sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Baliera disnortia

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O Adriano Gomes Ferreira - Atchutchi - merece uma estátua. Já! «Nês ritimo di arte baratu, Tchebudjen pa li, pôbar pa lá, terra pirdi ton, terra pirdi alma, di nós nada ka resta». E eu acrescento: Baliera disnortia. AAS

quinta-feira, 31 de julho de 2008

O país onde até as putas se...

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O Fundo Monetário Internacional, ou a Fome, Miséria, Imperialismo disponibilizou a segunda tranche dos cerca de 5 milhões de dólares que havia prometido, no âmbito do programa de assistência de emergência pós-conflito (o que quer que isso seja).
São 2,9 milhões de dólares que:

1 – Não servem para nada;
2 – Só servirão para alguns.

Sinceramente, eu não sei o que vai na cabeça dos nossos governantes quando a massa lhes cai nas mãos. Mesmo que essa massa seja preta ou branca; pegajosa ou criminosa. Afinal, pouco importa se o gato é preto ou branco... desde que apanhe ratos! Na televisão, todos sorriam. De orelha a orelha. Bom, dois milhões e novecentos mil dólares sempre são dois milhões e novecentos mil dólares.

Num país com uma dívida externa cinco vezes superior ao seu Produto Interno Bruto - 1 bilião de dólares(!), tudo é bem-vindo. Venha ele de onde vier. É aqui que tudo acontece.

Neste país organizadamente desorganizado, sem Estado, sem eira nem beira;
Neste país onde tudo é previsível e o que acontece é quase sempre mau;
Neste país onde até as putas se vêm (obrigadinho por esta, ó João Soares) ;
Neste país onde os delatores e os mentirosos têm lugar cativo no catálogo de bandidos em que a Guiné-Bissau se tornou. AAS

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Que saudades deste balcão...

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... Onde noites a fio penso. Às vezes estou só; outras vezes, estou acompanhado. Noites há que carrego uma conhecida verdade. Noutras, é o desejo que se traveste. Hoje, sinto-me assim: estou na medida para ser entendido. Alguma contradição? Pois muito bem, eu contradigo-me. Sou vasto, contenho multidões. E sinto uma saudade desmedida do X-Klub. AAS/Fotografia: XNunes

terça-feira, 29 de julho de 2008

Nô Pintcha

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A Guiné-Bissau é um dos países da África Ocidental que poderá ficar refém dos narcotraficantes, avisou o director executivo do Departamento da ONU de Combate à Droga e Crime, António Maria Costa.
Num artigo publicado hoje, 29 de Julho, na página de opinião do Washington Post, o responsável pelo gabinete daquela agência das Nações Unidas, com sede em Dacar, Senegal, notou que a campanha implementada contra os traficantes de droga em Cabo Verde «é um exemplo» a seguir pelos Estados da região.
António Maria Costa afirmou que a África Ocidental «está sob um ataque» dos narcotraficantes, reiterando que se tornou um centro «para o contrabando de cocaína da América Latina para a Europa». «Estados de que raramente se ouve falar, como a Guiné-Bissau e a vizinha Guiné-Conacri, estão em risco de ficarem reféns dos cartéis de droga, em conluio com forças corruptas no governo e com os militares», escreveu o director de combate a droga da ONU.
Actualmente, disse António Maria Costa, cerca de 50 toneladas de cocaína são transportadas todos os anos dos «países andinos» para a Europa, via África Ocidental.
«E isso é uma estimativa conservadora», pois as quantidades poderão ser «cinco vezes mais do que isso», frisou.
Este dirigente da ONU aludiu ao recente incidente registado na Guiné-Bissau, em que vários estrangeiros foram detidos, afirmando que, no aeroporto internacional de Bissau, «centenas de caixas foram descarregadas de um jacto», que foi entretanto apreendido e que terá transportado droga, segundo as próprias Nações Unidas.
O director do Departamento da ONU referiu-se também às «enormes insuficiências» dos Estados da África Ocidental, notando a inexistência de radares, barcos de intercepção e mesmo veículos por parte das polícias locais.
“Os traficantes raramente são levados a julgamento. Em alguns casos, não há prisões para os colocar”, escreveu António Maria Costa, lembrando que, há cinco anos atrás, a ONU conseguiu evitar uma crise em Cabo Verde, levando os cartéis de tráfico de droga a mudarem as suas operações para a Guiné-Bissau.
Aquele responsável da ONU exortou os países da África Ocidental a assumirem o controlo das suas costas e espaço aéreo, apelando aos respectivos governos que procedam a esforços locais, com ajuda externa.
«A cooperação entre entidades alfandegárias, guardas de fronteira, polícia e agentes de combate aos narcóticos, sobretudo nos portos e aeroportos, tornou Cabo Verde um ponto de transito menos atractivo para os traficantes de droga», recordou.
«O mesmo método deveria ser adoptado noutros países», escreveu António Maria Costa, que descreveu a cooperação regional como «vital», particularmente na troca de informações.
António Maria Costa sugeriu ainda, no seu artigo, que os países de origem e de destino das drogas devem estabelecer contactos de trabalho e troca de informações, para um melhor e mais eficaz combate ao narcotráfico.