quarta-feira, 26 de março de 2014
Rekadu i pa konta
Guiné-Bissau é coisa pouca para alguém? Seja. Mas é nossa. Pode até ser uma coisa pouca, uma luz qualquer. Chega-nos. Deslumbra-nos. Guiné-Bissau podia, hoje, ser um gigante entre gigantes mas nunca deixaram-na ter essa medida, esse sentido de proporção, a mínima mercê. E, no entanto, o país continua brilhante como se a noite não existisse. AAS
Encontrar, num dia, duas mãos cheias
Ela:
Sentado, vi-a passar. Ninguém sabe, neste pedaço de terra, como ganha a vida. Havia, no entanto, quem apostasse que se governava vendendo coisas insignificantes para quem as não comprasse.
Vestia de preto e o seu tímido rosto fechado ia bem com a tonalidade do pano. Chamaram-na. E veio, envergonhada, os olhos pregados no chão de terra vermelha. «Nunca usei nada que já não tivesse sido usado», disse. E depois sorriu, um sorriso maior que mil trindades, mostrando os dentes brancos e as gengivas quase púrpura.
Os vestidos que quase nunca usava eram-lhe dados, como quase tudo o resto que lhe pertencia, e nunca lhe assentavam bem. Estavam, ou apertados ou largos ou ainda compridos de mais.
O seu rosto era pálido. Estava vincado pela vida e pelos seus riscos. Notava-se que estava por sua conta e risco. Talvez não lhe surpreendesse ou não gostaria que fosse de outra forma. Era feliz assim.
Eu:
Aqui, é o tempo que nos amolece - estou em Varela. E quando isso acontece, lembramo-nos de como a vida continua em todo o seu esplendor para além da nossa fadiga. A clausura a céu aberto a que me sujeitei durante oito dias, transformou-me num outro homem. Escuto muito, e mais. Falo pouco e baixo e com cadência. Não tenho pressa, terei cuidado.
Aqui tudo é escuro, e, assim sendo, não há ciências exactas. O que há é isto: a grande escuridão que se instala quando o mar engole o sol e no céu navegam estrelas. Oito dias num clima quase invernal (choveu na madrugada de domingo...). O nevoeiro cobria tudo à volta que mais parecia uma noite branca.
Vultos na noite escura (quero dizer, branca) vagueiam pelas estradas de terra como assombrações. Eu, atordoado com o frio, vejo a hora marcar passo. Pareceu-me então um duvidoso privilégio esta solidão auto imposta, mas enfim, é realmente verdade que não tenho escolha.
Continuo sentado a escrever. O 'manuscrito' soma já 105 mil caracteres e é um quase livro. E enquanto escrevo já a noite vai longe. Recupero das desilusões e vivo de emoções. A fadiga que não me larga, o quase deixar de acreditar, o tentar reatar o fio da vida que teima em dar nó.
Pensei em tudo. Mas nada digo. Sou um túmulo. E se um dia alguém quiser escrever a minha biografia só encontrará silêncios. António Aly Silva.
ELEIÇÕES(?) 2014: PUSD lançou o seu blogue 'pa lantanda nô terra'
Acompanhe AQUI todas as movimentações do Partido Unido Social Democrata, sob liderança da Carmelita Pires.
ELEIÇÕES(?) 2014: Marcha pela paz e reconciliação
Bissau. Rotunda do Aeroporto internacional Osvaldo Vieira. A estátua Amílcar Cabral majestosamente exibe sobre os locais. Logo nas primeiras horas do dia 22 Março, a emblemática estátua foi tomado de assalto. Tudo porque foi o sítio escolhido pelo candidato Nuno Nabiam para dar ponta pé de saída ao lançamento da sua campanha eleitoral com vista as presidenciais de 13 de Abril.
Objectivo: estabelecer um contrato de confiança com o povo e subscrever para que seja confiada as chaves do palácio da Republica. Justamente na praça dos Heróis Nacionais, situado há um passo da sede da sua directoria nacional de campanha, coordenada pelo jurista Juliano Augusto Fernandes.
O primeiro dia de campanha foi uma autentica demostração de força. Quantos foram? Alguns dizem 70 mil, outros estimam que seja 80 quiçá 100 mil pessoas que participaram nesta marcha da Coesão Social e harmonia na paz tanto dos corações como do espirito, tal como quis Nuno Nabiam.
Uma marcha na qual, participou massivamente o povo que ao longo dos 7 km não parou de gritar o seu nome bem como o dos numerosos lideres da enorme franja de partidos políticos, diferentes movimentos e membros influentes da sociedade civil que participaram nela. O apoiante de peso, o antigo presidente da Republica Koumba YALA arrancou enormes aplausos da multidão.
Desencadeado sob o signo de homenagem e de reconhecimento no lugar dos antigos e a esperança na juventude, que reafirmou na ocasião o seu estatuto de força viva da nação, a marcha drenou na sua passagem multidões enormes que vieram espontaneamente responder o convite dos organizadores. A marcha terminou 3 horas depois no final de breves discursos. Apenas para anunciar as perspectivas.
Os principais temas do programa de campanha daquele que é familiarmente chamado pelos seus compatriotas de <
FONTE: Directoria de campanha do candidato presidencial Nuno Nabiam.
NOTÍCIA DC: Afronta na APGB
Serifo Nhamadjo, presidente de transição da CEDEAO e o seu primeiro-ministro, Rui Barros, estão a tentar montar uma burla na Administração dos Portos da Guiné-Bissau (APGB). Querem, à viva força, instalar uma fábrica 'fictícia' de cimento dentro do recinto portuário, sem no entanto fazer um estudo de impacto ambiental, e sem reflectir sobre o espaço circundante para circulação dos camiões. A pressão é muito forte sobre o Diretor-Geral da APGB, para assinar o referido contrato. AAS
Curtas
Presidente do sindicato dos trabalhadores da RDN ouvido pelo Ministério Público
(RDN) – O presidente do comité sindical dos trabalhadores da Rádiodifusão Nacional (RDN) foi ouvido hoje por um juiz do Ministério Público na sequência de recentes declarações de que “destruiriam os estúdios da emissora caso fosse contratado novo pessoal para cobrir a greve”.
Bacar Tcherno Dolé disse ter constatado, na queixa remetida ao Ministério Público, que o Secretário de Estado da Comunicação Social, Armindo Handem, fundamenta a sua suspeita na hipótese de que os funcionários da rádio pública teriam a intenção de sabotar o grupo electrógeno e o estúdio central situado na vila de Nhacra, a cerca de 30 quilómetros de Bissau.
O sindicalista disse ainda que a queixa foi introduzida por Armindo Handem, Secretário de Estado da Comunicação Social, o qual – alegou – terá sustentado sua desconfiança na hipótese de que são os próprios trabalhadores da RDN quem está por detrás das avarias do grupo electrógeno da estação e que os mesmos estariam a orquestrar a paralisação dos estúdios de Bissau e de Nhacra.
Armindo Handem – disse ainda – terá manifestado a intenção de se fazer uma requisição civil.
Observadores de longo prazo da missão da EU partem quarta-feira para diferentes regiões do país
(RDN) – Os observadores de longo prazo da Missão de Observação Eleitoral da União Europeia (EU) partem quarta-feira para diferentes regiões do país, para seguir o processo eleitoral que culminará com o escrutínio de 13 de Abril. Estes observadores chegaram segunda-feira a Bissau e vão ser reforçados por um outro grupo de 24, de curto prazo, esperados na capital apenas uma semana antes do escrutínio, para acompanhar os procedimentos pré-eleitorais, votação, contagem dos votos, apuramento regional e nacional dos resultados. A missão, liderada por Krystof Lisek, membro do Parlamento europeu.
Assinada diretiva genérica que regula conduta do jornalista no processo eleitoral
(ANG) – Os órgãos de Comunicação Social assinaram hoje uma diretiva genérica que estabelece um conjunto de princípios e normas ético-profissionais para orientar a cobertura jornalística do processo eleitoral. A diretiva estabelece que, na cobertura eleitoral, os jornalistas e seus órgãos devem evitar a publicação ou emissão de opiniões sobre qualquer assunto susceptível de promover ou incitar ao ódio, ou a preconceitos.
Devem evitar promover, ou causar, a desordem pública e pôr em causa a paz, segurança e tranquilidade, assim como não ridicularizar, estigmatizar ou discriminar os concorrentes e os seus apoiantes. O documento emanado do Conselho Nacional da Comunicação Social (CNCS) é aplicado a todos os órgãos, quer públicos, privados ou comunitários, televisão, rádios e jornais, compreendendo jornalistas profissionais e os colaboradores.
A diretiva foi assinada pelos Presidentes da CNE, Augusto Mendes, do CNCS, Ladislau Embassa, do Sindicato dos Jornalistas e Técnicos da Comunicação Social (SINJOTECS), Mamadú Candé, e pelo Secretário Executivo da Casa da Imprensa, Domingos Meta Camará.
DG dos Correios lança novos selos e postais
(ANG) – A Direção-Geral dos Correios da Guiné-Bissau (DGCGB) homenageou os falecidos poetas e combatentes da liberdade da pátria, Vasco Cabral e José Carlos Schwartz, com o lançamento de novos modelos de selos e postais para correspondência. Lino Leal da Silva, diretor-geral dos Correios da Guiné-Bissau, elogiou os dois guineenses homenageados considerando-os como “os que contribuíram para o engrandecimento da cultura nacional”.
As empresas nacionais parceiras, nomeadamente a Stamparija Satas e a INACEP, contribuíram para a materialização do projeto, revelou o diretor-geral, que espera que o próximo governo eleito saberá implementar reformas profundas visando a privatização dos CGB.
Candidato presidencial guineense pede reforço de segurança
(Angop) - Afonso Té, candidato à presidência da república, pediu o reforço das medidas de segurança para os concorrentes às eleições gerais de 13 de Abril. De acordo com Afonso Té, “a segurança dos candidatos, em todo o processo, deve ser reforçada para que a festa das eleições - iniciada no passado dia 22 – possa culminar com o fim da presente crise nacional”.
Citado pela agência Lusa, numa ação de campanha que o próprio diz ser de "corpo-a-corpo" com o eleitorado no bairro de Quelelé, arredores de Bissau, Afonso Té afirmou que não pode tolerar ameaças aos candidatos.
terça-feira, 25 de março de 2014
PONTO DE ORDEM: Serifo não sabe nadar, iô
Foi triste ouvir do golpista en passant Serifo Nhamadjo, a aceitação implícita da desculpa esfarrapada dada pelos militares sobre espancamento de que foi vítima o dirigente do PRS, Mário Fambé. «Os militares disseram que ele (o Mário) é um desertor e que continua vinculado às forças armadas». Para além de triste, é deveras preocupante e vem provar uma vez mais, se é que alguma dúvida existisse, que a Guiné-Bissau não tem gente preparada na condução dos destinos do País.
Esta aceitação, implica a legitimação para o espancamento dos futuros desertores. Intolerável. Em vez de pedir a punição dos autores, Serifo, o sujeito nesta história, deve ter ouvido das poucas nessas longas seis horas de reunião!!! Continuando, o sujeito foi ao ponto de verberar ter ordenado aos militares que se afastassem dos políticos e da campanha eleitoral. E é esse mesmo sujeito que enquanto «ordena» a tropa que se afaste, ao mesmo tempo os convida para debruçarem sobre a segurança durante o período eleitoral... O que tem a TROPA a ver com ELEIÇÕES??? AAS
TESTEMUNHO: 'O que eu vi Bissau'
«Caros concidadãos,
De regresso a Bissau, depois de uma ausência relativamente longa e nostálgica vi coisas aberrantes que ternaram a minha alma e o meu patético orgulho de patentear a minha guinendade, apesar dos âmagos e amargos da nossa má reputação.
Confesso-vos, que antes de aterrar nesse chão que nos é querido e inalar aquele ar húmido - único do chão da Guiné - que nos abraça fortemente à chegada, senti-me evadido por um misto de sentimentos contraditórios. De um lado, uma saudade anormal e pateticamente maternal da minha pátria e, por outro, um sentimento de receio de vê-la pior que o esboço dos desenhos futurológicos que faço da sua sorte madrasta.
Essa amálgama de sentimentos que momentaneamente me sobressaltou, é deveras interessante, por isso, entendi ser útil, partilhar convosco a estranheza e a tristeza com que vi a "nossa" Bissau, outrora capital esplendorosa da Costa Ocidental, hoje urbe semisselvagem, descaracterizada, desorganizada, abandonada, uma cidade de alma penada, perdida no tempo e sem referências sociais e morais. Foi assim que cai no real e, eis o retrato que vos traço de Bissau.
Vi Bissau,
com olhos tristes e alma prenhe de dor,
gente, sem tempo e sem alma para pensar no futuro,
um Povo jovem, brutalmente envelhecida que sorri tragando o fel da sua desgraçada sorte,
gente com o coração amarfanhado, contido de sofrimento e opressão.
Vi,
vidas se perderem estupidamente no dia à dia que abismalmente se degrada,
uma juventude, sem rumo e sem esperanças que os animem em continuar vivos,
jovens se conformarem, em serem meros seres vivos sobreviventes de um pais pária,
escolas esquecidas, mentes perdidas em jogos de prazeres que apelam à morte.
Vi,
um dito de "Estado", sem identidade, decadente e cobardemente omisso,
instituições do Estado ausentes da demanda social,
energúmenos enfeudados à marginalidade rampante fazerem-se dirigentes de um "Estado" virtual,
servidores públicos, servindo-se do Estado, roubando e pilhando anárquica e impudicamente.
Vi,
um "Estado" submisso, de cócoras,
uma bandeira, outrora guerreira, hoje pedante e envergonhada sob anexação estrangeira,
Vi,
colaboracionistas do golpe de estado, pastando nas ruas a sua incompetência de guardas pretorianas dos seus algozes,
vi, o ódio oprimido, nos olhos do povo, os quais fulminam a raiva da sua impotência.
Vi,
uma caricatura de "Governo", um antro nojento de impostores desavergonhadamente corruptos e marginais,
um clube de mafiosos, que numa noite de trevas se erigiram em "governantes",
quais, não passam, de prostitutos, fielmente submetidos ao mundo do crime organizado e à ditadura narco-militar,
novos ricos, fruto da desgraça alheia, conhecidos pés descalços, são hoje, os novos senhores de Bissau.
Vi,
as nossas florestas e mares serem desalmadamente desbravadas, violentamente entranhadas,
nosso mar, rico patrimônio, saqueado, pirateado por frotas pesqueiras sob bandeira de generais invasores,
nossas vastas riquezas naturais vil e criminalmente alienadas e devastadas cruelmente,
a maldade da irracionalidade barbara presente, como se de uma vingança se tratasse.
Vi,
filas de porta contentores ocupando ruas inteiras de Bissau, incluindo a novel Av. Amílcar Cabral,
contentores, carregados de toros de madeira criminosamente abatidos nas nossas matas, incluindo as nossas zonas protegidas,
rede mafiosa de negócio da madeira, que esconde nas suas entranhas, muita droga,
tráfico de droga, que se agrava dia a dia, contrariamente as aparências, porque, só mudou o modus operandi.
Vi tudo, e mais alguma coisa,
tudo, imensa desgraça,
sendo certo de que, o nosso pais, a continuar assim, estará irremediavelmente perdida como Estado.
E, mas em tudo que vi,
constatei, que essas acções assassinas são caucionadas sob mandato e protecionismo dos barões narco-militares e seus comparsas golpistas da CEDEAO,
são eles os beneficiários directos das depravações das nossas riquezas nacionais,
são eles, os donos e senhores de Bissau
São eles, a Nigéria, o Senegal, a Costa do Marfim e o Burkina Faso.
Visão Té»
ELEIÇÕES(?) 2014/NOTÍCIA DC: Falta de pagamento dos Formadores/Supervisores do processo de recenseamento na diáspora
Aquando da chegada a Bissau dos Formadores/Supervisores do Processo de Recenseamento Eleitoral na Diáspora, solicitou-se ao Gabinete do MNECIC (Ministério dos Negócios Estrangeiros da Cooperação Internacional e das Comunidades) o pagamento dos subsídios a que têm direito e foram informados que até à data não tinham recebido a verba que o GTAPE (o Gabinete técnico de Apoio ao Processo Eleitoral) tinha que disponibilizar a favor destes.
No entanto, esses mesmos formadores/Supervisores dirigiram-se ao GTAPE, e foram informados que as verbas em causa, no valor de XOF 74.000.000 (Setenta e Quatro Milhões de Francos CFA), já tinham sido desbloqueadas há muito tempo, a favor do Gabinete acima referido, o MNECIC.
E esses Formadores/Supervisores, tiveram conhecimento através de um mapa de pagamento em como este montante foi levantado pelo MNEClC, através da sua Direção Geral das Comunidades, incumbida de coordenar o processo na Diáspora. Agora pergunto: Onde pára o dinheiro dos formadores/Supervisores da Diáspora?
Agora o cúmulo: os prejudicados (Formadores/Supervisores) estão a ser ouvidos pelas mesmas pessoas no Gabinete do Inspetor Geral do Ministério (também membro desse Gabinete de falcatruas), no âmbito de um processo disciplinar que forçosamente lhes querem instaurar, por alegada falta de entrega dos dados do Recenseamento (tentativa de intimidação). Agora pergunto mais uma vez: Se os Cadernos Eleitorais da Diáspora estão prontos e foram publicados ao mesmo tempo com os de Bissau, foi com que dados?
GUINÉ-BISSAU: Ambientalistas receiam exploração de areias e abate de árvores
A exploração de areias pesadas e o abate de árvores na Guiné-Bissau estão a alarmar a União Internacional de Conservação da Natureza (UICN), alertou hoje, em entrevista à Lusa, Nelson Dias, chefe de programa daquela organização no país. A exploração de areias está a avançar em Varela, no norte do país, mas aquele responsável alerta: segundo a UICN não foram feitos estudos suficientes para proteger o ambiente, a tecnologia usada é arcaica e desconhece-se o contrato de exploração.
"Não há garantias de que a qualidade da água seja preservada", afetando não só a população das tabancas (aldeias), como também os peixes e as bolanhas (arrozais alagados), fontes de alimento na região. Aliás, "a qualidade da água mudou" logo na fase de estudos preliminares, em 2012, algumas espécies de peixes "tornaram-se raros e a população reclamou", recorda.
Para além de ninguém dar garantias de que esses riscos estejam acautelados, o trânsito de pesados na estrada de terra batida que cruza a região, recentemente coberta com terra fina, está a cobrir de pó os terrenos em redor. "Isto vai afetar a polinização do caju e frutos silvestres. Receamos que a produção possa descer", acrescenta Nelson Dias. Tudo somado, são riscos a mais, sem respostas ou garantias, lamenta o ambientalista.
O acordo com uma empresa russa para a exploração de areias pesadas foi assinado pelo Governo de transição da Guiné-Bissau, a 21 de fevereiro, numa cerimónia pública em que um representante da sociedade anónima Poto anunciou o início dos trabalhos de exploração de jazidas estimadas em cerca de 80 mil toneladas. Os derivados das areias pesadas de Varela, como o Zircónio, podem ser utilizados nas indústrias nuclear, química e eletrónica, bem como na construção civil.
Apesar de os pormenores do contrato de exploração por cinco anos não terem sido revelados, os membros do governo prometeram na cerimónia que a região vai beneficiar "de muitos projetos", tais como a reparação da principal estrada, construção de escolas e hospitais. Mas o guineense Nelson Dias é muito crítico quanto à forma como está ser permitido o acesso aos recursos naturais do país e alerta também para o abate intenso de árvores para obtenção de madeira.
"À vista desarmada aumentou o número de motosserras nas florestas e o número de contentores" oriundos do interior "que fazem fila no porto de Bissau ou passam pela fronteira", refere. Cada contentor "pode levar 95 a 100 troncos. A população ganha mil francos por árvore cortada, quem corta ganha quatro a cinco milhões por contentor e o exportador lucra um balúrdio", resume Nelson Dias, para ilustrar o desequilíbrio do negócio.
Ou seja, "o Estado passa licenças em que não ganha nada" e a população, maioritariamente dependente da agricultura, "fica com os ecossistemas destruídos". "Têm que ser o governo e a população a chegar à conclusão que estão a ser prejudicados e a decidir mudar o sistema. Enquanto isso não acontecer, estamos a ganhar migalhas e a destruir o futuro", conclui. LUSA
OPINIÃO: A diáspora apela ao voto na qualidade
«15 Anos depois de ter tido a última oportunidade de eleger um representante seu (Deputado) para a Assembleia Nacional, a Diáspora Guineense é de novo chamado a exercer o seu direito de voto.
Para não desperdiçar esta soberana oportunidade de mais uma vez se fazer representar no referido Órgão de Soberania, os Emigrantes Guineenses residentes na Europa, mais precisamente nos Países onde o escrutínio terá lugar, nomeadamente Portugal França e Espanha, envolveram-se activamente no processo de recenseamento, visando a eleição de um deputado para o círculo de Europa.
A Actual conjuntura socioeconómico Mundial, que afectou gravemente a economia europeia, veio colocar dificuldades suplementares a nossa comunidade, interpelando-a a encarar estas eleições com acrescida responsabilidade e maior pragmatismo.
As exigências da actualidade, o leque e as especificidades dos problemas com que a nossa Diáspora de debate, considerando as particularidades dos Países de acolhimento, obrigam a que o seu representante na Assembleia Nacional (Deputado para o círculo de Europa) esteja dotado de qualidades humanas irrepreensíveis (formação superior, perfeito domínio do Francês/Inglês, larga experiência da vida política e do Associativismo, tolerância, pragmatismo, capacidade de exercer influência e de estabelecer alianças pontuais/estratégicas nos bastidores do Poder, conhecimento mínimo das Leis comunitária e das regras de funcionamento das suas Instituições).
Estes requisitos enquadram-se perfeitamente na realidade existente, na medida em que a Diáspora Guineense, hoje, constitui uma comunidade recheada de grandes valores nos domínios político, social, científico, técnico, profissional, cultural, e desportivo e não se pode dar ao luxo de se fazer representar por indivíduos desprovidos de valências que justifiquem o seu voto de confiança, independentemente dos Partidos Políticos à que estão confinados.
É com base nestes pressupostos que o Movimento para a Igualdade de Direitos e o Exercício da Cidadania Activa da Diáspora Guineense (MIDECA), sediado em Portugal, apela a todos os cidadãos Guineense residentes no estrangeiro, sobretudo na Europa, a não votarem cegamente nos Partidos Políticos, dando primazia aos candidatos que dispensam quaisquer apresentações, cujos perfis se enquadram nos requisitos acima descriminados e que estejam devidamente preparados para assumir a titânica tarefa de construir a ponte entre a Guiné-Bissau e a Diáspora, ou seja, fazer da Diáspora uma das prioridades da Política Externa do nosso Estado.
Por outras palavras, apelamos ao voto nos candidatos que já deram provas de idoneidade, de estarem devidamente integrados na sociedade europeia e que já demonstraram ter experiência e capacidade suficientes para defender os nossos Direitos e resolver os nossos problemas nesta legislatura.
Bem-haja a Guiné-Bissau!
Unidos, somos mais fortes e mais capazes!
Lisboa, 20 de Março de 2014.
MIDECA»
segunda-feira, 24 de março de 2014
OPINIÃO: Portugal e Angola de volta à cena na Guiné-Bissau?
Por GUILHERME DIAS
Com as eleições do próximo dia 13 de abril, a Guiné-Bissau tem à vista o regresso à normalidade do funcionamento das instituições, dois anos exatos depois do golpe militar. A missão interina dos países da CEDEAO (ECOMIB), bem como a da ONU, têm falhado sucessivos objetivos e, para o investigador Gustavo Plácido dos Santos, é tempo de Portugal, Angola, Brasil e outros países da CPLP voltarem à cena.
As eleições estavam inicialmente previstas para abril do ano passado e a incapacidade de as organizar, de melhorar o funcionamento da Justiça, a par da “persistente intromissão dos militares em assuntos nacionais mostra que as missões da CEDEAO e da ONU (UNIOGBIS) têm em larga medida sido incapazes de influenciar os acontecimentos”, afirma Plácido dos Santos em artigo para o Instituto Português de Relações Internacionais e Segurança (IPRIS).
A “fraqueza” da ECOMIB esteve patente em dois episódios recentes, argumenta. O primeiro foi, em fevereiro, o mandar parar por militares do carro do líder da UNIOGBIS, José Ramos Horta. Antes, militares e a guarda nacional haviam cercado o escritório da missão da ONU na cidade de Buba, convencidos de que Carlos Gomes Júnior, o ex-primeiro-ministro cuja eleição para presidente foi impedida pelo golpe de 2012, estaria ali refugiado.
A pedra-de-toque da afirmação do Estado de Direito na Guiné-Bissau será a reforma das forças de segurança. O seu peso desmedido na sociedade tem impedido sucessivos governos de se impor. Mesmo depois das eleições do mês que vem, muitas são as dúvidas acerca da capacidade de fazer os militares voltar para os quartéis, respeitar ordens e não se envolver na política.
As sanções que se seguiram ao golpe vieram ainda agravar a situação económica e financeira do frágil Estado guineense. Só a União Europeia tinha prometidos 6,5 milhões de euros para modernização da administração pública. Portugal, um dos principais parceiros de cooperação, também tem mantido uma relação distante. Representantes da Guiné-Bissau deixaram de estar presente no dia-a-dia da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.
Regresso lusófono?
Para Plácido dos Santos a “melhor opção” em termos de envolvimento internacional seria uma força de estabilização da ONU, devidamente mandatada pelo Conselho de Segurança, tal como os países lusófonos defenderam logo após o golpe de 2012. Isto, em contraponto à tendência dos militares para se imiscuírem em assuntos do Estado.
Para aumentar “legitimidade” desta força, refere o investigador, o controlo político e tomada de decisão deveria ser delegado na União Africana. Os países vizinhos não estariam excluídos da participação, e inclusivamente a experiencia da ECOMIB seria útil. Com mais recursos técnicos e meios financeiros, cria-se o “potencial para acabar com o ciclo vicioso de golpes militares”, defende.
A presença e influência de Angola na região, através da Guiné-Bissau, é vista com desconfiança e, inclusivamente, apontada por alguns observadores como uma das molas propulsoras do golpe de 2012. Mas os países lusófonos continuam disponíveis para participar e mesmo Angola tem argumentos fortes para que seja aceite o seu regresso ao processo – aumento da capacidade financeira da missão e também da sua legitimidade internacional.
A favor da participação dos países lusófonos está a partilha da língua, mas também das bases legais e práticas da administração pública, que pode facilitar uma reconstrução mais rápida do muito debilitado Estado guineense. Já a influência brasileira na ONU, argumenta Plácido dos Santos, pode agilizar a criação de uma força de estabilização mandatada. Portugal, prossegue, seria útil para dinamizar o envolvimento dos parceiros europeus, e também o financiamento.
“Os Estados-membros da CPLP têm laços históricos e culturais profundos que podem servir de poderosos instrumentos para a cooperação mútua, cooperação e apoio”, escreve o investigador do IPRIS. In: Lusomonitor
Páscoa feliz a todos
A campanha eleitoral para as eleições gerais na Guiné-Bissau vai no 3º dia, mas como devem ter reparado este blogue não tem, por motivos óbvios, notícias actualizadas sobre o assunto. Não posso ter um correspondente/colaborador atrás de cada partido, de cada candidato.
Mas, calma, nem tudo é mau: se acontecer um escândalo, podem estar certos de que saberei...e vocês também ;)
Se perguntarem a qualquer candidato, dirá de caras que tem na sua Directoria de Campanha um 'gabinete de comunicação e imagem' e até faz questão de apresentar o sujeito, que está mesmo à mão. Este por sua vez, já com ar de importante, confirmará tudo. Depois vai sorrir sem fim, fará várias vénias. Está-se a ver: será um bajulador. Ponto.
Perdoar-me-ão esta triste constatação: uma coisa é certa e não muda nunca - fruto de uma anormalidade em extinção no mundo todo, na Guiné-Bissau continua a perdurar, cultiva-se mesmo (o que torna as coisas graves) a organização demasiadamente desorganizada... E o homem que lhe apresentaram há pouco? Passou de bestial a besta. Simples. E triste.
As pessoas simplesmente deixaram de acreditar nelas mesmas. E em vez de levantarem... levam o País por arrasto. O lamaçal é grande e - Deus lá sabe o que faz - não é por acaso que o nosso território tem mais água... Mas impõe-se outra questão: e essas pessoas vão acreditar em quê? Em quem? Acreditar cansa, muito mesmo, e já se viu que não os leva a lado nenhum. A mesquinhice tornou o bissau-guineense num ser bolorento e cinzento. Uma coisa sem piada nenhuma, uma canseira. António Aly Silva
ELEIÇÕES(?) 2014: CI avisa que não aceita agressões a candidatos (depois das eleições... bem, depois logo se verá...)
A comunidade internacional reuniu-se com o presidente de transição da Guiné-Bissau para dirigir um aviso aos militares do país: as agressões ocorridas a um candidato a deputado são um ato "inaceitável", referiu José Ramos-Horta, representante das Nações Unidas.
"É um ato totalmente inaceitável para o secretário-geral das Nações Unidas e para o Conselho de Segurança", que está a seguir a situação atentamente, sublinhou Ramos-Horta, numa declaração subscrita pelos restantes representantes das organizações internacionais presentes na reunião.
Aquele responsável falava no final do encontro no Palácio da Presidência em que participaram também a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), União Africana (UA), Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e União Europeia (UE).
PPD - Nota pública de refutação dos argumentos do STJ
«O Supremo Tribunal de Justiça não admitiu a nossa candidatura (do PDD) às eleições legislativas que devem ter lugar no próximo dia 13 de abril. Para tanto alegaram em primeiro lugar que o Partido não realizou "Congresso" e por isso, "os órgãos do Partido não tinham legitimidade em propor a candidatura dos seus membros a cargo de deputado da nação", nossa conclusão.
Apesar de não termos sido notificados da decisão como manda a lei eleitoral, reagimos tempestivamente apresentando a competente reclamação, voltando a juntar os documentos anteriormente entregues assim como a imagem audiovisual da Convenção Nacional (como se denomina o órgão magno do Partido e onde se realiza a escolha dos membros), fornecida pela Televisão da Guiné-Bissau, como havia passado no telejornal do dia 01 de fevereiro - dia da realização da Convenção.
Confrontado com a evidência, o STJ voltou a negar a nossa candidatura e para isso sustentou-se, desta vez, no art. 6.º, al. c) e art. 21.º, ambos da Lei Quadro dos Partidos Políticos e ainda alega, sem ser muito explícito, a falta de anotação junto ao Supremo, reforçando a sua defesa com um acórdão n.º 01/2014.
Transcreve-se aqui o conteúdo dos mesmos artigos para melhor elucidação:
Artigo 6.º (Organização interna)
A organização interna de cada partido deverá obedecer às seguintes condições:
c)serem os dirigentes eleitos por todos os membros ou por assembleia deles representativa;
artigo 21.º (Candidatos)
A designação dos candidatos às eleições para a Assembleia Nacional Popular e demais órgãos representativos do povo, far-se-á pelos órgãos competentes dos partidos políticos.
Vistos os artigos, não se pode deixar de concluir que os argumentos apresentados são também falaciosos se tomarmos em conta que os arts. 6.º, c) e 21.º da Lei Quadro dos Partidos Políticos apenas referem que deve haver escolha dos órgãos por todos os membros ou pela assembleia representativa dos membros e que são os órgãos eleitos nesta condição que propõem a candidatura ao cargo, no nosso caso, dos deputados da nação.
Ora, tendo sido aceite que se realizou a Convenção o argumento em questão é uma falta de honestidade intelectual e desonroso para o próprio STJ, aliás, de acordo com os Estatutos do PDD, é o Conselho Nacional, o órgão competente para proceder à referida escolha dos candidatos, al. c), n.º 5, art. 9.º Estatutos PDD. Facto que também aconteceu e de que não se pode questionar.
Quanto à alegada falta de anotação dos órgãos junto ao STJ, a defesa desta Corte Suprema é de que esta (anotação) deve preceder a entrega da candidatura.
Mais uma vez transcreve-se o artigo para análise.
Artigo 29.º (Princípio de publicidade)
3. Cada partido comunicará ao Supremo Tribunal de Justiça, para mero efeito de anotação, os nomes dos titulares dos órgãos centrais e deposita no mesmo Tribunal, o programa, uma vez estabelecido ou modificado pelos seus órgãos competentes.
Outro argumento que não deixa de ser de uma tamanha incompetência e representa, mais uma vez, uma solução pouco abonatória para uma instituição que pretenda, ao menos teoricamente, ser o cume da decisão jurídica do país e por isso de pessoas com muita bagagem técnica e também moral.
Da leitura do art. 29.º da Lei Quadro dos Partidos Políticos, que aborda esta questão de anotação, vê-se que a lei fala em comunicação ao STJ dos órgãos para "meros efeitos de anotação" não fixando qualquer data para tal. Em primeiro lugar, não se sabe onde o STJ saiu com esta necessária precedência da anotação em relação à apresentação de candidatura, que percorridos os dispositivos legais não encontramos em parte alguma.
Em segundo lugar, a lei fala em "meros efeitos de anotação" que, traduzidos de outra forma, significa para meros efeitos de registo (com objetivo de tornar público - permitir que se saiba quem são os titulares dos órgãos - aliás é sintomático o facto de a epígrafe ser justamente princípio de publicidade).
Somos tentados a fazer o paralelismo com o que se passa em relação às sociedades e à nomeação de gerentes ou administradores que, também carecem de publicação, mas sem que isso tire legitimidade dos eleitos ou nomeados. Os partidos políticos são uma associação que são constituídos junto ao STJ em atenção apenas à sua finalidade - conquista de poder e governar.
O que se busca na lei eleitoral e na lei quadro dos partidos políticos é a legitimidade dos órgãos e não o seu registo, cfr. arts. citados da Lei Quadro dos Partidos Políticos e art. 130.º da Lei Eleitoral para o Presidente da República e ANP.
Mas mesmo que não fosse este o entendimento, o STJ (os seus juízes) tem o dever de saber distinguir os tipos de formalidades, porquanto neste caso estaríamos apenas diante de uma formalidade ad probationem, isto é, a sua falta não põe em causa a validade do ato, até porque, sendo uma formalidade subsequente, a sua inobservância colocaria em causa, quando muito, a eficácia do ato. No caso que se está a tratar, podíamos perguntar qual eficácia - dos órgãos eleitos poderem indicar os seus candidatos?
Duvidamos que exista jurista competente que tenha coragem de defender que seja este o sentido da lei. Sendo estas questões básicas, não se compreende como o STJ caiu num erro desse género.
Companheiras e companheiros,
O STJ alterou a argumentação para a negação da candidatura do PDD sem que a este seja dada oportunidade para defesa - e o princípio de contraditório é elementar na justiça e um "juiz de carreira" devia ser sensível a estes pormenores, até porque é causa para invalidação do ato.
A interpretação das normas faz-se dentro do contexto (interpretação sistemática) mas também deve respeitar no mínimo a letra da lei (interpretação literal) e nem uma nem outra foi tida em conta, saindo com argumentos que entristece a qualquer jurista e ao povo (não gostamos de ver as nossas instituições sempre como as piores).
O STJ na sua argumentação também manda ver o que estabelece no seu acórdão n.º 1/2014.
Duas notas a propósito. A primeira tem a ver com o facto de o acórdão não ser lei e como a Guiné-Bissau não tem um sistema de precedent law, isto é, as decisões do Tribunal não são vinculativas para ninguém, senão para as partes no processo, a referência ao acórdão só pode servir como doutrina.
A segunda nota tem a ver com o facto de o acórdão não ser publicado, e portanto não é de conhecimento de ninguém e fica, mais uma vez nos segredos do STJ, tal como a decisão de recusa de candidatura do nosso Partido de que não conseguimos cópia junto ao STJ, só eles sabendo o motivo.
O PDD não concorda com a decisão, mas enquanto entidade que valoriza a justiça e os seus órgãos e promove o respeito pelas decisões do Tribunal aceita-a, contudo e com promessa de continuar a lutar para melhorar o nosso país, pautando por defesa de valores nobres da sociedade.
A todos, deixamos aqui a garantia de que a nossa luta é por uma causa e, por esta razão, não nos deixamos abater com decisões inventadas, antes pelo contrário, granjeamos mais energia para a luta contra este estado de coisas no nosso país.
VIVA PDD. ES I DI NOS.»
Uma verdadezinha não faz mal a ninguém
Há dois momentos de felicidade na Guiné-Bissau. Uma eleição (seja ela qual for), e a véspera - já agora o dia anterior, o dia depois, e o seguinte se fizerem o favor - de qualquer feriado. Numa eleição, Legislativa ou Presidencial, a felicidade é total, contagiante até para aqueles que sabem de antemão que o seu candidato nem supõe uma segunda volta. Haverá t-shirts mal impressas e baratas, terão bandeirinhas, e, com sorte, beberão água. Se lhes sair a sorte grande, então bebericarão um sumo duvidoso qualquer. AAS
domingo, 23 de março de 2014
Vou por Aly
A mão direita segura um queixo cansado com barba por fazer. O exílio não é pátria que convém a ninguém - é uma frase feita. Bem feita, até.
A paisagem que tenho à frente não esconde segredos mas mantém o encanto, apesar da pouca luz, coisas do tempo. Entre dois cafés, fumava cigarro atrás de cigarro. E filosofava. Guiné-Bissau estará cega dos olhos ou surda dos ouvidos? - interrogava-me. E nós, os guineenses, seremos cegos numa sala cheia de surdos?. Complicado, como mais adiante se verá.
Cada história trágica [que passámos] teve o efeito [perverso] que vemos hoje. Quem, da minha geração, não previu mesmo que tudo isto iria acontecer? Quem não sabe mesmo que foi tudo premeditado? Friamente, até.
A pirâmide inverteu-se há muito. Aqueles que não sabem simplesmente esmagam aqueles que andaram anos a queimar pestanas, fazendo das tripas coração. Quem mandou em nós desde a independência, e como mandaram em nós? O que fizeram da Guiné-Bissau? As perguntas dariam pano para mangas. Mas há algo que me inquieta. Uma pergunta: porque deixámos que nos fizessem tudo isto? E a sentença só pode ser: culpados!
Num ai, o sonho caminhou para o pesadelo. Ficámos sem chão. Fomos traídos no nosso âmago! Hoje, o nosso país não passa de um Estado pária, condenado no mundo todo, os seus cidadãos são olhados com desconfiança em tudo que é fronteira; a Guiné-Bissau tornou-se tristemente num exportador da morte. Uma visão absurda de país, perdão, de um projecto dos deuses atraiçoado pelos seus próprios filhos.
40 anos de independência, quarenta e um anos de ilusão! - é conveniente contar sempre com o ano por vir... Continuamos a ser um país viciado em ajudas internacionais. E entretanto, nas ruas, cruzam-se diária e alegremente um povo exuberante e tristemente feliz e os Homens que arruinaram o seu país - mais felizes do que nunca. Estranho. E sem piada nenhuma...
António Aly Silva
sexta-feira, 21 de março de 2014
GRAVE/NOTÍCIA DC: Os magistrados do gabinete de luta contra a corrupção e delitos economicos do ministério Público guineense, que ordenaram a detenção do advogado Alberto Sanhá, foram ameaçados de espancamento por desconhecidos, a mando dos suspeitos do caso APGB - Administração dos Portos da Guiné-Bissau. AAS
ÚLTIMA HORA/NOTÍCIA DC: Mário Fambé está preso na marinha e precisa de cuidados médicos urgentes
Fontes familiares do Mário Fambé, membro do Conselho Nacional do PRS, e candidato a deputado raptado por militares, confirmaram há instantes ao DC que ele está neste momento detido nas instalações da Marinha de Guerra Nacional. Segundo as mesmas fontes, ele foi brutalmente espancado na noite passada e precisa com urgência de tratamento médico. AAS
LGDH reage ao caso do rapto do dirigente do PRS
COMUNICADO DE IMPRENSA
A Liga Guineense dos Direitos Humanos acompanha com muita preocupação atos de violação dos direitos humanos que têm ocorrido últimamente no país, em particular contra os atores políticos, numa vã tentativa de instalar um clima de medo e de intimidação que tem como propósito perturbar mais uma vez, o processo eleitoral em curso.
O Partido da Renovação Social tornou público no dia 20 de Março de 2014, que um dos seus dirigentes Sr. Mario Fambé, membro do Conselho Nacional desta formação política, e candidato à deputado, foi sequestrado por individuos ainda por identificar e conduzido para um lugar incerto. Esta denúncia perfaz a segunda relativa à perseguição dos políticos, em menos de 2 meses. O Partido Manifesto do Povo havia acusado alguns agentes de segurança a 10 de Fevereiro de 2014, de ameaças e intimidações contra os seus dirigentes, incluindo o seu presidente, Dr. Faustino Embali, ex-Ministro dos Negócios Estrangeiros.
A democracia enquanto sistema político e de governo constitucionalmente adoptado pelo Estado da Guiné-Bissau, perde a expressão e conteúdo quando os atores políticos não gozam de igualdades de tratamentos e oportunidades para exercer os seus direitos civis e políticos. Estes atos tristes, gratuitos e arbitrários indiciam fortemente a repetição dos cenários ocorridos em 2012, que culminaram com o golpe de estado de 12 de Abril, sublevação militar que mergulhou o país numa das crises mais graves e profundas da sua história recente, cujos efeitos ainda fazem eco no quotidiano dos guineenses.
Neste contexto a Direcção Nacional da LGDH delibera os seguintes:
1- Condenar sem reservas o ato de sequestro do dirigente do Partido da Renovação Social, Sr Mario Fambé, exigindo em consequência, a sua libertação imediata e incondicional;
2- Denunciar que não obstante o apoio incondicional da comunidade internacional à Guiné-Bissau e a determinação de alguns atores políticos para alcançar a tão almejada paz e estabilidade, tudo indica que persistem ainda, pessoas e grupos de indivíduos movidos por interesses obscuros estão interessados a manutenção do caos e desordem a custa do sacrifício do povo demasiadamente martirizado;
3- Exortar a Procuradoria Geral da República a abertura de um competente inquérito em colaboração com as autoridades de segurança para travar quanto mais antes, atos que possam comprometer o processo eleitoral, como almejam aqueles que só sabem conviver em ambientes de anormalidade e das ilegalidades;
4- Apelar a comunidade internacional, em especial a CEDEAO para assumir com maior determinação e vigor os problemas da Guiné-Bissau e que lhe atribuem igual tratamento aos da República do Mali;
5- Alertar ao povo guineense para não se deixar intimidar e dividir por quem quer que seja, por discursos discriminatórios com base na religião, raça ou tribo. O povo é uno e conquistou a sua independência com os esforços de todas as étn ias, religiões, provincias, regiões, pois, só alcançaremos a paz e ao desenvolvimento aplicando a mesma formula.
Feito em Bissau aos 21 dias do mês de Março de 2014
Pela Paz, Justiça e Direitos Humanos
A DIRECÇAO NACIONAL
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quinta-feira, 20 de março de 2014
ELEIÇÕES(?) 2014: Assinado o Código de Conduta e Ética Eleitoral
Hoje, dia 20 de Março de 2014 pelas 14H00, partidos políticos e candidatos às eleições presidenciais assinaram o Código de Conduta e Ética Eleitoral, elaborado por Organizações da Sociedade Civil Guineense com objectivo de contribuir para o exercício efectivo da democracia baseado no respeito mútuo, paz e igualdade de liberdades e direitos.
A assinatura do Código de Conduta e Ética Eleitoral teve lugar na Assembleia Nacional Popular, contando com a presença do presidente da mesma, Ibraima Sori Djaló, o presidente da Comissão Nacional de Eleições, Augusto Mendes e o coordenador da rede da sociedade civil responsável pela elaboração do Código de Conduta, Filomeno Cabral.
Este acto foi igualmente testemunhado pelos representantes da comunidade internacional na Guiné-Bissau, Representante do Secretário-Geral das Nações Unidas, Representante da União Africana, Representante da CEDEAO, Representante da Delegação da União Europeia e Representante da CPLP.
A celebração da assinatura do Código de Conduta e Ética Eleitoral vem reiterar o compromisso político dos candidatos às eleições presidenciais e legislativas, bem como a determinação da sociedade civil, e cidadãos guineenses em geral, com vista ao decurso do processo eleitoral de forma responsável, pacífica e democrática, almejando o bem-estar e o desenvolvimento pleno do povo guineense.
Estado de terror
Mário Fambé, dirigente do Partido da Renovação Social (PRS) e candidato a deputado nas legislativas foi levado por «homens armados» para parte incerta, denunciou esta quinta-feira o partido.
«Mário Fambé estava a sair de casa, dirigindo-se para a sede do partido, quando foi abordado por homens armados que o levaram para parte incerta», disse Abel Incada, candidato do PRS às eleições presidenciais, em conferência de imprensa. Mário Fambé é membro do Conselho Nacional do partido e irá concorrer às legislativas de 13 de abril. O partido pede agora a libertação do candidato.
ELEIÇÕES(?) 2014: Quem tramou Faustino Imbali - e porquê?
Sobre o impedimento da candidatura de Faustino F. Imbali, foram apresentadas todas as documentações necessárias. Seguem as provas.








OPINIÃO: DSP a navegar em águas sinuosas
«Desde a sua investidura como Presidente do PAIGC, o novel homem forte dos libertadores, o sufragado politico da esperança, tem presenteado os militantes do seu partido e os guineenses em geral, com comportamentos e posições dúbias relativamente às decisões do partido, em particular ano que diz respeito ao seu alinhamento com o candidato oficial designado pelo partido para as próximas eleições presidenciais.
Parece mais do evidente de que, DSP tem uma agenda politica própria e adversa a do partido, porquanto, não se revendo e tão pouco se alinhando nas deliberações do partido, cedo, por um lado, esta a dar maus sinais de ser um bom dirigente politico à altura dos pergaminhos do PAIGC e, por outro lado, ao que parece pela evidência dos factos, conquistou a liderança para, somente se servir do Partido e guindar-se ao posto de Primeiro ministro, sendo o resto feito, em consonância com o seu compromisso politico, que se atesta, adverso à estratégia e interesses políticos delineados pelos órgãos do partido que dirige.
É bom que DSP, entenda bem cedo de que não terá vida fácil para impor os seus desígnios pessoais e de terceiros à conduta do Partido e, sinal desse encolho, foi-lhe já dado claramente, ao perder a Convenção Nacional subsequente a sua eleição, saindo derrotado, mais o seu candidato do partido para as presidenciais. É bom que entenda igualmente, de que, apesar de todo o potencial intelectual (entendo melhor bom falante) que se lhe é quase unanimemente reconhecido, falta-lhe estofo de um CGJr para aguentar o bas fond das jogadas politicas desse grande e controverso partido...é bom que se acalme e ajuste, enquanto é tempo, as suas ambições que passam por usar o partido como um simples descartável.
Sabe-se mesmo que, bem recentemente, malgrado o Partido ter escolhido oficialmente o seu candidato oficial as eleições presidenciais, o candidato independente Paulo Gomes (PG), ousou solicitar junto das instâncias superiores do partido, o apoio à sua candidatura, fingindo ignorar que o próprio partido já tinha escolhido o seu candidato. Daqui, das duas uma, ora ele foi mal aconselhado pelo seu partenair para o poder, ora este lhe garantira de que teria, nesse fórum, apoios suficientes para fazer passar a sua petição e assim descartar, o candidato oficial do partido, JOMAV.
Hoje, é mais do que evidente, de que, entre DSP e o candidato PG existe de facto, um compromisso politico em dueto bem delineado e altamente patrocinado pelas altas esferas do poder da sub-região. Alias, encontros recentes em Dakar e Abidjan sob alto patrocínio de esferas politicas do poder desses países com esferas das duas candidaturas, assim confortam a tese do pacto de tomada de poder, que passa invariavelmente pelo afastamento do PAIGC histórico e libertador das rédeas do poder. E mais, a congeminação de um regime de «conveniência», diga-se de passagem antidemocrata, esta a ser laboriosamente urdida pelas entidades da ONU em Bissau, tendo a testa o Representante Especial das NU, José Ramos Horta.
De passagem, contrariamente do que se pode superficialmente pensar, o acto de afastamento deliberado (chegando quase ao « repudio » publico) do apoio que lhe foi dispensado por Carlos Gomes Jr aquando do Congresso de Cacheu, advêm, não so do facto, de que DSP ter sido «pressionado», internamente pelos militares a não se identificar com este, mas também, por externamente (entenda-se, pelo bando dos 4 da CEDEAO), ter igualmente sido «recomendado» a se distanciar deliberadamente desse dirigente no exilio, caso tenha queira aceder ao posto de PM e ser associado ao projecto sub-regional de instalar em Bissau um regime docil e alinhado com os designios do bando dos quatro sub-regional.
Nas suas diversas, saídas e contactos, quer interno quer externo, DSP faz questão «ignorar» ostensivamente o candidato oficial do PAIGC as presidenciais, primaziando a vender autonomamente a sua candidatura, enquanto o seu nucleo de apoio se azafama em contactos e apoios ao candidato independente PG. Assim foi em Lisboa, em Dakar em Paris e por ai fora.
Não sendo futurologista, é este o cenário que se depara aos Libertadores, caso os órgãos do Partido não ponham os pontos nos is e chamem DSP à ordem.
Pela memoria daqueles que se sacrificaram pelo Partido sem dele nada terem recebido.
De um militante atento,
HJL»
CCIAS chama à atenção...
«Ao
Senhor Secretario Geral da CE-CPLP
Dr. Jose Medina LOBATO
Assunto: Informação
A CCIAS, na qualidade de Membro Fundador da CE-CPLP, vem informar a V.Exa da recente visita a Guine Bissau de S.Exª Dr Francisco Viana Presidente da CE-CPLP, onde rubricou um acordo com a Câmara Municipal de Bissau visando a criação de um Centro de Negócios, a construção de um matadouro e um terminal rodoviário em Bissau, projectos consubstanciados no programa do Sector Privado/CCIAS, sem que a CCIAS fosse investido de informação atempada para reservar um acolhimento merecido a um Membro da CE-CPLP e inventariar as grandes áreas de investimentos privado que V.Exa conhece e é promotor enquanto Vice Presidente para Administração e Organização do Sector Privado Guineense.
A nossa reclamação tem a ver pura e simplesmente com o consolidar de relações (sua preocupação) e implementação dos protocolos de acordos existentes entre as Organizações representativas do sector privado dos países da CPLP afiliadas na CE-CPLP, neste caso concreto entre a AIP-CCI, ELO e CCIAS.
A Direção da CCIAS (na qualidade de Membro da CE-CPLP) e Membros da Direcção, não esteve em nenhuma das audiências concedidas a S.Exª Dr Francisco Viana como também em assinaturas dos acordos com os empresários guineenses.
Para futuras acções, ficaríamos muito gratos a V.Exa, uma comunicação atempada a Direcção da CCIAS com o objectivo de prestação de melhor serviço e proveitos recíprocos em direcção as Instituições representativas e empresas do espaço da CPLP.
Queremos manifestar a nossa satisfação pelos resultados obtidos e pela mensagem de encorajamento que dirigiu a classe empresarial guineense.
Com saudações fraternais
SECRETARIO GERAL DA CCIAS
JOSE A.M.TAVARES»
LIVRO: 'De Lírios' apresentado na Praia
A Biblioteca Nacional de Cabo Verde, a Academia Cabo-verdiana de Letras e a autora, Margarida Fontes, convidam-no a estar presente no lançamento do livro de poesia "De Lírios". A apresentação da obra estará a cargo do Poeta, Corsino Fortes.
Sala de Conferências da Biblioteca Nacional
26 de Março (Quarta-feira) às 18H30
quarta-feira, 19 de março de 2014
ELEIÇÕES(?) 2014: Candidato Nuno Nabiam promove marcha pela paz, estabilidade e coesão nacional

No próximo dia 22 do corrente mês (Sábado) a partir das 7 horas da manhã, a Diretoria da Campanha do Engenheiro Nuno Gomes Nabiam promove uma marcha pela paz e estabilidade, por forma a que os guineenses possam manifestar, espontânea e livremente, o seu sentimento de pertença a uma sociedade unida, coesa, vivendo sob pano de fundo da paz, estabilidade e democracia.
Visa fazer apelo à calma e à união dos guineenses, neste período eleitoral, caracterizado pela diversidade politica e fazer com que haja espirito de fair play numa convivência pacifica entre as pessoas de diversa convicção e filiação politicas. No mesmo dia 22 de Marco (Sabado), logo após a marcha, a candidatura de Nuno Nabiam partira para a Cidade de Gabu, onde ira proceder a um mega comício assinalando a abertura da campanha ao se seguira o cumprimento de um vasto programa de deslocações do candidato a todo o território nacional, em atividade de campanha eleitoral, cujo cronograma ira sendo disponibilizado a seu tempo.
MARCHA PA PAZ, ESTABILIDADI E CUESON NACIONAL
FIDJUS DI GUINE, JOVENS, MINDJERIS, HOMIS, NOBUS KU GARANDIS,
DIRETURIA DI CAMPANHA DI CANDIDATU NUNO GOMES NABIAM NA KUMBIDA TUDU JOVENS, MINDJERIS, HOMIS, NOBUS KU GARANDIS, PA SAI NA RUA I EH CONCENTRA NA RUTUNDA DI AEROPORTO, BANDA DI SETI HORAS E MEIA DE PARMANHA DI DIA 21 DI MARçU DI 2014 (SEXTA-FERA KI NA BIN) PA MARCHA Té PRAçA DI HEROIS NACIONAIS.
ABO KI AMANTI DI PAZ, ISTABILIDADI, ERMONDADI I KI TA LUTA PA I TEM IGUALDADI DI DIRITU, LEI KU ORDEM NA GUINE-BISSAU KA BU FALTA.
ES I KA SO UM MARCHA SUMA KIL KU TEM STADU NA FASSIDU TE LI.
ES MARCHA, ALEM DI I SIRBI PA CADA UM DI NOS MANTI SI PO DI KURPI RISSU KAN, PRUNTU PA VIVI MAIS ANUS DI VIDA, I UM MARCHA KI TENE SIGNIFICADU SPECIAL:
PURMERO PABIA NA DIA ANTERIOR, 21 DI MARçU, I COMEMORADU DIA INTERNACIONAL CONTRA DISCRIMINAçON RACIAL.
PORTANTU, NO MARCHA PA MANIFESTA NO SINTIMENTU DI UNIDADI, HARMUNIA I KUESON NACIONAL ENTRE TUDU FIDJUS DI GUINE, CONTRA QUILIS KI TA MISTI DIVIDI RAÇA
SUGUNDU PABIA I DIA KI GUINTIS DIBI SAI TUDU NA RUA PA MANIFESTA ESPERANCA NA FUTURU MINDJOR DES TERRA PA DISQUISSI TUDU KI DI MAL KU PASSA I PA TENE SPIRITU PUSITIVU.
Judiciária prende advogado ligado ao processo da APGB
A Polícia Judiciária guineense deteve, na manhã desta quarta-feira, 19 de Março, o advogado do processo em investigação que envolve a antiga direcção da Administração do Portos da Guiné-Bissau (APGB), sobre o desvio de milhões de Francos Cfa. A notícia foi avançada à PNN por uma fonte do Ministério Público, que revelou que a detenção de Alberto Sanha foi realizada em flagrante delito quando este exibia uma soma estimada em cerca de 10 milhões de Francos Cfa. (cerca de 15 mil euros) ao magistrado do MP encarregue do processo em causa.
Advogado ALBERTO SANHA
«Há muito tempo que acompanhávamos a verdadeira intenção destas pessoas que nos querem aliciar com dinheiro para darmos como arquivado este processo, mas essa não é a nossa missão», revelou a fonte da PNN. Alberto Sanha, que desempenhou a função de Reitor da Universidade Amílcar Cabral, em Bissau, e foi militante do Partido da Renovação Social, tem como constituintes neste processo o então Director-geral da APGB, Augusto Cabi, Midana Na Tcha e Armando Dias, conhecido entre os colegas como «Ndinho Dias & Dias».
O assunto já é do conhecimento de Abudu Mane, Procurador-geral da República, que tem tentado a todo custo minar o processo, tendo chegado mesmo a solicitar ao magistrado que devolvesse o procedimento em causa. A PNN soube que, no próximo passo, a justiça guineense vai averiguar em que circunstâncias Alberto Sanha apareceu junto do gabinete do advogado do processo com a soma de 10 milhões de Francos Cfa., bem como a origem deste valor. Trata-se da primeira vez que um magistrado é detido pela própria justiça da Guiné-Bissau, por tentativa de suborno a outros magistrados.
(c) PNN Portuguese News Network
CPLP-MURADE MURARGY: «A comunidade internacional está cansada» da Guiné-Bissau
Murade Murargy, secretário executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), confessa otimismo quanto às eleições gerais na Guiné-Bissau marcadas para o próximo dia 13 de abril, após sucessivos adiamentos da consulta popular. Numa entrevista exclusiva à Voz da Rússia, concedida na sede da CPLP em Lisboa, Murade Murargy disse ser “pessoa extremamente otimista” e frisou que “neste momento as condições são criadas [para eleições] a não ser que haja uma outra situação inesperada”.
A seguir o golpe militar há dois anos, a Guiné-Bissau tem atualmente o presidente e o primeiro-ministro interinos. O responsável da CPLP aproveitou para mandar uma mensagem às autoridades interinas, a dizer que o país “tem que eleger um governo legítimo que possa assumir a responsabilidade e organizar todas as reformas que é preciso fazer".
"A comunidade internacional está cansada", disse. "A CPLP, a União Africana, a UE e outros parceiros da Guiné-Bissau estão determinados que não aconteçam adiamentos [das eleições]”. Ao mesmo tempo admitiu que uma grande incógnita é o comportamento dos militares guineenses que por enquanto estão a colaborar “mas ninguém sabe até quando”.
NOTÍCIA DC/AFRONTA: O ex-secretário de Estado do governo de Carlos Gomes Jr., Tó Barbosa, foi hoje chamado ao tribunal militar(?!). Motivo? A tropa alega que «está metido em reuniões políticas», e acusa-o de ser «agente do CADOGO Jr»...que, por sinal, está fora da corrida eleitoral para Presidente da República, porque o PAIGC, obtuso como é, assim quis... AAS
ELEIÇÕES(?) 2014: Primeiros observadores eleitorais da UE chegaram hoje à Guiné-Bissau
A equipa central da Missão de Observação Eleitoral da União Europeia na Guiné-Bissau chegou hoje ao país, liderada por Krzysztof Lisek, membro do Parlamento Europeu, anunciou a delegação da UE em Bissau através de comunicado. Este primeiro grupo de observadores é composto por seis analistas e está prevista para segunda-feira, dia 24, a chegada de outros 16 observadores de longo prazo, que vão cobrir todas as regiões da Guiné-Bissau.
A missão ficará completa com a chegada de outros 24 observadores de curto prazo e está ainda prevista a visita ao país de uma delegação de parlamentares europeus, anuncia o comunicado. A missão da União Europeia prevê emitir uma declaração preliminar com os primeiros resultados da observação do processo eleitoral, após o dia das eleições numa conferência de imprensa a realizar em Bissau.
A equipa da UE permanecerá na Guiné-Bissau para observar a contagem final e apuramento de votos, bem como eventuais processos de reclamação e recursos. Numa fase posterior será apresentado um relatório final que incluirá também recomendações para os processos eleitorais futuros.
ELEIÇÕES(?) 2014: Actas entregues pelo MP no STJ... 45 segundos de diferença
Estas são as Actas que o STJ alega que deveriam ser entregues... 1 Mês, 1 semana, 1 dia, 1 hora, 30 minutos? Estas foram entregues com 45 Segundos de diferença, entre uma acção e outra.


Onde é que está a ILEGALIDADE? AAS
ELEIÇÕES(?) 2014: MP «inconformado»
«Caro Aly,
Inconformado com a decisão do STJ de excluir o MP de participar no próximo pleito eleitora, o MOVIMENTO PATRIOTICO (MP), partido político legalmente constituído serve-se da presente nota para denunciar as enormidades cometidas por aquela instituição e que ditou a sua exclusão do jogo eleitoral.


Em anexo seguem os documentos remetidos ao STJ.
Grato pela anotação
A Direcção»
ELEIÇÕES(?) 2014: PDD fala em «encomenda política»
Mensagem do Presidente do PDD, Policiano Gomes, sobre a Reprovação da Candidatura do Partido para as Eleições Gerais de Abril de 2014.
«Companheiras e Companheiros
A reprovação da nossa participação nas Eleições que se avizinham é um Duro Golpe para a Juventude Guineense. Uma juventude que no quadro do PDD está disposta a inagurar uma nova página na Democracia Guineense, conquistando um espaço próprio para fazer ouvir a sua voz no parlamento em defesa de todos os jovens da Guiné-Bissau.
Com a sigla Es i di nos, o PDD já vinha conquistando uma forte simpatia não só dos jovens, mas também de homens e mulheres nossos pais, que encontravam em nós uma aura para boa gestão da coisa pública, por jovens quadros sem manchas de corrupção e do tribalismo, do esbanjamento dos bens públicos, do espírito golpista e traiçoeiros.
É pois, em defesa desses valores que os Senhores do Supremo Tribunal de Justiça optaram por um caminho inverso: aceder a pressão de políticos falhados barando-nos o caminho com argumentos de falência júridica total. Mas desenganem-se, o PDD, es i di nos, jamais desaparecerá do cenário político nacional e a luta da Juventude Guineense será implacável. E só agora essa mesma luta vai começar com toda a dinâmica que caracterizou a Juventude de Cabral e dos Combatentes da Liberdade da Pátria e que agora galvaniza a juventude dos dias de hoje.
A juventude não vai ficar calada perante a desflorestação desenfreada da nossa mata, porque aí está o futuro da Guiné, que os nossos avôs e pais deixaram.
A juventude gritará bem alta não ao arrastão que dizima os nossos recursos haliêuticos com assinaturas de contrato que nêo servem os interesses do país.
A juventude gritará também bem alta, não à interferência dos militares na vida política durante a campanha eleitoral e denunciará as ligações que os políticos venham a estabelecer com eles.
O Supremo Tribunal de Justiça não é lugar de fazer política, quem quer fazer política que não seja Juiz Conselheiro. O PDD prega uma justiça imparcial e justa.
Esta decisão é uma encomenda política, portanto, estas mesmas pessoas que estiveram por detrás disto, de certeza que já estão a maquinar para manipular os resultados eleitorais.
À Comunidade Internacional manifestamos, a nossa profunda preocupação pelos sinais que apontam para mais um possível 12 de abril, pois se os Senhores da devastação florestal e dos arrastões do mar, não ganharem nas urnas quererão ganhá-las fora das urnas. Por isso, apelamos a CEDEAO para que assuma as suas responsabilidades evitando que a Guiné conheça mais um golpe de Estado que resulte da negação dos resultados.
Ao representante Especial do Secretário Geral da Nações Unidas, para que não se deixe iludir porque os dados em presença são demasiado preocupantes.
Ao povo da Guiné informamos que no momento oportuno daremos a indicação de voto e de certeza será no Partido e no Candidato que melhor se identifica com povo.
Viva PDD
A LUTA CONTINUA... ES I DI NO»
I Fórum África Today
Local: Fnac Colombo

Iniciamos este ciclo de debates, tertúlias, conversas francas, sem fronteiras, no dia 19 de Março, quarta-feira, às 18h30, com Adriana Niemeyer (organizadora do Festin), Anna Rocheta (artista plástica), Inocência Mata (professora na Faculdade de Letras de Lisboa), João Afonso (cantor moçambicano) e Pedro Cativelos (coordenador editorial da África Today).
Este fórum insere-se no ciclo de debates que mensalmente a África Today irá promover no espaço FNAC do Centro Comercial Colombo, em Lisboa. Será um momento de discussão e debate sobre os maiores e mais relevantes temas relacionados com os novos desafios dos países membros da CPLP, vista cada vez mais enquanto nação de diversas faces, Cultural, Económica, Social e Política.
Farão parte do projecto figuras de renome da Cultura africana de língua portuguesa (que irão sendo anunciadas), destacadas nos mais diversos quadrantes da Cultura, nas suas amplas abrangências e dimensões, enquanto elo de verdadeira união.
Numa interligação comum entre os conteúdos relevados na edição mensal da África Today, propomos, durante aproximadamente duas horas, debater os novos caminhos que se abrem perante os países de língua oficial portuguesa, de forma franca, aberta e directa, com a contribuição de convidados dos mais variados quadrantes e sectores de actividade do espaço lusófono.
Na sequência da revista África Hoje, uma publicação que marcou o seu tempo, e se tornou Voz destacada em todo o espaço da CPLP, a África Today, uma das mais antigas revistas de informação generalista angolanas passa também, desde Janeiro de 2014, a pertencer ao mercado editorial português.
Presença inultrapassável no panorama dos Media em Angola, desde 2005, é assim, com energia renovada, e um perfil editorial generalista, numa edição bilingue, em português e inglês, que abordamos os principais temas da actualidade de Angola e do espaço dos Países de Língua portuguesa, sem esquecer os grandes pontos de interesse que marcam a actualidade global.
Cumprimentos/Best regards
Américo da Fonseca
Executive Manager
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Recordar Carlos Schwarz
Intervenção de Eduardo Costa Dias, Professor do ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa, na cerimónia de homenagem a Carlos Schwarz promovida, em Lisboa, pela Fundação Mário Soares no dia 7 de Março de 2014
"Querida Isabel Levy
Caras amigas, caros amigos,
O nosso amigo Carlos Schwarz era um homem de leituras e de decisões amadurecidas. Pensava bem, escrevia, como o pai, muitíssimo bem, falava bem, e tinha frequentemente “grandes feelings” e “grandes, boas e ‘simples’ ideias”.
Nestas coisas, nas coisas em que o Carlos Schwarz se implicou ao longo da vida, ter ou não ter feeling e ter ou não ter boas ideias é, passe a linguagem de outra época, o separador que diferencia o “camarada funcionário” do “camarada dirigente”. O Carlos Schwrarz era um líder natural e um líder, no sentido próprio de cada um dos termos, por um lado, carismático e, por outro, culto.
Homem de muitas e ecléticas leituras e que, por maneira de ser, não planava sobre a espuma dos dias, nem ia a reboque de qualquer moda, Carlos Schwarz não era pessoa para prometer por prometer ou fazer por fazer.
De facto, para além de só se implicar em empreendimentos e lutas em que acreditava, o seu empenho, apesar da sua reconhecida generosidade e do seu lado “força da natureza”, era sempre o resultado de longas reflexões e, por vezes, atormentadas decisões.
Ponderava todos os prós e contras antes de decidir, procurava não ferir ninguém, cortava a direito sempre que o sentido do dever e a ética o exigiam.
Algumas ideias mestras configuraram o modus operandi do Carlos Schwarz desde 1975, ano do seu retorno à Guiné-Bissau, enquanto agrónomo, dirigente de uma instituição estatal, dirigente de uma ONG e interveniente — umas vezes mais explicitamente, outras menos — no debate das ideias e no combate político.
Tome-se o termo político, como Carlos Schwarz sempre procurou fazer, no sentido pleno do termo, muito mais vasto do que o da petite politique e a simples partidocracia.
Três ideias mestras reflectidas em outras tantas “causas gostosas”:
1- A ideia da segurança alimentar, reflectida na causa do DEPA - Departamento de Experimentação e Pesquisa Agrícola da Guiné-Bissau - um organismo público de que foi fundador e director, vocacionado para o aumento da qualidade e quantidade da produção do alimento base dos guineenses, o arroz, e para a procura da diversificação da produção agrícola.
2- A ideia da soberania alimentar, eixo fundador da intervenção da AD - Acção para o Desenvolvimento - e ainda hoje elemento estruturante à volta do qual se organiza a intervenção no terreno; ideia expressa nos combates pela defesa do direito inquestionável dos povos e das nações decidirem sobre as suas práticas agrícolas, pela agricultura de proximidade, pela protecção e recuperação das condições naturais de produção e pela estabilização dos direitos de acesso à terra por parte dos agricultores.
3- A ideia, aparentemente contra a corrente do que faz a AD, subjacente à construção do Memorial da Escravatura do Cacheu. Uma ideia assente na convicção de que a escravatura e todo o seu cortejo de humilhações e atentados à dignidade humana têm de ser, incontornavelmente, vertidos na construção da Nação.
Uma ideia complementada numa outra: a Nação, para ser uma ideia motivadora - a Nação para ser “A Nação” precisa de incorporar, para além dos traços únicos e distintivos dos diferentes povos que a compõem, os traços que, afectando mesmo longinquamente a generalidade dos cidadãos, venham de trás. A escravatura foram quatro séculos de atentados à dignidade humana, sofrimentos e humilhações generalizados à larga maioria dos povos da actual Guiné-Bissau.
Por último, a ideia mais directamente política, a ideia que deriva de uma longa reflexão sobre a questão da “compatibilização de agendas”. Ou dito de outra forma e de maneira bem menos eufemística , dizendo à Carlos Schwarz !, deriva da reflexão sobre quem, nas relações entre instituições do “norte” e do “sul”, deve e sobre quem não pode pilotar, nos seus diferentes níveis, a concepção e implementação das acções, por exemplo de desenvolvimento, a serem levadas a cabo no “sul”.
Esta ideia , ao contrário das três anteriores, não é “tangível” nem se dá a ver em especial em nenhuma das que chamei “causas gostosas” do Carlos Schwraz,” DEPA - AD - Memorial da Escravatura do Cacheu. Fazia parte da sua própria maneira de ser, fazia parte do longo combate que travou contra os abusos de poderes e que, sem qualquer espécie de dúvida, norteou toda a sua vida.
Para além da recordação afectiva, da memória dos seus empenhos e de “tudo o resto”, ficam, para o tempo presente e para o futuro, os escritos do Carlos Schwraz.
Ainda esta manhã estive a reler, com emoção, “A sombra do pau torto” (um texto auto-biográfico escrito em 2008) e a rever com deleite algumas das “análise da situação” que todos os anos iniciam o Relatório de Actividades da AD; cada uma destas análise de situação é, em si, uma fina análise política, no seu conjunto um testemunho eloquente da clareza das ideias e da sofisticação intelectual de Carlos Schwarz .
Querida Isabel fica certa, também para os amigos o Carlos não sairá tão cedo da sua memória.
Até sempre camarada
Eduardo Costa Dias
Lisboa, Fundação Mário Soares
7 Março 2014"
terça-feira, 18 de março de 2014
ELEIÇÕES(?) 2014: Suprema incúria
«Eis a barafunda...
Serve a presente para transmitir a deliberação do Supremo Tribunal da Justiça que indeferiu a minha candidatura. Sendo candidato independente fui excluído, diz o STJ, por não ter realizado congresso do meu Partido (cf. Pag.1).
O insólito é que o mandato de notificação Proc. Nº08/2014 enquanto o nosso é o Nº03/2014.
Este facto é revelador da seriedade com que o STJ tratou a nossa candidatura. A minha eliminação foi encomendada de longa data. Peço o apoio de todos para que a justiça seja reposta.
Com os melhores cumprimentos,
Tcherno Djaló»
NOTÍCIA DC: Mais um caso de espancamento perpetrado por militares
Na sexta feira passada, dia 14 de Março 2014, por volta das 16 horas um carro com matricula 8683 CE conduzido por militares chocou com uma viatura de instrução de uma das Escolas de Condução da Capital Bissau, na zona do Bairro de Antula, arredores de Bissau. A referida viatura militar abandonou o local do acidente sem procurar saber dos prejuízos causados. O condutor da viatura danificada, por coincidência um instrutor, de nome Álvaro Camara, de 45 anos de idade, indignado com o sucedido decidiu segui-los até ao bairro de Antula.
ALVARO CAMARA Mais uma vítima da tropa
Mal questionou os militares sobre o sucedido... começaram a espancá-lo de forma violenta com alegações de que ele devia ter sabido que a viatura em que eles seguiam é da escolta do CEMGFA António Indjai, por conseguinte ele não tinha nenhuma prioridade na estrada, a não ser que estivesse numa atividade de espionagem...
A vitima ficou gravemente ferida em consequência de agressões brutais com paus, socos e pontapés. Ele teve que ser socorrido pelos seus próprios aprendizes que o transportaram de imediato para o Hospital Nacional Simão Mendes onde foi assistido por médicos. Está neste momento em estado grave com dificuldades em andar e de respirar, com dores fortes nas costelas, sem meios financeiros para suportar tratamentos especializados que o caso requer.
Nos últimos tempos os militares que se identificam como pertencentes à escolta do CEMGFA António Indjai têm protagonizado cenas de agressões e insultos contra os cidadãos. Tudo indica que os novos desenhos políticos atrapalham as contas do CEMGFA António Indjai e seus colaboradores ao ponto de uns entrarem em estado de frustração. Por isso é de extrema importância que todos sem exceção se mantenham vigilantes contra as manobras calculistas que possam comprometer a realização das eleições gerais marcadas para 13 de Abril. AAS
Confederação Empresarial da CPLP assina acordo com Câmara de Bissau
A Confederação Empresarial da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CE-CPLP) rubricou no sábado um acordo com empresários e com a Câmara de Bissau para desenvolver iniciativas de negócio na Guiné-Bissau. O documento, assinado no edifício da autarquia da capital, entre o presidente da edilidade, Artur Sanhá, e o presidente da CE-CPLP, Francisco Viana, visa a criação de um Centro Internacional de Negócios, a construção de um matadouro e um terminal rodoviário em Bissau.
De acordo com Francisco Viana, a ideia é envolver a CE-CPLP no desenvolvimento de novos polos de negócio na Guiné-Bissau através da promoção do empresariado local. Para isso, sublinhou, será preciso desenvolver infraestruturas, mas também a mudar a mentalidade dos empresários da Guiné-Bissau "para que possam competir" com os homens de negócios dos países da sub-região africana.
"Com o Centro Internacional de Negócios vamos poder atrair investidores internacionais e apoiar os empresários guineenses", declarou, citado pela Inforpress, Francisco Viana, apontando a abertura de uma escola de negócio como um dos objectivos do futuro centro. A escola terá como principal prioridade a promoção do empreendedorismo jovem para que se possam criar micro, pequenas e médias empresas no país, acrescentou. Para este responsável, a CE-CPLP quer ajudar a promover "a independência económica" dos países lusófonos, sobretudo os africanos.
Cabo Verde: Consulado-Geral da Guiné-Bissau promove campanha de alfabetização
O Consulado-Geral da Guiné-Bissau na Cidade da Praia, Cabo Verde, em coordenação a Direcção-Geral de Alfabetização de Cabo Verde, a associação de estudantes da GB em Cabo Verde, a Fundação Donana - com conhecimento da UCI, levou a cabo um projecto de alfabetização de guineenses que não tiveram a oportunidade de frequentar o ensino no seu país de origem devido a vários factores.
A directora do CC Brasileiro, Cândido, Cônsul Geral da GB em Cabo Verde, Embaixador do Brasil, José Padilha (iniciou a carreira diplomática na Guiné-Bissau) e a presidente da Fundação Donana, Ana Maria Hopffer Almada
No geral, participaram mais de 45 alunos entre trabalhadores da construção civil, guardas nocturnos e trabalhadoras domésticas. Seis mulheres receberam livros didácticos e de literatura diversa, oferta do governo brasileiro através do seu centro cultural na cidade da Praia e entregues pelo embaixador brasileiro. . O curso iniciou em novembro do ano passado e terá continuidade.
O Aliu foi um dos alunos que mais se destacou durante o curso
Estudo diz que participação das mulheres na política está em declínio na Guiné-Bissau
A participação das mulheres na política está em declínio na Guiné-Bissau, ao contrário do que acontece no resto do mundo, segundo um estudo hoje publicado que serve de guia para inverter a situação. "A maior percentagem de mulheres na Assembleia Nacional Popular foi alcançada em 1988-94 (20%). Desde então houve um declínio, havendo hoje apenas 10 por cento", destaca José Ramos-Horta, representante nas Nações Unidas em Bissau, no prefácio do estudo.
O trabalho intitulado "A participação das mulheres na política e na tomada de decisão na Guiné-Bissau" foi hoje lançado no Centro Cultural Francês, na capital, num auditório lotado que não chegou para albergar toda a assistência. Lusa
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