quinta-feira, 12 de abril de 2012
EPA 2012: Koumba Yalà volta a dizer que não vai à 2a volta e proibe o uso, quer do nome, quer da imagem, pela CNE. Segue o comunicado à imprensa
"Não obstante a inexistência de uma notificação formal da decisão da Comissão Nacional de Eleições na marcação da nova data, nada vai alterar na decisão de Koumba Yalá, Serifo Nhamadjo, Henrique Rosa, Afonso Té e Serifo Baldé, os 5 candidatos que participaram nas eleições presidenciais antecipadas de 18 de março último.
Povo Guineense,
Enveredamos mais uma vez, pela via ordeira e pacífica que legitimamete a democracia nos confere para reiterar a nossa posição anteriormente assumida, não só de contestar a totalidade do processo eleitoral, mas também de EXIGIR A ANULAÇÃO DAS ELEIÇÕES, a fim de tornar possível um recenseamento de raíz,oara se fazer uma verdadeira justiça eleitoral.
Porém, em face dos últimos desenvolvimentos, nós candidatos, Koumba Yalá, Serifo Nhamadjo, Henrique Rosa, Afonso Té e Serifo Baldé, congratulamo-nos pela sábia decisão das autoridades angolana na retirada da MISSANG, salvaguardando, assim as melhores relações que sempre existiram entre os nossos Estados, e que melhor se consubstanciam no bem-estar recíproco dos nossos povos irmãos.
Tudo isto apenas vem reforçar as nossas convicções, e tal como já fora dito, não recuaremos, a bem da justiça e da verdade eleitoral, e solicitamos à CNE a não inclusão da identidade fotográfica do candidato Dr. Koumba Yalá nos boletins de voto.
Viva a verdadeira JUSTIÇA ELEITORAL
VIVA A DEMOCRACIA
VIVA GUINÉ-BISSAU
Bissau, 12 de abril de 2012"
Povo Guineense,
Enveredamos mais uma vez, pela via ordeira e pacífica que legitimamete a democracia nos confere para reiterar a nossa posição anteriormente assumida, não só de contestar a totalidade do processo eleitoral, mas também de EXIGIR A ANULAÇÃO DAS ELEIÇÕES, a fim de tornar possível um recenseamento de raíz,oara se fazer uma verdadeira justiça eleitoral.
Porém, em face dos últimos desenvolvimentos, nós candidatos, Koumba Yalá, Serifo Nhamadjo, Henrique Rosa, Afonso Té e Serifo Baldé, congratulamo-nos pela sábia decisão das autoridades angolana na retirada da MISSANG, salvaguardando, assim as melhores relações que sempre existiram entre os nossos Estados, e que melhor se consubstanciam no bem-estar recíproco dos nossos povos irmãos.
Tudo isto apenas vem reforçar as nossas convicções, e tal como já fora dito, não recuaremos, a bem da justiça e da verdade eleitoral, e solicitamos à CNE a não inclusão da identidade fotográfica do candidato Dr. Koumba Yalá nos boletins de voto.
Viva a verdadeira JUSTIÇA ELEITORAL
VIVA A DEMOCRACIA
VIVA GUINÉ-BISSAU
Bissau, 12 de abril de 2012"
EPA 2012 - ÚLTIMA HORA: Koumba Yalá, que se recusa a participar na 2a volta das eleições presidenciais marcadas para 29 de abril, dá hoje uma confrência de imprensa na sede do PRS. Acompanham Koumba, os restantes quatro, a saber: Serifo Nhamadjo, Henrique Rosa, Serifo Baldé e Afonso Té. O presidente da CNE, recorde-se, disse que o candidato apoiado pelo PRS não formalizou oficialmente, junto do STJ, a sua desistência. AAS
Rusga & Detenções: A Polícia Judiciária, auxiliada por elementos da Polícia de Intervenção Rápida, armados de AK 47, fez hoje uma busca numa residência da rua de Angola (mesmo perto da minha casa), manhã cedo. Levaram uma maleta enorme e, claro, todos os ocupantes da residência, de nacionalidade nigeriana. AAS
MISSANG sine die: Ministro Defesa de Angola, Cândido Van Dunem, diz que só "com condições de segurança" é que os militares sairão da Guiné-Bissau. Entretanto, apurou o Ditadura do Consenso, os membros da MISSANG abandonarão o país - apenas e só - quando chegar outro contingente, mais abrangente, no âmbito da CPLP, CEDEAO e União Africana. AAS
Rich
"BOM DIA HOMI GARANDI,
"TIXA,
Foi assim que te conheci e ouvi a minha mana mais velha, a A., a chamar-te. Já deves lembrar-te da minha mana mais velha. Sou o A., obviamente o irmão mais novo da A.
Meu caro,
É com gosto que endereço esta mensagem para lhe felicitar anos de informação útil, em tempo e credível que me tens proporcionado no “Ditadura do Consenso”. Desde a criação do blogue que religiosamente todos os dias tenho de o ler. Acredita que, aqui em Cabo Verde mais concretamente na Ilha de Santiago, na capital Praia, o “Ditadura do Consenso” é o blogue onde a maioria doa guineenses bebem do quotidiano da nossa terra Guiné-Bissau.
É deste blogue riquíssimo, que todos se alimentam para as discussões aos fins de semana num dos Bares da comunidade guineense aqui. Estive em Bissau no Dezembro último, e fiquei com pena de não lhe encontrar, pois estive apenas 15 dias para tratar assuntos ligados à Câmara Municipal de Bissau (de bom bardadi dé).
Reitero os meus melhores cumprimentos, com votos de saúde, coragem e protecção divina que bem precisas naquela terra com toda tua audácia, porque é de pessoas como tu que a Guiné Bissau precisa, e os guineenses na diáspora também precisam.
BEM HAJA!
Adónis S. F."
"TIXA,
Foi assim que te conheci e ouvi a minha mana mais velha, a A., a chamar-te. Já deves lembrar-te da minha mana mais velha. Sou o A., obviamente o irmão mais novo da A.
Meu caro,
É com gosto que endereço esta mensagem para lhe felicitar anos de informação útil, em tempo e credível que me tens proporcionado no “Ditadura do Consenso”. Desde a criação do blogue que religiosamente todos os dias tenho de o ler. Acredita que, aqui em Cabo Verde mais concretamente na Ilha de Santiago, na capital Praia, o “Ditadura do Consenso” é o blogue onde a maioria doa guineenses bebem do quotidiano da nossa terra Guiné-Bissau.
É deste blogue riquíssimo, que todos se alimentam para as discussões aos fins de semana num dos Bares da comunidade guineense aqui. Estive em Bissau no Dezembro último, e fiquei com pena de não lhe encontrar, pois estive apenas 15 dias para tratar assuntos ligados à Câmara Municipal de Bissau (de bom bardadi dé).
Reitero os meus melhores cumprimentos, com votos de saúde, coragem e protecção divina que bem precisas naquela terra com toda tua audácia, porque é de pessoas como tu que a Guiné Bissau precisa, e os guineenses na diáspora também precisam.
BEM HAJA!
Adónis S. F."
quarta-feira, 11 de abril de 2012
EPA 2012-ÚLTIMA HORA: CNE, atravês do seu presidente, Desejado Lima da Costa, marcou a data para a 2a volta da eleição presidencial antecipada: dia 29 do corrente. E fez questão em convocar "os senhores Carlos Gomes Jr., e Koumba Yalá" para o desafio. A campanha arranca na sexta-feira, dia 13 e prolonga-se por quinze dias. AAS
EXCLUSIVO: Pedofilia...também em Bubaque
Um cidadão francês, co-proprietário de um hotel em Bubaque, residente na ilha há mais de dez anos, foi acusado pelos seus próprios compatriotas, e por cidadãos nacionais, de violação de uma menina de 13 anos, residente nessa ilha. Fontes contactadas pelo DC, alegam que o acto foi mesmo consumado. Depois, o cidadão francês conduziu calmamente o seu próprio barco com destino a Bissau, sozinho, onde, ontem, devia ser ouvido por um juíz.
A menina foi conduzida ao hospital, tendo sido mesmo passado um documento médico a confirmar a violação. Não seria esta a primeira vez que o francês, que é casado, e vive vive na ilha com a mulher, senegalesa, é acusado de violação. Em dezembro de 2011, apurou o DC, outra menor foi violada pelo mesmo suspeito. A menina está agora aos cuidados de um padre, na ilha de Bubaque.
Os cidadãos estangeiros residentes na ilha, e também os turistas, chocados com esta monstruosidade, não se pouparam a esforços, tendo contribuído com montantes em dinheiro para ajudar a família da vítima menor, e, soube o DC, uma cidadã portuguesa também ajudou.
Entretanto, já em Bissau e para espanto de todos, o francês saiu em liberdade... Uma fonte garantiu do DC ter falado com o pedófilo, que garanriu ter pago 2 milhões de Fcfa para sair em liberdade. Aliás, a mesma fonte garantiu que o francês é esperado hoje, em Bubaque", o que tem levado à indignação dos populares, que ao passar na sua residência, "lançam insultos ao sujeito" ainda que este esteja ausente. "Ele pagou, e far-se-á ao mar ainda hoje", garantiu a mesma fonte. AAS
A menina foi conduzida ao hospital, tendo sido mesmo passado um documento médico a confirmar a violação. Não seria esta a primeira vez que o francês, que é casado, e vive vive na ilha com a mulher, senegalesa, é acusado de violação. Em dezembro de 2011, apurou o DC, outra menor foi violada pelo mesmo suspeito. A menina está agora aos cuidados de um padre, na ilha de Bubaque.
Os cidadãos estangeiros residentes na ilha, e também os turistas, chocados com esta monstruosidade, não se pouparam a esforços, tendo contribuído com montantes em dinheiro para ajudar a família da vítima menor, e, soube o DC, uma cidadã portuguesa também ajudou.
Entretanto, já em Bissau e para espanto de todos, o francês saiu em liberdade... Uma fonte garantiu do DC ter falado com o pedófilo, que garanriu ter pago 2 milhões de Fcfa para sair em liberdade. Aliás, a mesma fonte garantiu que o francês é esperado hoje, em Bubaque", o que tem levado à indignação dos populares, que ao passar na sua residência, "lançam insultos ao sujeito" ainda que este esteja ausente. "Ele pagou, e far-se-á ao mar ainda hoje", garantiu a mesma fonte. AAS
terça-feira, 10 de abril de 2012
Para onde corre Koumba?
"Recentemente, mais precisamente 18 de Março pp., Guiné-Bissau viu serem realizadas eleições presidenciais antecipadas, devido à prematura morte, por doença, do presidente Malam Bacai Sanhá. Disseram os números divulgados pela CNE Bissau-guineense e confirma agora o Supremo ribunal de Justiça (STJ) que os resultados implicam a realização de uma segunda volta entre os dois candidatos mais votados. No caso Carlos Gomes Júnior, ex-primeiro-ministro e apoiado pelo PAIGC, e Koumba Yalá, antigo presidente derrubado, apoiado pelo PRS.
Num país democrático onde os resultados ditos pelo Povo são respeitados estaríamos a começar a olhar para a campanha eleitoral conducente à segunda volta e esperar qual o veredicto final das urnas. Num país democrático e respeitador da legalidade. Só que há muito que a Guiné-Bissau nos vem oferecendo algumas certezas quanto à dúvida da democraticidade plena dos seus políticos. Quer com os constantes “Coup d’ État” ou “Crises Sociais militarizadas” que, periodicamente, os militares provocam; quer através de manifestações anti-status provocadas por políticos (desculpem se ao apelidá-los disto, estarei a insultar os Políticos) incapazes, corruptos ou sem qualquer sentido democrático da Polis.
Uma vez mais, e logo quase no dia seguinte às eleições um grupo de candidatos menos votados, liderados por Yalá, criticou e considerou não válidas as eleições e questionou os resultados ainda antes destes serem reconhecidos quer pela CNE quer pela entidade supervisora final dos mesmos. Esqueceram-se que, em democracia, existe uma coisa chamada “contestação de resultados em local próprio”. Ou seja tanto na CNE como no STJ. Uma coisa é contestarem. Outra, bem diferente, é dizerem que o acto foi ilegal e corrupto sem darem oportunidade para as duas mais altas entidades reguladoras do acto se pronunciarem e, por causa disso, recusam-se a ir a uma segunda volta.
Com esta atitude os candidatos estão, claramente, a dizerem que não reconhecem legitimidade às duas entidades reguladoras que aceitou as suas candidaturas e tratou da efectivação do acto eleitoral. Talvez não seja estranho o facto de Koumba Yalá antes ainda do acto ter sido efectivado, já estar a reclamar vitória inequívoca logo no primeiro turno. Os resultados – se reais ou não, só à CNE e ao STJ deveriam confirmar a testar – foram contrários às suas intenções.
Koumba esperava que o facto de se ter convertido ao Islão lhe garantiria uma larga vantagem promocional e eleitoral. Esqueceu-se, todavia, que o povo Bissau-guineense já o conhecia de outros “carnavais” e, como um Povo inteligente, não tem memória curta. Ao contrário de Koumba, que pensava que bastaria uma nova cara religiosa para todos os actos menos inteligentes do seu primeiro e incompleto mandato serem esquecidos e varridos da memória eleitoral.
Como o Povo não esqueceu aliado ao facto do PAIGC ser ainda a força política com vantagem e ser superior aos interesses políticos dos independentes, acrescido ao facto de Angola estar apoiar de forma, talvez pouco subtil, o partido no poder, por via de apoio político do MPLA, ou quer pela presença das forças armadas angolanas (Missang) que estão a ser contestadas por uma forte franja dos militares Bissau-guineense, Carlos Gomes Júnior venceu a primeira volta e terá de despachar o segundo turno com o segundo mais votado, Koumba Yalá.
Recordemos que no mesmo dia das eleições uma antiga alta patente militar Bissau-guineense foi assassinada à porta de casa e que um antigo Chefe de Esatdo Maior se refugiou na legação da União Europeia, onde permanece, com a desculpa de haver um complot contra antigos militares que estão contra a presença angolana ou que, eventualmente, tenham estado ligados ao narcotráfico.
Não esqueçamos que, até há pouco tempo, a Guiné-Bissau era, não poucas vezes, acusada de ser uma plataforma para o narcotráfico e de militares e políticos seus estarem implicados no mesmo. Há alguns processos sobre o assunto que continuam nas esconsas gavetas dos procuradores judiciais de Bissau e ainda não foram resolvidos e estão em perigo de poderem prescrever. Uma das razões a falta de fundos para poderem levar os processos ao fim, e outra a contínua desestabilização da política social do País por parte de certas forças castrenses guineenses.
Por isso, não se entende a atitude dos independentes e, muito menos, de Koumba Yalá em recusarem os resultados da primeira volta e não quererem ir a uma segunda volta que poderia dar-lhes a vitória (a soma dos votos de Yalá e dos independentes garantia-lhes a presidência daquele) salvo se, outros factores mais obscuros estiverem presentes.
E aí, perceber-se-á porque é que alguns políticos e militares desejam ardentemente, fora todas as outras razões políticas subjacentes, que as há e muitas, que a Missang seja “corrida” da Guiné-Bissau tal como são vistos com alguma inquietação a eventual presença de agentes anti-narcotráfico no País… Até lá, Koumba Yalá mantém a campanha para a segunda ronda suspensa. Daí que se pergunte o que faz, realmente, correr Koumba Yalá?
9/Abr/2012
Eugénio Costa Almeida
*Investigador do CEA-IUL (ISCTE)
Num país democrático onde os resultados ditos pelo Povo são respeitados estaríamos a começar a olhar para a campanha eleitoral conducente à segunda volta e esperar qual o veredicto final das urnas. Num país democrático e respeitador da legalidade. Só que há muito que a Guiné-Bissau nos vem oferecendo algumas certezas quanto à dúvida da democraticidade plena dos seus políticos. Quer com os constantes “Coup d’ État” ou “Crises Sociais militarizadas” que, periodicamente, os militares provocam; quer através de manifestações anti-status provocadas por políticos (desculpem se ao apelidá-los disto, estarei a insultar os Políticos) incapazes, corruptos ou sem qualquer sentido democrático da Polis.
Uma vez mais, e logo quase no dia seguinte às eleições um grupo de candidatos menos votados, liderados por Yalá, criticou e considerou não válidas as eleições e questionou os resultados ainda antes destes serem reconhecidos quer pela CNE quer pela entidade supervisora final dos mesmos. Esqueceram-se que, em democracia, existe uma coisa chamada “contestação de resultados em local próprio”. Ou seja tanto na CNE como no STJ. Uma coisa é contestarem. Outra, bem diferente, é dizerem que o acto foi ilegal e corrupto sem darem oportunidade para as duas mais altas entidades reguladoras do acto se pronunciarem e, por causa disso, recusam-se a ir a uma segunda volta.
Com esta atitude os candidatos estão, claramente, a dizerem que não reconhecem legitimidade às duas entidades reguladoras que aceitou as suas candidaturas e tratou da efectivação do acto eleitoral. Talvez não seja estranho o facto de Koumba Yalá antes ainda do acto ter sido efectivado, já estar a reclamar vitória inequívoca logo no primeiro turno. Os resultados – se reais ou não, só à CNE e ao STJ deveriam confirmar a testar – foram contrários às suas intenções.
Koumba esperava que o facto de se ter convertido ao Islão lhe garantiria uma larga vantagem promocional e eleitoral. Esqueceu-se, todavia, que o povo Bissau-guineense já o conhecia de outros “carnavais” e, como um Povo inteligente, não tem memória curta. Ao contrário de Koumba, que pensava que bastaria uma nova cara religiosa para todos os actos menos inteligentes do seu primeiro e incompleto mandato serem esquecidos e varridos da memória eleitoral.
Como o Povo não esqueceu aliado ao facto do PAIGC ser ainda a força política com vantagem e ser superior aos interesses políticos dos independentes, acrescido ao facto de Angola estar apoiar de forma, talvez pouco subtil, o partido no poder, por via de apoio político do MPLA, ou quer pela presença das forças armadas angolanas (Missang) que estão a ser contestadas por uma forte franja dos militares Bissau-guineense, Carlos Gomes Júnior venceu a primeira volta e terá de despachar o segundo turno com o segundo mais votado, Koumba Yalá.
Recordemos que no mesmo dia das eleições uma antiga alta patente militar Bissau-guineense foi assassinada à porta de casa e que um antigo Chefe de Esatdo Maior se refugiou na legação da União Europeia, onde permanece, com a desculpa de haver um complot contra antigos militares que estão contra a presença angolana ou que, eventualmente, tenham estado ligados ao narcotráfico.
Não esqueçamos que, até há pouco tempo, a Guiné-Bissau era, não poucas vezes, acusada de ser uma plataforma para o narcotráfico e de militares e políticos seus estarem implicados no mesmo. Há alguns processos sobre o assunto que continuam nas esconsas gavetas dos procuradores judiciais de Bissau e ainda não foram resolvidos e estão em perigo de poderem prescrever. Uma das razões a falta de fundos para poderem levar os processos ao fim, e outra a contínua desestabilização da política social do País por parte de certas forças castrenses guineenses.
Por isso, não se entende a atitude dos independentes e, muito menos, de Koumba Yalá em recusarem os resultados da primeira volta e não quererem ir a uma segunda volta que poderia dar-lhes a vitória (a soma dos votos de Yalá e dos independentes garantia-lhes a presidência daquele) salvo se, outros factores mais obscuros estiverem presentes.
E aí, perceber-se-á porque é que alguns políticos e militares desejam ardentemente, fora todas as outras razões políticas subjacentes, que as há e muitas, que a Missang seja “corrida” da Guiné-Bissau tal como são vistos com alguma inquietação a eventual presença de agentes anti-narcotráfico no País… Até lá, Koumba Yalá mantém a campanha para a segunda ronda suspensa. Daí que se pergunte o que faz, realmente, correr Koumba Yalá?
9/Abr/2012
Eugénio Costa Almeida
*Investigador do CEA-IUL (ISCTE)
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