sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Possível detenção de Karim: Me. Wade ameaça 'aquecer' Dakar


O ex-presidente senegalês, Abdoulaye Wade, ficou colérico ontem, quando soube através de um jornal senegalês de que um mandato de detenção foi emitido contra o seu filho, Karim Wade. Segundo fontes concordantes, o antigo presidente decidiu juntar-se às forças religiosas bem conhecidas das forças de policia, para aquecer as ruas de Dakar e tentar dissuadir o regime de Macky Sall de prender o seu filho.

Me Wade, que acredita piamente de que essa informação sobre o mandato de detenção lançado contra o seu filho não carece de todo de fundamento, decidiu assumir a vanguarda na campanha de destabilização do regime de Macky Sall, apoiando-se sobre os discipulos do lider religioso Bethio Thioune fazendo-lhes assumir a responsabilidade das manifestações. Ele, segundo a fonte, tera mesmo do seu próprio bolso financiado uma guerrilha urbana.

Do lado das forças da ordem, informações nesse sentido transmitidas às altas autoridades, segundo conseguimos apurar de fontes crediveis. As mais altas autoridades do Estado indicam de que eles não vão influenciar minimamente a justiça nem num sentido nem noutro e que os juizes devem interpelar Karim Wade, pois a lei tem pervalecer.

FONTE: http://www.africatime.com/Senegal/index.asp

QUAL SERÁ O PRÓXIMO EPISÓDIO?


Apesar de toda instabilidade política que o país enfrenta pós-conflito interno de 07 de junho de 1998 a 1999, impõe-se a pergunta: vale continuar com as Forças Armadas no país? Duas coisas merecem ser lembradas diante desta espécie de pergunta: a primeira diz respeito ao seguinte, se alguém me perguntar se tu gostas de Forças Armadas, responderia que não, a segunda se alguém me perguntar se tu gostas de viver num país sem presença de Forçar Armadas também responderia que não.  Quanto ao primeiro ponto, é claro que sou contra ação dos militares perante a sociedade civil, uma vem que o mesmo só pauta no uso das forças.  As Forças Armadas Revolucionarias do Povo é o que garante a soberania nacional do país. No mundo atual, não é admitido que a classe castrense fosse quem dita às regras.

A Guiné-Bissau precisa fortalecer acordos para selecionar, treinar e pagar melhores salários para os militares, tal vez isso ajudaria a inibir os conflitos políticos e militares. Só através disso, os militares deixariam de ser manipulados e/ou influenciado pelos políticos GABOLA, que só pensam em roubar o aparelho de Estado.
Um militar deve ser respeitado e não temido, mas nas ruas da cidade de Bissau, os militares são temidos pelo seu comportamento de bravura. Vamos sair ás ruas para repudiar tais condutas praticadas pelos militares.

Estamos perante uma ditadura militar, onde a voz do povo é silenciada pela força das armas. Vamos fazer circulação pacifica espalhar cartazes por todo lado retratando a violência dos militares e políticos. Precisamos de PAZ, para inibir a crise política que assolou o país desde o conflito interno de 07 de junho de1998. Pois a indisciplina nas Forças Armadas é uma ameaça a Guiné-Bissau.

A crise política de 07 de junho em Bissau, que durou 11 meses, ceifou vida de milhares de pessoas, impusera aos guineenses uma enorme tradição de instabilidade política, cuja pesada herança poder ser vista debaixo da camada mais recente de cultura de violência.
Recentemente teve um novo episódio de 21 de outubro de 2012, supostamente, Pansau Ntchama dirigiu um ataque contra o quartel de para-comandos que matou seis pessoas, o fato é um reflexo da atual situação de instabilidade política que o país atravessa, o acontecimento de 21 de outubro, nada mais é que uma etapa de eventos que está em andamentos.

Augusto A.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

"Aprender, aprender; Aprender sempre" - Amilcar Cabral


Aprendam:

- http://pt.globalvoicesonline.org/2012/04/15/guine-bissau-blogger-preso-aly/

- http://pt.globalvoicesonline.org/?s=António+Aly+Silva

Afinal...vai, fica - em que ficamos?


... O delegado da RTP na Guiné-Bissau já não será expulso. Fernando Teixeira Gomes ficará, afinal, no país. "Decidimos manter o Fernando Gomes porque foram-nos garantidas condições de segurança", disse Nuno Santos, Director de informação da televisão pública portuguesa. Hum... Decidam-se, caraças! AAS

ÚLTIMA HORA: O Governo Federal do Brasil autorizou a renovação dos vistos dos estudantes guineenses que estavam em condições ilegais em Fortaleza, no estado do Ceará. AAS


Valeu, caras! Abraço.

Comité para a Protecção dos Jornalistas condena expulsão e ameaças contra Jornalistas na Guiné-Bissau


ENGLISH VERSION

http://www.cpj.org/2012/11/guinea-bissau-expels-journalist-another-flees-into.php#more

VERSÃO PORTUGUESA

http://cpj.org/pt/2012/11/guine-bissau-expulsa-jornalista-portugues-outro-fo.php

NOTA: Dos jornaleiros...não reza a história! AAS

A mentira tem pernas curtas... MFDC nega envolvimento nos problemas da Guiné-Bissau


O MFDC, Movimento das Forças Democráticas de Casamança, desmentiu categoricamente o 'governo usurpador', negando qualquer envolvimento nos problemas da Guiné-Bissau e nomeadamente no caso de 21 de Outubro. Em comunicado, este movimento que luta pela independência da Casamança face ao governo do Senegal, referiu que nenhum dos seus combatentes tinha participado na tentativa de assalto contra o quartel de para-comandos de Bissau a 21 de Outubro. O MFDC respondeu deste modo às acusações proferidas pelo governo Guineense de transição que afirmou que entre os 6 mortos resultantes do confronto se encontravam combatentes oriundos da região de Casamança.

Sr., porta-disparate: por favor, não volte a abrir a matraca!!! AAS

O 'governo' de usurpadores do poder na Guiné-Bissau está de tal forma bloqueado, que até enviam cartas oficiais...por correio. Essa é que é essa!!! Bissimilai! AAS

Nem sim, nem 'nim'


Esta quinta-feira, dois encontros marcaram a actualidade Guineense, a convocação do Conselho de Estado pelo 'pesidente de transição', que em seguida se reuniu com as chefias militares, o PRS, Partido de Renovação Social (os golpistas de serviço) e com o PAIGC, partido no poder até ao golpe de estado de 12 de Abril, no intuito de analisar em conjunto a situação do país e tentar chegar a um consenso para que as instituições da República funcionem melhor.

Ao fim de quatro horas de reunião, os balanços dos dois maiores partidos políticos Guineenses foram contrastados. Augusto Poquena, Secretário-Geral do PRS, considerou que o PAIGC não reconhece o golpe de Estado de 12 de Abril e que este partido não tem vontade de fazer sair o país do impasse. Por outro lado, o líder da delegação do PAIGC, Luís Oliveira Sanca, contrapôs esta argumentação afirmando que a reunião "foi positiva" e que o golpe de Estado de 12 de Abril é uma evidência. RFI

O “desvio” da RTP na Guiné


O delegado da RTP na Guiné-Bissau, Fernando Gomes, deixa amanhã o país. Depois de a Sábado avançar com a notícia da sua expulsão, na terça-feira, surgem agora mais detalhes, revelados pela Lusa. O ministro guineense da Presidência do Conselho de Ministros e porta-voz do governo de transição, Fernando Vaz, escreveu uma carta a Alberto da Ponte ea Miguel Relvas a pedir a substituição do jornalista por existir um "desvio" do fim para que a televisão portuguesa foi aceite em Bissau. O que só fica bem ao jornalista e à RTP. Este é o take da Lusa:

"O governo de transição da Guiné-Bissau considera que houve "um desvio claro do fim" para o qual a representação da RTP foi aceite no país, pelo que pediu a substituição do delegado, Fernando Gomes.

Fernando Gomes era até agora o delegado da RTP em Bissau mas deixa o país na próxima sexta-feira, na sequência de uma carta do governo de transição pedindo a substituição do delegado.

A carta, a que a agência Lusa teve acesso, tem data de 15 de outubro e é dirigida ao presidente do conselho de administração da RTP, Alberto da Ponte, com conhecimento do ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas. Foi assinada pelo ministro da Presidência do Conselho de Ministros do governo de transição da Guiné-Bissau, Fernando Vaz.

Em três parágrafos, Fernando Vaz agradece "os esforços que a administração da RTP tem feito para garantir o funcionamento e difusão das informações quotidianas" da Guiné-Bissau, contando para o efeito com uma representação em Bissau.

"O governo da Guiné-Bissau reconhece o trabalho que tem sido desenvolvido pela aludida representação desde a sua instalação em Bissau", diz a carta, que acrescenta: "Entretanto, o governo lamenta constatar um desvio claro do fim para que a representação foi aceite no país, impulsionado pessoalmente pelo atual delegado na pessoa do senhor Fernando Gomes".

"Nestes termos" o governo "agradece a amabilidade" de Alberto da Ponte "no sentido de tomar medidas que julgar necessárias para substituir o mais rápido possível o atual delegado" da RTP na Guiné-Bissau, conclui a carta."

http://ntpinto.wordpress.com/2012/11/01/o-desvio-da-rtp-na-guine/

RESPOSTA ÀS ACUSAÇÕES DO GOVERNO DE TRANSIÇÃO DA GUINE BISSAU


Sr. Fernando Vaz,

A luta de libertação não se fez com burros e cavalos. Fez-se com estratégias e recurso humanos—e infelizmente, muitos perderam a vida. Como deve saber, qualquer carro que andar sem condutor, acaba por cair no precipício.

No dia 28 de Outubro de 2012 a forcv.com publicou uma noticia, “Guiné-Bissau: Governo de transição considera ‘vergonhosas’ declarações de dirigentes cabo-verdianos.” Tendo em conta o nosso conhecimento da história de luta de libertação, queremos dizer ao Sr. Vaz que procure outros argumentos por forma a legitimar o governo dele.

Todos sabemos que o actual governo da Guiné Bissau é um governo de paus mandados, sem poderes e submisso às forças armadas (danadas) de Guiné Bissau. Um governo de incoerentes que não deveria assumir a liderança – legitimando decisões arbitrárias de golpistas. Só espero que o senhor esteja “aqui” para ler esta minha posição porque pelos vistos, o Senhor Vaz não entende nada da democracia e/ou estado de direito. Talvez esteja com medo, defendendo seu tacho e seguindo cegamente ordens com argumentos sem lógica, descabidas, que poderão sobretudo causar um profundo dano no relacionamento entre a Guiné e Cabo Verde. É uma tristeza imensa ouvir a sua baixa e barata retórica em nome do governo e estado da Guiné Bissau.

Sr. Vaz, a legitimização do seu Estado não se faz com discursos, entrevistas ou conferências de imprensas baratos e ofensivos. Ela é feita com resultados práticos e mensuráveis—algo que o senhor e seus camaradas desconhecem. Hoje o senhor está no “poder”, certamente com muito medo porque sabe que será deposto amanhã. São essas atitudes de vingança e desordem que as autoridades de Cabo Verde não desejam (mais) ver num país que teve muito em comum com Cabo Verde.

Sr. Vaz, a luta de libertação não se fez com burros e cavalos. Fez-se com estratégias e recurso humanos—e infelizmente, muitos perderam a vida. Como deve saber, qualquer carro que andar sem condutor, acaba por cair no precipício—o caso da Guiné Bissau tudo aconteceu depois do golpe de estado de novembro de 1980.

Nós sabemos que pelas vossas limitações, invejas e espírito de cobiça e tribalismo, nunca gostaram dos caboverdianos. Os caboverdianos entenderam a vossa “ira”, abandonou a unidade Guiné/ Cabo Verde (que nunca devia existir) e veja, Sr. Vaz, hoje vocês têm a nação mais fragmentada de África – enquanto Cabo Verde, está no topo dos sectores de governaçao,prosperidade económica, democracia e paz social—algo que com as vossas
barbaridades, jamais atingirão. Daí a razão que os governantes de Cabo Verde estão tomando as posições que tomam no sentido de promover uma coerência para o bem estar do povo sofredor da Guiné.

Nunca defendo o primeiro ministro José Maria Neves ou Presidente Jorge Carlos Fonseca porque eles são idóneos e dispõem de mecanismos adequados para responder a essa vossa baixeza—que não merece resposta deles—daí, a minha resposta às suas acusações maléficas e infudamentadas.

Sr. Vaz, Cabo Verde e seu povo não devem a sua independência aos guineenses. Foi um trabalho conjunto, com liderança efetiva e ações práticas dos guineenses e caboverdeanos, muito embora, por razões geográficas, os guineenses em maior número.Vocês continuam angustiados porque não dispunham de estratégia ou competência técnica para demolirem o regime colonial. Os caboverdianos têm cara e sentido de responsabilidade. Em contrapartida, vocês continuam nas vossas barbaridades, como se a vida humana não tivesse valor.

Por isso, o senhor e seu governo deveriam simplesmente agradecer a intervenção do governo de Cabo verde no sentido de pôr cobro às atrocidades quotidianas da Guiné Bissau. Os caboverdianos sentem na pele o sofrimento do povo guineense enquanto os senhores “chefes” manipulam o povo e venham aqui cantar cantiga de galo molhado.

Dr. Julio C de Carvalho
Militante da UCID – U.S.A.

Os melhores do ano

Aly,

Agradecia, mais uma vez o favor de publicar esta minha contribuição.

Meus irmãos assistimos mais uma vez um TEMPORADA de mais uma ato (Comédia , Serial ou Filme) com que as autoridades militares e politicos golpitas estão a animar os Palcos da Guiné-Bissau. Desta vez, embora para estes grande ATORES é normal, infelizmente assistimos a morte ou assassinato de alguns dos jovens das forças armadas, alguns até com formação superior.

Dissemos A TEMPORADA ou parte da TEMPORADA, porque o povo Guineense deveria saber o seguinte:

Se os nossos  politicos e oficiais ATORES (militares) tivessem escolhido a ARTE E CINEMA como profição ganhariam muito mais e de forma legal todos os PREMIOS (PATENTES) e CEDEAO como uma industia CINEMATOGRAFICA hoje teriamos um dos grande nomes de HOLLYWOOD onde teremos os seguintes atores  premios e categorias :
 

Melhores Filmes: " 14 de Novembro de 1980, 17 de Outobro de 1985,07 de Junho de 1999 e 01 de Março de 2009
Melhores Comédias : Ou morremos todos ou vivemos em Paz
                           :  Os Alunos aprovaram todos os professores reprovaram todos
 
Melhor Comediante :Kumba Yala    

Melhor Diretores:             Nino Vieira                         Nino vieira             Anssumani Mané

Melhor Atores:                    Nino Vieira, Anssumani Mané, Antonio Injai, Kumba Yala, Artur Sanha
Melhores Atores revelção:   Panssau Intcha
 
Melhor Filme Estrangeiro: Tropas Senegaleses
Melhor Animação:         ECOMIB
Melhor Documentário:    Trafico de Armas
Melhor Fotografia:        Kumba yala entrgando envelope ao CEMGFA na AMURA
Melhor Direção de Arte: " FARP
Melhor Figurino: Serifo Nhamadjo
Melhores Figurinos revelação : jovens de batalhão de Manssoa(Mestres em artede  tortura )
Melhor Maquiagem:Panssau Intchama
Melhor Maquidor : Daban na Wallna
Melhor Edição:Bubo foi pegue com um telefone celular na cueca
Melhor Edição de Som :TIROS de Arnas automaticas
Melhor Mixagem de Som: Silêncio
Melhor Efeitos Visuais: Captura de Capitão Panssau Intchama
Melhor Trilha Sonora Original: Kafumbam 
Melhor Canção Original: BÓ NA PUPO LI TUDO
Melhor Curta-metragem: " Soltura de Bubo e afastamento de Zamora Induta
Melhor Documentário (curta-metragem): Bubo foi se tratar de Saude em Dakar
Melhor Espaço em sena : Quartel de Manssoa



Obs: Aly, eu não quero que me identifique porque eu nasci e cresci no bairro de QG e eles pode perseguir a minha familia. Eu estou estudando com filho de alguns oficiais militares, estou falando com algumas pessoas nestes dias que trabalham dentro do Estado Maior e Base Aerea para tentar apurar qualquer coisa estarei de volta.
Obrigado e que DEUS continue a te protejer com os anjos da elite do ceu porque você é um dos melhores que temos não so na area mas sim no PAÍS inteiro.

A 'Ruandização' da situação


Oi: Aly

Sou um leitor do teu blogue e desta vez quero que me publiques esta mensagem no seu blogue, com a assinatura que deixei em baixo:

Mais uma vez, a realidade vem provar-nos  a degradação evidente que o nosso país tem vindo a assistir nos últimos anos.

Parece-me que estamos, cada vez mais, perante 2 cenários:

1. A "Ruandização" da situação: Com supremacia militar de uma etnia que terá, a dada altura uma reposta de vários grupos étnicos das forças armadas, nomeadamente os felupes, beafadas e mandingas, de que poderá resultar um banho de sangue de consequências imprevisíveis.

2. A "Somalização" da situação: Em que entraremos numa anarquia completa, com ausência de governo e um grande controlo de bandos militares e traficantes de droga.

Também me parece, que chegamos ao ponto de nós Guineenses sermos incapazes de, isoladamente, conseguirmos dar volta à esta situação. Os ânimos, a emotividade e a exaltação toldaram-nos o pensamento.

Sendo assim, algumas saída possíveis para a nossa crise permanente poderão passar por:

1.O país passar a ser tutelado por uma missão da ONU (e digo-o com muita pena e quase numa de desespero), composta por um contingente militar importante que procederá ao desarmamento a bem ou a mal das nossas forças armadas, formando no futuro novos elementos para as mesmas ou aproveitando alguns dos actuais militares que compreendam ou passem a compreender o papel das forças armadas numa sociedade moderna, e por um componente civil que contribuirá para o governo do país, quer através de quadros nacionais competentes e livres das amarras dos partidos políticos, quer utilizando quadros internacionais por um período pré-estabelecido.

2.Criação de um Tribunal Especial para a Guiné-Bissau, que tenha o mandato para investigar, perseguir, julgar e condenar todos os crimes de sangue.

3. Criação de uma Comissão de Verdade e reconciliação, seguindo o exemplo da África do Sul. Não precisamos inventar muito.

4. Envolvimento da diáspora Guineense e dos quadros nacionais no país num “brainstorming” (numa espécie de Estados Gerais) com criação de planos a longo prazo para o desenvolvimento do país.

Resta-nos saber o nosso papel enquanto cidadãos nesta nova fase.

O.S.

Dia dos Defuntos Desconhecidos


Em poucos dias, foram dez os guineenses assassinados fria e barbaramente pelo novo regime sanguinario de Bissau, sem contar com outras execuções sumarias e exacções feitas por tudo quanto são feudos militares.

Esta em curso uma depuração étnica nas forças armadas à vista de todos e ninguém reage. O exercito tende a ser exclusivo de uma so étnia, por sinal, a mais saguinaria e desestruturada da nossa sociedade.

Oportunistas politicos, a eles se colam e... calam-se, enquanto a barbarie ganha terreno e estatui-se numa impunidade sectariamente assassina. O que é anormal é que tudo parece normal, para os guineenses e, mais ainda para a comunidade internacional. Ao que parece, ja nos retiraram da sua agenda de preocupações, pois enquanto se contam as vitimas diarias da Siria, do Mali e outros mundos supostamente civilizados e viaveis os nossos mortos, esses não entram na suas contas.

Tanto assim é, que as Nações Unidas (NU) vai mesmo nú, desacerditado e desrespeitado na Guiné-Bissau. O Joseph Mutaboba, representante especial da organização, é de Muita Boca e pouca acção, pois não diz nunca aos seus patrões claramente qual a melhor e unica terapia para os males do pais,

O Ovidio Pequeno representante da UA, apesar de bons sinais, até o momento, mostra-se de visão muito pequena com tamanha barbaridade à sua vista. Até agora, não foi capaz de dizer claramente à UA para se apropriar do processo Guineense, pois é a ultima e unica forma de contornar as rivalidades subregionais que esganam neste momento as reais aspirações do Povo Guineense,

A CEDEAO apesar da sua incapacidade e amadorismo, não cede nada, e finge nada ver, pois os seus mestres JONATHAN, SALL, CAMPAORE E OUATARRA assim quiseram em nome dos seus vis interesses. Aos nossos irmãos vilmente assassinados, as nossas preces, aos outros que nos darão a conhecer no fim da expedição do terror, no silêncio da esperança de não ser o pior, manteremos a esperança... de ai não ir além.

OP

Novo apelo dramático à comunidade internacional


Mais de um milhão de guineenses estão reféns de um grupo de militares telecomandados, enviados para assustar, torturar, humilhar, e matar guineenses... Temos sido sacudidos e violentados, usurpam e tolhem-nos os nossos direitos, até o mais básico. Ninguém pode manifestar-se! Até quando mais a comunidade internacional vai tolerar que gente medíocre - alguma classe política, e militar faça refèm todo um povo? A históra endossará uma boa parte da responsabilidade à comunidade internacional.

Ajudem o povo da Guiné-Bissau!

No espaço de uma semana, e a pretexto de uma 'inventona', dez (10!) cidadãos guineenses foram assassinados, depois de torturas físicas; outros foram espancados e encontram-se entre a vida e a morte; outros ainda fugiram do país. Os jornalistas são chamado para conferências de imprensa e avisados sobre que perguntas não devem fazer. O clima é de medo e de terror!!!

Não abandonem o Povo guineense, agora, mais do que nunca. Tiveram todos os sinais de que uma insurreiçao era possível, ainda que desnecessária. Nada justifica o levantar das armas, é intolerável o disparo de armas pesadas (12 de abril) numa cidade com mais de quatrocentas mil pessoas. É criminoso, acima de tudo. Tiveram tudo para estancar a hemorragia e a orgia de violência. Sabem há muito que este é um país que nasceu, cresceu e vive sob laivos de militarismo.

Um país é o último, e único, refúgio seguro para o seu povo. É traumatizante ver mulheres e crianças a chorar; é triste ver homens e jovens a fugir de homens e jovens como eles. É desolador. Estou abatido, e, sobretudo cansado. Não tenho sequer forças para gritar.

Olho e registo tudo. Depois escrevo, na certeza de que alguém me vai ler e comungar dos mesmos sentimentos. O meu blogue, tem sido acessado diariamente por milhares de pessoas. Ficará para a estatística. Teria preferido uma visita por dia, a ter de suportar milhares de pares de olhos tristes e enevoados: estão a matar-nos, estão a destruir as famílias, a tornar as crianças violentas.

A Guiné-Bissau está cercada politicamente:

- Não é reconhecida e foi expulsa pela União Africana,
- Não é reconhecida: pela CPLP, pela União Europeia, pela ONU

O pior da Guiné-Bissau, meus caros...é o guineense!

Um abraço a todos,

António Aly Silva