"Acabo de visitar o seu site. Já não vou mais sublinhar os arrepios que o Aly provoca nas pessoas pela forma nua e crua como expõe os factos. Afinal, factos, são factos e contra factos não há argumentos... (é o velho mote dos jornalistas: "Não querem que noticiemos? Pois não deixem que aconteça!")
Mas há duas coisas a que gostaria de referir:
1. O "recado" do Sr. Carlos Silva: à primeira vista parece ser apenas uma mensagem de um compatriota seu a referir-lhe que o Aly "rema contra a maré" mas a mim pareceu-me mais uma ameaça velada a lembrar-lhe que voce está a "dar murros em ponta de faca."
2. A angústia de sua Mãe: NO COMMENT! Depois do que eu, (uma desconhecida), disse ao Aly no meu primeiro e-mail, reservo-me agora o direito de não produzir qualquer comentário sobre a angústia que sua Mãe está a sentir. Apenas lhe digo o seguinte: Aly, eu não queria estar no lugar dessa pobre senhora...
P.S.: Infelizmente perdi a sua entrevista à Rádio Nacional de Cabo Verde porque só agora visitei seu site. Ultimamente evito visitá-lo, com regularidade, porque tenho sempre medo de um dia chegar lá e não ter mais Aly...
Please take care of yourself. Ok?
Bj"
domingo, 8 de março de 2009
A máscara vai caindo aos poucos...
"Sinto orgulho. Não esperava outra coisa de ti. Diz-me se estás bem, ok?
A."
Olá
Obrigado. Estou bem.

... Não sei como definir a minha pessoa. Mas acho que sou uma mistura de jornalista e de doido (não no sentido literal, claro). Na verdade sou tudo e nada ao mesmo tempo. Sei apenas que a comunicação é o meu mundo. E que o mundo é a minha casa.
Assisto a uma realidade e partilho-a da melhor maneira que sei e posso, com o mundo. O meu sentimento profundo - se queres mesmo saber, é humanista. Não é político. Aliás, fui ensinado a prezar a liberdade, mesmo quando ela significa liberdade para decidir ao contrário das minhas opções políticas.
Aconteceu-me ontem:
Ontem, tinha combinado beber um café no D. Bifanas com alguns jornalistas estrangeiros. Como já tinha jantado, fiz para chegar a tempo da sobremesa e dos cafés. Estava ao balcão enquanto eles jantavam, já tarde na noite.
Pouco depois, recebi uma chamada estranha que me fez abandonar o restaurante. Saí e, pela indicação que recebi ao telefone, vi que um carro estava parado entre a escola e a ANP com os mínimos acesos. Reconheci-o. Fui com o meu carro na sua direcção e parei mesmo ao lado. Olhei lá para dentro e a pessoa que estava ao volante - curiosamente havia outro ocupante, mas sentado no banco de trás - em vez de olhar e me enfrentar, escondeu-se e tapou a cara com o braço.
Um perseguidor cobarde? Um verdadeiro cobarde! Se queria intimidar-me estava a perder tempo. Mas intimidar-me como? Dando-me um tiro, dois tiros? Ou despejando-me um carregador da AK47 de trinta tiros? Não adianta.
A minha única preocupação - desde que começou esta bestialidade - sempre foi zelar pela minha própria segurança e neste dias tomei medidas que julguei serem necessárias para que fique seguro.
Mas não tenho medo nenhum da morte. Ninguém deve ter medo da morte, pois é a entrada para o absoluto.
AAS
A."
Olá
Obrigado. Estou bem.

... Não sei como definir a minha pessoa. Mas acho que sou uma mistura de jornalista e de doido (não no sentido literal, claro). Na verdade sou tudo e nada ao mesmo tempo. Sei apenas que a comunicação é o meu mundo. E que o mundo é a minha casa.
Assisto a uma realidade e partilho-a da melhor maneira que sei e posso, com o mundo. O meu sentimento profundo - se queres mesmo saber, é humanista. Não é político. Aliás, fui ensinado a prezar a liberdade, mesmo quando ela significa liberdade para decidir ao contrário das minhas opções políticas.
Aconteceu-me ontem:
Ontem, tinha combinado beber um café no D. Bifanas com alguns jornalistas estrangeiros. Como já tinha jantado, fiz para chegar a tempo da sobremesa e dos cafés. Estava ao balcão enquanto eles jantavam, já tarde na noite.
Pouco depois, recebi uma chamada estranha que me fez abandonar o restaurante. Saí e, pela indicação que recebi ao telefone, vi que um carro estava parado entre a escola e a ANP com os mínimos acesos. Reconheci-o. Fui com o meu carro na sua direcção e parei mesmo ao lado. Olhei lá para dentro e a pessoa que estava ao volante - curiosamente havia outro ocupante, mas sentado no banco de trás - em vez de olhar e me enfrentar, escondeu-se e tapou a cara com o braço.
Um perseguidor cobarde? Um verdadeiro cobarde! Se queria intimidar-me estava a perder tempo. Mas intimidar-me como? Dando-me um tiro, dois tiros? Ou despejando-me um carregador da AK47 de trinta tiros? Não adianta.
A minha única preocupação - desde que começou esta bestialidade - sempre foi zelar pela minha própria segurança e neste dias tomei medidas que julguei serem necessárias para que fique seguro.
Mas não tenho medo nenhum da morte. Ninguém deve ter medo da morte, pois é a entrada para o absoluto.
AAS
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