu próprio Povo o que é intolerável. Duma maneira geral sentimo-nos enganados por este partido, e já há muita agente a questionar se valeu a pena ter feito uma luta exemplar como aquela que o nosso povo travou durante 17 anos, que custou muitas almas valentes começando pelo Próprio Líder Amilcar Cabral e mais camaradas. Ate já há quem questione os ideais de Cabral e até a sua naturalidade….Tudo isso compreende-se, eu não duvido dos ideais nem da naturalidade de Cabral, acho-os inquestionáveis. Os culpados são, na minha modesta opinião, os prosseguidores da obra, que em vez de conduzir o Partido com os ideais do líder, enveredaram por outros caminhos sobretudo de confrontos, intrigas, que levaram à desintegração da Unidade Nacional, ficando uma porta escancarada para todo o tipo de especulações, de ideais do tipo anarquistas, de nepotismo e de clientelismo que é bem pior que o enfatizado tribalismo.
O que temos assistido durante anos na realidade foi uma guerra desenfreada de Poder entre dois braços do PAIGC, o Armado e o Politico. Diga-se em abono da verdade que foi o verdadeiro 2º round da luta de Eliminação Nacional que teve como pano de fundo a dominação de um sobre outro. O PAIGC depois de Golpe de 14 de Novembro de 1980 que depôs o único Presidente(L. Cabral) que teve um Projecto Politico e Económico com principio meio e fim, o Partido entrou em rotura com o meio rural que foi sempre a sua base fundamental. O Todo-poderoso General Nino Viera e mais Camaradas que se distanciaram dos quartéis para assumir funções administrativas entenderam rapidamente que já não eram militares, esqueceram-se que nunca poderiam ser os políticos e os administrativos de que o país precisava. Escolheram o mais fácil: empresários (estilo Angolanos), intriguistas, golpistas, estremando as posições dos dois braços, o que complicou e muito o xadrez político/militar.
Os militares (FARP) cada vez mais encurralado nos quartéis, cada vez mais distantes dos outros Militares convertidos em Políticos, administrativos e empresários fora dos quartéis, sem direito de nada, usados somente como carne para canhão nos sucessivos conflitos. Viviam em quartéis degradados, sem agua potável, sem alimentação condigna, salários cronicamente atrasados. O mesmo não se podia dizer dos do outro lado. Os recém-politicos, claramente desvinculados dos quartéis, começaram a cimentar a sua nova Classe, recrutando sangue novo no partido. Sobretudo apostaram em cortar com o Passado e com os ideais do partido de Cabral, privilegiando a malta nova de Bissauzinho e do Chão de Papel com os quais o líder do regime (NINO) tinha mais afinidades.
Não se esqueçam que é nesta campanha de «renovação» que foi recrutado para Partido, um elemento que representa um paradoxo total, que era Furriel da tropa Portuguesa, que ainda é português, porque recebe legalmente a sua reforma e possui documentações como cidadão Português. Caros compatriotas estamos a falar nada mais e nada menos que do nosso do actual 1º Ministro, sr Cadogo Júnior. O nosso pais terá que lidar nos próximos tempos com essa dicotomia.
Uma verdadeira reconciliação nunca poderá ter sucesso se não envolver o apaziguamento entre estas duas sensibilidades do Partido, se os responsáveis deste período negro da nossa história não forem a justiça para confessar os crimes contra a nossa pátria. Estas Guerrilhas conduziram o País aos sucessivos conflitos políticos militares que resultaram em tudo que nos sabemos. Trata-se claramente de tentativas de um grupo para dominar o outro.
Exemplos não faltam: O caso 17 de Outubro conhecido como INVENTONA de Golpe de Estado do Comandante Paulo Coreia, passando pela rebeldia de Comandante da Junta Militar de Anssumane Mane, e mais assassínios até culminar nos últimos cenários de assassinatos de 2009. Um ajuste de contas que não deixou ninguém indiferente.
AGORA O QUE FAZER? Ainda por mais, parece que temos o 3º round dentro em breve no PAIGC. O artista principal é o sr Cadogo Júnior, o Homem aprendeu muito bem com o antigo Chefe, que lhe deu tudo para afirmar-se no que ele hoje afirma ser.
A FIGURA CADOGO JÚNIOR, filho do respeitado empresário de sucesso vulgo CARLOS BANCO, tem sido uma revelação surpreendente pela negativa: Segundo consta, CADOGO ainda não herdou nada deste ilustríssimo senhor incluindo a fortuna que hoje revela ter. Além de terem sido furriéis do exercito português, o Sr. Atchutchi e muitos outros dos actuais colaboradores e que ocupam cargos no Comité Central do PAIGC, Cadogo Júnior esteve num dos melhores Colégios de Lisboa a estudar, mas, por incrível que pareça, não conseguiu tirar nenhum Curso.
Voltou para Guiné onde foi apadrinhado pelo Chefe de regime do então. Foi assim que começou a sua carreira política no PAIGC. Em pouco tempo foi Nomeado Director Geral da DICOL (equivalente da GALP portuguesa) uma empresa do Estado, dinheiro de todos Guineenses. Em menos de dois anos, este sr. levou a falência a empresa DICOL. Um incêndio de contornos estranhos destruiu parte da DICOL. Pouco depois fundou PETROMAR, gerida por ele, que veio ocupar o vazio deixado pela extinta DICOL. Nunca foi acusado ou questionado nem notificado sobre assunto, pois tinha a cobertura do todo-poderoso Chefe de Regime, de quem era testa de ferro em negócios obscuros deste.
A PETROMAR é detida em 80% pela GALP, 20% por Cadogo e 0% pelo Estado da GUINE-BISSAU. Reparem, alguém que lutou contra as nossas Gloriosas FARP, alguém que saqueou deliberadamente a pouca riqueza que Portugal deixou ao país e fez fortuna ilegal com o dinheiro de povo. Alguém que tem usado o mesmo dinheiro para enganar o mesmo povo com míseros sacos de arroz na compra de consciências nas sucessivas eleições super fraudulentas.
Um indivíduo que durante o seus mandatos contribuiu deliberadamente para degradar as condições dos Militares nos quartéis, criando entre subordinados e altas patentes uma precariedade de tal forma que ficaram vulneráveis a corrupção e a divisão que hoje se vive nas forças armadas. É um indivíduo que ainda hoje vê nos militares um eterno inimigo. Um indivíduo que é suspeito de ser o mandante das mortes de varias personalidades Civis e Militares nos últimos tempos, um indivíduo que fabrica informações a seu bel-prazer e a sua conveniência, informações que depois faculta com perfil maquiavélico a comunidade internacional para manchar a imagem dos seus adversários e indirectamente a imagem do nosso País.
Portanto eu não tenho duvidas que o primeiro factor de instabilidade actualmente na Guiné-Bissau é o próprio 1º Ministro. Dono de maior parte de imóveis de Estado de Bissauzinho que disse ter adquirido ao Estado (não sei em que moldes). Para complicar ainda mais o cenário, foi buscar um outro Padrinho depois do Nino. Desta vez muito longe. De facto um aliado de peso: o SR Presidente Eduardo Santos com suas tropas Camufladas em diplomatas. Desta maneira pretende desmantelar de vez as nossas FARP, é que homens de ambições desmedidas têm memórias curtas. A nossa FARP podem não ter hipótese de usufruir das luxuosas instalações do Palace Hotel Bissau, mas nunca vão deixar que o país seja vendido a ditadores.
Não o permitiram aos Senegaleses e aos de Conakry, menos o farão com os angolanos. Veremos no fim quem tem razão. O NINO ate há pouco tempo tinha sido considerado por muitos um dos piores filhos que a Guine-bissau conheceu, mas se se confirmar o que se tem dito sobre o Sr Cadogo, sem duvidas que o CADOGO passa a ser de longe o pior filho da Guine de sempre. Até porque se confirmar a suspeição de que foi ele o mandante de assassinato de Nino, então ultrapassou todos limites. Simplesmente pior dos piores: porque mandou matar quem lhe deu tudo na vida, o homem a quem deve tudo. Seria pior que um animal selvagem pois este mata por fome o que não é caso.
Espero sinceramente que não seja verdade. E se de facto ele tiver responsabilidades nas mortes de que é suspeito de estar, pergunto-me de quem terá ele medo? E se não tem medo de ninguém é porque já esta no “ponto de não retorno”…. Isto é, ou morre, ou o seu plano maquiavélico vence. Poderemos estar a lidar com um louco solitário disposto a tudo. Isto significa que devemos travar esta loucura. Com urgência.
A presença dos angolanos não vai facilitar em nada. Consta por aí que a tal empresa dos Generais Angolanos que vai explorar a bauxite e construir o porto de Buba entrou já em atrito com CADOGO em detalhes de negociações, pois este pretende 20% e os Angolanos não vão na onda. E a Guine-bissau? Como de costume 0%. Entretanto este negócio nunca foi esclarecido no Parlamento. Ninguém sabe quais os benefícios para Guiné a longo prazo e quais os prazos de exploração etc. Gostaríamos de saber tudo isso e os nossos filhos e netos também deverão saber, porque os de Cadogo já sabem bem.
Dito isso o que vai acontecer? Como evitar isso?
De imediato o filme vai passar pelo seguinte:
Lembrem-se das causas da Guerra de Junta Militar?
VENDA DE ARMAS AO REBELDES DE CASAMANCE……! Afinal tanto Nino como Anssumane eram coniventes no negócio. Quando a Comunidade Internacional apertou o cerco a sério, o Nino, aproveitando-se da sua posição acusou o Anssumane Mané, e este por sua vez fez se de rebelde e deu no que toda a gente sabe.
AGORA A MESMA COISA PODE DE REPETIR-SE… Ligado a tráfico de droga… O CADOGO traficante/conivente? Lembrem-se da Historia de um barco cheio de droga que foi apreendido no alto mar por Zamora e cuja foi interditada pela Gambia nas suas águas territoriais? Quem o mandou libertar? A troco de quê? Por ordem de Governo segundo informou o sr Zamora? E o ministro da Defesa da altura, Artur Silva, hoje na Educação confirmou à comissão de inquérito, num documento tornado público pelo Ditadura do Consenso, «ter recebido ordens superiores para soltar o barco». E um ministro só recebe ordens do... Primeiro-Ministro.
Mas a comunidade Internacional devido a informação não confirmada que dizem ter mandaram congelar as contas (se é que realmente existem) do Almirante Bubu na Tchutu e Papa Camara nos EUA. Recentemente a mesma chantagem foi promovida pela EU. Igualmente triste foi a campanha maquiavélica de “desinformação” da comissão do Ministério dos Negócios estrangeiros de CADOGO que veio choramingar fingidamente nos capitais europeias, isso para o Inglês ver, e aproveitar também para fazer uns depósitos nas bancas europeias. O que não se percebe é por que razão é que o Presidente da Liga dos direitos humanos na Guine integrou esta comitiva. Deve ser também um funcionário dos Negócios Estrangeiros. Como condimento final o sr Cadogo lançou outra ofensiva em Dakar para tentar enganar ainda mais os Guineenses. Que fique claro que as vossas manobras já não enganam ninguém. A ver vamos no fim o que isto vai dar, eu espero não ter razão….
Antes de terminar gostaria de chamar atenção sobre o que consta por aí. E convido o meu amigo Aly, como jornalista de investigação, investigar se realmente o Presidente delegado da GALP para Gâmbia e Guiné-Bissau é mesmo o filho de Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal. Porque a ser verdade iria contribuir para esclarecer muitas ligações perigosas que poderiam fazer de nós uma república refém, teleguiada directamente de Bruxelas através de mecanismos muito complexos que só Cadogo, GALP, Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal e Bruxelas podem explicar.
Vejam bem, será que:
O nosso 1º Ministro, dono de PETROMAR (20% Cadogo + 80% da GALP + 0% Guiné-Bissau)é o único concorrente para abastecer em combustíveis o Estado e o Governo da Guiné-Bissau (incongruência com a constituição ou não?), e o Presidente delegado da GALP para Gâmbia e Guiné-Bissau (alguém que trata directamente os assuntos de negócios com o Cadogo), é o filho de Ministro Negócios Estrangeiros de Portugal (que manda e desmanda sobre assuntos da Guine em Bruxelas), portanto vale a dizer que de facto estamos muitos bem representados em Bruxelas. A ser verdade ficará clara o modo de funcionamento deste novo comércio triangular e desta nova escravatura.
Aos Guineenses orgulhosos, peço que participem neste apelo do nosso corajoso irmão Aly, seja por este site, seja nas manifestações agendadas. Peçam civilizadamente uma governação melhor e transparente, assente na Justiça para o bem e o melhor dos nossos filhos. Apelo a todos os que não estão preparados para abandonarem voluntariamente o barco antes que haja outro derramamento de sangue….
Chega, digam basta! Obrigado a todos, particularmente um abraço ao irmão Aly
WEAKALIFTE,
Cably Flora"
M/N: E o 1 de abril está a chegar... Abraço
"Caro Compatriota Aly
Como vê há poucos na Guiné como o sr. O sr. é o símbolo, o sr. é o futuro. Acho que enjoa-lhe ouvir este elogio mas faço questão de realçá-lo vezes e mais vezes porque isso não está ao alcance de todos. Agradeço-lhe sinceramente a disponibilidade para podermos usar este meio para exprimirmos o que nos vai alma. Acho que nós os Guineenses deviamos participar em massa usando este meio para dizer tudo o que nos incomoda mas que as vezes não partilhamos. Este sim é que seria um acto de civismo e de pura cidadania, uma obra prima em termos de construção da nossa identidade como nação que almejamos.
A minha indignação por tudo o que a nossa querida Guiné tem passado é essencialmente por culpa do Partido no poder, que responsabilizo pelo estado em que nosso país se encontra. Continuo a afirmar que o PAIGC vendeu aos Guineense um presente envenenado, pois incutiu-nos a ideia de que é um Partido Libertador, assente na democracia e no poder popular, que é o elo da unidade dos Guineenses etc. etc. Mas as sucessivas metamorfoses dos seus políticos e politiquices não dão tréguas aos Guineenses, motivos mais do que suficientes para nos sentirmos cansados das suas guerrilhas internas.
O PAIGC de Madina do Boé que proclamou a fim da guerra contra os colonialistas portugueses nas matas, abriu outra frente de guerra ao longo dos tempos entre e contra os próprios militantes do mesmo partido e em certo sentido claramente, contra o seu próprio Povo o que é intolerável. Duma maneira geral sentimo-nos enganados por este partido, e já há muita agente a questionar se valeu a pena ter feito uma luta exemplar como aquela que o nosso povo travou durante 17 anos, que custou muitas almas valentes começando pelo Próprio Líder Amilcar Cabral e mais camaradas. Ate já há quem questione os ideais de Cabral e até a sua naturalidade….Tudo isso compreende-se, eu não duvido dos ideais nem da naturalidade de Cabral, acho-os inquestionáveis. Os culpados são, na minha modesta opinião, os prosseguidores da obra, que em vez de conduzir o Partido com os ideais do líder, enveredaram por outros caminhos sobretudo de confrontos, intrigas, que levaram à desintegração da Unidade Nacional, ficando uma porta escancarada para todo o tipo de especulações, de ideais do tipo anarquistas, de nepotismo e de clientelismo que é bem pior que o enfatizado tribalismo.
O que temos assistido durante anos na realidade foi uma guerra desenfreada de Poder entre dois braços do PAIGC, o Armado e o Politico. Diga-se em abono da verdade que foi o verdadeiro 2º round da luta de Eliminação Nacional que teve como pano de fundo a dominação de um sobre outro. O PAIGC depois de Golpe de 14 de Novembro de 1980 que depôs o único Presidente(L. Cabral) que teve um Projecto Politico e Económico com principio meio e fim, o Partido entrou em rotura com o meio rural que foi sempre a sua base fundamental. O Todo-poderoso General Nino Viera e mais Camaradas que se distanciaram dos quartéis para assumir funções administrativas entenderam rapidamente que já não eram militares, esqueceram-se que nunca poderiam ser os políticos e os administrativos de que o país precisava. Escolheram o mais fácil: empresários (estilo Angolanos), intriguistas, golpistas, estremando as posições dos dois braços, o que complicou e muito o xadrez político/militar.
Os militares (FARP) cada vez mais encurralado nos quartéis, cada vez mais distantes dos outros Militares convertidos em Políticos, administrativos e empresários fora dos quartéis, sem direito de nada, usados somente como carne para canhão nos sucessivos conflitos. Viviam em quartéis degradados, sem agua potável, sem alimentação condigna, salários cronicamente atrasados. O mesmo não se podia dizer dos do outro lado. Os recém-politicos, claramente desvinculados dos quartéis, começaram a cimentar a sua nova Classe, recrutando sangue novo no partido. Sobretudo apostaram em cortar com o Passado e com os ideais do partido de Cabral, privilegiando a malta nova de Bissauzinho e do Chão de Papel com os quais o líder do regime (NINO) tinha mais afinidades.
Não se esqueçam que é nesta campanha de «renovação» que foi recrutado para Partido, um elemento que representa um paradoxo total, que era Furriel da tropa Portuguesa, que ainda é português, porque recebe legalmente a sua reforma e possui documentações como cidadão Português. Caros compatriotas estamos a falar nada mais e nada menos que do nosso do actual 1º Ministro, sr Cadogo Júnior. O nosso pais terá que lidar nos próximos tempos com essa dicotomia.
Uma verdadeira reconciliação nunca poderá ter sucesso se não envolver o apaziguamento entre estas duas sensibilidades do Partido, se os responsáveis deste período negro da nossa história não forem a justiça para confessar os crimes contra a nossa pátria. Estas Guerrilhas conduziram o País aos sucessivos conflitos políticos militares que resultaram em tudo que nos sabemos. Trata-se claramente de tentativas de um grupo para dominar o outro.
Exemplos não faltam: O caso 17 de Outubro conhecido como INVENTONA de Golpe de Estado do Comandante Paulo Coreia, passando pela rebeldia de Comandante da Junta Militar de Anssumane Mane, e mais assassínios até culminar nos últimos cenários de assassinatos de 2009. Um ajuste de contas que não deixou ninguém indiferente.
AGORA O QUE FAZER? Ainda por mais, parece que temos o 3º round dentro em breve no PAIGC. O artista principal é o sr Cadogo Júnior, o Homem aprendeu muito bem com o antigo Chefe, que lhe deu tudo para afirmar-se no que ele hoje afirma ser.
A FIGURA CADOGO JÚNIOR, filho do respeitado empresário de sucesso vulgo CARLOS BANCO, tem sido uma revelação surpreendente pela negativa: Segundo consta, CADOGO ainda não herdou nada deste ilustríssimo senhor incluindo a fortuna que hoje revela ter. Além de terem sido furriéis do exercito português, o Sr. Atchutchi e muitos outros dos actuais colaboradores e que ocupam cargos no Comité Central do PAIGC, Cadogo Júnior esteve num dos melhores Colégios de Lisboa a estudar, mas, por incrível que pareça, não conseguiu tirar nenhum Curso.
Voltou para Guiné onde foi apadrinhado pelo Chefe de regime do então. Foi assim que começou a sua carreira política no PAIGC. Em pouco tempo foi Nomeado Director Geral da DICOL (equivalente da GALP portuguesa) uma empresa do Estado, dinheiro de todos Guineenses. Em menos de dois anos, este sr. levou a falência a empresa DICOL. Um incêndio de contornos estranhos destruiu parte da DICOL. Pouco depois fundou PETROMAR, gerida por ele, que veio ocupar o vazio deixado pela extinta DICOL. Nunca foi acusado ou questionado nem notificado sobre assunto, pois tinha a cobertura do todo-poderoso Chefe de Regime, de quem era testa de ferro em negócios obscuros deste.
A PETROMAR é detida em 80% pela GALP, 20% por Cadogo e 0% pelo Estado da GUINE-BISSAU. Reparem, alguém que lutou contra as nossas Gloriosas FARP, alguém que saqueou deliberadamente a pouca riqueza que Portugal deixou ao país e fez fortuna ilegal com o dinheiro de povo. Alguém que tem usado o mesmo dinheiro para enganar o mesmo povo com míseros sacos de arroz na compra de consciências nas sucessivas eleições super fraudulentas.
Um indivíduo que durante o seus mandatos contribuiu deliberadamente para degradar as condições dos Militares nos quartéis, criando entre subordinados e altas patentes uma precariedade de tal forma que ficaram vulneráveis a corrupção e a divisão que hoje se vive nas forças armadas. É um indivíduo que ainda hoje vê nos militares um eterno inimigo. Um indivíduo que é suspeito de ser o mandante das mortes de varias personalidades Civis e Militares nos últimos tempos, um indivíduo que fabrica informações a seu bel-prazer e a sua conveniência, informações que depois faculta com perfil maquiavélico a comunidade internacional para manchar a imagem dos seus adversários e indirectamente a imagem do nosso País.
Portanto eu não tenho duvidas que o primeiro factor de instabilidade actualmente na Guiné-Bissau é o próprio 1º Ministro. Dono de maior parte de imóveis de Estado de Bissauzinho que disse ter adquirido ao Estado (não sei em que moldes). Para complicar ainda mais o cenário, foi buscar um outro Padrinho depois do Nino. Desta vez muito longe. De facto um aliado de peso: o SR Presidente Eduardo Santos com suas tropas Camufladas em diplomatas. Desta maneira pretende desmantelar de vez as nossas FARP, é que homens de ambições desmedidas têm memórias curtas. A nossa FARP podem não ter hipótese de usufruir das luxuosas instalações do Palace Hotel Bissau, mas nunca vão deixar que o país seja vendido a ditadores.
Não o permitiram aos Senegaleses e aos de Conakry, menos o farão com os angolanos. Veremos no fim quem tem razão. O NINO ate há pouco tempo tinha sido considerado por muitos um dos piores filhos que a Guine-bissau conheceu, mas se se confirmar o que se tem dito sobre o Sr Cadogo, sem duvidas que o CADOGO passa a ser de longe o pior filho da Guine de sempre. Até porque se confirmar a suspeição de que foi ele o mandante de assassinato de Nino, então ultrapassou todos limites. Simplesmente pior dos piores: porque mandou matar quem lhe deu tudo na vida, o homem a quem deve tudo. Seria pior que um animal selvagem pois este mata por fome o que não é caso.
Espero sinceramente que não seja verdade. E se de facto ele tiver responsabilidades nas mortes de que é suspeito de estar, pergunto-me de quem terá ele medo? E se não tem medo de ninguém é porque já esta no “ponto de não retorno”…. Isto é, ou morre, ou o seu plano maquiavélico vence. Poderemos estar a lidar com um louco solitário disposto a tudo. Isto significa que devemos travar esta loucura. Com urgência.
A presença dos angolanos não vai facilitar em nada. Consta por aí que a tal empresa dos Generais Angolanos que vai explorar a bauxite e construir o porto de Buba entrou já em atrito com CADOGO em detalhes de negociações, pois este pretende 20% e os Angolanos não vão na onda. E a Guine-bissau? Como de costume 0%. Entretanto este negócio nunca foi esclarecido no Parlamento. Ninguém sabe quais os benefícios para Guiné a longo prazo e quais os prazos de exploração etc. Gostaríamos de saber tudo isso e os nossos filhos e netos também deverão saber, porque os de Cadogo já sabem bem.
Dito isso o que vai acontecer? Como evitar isso?
De imediato o filme vai passar pelo seguinte:
Lembrem-se das causas da Guerra de Junta Militar?
VENDA DE ARMAS AO REBELDES DE CASAMANCE……! Afinal tanto Nino como Anssumane eram coniventes no negócio. Quando a Comunidade Internacional apertou o cerco a sério, o Nino, aproveitando-se da sua posição acusou o Anssumane Mané, e este por sua vez fez se de rebelde e deu no que toda a gente sabe.
AGORA A MESMA COISA PODE DE REPETIR-SE… Ligado a tráfico de droga… O CADOGO traficante/conivente? Lembrem-se da Historia de um barco cheio de droga que foi apreendido no alto mar por Zamora e cuja foi interditada pela Gambia nas suas águas territoriais? Quem o mandou libertar? A troco de quê? Por ordem de Governo segundo informou o sr Zamora? E o ministro da Defesa da altura, Artur Silva, hoje na Educação confirmou à comissão de inquérito, num documento tornado público pelo Ditadura do Consenso, «ter recebido ordens superiores para soltar o barco». E um ministro só recebe ordens do... Primeiro-Ministro.
Mas a comunidade Internacional devido a informação não confirmada que dizem ter mandaram congelar as contas (se é que realmente existem) do Almirante Bubu na Tchutu e Papa Camara nos EUA. Recentemente a mesma chantagem foi promovida pela EU. Igualmente triste foi a campanha maquiavélica de “desinformação” da comissão do Ministério dos Negócios estrangeiros de CADOGO que veio choramingar fingidamente nos capitais europeias, isso para o Inglês ver, e aproveitar também para fazer uns depósitos nas bancas europeias. O que não se percebe é por que razão é que o Presidente da Liga dos direitos humanos na Guine integrou esta comitiva. Deve ser também um funcionário dos Negócios Estrangeiros. Como condimento final o sr Cadogo lançou outra ofensiva em Dakar para tentar enganar ainda mais os Guineenses. Que fique claro que as vossas manobras já não enganam ninguém. A ver vamos no fim o que isto vai dar, eu espero não ter razão….
Antes de terminar gostaria de chamar atenção sobre o que consta por aí. E convido o meu amigo Aly, como jornalista de investigação, investigar se realmente o Presidente delegado da GALP para Gâmbia e Guiné-Bissau é mesmo o filho de Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal. Porque a ser verdade iria contribuir para esclarecer muitas ligações perigosas que poderiam fazer de nós uma república refém, teleguiada directamente de Bruxelas através de mecanismos muito complexos que só Cadogo, GALP, Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal e Bruxelas podem explicar.
Vejam bem, será que:
O nosso 1º Ministro, dono de PETROMAR (20% Cadogo + 80% da GALP + 0% Guiné-Bissau)é o único concorrente para abastecer em combustíveis o Estado e o Governo da Guiné-Bissau (incongruência com a constituição ou não?), e o Presidente delegado da GALP para Gâmbia e Guiné-Bissau (alguém que trata directamente os assuntos de negócios com o Cadogo), é o filho de Ministro Negócios Estrangeiros de Portugal (que manda e desmanda sobre assuntos da Guine em Bruxelas), portanto vale a dizer que de facto estamos muitos bem representados em Bruxelas. A ser verdade ficará clara o modo de funcionamento deste novo comércio triangular e desta nova escravatura.
Aos Guineenses orgulhosos, peço que participem neste apelo do nosso corajoso irmão Aly, seja por este site, seja nas manifestações agendadas. Peçam civilizadamente uma governação melhor e transparente, assente na Justiça para o bem e o melhor dos nossos filhos. Apelo a todos os que não estão preparados para abandonarem voluntariamente o barco antes que haja outro derramamento de sangue….
Chega, digam basta! Obrigado a todos, particularmente um abraço ao irmão Aly
WEAKALIFTE,
Cably Flora"
M/N: E o 1 de abril está a chegar... Abraço
terça-feira, 8 de março de 2011
Revisitando Verastegui
"Olá Aly
Não podia deixar passar o comentário sobre o General Verastegui e o seu estimado Conselheiro. Essa gente não tem vergonha na cara mesmo. Eu acredito que estejam com muitas saudades da Guiné, não só pelas patuscadas e amores africanos, mas também porque só aqui podem fazer e desfazer a seu bel prazer, sem que lhes aconteça nada.
Ou será que querem vir para acabar de resolver o problema que deixaram pendente no Tribunal da Guiné-Bissau? Seria uma boa ideia. Não me admira nada que um dia destes apareça por aí não o General, porque esse já passou à história e fez asneiras suficientes para se deixar estar onde está, mas o se ex-Conselheiro, que se deve estar a preparar para ocupar mais algum lugar de destaque, quem sabe na Embaixada da UE? O que não lhe deve faltar são cunhas. Terei muito gosto que publiques este comentário.
Um abraço
M.R."
M/R: Tive muito gosto em publicá-lo. AAS
Não podia deixar passar o comentário sobre o General Verastegui e o seu estimado Conselheiro. Essa gente não tem vergonha na cara mesmo. Eu acredito que estejam com muitas saudades da Guiné, não só pelas patuscadas e amores africanos, mas também porque só aqui podem fazer e desfazer a seu bel prazer, sem que lhes aconteça nada.
Ou será que querem vir para acabar de resolver o problema que deixaram pendente no Tribunal da Guiné-Bissau? Seria uma boa ideia. Não me admira nada que um dia destes apareça por aí não o General, porque esse já passou à história e fez asneiras suficientes para se deixar estar onde está, mas o se ex-Conselheiro, que se deve estar a preparar para ocupar mais algum lugar de destaque, quem sabe na Embaixada da UE? O que não lhe deve faltar são cunhas. Terei muito gosto que publiques este comentário.
Um abraço
M.R."
M/R: Tive muito gosto em publicá-lo. AAS
segunda-feira, 7 de março de 2011
Água do Pindjiguiti
"Caro António Aly,
Cheguei à conclusão que a Guiné é que está a dar e a União Europeia é de fugir. Apesar de ameaçar com sanções à Guiné, a verdade é que os europeus têm é inveja da Guiné!
Todos que por aí passam so pensam é em voltar! O general espanhol (Juan Esteban Verastegui) que esteve à frente da reforma dos sectores de Defesa e Segurança só fala da Guiné, deve ser das saudades das patuscadas que fazia. O antigo conselheiro político também quer voltar, também com saudades dos seus amores africanos.
Abraço e força nesses comentários.
B.N. (branco)"
M/R: Cruzes! Antes o Guerra Ribeiro, aquele que, com chicote, construiu o Bairro D'Ajuda!!! Com aquele abraço conspirativo, AAS
Cheguei à conclusão que a Guiné é que está a dar e a União Europeia é de fugir. Apesar de ameaçar com sanções à Guiné, a verdade é que os europeus têm é inveja da Guiné!
Todos que por aí passam so pensam é em voltar! O general espanhol (Juan Esteban Verastegui) que esteve à frente da reforma dos sectores de Defesa e Segurança só fala da Guiné, deve ser das saudades das patuscadas que fazia. O antigo conselheiro político também quer voltar, também com saudades dos seus amores africanos.
Abraço e força nesses comentários.
B.N. (branco)"
M/R: Cruzes! Antes o Guerra Ribeiro, aquele que, com chicote, construiu o Bairro D'Ajuda!!! Com aquele abraço conspirativo, AAS
ÚLTIMA HORA: Morreu esta tarde em Lisboa, João de Carvalho, ex-ministro da Agricultura
João de Carvalho, foi ministro da Agricultura no ano de 2005, e tinha sido nomeado agora para director-geral da PETROGUIN - a empresa pública do ramo dos petróleos. O malogrado era primo-irmão de Ernesto de Carvalho, que foi ministro do Interior de 'Nino' Vieira. Que a sua alma descanse em paz. AAS
Kabâs ku nô djunta ou tensão nas forças armadas
Na semana passada, um grupo de oficiais (generais e superiores) das forças armadas da Guiné-Bissau, fez uma curiosa visita ao CEMGFA António Indjai.
Levaram para o efeito uma cabaça com arroz branco, e convidaram o CEMGFA para partilhar da sua 'refeição'. António Indjai percebeu a mensagem, e, numa atitude nada premeditada, pediu um prato onde colocou um pouco desse mesmo arroz. E depois meteu-se a caminho para a curta viagem até à Presidência da República, onde convidou Malam Bacai Sanha: "Nô kumê", terá dito o CEMGFA ao Presidente da República.
A mensagem é clara: as forças armadas não têm nada para juntar ao arroz branco! AAS
Levaram para o efeito uma cabaça com arroz branco, e convidaram o CEMGFA para partilhar da sua 'refeição'. António Indjai percebeu a mensagem, e, numa atitude nada premeditada, pediu um prato onde colocou um pouco desse mesmo arroz. E depois meteu-se a caminho para a curta viagem até à Presidência da República, onde convidou Malam Bacai Sanha: "Nô kumê", terá dito o CEMGFA ao Presidente da República.
A mensagem é clara: as forças armadas não têm nada para juntar ao arroz branco! AAS
domingo, 6 de março de 2011
E pronto... o governo foi-nos ao pacote de novo:
- Gasolina sobe para 689 Fcfa (+31 Fcfa),
- Gasóleo, para 586 Fcfa (+15 Fcfa).
E assim vai o mundo. Mas como é carnaval, voltamos a falar na 4ª feira... AAS
- Gasóleo, para 586 Fcfa (+15 Fcfa).
E assim vai o mundo. Mas como é carnaval, voltamos a falar na 4ª feira... AAS
sexta-feira, 4 de março de 2011
Conselho de Estado
A 2ª reunião do Conselho de Estado, com Malam Bacai Sanha na Presidência da República serviu para analisar a situação no Norte de África. Era só. AAS
CRISE: Presidente da República reúne Conselho de Estado
O Presidente da República, Malam Bacai Sanha, reuniu de emergência o Conselho de Estado. Bacai Sanha "está preocupado", garantiu uma fonte ao Ditadura do Consenso.
A Guiné-Bissau, e o mundo, obviamente não estão bem... AAS
A Guiné-Bissau, e o mundo, obviamente não estão bem... AAS
quinta-feira, 3 de março de 2011
Choveu numa rua de Bissau
Por volta das 21 horas de hoje, uma chuva engana-tolos precipitou-se sobre a rua da Mavegro (como não há toponímia, aponte-se um...qualquer).
Alguém garantiu-me que de facto foi lá fora e "vi o carrito molhado". Eu cá acho que foi um avião da TAAG que passou nesse corredor e deixou escapar jet A1... AAS
Alguém garantiu-me que de facto foi lá fora e "vi o carrito molhado". Eu cá acho que foi um avião da TAAG que passou nesse corredor e deixou escapar jet A1... AAS
Sob pressão
Faz hoje 2 anos e um dia sobre o assassinato do ex-Chefe de Estado, 'Nino' Vieira, e a Procuradoria Geral da República NÃO MOSTROU trabalho feito. Foram ouvidas três testemunhas relativamente ao assassinato de Tagme Na Waie- e todas elas apontaram um nome: Zamora Induta. Ainda assim, a PGR decidiu que este seria apenas testemunhas. A lei é clara no que diz respeito à palavra «suspeito». Mas cá, na Guiné-Bissau, pisamos a nossa carta magna, a Constituição da nossa República! Isto é por demais sintomático e só quer dizer que vivemos numa República das Bananas!!!
A Viúva do malogrado Presidente, Isabel Romano Vieira, recusa agora ser ouvida pelo Ministério Público guineense. Outro dos presentes no dia do assassinato - Fernando 'Paris', recusa falar «sem ordens da senhora Isabel». Fernando 'Paris' vive hoje em França, país que acaba de lhe conceder o estatuto de asilado. No dia 2 de março de 2009, depois de sair de dentro da residência com 'Nino' já morto, Fernando esteve (vi-o do 1º andar) toda a noite a caminhar no passeio e na estrada com as mãos atrás das costas. Não parecia conformado mas sim colaborante...
No dia 1 de março do corrente, Amine Saad chegou ao aeroporto Léopold Sedar Senghor, isto depois de previamente o pessoal da embaixada, em Dakar, lhe ter tratado do check-in. Nisto, alguém abordou-o: o Sr. PGR, tenha atenção que a União Europeia anda de olho em si por causa do atraso na conclusão dos inquéritos dos assassinatos de 2009. A União Europeia, é a verdade, sabe que qualquer coisa não está bem - ou, se preferirem, alguma coisa está mal. Mas a UE, coitada, tem de ir a reboque dos americanos.
A resposta de Amine Saad, perante tamanha revelação? Saiu sem engasgos: «Não me obriguem a falar... A UNIOGBIS acompanhou todo o processo e tanto o Presidente da República como o Primeiro-Ministro estão dentro do assunto».
Hoje, o Primeiro-Ministro falou. Disse que no encontro com o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki Moon, garantiu a este «o empenho do Governo nas investigações» dos crimes de sangue de 2009, mas ao mesmo tempo, e com um ligeiro desconforto, barafustou que «não iria pactuar com interesses pessoais» e que nada faria «sob pressão» - referindo-se às prometidas manifestações em preparação para reclamar aceleração nas investigações.
Numa coisa estamos de acordo: Ninguém parece interessado em resolver estes casos. AAS
A Viúva do malogrado Presidente, Isabel Romano Vieira, recusa agora ser ouvida pelo Ministério Público guineense. Outro dos presentes no dia do assassinato - Fernando 'Paris', recusa falar «sem ordens da senhora Isabel». Fernando 'Paris' vive hoje em França, país que acaba de lhe conceder o estatuto de asilado. No dia 2 de março de 2009, depois de sair de dentro da residência com 'Nino' já morto, Fernando esteve (vi-o do 1º andar) toda a noite a caminhar no passeio e na estrada com as mãos atrás das costas. Não parecia conformado mas sim colaborante...
No dia 1 de março do corrente, Amine Saad chegou ao aeroporto Léopold Sedar Senghor, isto depois de previamente o pessoal da embaixada, em Dakar, lhe ter tratado do check-in. Nisto, alguém abordou-o: o Sr. PGR, tenha atenção que a União Europeia anda de olho em si por causa do atraso na conclusão dos inquéritos dos assassinatos de 2009. A União Europeia, é a verdade, sabe que qualquer coisa não está bem - ou, se preferirem, alguma coisa está mal. Mas a UE, coitada, tem de ir a reboque dos americanos.
A resposta de Amine Saad, perante tamanha revelação? Saiu sem engasgos: «Não me obriguem a falar... A UNIOGBIS acompanhou todo o processo e tanto o Presidente da República como o Primeiro-Ministro estão dentro do assunto».
Hoje, o Primeiro-Ministro falou. Disse que no encontro com o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki Moon, garantiu a este «o empenho do Governo nas investigações» dos crimes de sangue de 2009, mas ao mesmo tempo, e com um ligeiro desconforto, barafustou que «não iria pactuar com interesses pessoais» e que nada faria «sob pressão» - referindo-se às prometidas manifestações em preparação para reclamar aceleração nas investigações.
Numa coisa estamos de acordo: Ninguém parece interessado em resolver estes casos. AAS
quarta-feira, 2 de março de 2011
Falta de quórum encerra sessão do parlamento
A bancada parlamentar do PRS abandonou a sessão de hoje do parlamento guineense, alegando que "'Nino' Vieira foi o primeiro presidente da ANP e foi antigo combatente tal como o general Tagme na Waie. Eram grandes figuras do país, e ainda não vimos Justiça".
Também abandonaram a plenária, pela bancada do PAIGC, Roberto Ferreira Cacheu e Francisco Conduto de Pina. O PRS deixou ainda um aviso à navegação, prometendo um segundo abandono, no próximo dia 5 de junho, por ocasião do II anviversário dos assassinatos de Helder Proença, Baciro Dabó e outros dois cidadãos guineenses.
A bancada do PAIGC foi para concertação, mas a falta de quórum (a ANP iniciou os trabalhos com 52 deputados, faltaram 46!? deputados) não permitiu a continuação dos trabalhos. AAS
Também abandonaram a plenária, pela bancada do PAIGC, Roberto Ferreira Cacheu e Francisco Conduto de Pina. O PRS deixou ainda um aviso à navegação, prometendo um segundo abandono, no próximo dia 5 de junho, por ocasião do II anviversário dos assassinatos de Helder Proença, Baciro Dabó e outros dois cidadãos guineenses.
A bancada do PAIGC foi para concertação, mas a falta de quórum (a ANP iniciou os trabalhos com 52 deputados, faltaram 46!? deputados) não permitiu a continuação dos trabalhos. AAS
Ministros de Estado no cemitério
Octávio Lopes, e Braima Camará são dois conselheiros do Presidente da República Malam Bacai Sanha presentes no cemitério de Bissau. "Vim como amigo, como ex-conselheiro e pessoa muito próxima do Presidente 'Nino'. Sou amigo de família e alguém que teve uma relação de confiança com o 'Nino' Vieira", disse Braima Camará, que é também presidente da CCIAS - Câmara do Comércio, Industria, Agricultura e Serviços da Guiné-Bissau. AAS
Filhos do Presidente 'Nino' nas cerimónias
Rosa e Amílcar Vieira, dois dos filhos do malogrado Presidente da República, estão presentes nas cerimónias no cemitério de Bissau. O ambiente é pesado. São muitas as coroas de flores. AAS
Faz hoje dois anos que 'Nino' Vieira foi assassinado
Directo do Cemitério Municipal - Dois anos passaram desde o vil assassinato do Presidente da República, João Bernardo 'Nino' Vieira. No cemitério municipal de Bissau, aguarda-se pelo início da cerimónia de deposição de coroas de flores e a prestação da homenagem ao Chefe de Estado.
Alguns ex-ministros, deputados, pessoas anónimas. Estão todos cabisbaixos, e, sobretudo, desanimados: "Que país este onde um chefe de Estado é assassinado e nada se sabe?", questionava uma cidadã. Revolta, é o que se descortina em cada rosto. E os guineenses não se levantam para exigir a verdade.
Ontem, na deposição de coroas junto da campa de Tagmé Na Waie, Roberto Cacheu desafiou o Procurador-Geral da República, Amine Saad: "Se não tem condições (como diz), demita-se!". Mas não. Amine prefere ser empurrado e cair aos trombolhões. AAS
Alguns ex-ministros, deputados, pessoas anónimas. Estão todos cabisbaixos, e, sobretudo, desanimados: "Que país este onde um chefe de Estado é assassinado e nada se sabe?", questionava uma cidadã. Revolta, é o que se descortina em cada rosto. E os guineenses não se levantam para exigir a verdade.
Ontem, na deposição de coroas junto da campa de Tagmé Na Waie, Roberto Cacheu desafiou o Procurador-Geral da República, Amine Saad: "Se não tem condições (como diz), demita-se!". Mas não. Amine prefere ser empurrado e cair aos trombolhões. AAS
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Contra o Jomav, marchar, marchar
A confederação das associações nacionais do sector privado promovem hoje uma manifestação, com início no Bissau-Velho, tendo como destino o Ministério das Finanças.
O propósito da manifestação deve-se - segundo a confederção - com o não pagamento da dívida interna (gente houve que já recebeu quatro vezes).
Acusam ainda o ministro das Finanças de favorecer a CCIAS (Câmara do Comércio, Industria, Agricultura e Serviços), por querer o voto do presidente da CCIAS, Braima Camará, que é igualmente membro Bureau Político do PAIGC, para as autarquias. AAS
O propósito da manifestação deve-se - segundo a confederção - com o não pagamento da dívida interna (gente houve que já recebeu quatro vezes).
Acusam ainda o ministro das Finanças de favorecer a CCIAS (Câmara do Comércio, Industria, Agricultura e Serviços), por querer o voto do presidente da CCIAS, Braima Camará, que é igualmente membro Bureau Político do PAIGC, para as autarquias. AAS
Entre aspas
"A vida é uma história cheia de ruído e de furor contada por um idiota e que nada significa" - Shakespeare
domingo, 27 de fevereiro de 2011
Angola indica um general para seu Embaixador em Bissau
José Eduardo dos Santos parece decidido a proteger o investimento de perto de 1 bilião de dólares que Angola tem para a Guiné-Bissau - a construção do porto de águas profundas, em Buba, e a exploração da bauxite, no Boé (para além de uma linha férrea a ligar os dois investimentos): chegará brevemente a Bissau uma companhia de 600 homens (a maior parte de Engenharia Militar), o Presidente de Angola pediu agora ao Ministério guineense dos Negócios Estrangeiros, o agrément para acreditar Feliciano dos Santos como novo Embaixador da República de Angola na Guiné-Bissau.
Feliciano dos Santos é general e já ocupou o cargo de Chefe do Estado Maior da Marinha angolana. António Brito Sozinho, há quatro anos no posto, muda-se de armas e bagagens para Estocolmo, a capital sueca onde representará a diplomacia angolana. AAS
Feliciano dos Santos é general e já ocupou o cargo de Chefe do Estado Maior da Marinha angolana. António Brito Sozinho, há quatro anos no posto, muda-se de armas e bagagens para Estocolmo, a capital sueca onde representará a diplomacia angolana. AAS
Angola Palace Quartel
O edifício do Bissau Palace Hotel, comprado por Angola - ou, se preferirem, vendido pela Arezki - tem poucos anos mas já leva muita história.
Já foi sede da Assembleia Nacional Popular, um Hotel de 5 estrelas (?!) e agora transformar-se-á num quartel - uma espécie de base militar de Angola na Guiné-Bissau. Consta que até terá celas para detenção...
O edifício, de uma arquitectura duvidosa, foi palco de uma jogada oportuna, de um jogador oportuno: Tarek Arezki.
Assim que calhou à Guiné-Bissau a realização da Cimeira da CPLP, Tarek viu ali uma oportunidade de negócio. Estava a jogar a sua cartada, um póquer de alto risco. De uma assentada, e em três páginas apenas, fez ajoelhar o Estado da Guiné-Bissau: ficava com o edifício, construiria oito suites presidenciais para albergar os chefes de Estado da CPLP (Lula da Silva, Fradique Menezes e Xanana Gusmão não compareceram)...e, depois, bingo: obrigava o Estado a pagar-lhe a dívida de vários biliões de fcfa.
O mínimo que se pode esperar, agora, é que a Arezki pague o imposto devido pela venda do Bissau Palace Hotel, ao Estado da Guiné-Bissau... AAS
Já foi sede da Assembleia Nacional Popular, um Hotel de 5 estrelas (?!) e agora transformar-se-á num quartel - uma espécie de base militar de Angola na Guiné-Bissau. Consta que até terá celas para detenção...
O edifício, de uma arquitectura duvidosa, foi palco de uma jogada oportuna, de um jogador oportuno: Tarek Arezki.
Assim que calhou à Guiné-Bissau a realização da Cimeira da CPLP, Tarek viu ali uma oportunidade de negócio. Estava a jogar a sua cartada, um póquer de alto risco. De uma assentada, e em três páginas apenas, fez ajoelhar o Estado da Guiné-Bissau: ficava com o edifício, construiria oito suites presidenciais para albergar os chefes de Estado da CPLP (Lula da Silva, Fradique Menezes e Xanana Gusmão não compareceram)...e, depois, bingo: obrigava o Estado a pagar-lhe a dívida de vários biliões de fcfa.
O mínimo que se pode esperar, agora, é que a Arezki pague o imposto devido pela venda do Bissau Palace Hotel, ao Estado da Guiné-Bissau... AAS
Descubram os criminosos
A semana que hoje começou marcará o ano II dos assassinatos de Tagmé Na Waie (01-março-2009) e de João Bernardo 'Nino' Vieira (02-março-2009), Chefe do Estado Maior General das Forças Armadas e Presidente da República, respectivamente.
Ditadura do Consenso junta-se à indignação. As imagens são chocantes, mas os criminosos e mandantes destas crimes bárbaros andam por aí, na mais completa impunidade. Essa é que é a verdade!
Mas a Europa - a cínica e velha Europa - só quer saber do 1º de abril, ainda que o próprio Primeiro-Ministro o tenha apelidado de «incidente». Que não foi, diga-se em abono da verdade. Mas, ainda assim, a Europa (e os EUA) quer fazer-nos crer que o 'incidente' do 1º de abril ultrapassa os crimes de sangue ocorridos a 1 e 2 de março de 2009, e 5 de junho do mesmo ano.
Também em junho milhares de guineenses voltarão a lembrar as figuras de Hélder Proença, de Baciro Dabó, e de mais dois cidadãos nacionais, caídos sob as balas de traidores e assassinos. Ditadura do Consenso antecipa a data. Porque há mortos de que vale a pena lembrar. Sempre.
Corre por aí que, nessa altura, não estarão no país nem o Presidente da República, nem o Primeiro-Ministro, nem o Procurador-Geral da República. E eu não gosto... António Aly Silva
Ditadura do Consenso junta-se à indignação. As imagens são chocantes, mas os criminosos e mandantes destas crimes bárbaros andam por aí, na mais completa impunidade. Essa é que é a verdade!
Mas a Europa - a cínica e velha Europa - só quer saber do 1º de abril, ainda que o próprio Primeiro-Ministro o tenha apelidado de «incidente». Que não foi, diga-se em abono da verdade. Mas, ainda assim, a Europa (e os EUA) quer fazer-nos crer que o 'incidente' do 1º de abril ultrapassa os crimes de sangue ocorridos a 1 e 2 de março de 2009, e 5 de junho do mesmo ano.
Também em junho milhares de guineenses voltarão a lembrar as figuras de Hélder Proença, de Baciro Dabó, e de mais dois cidadãos nacionais, caídos sob as balas de traidores e assassinos. Ditadura do Consenso antecipa a data. Porque há mortos de que vale a pena lembrar. Sempre.
Corre por aí que, nessa altura, não estarão no país nem o Presidente da República, nem o Primeiro-Ministro, nem o Procurador-Geral da República. E eu não gosto... António Aly Silva
Não, não e mais não
Fim de tarde no Mobby's, entre uma boa feijoada e uma caipirinha soberba, chegou-se, nem sei como, às 'nacionalidades por empréstimo'.
Defendi-me da melhor maneira que podia. Fui casado durante 9 anos com uma cidadã portuguesa. Estava separado há 4 e o divórcio está a caminho. "E não tens nacionalidade portuguesa?" - alguém perguntou.
Não - respondi. E antes que o céu desabasse, argumentei dizendo que, sendo cidadão do país mais pobre do mundo, seria como que um sacrilégio pedir a nacionalidade ao país mais pobre da Europa. Estavam a pedi-las.
É o que dá. Não são as perguntas dos jornalistas que provocam estragos, mas as respostas dos políticos... AAS
Defendi-me da melhor maneira que podia. Fui casado durante 9 anos com uma cidadã portuguesa. Estava separado há 4 e o divórcio está a caminho. "E não tens nacionalidade portuguesa?" - alguém perguntou.
Não - respondi. E antes que o céu desabasse, argumentei dizendo que, sendo cidadão do país mais pobre do mundo, seria como que um sacrilégio pedir a nacionalidade ao país mais pobre da Europa. Estavam a pedi-las.
É o que dá. Não são as perguntas dos jornalistas que provocam estragos, mas as respostas dos políticos... AAS
sábado, 26 de fevereiro de 2011
África é bom
"Sou um estranho aqui, pensei. Mas o whisky disse não e era a hora do dia em que o whisky tinha razão. O whisky tanto pode ter razão como não ter e dissera que eu não era um estranho e eu compreendi que estava certo a esta hora da noite. Seja como for, as minhas botas voltaram para casa porque eram de pele de avestruz e lembrei-me do sítio onde tinha encontrado a pele num sapateiro de Hong Kong. Não, não tinha sido eu a encontrar a pele. Tinha sido outra pessoa e então pus-me a pensar na pessoa que tinha encontrado a pele e nesses tempos e então pensei em diversas mulheres e como seriam em África e como tinha sido feliz em conhecer mulheres maravilhosas que gostavam de África. Tinha conhecido algumas francamente horríveis que apenas tinham ido lá para terem estado lá e tinha conhecido algumas verdadeiras cabras e várias alcoólicas para quem a África não tinha passado de mais um lugar para uma cabronice mais completa ou um mais completo alcoolismo. A África possuía-as e mudava-as a todas de um modo ou outro. Se não conseguiam mudar, detestavam-na. (...) Em África uma coisa é verdade ao amanhecer e mentira pelo meio-dia e não devemos respeitá-la mais do que ao maravilhoso e perfeito lago bordejado de ervas que se vê além da planície salgada e crestada pelo sol. Atravessámos essa planície pela manhã e sabemos que tal lago não existe. Mas agora está lá e é absolutamente verdadeiro, belo e verosímil." - Ernest Hemingway, em Verdade ao Amanhecer, um romance que tem muito de diário pessoal.
Super Domingo no X-Klub
Amanhã, a partir das 14hrs, venha relembrar os velhos tempos no X-Klub, num djumbai com música ao vivo, num ambiente agradável na companhia de Tóny Ferrage e Tchinho Centeio, ao som de mornas e coladeras. Entrada grátis.
Não-prisões + UNODC
Inauguradas há seis meses, até hoje as prisões de Mansoa e Bafatá estão às moscas. Portugal formou e equipou - da cabeça aos pés - os guardas prisionais e dois directoes. A UNODC - equipa de combate à droga da ONU, prometeu equipar as duas prisões...mas até hoje. Acho que na UNODC alguém anda a snifar cocaína...
INTERPOL tem sede mas...está na rua!
Inaugurada em dezembro de 2010, a nova sede da INTERPOl permanece fechada. Todas as obras e os equipamentos foram doados pelos EUA. Portanto, caros bandidos, façam o favor: não às cadeias. AAS
INTERPOL tem sede mas...está na rua!
Inaugurada em dezembro de 2010, a nova sede da INTERPOl permanece fechada. Todas as obras e os equipamentos foram doados pelos EUA. Portanto, caros bandidos, façam o favor: não às cadeias. AAS
Exclusivo: Estado da Guiné-Bissau deve mais de 8 biliões de Fcfa à Guiné Telecom...
... Se levarmos em conta que 1 euro são 655 Fcfa...portanto seis vezes um...aliás, seiscentos e cincoenta e cinco vezes...bom, é só...é só fazer as contas!... António Guterres
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
O dia da Justiça chegará
"Olá, Aly
Um fundo negro - eu compreendo-te.
Obrigado pelo teu empenho, e pela paz que consegues fazer chegar aos nossos corações.
Ansiosamente esperamos a cada amanhecer uma voz que proclame Justiça. E estou confiante de que esse dia chegará!.
Um beijo,
S.V.G"
M/R: Chegará, sim! Já faltou mais...outro beijo, AAS
Um fundo negro - eu compreendo-te.
Obrigado pelo teu empenho, e pela paz que consegues fazer chegar aos nossos corações.
Ansiosamente esperamos a cada amanhecer uma voz que proclame Justiça. E estou confiante de que esse dia chegará!.
Um beijo,
S.V.G"
M/R: Chegará, sim! Já faltou mais...outro beijo, AAS
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Assassinatos políticos de 2009: Estará o Presidente da República... envergonhado?
O Presidente da República, Malam Bacai Sanhã, prometeu publicamente - aos guineenses e à comunidade internacional - no salão da Presidência da República, perante os olhos e os ouvidos dos familiares e amigos das vítimas, “tudo fazer para que se descubram os mandantes e os executantes dos assassinatos políticos” que a Guiné-Bissau conheceu em 2009. Com murros na mesa e tudo.
Contudo, uma coisa é o PR prometer "reconstruir" o mercado central; outra, bem diferente - e mais sensível - é o PR prometer a esses familiares e aos amigos, que os assassinatos iam ser cabalmente esclarecidos... e estamos no ano II DC (depois dos crimes).
O CEMGFA, Tagmé Na Waie; o Presidente da República em funções, João Bernardo ‘Nino’ Vieira; o Deputado da Nação, Hélder Proença, e o candidato presidencial Baciro Dabó, tiveram mortes diferentes. O ex-CEMGFA foi morto à bomba(?) no dia 1 de março de 2009, ‘Nino’ Vieira seria assassinado horas depois, a 2 de março, na sua residência, tendo sido antes torturado, atingido com vários tiros, e, depois, esquartejado; Hélder Proença (mais dois cidadãos nacionais), foi atingido a tiros no baço, e Baciro Dabó foi morto à queima roupa, no seu quarto de dormir - todos no mesmo dia 5 do mês de junho de 2009.
Estamos em 2011, e nada. Ditadura do Consenso publicou os autos de testemunhas do Samba Djaló, do Monha Aie e do Almame Sanó (todos da Segurança do Estado). Nada. Ninguém mexeu uma palha. Adiante.
Pouco depois deste discurso inflamado de Bacai Sanhã, o Procurador-Geral da República, Amine Saad, pediu uma audiência ao Presidente da República. Estávamos em finais de 2010. Assistiram à referida audiência todos os procuradores-gerais adjuntos, o PGR, o vice-PGR e o Secretário-Geral do Ministério Público.
Amine Saad falou, falou, falou e queixou-se de todas as vezes que falou. Malam Bacai Sanhã ouviu, ouviu, ouviu e desabafou: “Estou perplexo com o que ouvi do senhor PGR, sobre a ausência de meios” (para prosseguir com as investigações) dos referidos assassinatos. E depois, o Presidente deu o coice: “Colocaram-me mal, estou envergonhado. Prometi aos guineenses e à comunidade internacional que tudo ia ser esclarecido”.
O Procurador-Geral da República desculpou-se então, dizendo ao Presidente que “o Governo priorizou o pagamento de salários, em detrimento de outros assuntos”, mas garantiu também que, “apesar de tudo (não será 'de nada?'), estamos a fazer os esforços possíveis”. O Procurador sossegou depois Bacai Sanhã com um “o Presidente não ficará envergonhado”. Nada aconteceu, até aos dias de hoje. Mas devia acontecer. Vergonha.
Tratando-se de um crime de natureza pública, oficiosamente o Ministério Público tinha de ordenar a abertura de um inquérito (trocado por peanuts: o Ministério Público é o advogado do Estado). E caso o não faça, o próprio Procurador-Geral da República, Amine Saad, está a cometer o crime de não promoção. E, chegando a este ponto, três saídas restam a Amine Saad: ou apresenta o relatório final, ou demite-se, ou é exonerado pelo Presidente da República. António Aly Silva
EXCLUSIVO: Gatunagem via Correios
O Ministério Público tomou de ponta os Correios da Guiné-Bissau. De uma assentada, foram ouvidos o director-geral, Sr. Burgo, e a directora financeira, Inácia Pontes. Descobriu-se um rombo de cerca de 9 milhões de fcfa - sub-facturação e pagamentos de subsídios não justificados, são os crimes de que são suspeitos. Contudo, o MP desconfia que o montante poderá ser bem superior.
Para já, ao director-geral, foi imposta a medida de coacção para se apresentar diariamente junto do Ministério Público; a directora financeira, por sua vez, aguarda novas ordens. Poderá ser, ou não, indiciada. O processo está na fase de acusação (que servirá de sustento à matéria de acusação em curso). AAS
Contudo, uma coisa é o PR prometer "reconstruir" o mercado central; outra, bem diferente - e mais sensível - é o PR prometer a esses familiares e aos amigos, que os assassinatos iam ser cabalmente esclarecidos... e estamos no ano II DC (depois dos crimes).
O CEMGFA, Tagmé Na Waie; o Presidente da República em funções, João Bernardo ‘Nino’ Vieira; o Deputado da Nação, Hélder Proença, e o candidato presidencial Baciro Dabó, tiveram mortes diferentes. O ex-CEMGFA foi morto à bomba(?) no dia 1 de março de 2009, ‘Nino’ Vieira seria assassinado horas depois, a 2 de março, na sua residência, tendo sido antes torturado, atingido com vários tiros, e, depois, esquartejado; Hélder Proença (mais dois cidadãos nacionais), foi atingido a tiros no baço, e Baciro Dabó foi morto à queima roupa, no seu quarto de dormir - todos no mesmo dia 5 do mês de junho de 2009.
Estamos em 2011, e nada. Ditadura do Consenso publicou os autos de testemunhas do Samba Djaló, do Monha Aie e do Almame Sanó (todos da Segurança do Estado). Nada. Ninguém mexeu uma palha. Adiante.
Pouco depois deste discurso inflamado de Bacai Sanhã, o Procurador-Geral da República, Amine Saad, pediu uma audiência ao Presidente da República. Estávamos em finais de 2010. Assistiram à referida audiência todos os procuradores-gerais adjuntos, o PGR, o vice-PGR e o Secretário-Geral do Ministério Público.
Amine Saad falou, falou, falou e queixou-se de todas as vezes que falou. Malam Bacai Sanhã ouviu, ouviu, ouviu e desabafou: “Estou perplexo com o que ouvi do senhor PGR, sobre a ausência de meios” (para prosseguir com as investigações) dos referidos assassinatos. E depois, o Presidente deu o coice: “Colocaram-me mal, estou envergonhado. Prometi aos guineenses e à comunidade internacional que tudo ia ser esclarecido”.
O Procurador-Geral da República desculpou-se então, dizendo ao Presidente que “o Governo priorizou o pagamento de salários, em detrimento de outros assuntos”, mas garantiu também que, “apesar de tudo (não será 'de nada?'), estamos a fazer os esforços possíveis”. O Procurador sossegou depois Bacai Sanhã com um “o Presidente não ficará envergonhado”. Nada aconteceu, até aos dias de hoje. Mas devia acontecer. Vergonha.
Tratando-se de um crime de natureza pública, oficiosamente o Ministério Público tinha de ordenar a abertura de um inquérito (trocado por peanuts: o Ministério Público é o advogado do Estado). E caso o não faça, o próprio Procurador-Geral da República, Amine Saad, está a cometer o crime de não promoção. E, chegando a este ponto, três saídas restam a Amine Saad: ou apresenta o relatório final, ou demite-se, ou é exonerado pelo Presidente da República. António Aly Silva
EXCLUSIVO: Gatunagem via Correios
O Ministério Público tomou de ponta os Correios da Guiné-Bissau. De uma assentada, foram ouvidos o director-geral, Sr. Burgo, e a directora financeira, Inácia Pontes. Descobriu-se um rombo de cerca de 9 milhões de fcfa - sub-facturação e pagamentos de subsídios não justificados, são os crimes de que são suspeitos. Contudo, o MP desconfia que o montante poderá ser bem superior.
Para já, ao director-geral, foi imposta a medida de coacção para se apresentar diariamente junto do Ministério Público; a directora financeira, por sua vez, aguarda novas ordens. Poderá ser, ou não, indiciada. O processo está na fase de acusação (que servirá de sustento à matéria de acusação em curso). AAS
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