sexta-feira, 15 de outubro de 2010

O povo mudou de freguesia

Comparando, medindo, ouvindo os uivos, cheguei à conclusão de que havia mais gente por metro quadrado na varanda do 1º andar do café Dias&Dias, do que na rotunda da praça dos Heróis Nacionais... AAS

Tapem os buracos nas estradas, porra pá!!! AAS

Carta aberta dirigida a Carlos Gomes Jr, Presidente do PAIGC e 1º Ministro

Camaradas Membros da Direcção Superior do Partido;
Camaradas Responsáveis, Militantes e Simpatizantes do nosso grande Partido
Povo da Guine Bissau,
Camaradas,

É TEMPO DE AGIR PARA SALVAR O PARTIDO E A DIGNIDADE DOS GUINEENSES

O PAIGC, enquanto Partido libertador do povo Guineense atravessa o período mais crítico da sua história com consequências nefastas para o povo e para o país. Uma sombra negra paira sobre o nosso Partido, Partido de Amílcar Cabral, dos Combatentes da Liberdade da Pátria e do povo guineense.

Chegou a hora de todos os Militantes do PAIGC acordarem para juntos erguerem as suas vozes, para que se oiçam os seus protestos, para que a história não os venha a julgar da mesma maneira, que aqueles que neste momento pelas suas más práticas políticas estão a ensombrar o Partido e a conduzi-lo para a desintegração e perdição, fenómeno jamais vivido ao longo da brilhante história do Glorioso PAIGC.

É manifesta a incapacidade da actual cúpula directiva do Partido em garantir a unidade e a coesão interna, em manter a tradicional autoridade no seio dos militantes, em conduzir as reformas estruturais inadiáveis, em evitar o fosso entre a cúpula e as bases do Partido, em instaurar um clima de segurança e confiança no seio dos seus quadros promovendo a efectiva estabilidade do partido através de uma gestão atenta e criteriosa dos conflitos sociais e políticos. Também é incapaz de criar as premissas susceptíveis de relançar e dinamizar o processo de competitividade no seio do próprio Partido.

Esta cúpula directiva do partido, não se orienta pelos princípios do PAIGC e do legado politico de Amílcar Cabral, dos Combatentes da Liberdade da Pátria, legado esse em que o nosso Líder imortal considerou o homem como valor supremo do universo, com o direito a vida, a liberdade, ao progresso e acima de tudo o Direito a uma Pátria.

Caros Camaradas, Dirigentes, Militantes e Simpatizantes,

O PAIGC sempre combateu o espírito divisionista assente na máxima colonialistas “Dividir para melhor reinar” e instaurou a divisa libertadora de “Unidade e Luta” que foi uma alavanca que impulsionou a nossa luta e conduziu a Independência Nacional.

Infelizmente, de forma escandalosa e triste, a prática de divisionismo está hoje a ser implementada no seio do PAIGC, pelo senhor Carlos Gomes Júnior, Presidente do Partido, com a clara cumplicidade da cúpula do Partido e de alguns círculos da sua “confiança”.

O PAIGC, ganhou as eleições legislativas de 2008 com a maioria 67 deputados dos 100 compõem a ANP, resultante de uma acção solidária de todos os seus Dirigentes, Militantes e Simpatizantes e em certos casos com recursos próprios, movidos sobretudo pelo bom senso e a primazia dos superiores interesses do Partido.

Entretanto hoje, assiste-se muito tristemente a uma liderança autocrática déspota e arrogante, impondo ao Partido uma realidade dramática, com reflexos deveras prejudiciais à governação e à própria imagem e bom nome do PAIGC. O presidente do Partido persiste em erigir o nepotismo e clientelismo como método de direcção e governação, fugindo a todo e qualquer diálogo interno como se de uma empresa sua se tratasse.

Assistimos neste momento ao bloqueio/boicote das instâncias dirigentes do partido, traduzido numa deliberada inexistência de reuniões dos órgãos (Secretariado Permanente, Bereau Politico, Comité Central) e, em seu lugar, o Presidente promove um estranho funcionamentos com base em “esquemas” e manobras maquiavélicas em flagrante e permanente violação dos estatutos.

A tudo isto, junta-se o encorajamento à intriga, a estratégia do dividir e agrupar em “grupos dos que apoiam a direcção ou o seu presidente mesmo que de forma anti-estatutárias, o abuso de poder, decisões singulares, “ só eu é que posso”, “só eu é que mando”, em suma “sou o Chefe”.

Como se não bastasse, todo este cortejo de desmandos enveredou-se pela via da violência, como ilustram os assassinatos de triste memoria, caso 1 e 2 de Março 2009,4 e 5 de Junho do mesmo ano, espancamentos de figuras publicas com o único intuito de silenciar vozes discordantes e assim sufocar a democracia, como são os casos do Dr. Francisco Fadul, Ex-Primeiro Ministro, do General José Loa, hoje falecido e quiçá causa próxima da morte, do Advogado, Dr. Pedro Infanda, Jornalista-Rogério Dias, Dr. Francisco Ndur Djata ”Dr. Chico” do Ministério do Interior, entre outros. As Prisões arbitrárias e ab aeternum no seio do sector castrense, General, José Loa “falecido” entre outros.

Os casos de prepotência e falta de sentido de Estado nos casos famosamente conhecidos do Contra Almirante, José Américo Bubo Na Tchuto, em que propalou a quatro ventos a eminente prisão, julgamento e exoneração do mesmo em claro desrespeito aos princípios do Estado de Direito Democrático que no fundo não se tratava mais do que uma encenação e bluff de quem e ávido de um poder de que não dispõe.

Senhor, Primeiro-ministro e Presidente do Partido, como explica, tanta fuga de cidadãos solicitando asílio nos países amigos?

Como explica, tanta saída de quadros do partido para irem integrar ou formar outros Movimentos políticos? Como são os casos do Dr. Aristides Gomes, do Partido PRID, Senhor, Braima Embalô, do PDS, Ibraima Sow, do Partido Popular, levando com eles um grande número de militantes.

Chegando ao cumulo de instituir a eliminação física dos adversários através de assassinatos como método de governação e perpetuação do poder, métodos estranhos aos princípios do PAIGC de CABRAL, Partido que notabilizou-se pelo respeito pela dignidade humana, diálogo interno permanente e solidariedade entre camaradas. De recordar que ao longo destes últimos anos os assassinatos só acontecem no consulado do senhor Carlos Gomes Júnior. Porque? E a mando de quem? Estará a fazer “frete” por conta de alguém?

Camaradas,

É triste mas é hoje frequente ouvir, “O Partido sou eu e ninguém mais. Enquanto eu for o Presidente do Partido não admitirei!

O Partido é hoje, um Partido em claro divorcio com os seus princípios, que foram sempre a sua alma, expressa na máxima “unidade e coesão interna,” resultando desta forma na fragilidade na Governação ferindo os valores cardinais que deveriam conduzir o seu grupo parlamentar no apoio institucional e político do PAIGC de forma a permitir a realização do seu projecto político largamente sufragado nas urnas, perigando desta maneira a credibilidade do partido com consequência de quebra da confiança dos eleitores com o partido.

O dramático de tudo isto, é que vinha sendo laboriosamente instaurado um clima de pluralismo no partido, com respeito dos princípios democráticos, respeito pelas diferenças de opiniões, tolerância; eis que subitamente instala-se pelo presidente um estado de terror interno. Sendo a consequência de tudo a exclusão imediata por simples divergências de opinião e preterimento a favor de um seu servidor zeloso, “Sim Senhor”.

O Partido conhece neste momento, uma notável diminuição da sua capacidade de mobilização, um acrescente e generalizado descontentamento dos seus militantes e quadros, a que a não ser atempadamente combatido esse estado de coisas acarretaria num futuro próximo, resultados de consequências imprevisíveis para o partido.

O método e a linguagem do nosso partido mudou, já não se fala das decisões do Partido e dos seus órgãos de direcção. Aliás neste momento, não existe o Secretariado do Partido, tão só fecho de informação com inexistência deliberada das reuniões ordinárias. As decisões são hoje tomadas apenas na base de interesses encomendados e imediatos do presidente e quando assim é reunindo o Bereau Politico de forma expedita e improvisada, lutando custe o que custar para tomar decisões que lhe convém mesmo que sem quórum e muitas vezes na ausência premeditada do próprio presidente.

Assim se tramaram mortes, perseguições, afastamento das suas funções de dirigentes e quadros do partido, deputados hostilizados até ao ponto da humilhação, outros forçados ao exílio, tudo na Guiné-Bissau, na governação do PAIGC de CADOGO.
É nesta mesma governação de Carlos Gomes Júnior, que se distribuem prébendas dos postos relevantes do Governo, fundamentalmente os da área económica e financeira que se presume com rendimentos chorudos, reservados aos genros, pais dos mesmos, primos, amigos pessoas de relações negociais e de outros interesses inconfessos.

A promiscuidade entre o cargo de Primeiro-ministro, Presidente do PAIGC e o instinto de cupidez do empresário Carlos Gomes Júnior. Enquanto Primeiro-ministro vende por tudo quanto é sítio “urbe et orbi” a instabilidade insanável do país e na pele de empresário pinta um oásis onde o capitão môr é o próprio. Os diferentes empresários estrangeiros que com ele privaram, que o digam.

Somos pela razão e, para a melhor compreensão dos camaradas enumeramos alguns factos mais marcantes da forma como a actual direcção de Carlos Gomes Júnior vem gerindo o partido ao sabor dos seus interesses e prazeres da clique.

O Estranho e Grande Silêncio.

Nos dias 1 e 2 de Março de 2009, foram assassinados respectivamente os Combatentes da Liberdade da Pátria e em funções, O Camarada Tagme Na Waie, então Chefe de Estado Maior General das Forças Armadas e o General, João Bernardo Vieira “Nino” então Presidente da Republica.

Aquando dos assassinatos o PAIGC não se pronunciou, remetendo-se ao silêncio macabro em como se nada tivesse acontecido. Alias, apressou-se com justificações sem fundamentos, com substituições e tomada de posse feitas de forma estranha e atabalhoada, contrária aos hábitos tradicionais, próprios de golpes de estados, sem honra nem gloria e desrespeito a memoria desses heróicos combatentes de Liberdade da Pátria. Isto tudo sob orientação de quem, senhor Presidente do PAIGC e Primeiro-ministro?

Foi um momento de horror, e de desonra na vida do PAIGC e do povo Guineense, não pronunciar nada, absolutamente nada, nem tão pouco condolências á família enlutada. Só veio a ser convocada uma primeira reunião do Bureau Politico no dia 19 de Março, isto dezassete dias depois, reunião essa, que tristemente terminou sem a tomada de qualquer posição.

O que terá acontecido Camaradas, nesses dias em que o PAIGC remeteu-se ao silencio?
A actual direcção do partido tem que esclarecer bem as razoes que impediram de prestar as merecidas homenagens e reconhecimento de estado a estes dois mártires e figuras marcantes da história do PAIGC e da Nação guineense.

2- Nos dias 4 e 5 de Junho de 2009 o País foi sacudido por um acontecimento ignóbil e criminoso, alegadamente de tentativa de golpe de estado, para matar Carlos Gomes júnior e Zamora Induta. Esquecendo-se até que o Carlos Gomes Júnior não se encontrava no País. Vergonhosa justificação de uma personalidade do Partido que se transformou em verdadeiro Fantoche de CADOGO. O que queriam? Decapitar e destruir a campanha eleitoral do Camarada Malam Bacai Sanha!

Toda a directoria de campanha do Camarada, Malam Bacai Sanha tornou-se um alvo a bater, a saber:

Roberto Ferreira Cacheu – Director Nacional
Marciano da Silva Barbeiro – Director Nacional Adjunto
Daniel Gomes – D Gab de Marketing e Porta voz
Conduto de Pina – Membro da Directoria Nacional

O camarada Hélder foi brutalmente espancado para seguidamente ser friamente abatido por mãos assassinas. Os outros Membros escaparam pela mão divina, o Camarada Roberto Ferreira Cacheu e Conduto de Pina no País e os Camaradas Marciano Silva Barbeiro e Daniel Gomes acidentalmente no estrangeiro.

Que grande Golpe de Estado? Quando nenhum dos titulares dos órgãos de soberania sequer estavam no País? Na verdade quem fez o golpe foi quem mandou matar.
O Camarada Baciro Dabo, deputado e candidato as Presidenciais fora torturado e friamente abatido em sua casa.

Importa sublinhar que todos esses Camaradas á data dos assassinatos eram membros do Bureau Politico do PAIGC e Deputados da Nação. A macabra tentativa de golpe de Estado foi orquestrado pelo próprio governo de Carlos Gomes Júnior, que confirma-se pelas declarações do Sr. Zamora Induta na altura chefe de estado-maior general das forças armadas, que disse citamos:

Cumprimos as ordens que nos foram dados pelo governo, agora cabe ao governo responder”, fim de citação.

A corroborar essas declarações o governo emitiu um comunicado a apoiar as alegações de tentativa de golpe de estado e num exercício inglório de pertenço esclarecimento áudio visual do dito acontecimento, emitido na nossa televisão e na RDP e RTP-Africa tendo como tristemente célebres protagonistas encenadores, os senhores António Óscar Barbosa (Kankan) então Ministro dos Recursos Naturais e Botche Cande Ministro do Comércio. Pensamos nos que esses senhores devem sentir ensombrados e com consciência pesada de remorsos pela mentira grosseira contra os seus camaradas do partido. Que vergonha?

O próprio substituto do Primeiro Ministro na altura, Camarada Manuel Saturnino Costa, então Ministro da Presidência do Conselho de Ministros foi a ANP na vã tentativa de justificar o acto criminoso, alias uma opinião expressa por um dos representantes diplomáticos acreditados no país. Até hoje não é capaz de exibir a menor prova que os deputados solicitaram. Como devem dormir os senhores Kankan, Botche e Manuel Saturnino?

Apesar da gravidade desta situação, a Direcção do PAIGC não se dignou a prestar qualquer esclarecimento aos militantes e á opinião pública nacional e internacional, chegando ao ridículo de impedir a divulgação da decisão judicial de arquivamento do processo por inexistência de indícios incriminatórios relativo aos Camaradas do Partido, uns assassinados outros caluniados na famigerada tentativa de golpe de estado. Censura por quem? Do Senhor Carlos Gomes Júnior, presidente do PAIGC.
Camaradas,

O PAIGC é o único partido capaz de garantir a estabilidade da governação, mas para isso terá que ser capaz de resolver ou ultrapassar os seus problemas internos e de liderança.

Entretanto, desde o Congresso de 2002, o PAIGC tem sido refém de personalidades que o dividiram em várias facções, cada uma delas em busca do poder, numa luta sem tréguas no interior do próprio partido.

A tarefa não é fácil mas tem que ser feita, em nome do país, em nome da história do PAIGC, em nome da sacrificada sociedade guineense e do nosso povo sofrido, que deu tantos dos seus filhos para que a Guiné-Bissau pudesse ser livre e próspera.
É necessário e urgente que no seio do partido emerja um grupo de militantes esclarecidos e disponíveis para constituírem um baluarte de regeneração do tecido político interno e de um novo rumo ao PAIGC, que seja capaz de fazer o partido voltar a ser uma força política federadora de diferentes vontades, coeso e solidário, forte e geradora de dinâmicas envolventes, moderna e depositário do legado sociopolítico e promotor da sociedade sonhada por Amílcar Cabral.

A urgência da redenção justifica-se igualmente porque a independência já tem trinta e sete anos e a epopeia libertadora dos seus protagonistas muito mais tempo. A sociedade guineense a quem o PAIGC propõe continuar a servir mudou profundamente e o nosso grandioso partido, o PAIGC, tem que estar a altura dos acontecimentos e dos desafios do tempo, sempre na qualidade de protagonista e componente estratégico.


Camaradas,

Não se trata de nenhum ajuste de contas dentro do partido, mas tão só um diagnostico das graves situações e atropelos cometidos pela actual direcção do senhor Carlos Gomes Júnior, sem citar outros desmandos e desgovernação, nomeadamente os casos da exoneração dos quadros do partido em benefício de amigos da clique, DGCI, EAGB, Previdência Social, etc., etc. A Petromar e o monopólio do sector dos combustíveis, monopólio do BAO na gerência dos fundos do Estado e os aferismos mal contados sobre o advento da confiscação do património do estado sob a capa da pseudo privatização.
Nesta perspectiva e porque aconteceram coisas horríveis e macabras no nosso seio; pelo estado letárgico, de intriga, persecutório e mercantil como esta direcção tem conduzido o partido, propomos com carácter de urgência, a realização de uma reunião extraordinária do Bereau Politico ao abrigo do n 1 do artigo 34 dos estatutos do PAIGC, propondo, entre outros, a inclusão do seguinte ponto central:
Situação Politica Actual do PAIGC
Explicações do Presidente do Partido sobre a Governação e os crimes não esclarecidos, cometidos durante o ano de2009.
Camaradas,

É preciso salvar o PAIGC e a dignidade da Guiné-Bissau. É tempo de agirmos em prol de um Partido do século XXI.

Bissau, 30 de Setembro de 2010

ASSINATURAS: Robert Cacheu, Coronel Manecas Santos, Daniel Gomes, Marciano Silva Barbeiro, Tumane Mané, Abel da Silva Gomes, Gustavao Na Onta, entre outros

Delírio (só pode)

Encosta-te a mim

"Encosta-te a mim, nós já vivemos cem mil anos
encosta-te a mim, talvez eu esteja a exagerar
encosta-te a mim, dá cabo dos teus desenganos
não queiras ver quem eu não sou, deixa-me chegar.

Chegado da guerra, fiz tudo p´ra sobreviver
em nome da terra, no fundo p´ra te merecer
recebe-me bem, não desencantes os meus passos
faz de mim o teu herói, não quero adormecer.

Tudo o que eu vi, estou a partilhar contigo
o que não vivi, hei-de inventar contigo
sei que não sei, às vezes entender o teu olhar
mas quero-te bem, encosta-te a mim.

Encosta-te a mim, desatinamos tantas vezes
vizinha de mim, deixa ser meu o teu quintal
recebe esta pomba que não está armadilhada
foi comprada, foi roubada, seja como for.

Eu venho do nada porque arrasei o que não quis
em nome da estrada onde só quero ser feliz
enrosca-te a mim, vai desarmar a flor queimada
vai beijar o homem-bomba, quero adormecer.

Tudo o que eu vi, estou a partilhar contigo
o que não vivi, um dia hei-de inventar contigo
sei que não sei, às vezes entender o teu olhar
mas quero-te bem, encosta-te a mim.
"

Jorge Palma

Previsão DC (Depois de Cadogo) para o comício de hoje do PAIGC...

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quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Desorganização Nacional de Futebol

A selecção nacional de futebol perdeu por 1 a 0 frente a Angola, no seu segundo jogo tendo como objectivo o CAN 2012.

Mas, o que é a Guiné-Bissau mesmo sem a desorganização? Nada. Passaria a ser tudo, menos Guiné-Bissau. E perderia a piada.

Chegados a Angola, o seleccionado nacional ficou instalado no hotel Vila Alice. No dia do jogo, é que foram elas.

É ponto assente: uma selecção nacional, quando vai jogar além fronteiras, leva, no mínimo dois pares de camisolas. Ainda para mais em África onde as camisolas ou são verdes, ou amarelas ou ainda vermelhas.

Resultado: tiveram que ir a uma loja comprar camisolas de cor verde (Angola decidira jogar com camisola vermelha), com número mas...sem os nomes dos jogadores.

Mas há mais. Como gostamos de show-off, lá apareceu o ministro da área sem que estivesse no programa, o que obrigou a um significativo atraso, a que se somaram duas horas de viagem para o estádio.

Está-se mal. AAS

Barrar uma entrada é quando a UNIOGBIS quiser...

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Esta cena passou-se no dia em que a Espanha comemorou o seu dia nacional. Havia festarola, tapas e jamón, mas a UNIOGBIS é que lançou os foguetes. À 'falta' de lugar para estacionar, porque não barrar a entrada de um café?

UNIOGBIS apresenta: Consolidação da Paz com Pancadaria

Esta madrugada, um funcionário da UNIOGBIS - Gabinete Integrado das Nações Unidas para a Consolidação da Paz na Guiné-Bissau (um argentino, dizem) foi o protagonista principal de uma cena de pugilato, que acabou por envolver uma catana. Tudo aconteceu na zona dos coqueiros, junto ao prédio ASDI.

Segundo testemunhas, o agredido estava no seu carro, a conversar calmamente com uma senhora que, dizem, namora com o gringo. De repente, ouviu-se o chiar dos pneus e viu-se uma nuvem de pó. Era el gringo. Sai do carro, envolvendo a mão com uma camisola, enraivecido e a espumar. E assim que o agredido o viu, assustou-se e fugiu. Mas haveria de voltar.

«Como tinha a camisola enrolada numa mão, este pensou que podia esconder uma arma», diz ao DC quem assistiu a tudo. O argentino continuou no seu encalce, às voltas, até que o rapaz conseguiu aproximar-se do seu carro, abrir a porta e sacar uma senhora catana. O argentino ainda conseguiu desarmá-lo, derrubando-o mesmo. Mas este conseguiu escapulir e desferiu vários golpes no homem das NU. Resultado: o argentino levou cerca de 9 pontos.

É assim que a UNIOGBIS, um gabinete de «consolidação da paz», se vem tornando numa anarquia. Espera-se obviamente por um esclarecimento da UNIOGBIS. Com consideração integrada, AAS

Passos perdidos

Na tomada de posse, o Presidente da República, Malam Bacai Sanhá, pediu ao novo chefe do Estado-Maior da Armada guineense, almirante Bubo Na Tchuto, para dar provas de que aquilo que dizem dele não é verdade.

M/N: Os Estados Unidos da América é que devem apresentar provas, pois foram eles que acusaram Bubo de ser «cabeça do narcotráfico». Passar bem. AAS

Ditadura do Consenso: o contador não engana

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P.S. - A Gâmbia...caiu em si, e na 2ª feira começam a vomitar peças...AAS. It's ok, it's ok

Carta aberta ao Ministro dos Negócios Estrangeiros

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"Exmo. Sr.
ADELINO MANO QUETA

Ministro dos Negócios Estrangeiros da Guiné-Bissau


"Excelência,


Já lá vão 4 meses (11 julho) desde o acidente provocado por uma viatura do ESTADO da Gâmbia contra o meu carro, já dentro da jangada no Porto da Gâmbia.

Pedi que chamassem a polícia mas a resposta foi «ISTO É UM CARRO DO ESTADO». Um Estado BANDIDO e ALDRABÃO e ABUSADO, mas ainda assim um ESTADO

Já escrevi à embaixada gambiana, fui recebido pelo senhor ABDOU JARJOU, que me pediu desculpas pelo sucedido, oferecendo toda a ajuda. Contudo, parece que as autoridades começaram já com manobras evasivas, tentando fugir às suas responsabilidades enquanto Estado democrático.

Ontem, dia 13, fui convocado para uma reunião com o novo Embaixador, depois a mesma foi adiada e até hoje, nada. Voltei a contactar esta manhã o Sr. JARJOU...que me desligou o telefone na cara. Até agora não se dignou a atender e foi FAZER QUEIXA À NOSSA SEGURANÇA DO ESTADO.

Excelência,

O Sr Jarjou pode muito bem ligar para a CIA, o FBI, a INTERPOL. NÃO ESCAPARÁ!

Regressei à Embaixada pouco depois para entregar a factura proforma e... fui recebido à porta! Não hà entrada.

Excelência,

A partir de hoje, eu e a Embaixada da Gâmbia teremos PROBLEMAS todos os dias. Até que a Gâmbia assuma as suas responsabilidades enquanto Estado. Estou-me nas tintas para os conflitos diplomáticos que daí possam advir.

AGORA, FORAM FAZER QUEIXA À SEGURANÇA DO ESTADO DA GUINÉ-BISSAU E EU FUI CHAMADO AGORA. E VOU. MAS NADA LIVRARÁ A GÂMBIA DE PAGAR OS ESTRAGOS NO MEU CARRO! AFINAL, EU AGORA ESTOU NO MEU PAÍS!!!

Com consideração,

António Aly Silva
"

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Orgulho + mudanças

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O Dionísio (Nichi), jogador do Fátima, de Portugal, aquele que marcou o golaço frente ao Quénia e animou toda uma Nação surpreendeu-me: «Aly, passa cá no Aparthotel Lobato». E passei. Tinha uma camisola da selecção nacional autografada para mim. Bonito. Obrigado, amigo e boa sorte.

Mudei o cabeçalho do blog e fiz mais uma ou outra alteração. Para já está mais leve. AAS

Buracos Rodoviários: Quanto mais fundo, melhor

O Conselho de Ministros decidiu: todos (todos mesmo?!) os carros que circulam na Guiné-Bissau, vão passar a pagar o "Imposto" ou "Fundo Rodoviário", já nem sei.

Percebo. Só não entendo. O problema está no nome que escolheram para a coisa. Eu, por exemplo, não 'rodovio' em todas as estradas da Guiné-Bissau; e nas estradas em que circulo...

Posto isto, peço humildemente ao Conselho de Ministros que mude o nome para... Buracos Rodoviários. Para já, soa muito melhor. E o nome 'imposto' não soa bem para a populaça numa altura em que a crise espreita por tudo quanto é lado. Mais ainda quando há eleições à vista. AAS

Rainha de Inglaterra

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«Se Bubo Na Tchutu abandonar as instalações das Nações Unidas será preso e será julgado». Foi um Primeiro-Ministro decidido, aquele que os guineenses e o mundo ouviram. Mas foi sobretudo um Primeiro-Ministro assustado - vocês é que não repararam.

Porém, antes mesmo de tudo isto, Bubo havia sido acusado – cozinhado pela sinistra DINFOSEMIL – de conspiração num hipotético golpe de Estado para derrubar ‘Nino’ Vieira.

FACTO: Bubo era o mais fiel aliado que o assassinado Presidente tinha no exército.

Preso na sua residência, nada mais restava ao Contra-Almirante. A fuga estava iminente. Bubo saiu de Bissau por terra, dormiu calmamente em Varela, num único quarto, atafulhado com meia dúzia de homens armados até aos dentes, e, manhã cedo, enfiou-se numa piroga que o conduziria à Gâmbia.

E por lá permaneceu, no seu exílio dourado, durante mais de um ano. Foi a Lisboa e Madrid. Participou numa conferência e tudo o mais. A primeira vez que Bubo falou à imprensa, ainda na Gâmbia, foi ao então repórter da Capa TV, Stéphane Bentura, para a reportagem «Africa Stups», em que orgulhosamente participei.

Começou por negar a acusação do Departamento do Tesouro norte-americano, que o classificou (sem no entanto apresentar nenhuma prova) de narcotraficante. Ou seja, seria como eu passar dos carretos e acusar Obama de ser...taliban. Ainda que sem provas.

Nessa entrevista, Bubo negou qualquer envolvimento no narcotráfico, e acusou o seu chefe directo, Tagmé Na Waié. «Perguntem-no, eu recebo ordens directamente dele. É ele o meu chefe». E ofereceu-se à Justiça: «Se me chamarem hoje, eu vou e respondo em tribunal». Ninguém o chamou. Nem a Justiça. Até que, um dia, o nome de Bubo veio novamente à baila.

De partida para a Gâmbia, com a intenção de enterrar ainda mais o Contra-Almirante, Zamora Induta, de peito feito, enfrentou os jornalistas. «Sr. Almirante, vai falar do Bubo Na Tchuto?», perguntaram. «Esse (Bubo) não é uma preocupação nossa» - foi a resposta de Zamora, em vez de... «Por causa dele, nem durmo à noite».

E uma bela manhã, com o sol nos píncaros, a notícia espalhou-se: Bubo está na sede das Nações Unidas, casa de ilustres hóspedes, uns com passagem breve, outros com longas estadias, com uma paisagem de cortar a respiração: o ilhéu do Rei, a ilha dos pássaros, uma estrada de merda na margem e, mesmo ao lado, coladinho, a Marinha de Guerra!

Pode parecer mentira mas chegou o 1 de abril (a tropa normalmente não escolhe datas por acaso) e, na rotunda do Império, a RDP-África, que comemorava mais um aniversário, estava entretida na montagem da tenda. A festa não podia esperar, o golpe em curso, sim! Haveriam de acordar com um post do Ditadura do Consenso e ficariam irremediavelmente para trás, metendo os pés pelas mãos. Comme d´habitude.

Resultado: Bubo saiu, comandou tudo, foi a tribunal, viu ser-lhe retirada a acusação e, depois, calmamente, reclamou o seu posto de volta. O que acabou por acontecer hoje, tomando posse daquilo que lhe competia.

Não precisamos de um Primeiro-Ministro com os poderes da Rainha de Inglaterra - que são... nenhuns! AAS

Águas agitadas: Posse! AAS

A semana tem 7 dias, o arco-íris 7 cores, e acabará tudo com 7 palmos de terra

Deixa-me sentir que tomas conta de mim e eu arranjo o resto de que preciso.

Philip Larkin escreveu que a coragem não isenta ninguém da sepultura: ou seja, que a morte não é diferente nem para os que a temem e menos ainda para os que a enfrentam. A vida, portanto, será mais vida para quem se ri da morte do que para quem a teme. Tem a sua graça...

Eu não tenho medo da morte. Percebo-a sem nunca ter falado com ela. Aliás, passei a vida a escarnecê-la.

É assim, um dia qualquer cansas-te. Dás por ti nas mãos de todos. E constatas que te meteste afinal numa vida degradante e sem futuro, que perdeste os amigos (os únicos são aqueles que continuas a enganar) e que tens de fazer mais coisas más. Que não querias. AAS

É ouro!, É ouro!

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terça-feira, 12 de outubro de 2010

"Graças a ti, muitos de nós vivemos melhor"

"Aly,
Não desperdices forças remando contra a maré. És estimado por muitos - incluindo para os que falam mal de ti. Eu oiço e outros ouvem por ti. Aceita o tal contrato e vai embora. A Guiné não merece muito daquilo que os seus melhores filhos têm para lhe dar.
O mundo é a melhor coisa que tens à tua frente. E graças a ti, muitos de nós vivemos melhor. És um homem inteligente, interessante e generoso.
Beijinhos, C.B.".

MN: Olá. Pois é, o que o mundo tem de melhor é que dá muitas voltas... Obrigado por existires. AAS

Todos a apoiar a Guiné-Bissau

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"Compatriotas,

Duas irmãs concorrem para o concurso "Miss África Ocidental, no Reino Unido 2010". Este é um pedido de apoio às suas candidaturas. Uma chama-se Ivelena Costa e tem 22 anos de idade; a outra, Astride Costa, tem 20 anos de idade. Ivelena e Astride são irmãs.

A votação começou na segunda-feira dia 11 de Outubro e termina no dia 18 de Outubro às 19 horas, horas locais.

Para votar para Ivelena Costa, visite este link:
http://www.misswestafricainternational.com/profile.php?id=47&deptid=6

E para votar para Astride Costa, visite este link:
http://www.misswestafricainternational.com/profile.php?id=49&deptid=6

Há um grupo no facebook a apoiar as duas candidaturas:
http://www.facebook.com/group.php?gid=154859681214772&v=wall

Página do evento:
http://www.misswestafrica.co.uk/

Não importa a sua idade, você pode participar, votando para as candidatas da Guiné-Bissau e ajudando a difundir esta mensagem junto dos amigos e dos familiares.
Faça a sua parte em prol da cultura guineense.
Abraços, U.D.
"

..."In the end, everything is a gag" - Charlie Chaplin

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Pânico a bordo

Os passageiros do voo TAP 205 de ontem da rota Lisboa/Bissau não ganharam para o susto. Uma hora e pouco após abandonar Lisboa, uma forte turbulência que durou pouco mais de 10 minutos, provocou o pânico entre os passageiros.

"Viajo muito de avião mas nunca me aconteceu nada parecido", garantiu um passageiro ao DC. "Um senhor até rezou e despediu-se dos filhos", disse.

A turbulência foi tão espectacular, que, nos televisores a bordo, "via-se o desvio que o avião foi sujeito, também pelo vento. Estive na guerra, em Angola, e nunca apanhei tamanho susto", conclui o passageiro. Felizmente que tudo acabou bem.

Os passageiros foram unânimes numa coisa: o piloto da TAP é dos bons. AAS

Mulher do Secretário-Executivo da CPLP condenada no 'caso BRS' a 2 anos de cadeia com pena suspensa. Advogado diz que vai recorrer para STJ. AAS

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Faltas: de comparência, e de respeito

"Olá Amigo Aly!

Esta é a primeira vez que escrevo para o seu blog, mas sou uma leitora ferrenha desta página.

Na semana passada, foi lançado em Bissau um novo movimento da sociedade civil chamada “Associação Força Guiné” e foram convidadas várias instituições e personalidades da nossa praça pública.

Mas, por estranho que possa parecer, não marcaram presença nem a Liga Guineense dos Direitos Humanos, nem o movimento nacional da sociedade civil... e o Governo e nem se quer dignaram justificar a ausência. Não sabemos se é uma mera coincidência ou combinação, mas como o tempo é o mestre da vida, depois vamos ver. F.G."

A questão Zamora

Todos têm clamado pela libertação do Almirante Zamora Induta, deposto pelo seu vice-CEMGFA em 1 de abril. No que me diz respeito, tanto me faz como se me fez libertarem ou não Zamora Induta. No entanto, a libertação, hoje, de Zamora comporta vários perigos, a saber:

1 - Se a libertação ocorrer, quem garantirá a sua segurança? O Ministério do Interior ou o Estado-Maior General das Forças Armadas (alguém tem de lavar as mãos como Pilatos...);

2 - Conhecida a carta do PGR Amine Saad para o PR Malam Bacai Sanha, com revelações bombásticas, fará algum sentido libertá-lo agora? E se atentarem contra a sua vida fora da prisão?

3 - A quem interessa na verdade a libertação de Zamora Induta, hoje? A sua própria equipa de defesa põe em causa a questão segurança, que sabemos não está garantida a nenhum guineense ou expatriado que por cá viva. AAS

Para a RDP-África: Isto, sim, é fazer jornalismo

Na sua edição de hoje, o Público deu a notícia da carta que o Procurador-Geral da República, Amine Saad, escreveu ao Presidente da República, Malam Bacai Sanha e que Ditadura do Consenso revelou em exclusivo.

Assim, com os pontos nos «ii» e tudo. O Público não escreveu «a carta a que a RDP-África teve acesso», nem «a que o Público teve acesso». Foram à fonte e só lhes fica bem. A RDP-África que aprenda. AAS

domingo, 10 de outubro de 2010

Curto e frio

... Calma. Refiro-me ao meu comentário sobre o desfecho do desafio entre as selecções 'irmãs' de Angola e da Guiné-Bissau (estavam a pensar em quê, seus marotos?!).

Tomando como ermondadi o facto de Angola ter enviado um avião para levar: quem ia jogar, quem ia bater palmas, quem ia para o show-off , quem ia para fumar na casa-de-banho do avião entre outras coisas; tendo em conta que um dos comentadores da rádio 5 referiu-se ao parco número de guineenses presentes no estádio como "meia dúzia de gatos pingados"... A vitória de Angola não (me) espanta.

Desejo-vos uma boa semana, cheia de revelações e de reviravoltas. AAS

sábado, 9 de outubro de 2010

Jornalismo de investigação ou punhetas de bacalhau?

Ditadura do Consenso foi o primeiro a desvendar as duas cartas que estremeceram Bissau com estrondo na semana que passou. Na Presidência, alguém assobiou baixinho; na Primatura, alguém saltou da cadeira. Um encolheu os ombros.

Mas agora interessa-me falar (de novo!) da RDP-África. Leram na íntegra uma carta do PGR "que a RDP-África teve acesso". Acesso? Como? Quando e, já agora, por quem? MENTIRA!

Não sei se todos conhecem o jornalismo de investigação. É possível que muitos saibam do que se trata. Outros conhecem-no apenas 'de vista', porque actualmente quase ninguém o pratica. Mas eu praticá-lo-ei sempre. Sou formado numa das melhores escolas de jornalismo de investigação da Europa: o semanário "O Independente".

A RDP-África (responsabilizo o seu correspondente em Bissau e agora também 'consultor' do PNUD...o PNUD!!!) devia dizer "a carta, publicada no blog ditadura do consenso". E se a RDP-África quiser, eu posso provar o que digo - uma única alteração por mim feita sem mudar o contexto da carta é a prova. E tenho gravado o som da 'vossa' notícia...

Quero processar a RDP-África. Um advogado em Portugal para se chegar à frente? AAS

Bute lá dar uma coça a Angola? O pior é se, depois, nos tolhem o avião para o regresso a casa...AAS

Disco pedido: São 13:18h em todo o País. Gostaria de encomendar um golpe de Estado para o Dia de Todos os Santos. Favor mandar orçamento. AAS

Crónica sobre a coisa

"Meu Caro Aly
Antes de mais as minhas mantenhas. Este é o segundo artigo que escrevo para o blog enquanto seguidor. Concernente à posição dos americanos no que se refere à Guiné-Bissau como país, tal como diriam os americanos “They don’t give a shit about us” (em bom inglês). Ora porque? Passo a explicar;

O interesse dos EUA pela Guiné-Bissau advém do interesse demonstrado pelos seus inimigos “narcotraficantes”, pelas qualidades geográficas do país. Existe um “modus operandus”, em tácticas de guerra que é cortar as fontes de financiamento do nosso inimigo para o enfraquecer.

De onde vem a droga que transita pela Guiné-Bissau? Da América latina, ou seja as portas dos Estados Unidos. Para onde vai essa droga? Para a Europa e para a própria América. Para onde retorna o dinheiro proveniente das vendas? Para os produtores/ carteis que se encontram na América Latina (vizinhos dos yankees).

Qual é o destino dado a esse dinheiro:

 Suborno a políticos
 Aquisição de tecnologia para disseminar as suas actividades
 Aquisição de armamento (grande parte delas vindas das industrias americanas, pois nós africanos não produzimos armas)

Em linhas gerais tudo isso destabiliza o poder político dos EUA, na região, o que não fica nada bem ao poderoso império Americano. É pena que pessoas/estados/grupos de interesse mal intencionado se aproveitem da fragilidade (analfabetismo e fome) do nosso país e nos rotulem como “narcoestados”, ou seja quem acaba por pagar a factura dos países consumidores de droga é a pobre Guiné-Bissau.

Deixo aqui esta pequena visão, prometendo voltar brevemente com uma crónica comparativa do fenómeno da instabilidade aliada ao narcotráfico, com estados ditos de primeiro mundo.

Vamos em frente que atrás vem gente... Mantenhas. A
."

Comparação do fenómeno criminal e social entre a Guiné-Bissau e os EUA como país de primeiro mundo

Um dos indicadores de crescimento de um país é o fenómeno da segurança.
Sou um jovem como qualquer outro que aprecia imenso os filmes de acção, e como é natural a maioria dos filmes de acção que vejo vêem de Holywood (o fenómeno holywood).

A verdade é que esses filmes transmitem uma grande verdade do retrato da sociedade americana. Convido a qualquer pessoa a passar num blockbuster ou vídeo club e fazer a escolha de qualquer filme de acção americano e no fim fazer a sua critica.
É obvio que a ficção poderá aumentar e moldar um pouco a realidade, mas no que se refere a violência gratuita “ela é real!”. Basta abrir as páginas de informação ou vermos as notícias na TV.

Não sou um antiamericanista longe disso, mas o que não aceito é que os EUA nos seus disparates se posicionem contra o meu país, chamando-nos de narcoestado, colocando nomes de dirigente do meu pais em listas do departamento de finanças americanos sobre que pretexto?

Sinto-me mil vezes mais seguro em qualquer canto da Guiné-Bissau, do que nos EUA, país onde as probabilidades de ser assaltado por um toxicodependente ao virar da próxima esquina são enormes, ou de ser sequestrado por traficantes de órgãos humanos, ou de ser burlado por charlatões espalhados nas avenidas mais badaladas de Nova York.

A violência existe em toda a parte, mas as proporções entre a violência existente no meu país a praticada nos EUA, não se comparam. A proliferação de armas ligeiras nos EUA, não se compara a existente no meu país, alias o meu país não produz armas.
A nossa luta é a de sobrevivência humana, onde as pessoas despedem-se ao sair de casa todas as manhãs para garantir a subsistência alimentar. Contentando-se por ter um tecto, mesmo sem luz, sem casa de banho interior, sem banheira de hidromassagem, sem internet, sem conta no banco, sem número de segurança social, mas mesmo assim são felizes por estarem vivos, agradecendo a deus por não estar enfermo, planificando as próximas 24horas do amanhã.

O meu povo sabe sofrer calado sem reclamar. Sabe contentar-se com pouco (mesmo tendo ambição de muito). Muitas das vezes nos somos forçados a adoptar modelos de desenvolvimento impostos pelos doadores como condição de desbloqueio de pacotes de ajuda que não se adaptam a nossa realidade africana, o próprio povo nunca chega de ver esse “pacote de ajuda financeira” mas só de ouvir na rádio, enche-se de esperança “a Guiné-Bissau acaba de beneficiar de um pacote de ajuda orçado no valor de 20 milhões de euros”.

Por momentos julgamos estar ricos, mas até ao cumprimento da promessa e ver a cor desse dinheiro que acaba por ser gasto no pagamento de consultores internacionais que para além de receberem fortunas, ganham o estatuto de cooperantes confundindo a hospitalidade do meu povo com a liberdade de poder fazer o que no seu país jamais lhe seria permitido. E o povo quando a fome aperta e volta ao seu velho sistema de “kudji kudji”, para garantir o mata-bicho do dia seguinte.

A.H.

"A tua luta, sem a valentia demonstrada, não seria capaz de perdurar até hoje"

"Olá António Aly

Só te peço que tenhas um pouco de paciência e lê esta pequena missiva.
Desde Cabo Verde, onde estou estou desde a guerra da Guiné (98/99), envio-te um grande abraço.

Sou eu, teu ex-vizinho da Rua de Angola e Ex-Rádio. Como deves imaginar, estou ainda ligado à Rádio. Agradeço-te pelas informações que nos fazes chegar, sobre a nossa querida terra, ao mesmo tempo que encorajo-te a continuar esta luta, que sem a valentia demonstrada, não seria capaz de perdurar até hoje.

Mas está atento às manobras dos incomodados pela informações que avanças.
Coragem e bom trabalho.

Um Abraço do amigo, Ec."


MR: Amigo, este mundo é pequeno mesmo. Sabia-te por esses lados. O teu conselho é bom, mas por estes lados o instinto é que impera. E não há ninguém que nos valha. Abraço, Aly

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Eh, pá, a UE diz agora que «está em reflexão». Se precisarem de um excitador (aquela peça que falta à TV que ninguém vê), apitem... AAS

Submeta-se, pois está claro

"Aly,

Apesar de ser contra a forma como ocorreu o 1 de abril, se formos a ver bem, com o novo CEMGFA a Guiné-Bissau parece ter encontrado a paz e a tranquilidade nas forças armadas, salvo pequenas e insignificantes escaramuças. Podemos dizer que estamos a ser surpreendidos pela positiva com as novas chefias das FARP, que, ao que parece, estão a submeter-se ao poder político. Oxalá a paz tenha chegado para a Guiné-Bissau. M.C.
"

MR: Desejo que tenhas razão. Um abraço AAS

Reconfortante

"Olá Aly,

Que Deus esteja contigo todos os dias. Ele conhece todos os teus sonhos para o bem da Guiné, por isso deves entregar-Lhe a tua vida todos os dias. Sei que todas as informações por ti publicadas são verdadeiras mas, por favor, não te esqueças DE ENTREGAR a Deus o teu dia-a-dia. Que Ele te guarde de todo o mal.

S.G.
"

Obrigado, S. Abraço. AAS

DRAMA: Alguns finalistas na Rússia dormem ao relento e passam fome

"Aly,

Quero agradecer-te por tudo o que tens feito para ajudar os nossos irmãos, finalistas na Federação Russa.
Aly, a nossa situação vai de mal a pior...já faz muito frio e alguns dos nossos irmãos estão a dormir na rua! É uma vergonha para o nosso Estado, o mesmo que os enviou para se formarem.

Ontem mesmo, estudantes de Angola, da Guiné-Equatorial, da Zâmbia, do Congo, etc reuniram-se para ajudar um estudante guineense que estudou com eles na mesma universidade, a fim de comprar um bilhete de avião para o regresso a casa.

É uma iniciativa de louvar, mas é sobretudo uma humilhação para o Estado da Guiné-Bissau. O coitado não pôde recusar porque está a sofrer - estamos a sofrer!

O Embaixador diz que não vai receber ninguém na embaixada.

Sei que nada mais podes fazer, mas o teu blog tem uma grande importância e é lida nos centros de tomadas de decisões.

Por fim, e mais importante: S. Exa. Sr. Presidente da República, Malam Bacai Sanha - ajude-os!!!

MEU CONSELHO: Esqueçam tudo. Que se LIXE o que diz o Embaixador. Juntem-se, mobilizem outros estudantes, incluindo estrangeiros, e vão à Embaixada que é um pedaço - ainda que de nada - do vosso País.
Façam barulho, levem tampas de panelas e, a exemplo do que os 'filhos' de Putine fizeram ao embaixador Britânico, sigam-no para onde quer que vá! Verão que surtirá efeito... AAS

EXCLUSIVO - José Zamora Induta: "Primeiro-Ministro Carlos Gomes Jr deu-me ordens para mandar executar o Presidente João Bernardo Vieira"

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Procuradoria-Geral da República

Sua Excelência Senhor
Malam Bacai Sanha
Presidente da República

Assunto: Processo nº10/2010 assassinato do então Presidente da República João Bernardo Vieira; processos relativos aos casos 4 e 5 de junho: assassínios de Hélder Proença e Baciro Dabó respectivamente.


Excelência,


No âmbito dos processos acima referenciados, atendendo o ponto a que se chegou com a investigação, bem como as implicações políticas que poderá acarretar, entendo ser meu dever trazer, ao conhecimento da Vossa Excelência para a necessária e devida ponderação, os factos relevantes que se conseguiu apurar.

Com efeito, as últimas audições de alguns cidadãos permitiram ao Ministério Público recolher informações sobre os autores materiais do homicídio do então Presidente da República, General João Bernanro Vieira, pois alguns deles assumem a sua perpetração.

Os pormenores de preparação e perpetração do crime, consiste resumidamente no seguinte:

No seguimento do atentado ocorrido no dia 1 de março, no Estado Maior general das Forças Armadas, que vitimou o então CEMGFA, General Batista Tagmé Na Waié, foram concentrados militares na sede do Estado Maior, entre os quais um grupo vindo do Batalhão de Mansoa. Passado algum tempo, o então Vice-CEM da Marinha, José Zamora Induta ordenou a formatura, os referidos militares no largo do Estado Maior, para explicar o sucedido, e comunicar-lhes o decesso do então CEMGFA.

À mesma formatura, informou que o Primeiro-Ministro Carlos Gomes Jr deu-lhe ordens para mandar executar o Presidente João Bernardo Vieira, com o fundamento de que em caso de este não ser executado num período de 24 horas, todas as chefias militares iriam sofrer as consequências.

Na sequência deste discurso, o comandante José Zamora Induta, deu ordens aos 6 militares vindos de Mansoa que estavam na referida formatura para irem executar a operação.

Refere-se que integravam o grupo o Major Martinho Djata, que comandou a operação; o soldado José Sana Sambú; 2º Sargento Bicut Tchuda; Alferes Buam Na Dum; 2º Sargento Solnaté N’cuia; Furriel Wassat Besna.

Segundo declararm unanimemente os 6, deslocaram-se viatura dupla cabine ara a residência do malogrado Presidente, onde chegaram entre as 2 e as 3 da manhã. Ao chegarem a residência do Presidente Nino Vieira para o cumprimento da missão depararm com uma outra força militar vinda da Marinha, também instruídos para a mesma missão pelo então Vice-CEM da Marinha José Zamora Induta com o mesmo propósito da eliminação física do PR.

Todavia, o grupo de 6 militares do exército comandados pelo Major Marinho Djata assumiu o protagonismo na eliminação f´sica do PR Nino, ficando o grupo da Marinha encarregue de controlar o perímetro onde se iria desenrolar a operação.

As portas da resiência do PR Nino foram arrombadas com tiros e algum tiroteio que se ouviu foi mais para afuguentar pessoas do local e repelir qualquer eventual força que pudesse obstar o cumprimento da missão.

Os homens comandados pelo Major Martinho Djata, penetraram na residência do PR que, entretanto, se encontrava escondido com a esposa, tendo sido encontrado deitado no chão ao lado da cama debaixo da qual também se encontrava a esposa que foi descoberta algum tempo depois.

O Presidente foi conduzido para a sala de visitas onde foi sentar-se numa cadeira para, depois, ser morto a tiros.

De referir que os militares, só se aperceberam que a esposa do senhor Presidente afinal se encontrava debaixo da mesma cama, ao lado da qual encontraram o Presidente, já depois de terem conduzido este para a sala; porém, antes de o executarem, foram retirar a esposa debaixo da cama, tendo o comandante da operação ordenado que a conduzissem ara a casa de um familiar que morava nas redondezas.

Segundo as declarações dos militares, a esposa do ex-Presidente não presenciou o momento do cometimento do crime e a morte do PR Nino Vieira foi ocasionada pelos tiros que desferiram, ou seja, negaram categoricamente terem torturado o PR antes da sua morte. Negaram, ainda, ter utilizado outras armas tipo catana ou machado, precisando que no acto da execução só se utilizou armas de fogo.

Das declarações dos 6 militares resulta que um outro grupo teria penetrado na residência do PR, após a morte deste, infligindo mutilações à catanada ao corpo da vítima.

Conforme as declarações destes implicados, os autores morais do homicídio do R João Bernardo Vieira, o actual CEMGFA Contra-Almirante José Zamora Induta, e o Primeiro-Ministro Carlos Gomes Jr.
A audição do CEMGFA para ser feita implica segundo a legislação penal que o mesmo terá que constituir um Advogado.

Ora, atendendo a situação da prisão em que se encontra, na sequ~encia do Caso 1 de Abril, esta questão deverá ser devidamente aquilatada. Por outro lado, o Ministério Público necessita ouvir o Primeiro-Ministro em autos, com as implicações jurídico-político advenientes.

II – Casos 4 e 5 de Junho

Quanto aos casos 4 e 5 de Junho, na sequência dos quais foi morto os então candidato à presidência da República e o ex-Ministro da Defesa, senhores Baciro Dabó e Hélder Proença respectivamente, dos autos de inquérito resultaram fortes indícios de que foram executados por um grupo de militares comandados pelo Capitão e Membro da Contra-Inteligência Militar, Pansau Intchama, sob ordens expressas do Contra-Almirante José Zamora Induta, conforme o testemunho do senhor Coronel Samba Djaló, comandante da Contra-Inteligência Militar.
O Capião Pansau Intchama, encontra-se, desde algum tempo a esta parte em Portugal, alegadamente por motivo de formação militar, frequentando o curso de capitães.

Afigura-se ao Ministério Público que a audição do Capitão Pansau Intchama é de extrema importância para o apramento da verdade dos factos, pelo que já iniciou diligências no sentido de pedir a sua extradição.

Olhando para o quadro global da situação e do panorama emergente dos acontecimentos do 1 de Abril, acreditamos que o momento político exige uma intervenção veemente e cuidada de Sua Exelência Senhor Presidente.

O Procurador-Geral da República
Amine Michel Saad

The Gambia!

Como sabem, aconteceu-me de tudo na minha aventura por terra com destino a Lisboa. Coisas más, primeiro; as boas vieram depois.
Mas hoje quero contar-vos sobre os acontecimentos pós-acidente com o carro do Governo da Gâmbia, já dentro do ferry boat, no porto desse País. Assim que regressei a Bissau vindo de Lisboa, sentei-me e escrevi uma carta dirigida ao Embaixador da Gâmbia em Bissau. Expliquei-me. Ponto por ponto, imprimi fotografias, dei contactos dos causadores de todo o meu drama, tudo. E fiquei sentado, à espera.

Não tardou, porém. Uma semana depois, fui avisado por interposta pessoa da embaixada que a minha carta estava já em Banjul. Mais uma semana e comecei a sentir o efeito. Recebi seis(!) sms de um único número de telefone da Gâmbia (+220), dizendo apenas - e em caixa alta: «SOURCE BARRED». E uma outra de um número diferente mas igualmente gambiano: «is F. immigration department gambia». A minha resposta às duas sms foi apenas esta: falem com as autoridades da Gâmbia.

De seguida, telefonei para a Embaixada, dando conta desses estranhos contactos, pois na Gâmbia – no País deles – fizeram tudo o que queriam. Só não falaram. Pediram-me as provas, e eu entreguei.

Uma coisa é clara: a Gâmbia, o seu Governo ou seja lá quem for tem de assumir as suas responsabilidades. Pedi um orçamento – que já tenho. Estou só à espera do feedback. AAS

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Querida Mãe, defunto Pai...

"Aly, não era uma carta pessoal? L.0"

MR: Credo, L.O.!!! Como se pode escrever uma carta pessoal a um Presidente da República e dar conhecimento da mesma a outras pessoas? O meu defunto Pai deve estar a beber um tintol lá onde estiver... Irra! AAS

A verdadeira reconciliação - se quiserem, é claro

...Há governantes a comprar habitação no estrangeiro (Europa e África), a preparar a rectaguarda, a fuga. Estejam atentos...

Publiquem-se os relatórios todos. Proiba-se de viajar qualquer pessoa que esteja referenciada nos hediondos crimes de março, junho entre outros. Isto, sim, é a verdadeira reconciliação.

Se houver alguém acusado e que esteja no estrangeiro, mandem-no para cá. É simples. Nô tem ku fika li tudo pa nô djumbai... AAS

Leve três e... pegue um

"Ticha

A tua forma de escrever, a rapidez em termos de raciocínio permitem-me afirmar que se houver cinco pessoas inteligentes (mesmo inteligentes, não espertos), tu estarás nos dois primeiros. Estarei a ferir alguém? Quem?
C.S."

MR: Ninguém. Obrigado.

P.S. - É bom que alguém no-lo diga com clareza de vez em quando. Mas atenção: há para aí umas três pessoas cultas na Guiné-Bissau. AAS

Exata(mentes?)

ESTÁ CLARO: Angola rasteirou a União Europeia.

FACTO: A União Europeia (UE) FALHOU na sua primeira e desastrada missão para a reforma dos sectores da Defesa e Segurança da Guiné-Bissau.

Hoje, o homem-forte da União Africana em Bissau, o angolano Exata (mentes?), deu a notícia. Ou seja:

Depois de lambidas as feridas, os 27 decidiram, agora que "Angola veio para ficar"... não ir embora como prometeram! Que pena e que merdas que são! Fica-vos mal, se querem saber, dizer mentiras.

Agora até dizem que há 20 milhões de euros do fundo H a juntar aos 27, do último FED, para 'dar' à Guiné-Bissau. AAS

"Não se preocupem muito, a inteligência salta geralmente uma geração"...

"Caro Aly

Compreendo a tua luta diária, corajosa e inteligente, neste nosso querido País, mas admiro ainda mais a tua paciência em tentar perceber - e corrigir - o português que algumas pessoas ditas 'de bem' ainda insistem em escrever.

Isto tem a ver com a carta do Sr. Carlos Domingos Gomes (Cadogo Pai), enviada à S. Exa., o Presidente da República, Malam Bacai Sanhá, onde, no seu íntimo (fingido) reclama a inocência do seu 'querido' filho e desastrado Primeiro-Ministro da Guiné-Bissau, Carlos Gomes Junior. Pior ainda: Cadogo Pai reclama para ele mesmo o papel de salvador da Pátria!

Sem querer alongar muito, lembro apenas um velho professor, que, perante as más notas de alguns dos seus alunos dizia: "Não se preocupem muito, a inteligência salta geralmente uma geração." Eu digo, neste caso em concreto, que a inteligência saltou todas as gerações desta família.

O Sr. Cadogo Pai deve resumir-se à sua santa ignorância e ter presente que todos aqueles que foram barbaramente assassinados tinham famílias; pais, mães, tios, tias. E sobretudo amigos.

Um grande abraço,

H.F.P.

NOTA: Meu caro, já nem para isso estou. Deixa-os ir dando pontapés e cotoveladas. A língua portuguesa é traiçoeira mesmo... AAS

Telex

... Acho que o meu desparecimento - para breve - será a primeira coisa real que me terá acontecido... AAS

ESCANDALOSO E HUMILHANTE - O SENEGAL TEM A PALAVRA

Em 2006, numa escala em Dakar com destino a Paris, a segurança do Estado senegalês humilhou o Presidente 'Nino' Vieira e afrontou o Estado da Guiné-Bissau.

Em plena pista do aeroporto Léopold Sedar Senghor, pouco antes da descolagem do voo comercial/presidencial, 'Nino' foi REVISTADO de alto a baixo assim como toda a carga que acompanhava a comitiva presidencial. O actual embaixador da Guiné-Bissau em Lisboa (na altura em Dakar), Falli, assitiu a tudo.

Assim que se soube desta humilhação sem precedentes, Bissau mandou chamar imediatamente o embaixador senegalês em Bissau (igualmente decano do corpo diplomático), para o pôr no olho da rua. Não aconteceu, porque o próprio 'Nino' Vieira, por telefone, dera as instruções: esqueçam tudo. Mas porquê esquecer mesmo?! Sabe-se lá... AAS