sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014
Corpo do estudante falecido já vai a caminho de Bissau
Amigos do estudante guineense Lester Raul, de 31 anos, participaram de uma missa em homenagem ao jovem morto no Ceará. A cerimônia (ver VÍDEO) aconteceu no Aeroporto Internacional Pinto Martins, em Fortaleza, antes do corpo ser embarcado com destino à Guiné-Bissau.
ENGEN vs ELTON: Entrada da ECOBANK numa história polémica - porquê?
Caros Bloggers,
Agradeço imenso a ajuda que têm dado neste caso que opõe os trabalhadores e novos responsáveis da antiga ENGEN agora ELTON. Muito sinceramente os vossos apoios têm permitido a evolução do processo, mas também demonstrado existência de muitos cúmplices. Um destes cúmplices para além de certas personalidades do Estado Guineense (através do Governo, Ministério Público, Comissariado da Polícia, Polícia Judiciária e Contribuições e Impostos), é uma instituição bancária. ECOBANK.
Reitero aqui mais uma vez que tenho a plena consciência que alguns assuntos políticos e sociais têm despertado maior atenção, mas estamos perante um caso onde muita gente está a sofrer, alguns a ganhar e o Estado a perder.
Mas há uma máfia instalada. Pelas informações que temos (enquanto funcionários), a ENGEN trabalhou ao longo destes anos sempre com todos os Bancos da capital. No entanto, quando surgiu esta história de ENGEN&ELTON, os bancos comerciais entraram em contenção. Deixaram de relacionar profundamente com ELTON.
No entanto, o que aconteceu, é que mesmo em situação de polémica, ECOBANK Bissau decidiu dar empréstimo a ELTON para fazer as obras. Os responsáveis da ECOBANK sabem ou não da existem da polémica? Sabem. Sabem ou não que o caso está no Tribunal? Sabem. E se sabem tudo isso, porque razão não podem esperar até o fim para continuarem a relacionar.
Aqui há gato escondido. A única conclusão que se pode chegar é que, neste momento ELTON está a ser dirigida por um senegalês e pelo facto da Directora da ECOBANK ser uma senegalesa, isso passa. Isso não pode acontecer. E aqui lançamos apelo aos accionistas da ECOBANK na Guiné-Bissau para abrirem os olhos.
Li no Blog Ditadura de Consenso uma informação assinada por TM Bissau. Infelizmente não precisou se é ou não trabalhador, mas acho que levar o debate para este caminho, é desviar atenções sobre o essencial. Não sei responder em nome do Badarou. O que sei é defender os meus direitos que foram violados.
Se o Bastou Badarou cometer algum crime, cabe-lhe responsabilizar dos seus actos. Não estou aqui a fazer a defesa do Badarou e nem sei se pagou ou não militares; se agrediu ou não o Director-Geral da PJ; se bloqueou ou não as portas da sede. O que sei e que é o Badarou tem estado na justiça com os responsáveis da ELTON sobre este caso; Sei também que ele anda em Bissau. E Como é que uma pessoa agride o DG da PJ anda livremente em Bissau.
Mas como funcionário isso não interessa. O que interessa são os meus direitos como trabalhador e estranho para muita gente, porquê é que toda gente calou. A Primatura, o Ministério da Energia; a Secretária de Estado de Energia e Industria; A Direcção Geral de Contribuições e Impostos. Porquê é que nenhuma dessas instituições pronuncia sobre este caso?
Aos trabalhadores da ENGEN&ELTON, o que quero aqui é chamar atenção para estarmos atentos sobre os nossos interesses. É preciso seriedade no mínimo. Aos guineenses, é bom que estejamos a altura de questionarmos as nossas instituições sobre os nossos direitos.
Quero mais uma vez saber: Quem ganha neste processo? O Estado tem estado a perder.
Obrigado pela vossa atenção ao nosso problema.
Um abraço di kumpu terra
DRL – Ex-funcionário da ENGEN
quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014
Presidente de Cabo Verde: «Para que haja progresso em África é necessário acabar com regimes ditatoriais»
O Presidente de Cabo Verde defendeu hoje que é necessário acabar com os conflitos e com os regimes ditatoriais africanos para que o continente apresente progressos, pedindo novas lideranças "mais pragmáticas". Questionado pela agência Lusa, no final da Cimeira sobre Inovação em África, que decorreu desde terça-feira na Cidade da Praia, Jorge Carlos Fonseca sintetizou o que afirmara pouco antes, no encerramento da conferência, salientando que só assim o continente africano poder afirmar "definitivamente" o ideário da democracia.
Confrontado com a necessidade de acabar com as ditaduras para assegurar o desenvolvimento de áfrica, Jorge Carlos Fonseca foi taxativo: "Sim, para sermos francos. Não pode haver progresso em África, essa África projetada para daqui a 30 anos, não existirá se não formos capazes de resolver os conflitos. Se não criarmos condições para não haver golpes de Estado” ou “regimes militares", frisou o presidente cabo-verdiano.
O continente tem de trabalhar para que “triunfe, em definitivo, o ideário da democracia, da liberdade, dos direitos humanos, da inclusão social, da igualdade do género, para uma África que seja capaz, finalmente, de criar condições para o bem estar económico, social e cultural das pessoas. Os líderes são pagos para isso", sustentou. Questionado também pela Lusa sobre se tem faltado pragmatismo às novas lideranças africanas, Fonseca afirmou que essa atitude está cada vez mais presente no continente.
"Tem havido agora mais pragmatismo, talvez, do que há uns anos atrás, mas falta trabalhar ainda mais nesse caminho", disse, aludindo também à necessidade de África evoluir, sobretudo através da inovação, tema da conferência na Cidade da Praia e que reuniu mais de 250 especialistas de 30 países, maioritariamente africanos. "A inovação implica transformações nas atitudes, nos produtos industriais, mas também nos próprios modelos de organização económica e social e, quiçá, o próprio Estado. Tem de ser uma atitude permanente de criatividade, de procura, com os menores custos possíveis e com as melhores e mais eficazes soluções", sustentou.
Segundo o presidente cabo-verdiano, quando se discute a inovação em África "para além dos contextos românticos e históricos", o que interessa é a transformação num continente "competitivo", num parceiro "incontornável" e em "pé de igualdade" com a Europa e com a América. "Tem de se apostar fortemente nas novas tecnologias, no desenvolvimento inovador em áreas como a energia, produção agrícola, em modelos de gestão fundiária, de registos dos quadros legais, para que possa, além dos discursos, das proclamações e das ambições legítimas, em 10, 15, 20 anos, competir com outros continentes", disse.
Salientando a evolução significativa na União Africana (UA), que substituiu a Organização da Unidade Africana (OUA), Fonseca, que conheceu a instituição como diretor geral, como secretário-geral do Ministério dos Negócios Estrangeiros, como chefe da diplomacia e agora como Presidente de Cabo Verde, reconhece a mudança da estrutura. "Basta pensarmos que, hoje, os textos da UA - o projeto de desenvolvimento da ‘Agenda pós-2015’, ou a ‘Agenda 2063’, em que se fala de uma África com um crescimento inclusivo, de direitos humanos, de Estados de Direito, de democracia, de igualdade de género, para ver que África mudou muito. Este discurso não é o de há 30 anos atrás", frisou, contando, depois, um pequeno episódio passado na cimeira da organização realizada a 30 e 31 de janeiro, em Addis Abeba, na Etiópia.
"O presidente da Zâmbia (Michael Sata), numa tirada a seu jeito, disse na sua intervenção que se os discursos e os propósitos fossem fatores de desenvolvimento, África estaria no primeiro lugar. Foi um discurso crítico, mas de prudência em relação a excessivos otimismos. O que quer dizer que as novas lideranças africanas têm de trabalhar muito", contou.
Sobre a cimeira da Cidade da Praia, Fonseca salientou a necessidade de haver seguimento e de avaliar o impacto no arquipélago e fora dele, defendendo que se devem também manter as redes de contacto criadas com a participação de mais de 250 especialistas de 30 países, maioritariamente africanos. LUSA
ELEIÇÕES(?) 2014: Candidato Nuno Nabiam recebido por general francês
O general Francês Jean-Louis Esquivié, especialista em assuntos militares e encarregue da cooperação militar com os países oeste-africanos, recebeu o candidato presidencial Nuno Nabiam, em Paris, França. AAS
PAIGC: Declarações de Domingos Simões Pereira após a votação dos estatutos, no VIII Congresso do PAIGC, em Cacheu.
«Sou candidato à Presidência do Partido, sem qualquer tipo de hesitação... sinto-me orgulhoso de pertencer a esta família.», disse DSP. OUVIR as declarações.
S.O.S.
Se souberem de alguém que tenha um MacBook Air com teclado em português (isto é importante) para venda, gostaria de saber se fizerem o favor. Meu nr: 9322115 ou por e-mail: aaly.silva@gmail.com - 'Mimam-me' com dezenas de vírus por dia (seguramente mais de 50), tudo para acabar com o blog. Muito obrigado, AAS
Jovens guineenses contra a mutilação genital feminina
Fonte: EXPRESSO
Autora: Carolina Rico
"Eu carrego o nome dos meus pais" é o nome do estudo efetuado em três países, incluindo Portugal, para apurar a opinião dos guineenses sobre mutilação genital feminina e o casamento forçado.A maioria dos jovens originários da Guiné-Bissau a viver em Portugal é contra a prática da mutilação genital feminina e encaram-na como uma violação dos direitos humanos. Ainda assim, o respeito pelos mais velhos faz com que não se sintam capazes de fazer valer a sua opinião e intervir na comunidade.
Esta é uma das conclusões do estudo sobre a "opinião dos jovens acerca da mutilação genital feminina e o casamento forçado dentro das suas comunidades", que será hoje divulgado pela Associação para o Planeamento da Família (APF), no âmbito do dia Internacional da Tolerância Zero à Mutilação Genital Feminina que hoje se assinala.
"Eu carrego o nome dos meus pais" é o nome do estudo efetuado em três países, no Reino Unido, Holanda e em Portugal, e que foi entregue esta manhã, num gesto simbólico, a Teresa Morais, secretária de Estado dos Assuntos Plamentares e da Igualdade de Género.
Na análise feita em Portugal, onde a comunidade guineense ultrapassa as 45 mil pessoas, os jovens manifestaram ainda o desejo de não perpetuar a prática no futuro, e dizem-se incapazes de sujeitar as filhas à mutilação genital, até porque, na maioria dos casos, esta é realizada pelos mais velhos, portanto, questioná-la "seria uma ofensa à cultura e um desrespeito aos anciãos".
"A intervenção do Estado é necessária, mas para erradicar a mutilação genital feminina os jovens têm de se insurgir contra a tradição", disse ao Expresso Miguel Feio, que entregou ao Governo o estudo da APF, cuja parte feita em colaboração com os outros países ainda não foi divulgada.
Tolerância Zero na Comunidade Europeia
Também a Amnistia Internacional lança esta quinta-feira uma campanha europeia destinada a incentivar os candidatos às eleições para o Parlamento Europeu a comprometeram-se a agir contra a prática da mutilação genital feminina.Teresa Pina, diretora executiva da Amnistia Internacional, disse ao Expresso que é fundamental "resolver o problema em casa". E um dos caminhos seria os deputados do Parlamento Europeu assinarem a Convenção de Istambul (Convenção do Conselho Europeu sobre a prevenção e combate à violência contra as mulheres).
"A ação da Amnistia não se pode dirigir aos países africanos, onde a prática é mais incidente, sem antes se manifestar junto das comunidades Europeias", comenta.Por isso, a Amnistia convida todos os candidatos às eleições de maio a assinarem uma declaração de compromisso pelo fim da mutilação genital feminina.
Graças à campanha da Amnistia Internacional "Fim à Mutilação Genital Feminina", no último trimestre de 2013 a Comissão Europeia lançou uma estratégia contra a mutilação genital feminina, que inclui a intervenção nos sistemas de saúde e serviços de proteção e apoio de menores, e criação de indicadores para se conhecer o número real de raparigas e mulheres afetadas na União, assim como o número daquelas que se encontram em risco.
Amnistia Internacional pediu também que os candidatos às eleições facilitem, no âmbito dos seus mandatos, a proteção das mulheres e raparigas em risco de serem submetidas à mutilação genital feminina dentro do enquadramento legislativo de asilo existente na União Europeia.
500 mil mutiladas
O Parlamento Europeu estima que cerca de 500 mil raparigas e mulheres a viver na Europa foram submetidas à mutilação genital feminina, e outras 180 mil se encontram em risco todos os dias.
Segundo os últimos dados da Organização Mundial de Saúde, mais de 125 milhões de mulheres foram sujeitas a alguma forma de mutilação genital feminina nos 29 países de África e Médio Oriente, onde a prática se concentra. A mutilação genital feminina é mais comum entre crianças e jovens até aos 15 anos e em mulheres adultas em observação de costumes e rituais regionais, podendo resultar em inúmeras complicações ou na morte da vítima.
PEDIDO: Se alguém conhecer um tal de NITO BERNARDO VIEIRA, que diz viver na cidade da Praia, em Cabo Verde, que me contacte sff. Esse senhor anda a ameaçar-me e quero ver-lhe o focinho. 932 21 15. Se o Nito for mesmo homem, com dois colhões, então que me contacte e logo veremos quem é mais homem. Obrigado, AAS
TELEX
E agora? STOP A 'plataforma' perdeu e ainda insiste para quê? STOP O Homem que queria a 'bicefalia' agora quer a 'unicefalia' STOP Onde estará a moralidade do acto? STOP Deixem o Braima Camará mandar e ver o que é capaz de fazer. STOP
Bem haja STOP
Braima Injai STOP
N’misti riba(*)
(*)Letra/Música: Iano Saluky (OUVIR MÚSICA)
Sin lembra
Sin rakua na tempo
Tudo ku n’passa
N’ta sinta n’tchora
Ai n’kansa dja
N’misti riba
Guiné-Bissau di nôs, nô terra sabi
Canta liberdade, na brinco em comum
Ki di bô i di mi
Di mi i di nôs
N’na riba n’barça nô bandera
Bandera, ku nô iça na kansera
N’na riba n’ialça nô bandera
Bandera ku nô iça na kansera
Ai n’kansa dja
Ma n’misti riba
Pa n’kebra nostalgia
Ku n’tem di bô Guiné
Nha kudadi i ês
Son na bu futuro
El ku mas na fassim riba
Pa djunta mon na bô
Ó volta, festa, festa
Ó volta, festa, festa
Ó volta
Festa garandi na nha terra sin tchiga
Ó volta, n´na riba
Ó volta, sin n’na riba
Nin si ku pé na tchon
N’na riba Guiné
Nin si ku tchepên di padja
N’na riba Bissau
Nin si nha mala lebi
N’na riba Guiné
Nin si n’ka leba uro
N’na riba Bissau
Nin si ku pera-na-sol
N’na riba Guiné
Nin si n’na bai kuntango
Siti tem lá pa ieri-ieri
Nin si n’dianta ku Falé
N’na riba Guiné
Nin si n’ka leba nada
N’na riba Bissau
PETRÓLEO: Possibilidade de extração do 'ouro negro' nas águas da costa da Guiné-Bissau
A empresa FAR Limited diz existir uma alta probabilidade de extração de petróleo, a custos «comercialmente atraentes», nas águas ao largo da Guiné-Bissau. As descobertas feitas no âmbito da prospeção ao largo da costa guineense revelam que a «possibilidade de sucesso de exploração», num poço que deverá ser perfurado no final de 2014, «é relativamente alta», indicou a empresa australiana. «A avaliação de recursos de hidrocarbonetos da FAR confirma um potencial da ordem dos milhares de milhões de barris de petróleo na zona offshore no mar da Guiné-Bissau para a qual a FAR possui licenças.»
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