quarta-feira, 27 de janeiro de 2016
CRISE POLÍTICA: Padre Domingos Cá
Ouvir AQUI o padre Domingos Cá.
A Guiné Bissau tem vindo a comportar-se, nos últimos tempos, como um enigma do qual não se sabe as origens, nem as previsões do futuro comportamento e destino.
O momento de maior esperança parecia ser depois que Domingos Simões Pereira foi nomeado Primeiro ministro, depois de infindas negociações que levaram a sinais de confiança por parte da comunidade internacional, mormente a União Europeia que se comprometeu a doar ao País vários milhões de Euros para a retomada económica.
Recentemente Domingos Simões Pereira foi demitido pelo próprio José Mário Vaz presidente e o PAIGC de que era membro, deixando o País no caos que se agudizou particularmente quando 15 dissidentes da bancada parlamentar do PAIGC se juntaram aos do PRS e fizeram fracassar o programa do Governo do president Mário Vaz, programa que acabou por não ser aprovado, o que precipitou o País numa crise institucional sem precedentes. Rádio Vaticano
Presidente do STJ 'limitou-se' a ouvir o presidente
O presidente do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) da Guiné-Bissau, Paulo Sanhá, disse hoje ter optado por não comentar a crise política no país durante um encontro com o Presidente da República, José Mário Vaz.
Em curtas declarações à imprensa à saída da audiência, Paulo Sanhá disse que o Supremo Tribunal apenas emite as suas opiniões no foro judicial pelo que se limitou a ouvir o chefe de Estado sobre a crise política, sem dar opinião.
"O Supremo Tribunal não se pronuncia extra-judicialmente", defendeu o conselheiro Paulo Sanhá, que disse ter sido chamado ao Palácio da Presidência a título excepcional para ser consultado sobre a crise política.
O líder do Supremo Tribunal guineense referiu também que não lhe cabe dar aconselhamento jurídico ao chefe de Estado, que, disse, conta para isso com os seus assessores na matéria. Lusa
ANP agenda sessão extraordinária: "Amanhã, vamos ver o que vai acontecer", disse Inácio Correia
A presidência da mesa da Assembleia Nacional Popular (ANP) agendou para esta quinta-feira uma sessão extraordinária para a reapreciação do programa do governo liderado por Carlos Correia, disse hoje o vice-presidente do Parlamento, Inácio Correia.
Após uma reunião com o Presidente da República, José Mário Vaz, o deputado do PAIGC negou que o Parlamento tenha duas mesas da Assembleia, reconhecendo apenas posições antagónicas entre duas bancadas parlamentares.
Inácio Correia saiu confiante de que o Presidente da República não irá dissolver o Parlamento. Questionado se os 15 deputados expulsos do PAIGC e que perderam mandatos na ANP vão assistir à plenária, Inácio remete a resposta para amanhã no Parlamento. "Amanhã, vamos ver o que vai acontecer", disse. Radio Jovem
MANIFESTAÇÃO: "EM DEMOCRACIA O POVO É QUEM ORDENA"
Sábado, 30 de Janeiro, no Bairro D'Ajuda, As 17H. Na companhia de Bihan Quimor, Big Carlos, Os Mecânicos e Star Caninha Cândida Lopez Cassama.

Vamos todos juntos dizer a nossa Heroína Titina Silá, que a razão da sua luta e consequente morte estão a ser banalizadas por políticos gananciosos e ambiciosos que não se importam com o bem-estar comum.
O nosso futuro está nas nossas mãos, não nas mãos dos que têm filhos vivendo e estudando no estrangeiro e que não importam com a nossa pobreza, com o nosso cuntango. Junta-te a nós para falarmos em uma só voz “EM DEMOCRACIA O POVO É QUEM ORDENA”.
Domingos Simões Pereira, presidente do PAIGC:


"O nosso Governo foi acusado de corrupção, de nepotismo e de muitas outras coisas, mas é bom lembrar que também somos gente com família. Como pessoas de bem, recorremos às instâncias próprias para resolver esses problemas. Assim, pedimos que esse caso (FUNPI) fosse aclarado para o nosso bom nome, e foi o que se fez.
Mas ainda falando em corrupção, uma empresa internacional de auditoria, contratado pelo Banco Mundial, está a fazer o seu trabalho e é nesta perspectiva que se está a fazer todo esse barulho para que o Povo não conheça a verdade dos factos do qual outrora fomos acusados."
terça-feira, 26 de janeiro de 2016
DIRECTO DC/FCPDD/SOCIEDADE CIVIL: "As nossas forças políticas são o factor da instabilidade na Guiné Bissau. Se alguém me tivesse perguntado ontem quem são os factores da instabilidade eu diria que são as forças armadas, porém hoje ficou claro que eles estão muito distantes de todas estas barafundas que vivemos." Filomeno Cabral
DIRECTO DC/FCPDD/SOCIEDADE CIVIL: "Democracia e 'Golpecracia', são dois aspectos totalmente diferentes e é por isso que nós, redes das mulheres pela paz, condenamos todos os actos que possam perturbar a ordem constitucional, assim como condenamos os últimos acontecimentos na ANP." Aissatu, rede das mulheres pela paz
DIRECTO DC/FCPDD/SOCIEDADE CIVIL: "A LGDH, não substitui os tribunais, mas os nossos pronunciamentos vão na linha de se conseguir a paz e a estabilidade, por isso tínhamos dito que era bom buscar uma saída política para esta crise. Estou muito contente com este espaço de concertação que se criou e podem todos contar com a LGDH em tudo o que tem a ver com a legalidade democrática." Augusto Mário, presidente da LGDH
DIRECTO DC/FCPDD/SOCIEDADE CIVIL: "É preciso responsabilizar política e judicialmente as pessoas que tentaram pisotear as leis da República. Queremos apelar à comunidade internacional, para que continue a acompanhar a situação dentro da Guiné-Bissau, assim como chamar toda a sociedade em geral para estarmos atentos aos actos que visam apenas e só adiar o destino do nosso país." DSP, presidente do PAIGC
DIRECTO DC/FCPDD/SOCIEDADE CIVIL: "O nosso Governo foi acusado de corrupção, de nepotismo e de muitas outras coisas, mas é bom lembrar que também somos gente com família. Como pessoas de bem, recorremos às instâncias próprias para resolver esses problemas. Assim, pedimos que esse caso (FUNPI) fosse aclarado para o nosso bom nome, e foi o que se fez. Mas ainda falando em corrupção, uma empresa internacional de auditoria, contratado pelo Banco Mundial, está a fazer o seu trabalho e é nesta perspectiva que se está a fazer todo esse barulho para que o povo não conheça a verdade dos factos de qual outrora fomos acusados." DSP, presidente do PAIGC
DIRECTO DC/FCPDD/SOCIEDADE CIVIL: "Devemos todos condenar o triste espectáculo que aconteceu no ANP, referente aos 15 deputados do PAIGC expulsos, assim como os deputados que assaltaram a mesa de ANP e que fizeram resoluções que levaram ao PR para a sua decisão. Esses actos têm de ser condenados criminalmente, porque uma vez que aceitamos actos como esses então estamos a aceitar que estamos num país com tráfico de drogas, de tráfico de influências assim como outros actos que não dignam o nosso país." DSP, presidente do PAIGC
DIRECTO DC/FCPDD/SOCIEDADE CIVIL: "Este encontro com a sociedade civil tem como objetivo dois aspectos: divulgar este espaço de concertação, assim como a carta aberta para aclarar o opinião pública nacional e internacional dos males, ou melhor, da crise em que estamos mais uma vez mergulhados." DSP, presidente do PAIGC
DIRECTO DC/FCPDD/SOCIEDADE CIVIL: "Há pessoas que, quando não estão no Governo, têm de desestabilizar o país. Se não estão no Governo é porque estão no desemprego, temos de dizer basta a essa gente, porque são pessoas que não pensam no país mas sim nos seus bolsos, por isso digo: temos muita razão para levantarmos e dizer basta (I justa dja)." Ruth Monteiro, Advogada
DIRECTO DC/FCPDD/SOCIEDADE CIVIL: "Chamamos a sociedade civil hoje porque tem um papel importante a desempenhar; não podemos apenas dizer vamos conversar, assim como não podemos dizer aos deputados ou ao PR vamos falar, mas a sociedade civil tem mais que dizer porque defende a camada mais desfavorecida que é o Povo." Ruth Monteiro, Advogada
DIRECTO DC/FCPDD/SOCIEDADE CIVIL: "O PR não deve fugir da verdade, e nós estamos aqui para dizer que, como garante da estabilidade, o PR não pode mediar um conflito interno de um Partido como é o caso do PAIGC, porque ele é presidente de todos os guineenses. Cada um de nós tem a sua razão, mas a maior razão tem de ser no STJ, e é isso que nós exigimos do PR, e o Zé povinho não merece o caminho que o PR quer levar o pais." Vicente Fernandes, presidente do PCD
DIRECTO DC/FCPDD/SOCIEDADE CIVIL: "Não estamos aqui para julgar ninguém mas também pensamos que ninguém tem o direito de manchar o bom nome da casa do povo (ANP). A atitude de alguns deputados não abona em nada o bom nome dos deputados da Nação - porque é que esses 15 Deputados não recorreram ao tribunal?" Vicente Fernandes, presidente do PCD
ÚLTIMA HORA/CRISE POLÍTICA: O PRS acaba de confirmar a sua intenção de dar o Golpe do Estado, através das declarações do seu Secretário-Geral, Florentino Mendes Pereira, que afirmou à saída da audiência com o PR de que "solicitaram" a este "a confirmação da resolução por eles 'aprovada'" no parlamento durante a madrugada. AAS
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