Em Djal, as coisas complicam-se. Para já: 3 homens da etnia Balanta foram mortos, assim como um da etnia Papel. O CEMGFA, António Indjai, foi ao local garantir que o terreno em causa - usado para a plantação do caju - ficará para o Estado. O problema agora é encontrar uma mão, pertencente a um dos balantas. Bitchofla Na Fafé fez o pedido: "se entregaram o corpo, para quê esconder a mão?".
Entretanto, procura-se o terceiro cadáver, escondido pelos papéis - dizem os populares - "debaixo dos cajueiros"... AAS
domingo, 8 de maio de 2011
Morre-se em Djal
A localidade Djal, perto de Safim, viveu ontem momentos de terror. Do lado dos papéis, um morto; dos Balanta, duas mortes. Um balanço terrível, por causa da disputa de terrenos.
Houve mutilações. Neste momento, Bitchofle Na Fafé, tenta, no terreno mediar este conflito, com a ajuda dos deputados da zona, Cipriano Cassamá e 'Zé N'Pú'.
Dezenas de militares e polícias do Ministério do Interior, armados com metralhadoras AK-47, estão no terreno nesta localidade às portas da capital, Bissau.
Para já, conseguiu-se que um cadáver - da etnia Papel fosse devolvido. É por demais evidente que os guineenses andam com os nervos à flor da pele. E demonstram-no da pior maneira possível. AAS
Houve mutilações. Neste momento, Bitchofle Na Fafé, tenta, no terreno mediar este conflito, com a ajuda dos deputados da zona, Cipriano Cassamá e 'Zé N'Pú'.
Dezenas de militares e polícias do Ministério do Interior, armados com metralhadoras AK-47, estão no terreno nesta localidade às portas da capital, Bissau.
Para já, conseguiu-se que um cadáver - da etnia Papel fosse devolvido. É por demais evidente que os guineenses andam com os nervos à flor da pele. E demonstram-no da pior maneira possível. AAS
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Hasta siempre!
Cooperação Guiné-Bissau/Cuba: saúde
88 médicos guineenses, formados em várias regiões da Guiné-Bissau, recebem em setembro os seus diplomas de curso. A cooperação com Cuba está a dar frutos - quer na saúde como na educação.
Cuba, como sempre, cumprirá com o que disse o insigne líder Amílcar Cabral - "Os combatentes cubanos estão dispostos a sacrificar as suas vidas pela libertação dos nossos países e, em troca dessa sua ajuda à nossa liberdade e ao progresso da nossa população, a única coisa que nos levarão são os combatentes que caíram na luta pela liberdade". Os tempos são outros, é claro, mas os objectivos são os mesmos. Muchas gracias compañeros. AAS
88 médicos guineenses, formados em várias regiões da Guiné-Bissau, recebem em setembro os seus diplomas de curso. A cooperação com Cuba está a dar frutos - quer na saúde como na educação.
Cuba, como sempre, cumprirá com o que disse o insigne líder Amílcar Cabral - "Os combatentes cubanos estão dispostos a sacrificar as suas vidas pela libertação dos nossos países e, em troca dessa sua ajuda à nossa liberdade e ao progresso da nossa população, a única coisa que nos levarão são os combatentes que caíram na luta pela liberdade". Os tempos são outros, é claro, mas os objectivos são os mesmos. Muchas gracias compañeros. AAS
UE pelo Cano abaixo
No dia 14 de Abril, deu entrada uma queixa crime na delegação do Ministério Público junto à Vara Crime do Tribunal Regional de Bissau. ANA MARIA CANO SERRANO, attaché para os assuntos contratuais e financeiros nos escritórios da União Europeia, em Bissau, foi a protagonista do maior escândalo de que há memória nos vários balcões que o Banco da África Ocidentel – BAO, tem na cidade de Bissau.
Ditadura do Consenso teve acesso à documentação. Segue a história:
À Sra. Cano Serrano, foi permitido que abrisse uma conta no balcão-sede do BAO sem depositar qualquer quantia em espécie, não solicitando, na altura, nem o livro de cheques nem o cartão multibanco. Dias depois – a 13 de abril - a ‘cliente’ dá entrada no edíficio-sede do BAO, com o objectivo de ‘verificar’ a sua conta bancária.
Passam mais uns dias, e a senhora Cano Serrano regressa ao banco para utilizar o seu cartão de crédito. Como não sabia os preocedimentos, ficou na fila de espera para ser atendida. Devia ter-se dirigido directamente ao balcão de atendimento.
Contudo, nesse dia 13, uma funcionária do BAO - N.C.M, sub-gerente do balcão central, tendo-se apercebido de que a senhora Serrano não havia solicitado nem o cartão nem o livro de cheques, ofereceu-se para a ajudar, prestando toda a informação, incluindo o preenchimento dos formulários. E explicou à senhora Serrano que tudo estava a ser feito «em regime de excepção», pois não tinha a conta aprovisionada. Disse-lhe ainda que o cartão multibanco só daí a 3 semanas uma vez que são feitos no exterior.
É aqui que o caldo se entorna. A senhora Serrano desata aos berros, deixando os clientes e as testemunhas estupefactos. E, aos gritos, disse a quem a queria ouvir que «a conta dela passaria a ter muito dinheiro», acrescentando que se necessário fosse «pagaria os salários da sub-gerente e dos demais funcionários» do BAO. Ameaçou «encerrar a conta» - que não tinha dinheiro.
Mantendo a calma, a zelosa funcionária do BAO, consciente da sensibilidade do serviço de clientes, deixou passar. Levantou-se então na direcção da impressora, para ir buscar a informação acerca do SWIFT da conta da sra. Serrano.
Frustrada pela falta de respostas às suas atitudes de malcriada, a sra. Serrano resolveu agredir a sub-gerente, dando-lhe e de forma agressiva, uma violenta palmada no braço (a palmada foi dirigida à cara da sub-gerente, o que só não aconteceu porque ela se encontrava em movimento). Numa acção de auto-defesa, a sub-gerente segurou-a pelo braço e no pescoço para evitar mais ataques.
Várias pessoas (incluindo da UE), assistiram a esta atitude impensável e bárbara por parte de uma alta funcionária da União Europeia, que representa os interesses dos 27 Estados-membros, europeus, na Guiné-Bissau.
Ainda assim, a sub-gerente dirigiu-se à sra. Serrano, entregoando-lhe a cópia impressa do SWIFT da sua conta, a qual a sra. Serrano, de forma selvática... RASGOU à frente das pessoas que assistiam com perplexidade, gritando que «não precisava do banco para nada». AAS
Ditadura do Consenso teve acesso à documentação. Segue a história:
À Sra. Cano Serrano, foi permitido que abrisse uma conta no balcão-sede do BAO sem depositar qualquer quantia em espécie, não solicitando, na altura, nem o livro de cheques nem o cartão multibanco. Dias depois – a 13 de abril - a ‘cliente’ dá entrada no edíficio-sede do BAO, com o objectivo de ‘verificar’ a sua conta bancária.
Passam mais uns dias, e a senhora Cano Serrano regressa ao banco para utilizar o seu cartão de crédito. Como não sabia os preocedimentos, ficou na fila de espera para ser atendida. Devia ter-se dirigido directamente ao balcão de atendimento.
Contudo, nesse dia 13, uma funcionária do BAO - N.C.M, sub-gerente do balcão central, tendo-se apercebido de que a senhora Serrano não havia solicitado nem o cartão nem o livro de cheques, ofereceu-se para a ajudar, prestando toda a informação, incluindo o preenchimento dos formulários. E explicou à senhora Serrano que tudo estava a ser feito «em regime de excepção», pois não tinha a conta aprovisionada. Disse-lhe ainda que o cartão multibanco só daí a 3 semanas uma vez que são feitos no exterior.
É aqui que o caldo se entorna. A senhora Serrano desata aos berros, deixando os clientes e as testemunhas estupefactos. E, aos gritos, disse a quem a queria ouvir que «a conta dela passaria a ter muito dinheiro», acrescentando que se necessário fosse «pagaria os salários da sub-gerente e dos demais funcionários» do BAO. Ameaçou «encerrar a conta» - que não tinha dinheiro.
Mantendo a calma, a zelosa funcionária do BAO, consciente da sensibilidade do serviço de clientes, deixou passar. Levantou-se então na direcção da impressora, para ir buscar a informação acerca do SWIFT da conta da sra. Serrano.
Frustrada pela falta de respostas às suas atitudes de malcriada, a sra. Serrano resolveu agredir a sub-gerente, dando-lhe e de forma agressiva, uma violenta palmada no braço (a palmada foi dirigida à cara da sub-gerente, o que só não aconteceu porque ela se encontrava em movimento). Numa acção de auto-defesa, a sub-gerente segurou-a pelo braço e no pescoço para evitar mais ataques.
Várias pessoas (incluindo da UE), assistiram a esta atitude impensável e bárbara por parte de uma alta funcionária da União Europeia, que representa os interesses dos 27 Estados-membros, europeus, na Guiné-Bissau.
Ainda assim, a sub-gerente dirigiu-se à sra. Serrano, entregoando-lhe a cópia impressa do SWIFT da sua conta, a qual a sra. Serrano, de forma selvática... RASGOU à frente das pessoas que assistiam com perplexidade, gritando que «não precisava do banco para nada». AAS
segunda-feira, 2 de maio de 2011
O Maior Bem
Florbela Espanca (1894-1930), teve uma vida breve porém intensa. Dramas familiares e tragédias não faltaram. Este poema, publicado postumamente como apêndice, faz parte da 2ª edição de Charneca em Flor - considerada a sua obra-prima:
O Maior Bem
Este querer-te bem sem me quereres,
Este sofrer por ti constantemente,
Andar atrás de ti sem tu me veres
Faria piedade a toda a gente.
Mesmo a beijar-me, a tua boca mente...
Quantos sangrentos beijos de mulheres
Pousa na minha a tua boca ardente,
E quanto engano nos seus vãos dizeres!...
Mas que me importa a mim que me não queiras,
Se esta pena, esta dor, estas canseiras,
Este mísero pungar, árduo e profundo,
Do teu frio desamor, dos teus desdéns,
É, na vida, o mais alto dos meus bens?
É tudo quanto eu tenho neste mundo?
Florbela Espanca
O Maior Bem
Este querer-te bem sem me quereres,
Este sofrer por ti constantemente,
Andar atrás de ti sem tu me veres
Faria piedade a toda a gente.
Mesmo a beijar-me, a tua boca mente...
Quantos sangrentos beijos de mulheres
Pousa na minha a tua boca ardente,
E quanto engano nos seus vãos dizeres!...
Mas que me importa a mim que me não queiras,
Se esta pena, esta dor, estas canseiras,
Este mísero pungar, árduo e profundo,
Do teu frio desamor, dos teus desdéns,
É, na vida, o mais alto dos meus bens?
É tudo quanto eu tenho neste mundo?
Florbela Espanca
sexta-feira, 29 de abril de 2011
PJ deteve cidadã caboverdeana que transportava 3 kilos de cocaína
O director-geral adjunto da PJ, Edmundo Mendes, revelou hoje que a Polícia Judiciária deteve na passada 2ª feira, no aeroporto internacional Osvaldo Vieira, uma cidadã caboverdeana que estava na posse de 3 kilos de cocaína.
A PJ não revelou o nome da cidadã em causa, que já foi entregue ao Ministério Público, aguardando nos calabouços a decisão. A droga saiu do Brasil. Edmundo Mendes mostrou-se preocupado com O tráfico de droga e apelou à população que ajude a polícia no combate a este flagelo. AAS
A PJ não revelou o nome da cidadã em causa, que já foi entregue ao Ministério Público, aguardando nos calabouços a decisão. A droga saiu do Brasil. Edmundo Mendes mostrou-se preocupado com O tráfico de droga e apelou à população que ajude a polícia no combate a este flagelo. AAS
Reviravolta: Conselho de Ministros aprova pagamento de 50 fcfa por kilo da castanha de caju exportado. Obedece quem deve...
Alguns exportadores contactados hoje pelo Ditadura do Consenso dizem que vão cumprir a Lei, mas garantem por outro lado "passar a comprar a castanha por um preço muito mais baixo". AAS
quinta-feira, 28 de abril de 2011
Estudante guineense preso por posse de cocaína no Brasil
Um estudante guineense foi detido no passado domingo pelas autoridades brasileiras, no aeroporto de Campinas, no Brasil, com meio-quilo de cocaína escondido nas palmilhas das sapatilhas.
Agora, encontra-se preso e arrisca uma pena que vai de 5 a 15 anos de cadeia. AAS
Agora, encontra-se preso e arrisca uma pena que vai de 5 a 15 anos de cadeia. AAS
quarta-feira, 27 de abril de 2011
Não porque sim
Foi um ministro do Comércio nervoso, sobretudo desconfortável, aquele que ontem apareceu ao lado do 1º Ministro Carlos Gomes Jr na reunião com o Grupo do Não aos 50 Fcfa/kilo. Botche começou mal. E ao ataque: "A greve que vocês fizeram é contra o Estado da Guiné-Bissau", atirou o ministro. Ninguém ligou.
Os empresários ripostaram e bateram o pé: ou 10 Fcfa/kilo, ou não pagamos. A cantilena continuou até que o PM, desgastado com a atitude do seu ministro-djidiu, tomou a palavra. Carlos Gomes Jr disse que não queria falar muito, pedindo apenas ao grupo que preparassem um dossier para ser discutido hoje na reunião do Conselho de Ministros (dossier de resto já entregue na Primatura). Lamentou de seguida que se tivesse parado os trabalhos durante uma semana, e que ninguém o tivesse comunicado sobre o que estava a passar.
Cadogo Jr garantiu ainda aos empresários que a taxa exigida por despacho pelo ministério do Comércio, não iria parar aos cofres da Câmara do Comércio (CCIAS).
O Grupo do Não propôs, durante a negociação, pagar 10 Fcfa/kilo, a criação de um fundo destinado ao Banco do Desenvolvimento, que terá sede própria, com representantes dos ministérios das Finanças, Comércio e Economia.
Hoje, depois da reunião o Conselho de Ministros, o Grupo do Não - que passou uma rasteira ao ministro Botche Candé - saberá a decisão final. AAS
Os empresários ripostaram e bateram o pé: ou 10 Fcfa/kilo, ou não pagamos. A cantilena continuou até que o PM, desgastado com a atitude do seu ministro-djidiu, tomou a palavra. Carlos Gomes Jr disse que não queria falar muito, pedindo apenas ao grupo que preparassem um dossier para ser discutido hoje na reunião do Conselho de Ministros (dossier de resto já entregue na Primatura). Lamentou de seguida que se tivesse parado os trabalhos durante uma semana, e que ninguém o tivesse comunicado sobre o que estava a passar.
Cadogo Jr garantiu ainda aos empresários que a taxa exigida por despacho pelo ministério do Comércio, não iria parar aos cofres da Câmara do Comércio (CCIAS).
O Grupo do Não propôs, durante a negociação, pagar 10 Fcfa/kilo, a criação de um fundo destinado ao Banco do Desenvolvimento, que terá sede própria, com representantes dos ministérios das Finanças, Comércio e Economia.
Hoje, depois da reunião o Conselho de Ministros, o Grupo do Não - que passou uma rasteira ao ministro Botche Candé - saberá a decisão final. AAS
MISSANG(AS)
Atracou hoje, no porto de Bissau, um barco proveniente de Angola e carregado com camiões, carrinhas, materiais de construção entre outros. Tudo isto faz parte da contribuição angolana para a reforma nos sectores da Defesa e Segurança - a MISSANG.
Dos 30 milhões de dólares avançados por Luanda, vinte e três milhões destinam-se à reforma das forças armadas, e 7 milhões serão para a Segurança.
Angola trouxe ainda outro tipo de material "não especificado".
Ainda assim, está tudo controlado... AAS
Dos 30 milhões de dólares avançados por Luanda, vinte e três milhões destinam-se à reforma das forças armadas, e 7 milhões serão para a Segurança.
Angola trouxe ainda outro tipo de material "não especificado".
Ainda assim, está tudo controlado... AAS
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