segunda-feira, 18 de março de 2013

ÚLTIMA HORA: Juíz do tribunal regional de Bissau mandou encerrar, esta manhã, a escola portuguesa. Desconhece-se, para já, o destino a dar aos cerca de duzentos e cinquenta estudantes, a maioria guineenses. AAS

2ª parte da entrevista


Entrevista de António Aly Silva à Rádio N

Ramos-Horta: "É possível a realização de eleições" antes de dezembro


O representante especial Organização das Nações Unidas (ONU) em Guiné-Bissau, o antigo presidente de Timor Oriental, José Ramos-Horta, declarou ontem (15/03/2013) em Bissau que apesar das dificuldades, é possivel organizar as eleições antes de dezembro nesse, depois do golpe de estado de abril de 2012. «E possivel organizar as eleições (gerais) antes do fim do ano. Todo depende da vontade politica dos actores, isto é, as autoridades de transição instaladas com o acordo dos militares. Nos compreendemos as dificuldades que existem para a mobilização dos recursos financeiros», declarou Dr Ramos Horta no decurso de uma conferência de imprensa. «Contudo, posso garantir que, da parte da comunidade internacional, havera uma contribuição de todos, para disponibilizar os meios financeiros e tecnicos necessarios, para a realização dos escrutinios. O mais complexo são os guineenses em si», disse.

«Encontrei-me com o presidente de transição (Manuel Serifo Nhamadjo) e o president da Assembleia Nacional (Sori Djalo). Eles deram-me as garantias de que, daqui até maio, havera um governo aberto a todas as sensibilidades politicas», indicou Ramos Horta, antigo Nobel da Paz. A maioria daos parceiros da Guiné-Bissau suspenderam as ajudas as autoridades de Bissau apos o golpe de estado e exigem para a retoma da mesma, a formação de gouverno aberto a todos os partidos e inclusivo e a organização de eleições daqui até dezembro do ano em curso. A antiga formação politica no poder (PAIGC) cujos dirigentes foram depostos aquando do golpe de estado, foi excluido da transição pelas autoridades de transição, não tem acento no presente governo. AFP

ONU: Missão técnica em Bissau


Uma missão técnica da ONU estará na Guiné-Bissau entre os dias 18 e 27 para avaliar a presença das Nações Unidas no país e a situação política, de segurança e de direitos humanos. Segundo o Gabinete Integrado das Nações Unidas para a Consolidação da Paz na Guiné-Bissau (UNIOGBIS), a missão é composta por 10 elementos, provenientes de Genébra, Nova Iorque, Itália e Dacar, e vai ter encontros com o gabinete da ONU, autoridades de transição, comunidade internacional, partidos, sociedade civil e Liga Guineense dos Direitos Humanos. "O objetivo principal da missão será de o fazer recomendações sobre possíveis ajustes no mandato do UNIOGBIS, a sua estrutura e força, e de modo mais geral ao apoio que a ONU presta ao país", diz um comunicado do gabinete.

Além de avaliar a situação da Guiné-Bissau, a missão vai ainda avaliar como estão a ser implementados os principais desafios atribuídos à UNIOGBIS. A presença da missão da ONU coincide com a presença também em Bissau, na próxima semana, do secretário executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). A Guiné-Bissau vive desde maio do ano passado um período de transição na sequência de um golpe de Estado, em abril, que derrubou os dirigentes eleitos. A maior parte da comunidade internacional não reconhece as autoridades de transição e cancelou os apoios. É a primeira vez desde então que um dirigente da CPLP vem a Bissau. LUSA

domingo, 17 de março de 2013

A entrevista (1ª parte)


António Aly Silva, à Rádio N

Militares invadem matas de Mansaba


Mais uma dezena de militares, fortemente armados, estão neste momento nas matas de Mansaba, alegadamente por causa do abate indiscrimiado de madeiras, soube o ditadura do consenso através de uma fonte. Fizeram-se transportar numa carrinha Canter, e numa Nissan Pathfinder preto, sem matrícula, de vidros fumados. "Vamos em missão, enviados pelo CEMGFA António Indjai", disseram. A fonte do ditadura do consenso mostrou-se indignado: "O que têm os militares a ver com o abate de árvores? Não há guardas florestais, polícia?" - perguntou. Uma boa resposta para...o chefe dos militares, o CEMGFA António Indjai, responder... AAS