sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Arab Business Leaders nomeia Cherif Haidara embaixador encarregado da Guiné-Bissau e da África Ocidental


A l'intention de son Excellence, Monsieur SERIFU NHAMADJO,
Président de Guinée Bissau

Présentation du club d'affaires Arab Business Leaders

Dubaï, samedi 27 octobre 2012

Monsieur le Président NHAMADJO,

C'est avec un grand honneur, et en ma qualité de Président du club d'affaires Arab Business Leaders, que je me permets de vous adresser au nom de toute l'équipe nos meilleurs voeux pour votre présidence, que celle-ci soit couronnée de succès pour vous et de prospérité pour votre beau pays, la Guinée Bissau.

Arab Business Leaders est un club réunissant des hommes d'affaires du monde entier, et actuellement présent dans plus de 30 pays. Nos bureaux sont basés à Paris, Dubaï et Amman.

Notre mission est de favoriser le commerce entre le monde arabe et le reste des pays du monde, notamment en trouvant des investisseurs arabes pour des projets en Afrique, en Amérique et en Europe.

La majorité de nos membres sont des chefs d'entreprises, des entrepreneurs et des investisseurs privés ainsi que des membres des familles royales du Golfe. Nos membres sont choisis sur des critères très stricts, en particulier leur professionnalisme, leur réseau professionnel et leur capacité à apporter des opportunités d'affaires.

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CHERIF HAIDARA a été nommé ambassadeur en charge de la Guinée Bissau et de l'Afrique de l'Ouest.

CHERIF HAIDARA, à qui j'accorde toute ma confiance et dont je connais le professionnalisme, sera notre lien entre la Guinée Bissau et le Moyen Orient. Son rôle est entre autres de trouver pour Arab Business Leaders - avec l'aide des autorités de Guinée Bissau - des projets d'investissement nécessitants des fonds arabes, aussi bien dans le domaine de la construction et des infrastructures que dans le domaine de la pêche ou l'exportation de noix de cajou.

Je tiens à souligner, Monsieur le Président, que l'Afrique, et notamment la Guinée Bissau, sont aujourd'hui une priorité pour Arab Business Leaders, et c’est dans cette perspective que nous allons dans les prochains mois déployer des efforts considérables pour renforcer les liens commerciaux entre nos deux continents voisins. Ainsi, Arab Business Leaders a participé le 25 octobre dernier à un forum d'investisseurs Africains à Dubaï au cours duquel nous avons représenté les investisseurs arabes.

Notre club a l'ambition d'organiser dans les prochains mois un forum Afrique/Moyen-Orient et d’y inviter des leaders arabes du monde politique et des affaires. Nous comptons tout particulièrement sur la présence d'une délégation venue de Guinée Bissau.
Vous trouverez, Monsieur le Président, plus de détails sur Arab Business Leaders dans notre présentation.

Veuillez agréer, Monsieur le Président, mes salutations les plus respectueuses.

Houssam NASRAWIN

Pansau Ntchama tinha autorização de residência em França


À medida que a investigação sobre a acção de Pansau Intchama no passado dia 21 de Outubro avança, são cada vez mais as interrogações quanto aos reais motivos por detrás do ataque ao quartel dos Pára-Comandos, em Bissau. Sabe-se agora que Pansau Ntchama, desaparecido de Portugal no final do curso de capitães na Escola Prática de Infantaria em Mafra, em 2010, tinha obtido pouco tempo antes uma autorização de residência em França.

Munido desse documento, que permite o trânsito em todo o espaço Shengen, Pansau terá saído de Portugal e entrado em Espanha e depois foi para França. Aliás, seria a partir de França que Pansau, aproveitando as facilidades concedidas pela autorização de residência, terá feito os seus contactos exteriores em Banjul e Luanda, dois dos países que mais se têm oposto às autoridades guineenses saídas do Golpe de Estado de 12 de Abril. As entradas em Portugal tornaram-se cada vez mais raras. Pansau era um elemento conhecido e temido na comunidade guineense. Mas tanto reconhecimento facilitava o trabalho à rede de guineenses que em Portugal tentavam vigiar e transmitir as movimentações militares para o Estado-maior guineense.

Apesar dos cuidados, as constantes viagens de Pansau para as capitais dos países “hostis” à Guiné-Bissau não terão passado despercebidas ao actual CEMGFA guineense António Indjai. Indjai teria tido mesmo conhecimento dos planos de entrada de Pansau em território guineense em Outubro último. Aliás, Indjai terá ordenado que não fossem colocados obstáculos à sua entrada no país. De seguida, elementos de confiança da estrutura militar ficaram encarregues de vigiar todos os passos do capitão Pansau para conhecer os seus objectivos.

Pansau é uma peça chave no mais mediático dos casos jurídicos guineenses, as mortes do ex-CEMGFA Tagme Na Waie e do ex-Presidente da República “Nino” Vieira, assassinados em 2009. Segundo acusações feitas no passado, Pansau terá participado na equipa que assassinou “Nino” Vieira, sendo por isso, um elemento chave para perceber o que se passou naquela noite e determinar quem deu as ordens para a execução. A armadilha de António Indjai estava montada. Tendo sido ele próprio acusado no passado de ser um dos autores morais da morte de “Nino”, o CEMGFA pretenderá usar agora o depoimento de Pansau para ver o seu nome ilibado na Justiça. Indjai sabe também que os nomes que Pansau vier agora a apontar serão os que ficarão para a História da Guiné-Bissau como os assassinos de “Nino” Vieira. PNN

New York Times: "A Guiné-Bissau é um narco-estado"


O jornal norte-americano «New York Times» revela que, após o golpe de Estado de 12 de Abril, aumentou, consideravelmente, o tráfico de drogas na Guiné-Bissau, classificando o país como um «narco-estado». Na edição online de ontem, o «New York Times» garantia que, desde que os militares assumiram o poder e derrubaram o Presidente, aumentou o tráfico de drogas no país, o que faz supor que se tratou mais de um «golpe de cocaína» do que de um golpe de Estado. A publicação garante que especialistas consideram que aumentou o número de aviões bimotores a realizarem travessias sobre o Atlântico, que transportam toneladas de cocaína provenientes da América Latina, que são descarregadas em ilhas desabitadas e regiões remotas da Guiné-Bissau, para depois seguirem para o norte.

De acordo com as autoridades, os aviões, para realizarem uma viagem de 1.600 milhas sobre o Atlântico necessitariam de transportar pelo menos 1,5 toneladas. Para além disso, as Nações Unidas garantem que entre Abril e Julho, pelo menos 20 aviões de pequena dimensão eram suspeitos de transportar droga para a Guiné-Bissau. Um representante da DEA - Drug Enforcement Admnistration (agência norte-americana de combate ao narcotráfico) -, citado pelo jornal, referiu que se «trata provavelmente do pior narco-estado que está lá fora no continente».

O «New York Times» questiona se o golpe de Estado foi um «desvio» para o tráfico de drogas, ao mesmo tempo que cita várias fontes que alegam que, durante esse período, existiu um «excesso» de actividades de narcotráfico na Guiné-Bissau, que o golpe foi levado a cabo por pessoas envolvidas no negócio das drogas e que muitos militares têm relações pessoais com os traficantes. O General Antonio Injai, chefe do Exército, citado pela publicação, negou o envolvimento no narcotráfico, pedindo à comunidade internacional para se combater este tipo de tráfico.

Golpes & Pescas, Lda.


Ontem, enquanto beberricava um café na companhia de um amigo, passou o telejornal num canal (creio que estatal) de televisão. De repente, o nome Guiné-Bissau aparece solenemente. Motivo? Acabava-se de assinar um acordo no sector das pescas com o Senegal. E eu comentei em francês com o meu amigo, reclamando que o acordo acabado de assinar beneficiava apenas o Senegal: "Eles é que ficam com o peixe, nós ficamos com as espinhas...isto para não falar no apoio a golpes de Estado".

Nisto, um senegalês que ouvia a conversa insurgiu-se: "Bom, mas vocês são pouco mais de um milhão de pessoas, não precisam de tanto peixe"...fingindo que não ouviu falar em golpes de Estado. Olhei-o de soslaio e devolvi, com juros: "Por mim, nem precisavam assinar acordo nenhum pois o Senegal sempre pescou, roubando peixe nas nossas águas, sem qualquer consequência, mais ainda agora que têm no 'governo' marionetas que eles mesmo manipulam". Então, o senegalês, com toda a calma, levantou-se, pediu a conta e... desapareceu de cena, chateado da vida e a resmungar algo que não percebi. E assim vai o mundo. AAS

Possível detenção de Karim: Me. Wade ameaça 'aquecer' Dakar


O ex-presidente senegalês, Abdoulaye Wade, ficou colérico ontem, quando soube através de um jornal senegalês de que um mandato de detenção foi emitido contra o seu filho, Karim Wade. Segundo fontes concordantes, o antigo presidente decidiu juntar-se às forças religiosas bem conhecidas das forças de policia, para aquecer as ruas de Dakar e tentar dissuadir o regime de Macky Sall de prender o seu filho.

Me Wade, que acredita piamente de que essa informação sobre o mandato de detenção lançado contra o seu filho não carece de todo de fundamento, decidiu assumir a vanguarda na campanha de destabilização do regime de Macky Sall, apoiando-se sobre os discipulos do lider religioso Bethio Thioune fazendo-lhes assumir a responsabilidade das manifestações. Ele, segundo a fonte, tera mesmo do seu próprio bolso financiado uma guerrilha urbana.

Do lado das forças da ordem, informações nesse sentido transmitidas às altas autoridades, segundo conseguimos apurar de fontes crediveis. As mais altas autoridades do Estado indicam de que eles não vão influenciar minimamente a justiça nem num sentido nem noutro e que os juizes devem interpelar Karim Wade, pois a lei tem pervalecer.

FONTE: http://www.africatime.com/Senegal/index.asp

QUAL SERÁ O PRÓXIMO EPISÓDIO?


Apesar de toda instabilidade política que o país enfrenta pós-conflito interno de 07 de junho de 1998 a 1999, impõe-se a pergunta: vale continuar com as Forças Armadas no país? Duas coisas merecem ser lembradas diante desta espécie de pergunta: a primeira diz respeito ao seguinte, se alguém me perguntar se tu gostas de Forças Armadas, responderia que não, a segunda se alguém me perguntar se tu gostas de viver num país sem presença de Forçar Armadas também responderia que não.  Quanto ao primeiro ponto, é claro que sou contra ação dos militares perante a sociedade civil, uma vem que o mesmo só pauta no uso das forças.  As Forças Armadas Revolucionarias do Povo é o que garante a soberania nacional do país. No mundo atual, não é admitido que a classe castrense fosse quem dita às regras.

A Guiné-Bissau precisa fortalecer acordos para selecionar, treinar e pagar melhores salários para os militares, tal vez isso ajudaria a inibir os conflitos políticos e militares. Só através disso, os militares deixariam de ser manipulados e/ou influenciado pelos políticos GABOLA, que só pensam em roubar o aparelho de Estado.
Um militar deve ser respeitado e não temido, mas nas ruas da cidade de Bissau, os militares são temidos pelo seu comportamento de bravura. Vamos sair ás ruas para repudiar tais condutas praticadas pelos militares.

Estamos perante uma ditadura militar, onde a voz do povo é silenciada pela força das armas. Vamos fazer circulação pacifica espalhar cartazes por todo lado retratando a violência dos militares e políticos. Precisamos de PAZ, para inibir a crise política que assolou o país desde o conflito interno de 07 de junho de1998. Pois a indisciplina nas Forças Armadas é uma ameaça a Guiné-Bissau.

A crise política de 07 de junho em Bissau, que durou 11 meses, ceifou vida de milhares de pessoas, impusera aos guineenses uma enorme tradição de instabilidade política, cuja pesada herança poder ser vista debaixo da camada mais recente de cultura de violência.
Recentemente teve um novo episódio de 21 de outubro de 2012, supostamente, Pansau Ntchama dirigiu um ataque contra o quartel de para-comandos que matou seis pessoas, o fato é um reflexo da atual situação de instabilidade política que o país atravessa, o acontecimento de 21 de outubro, nada mais é que uma etapa de eventos que está em andamentos.

Augusto A.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

"Aprender, aprender; Aprender sempre" - Amilcar Cabral


Aprendam:

- http://pt.globalvoicesonline.org/2012/04/15/guine-bissau-blogger-preso-aly/

- http://pt.globalvoicesonline.org/?s=António+Aly+Silva

Afinal...vai, fica - em que ficamos?


... O delegado da RTP na Guiné-Bissau já não será expulso. Fernando Teixeira Gomes ficará, afinal, no país. "Decidimos manter o Fernando Gomes porque foram-nos garantidas condições de segurança", disse Nuno Santos, Director de informação da televisão pública portuguesa. Hum... Decidam-se, caraças! AAS

ÚLTIMA HORA: O Governo Federal do Brasil autorizou a renovação dos vistos dos estudantes guineenses que estavam em condições ilegais em Fortaleza, no estado do Ceará. AAS


Valeu, caras! Abraço.

Comité para a Protecção dos Jornalistas condena expulsão e ameaças contra Jornalistas na Guiné-Bissau


ENGLISH VERSION

http://www.cpj.org/2012/11/guinea-bissau-expels-journalist-another-flees-into.php#more

VERSÃO PORTUGUESA

http://cpj.org/pt/2012/11/guine-bissau-expulsa-jornalista-portugues-outro-fo.php

NOTA: Dos jornaleiros...não reza a história! AAS

A mentira tem pernas curtas... MFDC nega envolvimento nos problemas da Guiné-Bissau


O MFDC, Movimento das Forças Democráticas de Casamança, desmentiu categoricamente o 'governo usurpador', negando qualquer envolvimento nos problemas da Guiné-Bissau e nomeadamente no caso de 21 de Outubro. Em comunicado, este movimento que luta pela independência da Casamança face ao governo do Senegal, referiu que nenhum dos seus combatentes tinha participado na tentativa de assalto contra o quartel de para-comandos de Bissau a 21 de Outubro. O MFDC respondeu deste modo às acusações proferidas pelo governo Guineense de transição que afirmou que entre os 6 mortos resultantes do confronto se encontravam combatentes oriundos da região de Casamança.

Sr., porta-disparate: por favor, não volte a abrir a matraca!!! AAS

O 'governo' de usurpadores do poder na Guiné-Bissau está de tal forma bloqueado, que até enviam cartas oficiais...por correio. Essa é que é essa!!! Bissimilai! AAS

Nem sim, nem 'nim'


Esta quinta-feira, dois encontros marcaram a actualidade Guineense, a convocação do Conselho de Estado pelo 'pesidente de transição', que em seguida se reuniu com as chefias militares, o PRS, Partido de Renovação Social (os golpistas de serviço) e com o PAIGC, partido no poder até ao golpe de estado de 12 de Abril, no intuito de analisar em conjunto a situação do país e tentar chegar a um consenso para que as instituições da República funcionem melhor.

Ao fim de quatro horas de reunião, os balanços dos dois maiores partidos políticos Guineenses foram contrastados. Augusto Poquena, Secretário-Geral do PRS, considerou que o PAIGC não reconhece o golpe de Estado de 12 de Abril e que este partido não tem vontade de fazer sair o país do impasse. Por outro lado, o líder da delegação do PAIGC, Luís Oliveira Sanca, contrapôs esta argumentação afirmando que a reunião "foi positiva" e que o golpe de Estado de 12 de Abril é uma evidência. RFI

O “desvio” da RTP na Guiné


O delegado da RTP na Guiné-Bissau, Fernando Gomes, deixa amanhã o país. Depois de a Sábado avançar com a notícia da sua expulsão, na terça-feira, surgem agora mais detalhes, revelados pela Lusa. O ministro guineense da Presidência do Conselho de Ministros e porta-voz do governo de transição, Fernando Vaz, escreveu uma carta a Alberto da Ponte ea Miguel Relvas a pedir a substituição do jornalista por existir um "desvio" do fim para que a televisão portuguesa foi aceite em Bissau. O que só fica bem ao jornalista e à RTP. Este é o take da Lusa:

"O governo de transição da Guiné-Bissau considera que houve "um desvio claro do fim" para o qual a representação da RTP foi aceite no país, pelo que pediu a substituição do delegado, Fernando Gomes.

Fernando Gomes era até agora o delegado da RTP em Bissau mas deixa o país na próxima sexta-feira, na sequência de uma carta do governo de transição pedindo a substituição do delegado.

A carta, a que a agência Lusa teve acesso, tem data de 15 de outubro e é dirigida ao presidente do conselho de administração da RTP, Alberto da Ponte, com conhecimento do ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas. Foi assinada pelo ministro da Presidência do Conselho de Ministros do governo de transição da Guiné-Bissau, Fernando Vaz.

Em três parágrafos, Fernando Vaz agradece "os esforços que a administração da RTP tem feito para garantir o funcionamento e difusão das informações quotidianas" da Guiné-Bissau, contando para o efeito com uma representação em Bissau.

"O governo da Guiné-Bissau reconhece o trabalho que tem sido desenvolvido pela aludida representação desde a sua instalação em Bissau", diz a carta, que acrescenta: "Entretanto, o governo lamenta constatar um desvio claro do fim para que a representação foi aceite no país, impulsionado pessoalmente pelo atual delegado na pessoa do senhor Fernando Gomes".

"Nestes termos" o governo "agradece a amabilidade" de Alberto da Ponte "no sentido de tomar medidas que julgar necessárias para substituir o mais rápido possível o atual delegado" da RTP na Guiné-Bissau, conclui a carta."

http://ntpinto.wordpress.com/2012/11/01/o-desvio-da-rtp-na-guine/

RESPOSTA ÀS ACUSAÇÕES DO GOVERNO DE TRANSIÇÃO DA GUINE BISSAU


Sr. Fernando Vaz,

A luta de libertação não se fez com burros e cavalos. Fez-se com estratégias e recurso humanos—e infelizmente, muitos perderam a vida. Como deve saber, qualquer carro que andar sem condutor, acaba por cair no precipício.

No dia 28 de Outubro de 2012 a forcv.com publicou uma noticia, “Guiné-Bissau: Governo de transição considera ‘vergonhosas’ declarações de dirigentes cabo-verdianos.” Tendo em conta o nosso conhecimento da história de luta de libertação, queremos dizer ao Sr. Vaz que procure outros argumentos por forma a legitimar o governo dele.

Todos sabemos que o actual governo da Guiné Bissau é um governo de paus mandados, sem poderes e submisso às forças armadas (danadas) de Guiné Bissau. Um governo de incoerentes que não deveria assumir a liderança – legitimando decisões arbitrárias de golpistas. Só espero que o senhor esteja “aqui” para ler esta minha posição porque pelos vistos, o Senhor Vaz não entende nada da democracia e/ou estado de direito. Talvez esteja com medo, defendendo seu tacho e seguindo cegamente ordens com argumentos sem lógica, descabidas, que poderão sobretudo causar um profundo dano no relacionamento entre a Guiné e Cabo Verde. É uma tristeza imensa ouvir a sua baixa e barata retórica em nome do governo e estado da Guiné Bissau.

Sr. Vaz, a legitimização do seu Estado não se faz com discursos, entrevistas ou conferências de imprensas baratos e ofensivos. Ela é feita com resultados práticos e mensuráveis—algo que o senhor e seus camaradas desconhecem. Hoje o senhor está no “poder”, certamente com muito medo porque sabe que será deposto amanhã. São essas atitudes de vingança e desordem que as autoridades de Cabo Verde não desejam (mais) ver num país que teve muito em comum com Cabo Verde.

Sr. Vaz, a luta de libertação não se fez com burros e cavalos. Fez-se com estratégias e recurso humanos—e infelizmente, muitos perderam a vida. Como deve saber, qualquer carro que andar sem condutor, acaba por cair no precipício—o caso da Guiné Bissau tudo aconteceu depois do golpe de estado de novembro de 1980.

Nós sabemos que pelas vossas limitações, invejas e espírito de cobiça e tribalismo, nunca gostaram dos caboverdianos. Os caboverdianos entenderam a vossa “ira”, abandonou a unidade Guiné/ Cabo Verde (que nunca devia existir) e veja, Sr. Vaz, hoje vocês têm a nação mais fragmentada de África – enquanto Cabo Verde, está no topo dos sectores de governaçao,prosperidade económica, democracia e paz social—algo que com as vossas
barbaridades, jamais atingirão. Daí a razão que os governantes de Cabo Verde estão tomando as posições que tomam no sentido de promover uma coerência para o bem estar do povo sofredor da Guiné.

Nunca defendo o primeiro ministro José Maria Neves ou Presidente Jorge Carlos Fonseca porque eles são idóneos e dispõem de mecanismos adequados para responder a essa vossa baixeza—que não merece resposta deles—daí, a minha resposta às suas acusações maléficas e infudamentadas.

Sr. Vaz, Cabo Verde e seu povo não devem a sua independência aos guineenses. Foi um trabalho conjunto, com liderança efetiva e ações práticas dos guineenses e caboverdeanos, muito embora, por razões geográficas, os guineenses em maior número.Vocês continuam angustiados porque não dispunham de estratégia ou competência técnica para demolirem o regime colonial. Os caboverdianos têm cara e sentido de responsabilidade. Em contrapartida, vocês continuam nas vossas barbaridades, como se a vida humana não tivesse valor.

Por isso, o senhor e seu governo deveriam simplesmente agradecer a intervenção do governo de Cabo verde no sentido de pôr cobro às atrocidades quotidianas da Guiné Bissau. Os caboverdianos sentem na pele o sofrimento do povo guineense enquanto os senhores “chefes” manipulam o povo e venham aqui cantar cantiga de galo molhado.

Dr. Julio C de Carvalho
Militante da UCID – U.S.A.